Índia lançou o satélite de observação Oceansat-3

Espaçonave vai estudar os oceanos

Foguete decola de Shriharikota

A Índia lançou na manhã de hoje, 26 de novembro de 2022, o satélite de sensoriamento remoto EOS-06 e oito cubesats pelo foguete PSLV-XL C54, com decolagem realizada às 11h56, horário padrão indiano (03h26, horário de Brasília), a partir da plataforma de lançamento do Centro Espacial Satish Dhawan, localizado na ilha de Sriharikota, no sudeste da Índia. O EOS-06 “Oceansat-3” (Earth Observation Satellite – 06), pesando 1.117 kg, foi criado pela divisão ISRO – a UR Rao Satellite Center – para intergrar a constelação Oceansat, a fim de garantir a observação contínua dos oceanos e aplicações no campo da oceanografia. O EOS-06 estava programado para entrar em uma órbita sincronizada com o sol a uma altura de 738 km e complementará o trabalho do satélite Oceansat-2, lançado em 2009. Oito cubesats também entraram em órbita a uma altitude de 511 km, incluindo os indiano INS-2B e Anand, dois dispositivos Thybolt e quatro nanossatélites Astrocast desenvolvidos pela empresa suíça de mesmo nome. Todos os veículos serão usados ​​para testar e demonstrar tecnologias.

Fases de lançamento desde a decolagem até a entrada em órbita das espaçonaves
Disposição do satélite principal e dos satélites acompanhantes dentro da carenagem de cabeça do foguete

Este foi o 56º voo do Polar Satellite Launch Vehicle e o 24º da versão PSLV-XL com seis motores de propelentes sólidos PSOM-XLs. O lançamento do PSLV-C54 está planejado a partir da Primeira Plataforma de Lançamento (FLP), no Satish Dhawan Space Centre SDSC, em SHAR.

O satélite primário EOS-06 foi separado na “órbita-1”. Posteriormente, uma mudança orbital foi feita usando dois propulsores de mudança de órbita (orbital change thrusters – OCTs) montados na baia de propulsão do PSLV-C54. Os satélites passageiros “passenger payloads” – PPLs – foram separados na chamada órbita-2.

EOS-06

EOS-06 na oficina de montagem e testes

O EOS-6 é um satélite de terceira geração desenhado sobre um chassi indiano IRS-1 para prover continuidade das tarefas da espaçonave Oceansat-2 com especificações de carga útil melhoradas, bem como áreas de aplicação. O principal objetivo da missão é garantir a continuidade dos dados de cor do oceano e dados vetoriais do vento para sustentar as aplicações operacionais, melhorar as aplicações, alguns conjuntos de dados adicionais, como temperatura da superfície do mar e maior número de bandas na região óptica, desenvolver e melhorar algoritmos e produtos de dados relacionados para servir em áreas de aplicação bem estabelecidas e para aprimorar a utilidade da missão.

O primeiro Oceansat foi lançado em uma órbita síncrona do Sol polar a cerca de 720 quilômetros em 1999. Já o Oceansat-2 foi lançado na missão PSLV-C14 em 2009.

Cargas úteis do EOS-06

  • Monitor de cores do oceano (Ocean Color Monitor OCM-3), com de treze bandas em VNIR (intervalo de 400-1010 nm) com resolução espacial de 360 metros e faixa de 1.400 km para monitoramento da cor do oceano.
  • Monitor de Temperatura da Superfície do Mar (Sea Surface Temperature Monitor – SSTM-1): Dois instrumentos para estudo em bandas TIR estreitas (10nm) para monitorar a temperatura da superfície do mar e cobertura de nuvens.
  • Dispersômetro de Banda Ku (Ku-Band Scatterometer SCAT-3), com um feixe de lápis de banda Ku com uma resolução de solo de 50 km × 50 km para continuidade de dados vetoriais de vento para previsão de ciclones e modelagem numérica do tempo
  • ARGOS, um gravador e transmissor de coleta de dados construído pela agência espacial francesa CNES para fins de radiolocalização.
Esquema do Earth Observation Satellite EOS-06 Oceansat 3

Objetivos da missão, segundo a ISRO
Assegurar a continuidade dos dados de cor do oceano e dados vetoriais de vento para sustentar as aplicações operacionais;
Melhorar as aplicações, alguns conjuntos de dados adicionais, como temperatura da superfície do mar e mais bandas na região óptica para florescência e na região infravermelha para correções atmosféricas, são acomodados;
Desenvolver e melhorar algoritmos e produtos de dados relacionados para servir em áreas de aplicação bem estabelecidas e aumentar a utilidade da missão.

Resumo da campanha de lançamento

Outros satélites lançados

Além do EOS-06, vários ‘passageiros acompanhantes’, pequenos satélites de aplicação cujo contrato de lançamento foi intermediado pela New Space India NSIL, foram colocados em diferentes órbitas quase polares. Enquanto o satélite oceanográfico estabeleceu-se em uma órbita circular de 737,9 km, inclinada em 98,34 graus, os pequenos ‘acompanhantes’ atigiram parâmetros de altitude média de 511,2 km e inclinação de 97,45 graus.

INS-2B

Satélite Índia – Butão
A espaçonave ISRO Nano Satellite-2 for Buthan (INS-2B Buthansat), de 18,28 kg, está configurada no chassi INS-2. O INS-2B tem duas cargas úteis, o NanoMx e APRS-Digipeater. O NanoMx é aparelho de imagem óptica multiespectral desenvolvida pelo Space Applications Center (SAC). A carga útil APRS-Digipeater é desenvolvida em conjunto pela DITTBhutan e o URSC. O satélite é um cubo de alumínio de tamanho 235 x 216 x 214 mm3 com uma massa aproximada de 12 kg. A carga é de responsabilidade conjunta entre o Governo da Índia e o Governo Real do Butão. O Butão está contribuindo com o digipeater APRS amador (APRS-DP). O principal objetivo do APRS-DP é fornecer serviço de retransmissão de mensagens digitais para estudantes universitários no Butão e para uma comunidade de rádio amador em geral. A missão APRS-DP visa promover a conscientização sobre comunicação de rádio amador e satélites amadores entre os estudantes e o público em geral, especialmente no Butão.
Um APRS-DP semelhante foi transportada nos BIRDS-2 CubeSats (BHUTAN-1, MAYA-1 e UiTMSAT-1) construídos no Instituto de Tecnologia de Kyushu, no Japão. No entanto, os CubeSats BIRDS-2 não foram capazes de fornecer totalmente os serviços de retransmissão de mensagens digitais. Espera-se que a carga APRS-DP seja capaz de fornecer serviços de retransmissão de mensagens digitais para uma comunidade amadora. A carga APRS-DP no satélite conjunto será ativada com base em um cronograma predeterminado. Qualquer operador amador em todo o mundo pode receber mensagens de outros operadores e também transmitir suas mensagens para outros operadores diretamente usando seu indicativo de chamada específico ou pode transmitir suas mensagens usando um downlink VHF usando 1k2 AFSK AX25.

Anand

Anand
O satélite Anand Nano, de 16,51 kg, é um demonstrador de tecnologia para demonstrar as capacidades e aplicações comerciais de uma câmera miniaturizada de observação terrestre para observação usando um microssatélite na órbita baixa . É um satélite estabilizado de três eixos que consiste em um chassi acomodando todos os subsistemas como telemetria, telecomando, sistema de energia elétrica, sistema de determinação e controle de atitude (ADCS), computadores de bordo etc, e uma unidade de carga útil. O Anand será o primeiro satélite de observação da Terra desenvolvido de forma privada a ser lançado da Índia.

Astrocast

Astrocast (4 unidades, totalizando 17,92 kg)
Astrocast, uma espaçonave tipo 3U é um satélite demonstrador de tecnologia para a Internet das Coisas (IoT) como carga útil. Existem quatro exemplares da Astrocast Satellites nesta missão. Essas espaçonaves estão alojadas em um dispensador ISISpace QuadPack. O dispensador protege o satélite de contaminação. O lançamento desses aparelhos foi contratado pela Spaceflight, fornecedora global de serviços de lançamento

Thybolt

Thybolt (duas unidades, totalizando 1,45 kg)
O Thybolt é um chassi tananho 0,5U que incluem uma carga útil de comunicação para permitir a demonstração de tecnologia e desenvolvimento de constelações para vários usuários. Ele também demonstra a funcionalidade Store-and-Forward para usuários autorizados na banda de frequência amadora. Os satélites devem ser ejetados usando o ejetor Dhruva Space Orbital Deployer para realizar as operações de missão por um período mínimo de um ano.

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Autor: homemdoespacobrasil

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