Artemis I decola hoje à noite para a Lua

Foguete SLS está sendo preparado na plataforma 39B do Cabo Canaveral

Resumo do lançamento

A NASA está preparando o primeiro foguete lunar SLS (número 1) com a espaçonave Orion para decolagem na noite de hoje para amanhã (15 para 16 de novembro de 2022) da missão Artemis I. A janela de duas horas abre às 06:04:00 UTC (03:04:00 hora de Brasilia no dia 16), com o foguete de 2,6 mil toneladas colocando a nave espacial em trajetória de injeção translunar para um voo de cerca de 26 dias até a amerrissagem, assumindo que tudo corra conforme o planejado, com o módulo de tripulação pousando no Oceano Pacífico perto de San Diego por volta de 12 de dezembro. Existe uma oportunidade de reserva no sábado, 19 de novembro.

A missão inaugural do sistema SLS/Orion prevê que espaçonave orbitará a Terra e, em seguida, será propelida pelo segundo estágio do foguete para entrar em uma órbita retrógrada elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km para depois retornar à Terra.

A agência espacial iniciou o resfriamento das linhas de transferência de oxigênio e hidrogênio líquidos na plataforma 39B. Isso condiciona termicamente os sistemas terrestres para carregamento dos propelentes criogênicos no estágio central do foguete lunar. O diretor de lançamento da agência espacial, Charlie Blackwell-Thompson, deu a aprovação para começar a abastecer o foguete, e a equipe de gerenciamento da missão votou “sim” para abastecer os mais de 2.839.058 litros de propelentes. A previsão meteorológica mais recente prevê 80% de chance de clima favorável para o lançamento na abertura da janela de duas horas às 01h04 EST (0604 GMT ou 03h04, horário de Brasília). As principais preocupações meteorológicas são com o potencial de neblina espessa e nuvens cumulus.

O SLS é um foguete derivado do space shuttle , com o primeiro estágio (estágio central, estágio de núcleo, “core stage” em inglês) sendo alimentado por motores RS-25 e dois propulsores auxiliares. O estágio superior está sendo desenvolvido a partir da variante interina ICPS (interim cryogenic upper stage) do Block 1 para uma variante do Block 2, o Exploration Upper Stage, EUS – Estágio Superior de Exploração

A contagem regressiva entrou em espera interna em T menos 6 horas e 40 minutos. Este intervalo durará três horas e meia, dando tempo para a equipe de gerenciamento e a de controle de lançamento confirmarem sua prontidão para prosseguir com as operações de abastecimento criogênico. O tempo de espera neste ponto da contagem regressiva foi estendido em uma hora em comparação com as contagens anteriores, permitindo tempo adicional para carregar o combustível no estágio principal depois que a equipe de lançamento modificou a técnica de abastecimento após vazamentos anteriores. A equipe que trabalha no lançamento enfrentou falhas durante o processo de abastecimento nas duas tentativas anteriores. Os engenheiros tiveram que realizar reparos após a segubnda tentativa ser cancelada e realizar outra operação prática de abastecimento para demonstrar que poderiam realizar satisfatoriamente o procedimento. Funcionários da agência defenderam suas decisões de interromper as tentativas anteriores, dizendo que os engenheiros ainda estão aprendendo a lidar com o foguete, que está em desenvolvimento há mais de uma década.

Foguete SLS na plataforma 39B

“Sinto-me bem com a tentativa no dia 16”, disse Mike Sarafin, gerente da missão Artemis na sede da NASA em Washington, durante uma coletiva de imprensa na noite de domingo, 13 de novembro. “A equipe está avançando como uma unidade”, acrescentou. “Nós só temos algum trabalho a fazer.” Um foco desse trabalho será uma fina faixa de selagem tipo RTV (silicone rubber RTV 566 A/B) que circunda o adaptado do módulo de tripulação com a carenagem de cabeçan. O RTV ajuda a suavizar um pequeno recuo na cápsula que poderia causar alguma circulação indesejada de ar de camada-limite e consequente aquecimento durante o voo, disse Sarafin.

O furacão Nicole rasgou um pouco desse selo na quinta-feira (10 de novembro) quando atingiu a Costa Espacial da Flórida. A pilha Artemis 1 suportou o Nicole , que enfraqueceu para uma tempestade tropical logo após chover em solo sobre a ‘Pad 39B’ do KSC. É possível que alguns dos RTVs deslocados pela tempestade possam se libertar durante a decolagem, criando um risco de detritos para o foguete, disse Sarafin. A equipe ainda está examinando a natureza e a gravidade desse risco. “Precisamos gastar um pouco mais de tempo para revisar nossa lógica de voo para esta tentativa de lançamento, especificamente no que se refere à liberação de qualquer RTV restante e transporte de detritos”, disse Sarafin.

A equipe não está muito preocupada com o aumento do “aeroaquecimento” devido à perda de alguns RTV, acrescentou. “Temos proteções no que diz respeito aos materiais subjacentes a esse RTV”, disse ele. “Esta é apenas uma camada adicional para criar uma espécie de fluxo de ar contínuo.” O problema do RTV não pode ser corrigido na plataforma de lançamento, porque o Orion fica bem no topo do SLS. Se a equipe determinar que a calafetagem precisa ser substituída, uma reversão para o Edifício de Montagem de Veículos do KSC provavelmente seria necessária.

O SLS Block I número 1 é composto pelo estágio central CS-1, os ‘boosters’ RSRMV-1L e RSRMV-1R e o estágio superior ICPS n°1. Já a nave espacial Orion será composta pela cápsula Crew Module CM n° 002 e o Módulo de Serviço Europeu ESM-001Bremen’.

Além das análises do RTV, a equipe substituiu um conector elétrico próximo à base do foguete, que esteve associado a algumas leituras instáveis. Isso pode ser feito na plataforma. “Temos alguns critérios de compromisso de lançamento muito bem escritos que são muito bem pensados”, disse. Esses critérios, ele acrescentou, “dariam suporte para voar, apesar do que esse conector possa trazer. Dito isso, esperamos voltar a uma capacidade totalmente funcional”. “Revisamos a configuração do nosso veículo desde o topo da espaçonave até a base do foguete, incluindo o sistema de terminação de voo, as baterias que redefinimos, as cargas úteis que redefinimos”, disse Jim Free, administrador associado para o desenvolvimento de sistemas de exploração. Quanto ao clima, a especialista Melody Lovon disse na quarta-feira que há 90% de chance de clima favorável para o lançamento. “As temperaturas devem estar perto de 70 graus F (21° C) com ventos de sul-sudoeste bastante estáveis ​​de 10 a 15 nós (18,5 a 27,7 km/h) até 200 pés (60 metros)”, disse ela.

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Autor: homemdoespacobrasil

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