Artemis I deve decolar dia 16 para a Lua

Preparação do foguete SLS segue no Cabo Canaveral

A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos EUA (NASA) anunciou o lançamento em 16 de novembro de 2022 do foguete lunar SLS número 1 com a espaçonave Orion da missão Artemis I. A decolagem durante a janela de duas horas que abre às 06:04:00 UTC (03:04:00 hora de Brasilia) resultaria em uma amerrissagem na sexta-feira, 11 de dezembro. Se necessário, a NASA tem uma oportunidade de reserva no sábado, 19 de novembro, e coordenará com a Força Espacial dos EUA para oportunidades adicionais.

Resumo do lançamento

“Sinto-me bem com esta tentativa no dia 16”, disse Mike Sarafin, gerente da missão Artemis na sede da NASA em Washington, durante uma coletiva de imprensa na noite de domingo, 13 de novembro. “A equipe está avançando como uma unidade”, acrescentou. “Nós só temos algum trabalho a fazer.” Um foco desse trabalho será uma fina faixa de selagem tipo RTV (silicone rubber RTV 566 A/B) que circunda o adaptado do módulo de tripulação com a carenagem de cabeçan. O RTV ajuda a suavizar um pequeno recuo na cápsula que poderia causar alguma circulação indesejada de ar de camada-limite e consequente aquecimento durante o voo, disse Sarafin.

O furacão Nicole rasgou um pouco desse selo na quinta-feira (10 de novembro) quando atingiu a Costa Espacial da Flórida, disse a equipe da missão. (A pilha Artemis 1 suportou o Nicole , que enfraqueceu para uma tempestade tropical logo após chover em solo na ‘Pad 39B’ do KSC.)

É possível que alguns dos RTVs destruídos pela tempestade possam se libertar durante a decolagem, criando um risco de detritos para o SLS, disse Sarafin. A equipe ainda está examinando a natureza e a gravidade desse risco. “Precisamos gastar um pouco mais de tempo para revisar nossa lógica de voo para esta tentativa de lançamento, especificamente no que se refere à liberação de qualquer RTV restante e transporte de detritos”, disse Sarafin.

A equipe da Artemis 1 não está muito preocupada com o aumento do “aeroaquecimento” devido à perda de alguns RTV, acrescentou. “Temos proteções no que diz respeito aos materiais subjacentes a esse RTV”, disse ele. “Esta é apenas uma camada adicional para criar uma espécie de fluxo de ar contínuo.” O problema do RTV não pode ser corrigido na plataforma de lançamento, porque o Orion fica bem no topo do SLS. Se a equipe determinar que a calafetagem precisa ser substituída, uma reversão para o Edifício de Montagem de Veículos do KSC provavelmente seria necessária.

Além das análises do RTV, a equipe planeja substituir um conector elétrico próximo à base do foguete, conector este que esteve associado a algumas leituras instáveis. Isso pode ser feito na plataforma. E é um problema menor, disse Sarafin, pois o foguete tem redundância considerável em seus sistemas elétricos. “Temos alguns critérios de compromisso de lançamento muito bem escritos que são muito bem pensados”, disse. Esses critérios, ele acrescentou, “dariam suporte para voar, apesar do que esse conector possa trazer. Dito isso, esperamos voltar a uma capacidade totalmente funcional”.

Foguete SLS na plataforma 39B

A equipe da NASA anunciou que uma revisão de prontidão foi realizada e eles se reuniram para discutir os preparativos para a próxima tentativa de lançamento. “Revisamos a configuração do nosso veículo desde o topo da espaçonave até a base do foguete, incluindo o sistema de terminação de voo, as baterias que redefinimos, as cargas úteis que redefinimos”, disse Jim Free, administrador associado para o desenvolvimento de sistemas de exploração. Quanto ao clima, a especialista Melody Lovon disse na quarta-feira que há 90% de chance de clima favorável para o lançamento. “As temperaturas devem estar perto de 70 graus F (21° C) com ventos de sul-sudoeste bastante estáveis ​​de 10 a 15 nós (18,5 a 27,7 km/h) até 200 pés (60 metros)”, disse ela.

O SLS Block I número 1 é composto pelo estágio central CS-1, os ‘boosters’ RSRMV-1L e RSRMV-1R e o estágio superior ICPS n°1. Já a nave espacial Orion será composta pela cápsula Crew Module CM n° 002 e o Módulo de Serviço Europeu ESM-001Bremen’.

A missão inaugural do sistema SLS/Orion prevê que espaçonave orbitará a Terra e, em seguida, será propelida pelo segundo estágio do foguete para entrar em uma órbita retrógrada elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km para depois retornar ao nosso planeta após cerca de 42 dias de voo.

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Autor: homemdoespacobrasil

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