Adiado o lançamento da missão lunar multinacional

SpaceX adia HAKUTO-R M1 e Lunar Flashlight por motivos técnicos

Foguete B1073.5 na plataforma no SLC-4

A SpaceX adiou ontem o lançamento da missão HAKUTO-R M1/ Lunar Flashlight devido à ‘necessidade de checagens extras’. A nova data de decolagem do foguete Falcon 9 BL5 n° B1073.5 a partir da plataforma SLC-40 em Cabo Canaveral foi marcada para 1° de dezembro de 2022 às 05:57 hora de Brasília (08:57 GMT), carregando duas espaçonaves (um módulo de alunissagem japonês com um rover dos Emirados Árabes e um satélite lunar americano) que chegarão à Lua não antes de abril próximo. “Estamos adiando o lançamento da HAKUTO-R Mission 1 para a ispace para permitir checagens adicionais antes do voo; agora programamos para quinta-feira, 1º de dezembro às 03h37 ET (05.37 Brasilia) para a decolagem” – anunciou a empresa em rede social na madrugada de ontem.

A meteorologia prevê um tempo bom para 1 de dezembro um clima favorável de 70%. Esperançosamente, o projeto japonês terá mais sorte do que o alunissador israelense Beresheet e a ispace se tornará a primeira empresa privada a entregar uma carga útil à superfície lunar.

Será a primeira iniciativa privada de pousar um módulo na superfície da Lua, na cratera Atlas – inclusive levando um jipe automático dos Emirados Árabes, e um robô japonês, na missão “Mission-1” da empresa japonesa ispace. A empresa japonesa anunciou em 17 de novembro que escolheu a Cratera Atlas em Mare Frigoris, no extremo norte da Lua, como seu principal local de pouso. Pousar na borda externa sudeste de Mare Frigoris – uma das planícies basálticas escuras da lua – forneceria ao alunissador insolação contínua para elestricidade e visibilidade da Terra para comunicações, disse a ispace. Alvos de pouso alternativos incluem Lacus Somniorum, Sinus Iridium and Oceanus Procellarum.

Ao mesmo tempo, a espaçonave Lunar Flashlight americana também será colocada em trajetória para a Lua. A nave japonesa fará uma rota de baixa energia, em vez de uma abordagem direta, o que significa que a alunissagem é esperada em abril de 2023, cinco meses após o lançamento.

Resumo da campanha de lançamento

O foguete lançador é composto pelo ‘core’ de primeiro estágio B1073.5 (que fez os lançamentos do satélite SES-22 e três missões Starlink), um segundo estágio descartável padrão e um conjunto de coifa de cabeça reutilizados. As conchas da coifa serão recuperadas no Oceano Atlântico, a 546 km do Cabo Canaveral, pelo navio de apoio da SpaceX, o ‘Doug‘.

Transmissão ao vivo do lançamento pelo Homem do Espaço

CONTAGEM REGRESSIVA
hh:min:ss Evento

00:38:00 Diretor de Lançamento confere a prontidão para abastecimento de propelente
00:35:00 Abastecimento de RP-1 (querosene Refined Petrolleum One) em andamento
00:35:00 Abastecimento de LOX (oxigênio líquido) do 1º estágio em andamento
00:16:00 Abastecimento de LOX do 2º estágio em andamento
00:07:00 Falcon 9 inicia o resfriamento dos motores (chilldown)
00:01:00 Computador de voo emite comando de vôo verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de vôo começa
00:00:45 Diretor de Lançamento verifica a prontidão para o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do foguete

Fases de lançamento do falcon 9 B1073.5 até a ignição do segundo estágio do foguete. O motor fará duas ignições para colocar as naves em trajetória trans-lunar

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA ESPAÇONAVE
Todos os tempos são aproximados

hh:min:ss Evento

00:01:12 Max Q (momento de máxima tensão mecânica no foguete)
00:02:13 Corte dos motores principais do 1° estágio (MECO)
00:02:17 1° e 2° estágios separados
00:02:24 Ignição do motor do 2º estágio
00:03:06 Liberação de carenagem
00:06:33 Início da ignição da entrada do 1º estágio
00:06:52 Ignição de entrada do 1º estágio concluída
00:07:43 Início da ignição de aterrissagem do 1º estágio
00:07:52 Corte do motor de 2º estágio (SECO-1)
00:08:15 Aterrissagem do 1ª estágio na Zona de Aterrissagem 1
00:39:49 2ª Ignição do motor do 2º estágio (SES-2)
00:40:44 2° Corte do motor de 2º estágio (SECO-2)
00:46:38 Liberação da HAKUTO-R M1

Espaçonave HAKUTO-R

Módulo de alunissagem

A Mission 1 inclui a espaçonave HAKUTO-R M1. É um programa multinacional comercial de exploração lunar operado pela ispace. Inclui as duas primeiras missões lunares da ispace, a primeira missão realizando um pouso suave na Lua. Será a primeira missão lunar japonesa liderada pelo setor privado. Gerenciado pela ispace e apoiado por patrocinadores, uma equipe de voluntários, um grande fã-clube no Japão, o HAKUTO original (na época apenas um ‘rover’ lunar “Sorato”) competiu no concurso Google Lunar X-Prize GLXP, com a ispace (na época chamada White Label Space), como parceira de outra empresa – durante a maior parte da última década passada. Em 2015, a equipe alcançou um prêmio de $ 500.000 e, em 2017, completou e entregou um rover pronto. No entanto, como a ispace contou com promessas de um parceiro para o pouso e lançamento, que não foram cumpridas, e como nenhum outro competidor foi capaz de completar a missão, a competição terminou em março de 2018 sem vencedor.

Dimensões do alunissador

Após a cessação do GLXP, empresa imaginou um programa de missão lunar expandido. Em agosto de 2019, a ispace anunciou a reestruturação de seu programa. Uma mudança significativa foi a eliminação da missão orbital de demonstração de tecnologia em 2020 em favor de avançar mais rapidamente em direção a uma demonstração das capacidades comerciais de pouso lunar. O Rover Sorato foi doado ao US National Air and Space Museum em outubro daquele ano. A equipe foi posta em prontidão até que se conseguisse novos patrocinadores. O projeto ispace foi posteriormente salvo pelo programa CLPS (Commercial Lunar Payload Services) da NASA quando o ispace ganhou um de seus contratos.

Esquema da missão Hakuto-R

Então, o HAKUTO (em homenagem ao coelho branco que vive na Lua de acordo com os mitos japoneses) foi renomeado HAKUTO-R compreendendo desta vez um pequeno módulo lunar como plataforma para um rover, e servindo como base para um outro robô, o Rashid dos Emirados. Como parte de sua criação, a ispace colaborou com a automotiva Suzuki (no projeto do trem de pouso do alunissador) e a fabricante de relógios Citizen Watch (componentes de titânio do dispositivo), enquanto a ArianeGroup criou o sistema de propulsão. O ispace também colaborou com o Draper Laboratory como parte de um programa para os sistemas periféricos.

O módulo de pouso da Missão 1 tem como cargas:

Módulo de teste de bateria de estado sólido da NGK Spark Plug
O Rashid lunar rover do Centro Espacial Mohammed bin Rashid (MBRSC)
Um robô lunar transformável da Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA)
Um computador de voo com inteligencia artificial da Mission Control Space Services, que colaborará com o rover Rashid
Várias câmeras da canadense Canadensys
Painéis gravados com os nomes dos apoiadores do financiamento coletivo da HAKUTO

Sequência de manobras até a entrada em órbita lunar
Sequência de eventos entre a saída de órbita lunar e o pouso na Lua

Rover Rashid, do Centro Espacial Mohammed bin Rashid (MBRSC)

‘Emirati Rover Rashid’
Sondas langmuirCâmera de navegaçãoImageador térmico
Instrumentos científicos do ‘rover’ dos Emirados

O Rashid tem quatro rodas, pesando apenas 10 quilos, e foi construído por engenheiros do Centro Espacial Mohammed bin Rashid de Dubai. Uma equipe de onze pessoas está por trás do desenvolvimento e trabalha nele desde 2017. O rover de quatro rodas estudará a Lua com uma câmera de alta resolução, um termovisor, um gerador de imagens microscópicas e uma sonda projetada para examinar cargas elétricas na superfície lunar. A carga útil inclui um experimento para estudar as propriedades térmicas da superfície lunar, oferecendo informações sobre a composição da paisagem lunar. Outro experimento estudará a composição e o tamanho das partículas da poeira lunar em detalhes microscópicos, diz Hamad Al Marzooqi, gerente de projeto da missão lunar no MBRSC. O instrumento mais interessante é uma sonda Langmuir, diz um cientista. Pela primeira vez na Lua, ele estudará o plasma de partículas carregadas que paira na superfície lunar, causadas pelo fluxo do vento solar. Esse ambiente carrega eletricamente a poeira em um processo pouco compreendido, diz ela. Experimentos baseados na superfície para entender o ambiente carregado são essenciais, porque as condições fazem com que a poeira lunar grude nas superfícies, o que pode ser perigoso para futuras missões tripuladas, acrescenta ela. “São grãos minúsculos realmente afiados que chegam a todos os lugares, que grudam em todos os lugares e podem ser perigosos para os astronautas se inalarem muito.”

O rover vai pousar em um local inexplorado em uma latitude entre 45 graus norte ou sul do equador no lado próximo da Lua. Isso permite uma comunicação mais fácil com a Terra do que seria o caso de uma sonda do outro lado e também deve significar um pouso menos rochoso do que nas regiões polares da Lua. A localização precisa, no entanto, ainda não foi selecionada de uma lista de cinco. A missão está programada para durar pelo menos um dia lunar – cerca de 14 dias terrestres – e o Rashid pode viajar de algumas centenas de metros a vários quilômetros. A equipe espera que a nave também dure durante a igualmente longa noite lunar, quando a temperatura cai para cerca de -173 °C.

“A equipe concluiu os testes ambientais do protótipo de voo do rover incluindo testes de vácuo térmico, vibração e resistência a choques, confirmando a prontidão do rover à superfície lunar”, disse o centro em um comunicado de mídia social. Se a missão for bem-sucedida, os Emirados Árabes Unidos se tornarão o quarto país (depois dos Estados Unidos, Rússia e China) a pousar com sucesso um rover na superfície da Lua.
O Emirati Rover Rashid faz parte da primeira Missão Lunar dos Emirados (ELM). O MBRSC confirmou o alvo, a cratera Atlas, localizada a 47,5°N, 44,4°E na borda externa sudeste da Lua em Mare Frigoris (“Mar do Frio”), como o local de pouso. O Rover Rashid explorará as características do solo lunar, a petrografia e a geologia, o movimento da poeira, o estado do plasma da superfície e a camada de fotoelétrons da Lua.

O Rashid instalado na plataforma articulada de liberação, que inclui um braço extensor e uma bandeja de deslocamento

“O local de pouso principal foi escolhido em conjunto com várias circunstâncias imprevistas, que pode ser usado em função das variáveis que surgem durante o voo. O local atende às especificações técnicas da Missão de Demonstração de Tecnologia de Pouso, o objetivo de pesquisa para a missão e os requisitos de missão de nossos outros clientes. A consideração cuidadosa dos critérios do local de destino incluiu iluminação solar contínua e visibilidade das comunicações da Terra. Alvos de pouso alternativos incluem Lacus Somniorum, Sinus Iridium e Oceanus Procellarum, entre outros.

“Espera-se que as receitas globais do setor espacial cheguem a US$ 1 trilhão (AED3,67 trilhões) até 2040, e espera-se que isso impulsione o crescimento e a inovação na indústria. Os Emirados Árabes Unidos são o país árabe líder no setor espacial e, à medida que expandem sua presença, o país também defende atividades espaciais pacíficas e sustentáveis, disseram altos funcionários em entrevista coletiva em Abu Dhabi. Falando à mídia, Sarah Al Amiri, O Ministro de Estado para Educação Pública e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Presidente da Agência Espacial dos Emirados disse que seu país tem atualmente 19 satélites na órbita da Terra e mais dez estão em desenvolvimento. “Os Emirados já se tornaram o quinto país a orbitar Marte e um dos quatro países que anunciaram planos de orbitar Vênus e explorar o cinturão de asteróides além de Marte em uma missão programada para ser lançada em 2028. Nosso país possui mais de cinquenta empresas e instituições espaciais e tem cerca de 3.000 profissionais do espaço. Há também mais de cinco centros de pesquisa espacial e três universidades com programas espaciais”, disse Al Amiri.
“Vimos o setor espacial passar de uma área acessível a dois grandes países para uma área na qual quase 70 países se tornaram atores, além de inúmeras empresas privadas. Como tal, os Emirados desempenham um papel importante em garantir que os países se afastem da competitiva ‘corrida espacial’ e, em vez disso, trabalhem juntos para usar a pesquisa e a tecnologia espacial para melhorar a vida das pessoas”, disse Omran Sharaf, ministro adjunto das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos para Assuntos Espaciais e tecnologias.

Satélite lunar Lunar Flashlight

Satélite Lunar Flashlight na oficina

O Lunar Flashlight foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, da Universidade da Califórnia e do Centro Espacial Marshall. É uma espaçonave de 14 quilos criada com base na plataforma Cubesat tamanho 6U. O satélite será colocado em uma órbita polar ao redor da Lua. No perilunio se aproximará da superfície em 20 km, no apolunio se afastará dela em 5 mil km. O principal objetivo da sonda é procurar vestígios de gelo de água e substâncias voláteis nas crateras polares. Para isso, está equipado com um laser infravermelho e um espectrômetro. Durante o voo sobre as crateras polares, o satélite destacará seu fundo com um laser. O espectrômetro analisará a luz refletida da superfície lunar, o que determinará sua composição. Inicialmente, o satelite deveria ir para a Lua como parte da missão Artemis I. Foi uma das treze cargas adicionais planejadas para serem enviadas junto com a espaçonave Orion. No entanto, devido a dificuldades com a criação do sistema de propulsão, o satélite não ficou pronto a tempo. Por causa disso, os especialistas da missão tiveram que começar a procurar outra forma de lançamento, e a iniciativa da NASA Commercial Lunar Payload Services ofereceu uma oportunidade de voo.

Sistema de detecção por laser da sonda Lunar Flashlight
Seção de cabeça do foguete

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Taikonautas da ‘Shenzhou-15’ chegam à estação espacial TianGong

Seis pessoas agora ocupam o complexo orbital; recém-chegados renderão colegas que completam seis meses no espaço

Os taikonautas reunidos a bordo do módulo central da estação
Imagem da câmera de ‘rendezvous’ da Shenzhou 15 mostrando a porta frontal da estação espacial chinesa

A nave espacial chinesa Shenzhou-15, lançada hoje, 29 de novembro de 2022, com os taikonautas Fei Junlong, Deng Qingming e Zhang Lu a bordo, acoplou-se à estação espacial TianGong, completando a primeira fase de sua missão. A nave acoplou-se no colar de engate frontal do módulo-base Tianhe às 21:42 UTC (18:42 hora de Brasília), aproximadamente 6 horas e meia depois do lançamento. Uma vez encaixada sua nave, os tripulantes da Shenzhou-15 iniciaram as tarefas de equalização de pressão para permitir que as escotilhas de transição fossem abertas, para que eles pudessem se reunir com os atuais moradores do complexo, os taikonautas Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe. O acoplamento da nova naves espacial formou um conjunto composto do bloco base TianHe, os módulos de experimentos WenTian e MengTian, a nave de transporte Shenzhou-14 e a nave cargueira TianZhou-5, orbitando com parâmetros de 382 x 395 km, com período de 92.33 minutos e inclinada em 41.48 graus em relação ao equador.

Simulação mostrando a aproximação da Shenzhou 15 com a estação espacial chinesa

Praticamente idêntica às naves de sua série anteriores – o modelo de transporte de tripulações inaugurado com a Shenzhou-8 – a Shenzhou 15 tem algumas pequenas modificações em alguns sistemas, principalmente na suite de telecomunicações, para permitir taxas maiores de link com o centro de controle em Pequim.

O complexo espacial chinês após a chegada da Shenzhou-15

Os tripulantes da Shenzhou-15 farão um voo de seis meses. Esta é a primeira rotação de tripulações numa estação espacial chinesa, marcando o início da ocupação contínua do complexo em órbita. A primeira troca de tripulações de uma estação espacial ocorreu em 1985, quando os cosmonautas das naves da URSS, Soyuz T-13 e Soyuz T-14 fizeram uma troca parcial de tripulantes na estação Salyut-7. Desde então, russos e americanos mantém um regime de alternância de expedições, hoje em dia focadas na estação espacial internacional. As duas tripulações realizarão tarefas como monitoramento de sua saúde em órbita, exercícios de defesa, treinamento, inspeção e teste de plataformas, manutenção de equipamentos e gerenciamento de recursos e materiais, até o retorno de Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe no próximo dia 5 de dezembro.

Durante sua missão, Junlong, Qingming e Zhang realizarão o trabalho de desbloquear, configurar e testar quinze pacotes de experimentos científicos e fazer mais de 40 experimentos e testes técnicos na pesquisa e aplicação da ciência em geral, medicina espacial e tecnologia espacial. Usando dois modelos de braços-robóticos remotos, carga úteis serão instaladas no exterior da estação. Além disso, os astronautas vão operar, controlar e manter o complexo orbital. Além disso, eles farão atividades extraveiculares em três a quatro ocasiões, e concluirão a instalação de unidades avançadas de bombeamento do sistema de termorregulação do módulo científico Mengtian e de uma plataforma de exposição de carga útil.

Componentes do complexo orbital

A tripulação da Shenzhou 15

Comandante Fei Junlong

Fei Junlong naseceu em 5 de maio de 1965 de nacionalidade Han, na província de Jiangsu. Astronauta de classe especial da Brigada de Astronautas do Exército de Libertação do Povo Chinês (ex-capitão), Major-General do Exército de Libertação do Povo Chinês. Junlong nasceu na vila de Feijiabang, vila administrativa de Dongyang Chenghu, cidade de Bacheng. Foi recrutado pela Força Aérea em junho de 1982 e ingressou no exército. Após a formatura, trabalhou como instrutor de voo na Quinta Escola de Aviação da Força Aérea. Em 1998, juntou-se à equipe de treinamento de astronautas, que estava subordinada ao Departamento Geral de Armamento do Exército de Libertação do Povo Chinês e mudou para o Exército. Ele também foi um dos cinco astronautas que entraram em treinamento intensivo para a missão Shenzhou 5. Em junho de 2005, foi selecionado como membro do escalão da tripulação da Shenzhou-6. Em 12 de outubro, ele e Nie Haisheng viajaram ao espaço na espaçonave Shenzhou-6 tornando -se o segundo grupo de astronautas chineses a ir ao espaço. Em junho de 2011, foi promovido ao posto de Major General. Em fevereiro de 2014, atuou como vice-diretor do Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China. Como único tripulante da Shenzhou 15 com experiência de voo, acumula 4 dias 19 horas e 32 minutos em voo.

Engenheiro operador Deng Qingming

Deng Qingming nasceu em 16 de março de 1966, nacionalidade Han, do Condado de Yihuang, Prefeitura de Fuzhou, Província de Jiangxi, China. Nasceu em uma família rural, e em junho de 1984, foi admitido na Escola Preparatória de Aviação Hebei Baoding. Em 1987, formou-se e foi designado para a cidade de Yanji, província de Jilin, e tornou-se piloto da Força Aérea do Exército. Ingressou no Partido Comunista da China em outubro de 1988. Em 1998, entrou para a Brigada de Astronautas e se tornou o primeiro astronauta do Projeto Shenzhou. Enquanto seus colegas Li Qinglong, Wu Jie, Chen Quan, Pan Zhanchun e Zhao Chuandong deixaram a equipe devido à idade, ele permaneceu na ativa participando de treinamentos. Nas missões de Shenzhou 9, Shenzhou 10 e Shenzhou 11, foi selecionado como tripulante reserva três vezes. Em 2018, foi agraciado com o título honorário de “Modelo dos Tempos” pelo Departamento Central de Propaganda.

Engenheiro operador Lu Zhang

Zhang Lu, nascido em novembro de 1976, é natural do condado de Hanshou, província de Hunan. Ingressou no exército em agosto de 1996 e afiliou-se ao Partido Comunista em abril de 1999. Serviu como piloto de caça da Força Aérea do Exército e foi diretor de tiro de combate aéreo de um quartel-general de regimento em uma base de treinamento. Em maio de 2010, foi selecionado como o segundo grupo de astronautas da Brigada de Astronautas. Ele estudou na escola primária Chengguan No. 4, na escola secundária de Zhan e na escola Hanshou No. 1 em Hanshou. Tem experiência de pilotagem em cinco tipos de aeronaves de ataque. Zhang Lu, na juventude, sonhava em se tornar cantor profissional. Ele relembra, que três décadas atrás, quando o examinador da força aérea recebeu seu alistamento como piloto, perguntou: “Por que você desistiu do sonho de se tornar cantor?” Ele respondeu: “Se eu decidir ser cantor, nunca terei a oportunidade de pilotar um avião voando alto no céu azul da minha terra. Se eu decidir ser piloto, cantarei com orgulho no céu azul.”

Ao mesmo tempo, a tripulação do Shenzhou-15 testará o modo de saída da câmara de carga do módulo Mengtian e cooperará com a Terra para realizar tarefas de exposição de carga seis vezes, disse ele. Os astronautas também realizarão trabalhos regulares de teste da plataforma, sua manutenção e gerenciamento de assuntos relacionados à estação espacial. Junto com isso, a tripulação do Shenzhou-15 realizará exercícios de ginástica, bem como treinamento e exercícios em órbita, acrescentou Ji.

Transmissão do lançamento

A Tiangong entrará em seu período operacional com a conclusão da missão Shenzhou-15 e hospedará tripulações por períodos de seis meses. Especialistas em carga útil recém-selecionados e outros astronautas civis serão elegíveis para voar para a estação. O complexo Tiangong foi projetado para operar por pelo menos dez anos. Pode ser expandido para seis módulos e receber astronautas internacionais. A China também está considerando disponibilizar a estação para visitas turísticas e a abrirá para missões comerciais.

Em breve, uma nova equipe de astronautas terão a oportunidade de realizar pesquisas científicas e experimentos na estação espacial, já que cidadãos de Hong Kong e Macau já se inscreveram num novo processo de seleção de astronautas. A primeira etapa desta seleção foi um questionário composto por 15 páginas. Os candidatos tinham que ser residentes permanentes da RAE de Macau, ter cidadania chinesa, ter entre 30 e 45 anos e ter um Ph.D.

Os candidatos devem estar envolvidos em pesquisa no campo da medicina, biologia, psicologia, física, química, engenharia mecânica ou elétrica, astronomia ou outras disciplinas por pelo menos três anos. Devem ser proficientes em chinês escrito e inglês e falar chinês fluentemente. Os candidatos também tiveram que fornecer seu histórico médico, informações básicas sobre membros da família e escrever um relatório de não mais de 500 palavras sobre suas realizações pessoais de carreira. A fase de seleção do processo em Hong Kong também começou em outubro. Os requisitos básicos eram semelhantes aos de Macau.

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China lança Shenzhou-15 com três astronautas

Será a primeira rotação de tripulação da estação espacial chinesa

Foguete CZ-2F/G n° Y15 de 58 metros de comprimento e 497 toneladas, com a nave Shenzhou 15, decola de Jiuquan

A espaçonave chinesa Shenzhou-15 foi lançada hoje, 29 de novembro de 2022, às 15:08:17.457 UTC, (12:08:17.457de Brasília, 23:08:17.457 hora de Pequim) com o comandante Fei Junlong e os engenheiros-operadores Deng Qingming e Zhang Lu a bordo, para uma missão de seis meses no espaço. O lançamento do foguete Longa Marcha 2F/G n° Y15 foi feito a partir do espaçoporto de Jiuquan, no norte da China. A nave espacial se separou do segundo estágio do foguete aproximadamente 9 minutos após a decolagem, entrando numa órbita inicial de 200 x 361,9 km, inclinada em 41,3 graus e com período orbital de 90 minutos.

A nave de 8,6 toneladas deve se acoplar nas próximas horas com a estação orbital chinesa Tiangong, onde estão os colegas Cai Xuzhe, Liu Yang e Chen Dong, que estão completando uma estadia de seis meses como parte da missão Shenzhou-14. O lançamento marca a primeira vez em que seis chineses estão no espaço ao mesmo tempo. Os tripulantes da Shenzhou-15 também farão um voo de seis meses. Será a primeira rotação de tripulações numa estação espacial chinesa, o que marcará o início da ocupação contínua do complexo espacial em órbita. A primeira troca de tripulações de uma estação espacial ocorreu em 1985, quando os cosmonautas soviéticos das Soyuz T-13 e Soyuz T-14 fizeram uma troca parcial de tripulantes na estação Salyut-7. Desde então, russos e americanos mantém um regime de alternância de expedições para a estação espacial internacional.

Transmissão do lançamento

Praticamente idêntica às naves de sua série anteriores, a Shenzhou 15 tem algumas pequenas modificações em alguns sistemas, principalmente na suite de telecomunicações, para permitir taxas maiores de link com o centro de controle em Pequim.

Durante sua missão, os tripulantes da Shenzhou-15 realizarão o trabalho de desbloquear, configurar e testar quinze pacotes de experimentos científicos e realizar mais de 40 experimentos e testes técnicos na pesquisa e aplicação da ciência, medicina espacial e tecnologia espacial. Além disso, eles realizarão atividades extraveiculares três a quatro vezes e concluirão a instalação de unidades avançadas de bombeamento do módulo científico Mengtian e uma plataforma de exposição de carga útil, disse o cientista Ji Qiming.

O comandante Junlong na cabine da nave, ao centro, com o engenheiro Qingming à sua direita e Zhang à esquerda

A tripulação da Shenzhou-15 realizará vários trabalhos no espaço: coletar, testar e ajustar a carga útil dentro dos módulos; com a ajuda de manipuladores, a carga útil será instalada do lado de fora da estação. Além disso, os astronautas vão operar, controlar e manter o complexo orbital, composto por três módulos (o bloco central TianHe e os módulos Wentian e MenTian) além das naves de transporte Shenzhou e TianZhou. As duas tripulações realizarão tarefas como monitoramento de sua saúde em órbita, exercícios de defesa, treinamento, inspeção e teste de plataformas, manutenção de equipamentos e gerenciamento de recursos e materiais, até o retorno de Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe no próximo dia 5 de dezembro.

Fases de lançamento da espaçonave, até a sua entrada em órbita

Tripulação da Shenzhou 15

Comandante Fei Junlong

Fei Junlong naseceu em 5 de maio de 1965 de nacionalidade Han, na província de Jiangsu. Astronauta de classe especial da Brigada de Astronautas do Exército de Libertação do Povo Chinês (ex-capitão), Major-General do Exército de Libertação do Povo Chinês. Junlong nasceu na vila de Feijiabang, vila administrativa de Dongyang Chenghu, cidade de Bacheng. Foi recrutado pela Força Aérea em junho de 1982 e ingressou no exército. Após a formatura, trabalhou como instrutor de voo na Quinta Escola de Aviação da Força Aérea. Em 1998, juntou-se à equipe de treinamento de astronautas, que estava subordinada ao Departamento Geral de Armamento do Exército de Libertação do Povo Chinês e mudou para o Exército. Ele também foi um dos cinco astronautas que entraram em treinamento intensivo para a missão Shenzhou 5. Em junho de 2005, foi selecionado como membro do escalão da tripulação da Shenzhou-6. Em 12 de outubro, ele e Nie Haisheng viajaram ao espaço na espaçonave Shenzhou-6 tornando -se o segundo grupo de astronautas chineses a ir ao espaço. Em junho de 2011, foi promovido ao posto de Major General. Em fevereiro de 2014, atuou como vice-diretor do Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China. Como único tripulante da Shenzhou 15 com experiência de voo, acumula 4 dias 19 horas e 32 minutos em voo.

Engenheiro operador Deng Qingming

Deng Qingming nasceu em 16 de março de 1966, nacionalidade Han, do Condado de Yihuang, Prefeitura de Fuzhou, Província de Jiangxi, China. Nasceu em uma família rural, e em junho de 1984, foi admitido na Escola Preparatória de Aviação Hebei Baoding. Em 1987, formou-se e foi designado para a cidade de Yanji, província de Jilin, e tornou-se piloto da Força Aérea do Exército. Ingressou no Partido Comunista da China em outubro de 1988. Em 1998, entrou para a Brigada de Astronautas e se tornou o primeiro astronauta do Projeto Shenzhou. Enquanto seus colegas Li Qinglong, Wu Jie, Chen Quan, Pan Zhanchun e Zhao Chuandong deixaram a equipe devido à idade, ele permaneceu na ativa participando de treinamentos. Nas missões de Shenzhou 9, Shenzhou 10 e Shenzhou 11, foi selecionado como tripulante reserva três vezes. Em 2018, foi agraciado com o título honorário de “Modelo dos Tempos” pelo Departamento Central de Propaganda.

Engenheiro operador Lu Zhang

Zhang Lu, nascido em novembro de 1976, é natural do condado de Hanshou, província de Hunan. Ingressou no exército em agosto de 1996 e afiliou-se ao Partido Comunista em abril de 1999. Serviu como piloto de caça da Força Aérea do Exército e foi diretor de tiro de combate aéreo de um quartel-general de regimento em uma base de treinamento. Em maio de 2010, foi selecionado como o segundo grupo de astronautas da Brigada de Astronautas. Ele estudou na escola primária Chengguan No. 4, na escola secundária de Zhan e na escola Hanshou No. 1 em Hanshou. Tem experiência de pilotagem em cinco tipos de aeronaves de ataque. Zhang Lu, na juventude, sonhava em se tornar cantor profissional. Ele relembra, que três décadas atrás, quando o examinador da força aérea recebeu seu alistamento como piloto, perguntou: “Por que você desistiu do sonho de se tornar cantor?” Ele respondeu: “Se eu decidir ser cantor, nunca terei a oportunidade de pilotar um avião voando alto no céu azul da minha terra. Se eu decidir ser piloto, cantarei com orgulho no céu azul.”

Resumo do lançamento

Ao mesmo tempo, a tripulação do Shenzhou-15 testará o modo de saída da câmara de carga do módulo Mengtian e cooperará com a Terra para realizar tarefas de exposição de carga seis vezes, disse ele. Os astronautas também realizarão trabalhos regulares de teste da plataforma, sua manutenção e gerenciamento de assuntos relacionados à estação espacial. Junto com isso, a tripulação do Shenzhou-15 realizará exercícios de ginástica, bem como treinamento e exercícios em órbita, acrescentou Ji.

Simulação mostrando a aproximação da Shenzhou 15 com a estação espacial chinesa

A Tiangong entrará em seu período operacional com a conclusão da missão Shenzhou-15 e hospedará tripulações por períodos de seis meses. Especialistas em carga útil recém-selecionados e outros astronautas civis serão elegíveis para voar para a estação. O complexo Tiangong foi projetado para operar por pelo menos dez anos. Pode ser expandido para seis módulos e receber astronautas internacionais. A China também está considerando disponibilizar a estação para visitas turísticas e a abrirá para missões comerciais.

Tripulação embarca na nave, entrando pela escotilha montada na carenagem de cabeça do foguete

Agora, cidadãos de Hong Kong e Macau já se inscreveram num processo de seleção para candidatos a taikonauta, e terão a oportunidade de realizar pesquisas científicas e experimentos na estação espacial. A primeira etapa de seleção foi um questionário composto por 15 páginas. Os candidatos tinham que ser residentes permanentes da RAE de Macau, ter cidadania chinesa, ter entre 30 e 45 anos e ter um Ph.D. Devem estar envolvidos em pesquisa no campo da medicina, biologia, psicologia, física, química, engenharia mecânica ou elétrica, astronomia ou outras disciplinas por pelo menos três anos. Devem ser proficientes em chinês escrito e inglês e falar chinês fluentemente. Os candidatos também tiveram que fornecer seu histórico médico, informações básicas sobre membros da família e escrever um relatório de não mais de 500 palavras sobre suas realizações pessoais de carreira. A fase de seleção do processo em Hong Kong também começou em outubro. Os
requisitos básicos eram semelhantes aos de Macau.

Longa Marcha 2F/G separado em seus componentes principais

O foguete Longa Marcha-2 F/G Shen Jian “Flecha Divina” é uma versão melhorada do modelo Longa Marcha 2F, e é usado para lançar as missões tripuladas das espaçonaves Shenzhou (com a instalação da torre de escape). O topo dos tanque de armazenamento de propelente dos boosters é alterado de um domo elipsoidal para um topo cônico para aumentar a capacidade e aumentar a carga em órbita baixa. Além disso, o momento de separação dos boosters foi alterado de 140 segundos após a decolagem para 153 segundos, imediatamente após a separação do primeiro estágio do foguete. O lançador completo mede os mesmos 58,34 metros do modelo 2F original e tem uma massa de decolagem de 493 toneladas; é capaz de colocar 8,1 toneladas em órbita baixa.

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SpaceX deve lançar missão multinacional para a Lua amanhã

HAKUTO-R M1 e Lunar Flashlight decolam de Cabo Canaveral num Falcon 9

Transmissão ao vivo do lançamento pelo Homem do Espaço

Na quarta-feira, 30 de novembro de 2022, um foguete Falcon 9 BL5 n° B1073.5 será lançado do complexo SLC-40 em Cabo Canaveral na Flórida transportando duas espaçonaves para a órbita lunar. A decolagem está marcada para às 05:39 hora de Brasília (08:39 GMT) e o grupo de espaçonaves chegará à Lua não antes de abril próximo. Será a primeira iniciativa privada de pousar um módulo na superfície da Lua, na cratera Atlas – inclusive levando um jipe automático dos Emirados Árabes, e um robô japonês, na missão “Mission-1” da empresa japonesa ispace. Ao mesmo tempo, a espaçonave Lunar Flashlight americana também será colocada em trajetória para a Lua.
De acordo com o ispace, a nave Hakuto-R M1 fará uma rota de baixa energia para a Lua, em vez de uma abordagem direta, o que significa que a alunissagem é esperadao em abril de 2023, cinco meses após o lançamento.
A meteorologia prevê um tempo bom para o dia 30 em acima de 90%; para a data reserva, 1 de dezembro, um clima favorável de 70%. Esperançosamente, o projeto japonês terá mais sorte do que o alunissador israelense Beresheet e o ispace se tornará a primeira empresa privada a entregar uma carga útil à superfície lunar. “Nossa primeira missão estabelecerá as bases para liberar o potencial da Lua e transformá-la em um sistema econômico robusto e vibrante”, disse Takeshi Hakamada, fundador e CEO da ispace, em comunicado.

Resumo da campanha de lançamento

O foguete lançador é composto pelo ‘core’ de primeiro estágio B1073.5 (que fez os lançamentos do satélite SES-22 e três missões Starlink), um segundo estágio descartável padrão e um conjunto de coifa de cabeça reutilizados. As conchas da coifa serão recuperadas no Oceano Atlântico, a 546 km do Cabo Canaveral, pelo navio de apoio da SpaceX, o ‘Doug‘.

CONTAGEM REGRESSIVA
hh:min:ss Evento

00:38:00 Diretor de Lançamento confere a prontidão para abastecimento de propelente
00:35:00 Abastecimento de RP-1 (querosene Refined Petrolleum One) em andamento
00:35:00 Abastecimento de LOX (oxigênio líquido) do 1º estágio em andamento
00:16:00 Abastecimento de LOX do 2º estágio em andamento
00:07:00 Falcon 9 inicia o resfriamento dos motores (chilldown)
00:01:00 Computador de voo emite comando de vôo verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de vôo começa
00:00:45 Diretor de Lançamento verifica a prontidão para o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do foguete

Fases de lançamento do falcon 9 B1073.5 até a ignição do segundo estágio do foguete. O motor fará duas ignições para colocar as naves em trajetória trans-lunar

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA ESPAÇONAVE
Todos os tempos são aproximados

hh:min:ss Evento

00:01:12 Max Q (momento de máxima tensão mecânica no foguete)
00:02:13 Corte dos motores principais do 1° estágio (MECO)
00:02:17 1° e 2° estágios separados
00:02:24 Ignição do motor do 2º estágio
00:03:06 Liberação de carenagem
00:06:33 Início da ignição da entrada do 1º estágio
00:06:52 Ignição de entrada do 1º estágio concluída
00:07:43 Início da ignição de aterrissagem do 1º estágio
00:07:52 Corte do motor de 2º estágio (SECO-1)
00:08:15 Aterrissagem do 1ª estágio na Zona de Aterrissagem 1
00:39:49 2ª Ignição do motor do 2º estágio (SES-2)
00:40:44 2° Corte do motor de 2º estágio (SECO-2)
00:46:38 Liberação da HAKUTO-R M1

Espaçonave HAKUTO-R

Módulo de alunissagem

A Mission 1 inclui a espaçonave HAKUTO-R M1. É um programa multinacional comercial de exploração lunar operado pela ispace. Inclui as duas primeiras missões lunares da ispace, a primeira missão realizando um pouso suave na Lua. Será a primeira missão lunar japonesa liderada pelo setor privado. Gerenciado pela ispace e apoiado por patrocinadores, uma equipe de voluntários, um grande fã-clube no Japão, o HAKUTO original (na época apenas um ‘rover’ lunar “Sorato”) competiu no concurso Google Lunar X-Prize GLXP, com a ispace (na época chamada White Label Space), como parceira de outra empresa – durante a maior parte da última década passada. Em 2015, a equipe alcançou um prêmio de $ 500.000 e, em 2017, completou e entregou um rover pronto. No entanto, como a ispace contou com promessas de um parceiro para o pouso e lançamento, que não foram cumpridas, e como nenhum outro competidor foi capaz de completar a missão, a competição terminou em março de 2018 sem vencedor.

Dimensões do alunissador

Após a cessação do GLXP, empresa imaginou um programa de missão lunar expandido. Em agosto de 2019, a ispace anunciou a reestruturação de seu programa. Uma mudança significativa foi a eliminação da missão orbital de demonstração de tecnologia em 2020 em favor de avançar mais rapidamente em direção a uma demonstração das capacidades comerciais de pouso lunar. O Rover Sorato foi doado ao US National Air and Space Museum em outubro daquele ano. A equipe foi posta em prontidão até que se conseguisse novos patrocinadores. O projeto ispace foi posteriormente salvo pelo programa CLPS (Commercial Lunar Payload Services) da NASA quando o ispace ganhou um de seus contratos.

Esquema da missão Hakuto-R

Então, o HAKUTO (em homenagem ao coelho branco que vive na Lua de acordo com os mitos japoneses) foi renomeado HAKUTO-R compreendendo desta vez um pequeno módulo lunar como plataforma para um rover, e servindo como base para um outro robô, o Rashid dos Emirados. Como parte de sua criação, a ispace colaborou com a automotiva Suzuki (layout do alunissador) e a fabricante de relógios Citizen Watch (componentes de titânio do dispositivo), enquanto a ArianeGroup criou o sistema de propulsão. O ispace também colaborou com o Draper Laboratory como parte de um programa para os sistemas periféricos.

O módulo de pouso da Missão 1 tem como cargas:

Módulo de teste de bateria de estado sólido da NGK Spark Plug
O Rashid lunar rover do Centro Espacial Mohammed bin Rashid (MBRSC)
Um robô lunar transformável da Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA)
Um computador de voo com inteligencia artificial da Mission Control Space Services, que colaborará com o rover Rashid
Várias câmeras da canadense Canadensys
Painéis gravados com os nomes dos apoiadores do financiamento coletivo da HAKUTO

Sequência de manobras até a entrada em órbita lunar
Sequência de eventos entre a saída de órbita lunar e o pouso na Lua

Rover Rashid, do Centro Espacial Mohammed bin Rashid (MBRSC)

‘Emirati Rover Rashid’

O Rashid tem quatro rodas, pesando apenas 10 quilos, e foi construído por engenheiros do Centro Espacial Mohammed bin Rashid de Dubai. Uma equipe de onze pessoas está por trás do desenvolvimento e trabalha nele desde 2017. O rover de quatro rodas estudará a Lua com uma câmera de alta resolução, um termovisor, um gerador de imagens microscópicas e uma sonda projetada para examinar cargas elétricas na superfície lunar. A carga útil inclui um experimento para estudar as propriedades térmicas da superfície lunar, oferecendo informações sobre a composição da paisagem lunar. Outro experimento estudará a composição e o tamanho das partículas da poeira lunar em detalhes microscópicos, diz Hamad Al Marzooqi, gerente de projeto da missão lunar no MBRSC. O instrumento mais interessante é uma sonda Langmuir, diz um cientista. Pela primeira vez na Lua, ele estudará o plasma de partículas carregadas que paira na superfície lunar, causadas pelo fluxo do vento solar. Esse ambiente carrega eletricamente a poeira em um processo pouco compreendido, diz ela. Experimentos baseados na superfície para entender o ambiente carregado são essenciais, porque as condições fazem com que a poeira lunar grude nas superfícies, o que pode ser perigoso para futuras missões tripuladas, acrescenta ela. “São grãos minúsculos realmente afiados que chegam a todos os lugares, que grudam em todos os lugares e podem ser perigosos para os astronautas se inalarem muito.”

O Rashid instalado na plataforma articulada de liberação, que inclui um braço extensor e uma bandeja de deslocamento

O rover vai pousar em um local inexplorado em uma latitude entre 45 graus norte ou sul do equador no lado próximo da Lua. Isso permite uma comunicação mais fácil com a Terra do que seria o caso de uma sonda do outro lado e também deve significar um pouso menos rochoso do que nas regiões polares da Lua. A localização precisa, no entanto, ainda não foi selecionada de uma lista de cinco. A missão está programada para durar pelo menos um dia lunar – cerca de 14 dias terrestres – e o Rashid pode viajar de algumas centenas de metros a vários quilômetros. A equipe espera que a nave também dure durante a igualmente longa noite lunar, quando a temperatura cai para cerca de -173 °C.

“A equipe concluiu os testes ambientais do protótipo de voo do rover incluindo testes de vácuo térmico, vibração e resistência a choques, confirmando a prontidão do rover à superfície lunar”, disse o centro em um comunicado de mídia social. Se a missão for bem-sucedida, os Emirados Árabes Unidos se tornarão o quarto país (depois dos Estados Unidos, Rússia e China) a pousar com sucesso um rover na superfície da Lua.
O Emirati Rover Rashid faz parte da primeira Missão Lunar dos Emirados (ELM). O MBRSC confirmou o alvo, a cratera Atlas, localizada a 47,5°N, 44,4°E na borda externa sudeste da Lua em Mare Frigoris (“Mar do Frio”), como o local de pouso. O Rover Rashid explorará as características do solo lunar, a petrografia e a geologia, o movimento da poeira, o estado do plasma da superfície e a camada de fotoelétrons da Lua.

“O local de pouso principal foi escolhido em conjunto com várias circunstâncias imprevistas, que pode ser usado em função das variáveis que surgem durante o voo. O local atende às especificações técnicas da Missão de Demonstração de Tecnologia de Pouso, o objetivo de pesquisa para a missão e os requisitos de missão de nossos outros clientes. A consideração cuidadosa dos critérios do local de destino incluiu iluminação solar contínua e visibilidade das comunicações da Terra. Alvos de pouso alternativos incluem Lacus Somniorum, Sinus Iridium e Oceanus Procellarum, entre outros.

Sondas langmuirCâmera de navegaçãoImageador térmico
Instrumentos científicos do ‘rover’ dos Emirados

“Espera-se que as receitas globais do setor espacial cheguem a US$ 1 trilhão (AED3,67 trilhões) até 2040, e espera-se que isso impulsione o crescimento e a inovação na indústria. Os Emirados Árabes Unidos são o país árabe líder no setor espacial e, à medida que expandem sua presença, o país também defende atividades espaciais pacíficas e sustentáveis, disseram altos funcionários em entrevista coletiva em Abu Dhabi. Falando à mídia, Sarah Al Amiri, O Ministro de Estado para Educação Pública e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Presidente da Agência Espacial dos Emirados disse que seu país tem atualmente 19 satélites na órbita da Terra e mais dez estão em desenvolvimento. “Os Emirados já se tornaram o quinto país a orbitar Marte e um dos quatro países que anunciaram planos de orbitar Vênus e explorar o cinturão de asteróides além de Marte em uma missão programada para ser lançada em 2028. Nosso país possui mais de cinquenta empresas e instituições espaciais e tem cerca de 3.000 profissionais do espaço. Há também mais de cinco centros de pesquisa espacial e três universidades com programas espaciais”, disse Al Amiri.
“Vimos o setor espacial passar de uma área acessível a dois grandes países para uma área na qual quase 70 países se tornaram atores, além de inúmeras empresas privadas. Como tal, os Emirados desempenham um papel importante em garantir que os países se afastem da competitiva ‘corrida espacial’ e, em vez disso, trabalhem juntos para usar a pesquisa e a tecnologia espacial para melhorar a vida das pessoas”, disse Omran Sharaf, ministro adjunto das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos para Assuntos Espaciais e tecnologias.

Satélite lunar Lunar Flashlight

Satélite Lunar Flashlight na oficina

O Lunar Flashlight foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, da Universidade da Califórnia e do Centro Espacial Marshall. É uma espaçonave de 14 quilos criada com base na plataforma Cubesat tamanho 6U. O satélite será colocado em uma órbita polar ao redor da Lua. No perilunio se aproximará da superfície em 20 km, no apolunio se afastará dela em 5 mil km. O principal objetivo da sonda é procurar vestígios de gelo de água e substâncias voláteis nas crateras polares. Para isso, está equipado com um laser infravermelho e um espectrômetro. Durante o voo sobre as crateras polares, o satélite destacará seu fundo com um laser. O espectrômetro analisará a luz refletida da superfície lunar, o que determinará sua composição. Inicialmente, o satelite deveria ir para a Lua como parte da missão Artemis I. Foi uma das treze cargas adicionais planejadas para serem enviadas junto com a espaçonave Orion. No entanto, devido a dificuldades com a criação do sistema de propulsão, o satélite não ficou pronto a tempo. Por causa disso, os especialistas da missão tiveram que começar a procurar outra forma de lançamento, e a iniciativa da NASA Commercial Lunar Payload Services ofereceu uma oportunidade de voo.

Sistema de detecção por laser da sonda Lunar Flashlight

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China lança hoje a nave Shenzhou-15 com três astronautas

Missão será a primeira troca de tripulações ma estação orbital chinesa

Transmissão do lançamento

A espaçonave Shenzhou-15 deve ser lançada hoje às 15:08 UTC, ou 12:08 de Brasília, com os taikonautas comandante Fei Junlong e os engenheiros-operadores Deng Qingming e Zhang Lu a bordo, para uma missão de seis meses no espaço. O lançamento do foguete-transportador Longa Marcha 2F/G n° Y15 será feito a partir do espaçoporto de Jiuquan, no norte da China. A nave espacial de 7,9 toneladas deve se acoplar com a estação orbital chinesa Tiangong, onde estão os seus colegas Cai Xuzhe, Liu Yang e Chen Dong, que estão completando por sua vez um voo de seis meses como parte da missão Shenzhou-14. Será a primeira rotação de tripulações numa estação espacial chinesa, o que marcará o início da ocupação contínua do complexo espacial do país em órbita. A primeira troca de tripulações de uma estação espacial ocorreu em 1985, quando os cosmonautas soviéticos das Soyuz T-13 e Soyuz T-14 fizeram uma troca parcial de tripulantes na estação Salyut-7. Mais tarde, em 1988, os cosmonautas da Soyuz T-3 foram rendidos pelos tripulantes da Soyuz T-4 numa troca parcial a bordo da estação Mir; e a partir da missão Soyuz TM-8/ TM-9 passou-se a realizar rotações rotineiras completas de tripulações principais a bordo da estação soviético-russa, até o ano 2000. Desde então russos e americanos mantém um regime de alternância de expedições para a estação espacial internacional.

Praticamente idêntica às naves de sua série anteriores, a Shenzhou 15 (SZ-15) tem algumas pequenas modificações em alguns sistemas, principalmente na suite de telecomunicações, para permitir taxas maiores de link com o centro de controle em Pequim.

Durante a missão, os tripulantes da Shenzhou-15 realizarão o trabalho de desbloquear, configurar e testar quinze cabines de experimentos científicos e realizar mais de 40 experimentos e testes técnicos na pesquisa e aplicação da ciência, medicina espacial e tecnologia espacial. Além disso, eles realizarão atividades extraveiculares três a quatro vezes e concluirão a instalação de unidades avançadas de bombeamento do módulo científico Mengtian e uma plataforma de exposição de carga útil, disse o cientista Ji Qiming.

O comandante Junlong saúda as autoridades chinesas no complexo 921 de Jiuquan pouco antes de sua equipagem embarcar na espaçonave
Foguete CZ-2F/G n° Y15 na plataforma de disparo da Estação 921 do espaçoporto de Jiuquan

A tripulação da Shenzhou-15 realizará vários trabalhos no espaço: coletar, testar e ajustar a carga útil dentro dos módulos; com a ajuda de manipuladores, a carga útil será instalada do lado de fora da estação. Além disso, os astronautas vão operar, controlar e manter o complexo orbital, composto por três módulos (o bloco central TianHe e os módulos Wentian e MenTian) além das naves de transporte Shenzhou e TianZhou. As duas tripulações realizarão tarefas como monitoramento de sua saúde em órbita, exercícios de defesa, treinamento, inspeção e teste de plataformas, manutenção de equipamentos e gerenciamento de recursos e materiais, até o retorno de Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe.

Os taikonautas da Shenzhou 15

Comandante Fei Junlong

Fei Junlong naseceu em 5 de maio de 1965 de nacionalidade Han, na província de Jiangsu. Astronauta de classe especial da Brigada de Astronautas do Exército de Libertação do Povo Chinês (ex-capitão), Major-General do Exército de Libertação do Povo Chinês. Junlong nasceu na vila de Feijiabang, vila administrativa de Dongyang Chenghu, cidade de Bacheng. Foi recrutado pela Força Aérea em junho de 1982 e ingressou no exército. Após a formatura, trabalhou como instrutor de voo na Quinta Escola de Aviação da Força Aérea. Em 1998, juntou-se à equipe de treinamento de astronautas, que estava subordinada ao Departamento Geral de Armamento do Exército de Libertação do Povo Chinês e mudou para o Exército. Ele também foi um dos cinco astronautas que entraram em treinamento intensivo para a missão Shenzhou 5. Em junho de 2005, foi selecionado como membro do escalão da tripulação da Shenzhou-6. Em 12 de outubro, ele e Nie Haisheng viajaram ao espaço na espaçonave Shenzhou-6 tornando -se o segundo grupo de astronautas chineses a ir ao espaço. Em junho de 2011, foi promovido ao posto de Major General. Em fevereiro de 2014, atuou como vice-diretor do Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China. Como único tripulante da Shenzhou 15 com experiência de voo, acumula 4 dias 19 horas e 32 minutos em voo.

Engenheiro operador Deng Qingming

Deng Qingming nasceu em 16 de março de 1966, nacionalidade Han, do Condado de Yihuang, Prefeitura de Fuzhou, Província de Jiangxi, China. Nasceu em uma família rural, e em junho de 1984, foi admitido na Escola Preparatória de Aviação Hebei Baoding. Em 1987, formou-se e foi designado para a cidade de Yanji, província de Jilin, e tornou-se piloto da Força Aérea do Exército. Ingressou no Partido Comunista da China em outubro de 1988. Em 1998, entrou para a Brigada de Astronautas e se tornou o primeiro astronauta do Projeto Shenzhou. Enquanto seus colegas Li Qinglong, Wu Jie, Chen Quan, Pan Zhanchun e Zhao Chuandong deixaram a equipe devido à idade, ele permaneceu na ativa participando de treinamentos. Nas missões de Shenzhou 9, Shenzhou 10 e Shenzhou 11, foi selecionado como tripulante reserva três vezes. Em 2018, foi agraciado com o título honorário de “Modelo dos Tempos” pelo Departamento Central de Propaganda.

Engenheiro operador Lu Zhang

Zhang Lu, nascido em novembro de 1976, é natural do condado de Hanshou, província de Hunan. Ingressou no exército em agosto de 1996 e afiliou-se ao Partido Comunista em abril de 1999. Serviu como piloto de caça da Força Aérea do Exército e foi diretor de tiro de combate aéreo de um quartel-general de regimento em uma base de treinamento. Em maio de 2010, foi selecionado como o segundo grupo de astronautas da Brigada de Astronautas. Ele estudou na escola primária Chengguan No. 4, na escola secundária de Zhan e na escola Hanshou No. 1 em Hanshou. Tem experiência de pilotagem em cinco tipos de aeronaves de ataque. Zhang Lu, na juventude, sonhava em se tornar cantor profissional. Ele relembra, que três décadas atrás, quando o examinador da força aérea recebeu seu alistamento como piloto, perguntou: “Por que você desistiu do sonho de se tornar cantor?” Ele respondeu: “Se eu decidir ser cantor, nunca terei a oportunidade de pilotar um avião voando alto no céu azul da minha terra. Se eu decidir ser piloto, cantarei com orgulho no céu azul.”

Resumo do lançamento

Ao mesmo tempo, a tripulação do Shenzhou-15 testará o modo de saída da câmara de carga do módulo Mengtian e cooperará com a Terra para realizar tarefas de exposição de carga seis vezes, disse ele. Os astronautas também realizarão trabalhos regulares de teste da plataforma, sua manutenção e gerenciamento de assuntos relacionados à estação espacial. Junto com isso, a tripulação do Shenzhou-15 realizará exercícios de ginástica, bem como treinamento e exercícios em órbita, acrescentou Ji.

Fases de lançamento da espaçonave, até a sua entrada em órbita

Já o comandante da atual missão Shenzhou-14, Chen Dong, tornou-se o primeiro chinês a passar mais de 200 dias em órbita. Juntamente com seus colegas Liu Yang e Cai Xuzhe, Chen decolou em 5 de junho. A tripulação já chega a seis meses em órbita. Para Chen este voo foi o segundo. Antes disso, em 2016, junto com Jing Haipeng, durante a missão Shenzhou-11, passou 33 dias no laboratório espacial (‘nave-alvo’) Tiangong-2, o antecessor da estação espacial Tiangong. “Chen Dong é um perfeccionista. Ele nunca deixa problemas sem solução”, disse o colega que vai comandar a Shenzhou-15, Haipeng. Após seu primeiro voo espacial, Chen recebeu a Medalha de Conquista da Indústria Espacial de Terceira Classe e também o título honorário de “Herói Taikonauta”.

Simulação mostrando a aproximação da Shenzhou 15 com a estação espacial chinesa

A Tiangong entrará em seu período operacional com a conclusão da missão Shenzhou-15 e hospedará tripulações por períodos de seis meses. Especialistas em carga útil recém-selecionados e outros astronautas civis serão elegíveis para voar para a estação. O complexo Tiangong foi projetado para operar por pelo menos dez anos. Pode ser expandido para seis módulos e receber astronautas internacionais. A China também está considerando disponibilizar a estação para visitas turísticas e a abrirá para missões comerciais.

O programa espacial chinês abriu vagas para candidatos a astronauta nas Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau; autoridades locais iniciaram em junho passado o processo de candidatura a pilotos, engenheiros especialistas de carga útil para os programas espaciais nacionais. Um total de 12 a 14 astronautas de reserva serão selecionados, incluindo sete a oito pilotos, cinco a seis engenheiros de vôo e dois ou três especialistas em carga útil. O recrutamento na Região Administrativa Especial de Macau começou efetivamente em outubro. O processo seletivo, que tem três etapas, tem previsão de duração de um ano e meio. Aqueles que passarem na fase de qualificação passarão dois anos e meio estudando no Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China.

Nave Shenzhou

Eles terão a oportunidade de realizar pesquisas científicas e experimentos na estação espacial. A primeira etapa de seleção foi um questionário composto por 15 páginas. Os candidatos tinham que ser residentes permanentes da RAE de Macau, ter cidadania chinesa, ter entre 30 e 45 anos e ter um Ph.D. Devem estar envolvidos em pesquisa no campo da medicina, biologia, psicologia, física, química, engenharia mecânica ou elétrica, astronomia ou outras disciplinas por pelo menos três anos. Devem ser proficientes em chinês escrito e inglês e falar chinês fluentemente. Os candidatos também tiveram que fornecer seu histórico médico, informações básicas sobre membros da família e escrever um relatório de não mais de 500 palavras sobre suas realizações pessoais de carreira. A fase de seleção do processo em Hong Kong também começou em outubro. Os
requisitos básicos eram semelhantes aos de Macau.

Longa Marcha 2F/G separado em seus componentes principais

O foguete Longa Marcha-2 F/G é uma versão melhorada do modelo Longa Marcha 2F, e é usado para lançar as missões tripuladas das espaçonaves Shenzhou (com a instalação da torre de escape). O topo dos tanque de armazenamento de propelente dos boosters é alterado de um domo elipsoidal para um topo cônico para aumentar a capacidade e aumentar a carga em órbita baixa. Além disso, o momento de separação dos boosters foi alterado de 140 segundos após a decolagem para 153 segundos, imediatamente após a separação do primeiro estágio do foguete. O lançador completo mede os mesmos 58,34 metros do modelo 2F original e tem uma massa de decolagem de 493 toneladas; é capaz de colocar 8,1 toneladas em órbita baixa.

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E-book Compêndio da missão Soyuz 9

Rússia lança mais um satélite militar

Foguete Soyuz 2.1b com suposto satélite de navegação decolou do ‘Cosmódromo Norte’

Foguete Soyuz (14A14-1B) decola da plataforma 43/3 de Plesetsk

Na segunda-feira, 28 de novembro de 2022, às 18:13:50, horário de Moscou (12:13:50 hora de Brasília), as equipes das Forças Aeroespaciais russas lançaram um foguete Soyuz -2.1b do Cosmódromo de Teste Estatal do Ministério da Defesa da Federação Russa (Plesetsk) na região de Arkhangelsk, com uma espaçonave do Ministério da Defesa da Rússia. A espaçonave, incialmente identificada como um satélite de navegação Glonass M, foi colocada em órbita pelo estágio superior Fregat, apesar de que a mídia oficial russa inicialmente não repetiu o estribilho costumeiro de que “a telemetria da espaçonave foi recebida pelas estações de controle das Forçar Aeroespaciais”.

Horas depois, o Ministério da Defesa da Rússia finalmente anunciou: “O satélite recebeu o número de série Cosmos-2564. A conexão de telemetria estável foi estabelecida e mantida com ele. Os sistemas a bordo da espaçonave estão funcionando normalmente”. Dois objetos foram catalogados em órbita, um em 19.508 x 19.149 km, inclinado em 64,75 graus, e outro em 19.153 x 19.129 km com inclinação de 64,79 graus, aparentemente correspondendo ao satélite e ao estágio Fregat-M.

O estágio superior Fregat-M deve fazer duas ignições de seu motor colocar a espaçonave na trajetória a cerca de 19,5 mil km de apogeu – supondo-se que seja um Glonass. Normalmente a órbita de um Glonass M tem parametros próximos a perigeu de 19.100 km, apogeu em 19.180 km, inclinação de 66,0° e período de 676,0 minutos.

Foguete Soyuz 2.1b com uma carenagem de cabeça tipo 14S737

Caso se confirme que o satélite lançado foi um Glonass, depois que a espaçonave, n° 61L, for colocada em órbita inicial pelo estágio superior Fregat, oficiais do Centro Principal de Inteligência Espacial vão catalogar informações sobre ela no catálogo de objetos espaciais do sistema de controle espacial russo e começar a analisar e processar informações. Além da função de navegação, os satélites GLONASS também são capazes de transmitir informações de balizamento de emergência do Sistema Internacional de Busca e Salvamento Espacial COSPAS-SARSAT. No total, mais de 40 estações de medição terrestre e mais de setenta equipes de combate do 15º Corpo das Forças Especiais Aeroespaciais são envolvidos para no lançamento deste tipo de nave espacial do Ministério da Defesa da Rússia.

Resumo da campanha de lançamento

GLONASS

O satélite Glonass do tipo M é o último modelo de espaçonave de navegação russo com chassi pressurizado com nitrogênio. O satélite, também conhecido como Uragan-M (com registro GRAU 11F654M dado aos dois primeiros satélites-piloto e 14F113 ao resto) são a segunda geração do projeto de satélite Uragan usado como parte do sistema russo de navegação por satélite baseado em rádio GLONASS. Desenvolvido pela ISS Reshetnev, teve seu primeiro lançamento em 2003 e está em processo de desativação. Sua produção estava prevista para terminar em 2015 e a partir de julho daquele ano, seu último lançamento estava previsto para o final de 2017. É uma evolução do Uragan anterior (11F654) de segunda geração, melhorando a precisão, aumentando a potência, estendendo a vida útil e adicionando o sinal aberto FDMA L2OF. As últimas oito espaçonaves Glonass-M em produção incluem o novo sinal aberto CDMA L3OC.

GLONASS-M

Os satélites operam em órbitas circulares a uma altitude de 19.100 km, uma inclinação de 64,8 graus e cada um completa a órbita em aproximadamente 11 horas e 15 minutos. Isso significa que, para um observador estacionário, o mesmo satélite é visível no mesmo ponto do céu a cada oito dias siderais. Como existem oito satélites em cada plano orbital, as posições dos satélites no céu são repetidas cada uma (embora por satélites diferentes). Com o período orbital de 11 h 58 min para satélites GPS, o mesmo satélite GPS é visível no mesmo ponto no céu todos os dias (siderais).

O segmento espacial de navegação GLONASS (GLObalnaya NAvigatsionnaya Sputnikovaya Sistema, sistema global de navegação por satélite) é composto nominalmente por 24 satélites operacionais, distribuídos em três planos orbitais. A longitude do nó ascendente difere em 120 graus de plano para plano. Há oito satélites por plano, separados 45 graus em argumento de latitude. A diferença no argumento de latitude de satélites em slots equivalentes em dois planos orbitais diferentes é de 15 graus. Cada satélite é identificado por seu número de slot, que define o plano orbital e sua localização dentro do plano. O segmento espacial do concorrente americano GPS também é composto por 24 satélites nominalmente, que são, no entanto, distribuídos em seis planos orbitais, diferindo de plano para plano em 60 graus de longitude do nó ascendente. Os satélites carregam relógios atômicos e a carga útil necessária para manipular (receber, processar e transmitir) dados de navegação. Eles também têm refletores para permitir que o laser faça telemetria até estações terrestres dedicadas.

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Japão, EUA e Emirados lançam missão para a Lua no fim do mês

HAKUTO-R e Lunar Flashlight serão lançados pela SpaceX

Esquema da missão Hakuto-R

Na quarta-feira, 30 de novembro de 2022, um foguete Falcon 9 BL5 será lançado da SLC-40 em Cabo Canaveral SFS, Flórida, EUA, transportando duas espaçonaves para a órbita lunar. Será a primeira iniciativa privada de pousar um módulo na superfície da Lua, na cratera Atlas – inclusive levando um jipe automático dos Emirados Árabes, e um robô japonês, na missão “Mission-1” da empresa japonesa ispace. Ao mesmo tempo, a espaçonave Lunar Flashlight americana também será colocada em trajetória para a Lua. A decolagem está marcada para às 05:39 hora de Brasília (08:39 GMT) e o grupo de espaçonaves chegará à Lua não antes de abril próximo.
De acordo com o ispace, a espaçonave Hakuto-R M1 fará uma rota de baixa energia para a Lua, em vez de uma abordagem direta, o que significa que a alunissagem é esperadao em abril de 2023, cinco meses após o lançamento.
A meteorologia prevê um tempo bom para o dia 30 em acima de 90%; para a data reserva, 1 de dezembro, um clima favorável de 70%. Esperançosamente, o projeto japonês terá mais sorte do que o alunissador israelense Beresheet e o ispace se tornará a primeira empresa privada a entregar uma carga útil à superfície lunar. “Nossa primeira missão estabelecerá as bases para liberar o potencial da Lua e transformá-la em um sistema econômico robusto e vibrante”, disse Takeshi Hakamada, fundador e CEO da ispace, em comunicado.

Espaçonave HAKUTO-R

Módulo de alunissagem

A espaçonave HAKUTO-R
A Mission 1 inclui a espaçonave HAKUTO-R; é um programa multinacional comercial de exploração lunar operado pela ispace. Inclui as duas primeiras missões lunares da ispace, a primeira missão realizando um pouso suave na Lua. Será a primeira missão lunar japonesa liderada pelo setor privado. Gerenciado pela ispace e apoiado por patrocinadores, uma equipe de voluntários, um grande fã-clube no Japão, o HAKUTO original (na época apenas um ‘rover’ lunar “Sorato”) competiu no concurso Google Lunar X-Prize GLXP, com a ispace (na época chamada White Label Space), como parceira de outra empresa – durante a maior parte da última década passada. Em 2015, a equipe alcançou um prêmio de $ 500.000 e, em 2017, completou e entregou um rover pronto. No entanto, como a ispace contou com promessas de um parceiro para o pouso e lançamento, que não foram cumpridas, e como nenhum outro competidor foi capaz de completar a missão, a competição terminou em março de 2018 sem vencedor. Após a cessação do GLXP, empresa imaginou um programa de missão lunar expandido. Em agosto de 2019, a ispace anunciou a reestruturação de seu programa. Uma mudança significativa foi a eliminação da missão orbital de demonstração de tecnologia em 2020 em favor de avançar mais rapidamente em direção a uma demonstração das capacidades comerciais de pouso lunar. O Rover Sorato foi doado ao US National Air and Space Museum em outubro daquele ano. A equipe foi posta em prontidão até que se conseguisse novos patrocinadores. O projeto ispace foi posteriormente salvo pelo programa CLPS (Commercial Lunar Payload Services) da NASA quando o ispace ganhou um de seus contratos.

Poster da ispace

Então, o HAKUTO (em homenagem ao coelho branco que vive na Lua de acordo com os mitos japoneses) foi renomeado HAKUTO-R compreendendo desta vez um pequeno módulo lunar como plataforma para um rover, e servindo como base para um outro robô, o Rashid dos Emirados. Como parte de sua criação, a ispace colaborou com a automotiva Suzuki (layout do alunissador) e a fabricante de relógios Citizen Watch (componentes de titânio do dispositivo), enquanto a ArianeGroup criou o sistema de propulsão. O ispace também colaborou com o Draper Laboratory como parte de um programa para os sistemas periféricos.

O módulo de pouso da Missão 1 tem como cargas planejadas:

Módulo de teste de bateria de estado sólido da NGK Spark Plug
O Rashid lunar rover do Centro Espacial Mohammed bin Rashid (MBRSC)
Um robô lunar transformável da Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA)
Um computador de voo com inteligencia artificial da Mission Control Space Services, que colaborará com o rover Rashid
Várias câmeras da canadense Canadensys
Painéis gravados com os nomes dos apoiadores do financiamento coletivo da HAKUTO

Rover Rashid, do Centro Espacial Mohammed bin Rashid (MBRSC)

‘Emirati Rover Rashid’

O rover de quatro rodas estudará a Lua por 14 dias terrestres usando uma câmera de alta resolução, um termovisor, um gerador de imagens microscópicas e uma sonda projetada para examinar cargas elétricas na superfície lunar. “A equipe concluiu os testes ambientais do protótipo de voo do rover incluindo testes de vácuo térmico, vibração e resistência a choques, confirmando a prontidão do rover à superfície lunar”, disse o centro em um comunicado de mídia social. Se a missão for bem-sucedida, os Emirados Árabes Unidos se tornarão o quarto país (depois dos Estados Unidos, Rússia e China) a pousar com sucesso um rover na superfície da Lua.
O Emirati Rover Rashid faz parte da primeira Missão Lunar dos Emirados (ELM). O MBRSC confirmou o alvo, a cratera Atlas, localizada a 47,5°N, 44,4°E na borda externa sudeste da Lua em Mare Frigoris (“Mar do Frio”), como o local de pouso. O Rover Rashid explorará as características do solo lunar, a petrografia e a geologia, o movimento da poeira, o estado do plasma da superfície e a camada de fotoelétrons da Lua.

“O local de pouso principal foi escolhido em conjunto com várias circunstâncias imprevistas, que pode ser usado em função das variáveis que surgem durante o voo. O local atende às especificações técnicas da Missão de Demonstração de Tecnologia de Pouso, o objetivo de pesquisa para a missão e os requisitos de missão de nossos outros clientes. A consideração cuidadosa dos critérios do local de destino incluiu iluminação solar contínua e visibilidade das comunicações da Terra. Alvos de pouso alternativos incluem Lacus Somniorum, Sinus Iridium e Oceanus Procellarum, entre outros.

“Espera-se que as receitas globais do setor espacial cheguem a US$ 1 trilhão (AED3,67 trilhões) até 2040, e espera-se que isso impulsione o crescimento e a inovação na indústria. Os Emirados Árabes Unidos são o país árabe líder no setor espacial e, à medida que expandem sua presença, o país também defende atividades espaciais pacíficas e sustentáveis, disseram altos funcionários em entrevista coletiva em Abu Dhabi. Falando à mídia, Sarah Al Amiri, O Ministro de Estado para Educação Pública e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Presidente da Agência Espacial dos Emirados disse que seu país tem atualmente 19 satélites na órbita da Terra e mais dez estão em desenvolvimento. “Os Emirados já se tornaram o quinto país a orbitar Marte e um dos quatro países que anunciaram planos de orbitar Vênus e explorar o cinturão de asteróides além de Marte em uma missão programada para ser lançada em 2028. Nosso país possui mais de cinquenta empresas e instituições espaciais e tem cerca de 3.000 profissionais do espaço. Há também mais de cinco centros de pesquisa espacial e três universidades com programas espaciais”, disse Al Amiri.
“Vimos o setor espacial passar de uma área acessível a dois grandes países para uma área na qual quase 70 países se tornaram atores, além de inúmeras empresas privadas. Como tal, os Emirados desempenham um papel importante em garantir que os países se afastem da competitiva ‘corrida espacial’ e, em vez disso, trabalhem juntos para usar a pesquisa e a tecnologia espacial para melhorar a vida das pessoas”, disse Omran Sharaf, ministro adjunto das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos para Assuntos Espaciais e tecnologias.

Satélite lunar Lunar Flashlight

Satélite Lunar Flashlight na oficina

O Lunar Flashlight foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, da Universidade da Califórnia e do Centro Espacial Marshall. É uma espaçonave de 14 quilos criada com base na plataforma Cubesat tamanho 6U. O satélite será colocado em uma órbita polar ao redor da Lua. No perilunio se aproximará da superfície em 20 km, no apolunio se afastará dela em 5 mil km. O principal objetivo da sonda é procurar vestígios de gelo de água e substâncias voláteis nas crateras polares. Para isso, está equipado com um laser infravermelho e um espectrômetro. Durante o voo sobre as crateras polares, o satélite destacará seu fundo com um laser. O espectrômetro analisará a luz refletida da superfície lunar, o que determinará sua composição. Inicialmente, o satelite deveria ir para a Lua como parte da missão Artemis I. Foi uma das treze cargas adicionais planejadas para serem enviadas junto com a espaçonave Orion. No entanto, devido a dificuldades com a criação do sistema de propulsão, o satélite não ficou pronto a tempo. Por causa disso, os especialistas da missão tiveram que começar a procurar outra forma de lançamento, e a iniciativa da NASA Commercial Lunar Payload Services ofereceu uma oportunidade de voo.

Sistema de detecção por laser da sonda Lunar Flashlight

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China lançará a Shenzhou-15 no dia 29

Missão será a primeira ‘operacional’ da estação espacial TianGong

Foguete CZ-2F/G na plataforma de disparo da Estação 921 do espaçoporto de Jiuquan

A China deve lançar três astronautas na nave Shenzhou-15 para a sua estação espacial Tiangong, por volta das 15:08 UTC (12:08 Brasília) de 29 de novembro de 2022. Espera-se que os três astronautas, comandante Fei Junlong e os engenheiros-operadores Deng Qingming e Zhang Lu, permaneçam a bordo do complexo espacial por cerca de seis meses, assumindo o controle das mãos da atual tripulação, composta pelos taikonautas Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe. O lançamento do foguete-transportador Longa Marcha 2F/G n° Y15 será feito a partir do espaçoporto de Jiuquan, no norte da China.

Zhang Lu, na juventude, sonhava em se tornar cantor profissional. Ele comentou para a mídia oficial, que três décadas atrás, quando o examinador da força aérea recebeu seu alistamento como piloto, perguntou: “Por que você desistiu do sonho de se tornar cantor?” Ele respondeu: “Se eu decidir ser cantor, nunca terei a oportunidade de pilotar um avião voando alto no céu azul da minha terra. Se eu decidir ser piloto, cantarei com orgulho no céu azul.”

Resumo do lançamento

A tripulação da Shenzhou-15 realizará vários trabalhos no espaço: coletar, testar e ajustar a carga útil dentro dos módulos; com a ajuda de manipuladores, a carga útil será instalada do lado de fora da estação. Além disso, os astronautas vão operar, controlar e manter o complexo orbital, composto por três módulos (o bloco central TianHe e os módulos Wentian e MenTian) além das naves de transporte Shenzhou e TianZhou. As duas tripulações realizarão tarefas como monitoramento de sua saúde em órbita, exercícios de defesa, treinamento, inspeção e teste de plataformas, manutenção de equipamentos e gerenciamento de recursos e materiais, até o retorno de Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe.

Durante a missão, os tripulantes da Shenzhou-15 realizarão o trabalho de desbloquear, configurar e testar quinze cabines de experimentos científicos e realizar mais de 40 experimentos e testes técnicos na pesquisa e aplicação da ciência, medicina espacial e tecnologia espacial. Além disso, eles realizarão atividades extraveiculares três a quatro vezes e concluirão a instalação de unidades avançadas de bombeamento do módulo científico Mengtian e uma plataforma de exposição de carga útil, disse o cientista Ji Qiming.

Espaçonave Shenzhou, de 8 toneladas

Ao mesmo tempo, a tripulação do Shenzhou-15 testará o modo de saída da câmara de carga do módulo Mengtian e cooperará com a Terra para realizar tarefas de exposição de carga seis vezes, disse ele. Os astronautas também realizarão trabalhos regulares de teste da plataforma, sua manutenção e gerenciamento de assuntos relacionados à estação espacial. Junto com isso, a tripulação do Shenzhou-15 realizará exercícios de ginástica, bem como treinamento e exercícios em órbita, acrescentou Ji.

Chen Dong tornou-se o primeiro chinês a passar mais de 200 dias em órbita. Juntamente com seus colegas Liu Yang e Cai Xuzhe, Chen partiu para uma expedição de 6 meses ao espaço em 5 de junho a bordo da espaçonave Shenzhou-14. A tripulação já chega a seis mesess em órbita. Para Chen este voo foi o segundo. Antes disso, em 2016, junto com Jing Haipeng, durante a missão Shenzhou-11, ele passou 33 dias no laboratório espacial Tiangong-2, o antecessor da estação espacial Tiangong. “Chen Dong é um perfeccionista. Ele nunca deixa problemas sem solução”, disse o colega que vai comandar a próxima nave, Haipeng. Após seu primeiro voo espacial, Chen recebeu a Medalha de Conquista da Indústria Espacial de Terceira Classe e também o título honorário de “Herói Taikonauta”.

Fases de lançamento da espaçonave, até a sua entrada em órbita
Comandante Fei Junlong

A Tiangong entrará em seu período operacional com a conclusão da missão Shenzhou-15 e hospedará tripulações por períodos de seis meses. Especialistas em carga útil recém-selecionados e outros astronautas civis serão elegíveis para voar para a estação. O complexo Tiangong foi projetado para operar por pelo menos dez anos. Pode ser expandido para seis módulos e receber astronautas internacionais. A China também está considerando disponibilizar a estação para visitas turísticas e a abrirá para missões comerciais.

Engenheiro operador Deng Qingming

O programa espacial chinês abriu vagas para candidatos a astronauta nas Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau; autoridades locais iniciaram em junho passado o processo de candidatura a pilotos, engenheiros especialistas de carga útil para os programas espaciais nacionais. Um total de 12 a 14 astronautas de reserva serão selecionados, incluindo sete a oito pilotos, cinco a seis engenheiros de vôo e dois ou três especialistas em carga útil. O recrutamento na Região Administrativa Especial de Macau começou efetivamente em outubro. O processo seletivo, que tem três etapas, tem previsão de duração de um ano e meio. Aqueles que passarem na fase de qualificação passarão dois anos e meio estudando no Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China.

Engenheiro operador Lu Zhang

Eles terão a oportunidade de realizar pesquisas científicas e experimentos na estação espacial. A primeira etapa de seleção foi um questionário composto por 15 páginas. Os candidatos tinham que ser residentes permanentes da RAE de Macau, ter cidadania chinesa, ter entre 30 e 45 anos e ter um Ph.D. Devem estar envolvidos em pesquisa no campo da medicina, biologia, psicologia, física, química, engenharia mecânica ou elétrica, astronomia ou outras disciplinas por pelo menos três anos. Devem ser proficientes em chinês escrito e inglês e falar chinês fluentemente. Os candidatos também tiveram que fornecer seu histórico médico, informações básicas sobre membros da família e escrever um relatório de não mais de 500 palavras sobre suas realizações pessoais de carreira. A fase de seleção do processo em Hong Kong também começou em outubro. Os
requisitos básicos eram semelhantes aos de Macau.

Transmissão do lançamento
Longa Marcha 2F/G separado em seus componentes principais

O foguete Longa Marcha-2 F/G é uma versão melhorada do modelo Longa Marcha 2F, e é usado para lançar as missões tripuladas das espaçonaves Shenzhou (com a instalação da torre de escape). O topo dos tanque de armazenamento de propelente dos boosters é alterado de um domo elipsoidal para um topo cônico para aumentar a capacidade e aumentar a carga em órbita baixa. Além disso, o momento de separação dos boosters foi alterado de 140 segundos após a decolagem para 153 segundos, imediatamente após a separação do primeiro estágio do foguete. O lançador completo mede os mesmos 58,34 metros do modelo 2F original e tem uma massa de decolagem de 493 toneladas; é capaz de colocar 8,1 toneladas em órbita baixa.

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Cargo Dragon CRS-26 acopla-se à ISS

Cargueiro espacial trouxe três toneladas para a estação – incluindo satélite brasileiro

Nave se proximando para o engate

A espaçonave de carga da SpaceX Cargo Dragon C211 CRS-26 acoplou automaticamente na Estação Espacial Internacional, em 27 de novembro de 2022, às 12:39 UTC (09:39 de Brasília). A espaçonave trouxe mais de 2.000 kg de equipamentos de pesquisa, suprimentos e materiais. O encaixe foi feito no adaptador universal IDA-3, montado no compartimento Harmony do segmento americano da ISS, em modo automático, com os astronautas Josh Kassada e Nicole Mann monitorando os instrumentos, de dentro da estação. A acoplagem ocorreu num tempo recorde para as naves americanas, 17 horas e 19 minutos após o lançamento. Entre as cargas a bordo está um cubesat brasileiro, o SPORT, do Marshall Space Flight Center e o ITA do Brasil para observar a ionosfera e estudar o clima espacial.

Tela do programa de seguimento da manobra no Centro de Controle em Houston, mostrando a escotilha ‘zenite’ do módulo Harmony

A espaçonave foi lançada ontem, dia 26, do Kennedy Space Center, na Flórida. A Dragon transporta 3.528 kg no total (2.332 kg no compartimento pressurizado e 1.196 kg no porta-malas ‘trunk’ – correspondendo a dois painéis solares extensíveis tipo iROSA). Os paineis iROSA tem desenho de “lingua de sogra”, usando dois extensores cilindricos achatados que desenrolam os painéis flexíveis de modo similar ao brinquedo de festa infantil.

Narração do acoplamento, com comentários do Homem do Espaço

A C211 CRS 26 foi colocada numa órbita inicial de 240 km de apogeu, 210 km de perigeu, com período de 89,0 minutos e inclinação de 51,64 graus em relação ao equador. Horas depois, a espaçonave corrigiu sua órbita para 406 km x 403km, com período de 92,65 minutos e inclinação de 51,66 graus.

Manifesto de cargas transportadas

Cubesats a serem lançados

Uma série de CubeSats serão transportado nesta missão – entre eles um construído sob um programa entre EUA e Brasil – para serem ejetados a partir do compartimento estanque do módulo japonês Kibo. Todos eles foram selecionados por meio da CubeSat Launch Initiative (CSLI), que fornece às instituições educacionais dos EUA, organizações sem fins lucrativos um componente de educação/extensão, instituições educacionais informais (museus e centros de ciência) e centros com acesso ao espaço a baixo custo. Depois que as seleções do CubeSat são feitas, o Programa de Serviços de Lançamento da NASA trabalha para emparelhá-los com um lançamento mais adequado para carregá-los como cargas auxiliares, levando em consideração a órbita planejada e quaisquer restrições que as missões dos CubeSats possam ter:

  • MARIO – University of Michigan, Ann Arbor, Michigan
  • petitSat – NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland
  • SPORT – NASA Marshall Space Flight Center, Huntsville, Alabama
  • TJREVERB – Thomas Jefferson High School for Science and Technology, Fairfax County, Virginia
  • Quatro outros, ORCAsat, DANTESat, NutSat e LORIS, foram reportados como estando a bordo
TJREVERB

TJREVERB, um CubeSat tipo 2U construído por alunos da Thomas Jefferson High School for Science and Technology , visa estudar o uso de irídio como método primário de comunicação de rádio. Além disso, o satélite demonstrará o uso de um ímã passivo a bordo e o campo magnético da Terra para estabilização, em vez de usar um sistema de determinação e controle de atitude para apontar com precisão e estabilização. O que torna este satélite ainda mais notável é que foi um projeto de engenharia de sistema. Os alunos selecionaram peças de nível espacial, conectaram a eletrônica do satélite, escreveram os drivers para controlar os diferentes sistemas e codificaram o software de voo.

O Plasma Enhancement in The Ionosphere-Thermosphere Satellite (petitSat) estudará as irregularidades de densidade na ionosfera da Terra – uma pequena fração da atmosfera feita de plasma ou gás ionizado. Durante a comunicação de rádio de longa distância, a ionosfera reflete as ondas de rádio de volta à Terra. Distúrbios na atmosfera superior podem alterar a forma da ionosfera, criando um efeito de espelho divertido e distorcendo essas ondas de rádio. A missão usará dois instrumentos para medir a estrutura e o movimento do plasma na ionosfera resultante dessas mudanças na atmosfera superior para entender melhor como isso afeta as comunicações por satélite.

O Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT) do Marshall Space Flight Center da NASA e o ITA do Brasil observará a ionosfera para estudar o clima espacial. A missão conjunta entre EUA e Brasil examinará a formação de bolhas de plasma, que às vezes espalham sinais de rádio. Compreender como essas bolhas são formadas e como sua evolução afeta os sinais de comunicação pode ajudar os cientistas a melhorar a confiabilidade dos sistemas de comunicação e navegação. “Quanto mais aprendemos sobre o clima espacial – e como predizê-lo – melhor podemos proteger nossos astronautas, espaçonaves e tecnologia”, disse Shelia Nash-Stevenson, gerente do projeto SPORT. O acrônimo SPORT foi ajustado pelo cientista Jim Spann em homenagem ao clube Leão da Ilha do Retiro, time do seu coração, o Sport de Recife – Brasil. O Dr. Spann Jr tem 65 anos, nasceu nos Estados Unidos e é heliofísico líder da Divisão de Clima Espacial na sede da NASA, com mais de 35 anos de carreira. Ele cresceu no bairro do Derby, no centro do Recife – por conta dos pais, que na época atuaram como missionários na capital pernambucana , e desenvolveu uma paixão pelo Sport que perdura até os dias atuais. Os instrumentos incluem um medidor de velocidade de íons (UTD), um receptor de ocultação de sinal GPS (Aerospace Corp.), uma sonda Langmuir (USU); uma sonda de impedância (USU), um instrumento de campo E (USU) e um magnetômetro tipo fluxgate (NASA Goddard).

Satélite SPORT

Por meio da Agência Espacial Brasileira, dois institutos brasileiros contribuem com a missão – o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Técnico de Aeronáutica (ITA). Através da NASA, as universidades dos Estados Unidos e a Aerospace Corporation forneceram os instrumentos científicos. O SPORT é gerenciado pelo Marshall Space Center em Huntsville, Alabama. A missão faz parte do programa Heliophysics Technology and Instrument Development for Science da agência espacial dos EUA.

ORCASat

ORCASat (Optical and Radio Calibration Satellite), um CubeSat 2U da University of Victoria no Canadá, para a calibração fotométrica de precisão dos principais observatórios astronômicos do mundo (principalmente o Observatório Rubin no Chile e o Pan-STARRS no Havaí). O ORCASat é um esforço colaborativo entre equipes da University of British Columbia, a Simon Fraser University, University of Victoria, canadenses, e Instituto Superior Técnico em Lisboa, Portugal.

O ORCASat será usado para calibrar fotômetros estelares terrestres e observatórios para atenuação atmosférica e instrumental.

MARIO

MARIO (Measurement of Actuator Response and Impedance on Orbit, Medição da Resposta do Atuador e Impedância em Órbita) é uma colaboração usando um 3U entre o Michigan eXploration Laboratory (MXL) da Universidade de Michigan , Extreme Diagnostics e o Laboratório Active Intelligent and Multifunctional Structure (AIMS) de Michigan e a NASA . O objetivo é caracterizar o desempenho de atuadores piezoelétricos e sistemas de monitoramento de saúde em condições de baixa órbita terrestre. Os dados de teste ajudarão a desenvolver futuros mecanismos espaciais avançados.

Fora do contrato ELaNa estão três outros satélites

NUTSat

O NUTSat é um CubeSat 2U para treinamento em engenharia de sistemas e missão de demonstração de tecnologia de segurança de aeronaves comerciais, da National Formosa University, Let’scom, Gran Systems e National Space Organization (NSPO). O 2U NUTSAT foi projetado pela National Formosa University com o apoio da NSPO em Taiwan. Faz parte de um programa educacional de treinamento em engenharia de sistemas que integra um receptor ADS-B no cubeSat para demonstrar e aprimorar a tecnologia de segurança da aviação comercial.

LORIS

O LORIS (Low Orbit Reconnaissance Imagery Satellite) da Dalhousie University, será o primeiro CubeSat do Canadá Atlântico a ser lançado pela Agência Espacial Canadense. O objetivo da missão é obter fotografias por meio da carga útil da câmera, que serão usadas para estudar e monitorar linhas costeiras e atividades marinhas. Pesando cerca de 2,5 kg, o LORIS contém uma quantidade significativa de novas tecnologias, incluindo um sistema de computador de bordo e duas câmeras, que enviarão dados e imagens da península de Halifax uma vez em órbita. Utilizando a experiência da Faculdade de Engenharia em fabricação aditiva, tecnologias de armazenamento de energia e robótica, muitos dos componentes eletrônicos do satélite foram projetados no Laboratório de Sistemas Espaciais de Dalhousie (DSS) e serão testados pela primeira vez em um ambiente espacial. O satélite também inclui novos instrumentos projetados pela GALAXIA Space Missions, uma empresa de tecnologia espacial fundada por Gharagozli em 2020.

Outros cubesats anteriormente atribuídos para esta missão não foram confirmados.

Experimentos científicos a bordo

Experimentos de alimentos

Uma fonte contínua de alimentos nutritivos é essencial para missões de exploração de longa duração, e a típica dieta pré-embalada de astronautas pode precisar ser complementada por alimentos frescos produzidos no espaço. Os pesquisadores testaram uma unidade de crescimento de plantas na estação conhecida como Veggie e cultivaram com sucesso uma variedade de folhas verdes. Veg-05, o próximo passo desse trabalho, concentra-se no cultivo de tomates anões. “Estamos testando tomates, observando os impactos do espectro de luz em quão bem a colheita cresce, quão deliciosos e nutritivos são os tomates e a atividade microbiana nas frutas e plantas”, diz Gioia Massa, cientista do projeto de Ciências da Vida da NASA e pesquisadora principal do experimento. “Também estamos examinando o efeito geral de cultivar, cuidar e comer colheitas na saúde comportamental da tripulação. Tudo isso oferecerá dados para futuras explorações espaciais”. Massa acrescenta que os tomates podem ser consumidos in natura, são nutritivos e amplamente consumidos. A red robin, a variedade de tomate cereja anã usada na investigação, cresceu bem durante os testes de solo e produziu uma grande safra de frutas nutritivas e saborosas.

Diagnósticos em tempo real

O Moon Microscope testa um kit para diagnóstico médico a bordo que inclui um microscópio portátil de mão e um pequeno aparelho autônomo de coloração de amostras de sangue. Um astronauta coleta e mancha uma amostra de sangue, obtém imagens com o microscópio e as transmite ao solo, onde os cirurgiões de voo as usam para diagnosticar doenças e prescrever tratamentos. “Não tivemos um problema clínico profundo na estação espacial, mas os tripulantes experimentam mudanças em seus sistemas imunológicos”, diz o imunologista da NASA e pesquisador principal Brian Crucian. “Durante as missões no espaço profundo, todos os estressores aumentam e nossa capacidade de cuidar da tripulação é reduzida, uma combinação que pode aumentar certos riscos clínicos. Este projeto foi concebido para criar uma capacidade de laboratório de diagnóstico altamente miniaturizada e compatível com microgravidade e restrições operacionais. Um tripulante doente poderia realizar o esfregaço de sangue, fazer e transmitir imagens em minutos.” O kit pode oferecer recursos de diagnóstico para tripulantes no espaço ou na superfície da Lua ou de Marte, bem como a capacidade de testar água, alimentos e superfícies quanto à contaminação. O sistema também pode permitir monitoramento médico aprimorado nas próximas missões da Artemis e Gateway para a Lua.

Pesquisa sobre grandes estruturas

Na Terra, a gravidade deforma objetos grandes, como as vigas usadas na construção em grande escala. A microgravidade permite a fabricação de estruturas mais longas e finas sem essa deformação. A extrusão demonstra uma tecnologia que usa resina líquida para criar formas e formas que não podem ser criadas na Terra. A resina fotocurável é injetada em formas flexíveis pré-fabricadas e uma câmera captura imagens do processo. A capacidade de usar essas formas pode permitir a construção de estruturas no espaço, como estações espaciais, painéis solares e equipamentos. “Este experimento aproveita o ambiente de microgravidade para extrudar formas de ramificação comuns e complexas”, diz o pesquisador principal Ariel Ekblaw, diretor da Iniciativa de Exploração Espacial do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Nosso método reduz o tempo de produção de peças-chave necessárias para o uso diário da missão e pode apoiar a futura construção espacial de grandes estruturas como treliças e antenas. A investigação da Extrusão se baseia em nossos fluxos de trabalho de fabricação aditiva e automontagem no espaço”. A Iniciativa de Exploração Espacial apóia uma série de pesquisas em microgravidade e lunar em ciência, engenharia, arte e design. O experimento é embalado dentro de uma Nanoracks Black Box com vários outros experimentos do MIT Media Lab e é patrocinado pelo ISS National Lab.

Nutrientes sob demanda

Oferecer nutrição adequada é um grande desafio para manter a saúde da tripulação em futuras missões espaciais de longa duração. Muitas vitaminas, nutrientes e produtos farmacêuticos têm prazo de validade limitado, e a capacidade de fabricar tais compostos sob demanda pode ajudar a manter a saúde e o bem-estar da tripulação. O BioNutrients-2 testa um sistema para produzir nutrientes essenciais a partir de iogurte, um produto lácteo fermentado conhecido como kefir e uma bebida à base de fermento. A investigação dá início à estágio dois do programa BioNutrients de cinco anos, liderado pelo Ames Research Center da NASA e gerenciado pelo Game Changing Development no Space Technology Mission Directorate da NASA. O programa começou com o lançamento do BioNutrients-1 em 2019. O BioNutrients-2 emprega um sistema menor com uma incubadora aquecida que promove o crescimento de organismos benéficos. “Este experimento adiciona folistatina, uma proteína terapêutica usada para manter a massa muscular, bem como iogurte e kefir de produtos lácteos fermentados”, diz o pesquisador principal John Hogan, Centro Ames da NASA. “Também estamos testando um novo sistema de bolsa leve para armazenamento e crescimento microbiano eficaz em microgravidade e avaliando nossas técnicas de segurança alimentar”. Para uma terceira investigação, os pesquisadores planejam projetar uma única cepa de levedura para produzir até quatro produtos nutritivos. Os pesquisadores também estão trabalhando para encontrar maneiras eficientes de usar recursos locais para fabricar produtos a granel, como plásticos, aglutinantes de construção e produtos químicos para matérias-primas. Essas tecnologias são projetadas para reduzir os custos de lançamento e aumentar a autossuficiência, ampliando os horizontes da exploração humana.

Adição painéis solares extras iROSA

Dois painéis solares tipo roll-out, ou iROSAs, foram lançadas a bordo do SpX-22 e instalados em 2021. Esses painéis, que se estendem como um tapete usando energia cinética armazenada, expandem as capacidades de produção de energia da estação espacial. O segundo conjunto, com 1.380 kg, lançado no porta-malas da SpX-26, oferecerá um aumento de 20 a 30% na potência para pesquisa e operações da estação espacial. “As duas primeiras asas tiveram um desempenho excelente”, diz Matt Mickle, gerente sênior de projetos de desenvolvimento da Boeing. “As células solares são imensamente mais poderosas do que as gerações anteriores. Fizemos pequenas modificações no equipamento para lançamentos subsequentes que melhoram a eficiência operacional.” Esses painéis, no segundo de três pacotes, atualizam 50% dos canais de energia da estação. A tecnologia Roll Out Solar Array foi testada pela primeira vez na estação espacial em 2017. O ROSA foi usado na missão de asteroides DART e está planejado para uso no posto avançado lunar Gateway, um componente vital da missão Artemis. O programa iROSA oferece um ótimo exemplo de uso da estação espacial como campo de testes para a tecnologia e pesquisa necessárias para explorar mais longe no espaço.

Facilitando as transições de gravidade

Todos os viajantes do espaço enfrentam a transição de um campo de gravidade para outro. Em futuras missões de exploração, os astronautas podem encontrar três campos de gravidade diferentes: a ausência de peso enquanto viajam no espaço, a gravidade de outro planeta e a gravidade terrestre quando retornam. Essas transições podem afetar a orientação espacial, a coordenação olho-cabeça e mão-olho, o equilíbrio e a locomoção e fazer com que alguns tripulantes sintam enjoo de movimento espacial. A investigação do Falcon Goggles testa um aparelho que captura vídeo de alta velocidade dos olhos, oferecendo dados precisos sobre alinhamento e equilíbrio ocular. “Esses óculos podem informar melhor nossos pesquisadores sobre os impactos da microgravidade nos tripulantes e sua capacidade de se adaptar e trabalhar em novas gravidades”, disse a Dra. Cherie Oubre, vice-cientista de voo do Programa de Pesquisa Humana da NASA. “Dispositivos como este serão inestimáveis ​​enquanto trabalhamos para preparar os astronautas para missões de exploração de longa duração.

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China lança mais três satélites de sensoriamento

Longa Marcha 2D com os Yaogan-36 03 A,B e C decolou de Xichang

Longa Marcha CZ-2D n° Y89 decola de Xichang

Às 20h23 de 27 de novembro de 2022 hora de Pequim (08:23 Brasília), a China lançou um foguete Longa Marcha 2D n° Y89 do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, que colocou três satélites, os Yaogan-36 03A(遥感三十六号03A), Yaogan-36 03B(遥感三十六号03B) e Yaogan-36 03C (遥感三十六号03C) na órbita predeterminada de 615 km × 619 km, inclinada em 97,8 °. Dois dos satélites foram construídos pela CAST e o terceiro pela SAST. Uma ‘vela’ de arrasto para forçar a saída de órbita está instalada no adaptador de carga útil do segundo estágio do foguete.

Os satélites de sensoriamento Yaogan 36, possivelmente de inteligência eletrônica, adotam um design de configuração de plataforma integrada que usa uma treliça como principal estrutura de suporte, o que reduz efetivamente o peso e ao mesmo tempo reduz seu tamanho. Por meio de um design modular e integrado, a carga é totalmente incorporada na configuração e no layout e o caminho mais curto entre o dispositivo de controle de atitude e a carga é realizado sob a premissa de atender aos requisitos de interface de instalação de precisão e estabilidade de sensores estelares e outros, melhorando o desempenho em órbita. É uma plataforma de satélite leve, pequena, de alta agilidade e alta estabilidade construída pela Oitava Academia da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Além disso, o sistema de comunicação adota um design integrado, que otimiza e medição e controle, transmissão de dados e processamento em tempo real. Possui as características de multilink, alta integração, forte poder de computação e alta velocidade.

Seção de cabeça do foguete antes de ser içada para instalação sobre o segundo estágio

O foguete CZ-2D número Y89 completou com sucesso o lançamento no estilo “uma flecha e três estrelas” (segundo os chineses, quando um foguete – a ‘flecha’ – lança três satélites -as ‘estrelas’ ao mesmo tempo). Este voo foi o 176º lançamento da série de modelos de Longa Marcha desenvolvidos especificamente pela Oitava Academia, e também o 451º da série Longa Marcha em geral.

Os satélites Yaogan (遥感卫星; Yáogan Wèixing – satélite de detecção remota’) são conhecidos por dar suporte principalmente a Força de Apoio Estratégico do Exército de Libertação do Povo (PLASSF), anteriormente o Aerospace Reconnaissance Bureau do Segundo Departamento do Estado-Maior. Os satélites são o programa sucessor do programa de reconhecimento recuperável Fanhui Shi Weixing ( FSW ), mas, ao contrário de seu antecessor, inclui uma variedade de classes utilizando vários meios de sensoriamento remoto, como reconhecimento óptico, radar de abertura sintética ( SAR ) e inteligência eletrônica (ELINT) para vigilância marítima. Os satélites Yaogan são lançados do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan (TSLC) na província de Shanxi, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan (JSLC) na Região Autônoma da Mongólia Interior e do Xichang Satellite Launch Center (XSLC) na província de Sichuan.

Bloco do primeiro estágio do foguete-lançador

Embora os satélites Yaogan individuais sejam muitas vezes referidos pelo seu número, os satélites de reconhecimento militar chinês são tipicamente categorizados pela sua designação Jianbing. Jianbing (尖兵) se traduz em “soldado de ponta”, “de vanguarda ” ou “pioneiro ” e entrou em uso em designações da primeira série de satélites de reconhecimento da China, FSW-0, como a série Jianbing-1. O primeiro satélite Yaogan, Yaogan 1, foi um dos três satélites da série Jianbing-5 (JB-5) após o FSW-3 final. Como as designações exatas para os Jianbing são secretas e apenas os números de Yaogan são usados oficialmente, as designações Jianbing para classes posteriores ainda permanecem desconhecidas do público.

Emblema da campanha de lançamento

Desde 2022, uma equipe de pesquisa e desenvolvimento foi estabelecida em Shangai para permitir lançamentos de alta frequência e alta intensidade, cronogramas apertados e um pequeno número de funcionários. Para realizar as tarefas com eficiência, a equipe de teste usa um sistema de turnos de modo a atingir “trabalho hoje, conclusão hoje” e concluir todos os trabalhos da área técnica em uma semana. Após a conclusão o trabalho no local de lançamento, os membros da equipe se transformaram se dividem entre Pequim, Xi’an e outros lugares para realizar várias tarefas. A equipe de teste em órbita está sediada em Pequim em constante rotação de plantão para monitorar o funcionamento dos satélites.

Desde seu primeiro voo bem-sucedido em 1992, o foguete transportador Longa Marcha-2D foi lançado com sucesso setenta vezes seguidas, enviando com sucesso 171 satélites para as órbitas predeterminadas. Nos últimos anos, o sucesso em lançamentos de alta densidade se beneficiou da otimização do sistema de gerenciamento de modelos, contando com uma equipe trabalhando no chamdo regime de trabalho “seis estrito”. O layout é planejado com antecedência e o desenvolvimento das tarefas de lançamento é tratado por meio de produção em lote dos satelites, sua integração com os foguetes lançadores e seu lançamento seguindo padrões otimizados adotados na indústria chinesa.

O Longa Marcha 2 é o foguete “medalha de ouro” da China. Foi desenvolvido pela Oitava Academia – e desenhado em 1990, voando pela primeira vez em 9 de agosto de 1992. Segundo a mídia chinesa, com uma taxa de sucesso “extremamente alta”, índice de confiabilidade de 0,97 e é citado como o melhor de sua classe no mundo. Tem um empuxo de decolagem de 300 toneladas e uma capacidade de carga de 1,2 toneladas correspondente a uma órbita circular síncrona solar de 700 quilômetros; Os chineses o descrevem como de “alta confiabilidade, alta segurança, baixo custo e ciclo curto de preparação”. Ele pode ser combinado com um estágio superior para lançar “redes interorbitais multissatélite”, deste modo melhorando bastante sua capacidade de carga acima da altitude de 1.000 quilômetros.

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SpaceX lança Cargo Dragon ‘C211’ para a ISS

Cargueiro espacial leva três toneladas para a estação espacial internacional

Foguete decolou da platafoma 39A

A SpaceX lançou o foguete Falcon 9 v1.2 BL 5 número B1076.1 com a espaçonave Cargo Dragon n° C211 CRS-26 para a Estação Espacial Internacional no sábado, dia 26 de novembro de 2022 às a 14:20 ET (19:20 UTC, 16:20 Brasília). A decolagem foi feita a partir do Complexo de Lançamento 39A no Kennedy Space Center, na Flórida. Este foi o primeiro voo da espaçonave C211, que pesou 9.525 kg; A nave se acoplará automaticamente ao adaptador IDA-3 ‘zênite’ do compartimento Harmony do segmento americano da ISS no dia seguinte. Após a separação , o primeiro estágio B1076.1 do foguete pousou na balsa-drone Just Read the Instructions no Oceano Atlântico, rebocada pelo navio de apoio ‘Bob’.

A espaçonave transporta 3.528 kg no total (2.332 kg no compartimento pressurizado e 1.196 kg no porta-malas ‘trunk’ – esta últimas correspondendo a dois painéis solares extensíveis tipo iROSA). Os paineis iROSA tem desenho de “lingua de sogra”, usando dois extensores cilindricos achatados que desenrolam os painéis flexíveis de modo similar ao brinquedo de festa infantil.

Replay do lançamento com comentários do Homem do Espaço

A Cargo Dragon C211 CRS 26 foi colocada numa órbita inicial de 240 km de apogeu, 210 km de perigeu, com período de 89,0 minutos e inclinação de 51,64 graus em relação ao equador. Horas depois, a espaçonave corrigiu sua órbita para 406 km x 403km, com período de 92,65 minutos e inclinação de 51,66 graus.

LANÇAMENTO, POUSO DO ‘CORE’ E LIBERAÇÃO DA ESPAÇONAVE

Perfil de lançamento

Todos os tempos aproximados

hh:min:ss Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:27 Corte dos motores do 1º estágio (MECO)
  • 00 :02:30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:38 O motor do 2º estágio acende
  • 00:02:42 Ignição de boostback do 1º estágio começa
  • 00:03:15 Ignição de boostback do 1º estágio é concluída
  • 00:05:45 Ignição de reentrada do 1º estágio começa
  • 00: 05:59 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:07:06 Início da ignição de pouso do 1º estágio
  • 00:07:33 Aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:37 A Dragon se separa do 2º estágio
  • 00:11:49 A sequência de abertura do nariz é iniciada
Manifesto de cargas transportadas

Estatísticas do lançamento da missão CRS 26

  • 1º voo do Falcon 9 estágio B1076 e da Cargo Dragon C211
  • 5º lançamento do mês
  • 6º voo do Cargo Dragon de 2ª versão
  • 26ª missão de reabastecimento da ISS pela SpaceX
  • 42º pouso bem sucedido na plataforma Just Read the Instructions
  • 54º lançamento do ano
  • 79º pouso bem sucedido de boosters consecutivos
  • 122º pouso bem sucedido em plataforma flutuante
  • 153º pouso bem sucedido de ‘core
  • 163º pouso bem sucedido da empresa consecutivo
  • 187º lançamento de um Falcon 9
  • 196º lançamento da SpaceX
  • Maior carga lançada no cargueiro Dragon (1ª e 2ª versão), com 3.528 kg.

Cargas transportadas

Experimentos de alimentos

Uma fonte contínua de alimentos nutritivos é essencial para missões de exploração de longa duração, e a típica dieta pré-embalada de astronautas pode precisar ser complementada por alimentos frescos produzidos no espaço. Os pesquisadores testaram uma unidade de crescimento de plantas na estação conhecida como Veggie e cultivaram com sucesso uma variedade de folhas verdes. Veg-05, o próximo passo desse trabalho, concentra-se no cultivo de tomates anões. “Estamos testando tomates, observando os impactos do espectro de luz em quão bem a colheita cresce, quão deliciosos e nutritivos são os tomates e a atividade microbiana nas frutas e plantas”, diz Gioia Massa, cientista do projeto de Ciências da Vida da NASA e pesquisadora principal do experimento. “Também estamos examinando o efeito geral de cultivar, cuidar e comer colheitas na saúde comportamental da tripulação. Tudo isso oferecerá dados para futuras explorações espaciais”. Massa acrescenta que os tomates podem ser consumidos in natura, são nutritivos e amplamente consumidos. A red robin, a variedade de tomate cereja anã usada na investigação, cresceu bem durante os testes de solo e produziu uma grande safra de frutas nutritivas e saborosas.

Diagnósticos em tempo real

O Moon Microscope testa um kit para diagnóstico médico a bordo que inclui um microscópio portátil de mão e um pequeno aparelho autônomo de coloração de amostras de sangue. Um astronauta coleta e mancha uma amostra de sangue, obtém imagens com o microscópio e as transmite ao solo, onde os cirurgiões de voo as usam para diagnosticar doenças e prescrever tratamentos. “Não tivemos um problema clínico profundo na estação espacial, mas os tripulantes experimentam mudanças em seus sistemas imunológicos”, diz o imunologista da NASA e pesquisador principal Brian Crucian. “Durante as missões no espaço profundo, todos os estressores aumentam e nossa capacidade de cuidar da tripulação é reduzida, uma combinação que pode aumentar certos riscos clínicos. Este projeto foi concebido para criar uma capacidade de laboratório de diagnóstico altamente miniaturizada e compatível com microgravidade e restrições operacionais. Um tripulante doente poderia realizar o esfregaço de sangue, fazer e transmitir imagens em minutos.” O kit pode oferecer recursos de diagnóstico para tripulantes no espaço ou na superfície da Lua ou de Marte, bem como a capacidade de testar água, alimentos e superfícies quanto à contaminação. O sistema também pode permitir monitoramento médico aprimorado nas próximas missões da Artemis e Gateway para a Lua.

Pesquisa sobre grandes estruturas

Na Terra, a gravidade deforma objetos grandes, como as vigas usadas na construção em grande escala. A microgravidade permite a fabricação de estruturas mais longas e finas sem essa deformação. A extrusão demonstra uma tecnologia que usa resina líquida para criar formas e formas que não podem ser criadas na Terra. A resina fotocurável é injetada em formas flexíveis pré-fabricadas e uma câmera captura imagens do processo. A capacidade de usar essas formas pode permitir a construção de estruturas no espaço, como estações espaciais, painéis solares e equipamentos. “Este experimento aproveita o ambiente de microgravidade para extrudar formas de ramificação comuns e complexas”, diz o pesquisador principal Ariel Ekblaw, diretor da Iniciativa de Exploração Espacial do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Nosso método reduz o tempo de produção de peças-chave necessárias para o uso diário da missão e pode apoiar a futura construção espacial de grandes estruturas como treliças e antenas. A investigação da Extrusão se baseia em nossos fluxos de trabalho de fabricação aditiva e automontagem no espaço”. A Iniciativa de Exploração Espacial apóia uma série de pesquisas em microgravidade e lunar em ciência, engenharia, arte e design. O experimento é embalado dentro de uma Nanoracks Black Box com vários outros experimentos do MIT Media Lab e é patrocinado pelo ISS National Lab.

Nutrientes sob demanda

Oferecer nutrição adequada é um grande desafio para manter a saúde da tripulação em futuras missões espaciais de longa duração. Muitas vitaminas, nutrientes e produtos farmacêuticos têm prazo de validade limitado, e a capacidade de fabricar tais compostos sob demanda pode ajudar a manter a saúde e o bem-estar da tripulação. O BioNutrients-2 testa um sistema para produzir nutrientes essenciais a partir de iogurte, um produto lácteo fermentado conhecido como kefir e uma bebida à base de fermento. A investigação dá início à estágio dois do programa BioNutrients de cinco anos, liderado pelo Ames Research Center da NASA e gerenciado pelo Game Changing Development no Space Technology Mission Directorate da NASA. O programa começou com o lançamento do BioNutrients-1 em 2019. O BioNutrients-2 emprega um sistema menor com uma incubadora aquecida que promove o crescimento de organismos benéficos. “Este experimento adiciona folistatina, uma proteína terapêutica usada para manter a massa muscular, bem como iogurte e kefir de produtos lácteos fermentados”, diz o pesquisador principal John Hogan, Centro Ames da NASA. “Também estamos testando um novo sistema de bolsa leve para armazenamento e crescimento microbiano eficaz em microgravidade e avaliando nossas técnicas de segurança alimentar”. Para uma terceira investigação, os pesquisadores planejam projetar uma única cepa de levedura para produzir até quatro produtos nutritivos. Os pesquisadores também estão trabalhando para encontrar maneiras eficientes de usar recursos locais para fabricar produtos a granel, como plásticos, aglutinantes de construção e produtos químicos para matérias-primas. Essas tecnologias são projetadas para reduzir os custos de lançamento e aumentar a autossuficiência, ampliando os horizontes da exploração humana.

Adição painéis solares extras iROSA

Dois painéis solares tipo roll-out, ou iROSAs, foram lançadas a bordo do SpX-22 e instalados em 2021. Esses painéis, que se estendem como um tapete usando energia cinética armazenada, expandem as capacidades de produção de energia da estação espacial. O segundo conjunto, com 1.380 kg, lançado no porta-malas da SpX-26, oferecerá um aumento de 20 a 30% na potência para pesquisa e operações da estação espacial. “As duas primeiras asas tiveram um desempenho excelente”, diz Matt Mickle, gerente sênior de projetos de desenvolvimento da Boeing. “As células solares são imensamente mais poderosas do que as gerações anteriores. Fizemos pequenas modificações no equipamento para lançamentos subsequentes que melhoram a eficiência operacional.” Esses painéis, no segundo de três pacotes, atualizam 50% dos canais de energia da estação. A tecnologia Roll Out Solar Array foi testada pela primeira vez na estação espacial em 2017. O ROSA foi usado na missão de asteroides DART e está planejado para uso no posto avançado lunar Gateway, um componente vital da missão Artemis. O programa iROSA oferece um ótimo exemplo de uso da estação espacial como campo de testes para a tecnologia e pesquisa necessárias para explorar mais longe no espaço.

Facilitando as transições de gravidade

Todos os viajantes do espaço enfrentam a transição de um campo de gravidade para outro. Em futuras missões de exploração, os astronautas podem encontrar três campos de gravidade diferentes: a ausência de peso enquanto viajam no espaço, a gravidade de outro planeta e a gravidade terrestre quando retornam. Essas transições podem afetar a orientação espacial, a coordenação olho-cabeça e mão-olho, o equilíbrio e a locomoção e fazer com que alguns tripulantes sintam enjoo de movimento espacial. A investigação do Falcon Goggles testa um aparelho que captura vídeo de alta velocidade dos olhos, oferecendo dados precisos sobre alinhamento e equilíbrio ocular. “Esses óculos podem informar melhor nossos pesquisadores sobre os impactos da microgravidade nos tripulantes e sua capacidade de se adaptar e trabalhar em novas gravidades”, disse a Dra. Cherie Oubre, vice-cientista de voo do Programa de Pesquisa Humana da NASA. “Dispositivos como este serão inestimáveis ​​enquanto trabalhamos para preparar os astronautas para missões de exploração de longa duração.

Cubesats a serem lançados

Uma série de CubeSats serão transportado nesta missão – entre eles um construído sob um programa entre EUA e Brasil – para serem ejetados a partir do compartimento estanque do módulo japonês Kibo. Todos eles foram selecionados por meio da CubeSat Launch Initiative (CSLI), que fornece às instituições educacionais dos EUA, organizações sem fins lucrativos um componente de educação/extensão, instituições educacionais informais (museus e centros de ciência) e centros com acesso ao espaço a baixo custo. Depois que as seleções do CubeSat são feitas, o Programa de Serviços de Lançamento da NASA trabalha para emparelhá-los com um lançamento mais adequado para carregá-los como cargas auxiliares, levando em consideração a órbita planejada e quaisquer restrições que as missões dos CubeSats possam ter:

  • MARIO – University of Michigan, Ann Arbor, Michigan
  • petitSat – NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland
  • SPORT – NASA Marshall Space Flight Center, Huntsville, Alabama
  • TJREVERB – Thomas Jefferson High School for Science and Technology, Fairfax County, Virginia
  • Quatro outros, ORCAsat, DANTESat, NutSat e LORIS, foram reportados como estando a bordo
TJREVERB

TJREVERB, um CubeSat tipo 2U construído por alunos da Thomas Jefferson High School for Science and Technology , visa estudar o uso de irídio como método primário de comunicação de rádio. Além disso, o satélite demonstrará o uso de um ímã passivo a bordo e o campo magnético da Terra para estabilização, em vez de usar um sistema de determinação e controle de atitude para apontar com precisão e estabilização. O que torna este satélite ainda mais notável é que foi um projeto de engenharia de sistema. Os alunos selecionaram peças de nível espacial, conectaram a eletrônica do satélite, escreveram os drivers para controlar os diferentes sistemas e codificaram o software de voo.

O Plasma Enhancement in The Ionosphere-Thermosphere Satellite (petitSat) estudará as irregularidades de densidade na ionosfera da Terra – uma pequena fração da atmosfera feita de plasma ou gás ionizado. Durante a comunicação de rádio de longa distância, a ionosfera reflete as ondas de rádio de volta à Terra. Distúrbios na atmosfera superior podem alterar a forma da ionosfera, criando um efeito de espelho divertido e distorcendo essas ondas de rádio. A missão usará dois instrumentos para medir a estrutura e o movimento do plasma na ionosfera resultante dessas mudanças na atmosfera superior para entender melhor como isso afeta as comunicações por satélite.

O Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT) do Marshall Space Flight Center da NASA e o ITA do Brasil observará a ionosfera para estudar o clima espacial. A missão conjunta entre EUA e Brasil examinará a formação de bolhas de plasma, que às vezes espalham sinais de rádio. Compreender como essas bolhas são formadas e como sua evolução afeta os sinais de comunicação pode ajudar os cientistas a melhorar a confiabilidade dos sistemas de comunicação e navegação. “Quanto mais aprendemos sobre o clima espacial – e como predizê-lo – melhor podemos proteger nossos astronautas, espaçonaves e tecnologia”, disse Shelia Nash-Stevenson, gerente do projeto SPORT. O acrônimo SPORT foi ajustado pelo cientista Jim Spann em homenagem ao clube Leão da Ilha do Retiro, time do seu coração, o Sport de Recife – Brasil. O Dr. Spann Jr tem 65 anos, nasceu nos Estados Unidos e é heliofísico líder da Divisão de Clima Espacial na sede da NASA, com mais de 35 anos de carreira. Ele cresceu no bairro do Derby, no centro do Recife – por conta dos pais, que na época atuaram como missionários na capital pernambucana , e desenvolveu uma paixão pelo Sport que perdura até os dias atuais. Os instrumentos incluem um medidor de velocidade de íons (UTD), um receptor de ocultação de sinal GPS (Aerospace Corp.), uma sonda Langmuir (USU); uma sonda de impedância (USU), um instrumento de campo E (USU) e um magnetômetro tipo fluxgate (NASA Goddard).

Satélite SPORT

Por meio da Agência Espacial Brasileira, dois institutos brasileiros contribuem com a missão – o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Técnico de Aeronáutica (ITA). Através da NASA, as universidades dos Estados Unidos e a Aerospace Corporation forneceram os instrumentos científicos. O SPORT é gerenciado pelo Marshall Space Center em Huntsville, Alabama. A missão faz parte do programa Heliophysics Technology and Instrument Development for Science da agência espacial dos EUA.

ORCASat

ORCASat (Optical and Radio Calibration Satellite), um CubeSat 2U da University of Victoria no Canadá, para a calibração fotométrica de precisão dos principais observatórios astronômicos do mundo (principalmente o Observatório Rubin no Chile e o Pan-STARRS no Havaí). O ORCASat é um esforço colaborativo entre equipes da University of British Columbia, a Simon Fraser University, University of Victoria, canadenses, e Instituto Superior Técnico em Lisboa, Portugal.

O ORCASat será usado para calibrar fotômetros estelares terrestres e observatórios para atenuação atmosférica e instrumental.

MARIO

MARIO (Measurement of Actuator Response and Impedance on Orbit, Medição da Resposta do Atuador e Impedância em Órbita) é uma colaboração usando um 3U entre o Michigan eXploration Laboratory (MXL) da Universidade de Michigan , Extreme Diagnostics e o Laboratório Active Intelligent and Multifunctional Structure (AIMS) de Michigan e a NASA . O objetivo é caracterizar o desempenho de atuadores piezoelétricos e sistemas de monitoramento de saúde em condições de baixa órbita terrestre. Os dados de teste ajudarão a desenvolver futuros mecanismos espaciais avançados.

Fora do contrato ELaNa estão três outros satélites

NUTSat

O NUTSat é um CubeSat 2U para treinamento em engenharia de sistemas e missão de demonstração de tecnologia de segurança de aeronaves comerciais, da National Formosa University, Let’scom, Gran Systems e National Space Organization (NSPO). O 2U NUTSAT foi projetado pela National Formosa University com o apoio da NSPO em Taiwan. Faz parte de um programa educacional de treinamento em engenharia de sistemas que integra um receptor ADS-B no cubeSat para demonstrar e aprimorar a tecnologia de segurança da aviação comercial.

LORIS

O LORIS (Low Orbit Reconnaissance Imagery Satellite) da Dalhousie University, será o primeiro CubeSat do Canadá Atlântico a ser lançado pela Agência Espacial Canadense. O objetivo da missão é obter fotografias por meio da carga útil da câmera, que serão usadas para estudar e monitorar linhas costeiras e atividades marinhas. Pesando cerca de 2,5 kg, o LORIS contém uma quantidade significativa de novas tecnologias, incluindo um sistema de computador de bordo e duas câmeras, que enviarão dados e imagens da península de Halifax uma vez em órbita. Utilizando a experiência da Faculdade de Engenharia em fabricação aditiva, tecnologias de armazenamento de energia e robótica, muitos dos componentes eletrônicos do satélite foram projetados no Laboratório de Sistemas Espaciais de Dalhousie (DSS) e serão testados pela primeira vez em um ambiente espacial. O satélite também inclui novos instrumentos projetados pela GALAXIA Space Missions, uma empresa de tecnologia espacial fundada por Gharagozli em 2020.

Outros cubesats anteriormente atribuídos para esta missão não foram confirmados.

Resumo do lançamento

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Índia lançou o satélite de observação Oceansat-3

Espaçonave vai estudar os oceanos

Foguete decola de Shriharikota

A Índia lançou na manhã de hoje, 26 de novembro de 2022, o satélite de sensoriamento remoto EOS-06 e oito cubesats pelo foguete PSLV-XL C54, com decolagem realizada às 11h56, horário padrão indiano (03h26, horário de Brasília), a partir da plataforma de lançamento do Centro Espacial Satish Dhawan, localizado na ilha de Sriharikota, no sudeste da Índia. O EOS-06 “Oceansat-3” (Earth Observation Satellite – 06), pesando 1.117 kg, foi criado pela divisão ISRO – a UR Rao Satellite Center – para intergrar a constelação Oceansat, a fim de garantir a observação contínua dos oceanos e aplicações no campo da oceanografia. O EOS-06 estava programado para entrar em uma órbita sincronizada com o sol a uma altura de 738 km e complementará o trabalho do satélite Oceansat-2, lançado em 2009. Oito cubesats também entraram em órbita a uma altitude de 511 km, incluindo os indiano INS-2B e Anand, dois dispositivos Thybolt e quatro nanossatélites Astrocast desenvolvidos pela empresa suíça de mesmo nome. Todos os veículos serão usados ​​para testar e demonstrar tecnologias.

Fases de lançamento desde a decolagem até a entrada em órbita das espaçonaves
Disposição do satélite principal e dos satélites acompanhantes dentro da carenagem de cabeça do foguete

Este foi o 56º voo do Polar Satellite Launch Vehicle e o 24º da versão PSLV-XL com seis motores de propelentes sólidos PSOM-XLs. O lançamento do PSLV-C54 está planejado a partir da Primeira Plataforma de Lançamento (FLP), no Satish Dhawan Space Centre SDSC, em SHAR.

O satélite primário EOS-06 foi separado na “órbita-1”. Posteriormente, uma mudança orbital foi feita usando dois propulsores de mudança de órbita (orbital change thrusters – OCTs) montados na baia de propulsão do PSLV-C54. Os satélites passageiros “passenger payloads” – PPLs – foram separados na chamada órbita-2.

EOS-06

EOS-06 na oficina de montagem e testes

O EOS-6 é um satélite de terceira geração desenhado sobre um chassi indiano IRS-1 para prover continuidade das tarefas da espaçonave Oceansat-2 com especificações de carga útil melhoradas, bem como áreas de aplicação. O principal objetivo da missão é garantir a continuidade dos dados de cor do oceano e dados vetoriais do vento para sustentar as aplicações operacionais, melhorar as aplicações, alguns conjuntos de dados adicionais, como temperatura da superfície do mar e maior número de bandas na região óptica, desenvolver e melhorar algoritmos e produtos de dados relacionados para servir em áreas de aplicação bem estabelecidas e para aprimorar a utilidade da missão.

O primeiro Oceansat foi lançado em uma órbita síncrona do Sol polar a cerca de 720 quilômetros em 1999. Já o Oceansat-2 foi lançado na missão PSLV-C14 em 2009.

Cargas úteis do EOS-06

  • Monitor de cores do oceano (Ocean Color Monitor OCM-3), com de treze bandas em VNIR (intervalo de 400-1010 nm) com resolução espacial de 360 metros e faixa de 1.400 km para monitoramento da cor do oceano.
  • Monitor de Temperatura da Superfície do Mar (Sea Surface Temperature Monitor – SSTM-1): Dois instrumentos para estudo em bandas TIR estreitas (10nm) para monitorar a temperatura da superfície do mar e cobertura de nuvens.
  • Dispersômetro de Banda Ku (Ku-Band Scatterometer SCAT-3), com um feixe de lápis de banda Ku com uma resolução de solo de 50 km × 50 km para continuidade de dados vetoriais de vento para previsão de ciclones e modelagem numérica do tempo
  • ARGOS, um gravador e transmissor de coleta de dados construído pela agência espacial francesa CNES para fins de radiolocalização.
Esquema do Earth Observation Satellite EOS-06 Oceansat 3

Objetivos da missão, segundo a ISRO
Assegurar a continuidade dos dados de cor do oceano e dados vetoriais de vento para sustentar as aplicações operacionais;
Melhorar as aplicações, alguns conjuntos de dados adicionais, como temperatura da superfície do mar e mais bandas na região óptica para florescência e na região infravermelha para correções atmosféricas, são acomodados;
Desenvolver e melhorar algoritmos e produtos de dados relacionados para servir em áreas de aplicação bem estabelecidas e aumentar a utilidade da missão.

Resumo da campanha de lançamento

Outros satélites lançados

Além do EOS-06, vários ‘passageiros acompanhantes’, pequenos satélites de aplicação cujo contrato de lançamento foi intermediado pela New Space India NSIL, foram colocados em diferentes órbitas quase polares. Enquanto o satélite oceanográfico estabeleceu-se em uma órbita circular de 737,9 km, inclinada em 98,34 graus, os pequenos ‘acompanhantes’ atigiram parâmetros de altitude média de 511,2 km e inclinação de 97,45 graus.

INS-2B

Satélite Índia – Butão
A espaçonave ISRO Nano Satellite-2 for Buthan (INS-2B Buthansat), de 18,28 kg, está configurada no chassi INS-2. O INS-2B tem duas cargas úteis, o NanoMx e APRS-Digipeater. O NanoMx é aparelho de imagem óptica multiespectral desenvolvida pelo Space Applications Center (SAC). A carga útil APRS-Digipeater é desenvolvida em conjunto pela DITTBhutan e o URSC. O satélite é um cubo de alumínio de tamanho 235 x 216 x 214 mm3 com uma massa aproximada de 12 kg. A carga é de responsabilidade conjunta entre o Governo da Índia e o Governo Real do Butão. O Butão está contribuindo com o digipeater APRS amador (APRS-DP). O principal objetivo do APRS-DP é fornecer serviço de retransmissão de mensagens digitais para estudantes universitários no Butão e para uma comunidade de rádio amador em geral. A missão APRS-DP visa promover a conscientização sobre comunicação de rádio amador e satélites amadores entre os estudantes e o público em geral, especialmente no Butão.
Um APRS-DP semelhante foi transportada nos BIRDS-2 CubeSats (BHUTAN-1, MAYA-1 e UiTMSAT-1) construídos no Instituto de Tecnologia de Kyushu, no Japão. No entanto, os CubeSats BIRDS-2 não foram capazes de fornecer totalmente os serviços de retransmissão de mensagens digitais. Espera-se que a carga APRS-DP seja capaz de fornecer serviços de retransmissão de mensagens digitais para uma comunidade amadora. A carga APRS-DP no satélite conjunto será ativada com base em um cronograma predeterminado. Qualquer operador amador em todo o mundo pode receber mensagens de outros operadores e também transmitir suas mensagens para outros operadores diretamente usando seu indicativo de chamada específico ou pode transmitir suas mensagens usando um downlink VHF usando 1k2 AFSK AX25.

Anand

Anand
O satélite Anand Nano, de 16,51 kg, é um demonstrador de tecnologia para demonstrar as capacidades e aplicações comerciais de uma câmera miniaturizada de observação terrestre para observação usando um microssatélite na órbita baixa . É um satélite estabilizado de três eixos que consiste em um chassi acomodando todos os subsistemas como telemetria, telecomando, sistema de energia elétrica, sistema de determinação e controle de atitude (ADCS), computadores de bordo etc, e uma unidade de carga útil. O Anand será o primeiro satélite de observação da Terra desenvolvido de forma privada a ser lançado da Índia.

Astrocast

Astrocast (4 unidades, totalizando 17,92 kg)
Astrocast, uma espaçonave tipo 3U é um satélite demonstrador de tecnologia para a Internet das Coisas (IoT) como carga útil. Existem quatro exemplares da Astrocast Satellites nesta missão. Essas espaçonaves estão alojadas em um dispensador ISISpace QuadPack. O dispensador protege o satélite de contaminação. O lançamento desses aparelhos foi contratado pela Spaceflight, fornecedora global de serviços de lançamento

Thybolt

Thybolt (duas unidades, totalizando 1,45 kg)
O Thybolt é um chassi tananho 0,5U que incluem uma carga útil de comunicação para permitir a demonstração de tecnologia e desenvolvimento de constelações para vários usuários. Ele também demonstra a funcionalidade Store-and-Forward para usuários autorizados na banda de frequência amadora. Os satélites devem ser ejetados usando o ejetor Dhruva Space Orbital Deployer para realizar as operações de missão por um período mínimo de um ano.

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SpaceX lançará amanhã a ‘C211’ para a ISS

Nave de carga leva 3 toneladas de cargas para a estação espacial

Perfil de lançamento
Espaçonave no topo do foguete, com o braço de acesso à cabine

A SpaceX deve lançar o foguete Falcon 9 v1.2 BL 5 número B1076.1 com a espaçonave Cargo Dragon número C211 na missão CRS-26 para a Estação Espacial Internacional amanhã, sábado, dia 26 de novembro de 2022. A decolagem deve ser feita a partir do Complexo de Lançamento 39A no Kennedy Space Center, na Flórida 14:20 ET (19:20 UTC, 16:20 Brasília). Este será o primeiro voo da espaçonave de 9.525 kg, que se acoplará automaticamente à estação espacial (no adaptador IDA-3 ‘zênite’ do compartimento Harmony do segmento americano da ISS) no dia seguinte ao lançamento. A espaçonave transporta 3.528 kg de cargas no total (2.332 kg no compartimento pressurizado e 1.196 kg no porta-malas ‘trunk’, esta últimas correspondendo a dois painéis solares extensíveis tipo iROSA).

Após a separação , o primeiro estágio B1076.1 do foguete pousará na balsa-drone Just Read the Instructions no Oceano Atlântico, rebocada pelo navio de apoio ‘Bob’.

A data de lançamento havia sido atrasada em um dia porque a empresa descobriu um vazamento de fluido refrigerante do sistema de gerenciamento térmico dentro da espaçonave devido a um dano ao selo de uma gaxeta. Este foi substituído e o problema corrigido. A seguir, nova data for marcada para o dia 22, porém a meteorologia desfavorável ao longo da trajetória ditaram mais um adiamento.

Resumo do lançamento

LANÇAMENTO, POUSO DO ‘CORE’ E LIBERAÇÃO DA ESPAÇONAVE

Todos os tempos aproximados

hh:min:ss Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:27 Corte dos motores do 1º estágio (MECO)
  • 00 :02:30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:38 O motor do 2º estágio acende
  • 00:02:42 Ignição de boostback do 1º estágio começa
  • 00:03:15 Ignição de boostback do 1º estágio é concluída
  • 00:05:45 Ignição de reentrada do 1º estágio começa
  • 00: 05:59 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:07:06 Início da ignição de pouso do 1º estágio
  • 00:07:33 Aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:37 A Dragon se separa do 2º estágio
  • 00:11:49 A sequência de abertura do nariz é iniciada
Manifesto de cargas transportadas

Cargas transportadas

Experimentos de alimentos

Uma fonte contínua de alimentos nutritivos é essencial para missões de exploração de longa duração, e a típica dieta pré-embalada de astronautas pode precisar ser complementada por alimentos frescos produzidos no espaço. Os pesquisadores testaram uma unidade de crescimento de plantas na estação conhecida como Veggie e cultivaram com sucesso uma variedade de folhas verdes. Veg-05, o próximo passo desse trabalho, concentra-se no cultivo de tomates anões. “Estamos testando tomates, observando os impactos do espectro de luz em quão bem a colheita cresce, quão deliciosos e nutritivos são os tomates e a atividade microbiana nas frutas e plantas”, diz Gioia Massa, cientista do projeto de Ciências da Vida da NASA e pesquisadora principal do experimento. “Também estamos examinando o efeito geral de cultivar, cuidar e comer colheitas na saúde comportamental da tripulação. Tudo isso oferecerá dados para futuras explorações espaciais”. Massa acrescenta que os tomates podem ser consumidos in natura, são nutritivos e amplamente consumidos. A red robin, a variedade de tomate cereja anã usada na investigação, cresceu bem durante os testes de solo e produziu uma grande safra de frutas nutritivas e saborosas.

Diagnósticos em tempo real

O Moon Microscope testa um kit para diagnóstico médico a bordo que inclui um microscópio portátil de mão e um pequeno aparelho autônomo de coloração de amostras de sangue. Um astronauta coleta e mancha uma amostra de sangue, obtém imagens com o microscópio e as transmite ao solo, onde os cirurgiões de voo as usam para diagnosticar doenças e prescrever tratamentos. “Não tivemos um problema clínico profundo na estação espacial, mas os tripulantes experimentam mudanças em seus sistemas imunológicos”, diz o imunologista da NASA e pesquisador principal Brian Crucian. “Durante as missões no espaço profundo, todos os estressores aumentam e nossa capacidade de cuidar da tripulação é reduzida, uma combinação que pode aumentar certos riscos clínicos. Este projeto foi concebido para criar uma capacidade de laboratório de diagnóstico altamente miniaturizada e compatível com microgravidade e restrições operacionais. Um tripulante doente poderia realizar o esfregaço de sangue, fazer e transmitir imagens em minutos.” O kit pode oferecer recursos de diagnóstico para tripulantes no espaço ou na superfície da Lua ou de Marte, bem como a capacidade de testar água, alimentos e superfícies quanto à contaminação. O sistema também pode permitir monitoramento médico aprimorado nas próximas missões da Artemis e Gateway para a Lua.

Pesquisa sobre grandes estruturas

Na Terra, a gravidade deforma objetos grandes, como as vigas usadas na construção em grande escala. A microgravidade permite a fabricação de estruturas mais longas e finas sem essa deformação. A extrusão demonstra uma tecnologia que usa resina líquida para criar formas e formas que não podem ser criadas na Terra. A resina fotocurável é injetada em formas flexíveis pré-fabricadas e uma câmera captura imagens do processo. A capacidade de usar essas formas pode permitir a construção de estruturas no espaço, como estações espaciais, painéis solares e equipamentos. “Este experimento aproveita o ambiente de microgravidade para extrudar formas de ramificação comuns e complexas”, diz o pesquisador principal Ariel Ekblaw, diretor da Iniciativa de Exploração Espacial do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Nosso método reduz o tempo de produção de peças-chave necessárias para o uso diário da missão e pode apoiar a futura construção espacial de grandes estruturas como treliças e antenas. A investigação da Extrusão se baseia em nossos fluxos de trabalho de fabricação aditiva e automontagem no espaço”. A Iniciativa de Exploração Espacial apóia uma série de pesquisas em microgravidade e lunar em ciência, engenharia, arte e design. O experimento é embalado dentro de uma Nanoracks Black Box com vários outros experimentos do MIT Media Lab e é patrocinado pelo ISS National Lab.

Nutrientes sob demanda

Oferecer nutrição adequada é um grande desafio para manter a saúde da tripulação em futuras missões espaciais de longa duração. Muitas vitaminas, nutrientes e produtos farmacêuticos têm prazo de validade limitado, e a capacidade de fabricar tais compostos sob demanda pode ajudar a manter a saúde e o bem-estar da tripulação. O BioNutrients-2 testa um sistema para produzir nutrientes essenciais a partir de iogurte, um produto lácteo fermentado conhecido como kefir e uma bebida à base de fermento. A investigação dá início à estágio dois do programa BioNutrients de cinco anos, liderado pelo Ames Research Center da NASA e gerenciado pelo Game Changing Development no Space Technology Mission Directorate da NASA. O programa começou com o lançamento do BioNutrients-1 em 2019. O BioNutrients-2 emprega um sistema menor com uma incubadora aquecida que promove o crescimento de organismos benéficos. “Este experimento adiciona folistatina, uma proteína terapêutica usada para manter a massa muscular, bem como iogurte e kefir de produtos lácteos fermentados”, diz o pesquisador principal John Hogan, Centro Ames da NASA. “Também estamos testando um novo sistema de bolsa leve para armazenamento e crescimento microbiano eficaz em microgravidade e avaliando nossas técnicas de segurança alimentar”. Para uma terceira investigação, os pesquisadores planejam projetar uma única cepa de levedura para produzir até quatro produtos nutritivos. Os pesquisadores também estão trabalhando para encontrar maneiras eficientes de usar recursos locais para fabricar produtos a granel, como plásticos, aglutinantes de construção e produtos químicos para matérias-primas. Essas tecnologias são projetadas para reduzir os custos de lançamento e aumentar a autossuficiência, ampliando os horizontes da exploração humana.

Adição painéis solares extras iROSA

Dois painéis solares tipo roll-out, ou iROSAs, foram lançadas a bordo do SpX-22 e instalados em 2021. Esses painéis, que se estendem como um tapete usando energia cinética armazenada, expandem as capacidades de produção de energia da estação espacial. O segundo conjunto, com 1.380 kg, lançado no porta-malas da SpX-26, oferecerá um aumento de 20 a 30% na potência para pesquisa e operações da estação espacial. “As duas primeiras asas tiveram um desempenho excelente”, diz Matt Mickle, gerente sênior de projetos de desenvolvimento da Boeing. “As células solares são imensamente mais poderosas do que as gerações anteriores. Fizemos pequenas modificações no equipamento para lançamentos subsequentes que melhoram a eficiência operacional.” Esses painéis, no segundo de três pacotes, atualizam 50% dos canais de energia da estação. A tecnologia Roll Out Solar Array foi testada pela primeira vez na estação espacial em 2017. O ROSA foi usado na missão de asteroides DART e está planejado para uso no posto avançado lunar Gateway, um componente vital da missão Artemis. O programa iROSA oferece um ótimo exemplo de uso da estação espacial como campo de testes para a tecnologia e pesquisa necessárias para explorar mais longe no espaço.

Facilitando as transições de gravidade

Todos os viajantes do espaço enfrentam a transição de um campo de gravidade para outro. Em futuras missões de exploração, os astronautas podem encontrar três campos de gravidade diferentes: a ausência de peso enquanto viajam no espaço, a gravidade de outro planeta e a gravidade terrestre quando retornam. Essas transições podem afetar a orientação espacial, a coordenação olho-cabeça e mão-olho, o equilíbrio e a locomoção e fazer com que alguns tripulantes sintam enjoo de movimento espacial. A investigação do Falcon Goggles testa um aparelho que captura vídeo de alta velocidade dos olhos, oferecendo dados precisos sobre alinhamento e equilíbrio ocular. “Esses óculos podem informar melhor nossos pesquisadores sobre os impactos da microgravidade nos tripulantes e sua capacidade de se adaptar e trabalhar em novas gravidades”, disse a Dra. Cherie Oubre, vice-cientista de voo do Programa de Pesquisa Humana da NASA. “Dispositivos como este serão inestimáveis ​​enquanto trabalhamos para preparar os astronautas para missões de exploração de longa duração.

Cubesats a serem lançados

Uma série de CubeSats serão transportado nesta missão, para serem ejetados a partir do compartimento estanque do módulo japonês Kibo. Todos eles foram selecionados por meio da CubeSat Launch Initiative (CSLI), que fornece às instituições educacionais dos EUA, organizações sem fins lucrativos um componente de educação/extensão, instituições educacionais informais (museus e centros de ciência) e centros com acesso ao espaço a baixo custo. Depois que as seleções do CubeSat são feitas, o Programa de Serviços de Lançamento da NASA trabalha para emparelhá-los com um lançamento mais adequado para carregá-los como cargas auxiliares, levando em consideração a órbita planejada e quaisquer restrições que as missões dos CubeSats possam ter:

  • MARIO – University of Michigan, Ann Arbor, Michigan
  • petitSat – NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland
  • SPORT – NASA Marshall Space Flight Center, Huntsville, Alabama
  • TJREVERB – Thomas Jefferson High School for Science and Technology, Fairfax County, Virginia
  • Quatro outros, ORCAsat, DANTESat, NutSat e LORIS, foram reportados como estando a bordo
TJREVERB

TJREVERB, um CubeSat tipo 2U construído por alunos da Thomas Jefferson High School for Science and Technology , visa estudar o uso de irídio como método primário de comunicação de rádio. Além disso, o satélite demonstrará o uso de um ímã passivo a bordo e o campo magnético da Terra para estabilização, em vez de usar um sistema de determinação e controle de atitude para apontar com precisão e estabilização. O que torna este satélite ainda mais notável é que foi um projeto de engenharia de sistema. Os alunos selecionaram peças de nível espacial, conectaram a eletrônica do satélite, escreveram os drivers para controlar os diferentes sistemas e codificaram o software de voo.

O Plasma Enhancement in The Ionosphere-Thermosphere Satellite (petitSat) estudará as irregularidades de densidade na ionosfera da Terra – uma pequena fração da atmosfera feita de plasma ou gás ionizado. Durante a comunicação de rádio de longa distância, a ionosfera reflete as ondas de rádio de volta à Terra. Distúrbios na atmosfera superior podem alterar a forma da ionosfera, criando um efeito de espelho divertido e distorcendo essas ondas de rádio. A missão usará dois instrumentos para medir a estrutura e o movimento do plasma na ionosfera resultante dessas mudanças na atmosfera superior para entender melhor como isso afeta as comunicações por satélite.

O Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT) do Marshall Space Flight Center da NASA e o ITA do Brasil observará a ionosfera para estudar o clima espacial. A missão conjunta entre EUA e Brasil examinará a formação de bolhas de plasma, que às vezes espalham sinais de rádio. Compreender como essas bolhas são formadas e como sua evolução afeta os sinais de comunicação pode ajudar os cientistas a melhorar a confiabilidade dos sistemas de comunicação e navegação. “Quanto mais aprendemos sobre o clima espacial – e como predizê-lo – melhor podemos proteger nossos astronautas, espaçonaves e tecnologia”, disse Shelia Nash-Stevenson, gerente do projeto SPORT. O acrônimo SPORT foi ajustado pelo cientista Jim Spann em homenagem ao clube Leão da Ilha do Retiro, time do seu coração, o Sport de Recife – Brasil. O Dr. Spann Jr tem 65 anos, nasceu nos Estados Unidos e é heliofísico líder da Divisão de Clima Espacial na sede da NASA, com mais de 35 anos de carreira. Ele cresceu no bairro do Derby, no centro do Recife – por conta dos pais, que na época atuaram como missionários na capital pernambucana , e desenvolveu uma paixão pelo Sport que perdura até os dias atuais. Os instrumentos incluem um medidor de velocidade de íons (UTD), um receptor de ocultação de sinal GPS (Aerospace Corp.), uma sonda Langmuir (USU); uma sonda de impedância (USU), um instrumento de campo E (USU) e um magnetômetro tipo fluxgate (NASA Goddard).

Satélite SPORT

Por meio da Agência Espacial Brasileira, dois institutos brasileiros contribuem com a missão – o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Técnico de Aeronáutica (ITA). Através da NASA, as universidades dos Estados Unidos e a Aerospace Corporation forneceram os instrumentos científicos. O SPORT é gerenciado pelo Marshall Space Center em Huntsville, Alabama. A missão faz parte do programa Heliophysics Technology and Instrument Development for Science da agência espacial dos EUA.

ORCASat

ORCASat (Optical and Radio Calibration Satellite), um CubeSat 2U da University of Victoria no Canadá, para a calibração fotométrica de precisão dos principais observatórios astronômicos do mundo (principalmente o Observatório Rubin no Chile e o Pan-STARRS no Havaí). O ORCASat é um esforço colaborativo entre equipes da University of British Columbia, a Simon Fraser University, University of Victoria, canadenses, e Instituto Superior Técnico em Lisboa, Portugal.

O ORCASat será usado para calibrar fotômetros estelares terrestres e observatórios para atenuação atmosférica e instrumental.

MARIO

MARIO (Measurement of Actuator Response and Impedance on Orbit, Medição da Resposta do Atuador e Impedância em Órbita) é uma colaboração usando um 3U entre o Michigan eXploration Laboratory (MXL) da Universidade de Michigan , Extreme Diagnostics e o Laboratório Active Intelligent and Multifunctional Structure (AIMS) de Michigan e a NASA . O objetivo é caracterizar o desempenho de atuadores piezoelétricos e sistemas de monitoramento de saúde em condições de baixa órbita terrestre. Os dados de teste ajudarão a desenvolver futuros mecanismos espaciais avançados.

Fora do contrato ELaNa estão três outros satélites

NUTSat

O NUTSat é um CubeSat 2U para treinamento em engenharia de sistemas e missão de demonstração de tecnologia de segurança de aeronaves comerciais, da National Formosa University, Let’scom, Gran Systems e National Space Organization (NSPO). O 2U NUTSAT foi projetado pela National Formosa University com o apoio da NSPO em Taiwan. Faz parte de um programa educacional de treinamento em engenharia de sistemas que integra um receptor ADS-B no cubeSat para demonstrar e aprimorar a tecnologia de segurança da aviação comercial.

LORIS

O LORIS (Low Orbit Reconnaissance Imagery Satellite) da Dalhousie University, será o primeiro CubeSat do Canadá Atlântico a ser lançado pela Agência Espacial Canadense. O objetivo da missão é obter fotografias por meio da carga útil da câmera, que serão usadas para estudar e monitorar linhas costeiras e atividades marinhas. Pesando cerca de 2,5 kg, o LORIS contém uma quantidade significativa de novas tecnologias, incluindo um sistema de computador de bordo e duas câmeras, que enviarão dados e imagens da península de Halifax uma vez em órbita. Utilizando a experiência da Faculdade de Engenharia em fabricação aditiva, tecnologias de armazenamento de energia e robótica, muitos dos componentes eletrônicos do satélite foram projetados no Laboratório de Sistemas Espaciais de Dalhousie (DSS) e serão testados pela primeira vez em um ambiente espacial. O satélite também inclui novos instrumentos projetados pela GALAXIA Space Missions, uma empresa de tecnologia espacial fundada por Gharagozli em 2020.

Outro aparelho é o DANTESat , um cubesat tipo 3U da NPC Spacemind italiana aparentemente sem objetivos científicos. A ópera Divina Comédia de Dante Alighieri está impressa em placas metálicas na estrutura do satélite, cuja função comercial é divulgar a cultura italiana.

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Índia lançará satélite de observação oceânica

O EOS-06 vai estudar os oceanos

Espaçonave na oficina de montagem e testes

A Índia vai lançar mais um satélite de pesquisa ambiental, o EOS-06 (também chamado Oceansat-3), para monitorar o clima e características dos oceanos, uma iniciativa da organização indiana de pesquisa espacial ISRO. O lançamento está marcado para sábado, 26 de novembro de 2022, às 11:56 IST – 03:26 hora de Brasília.

O foguete PSLV-XL C54 decolará do Centro Espacial Satish Dhawan (SDSC) SHAR, em Sriharikota, no distrito de Nelore de Andhra Pradesh, cerca de 100 km ao norte de Chennai. Além do EOS-06, vários ‘passageiros acompanhantes’, pequenos satélites de aplicação cujo contrato de lançamento foi intermediado pela New Space India NSIL, serão colocados em diferentes órbitas quase polares. Enquanto o satélite oceanográfico ficará em uma órbita circular de 737,9 km, inclinada em 98,34 graus, os pequenos ‘acompanhantes’ terão como parâmetros altitude 511,2 km e inclinação de 97,45 graus em relação ao equador.

O satélite primário EOS-06 será separado na “órbita-1”. Posteriormente, uma mudança orbital é planejada usando dois propulsores de mudança de órbita (orbital change thrusters – OCTs) montados no anel estrutural da baia de propulsão do PSLV-C54. Os satélites passageiros “passenger payloads” – PPLs – serão separados na chamada órbita-2. Este será o 56º voo do Polar Satellite Launch Vehicle e o 24º da versão PSLV-XL com seis motores de propelentes sólidos PSOM-XLs. O lançamento do PSLV-C54 está planejado a partir da Primeira Plataforma de Lançamento (FLP), no Satish Dhawan Space Centre SDSC, em SHAR.

Seção de cabeça do foguete após o fechamento da coifa
Disposição do satélite principal e dos satélites acompanhantes dentro da carenagem de cabeça do foguete

O EOS-6, de 1.117 kg de massa na decolagem, é um satélite de terceira geração da série Oceansat, desenhado sobre um chassi indiano IRS-1 para prover continuidade das tarefas da espaçonave Oceansat-2 com especificações de carga útil melhoradas, bem como áreas de aplicação. O principal objetivo da missão é garantir a continuidade dos dados de cor do oceano e dados vetoriais do vento para sustentar as aplicações operacionais, melhorar as aplicações, alguns conjuntos de dados adicionais, como temperatura da superfície do mar e maior número de bandas na região óptica, desenvolver e melhorar algoritmos e produtos de dados relacionados para servir em áreas de aplicação bem estabelecidas e para aprimorar a utilidade da missão.

Foguete PSLV C54 na plataforma no Sathish Dahwan

A série de satélites Oceansat, portanto, é usada para observação da Terra e monitoramento de corpos d’água. O primeiro deles foi lançado em uma órbita síncrona do Sol polar a cerca de 720 quilômetros em 1999. Já o Oceansat-2 foi lançado na missão PSLV-C14 em 2009.

Fases de lançamento desde a decolagem até a entrada em órbita das espaçonaves

Cargas úteis do EOS-06

  • Monitor de cores do oceano (Ocean Color Monitor OCM-3), com de treze bandas em VNIR (intervalo de 400-1010 nm) com resolução espacial de 360 metros e faixa de 1.400 km para monitoramento da cor do oceano.
  • Monitor de Temperatura da Superfície do Mar (Sea Surface Temperature Monitor – SSTM-1): Dois instrumentos para estudo em bandas TIR estreitas (10nm) para monitorar a temperatura da superfície do mar e cobertura de nuvens.
  • Dispersômetro de Banda Ku (Ku-Band Scatterometer SCAT-3), com um feixe de lápis de banda Ku com uma resolução de solo de 50 km × 50 km para continuidade de dados vetoriais de vento para previsão de ciclones e modelagem numérica do tempo
  • ARGOS, um gravador e transmissor de coleta de dados construído pela agência espacial francesa CNES para fins de radiolocalização.
Esquema do Earth Observation Satellite EOS-06 Oceansat 3

Objetivos da missão, segundo a ISRO
Assegurar a continuidade dos dados de cor do oceano e dados vetoriais de vento para sustentar as aplicações operacionais;
Melhorar as aplicações, alguns conjuntos de dados adicionais, como temperatura da superfície do mar e mais bandas na região óptica para florescência e na região infravermelha para correções atmosféricas, são acomodados;
Desenvolver e melhorar algoritmos e produtos de dados relacionados para servir em áreas de aplicação bem estabelecidas e aumentar a utilidade da missão.

Resumo da campanha de lançamento

Outros satélites a serem lançados nesta campanha

INS-2B

Satélite Índia – Butão
A espaçonave ISRO Nano Satellite-2 for Buthan (INS-2B Buthansat), de 18,28 kg, está configurada no chassi INS-2. O INS-2B tem duas cargas úteis, o NanoMx e APRS-Digipeater. O NanoMx é aparelho de imagem óptica multiespectral desenvolvida pelo Space Applications Center (SAC). A carga útil APRS-Digipeater é desenvolvida em conjunto pela DITTBhutan e o URSC. O satélite é um cubo de alumínio de tamanho 235 x 216 x 214 mm3 com uma massa aproximada de 12 kg. A carga é de responsabilidade conjunta entre o Governo da Índia e o Governo Real do Butão. O Butão está contribuindo com o digipeater APRS amador (APRS-DP). O principal objetivo do APRS-DP é fornecer serviço de retransmissão de mensagens digitais para estudantes universitários no Butão e para uma comunidade de rádio amador em geral. A missão APRS-DP visa promover a conscientização sobre comunicação de rádio amador e satélites amadores entre os estudantes e o público em geral, especialmente no Butão.
Um APRS-DP semelhante foi transportada nos BIRDS-2 CubeSats (BHUTAN-1, MAYA-1 e UiTMSAT-1) construídos no Instituto de Tecnologia de Kyushu, no Japão. No entanto, os CubeSats BIRDS-2 não foram capazes de fornecer totalmente os serviços de retransmissão de mensagens digitais. Espera-se que a carga APRS-DP seja capaz de fornecer serviços de retransmissão de mensagens digitais para uma comunidade amadora. A carga APRS-DP no satélite conjunto será ativada com base em um cronograma predeterminado. Qualquer operador amador em todo o mundo pode receber mensagens de outros operadores e também transmitir suas mensagens para outros operadores diretamente usando seu indicativo de chamada específico ou pode transmitir suas mensagens usando um downlink VHF usando 1k2 AFSK AX25.

Anand

Anand
O satélite Anand Nano, de 16,51 kg, é um demonstrador de tecnologia para demonstrar as capacidades e aplicações comerciais de uma câmera miniaturizada de observação terrestre para observação usando um microssatélite na órbita baixa . É um satélite estabilizado de três eixos que consiste em um chassi acomodando todos os subsistemas como telemetria, telecomando, sistema de energia elétrica, sistema de determinação e controle de atitude (ADCS), computadores de bordo etc, e uma unidade de carga útil. O Anand será o primeiro satélite de observação da Terra desenvolvido de forma privada a ser lançado da Índia.

Astrocast

Astrocast (4 unidades, totalizando 17,92 kg)
Astrocast, uma espaçonave tipo 3U é um satélite demonstrador de tecnologia para a Internet das Coisas (IoT) como carga útil. Existem quatro exemplares da Astrocast Satellites nesta missão. Essas espaçonaves estão alojadas em um dispensador ISISpace QuadPack. O dispensador protege o satélite de contaminação. O lançamento desses aparelhos foi contratado pela Spaceflight, fornecedora global de serviços de lançamento

Thybolt

Thybolt (duas unidades, totalizando 1,45 kg)
O Thybolt é um chassi tananho 0,5U que incluem uma carga útil de comunicação para permitir a demonstração de tecnologia e desenvolvimento de constelações para vários usuários. Ele também demonstra a funcionalidade Store-and-Forward para usuários autorizados na banda de frequência amadora. Os satélites devem ser ejetados usando o ejetor Dhruva Space Orbital Deployer para realizar as operações de missão por um período mínimo de um ano.

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Arianespace lançará satélites de sensoriamento

Foguete VEGA-C colocará dois satélites em órbita

Na quinta-feira, 24 de novembro de 2022, às 22:47 de Brasília (01:47 UTC da sexta-feira, 25 de novembro), o foguete-portador Vega C da Arianespace decolará da plataforma ELV-1 do espaçoporto europeu na Guiana Francesa com os satélites Pléiades Neo 5 e 6. Este voo comercial segue o sucesso, em 13 de julho passado, de um Vega C operado pela Agência Espacial Européia (ESA). O lançador voará impulsionado pelos três primeiros estágios por cerca de sete minutos. O terceiro estágio Zefiro 9 se separará da cabeça espacial, que compreende o estágio superior AVUM+ e os dois satélites Pléiades Neo. O estágio AVUM+ irá acionar seu motor pela primeira vez cerca de nove minutos e meio, seguido de uma fase de costeamento balística de aproximadamente 35 minutos, a fim de atingir a altitude de ejeção do primeiro satélite.

Foguete na plataforma de lançamento em Kourou

O estágio AVUM+ reiniciará seu motor numa segunda ignição com duração de 2 minutos e 30 segundos para circularizar a órbita a uma altitude de 629 km antes de liberar o primeiro satélite. No próximo estágio, 6 minutos e 39 segundos depois, será feita uma ignição de 15 segundos, levando a uma nova fase balística com duração de cerca de 36 minutos. Será então efetuada uma terceira fase de ignição do AVUM+ com duração de 5 segundos, seguida pelo lançamento do segundo satélite a uma altitude de 614 km. Cerca de nove minutos depois ocorrerá a quarta e última ignição do AVUM+ por um período de 61 segundos, que o tirará de órbita. Isso marcará o fim da missão de uma hora, 53 minutos e 55 segundos.

Os Pléiades Neo 5 e 6, satélites de sensoriamento remoto de resolução de 30 cm, com 990 kg de massa cada, totalmente financiados e fabricados por sua operadora Airbus, são os dois últimos aparelhos da constelação Pléiades Neo. O primeiro, Pléiades Neo 3, foi colocado em órbita com sucesso pelo Vega ‘Flight 18’ em 28 de abril de 2021, e o segundo, Pléiades Neo 4, pelo Vega número 19 em 16 de agosto de 2021.

Satélites no encapsulamento

Construída com as mais recentes inovações e tecnologia da Airbus, a constelação “permite obter imagens de qualquer ponto do globo, várias vezes ao dia, com resolução de 30 cm. Altamente ágeis e reativos, eles podem receber tarefas até 15 minutos antes da aquisição e enviar as imagens de volta à Terra na hora seguinte. Menores, mais leves, mais ágeis, precisos e reativos do que a concorrência, eles são os primeiros de sua classe cuja capacidade estará totalmente disponível comercialmente”. A constelação óptica compreende quatro satélites idênticos em fases a 90° um do outro.

Foguete VEGA

O VEGA (Vettore Europeo di Generazione Avanzata) é um foguete de propelente sólido com um estágio superior opcional de combustível líquido para re-ignição e capacidade de injeção precisa. O veículo tem 29,9 metros de altura, um diâmetro principal de 3,03 metros e uma massa de decolagem de 137.000 kg. No voo dos CERES, o foguete terá em seu último estágio um adaptador-dispensador ‘CLIP’ para ejetar os satélites em órbita.

Foguete VEGA-C

O VEGA é o veículo de lançamento da Arianespace projetado para enviar pequenos satélites para a orbita terrestre baixa. Ele oferece “flexibilidade de missão a um custo acessível”. Juntamente com a família de lançadores Ariane, representa a solução europeia para acessibilidade espacial. O foguete é composto por quatro estágios, os três primeiros equipados com motores de propelente sólido e o último de propulsão líquida. Ele pode transportar uma ou várias cargas úteis com um total de até 1.500 kg em qualquer órbita em missões até uma órbita circular de 700 km. O voo inaugural do Vega ocorreu em fevereiro de 2012. Após o sucesso deste primeiro lançamento, o projeto cresceu em importância e o lançador ganhou um histórico muito bom de voos bem-sucedidos, colocando vários tipos de cargas em órbita, incluindo vários smallSats (os chamados pequenos satélites) para vários clientes privados, institucionais e governamentais.

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SpaceX lança Eutelsat 10B

Satélite de comunicações europeu exigiu um ‘booster’ descartável

Foguete decola de Cabo Canaveral

A SpaceX lançou ontem à noite, segunda-feira, 21 de novembro de 2022, o foguete Falcon9 v1.2 FT Block 5 nº B1049.11 com o satélite Eutelsat 10B a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40 na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral. O lançamento do foguete de 557.400 kg ocorreu 21h57 ET, ou 23:57 de Brasília. As conchas da carenagem de cabeça foi planejada para uma área no oceano a 863 km da Flórida, pelo navio de apoio ‘Doug’.

O B1049- o ‘core’ de primeiro estágio mais antigo em operação – foi destruído no oceano ao invés de recuperado em pouso sobre balsa-drone de acordo com o diferencial de velocidade requerido para o satélite europeu. O estágio voou pela primeira vez em setembro de 2018 na missão Telstar 18V. Em seguida, lançou um lote de satélites Iridium NEXT 8 e também oito voos de lotes de Starlink. Tornou-se o primeiro booster a concluir com sucesso seis e sete voos, respectivamente, tendo lançando um total de 483 satélites durante seu serviço. Os boosters de sua série, antiga (40ª e 50ª), são mais limitados em termos de reutilizações. Após um certo número de missões, mesmo com uma grande revisão, boosters não são lucrativos em termos de uso posterior.

O foguete B1049.11 não estava equipado com trem de aterrissagem, sistema de controle de atitude de gás frio e nem aletas de controle aerodinâmico, uma vez que o ‘core’ de primeiro estágio não será recuperado; o cilindro do interestágio foi trocado por um proveniente do lote produzido para os modelos do Bloco 4, sendo construído apenas com o casco de alumínio-lítio (o interestágio original foi removido e instalado em outro foguete).
Eutelsat 10B separa-se do segundo estágio

O Eutelsat 10B é um satélite de comunicações de 5.500 kg equipado com propulsão elétrica planejado e construído pela Thales Alenia Space sobre o chassi Spacebus-Neo-200 para a Eutelsat Communications para oferecer conectividade marítima estacionado a 10° Leste. É estabilizado em três eixos e tem vida útil de 15 anos. Transporta duas cargas úteis tipo HTS de banda Ku-band – uma carga de alta capacidade, cobrindo o corredor do Atlântico Norte, a Europa, a bacia do Mediterrâneo e o Oriente Médio, oferecendo um rendimento significativo nas zonas de tráfego aéreo e marítimo mais movimentadas, e uma segunda carga para estender a cobertura através do Oceano Atlântico, África e Oceano Índico. As cargas HTS serão capazes de processar mais de 50 GHz de largura de banda, oferecendo uma taxa de transferência de aproximadamente 35 Gbps. Toda a carga útil terá sua banda de dados será processada digitalmente, oferecendo flexibilidade de alocação de capacidade graças a um processador digital transparente. O Eutelsat 10B tem duas suítes para as banda C e Ku de feixe largo (36 transponders de banda Ku, 20 transponders de banda C), totalizando trinta e duas, para prosseguir com a operação do antigo Eutelsat 10A, cuja vida operacional está prevista para terminar em 2023.

Esquema de decolagem a partir do complexo de lançamento 40 de Cabo Canaveral

Nesta a missão, o segundo estágio do foguete acionou seu motor duas vezes para colocar a espaçonave em uma órbita de transferência geoestacionária elíptica de 261 x 59.831 quilômetros, inclinada em 22,78 graus e com período de 1.153,04 minutos. O Eutelsat se separou do estágio esgotado 35:28 minutos após a decolagem.

Após isso, o satélite estendeu seus painéis solares e usará os propulsores de plasma tipo PPS5000 em dez dias de manobras de correção de órbita até alcançar a órbita geoestacionária a cerca de 35786.0 km sobre o equador.

Resumo da campanha de lançamento

CONTAGEM REGRESSIVA

hh:min:ss: Evento

  • 00:38:00 Diretor de Lançamento da SpaceX verifica ir para carga de propelente
  • 00:35:00 Começa o abastecimento do RP-1 (querosene rocket propellant one)
  • 00:35:00 O abastecimento deLOX (oxigênio líquido) do 1º estágio começa
  • 00:16:00 O abastecimento deLOX de 2º estágio começa
  • 00:07:00 Falcon 9 começa a resfriar o motor antes do lançamento
  • 00:01:00 Comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
  • 00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de vôo começa
  • 00:00:45 Diretor de Lançamento da SpaceX verifica autorização para o lançamento
  • 00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição para decolagem
  • 00:00:00 Falcon 9 decola

Lançamento e liberação da carga útil

Todos os tempos são aproximados

hh:min:ss: Evento

  • 00:01:16 Max Q (momento máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:43 Corte dos motores principais do 1° estágio (MECO)
  • 00:02:47 1° e 2° estágios separados
  • 00:02:54 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
  • 00:03:36 Liberação de carenagem
  • 00:08:05 Corte dos motores de 2º estágio (SECO)
  • 00:26:18 Reinicialização dos motores do 2º estágio (SES-2)
  • 00:27:27 Corte dos motores de 2º estágio (SECO-2)
  • 00:35:28 Liberação do Eutelsat 10B

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SpaceX adia a Cargo Dragon C211 para sábado

Cargueiro para a ISS teve lançamento cancelado devido ao clima

A SpaceX adiou o lançamento de hoje, terça-feira, 22 de novembro de 2022, do foguete Falcon 9 v1.2 BL 5 número B1076.1 com a espaçonave Cargo Dragon número C211 na missão CRS-26 para a Estação Espacial Internacional, para sábado, dia 26. A meteorologia foi o motivo do cancelamento: havia neblina, nuvens de chuva e correntes de vento no Cabo Canaveral, bem como na área onde estava estacionada balsa-drone destinada a recuperar o primeiro estágio do foguete no mar. A decolagem deve ser feita no sábado a partir do Complexo de Lançamento 39A no Kennedy Space Center, na Flórida 14:20 ET (19:20 UTC, 16:20 Brasília). Este será o primeiro voo da espaçonave de 9.525 kg, que se acoplará automaticamente à estação espacial (na porta IDA-3 ‘zênite’ do compartimento Harmony do segmento americano da ISS) no dia seguinte ao lançamento.

Após a separação , o primeiro estágio do Falcon 9 pousará na balsa-drone Just Read the Instructions no Oceano Atlântico, rebocada pelo navio de apoio ‘Bob’.

Nuvens de chuva na região do lançamento excederam os limites permitidos
Resumo do lançamento

A data de lançamento já havia sido atrasada em um dia porque a empresa descobriu um vazamento de fluido refrigerante do sistema de gerenciamento térmico dentro da espaçonave devido a um dano ao selo de uma gaxeta. Este foi substituído e o problema corrigido.

Trajetória de decolagem, com zona de pouso do ‘core’ de primeiro estágio

LANÇAMENTO, POUSO DO ‘CORE’ E LIBERAÇÃO DA ESPAÇONAVE

Perfil de lançamento

Todos os tempos aproximados

hh:min:ss Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:27 Corte dos motores do 1º estágio (MECO)
  • 00 :02:30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:38 O motor do 2º estágio acende
  • 00:02:42 Ignição de boostback do 1º estágio começa
  • 00:03:15 Ignição de boostback do 1º estágio é concluída
  • 00:05:45 Ignição de reentrada do 1º estágio começa
  • 00: 05:59 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:07:06 Início da ignição de pouso do 1º estágio
  • 00:07:33 Aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:37 A Dragon se separa do 2º estágio
  • 00:11:49 A sequência de abertura do nariz é iniciada
Zona de reentrada do segundo estágio do foguete

Cargas transportadas

Experimentos de alimentos

Uma fonte contínua de alimentos nutritivos é essencial para missões de exploração de longa duração, e a típica dieta pré-embalada de astronautas pode precisar ser complementada por alimentos frescos produzidos no espaço. Os pesquisadores testaram uma unidade de crescimento de plantas na estação conhecida como Veggie e cultivaram com sucesso uma variedade de folhas verdes. Veg-05, o próximo passo desse trabalho, concentra-se no cultivo de tomates anões. “Estamos testando tomates, observando os impactos do espectro de luz em quão bem a colheita cresce, quão deliciosos e nutritivos são os tomates e a atividade microbiana nas frutas e plantas”, diz Gioia Massa, cientista do projeto de Ciências da Vida da NASA e pesquisadora principal do experimento. “Também estamos examinando o efeito geral de cultivar, cuidar e comer colheitas na saúde comportamental da tripulação. Tudo isso oferecerá dados para futuras explorações espaciais”. Massa acrescenta que os tomates podem ser consumidos in natura, são nutritivos e amplamente consumidos. A red robin, a variedade de tomate cereja anã usada na investigação, cresceu bem durante os testes de solo e produziu uma grande safra de frutas nutritivas e saborosas.

Diagnósticos em tempo real

O Moon Microscope testa um kit para diagnóstico médico a bordo que inclui um microscópio portátil de mão e um pequeno aparelho autônomo de coloração de amostras de sangue. Um astronauta coleta e mancha uma amostra de sangue, obtém imagens com o microscópio e as transmite ao solo, onde os cirurgiões de voo as usam para diagnosticar doenças e prescrever tratamentos. “Não tivemos um problema clínico profundo na estação espacial, mas os tripulantes experimentam mudanças em seus sistemas imunológicos”, diz o imunologista da NASA e pesquisador principal Brian Crucian. “Durante as missões no espaço profundo, todos os estressores aumentam e nossa capacidade de cuidar da tripulação é reduzida, uma combinação que pode aumentar certos riscos clínicos. Este projeto foi concebido para criar uma capacidade de laboratório de diagnóstico altamente miniaturizada e compatível com microgravidade e restrições operacionais. Um tripulante doente poderia realizar o esfregaço de sangue, fazer e transmitir imagens em minutos.” O kit pode oferecer recursos de diagnóstico para tripulantes no espaço ou na superfície da Lua ou de Marte, bem como a capacidade de testar água, alimentos e superfícies quanto à contaminação. O sistema também pode permitir monitoramento médico aprimorado nas próximas missões da Artemis e Gateway para a Lua.

Pesquisa sobre grandes estruturas

Na Terra, a gravidade deforma objetos grandes, como as vigas usadas na construção em grande escala. A microgravidade permite a fabricação de estruturas mais longas e finas sem essa deformação. A extrusão demonstra uma tecnologia que usa resina líquida para criar formas e formas que não podem ser criadas na Terra. A resina fotocurável é injetada em formas flexíveis pré-fabricadas e uma câmera captura imagens do processo. A capacidade de usar essas formas pode permitir a construção de estruturas no espaço, como estações espaciais, painéis solares e equipamentos. “Este experimento aproveita o ambiente de microgravidade para extrudar formas de ramificação comuns e complexas”, diz o pesquisador principal Ariel Ekblaw, diretor da Iniciativa de Exploração Espacial do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Nosso método reduz o tempo de produção de peças-chave necessárias para o uso diário da missão e pode apoiar a futura construção espacial de grandes estruturas como treliças e antenas. A investigação da Extrusão se baseia em nossos fluxos de trabalho de fabricação aditiva e automontagem no espaço”. A Iniciativa de Exploração Espacial apóia uma série de pesquisas em microgravidade e lunar em ciência, engenharia, arte e design. O experimento é embalado dentro de uma Nanoracks Black Box com vários outros experimentos do MIT Media Lab e é patrocinado pelo ISS National Lab.

Nutrientes sob demanda

Oferecer nutrição adequada é um grande desafio para manter a saúde da tripulação em futuras missões espaciais de longa duração. Muitas vitaminas, nutrientes e produtos farmacêuticos têm prazo de validade limitado, e a capacidade de fabricar tais compostos sob demanda pode ajudar a manter a saúde e o bem-estar da tripulação. O BioNutrients-2 testa um sistema para produzir nutrientes essenciais a partir de iogurte, um produto lácteo fermentado conhecido como kefir e uma bebida à base de fermento. A investigação dá início à estágio dois do programa BioNutrients de cinco anos, liderado pelo Ames Research Center da NASA e gerenciado pelo Game Changing Development no Space Technology Mission Directorate da NASA. O programa começou com o lançamento do BioNutrients-1 em 2019. O BioNutrients-2 emprega um sistema menor com uma incubadora aquecida que promove o crescimento de organismos benéficos. “Este experimento adiciona folistatina, uma proteína terapêutica usada para manter a massa muscular, bem como iogurte e kefir de produtos lácteos fermentados”, diz o pesquisador principal John Hogan, Centro Ames da NASA. “Também estamos testando um novo sistema de bolsa leve para armazenamento e crescimento microbiano eficaz em microgravidade e avaliando nossas técnicas de segurança alimentar”. Para uma terceira investigação, os pesquisadores planejam projetar uma única cepa de levedura para produzir até quatro produtos nutritivos. Os pesquisadores também estão trabalhando para encontrar maneiras eficientes de usar recursos locais para fabricar produtos a granel, como plásticos, aglutinantes de construção e produtos químicos para matérias-primas. Essas tecnologias são projetadas para reduzir os custos de lançamento e aumentar a autossuficiência, ampliando os horizontes da exploração humana.

Adição painéis solares extras iROSA

Dois painéis solares tipo roll-out, ou iROSAs, foram lançadas a bordo do SpX-22 e instalados em 2021. Esses painéis, que se estendem como um tapete usando energia cinética armazenada, expandem as capacidades de produção de energia da estação espacial. O segundo conjunto, com 1.380 kg, lançado no porta-malas da SpX-26, oferecerá um aumento de 20 a 30% na potência para pesquisa e operações da estação espacial. “As duas primeiras asas tiveram um desempenho excelente”, diz Matt Mickle, gerente sênior de projetos de desenvolvimento da Boeing. “As células solares são imensamente mais poderosas do que as gerações anteriores. Fizemos pequenas modificações no equipamento para lançamentos subsequentes que melhoram a eficiência operacional.” Esses painéis, no segundo de três pacotes, atualizam 50% dos canais de energia da estação. A tecnologia Roll Out Solar Array foi testada pela primeira vez na estação espacial em 2017. O ROSA foi usado na missão de asteroides DART e está planejado para uso no posto avançado lunar Gateway, um componente vital da missão Artemis. O programa iROSA oferece um ótimo exemplo de uso da estação espacial como campo de testes para a tecnologia e pesquisa necessárias para explorar mais longe no espaço.

Facilitando as transições de gravidade

Todos os viajantes do espaço enfrentam a transição de um campo de gravidade para outro. Em futuras missões de exploração, os astronautas podem encontrar três campos de gravidade diferentes: a ausência de peso enquanto viajam no espaço, a gravidade de outro planeta e a gravidade terrestre quando retornam. Essas transições podem afetar a orientação espacial, a coordenação olho-cabeça e mão-olho, o equilíbrio e a locomoção e fazer com que alguns tripulantes sintam enjoo de movimento espacial. A investigação do Falcon Goggles testa um aparelho que captura vídeo de alta velocidade dos olhos, oferecendo dados precisos sobre alinhamento e equilíbrio ocular. “Esses óculos podem informar melhor nossos pesquisadores sobre os impactos da microgravidade nos tripulantes e sua capacidade de se adaptar e trabalhar em novas gravidades”, disse a Dra. Cherie Oubre, vice-cientista de voo do Programa de Pesquisa Humana da NASA. “Dispositivos como este serão inestimáveis ​​enquanto trabalhamos para preparar os astronautas para missões de exploração de longa duração.

Cubesats a serem lançados

Uma série de CubeSats serão transportado nesta missão, para serem ejetados a partir do compartimento estanque do módulo japonês Kibo. Todos eles foram selecionados por meio da CubeSat Launch Initiative (CSLI), que fornece às instituições educacionais dos EUA, organizações sem fins lucrativos um componente de educação/extensão, instituições educacionais informais (museus e centros de ciência) e centros com acesso ao espaço a baixo custo. Depois que as seleções do CubeSat são feitas, o Programa de Serviços de Lançamento da NASA trabalha para emparelhá-los com um lançamento mais adequado para carregá-los como cargas auxiliares, levando em consideração a órbita planejada e quaisquer restrições que as missões dos CubeSats possam ter:

  • MARIO – University of Michigan, Ann Arbor, Michigan
  • petitSat – NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland
  • SPORT – NASA Marshall Space Flight Center, Huntsville, Alabama
  • TJREVERB – Thomas Jefferson High School for Science and Technology, Fairfax County, Virginia
  • Quatro outros, ORCAsat, DANTESat, NutSat e LORIS, foram reportados como estando a bordo
TJREVERB

TJREVERB, um CubeSat tipo 2U construído por alunos da Thomas Jefferson High School for Science and Technology , visa estudar o uso de irídio como método primário de comunicação de rádio. Além disso, o satélite demonstrará o uso de um ímã passivo a bordo e o campo magnético da Terra para estabilização, em vez de usar um sistema de determinação e controle de atitude para apontar com precisão e estabilização. O que torna este satélite ainda mais notável é que foi um projeto de engenharia de sistema. Os alunos selecionaram peças de nível espacial, conectaram a eletrônica do satélite, escreveram os drivers para controlar os diferentes sistemas e codificaram o software de voo.

O Plasma Enhancement in The Ionosphere-Thermosphere Satellite (petitSat) estudará as irregularidades de densidade na ionosfera da Terra – uma pequena fração da atmosfera feita de plasma ou gás ionizado. Durante a comunicação de rádio de longa distância, a ionosfera reflete as ondas de rádio de volta à Terra. Distúrbios na atmosfera superior podem alterar a forma da ionosfera, criando um efeito de espelho divertido e distorcendo essas ondas de rádio. A missão usará dois instrumentos para medir a estrutura e o movimento do plasma na ionosfera resultante dessas mudanças na atmosfera superior para entender melhor como isso afeta as comunicações por satélite.

O Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT) do Marshall Space Flight Center da NASA e o ITA do Brasil observará a ionosfera para estudar o clima espacial. A missão conjunta entre EUA e Brasil examinará a formação de bolhas de plasma, que às vezes espalham sinais de rádio. Compreender como essas bolhas são formadas e como sua evolução afeta os sinais de comunicação pode ajudar os cientistas a melhorar a confiabilidade dos sistemas de comunicação e navegação. “Quanto mais aprendemos sobre o clima espacial – e como predizê-lo – melhor podemos proteger nossos astronautas, espaçonaves e tecnologia”, disse Shelia Nash-Stevenson, gerente do projeto SPORT. O acrônimo SPORT foi ajustado pelo cientista Jim Spann em homenagem ao clube Leão da Ilha do Retiro, time do seu coração, o Sport de Recife – Brasil. O Dr. Spann Jr tem 65 anos, nasceu nos Estados Unidos e é heliofísico líder da Divisão de Clima Espacial na sede da NASA, com mais de 35 anos de carreira. Ele cresceu no bairro do Derby, no centro do Recife – por conta dos pais, que na época atuaram como missionários na capital pernambucana , e desenvolveu uma paixão pelo Sport que perdura até os dias atuais. Os instrumentos incluem um medidor de velocidade de íons (UTD), um receptor de ocultação de sinal GPS (Aerospace Corp.), uma sonda Langmuir (USU); uma sonda de impedância (USU), um instrumento de campo E (USU) e um magnetômetro tipo fluxgate (NASA Goddard).

Satélite SPORT

Por meio da Agência Espacial Brasileira, dois institutos brasileiros contribuem com a missão – o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Técnico de Aeronáutica (ITA). Através da NASA, as universidades dos Estados Unidos e a Aerospace Corporation forneceram os instrumentos científicos. O SPORT é gerenciado pelo Marshall Space Center em Huntsville, Alabama. A missão faz parte do programa Heliophysics Technology and Instrument Development for Science da agência espacial dos EUA.

ORCASat

ORCASat (Optical and Radio Calibration Satellite), um CubeSat 2U da University of Victoria no Canadá, para a calibração fotométrica de precisão dos principais observatórios astronômicos do mundo (principalmente o Observatório Rubin no Chile e o Pan-STARRS no Havaí). O ORCASat é um esforço colaborativo entre equipes da University of British Columbia, a Simon Fraser University, University of Victoria, canadenses, e Instituto Superior Técnico em Lisboa, Portugal.

O ORCASat será usado para calibrar fotômetros estelares terrestres e observatórios para atenuação atmosférica e instrumental.

MARIO

MARIO (Measurement of Actuator Response and Impedance on Orbit, Medição da Resposta do Atuador e Impedância em Órbita) é uma colaboração usando um 3U entre o Michigan eXploration Laboratory (MXL) da Universidade de Michigan , Extreme Diagnostics e o Laboratório Active Intelligent and Multifunctional Structure (AIMS) de Michigan e a NASA . O objetivo é caracterizar o desempenho de atuadores piezoelétricos e sistemas de monitoramento de saúde em condições de baixa órbita terrestre. Os dados de teste ajudarão a desenvolver futuros mecanismos espaciais avançados.

Fora do contrato ELaNa estão três outros satélites

NUTSat

O NUTSat é um CubeSat 2U para treinamento em engenharia de sistemas e missão de demonstração de tecnologia de segurança de aeronaves comerciais, da National Formosa University, Let’scom, Gran Systems e National Space Organization (NSPO). O 2U NUTSAT foi projetado pela National Formosa University com o apoio da NSPO em Taiwan. Faz parte de um programa educacional de treinamento em engenharia de sistemas que integra um receptor ADS-B no cubeSat para demonstrar e aprimorar a tecnologia de segurança da aviação comercial.

LORIS

O LORIS (Low Orbit Reconnaissance Imagery Satellite) da Dalhousie University, será o primeiro CubeSat do Canadá Atlântico a ser lançado pela Agência Espacial Canadense. O objetivo da missão é obter fotografias por meio da carga útil da câmera, que serão usadas para estudar e monitorar linhas costeiras e atividades marinhas. Pesando cerca de 2,5 kg, o LORIS contém uma quantidade significativa de novas tecnologias, incluindo um sistema de computador de bordo e duas câmeras, que enviarão dados e imagens da península de Halifax uma vez em órbita. Utilizando a experiência da Faculdade de Engenharia em fabricação aditiva, tecnologias de armazenamento de energia e robótica, muitos dos componentes eletrônicos do satélite foram projetados no Laboratório de Sistemas Espaciais de Dalhousie (DSS) e serão testados pela primeira vez em um ambiente espacial. O satélite também inclui novos instrumentos projetados pela GALAXIA Space Missions, uma empresa de tecnologia espacial fundada por Gharagozli em 2020.

Outro aparelho é o DANTESat , um cubesat tipo 3U da NPC Spacemind italiana aparentemente sem objetivos científicos. A ópera Divina Comédia de Dante Alighieri está impressa em placas metálicas na estrutura do satélite, cuja função comercial é divulgar a cultura italiana.

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SpaceX lança hoje a Cargo Dragon C211 – se o tempo permitir

Missão SpX-26 leva dois painéis solares para a estação espacial internacional

Resumo do lançamento

A SpaceX deve lançar hoje, terça-feira, 22 de novembro de 2022, o foguete Falcon 9 v1.2 BL 5 número B1076.1 com a missão Commercial Resupply Services CRS-26 (ou SpX-26) com a espaçonave Cargo Dragon número C211 para a Estação Espacial Internacional. A meteorologia, porém, está desfavorável. A decolagem deve ser feita a partir do Complexo de Lançamento 39A no Kennedy Space Center, na Flórida. A janela de lançamento instantânea é às 15:54 ET (20:54 UTC, 17:54 Brasília), e uma oportunidade reserva está marcada para sábado, dia 26, às 14:20 ET (19:20 UTC, 16:20 Brasília), dependendo da aprovação do intervalo.

Após a separação , o primeiro estágio do Falcon 9 pousará na balsa-drone Just Read the Instructions estacionada no Oceano Atlântico, rebocada pelo navio de apoio ‘Bob’. Este é o primeiro voo da espaçonave de 9.525 kg, que se acoplará automaticamente à estação espacial (na porta IDA3 zênite do compartimento Harmony) na quarta-feira, dia 23, aproximadamente às 06:57 ET (11:30 UTC, 08:57 Brasília).

Algumas fontes indicavam que o ‘core’ de primeiro estágio B1076, um foguete novo, não possuía logotipos da SpaceX pintados no casco, pois sua próxima utilização seria como ‘booster’ lateral de um próximo foguete Falcon Heavy. Porém, fotos na plataforma mostram que os logos estavam sim pintados.

A data de lançamento foi atrasada em um dia porque a empresa descobriu um vazamento de fluido refrigerante do sistema de gerenciamento térmico dentro da espaçonave. A causa foi dano ao selo de uma gaxeta. Este foi substituído e o problema corrigido, mas os especialistas estão trabalhando em outro problema que não é impeditivo para lançamento. A SpaceX observou que o foguete Falcon 9 está totalmente operacional.

Perfil de lançamento

Também foi confirmado que a mais nova espaçonave Cargo Dragon partirá para a ISS (outros voos serão feitos por naves usadas anteriormente). A empresa decidiu construir mais uma nave Crew Dragon (a 5ª em sua frota tripulada), que deve ficar pronta em 2024.

Dois foguetes da SpaceX aguradam lançamento no Cabo Canaveral. O foguete da CRS-26 à direita, na plataforma 39A, enquanto o lançador do satélite Eutelsat 10B é visível ao fundo, na SLC-40

LANÇAMENTO, POUSO DO ‘CORE’ E LIBERAÇÃO DA ESPAÇONAVE

Trajetória de decolagem, com zona de pouso do ‘core’ de primeiro estágio

Todos os tempos aproximados

hh:min:ss Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:27 Corte dos motores do 1º estágio (MECO)
  • 00 :02:30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:38 O motor do 2º estágio acende
  • 00:02:42 Ignição de boostback do 1º estágio começa
  • 00:03:15 Ignição de boostback do 1º estágio é concluída
  • 00:05:45 Ignição de reentrada do 1º estágio começa
  • 00: 05:59 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:07:06 Início da ignição de pouso do 1º estágio
  • 00:07:33 Aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:37 A Dragon se separa do 2º estágio
  • 00:11:49 A sequência de abertura do nariz inicia
Zona de reentrada do segundo estágio do foguete

Cargas transportadas

Experimentos de alimentos

Uma fonte contínua de alimentos nutritivos é essencial para missões de exploração de longa duração, e a típica dieta pré-embalada de astronautas pode precisar ser complementada por alimentos frescos produzidos no espaço. Os pesquisadores testaram uma unidade de crescimento de plantas na estação conhecida como Veggie e cultivaram com sucesso uma variedade de folhas verdes. Veg-05, o próximo passo desse trabalho, concentra-se no cultivo de tomates anões. “Estamos testando tomates, observando os impactos do espectro de luz em quão bem a colheita cresce, quão deliciosos e nutritivos são os tomates e a atividade microbiana nas frutas e plantas”, diz Gioia Massa, cientista do projeto de Ciências da Vida da NASA e pesquisadora principal do experimento. “Também estamos examinando o efeito geral de cultivar, cuidar e comer colheitas na saúde comportamental da tripulação. Tudo isso oferecerá dados para futuras explorações espaciais”. Massa acrescenta que os tomates podem ser consumidos in natura, são nutritivos e amplamente consumidos. A red robin, a variedade de tomate cereja anã usada na investigação, cresceu bem durante os testes de solo e produziu uma grande safra de frutas nutritivas e saborosas.

Diagnósticos em tempo real

O Moon Microscope testa um kit para diagnóstico médico a bordo que inclui um microscópio portátil de mão e um pequeno aparelho autônomo de coloração de amostras de sangue. Um astronauta coleta e mancha uma amostra de sangue, obtém imagens com o microscópio e as transmite ao solo, onde os cirurgiões de voo as usam para diagnosticar doenças e prescrever tratamentos. “Não tivemos um problema clínico profundo na estação espacial, mas os tripulantes experimentam mudanças em seus sistemas imunológicos”, diz o imunologista da NASA e pesquisador principal Brian Crucian. “Durante as missões no espaço profundo, todos os estressores aumentam e nossa capacidade de cuidar da tripulação é reduzida, uma combinação que pode aumentar certos riscos clínicos. Este projeto foi concebido para criar uma capacidade de laboratório de diagnóstico altamente miniaturizada e compatível com microgravidade e restrições operacionais. Um tripulante doente poderia realizar o esfregaço de sangue, fazer e transmitir imagens em minutos.” O kit pode oferecer recursos de diagnóstico para tripulantes no espaço ou na superfície da Lua ou de Marte, bem como a capacidade de testar água, alimentos e superfícies quanto à contaminação. O sistema também pode permitir monitoramento médico aprimorado nas próximas missões da Artemis e Gateway para a Lua.

Pesquisa sobre grandes estruturas

Na Terra, a gravidade deforma objetos grandes, como as vigas usadas na construção em grande escala. A microgravidade permite a fabricação de estruturas mais longas e finas sem essa deformação. A extrusão demonstra uma tecnologia que usa resina líquida para criar formas e formas que não podem ser criadas na Terra. A resina fotocurável é injetada em formas flexíveis pré-fabricadas e uma câmera captura imagens do processo. A capacidade de usar essas formas pode permitir a construção de estruturas no espaço, como estações espaciais, painéis solares e equipamentos. “Este experimento aproveita o ambiente de microgravidade para extrudar formas de ramificação comuns e complexas”, diz o pesquisador principal Ariel Ekblaw, diretor da Iniciativa de Exploração Espacial do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Nosso método reduz o tempo de produção de peças-chave necessárias para o uso diário da missão e pode apoiar a futura construção espacial de grandes estruturas como treliças e antenas. A investigação da Extrusão se baseia em nossos fluxos de trabalho de fabricação aditiva e automontagem no espaço”. A Iniciativa de Exploração Espacial apóia uma série de pesquisas em microgravidade e lunar em ciência, engenharia, arte e design. O experimento é embalado dentro de uma Nanoracks Black Box com vários outros experimentos do MIT Media Lab e é patrocinado pelo ISS National Lab.

Nutrientes sob demanda

Oferecer nutrição adequada é um grande desafio para manter a saúde da tripulação em futuras missões espaciais de longa duração. Muitas vitaminas, nutrientes e produtos farmacêuticos têm prazo de validade limitado, e a capacidade de fabricar tais compostos sob demanda pode ajudar a manter a saúde e o bem-estar da tripulação. O BioNutrients-2 testa um sistema para produzir nutrientes essenciais a partir de iogurte, um produto lácteo fermentado conhecido como kefir e uma bebida à base de fermento. A investigação dá início à estágio dois do programa BioNutrients de cinco anos, liderado pelo Ames Research Center da NASA e gerenciado pelo Game Changing Development no Space Technology Mission Directorate da NASA. O programa começou com o lançamento do BioNutrients-1 em 2019. O BioNutrients-2 emprega um sistema menor com uma incubadora aquecida que promove o crescimento de organismos benéficos. “Este experimento adiciona folistatina, uma proteína terapêutica usada para manter a massa muscular, bem como iogurte e kefir de produtos lácteos fermentados”, diz o pesquisador principal John Hogan, Centro Ames da NASA. “Também estamos testando um novo sistema de bolsa leve para armazenamento e crescimento microbiano eficaz em microgravidade e avaliando nossas técnicas de segurança alimentar”. Para uma terceira investigação, os pesquisadores planejam projetar uma única cepa de levedura para produzir até quatro produtos nutritivos. Os pesquisadores também estão trabalhando para encontrar maneiras eficientes de usar recursos locais para fabricar produtos a granel, como plásticos, aglutinantes de construção e produtos químicos para matérias-primas. Essas tecnologias são projetadas para reduzir os custos de lançamento e aumentar a autossuficiência, ampliando os horizontes da exploração humana.

Adição painéis solares extras iROSA

Dois painéis solares tipo roll-out, ou iROSAs, foram lançadas a bordo do SpX-22 e instalados em 2021. Esses painéis, que se estendem como um tapete usando energia cinética armazenada, expandem as capacidades de produção de energia da estação espacial. O segundo conjunto, com 1.380 kg, lançado no porta-malas da SpX-26, oferecerá um aumento de 20 a 30% na potência para pesquisa e operações da estação espacial. “As duas primeiras asas tiveram um desempenho excelente”, diz Matt Mickle, gerente sênior de projetos de desenvolvimento da Boeing. “As células solares são imensamente mais poderosas do que as gerações anteriores. Fizemos pequenas modificações no equipamento para lançamentos subsequentes que melhoram a eficiência operacional.” Esses painéis, no segundo de três pacotes, atualizam 50% dos canais de energia da estação. A tecnologia Roll Out Solar Array foi testada pela primeira vez na estação espacial em 2017. O ROSA foi usado na missão de asteroides DART e está planejado para uso no posto avançado lunar Gateway, um componente vital da missão Artemis. O programa iROSA oferece um ótimo exemplo de uso da estação espacial como campo de testes para a tecnologia e pesquisa necessárias para explorar mais longe no espaço.

Facilitando as transições de gravidade

Todos os viajantes do espaço enfrentam a transição de um campo de gravidade para outro. Em futuras missões de exploração, os astronautas podem encontrar três campos de gravidade diferentes: a ausência de peso enquanto viajam no espaço, a gravidade de outro planeta e a gravidade terrestre quando retornam. Essas transições podem afetar a orientação espacial, a coordenação olho-cabeça e mão-olho, o equilíbrio e a locomoção e fazer com que alguns tripulantes sintam enjoo de movimento espacial. A investigação do Falcon Goggles testa um aparelho que captura vídeo de alta velocidade dos olhos, oferecendo dados precisos sobre alinhamento e equilíbrio ocular. “Esses óculos podem informar melhor nossos pesquisadores sobre os impactos da microgravidade nos tripulantes e sua capacidade de se adaptar e trabalhar em novas gravidades”, disse a Dra. Cherie Oubre, vice-cientista de voo do Programa de Pesquisa Humana da NASA. “Dispositivos como este serão inestimáveis ​​enquanto trabalhamos para preparar os astronautas para missões de exploração de longa duração.

Cubesats a serem lançados

Uma série de CubeSats serão transportado nesta missão, para serem ejetados a partir do compartimento estanque do módulo japonês Kibo. Todos eles foram selecionados por meio da CubeSat Launch Initiative (CSLI), que fornece às instituições educacionais dos EUA, organizações sem fins lucrativos um componente de educação/extensão, instituições educacionais informais (museus e centros de ciência) e centros com acesso ao espaço a baixo custo. Depois que as seleções do CubeSat são feitas, o Programa de Serviços de Lançamento da NASA trabalha para emparelhá-los com um lançamento mais adequado para carregá-los como cargas auxiliares, levando em consideração a órbita planejada e quaisquer restrições que as missões dos CubeSats possam ter:

  • MARIO – University of Michigan, Ann Arbor, Michigan
  • petitSat – NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland
  • SPORT – NASA Marshall Space Flight Center, Huntsville, Alabama
  • TJREVERB – Thomas Jefferson High School for Science and Technology, Fairfax County, Virginia
  • Quatro outros, ORCAsat, DANTESat, NutSat e LORIS, foram reportados como estando a bordo
TJREVERB

TJREVERB, um CubeSat tipo 2U construído por alunos da Thomas Jefferson High School for Science and Technology , visa estudar o uso de irídio como método primário de comunicação de rádio. Além disso, o satélite demonstrará o uso de um ímã passivo a bordo e o campo magnético da Terra para estabilização, em vez de usar um sistema de determinação e controle de atitude para apontar com precisão e estabilização. O que torna este satélite ainda mais notável é que foi um projeto de engenharia de sistema. Os alunos selecionaram peças de nível espacial, conectaram a eletrônica do satélite, escreveram os drivers para controlar os diferentes sistemas e codificaram o software de voo.

O Plasma Enhancement in The Ionosphere-Thermosphere Satellite (petitSat) estudará as irregularidades de densidade na ionosfera da Terra – uma pequena fração da atmosfera feita de plasma ou gás ionizado. Durante a comunicação de rádio de longa distância, a ionosfera reflete as ondas de rádio de volta à Terra. Distúrbios na atmosfera superior podem alterar a forma da ionosfera, criando um efeito de espelho divertido e distorcendo essas ondas de rádio. A missão usará dois instrumentos para medir a estrutura e o movimento do plasma na ionosfera resultante dessas mudanças na atmosfera superior para entender melhor como isso afeta as comunicações por satélite.

O Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT) do Marshall Space Flight Center da NASA e o ITA do Brasil observará a ionosfera para estudar o clima espacial. A missão conjunta entre EUA e Brasil examinará a formação de bolhas de plasma, que às vezes espalham sinais de rádio. Compreender como essas bolhas são formadas e como sua evolução afeta os sinais de comunicação pode ajudar os cientistas a melhorar a confiabilidade dos sistemas de comunicação e navegação. “Quanto mais aprendemos sobre o clima espacial – e como predizê-lo – melhor podemos proteger nossos astronautas, espaçonaves e tecnologia”, disse Shelia Nash-Stevenson, gerente do projeto SPORT. O acrônimo SPORT foi ajustado pelo cientista Jim Spann em homenagem ao clube Leão da Ilha do Retiro, time do seu coração, o Sport de Recife – Brasil. O Dr. Spann Jr tem 65 anos, nasceu nos Estados Unidos e é heliofísico líder da Divisão de Clima Espacial na sede da NASA, com mais de 35 anos de carreira. Ele cresceu no bairro do Derby, no centro do Recife – por conta dos pais, que na época atuaram como missionários na capital pernambucana , e desenvolveu uma paixão pelo Sport que perdura até os dias atuais. Os instrumentos incluem um medidor de velocidade de íons (UTD), um receptor de ocultação de sinal GPS (Aerospace Corp.), uma sonda Langmuir (USU); uma sonda de impedância (USU), um instrumento de campo E (USU) e um magnetômetro tipo fluxgate (NASA Goddard).

Satélite SPORT

Por meio da Agência Espacial Brasileira, dois institutos brasileiros contribuem com a missão – o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Técnico de Aeronáutica (ITA). Através da NASA, as universidades dos Estados Unidos e a Aerospace Corporation forneceram os instrumentos científicos. O SPORT é gerenciado pelo Marshall Space Center em Huntsville, Alabama. A missão faz parte do programa Heliophysics Technology and Instrument Development for Science da agência espacial dos EUA.

ORCASat

ORCASat (Optical and Radio Calibration Satellite), um CubeSat 2U da University of Victoria no Canadá, para a calibração fotométrica de precisão dos principais observatórios astronômicos do mundo (principalmente o Observatório Rubin no Chile e o Pan-STARRS no Havaí). O ORCASat é um esforço colaborativo entre equipes da University of British Columbia, a Simon Fraser University, University of Victoria, canadenses, e Instituto Superior Técnico em Lisboa, Portugal.

O ORCASat será usado para calibrar fotômetros estelares terrestres e observatórios para atenuação atmosférica e instrumental.

MARIO

MARIO (Measurement of Actuator Response and Impedance on Orbit, Medição da Resposta do Atuador e Impedância em Órbita) é uma colaboração usando um 3U entre o Michigan eXploration Laboratory (MXL) da Universidade de Michigan , Extreme Diagnostics e o Laboratório Active Intelligent and Multifunctional Structure (AIMS) de Michigan e a NASA . O objetivo é caracterizar o desempenho de atuadores piezoelétricos e sistemas de monitoramento de saúde em condições de baixa órbita terrestre. Os dados de teste ajudarão a desenvolver futuros mecanismos espaciais avançados.

Fora do contrato ELaNa estão três outros satélites

NUTSat

O NUTSat é um CubeSat 2U para treinamento em engenharia de sistemas e missão de demonstração de tecnologia de segurança de aeronaves comerciais, da National Formosa University, Let’scom, Gran Systems e National Space Organization (NSPO). O 2U NUTSAT foi projetado pela National Formosa University com o apoio da NSPO em Taiwan. Faz parte de um programa educacional de treinamento em engenharia de sistemas que integra um receptor ADS-B no cubeSat para demonstrar e aprimorar a tecnologia de segurança da aviação comercial.

LORIS

O LORIS (Low Orbit Reconnaissance Imagery Satellite) da Dalhousie University, será o primeiro CubeSat do Canadá Atlântico a ser lançado pela Agência Espacial Canadense. O objetivo da missão é obter fotografias por meio da carga útil da câmera, que serão usadas para estudar e monitorar linhas costeiras e atividades marinhas. Pesando cerca de 2,5 kg, o LORIS contém uma quantidade significativa de novas tecnologias, incluindo um sistema de computador de bordo e duas câmeras, que enviarão dados e imagens da península de Halifax uma vez em órbita. Utilizando a experiência da Faculdade de Engenharia em fabricação aditiva, tecnologias de armazenamento de energia e robótica, muitos dos componentes eletrônicos do satélite foram projetados no Laboratório de Sistemas Espaciais de Dalhousie (DSS) e serão testados pela primeira vez em um ambiente espacial. O satélite também inclui novos instrumentos projetados pela GALAXIA Space Missions, uma empresa de tecnologia espacial fundada por Gharagozli em 2020.

Outro aparelho é o DANTESat , um cubesat tipo 3U da NPC Spacemind italiana aparentemente sem objetivos científicos. A ópera Divina Comédia de Dante Alighieri está impressa em placas metálicas na estrutura do satélite, cuja função comercial é divulgar a cultura italiana.

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SpaceX adia lançamento do Eutelsat 10B

‘Checagens adicionais’ foram o motivo; meteorologia é desfavorável

A SpaceX adiou a decolagem de ontem à noite, segunda-feira, 21 de novembro de 2022, do foguete-portador Falcon9 v1.2 FT Block 5 nº B1049.11 com o satélite Eutelsat 10B do Complexo de Lançamento Espacial 40 na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral. Segundo a empresa, “… [estamos] adiando o lançamento desta noite da missão Eutelsat 10B para permitir check-outs pré-voo adicionais; agora planejamos para amanhã, 22 de novembro às 21:57 ET a decolagem. O clima está atualmente 20% favorável” A previsão do tempo continua desfavorável: 10% aprovada (“Go”) para a noite de 22 para 23 de novembro. 60% ‘Go’ para 23 a 24 de novembro. O risco de ventos de cisalhamento em nível superior é baixo a moderado e o risco climático de eventual pouso da nave é moderado para 22 a 23 de novembro, e o risco é baixo a moderado para 23 a 24 de novembro. Todos os outros critérios de risco adicionais são baixos.

Agora o lançamento do foguete de 557.400 kg está prevista para às 21h57 ET, ou 23:57 de Brasília. A posição estimada de recuperação das conchas carenagem de cabeça está prevista para uma área no oceano a 863 km da Flórida, pelo navio de apoio ‘Doug’.

O foguete B1049.11 não está equipado com trem de aterrissagem, sistema de controle de atitude de gás frio e nem aletas de controle aerodinâmico, uma vez que o ‘core’ de primeiro estágio não será recuperado; o cilindro do interestágio foi trocado por um proveniente do lote produzido para os modelos do Bloco 4, sendo construído apenas com o casco de alumínio-lítio (o interestágio original foi removido e instalado em outro foguete).

O B1049 é o ‘core’ de primeiro estágio mais antigo em operação, e de acordo com o diferencial de velocidade delta V requerido para o satélite europeu, será destruído no oceano ao invés de recuperado em pouso sobre balsa-drone. Faz parte da 40ª série de ‘boosters’ que começaram a voar em 2017. É também o terceiro booster Falcon 9 do Bloco 5 a ser produzido. O B1049 voou pela primeira vez em setembro de 2018 como parte da missão Telstar 18V. Em seguida, lançou um lote de satélites Iridium NEXT 8 e também fez oito voo de lotes de Starlink, incluindo o primeiro lançamento em massa dos satélites da versão v0.9. Tornou-se o primeiro booster a concluir com sucesso seis e sete voos, respectivamente, tendo lançando um total de 483 satélites durante seu serviço. Inicialmente, os últimos vôos do B1049 deveriam ser a missão O3b Power 4-6, e depois o Nilesat-301, mas após os planos da empresa mudarem várias vezes, a SpaceX atribuiu-o ao lançamento do Eutelsat 10B. Os boosters dessa série mais antiga (40ª e 50ª) são mais limitados em termos de reutilizações. Após um certo número de missões, mesmo com uma grande revisão, boosters não são lucrativos em termos de uso posterior.

Resumo da campanha de lançamento

O Eutelsat 10B é um satélite de comunicações de 5.500 kg equipado com propulsão elétrica planejado e construído pela Thales Alenia Space sobre o chassi Spacebus-Neo-200 para a Eutelsat Communications para oferecer conectividade marítima estacionado a 10° Leste. É um satélite estabilizado de três eixos e tem vida útil projetada de 15 anos. O satélite transporta duas cargas úteis tipo HTS de banda Ku-band – uma carga de alta capacidade, cobrindo o corredor do Atlântico Norte, a Europa, a bacia do Mediterrâneo e o Oriente Médio, oferecendo um rendimento significativo nas zonas de tráfego aéreo e marítimo mais movimentadas, e uma segunda carga para estender a cobertura através do Oceano Atlântico, África e Oceano Índico. As cargas HTS do satélite serão capazes de processar mais de 50 GHz de largura de banda, oferecendo uma taxa de transferência de aproximadamente 35 Gbps. Toda a carga útil do satélite terá sua banda de dados será processada digitalmente, oferecendo flexibilidade de alocação de capacidade graças a um processador digital transparente. O satélite Eutelsat 10B tem duas suítes para as banda C e Ku de feixe largo (36 transponders de banda Ku, 20 transponders de banda C), totalizando trinta e duas, para prosseguir com a operação do Eutelsat 10A, cuja vida operacional está prevista para terminar em 2023.

Esquema de decolagem a partir do complexo de lançamento 40 de Cabo Canaveral

Nesta a missão, o segundo estágio do foguete acionará seu motor duas vezes para colocar a espaçonave em uma órbita de transferência geoestacionária elíptica com um apogeu a 59.545,7 quilômetros acima da Terra. O Eutelsat se separará do estágio esgotado 35:28 minutos após a decolagem.

Eutelsat 10B

Após isso, o satélite vai estender seus painéis solares e usará os propulsores de plasma tipo PPS5000 – desenvolvidos pela empresa francesa Safran – em dez dias de manobras de correção de órbita até alcançar a órbita geoestacionária a cerca de 36.000 km sobre o equador.

Trajetória inicial de lançamento

CONTAGEM REGRESSIVA

hh:min:ss: Evento

  • 00:38:00 Diretor de Lançamento da SpaceX verifica ir para carga de propelente
  • 00:35:00 Começa o abastecimento do RP-1 (querosene rocket propellant one)
  • 00:35:00 O abastecimento deLOX (oxigênio líquido) do 1º estágio começa
  • 00:16:00 O abastecimento deLOX de 2º estágio começa
  • 00:07:00 Falcon 9 começa a resfriar o motor antes do lançamento
  • 00:01:00 Comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
  • 00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de vôo começa
  • 00:00:45 Diretor de Lançamento da SpaceX verifica autorização para o lançamento
  • 00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição para decolagem
  • 00:00:00 Falcon 9 decola

Lançamento e liberação da carga útil

Todos os tempos são aproximados

hh:min:ss: Evento

  • 00:01:16 Max Q (momento máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:43 Corte dos motores principais do 1° estágio (MECO)
  • 00:02:47 1° e 2° estágios separados
  • 00:02:54 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
  • 00:03:36 Liberação de carenagem
  • 00:08:05 Corte dos motores de 2º estágio (SECO)
  • 00:26:18 Reinicialização dos motores do 2º estágio (SES-2)
  • 00:27:27 Corte dos motores de 2º estágio (SECO-2)
  • 00:35:28 Liberação do Eutelsat 10B

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SpaceX deve lançar mais uma nave de carga para a ISS

Missão SpX-26 usará uma Cargo Dragon nova

A SpaceX planeja para terça-feira, 22 de novembro de 2022, o lançamento do foguete Falcon 9 v1.2 BL 5 número B1076.1 com a missão 26 do Commercial Resupply Services (CRS-26 ou SpX-26) com uma espaçonave Cargo Dragon nova (número C211) para a Estação Espacial Internacional. A decolagem será feita a partir do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) no Kennedy Space Center da NASA, na Flórida. A janela de lançamento instantânea é às 15:54 ET (20:54 UTC, 17:54 Brasília), e uma oportunidade reserva está disponível no sábado, 26 de novembro, às 14:20 ET (19:20 UTC, 16:20 Brasília), dependendo da aprovação do intervalo. Após a separação , o primeiro estágio do Falcon 9 pousará na balsa-drone Just Read the Instructions estacionada no Oceano Atlântico, rebocada pelo navio de apoio ‘Bob’. Este é o primeiro voo da espaçonave de 9.525 kg, que se acoplará automaticamente à estação espacial na quarta-feira, 23 de novembro, aproximadamente às 6:30 ET (11:30 UTC, 08:30 Brasília).

Perfil de lançamento
Espaçonave C211 é a mais recente das construídas para uso de reabastecimento

O lançamento atrasou um dia porque a empresa descobriu um vazamento de fluido refrigerante do sistema de gerenciamento térmico dentro da espaçonave. A causa foi dano ao selo de uma gaxeta. Ele foi substituído e o problema foi corrigido, mas os especialistas estão trabalhando em outro problema que não é um pedido de lançamento. A SpaceX observou que o próprio foguete Falcon 9 está totalmente operacional.

Trajetória de lançamento

Também foi confirmado que a mais nova espaçonave Cargo Dragon partirá para a ISS (outros voos serão feitos por naves usadas anteriormente). A empresa decidiu construir mais uma nave Crew Dragon (a 5ª em sua frota tripulada), que deve ficar pronta em 2024.

Reingresso na atmosfera do segundo estágio

LANÇAMENTO, POUSO DO ‘CORE’ E LIBERAÇÃO DA ESPAÇONAVE

Todos os tempos aproximados

hh:min:ss Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:27 Corte dos motores do 1º estágio (MECO)
  • 00 :02:30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:38 O motor do 2º estágio acende
  • 00:02:42 Ignição de boostback do 1º estágio começa
  • 00:03:15 Ignição de boostback do 1º estágio é concluída
  • 00:05:45 Ignição de reentrada do 1º estágio começa
  • 00: 05:59 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:07:06 Início da ignição de pouso do 1º estágio
  • 00:07:33 Aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:37 A Dragon se separa do 2º estágio
  • 00:11:49 A sequência de abertura do nariz inicia

Cargas transportadas

Experimentos de alimentos

Uma fonte contínua de alimentos nutritivos é essencial para missões de exploração de longa duração, e a típica dieta pré-embalada de astronautas pode precisar ser complementada por alimentos frescos produzidos no espaço. Os pesquisadores testaram uma unidade de crescimento de plantas na estação conhecida como Veggie e cultivaram com sucesso uma variedade de folhas verdes. Veg-05, o próximo passo desse trabalho, concentra-se no cultivo de tomates anões. “Estamos testando tomates, observando os impactos do espectro de luz em quão bem a colheita cresce, quão deliciosos e nutritivos são os tomates e a atividade microbiana nas frutas e plantas”, diz Gioia Massa, cientista do projeto de Ciências da Vida da NASA e pesquisadora principal do experimento. “Também estamos examinando o efeito geral de cultivar, cuidar e comer colheitas na saúde comportamental da tripulação. Tudo isso oferecerá dados para futuras explorações espaciais”. Massa acrescenta que os tomates podem ser consumidos in natura, são nutritivos e amplamente consumidos. Red Robin, a variedade de tomate cereja anã usada na investigação, cresceu bem durante os testes de solo e produziu uma grande safra de frutas nutritivas e saborosas.

Diagnósticos em tempo real

O Moon Microscope testa um kit para diagnóstico médico a bordo que inclui um microscópio portátil de mão e um pequeno aparelho autônomo de coloração de amostras de sangue. Um astronauta coleta e mancha uma amostra de sangue, obtém imagens com o microscópio e as transmite ao solo, onde os cirurgiões de voo as usam para diagnosticar doenças e prescrever tratamentos. “Não tivemos um problema clínico profundo na estação espacial, mas os tripulantes experimentam mudanças em seus sistemas imunológicos”, diz o imunologista da NASA e pesquisador principal Brian Crucian. “Durante as missões no espaço profundo, todos os estressores aumentam e nossa capacidade de cuidar da tripulação é reduzida, uma combinação que pode aumentar certos riscos clínicos. Este projeto foi concebido para criar uma capacidade de laboratório de diagnóstico altamente miniaturizada e compatível com microgravidade e restrições operacionais. Um tripulante doente poderia realizar o esfregaço de sangue, fazer e transmitir imagens em minutos.” O kit pode oferecer recursos de diagnóstico para tripulantes no espaço ou na superfície da Lua ou de Marte, bem como a capacidade de testar água, alimentos e superfícies quanto à contaminação. O sistema também pode permitir monitoramento médico aprimorado nas próximas missões da Artemis e Gateway para a Lua.

Pesquisa sobre grandes estruturas

Na Terra, a gravidade deforma objetos grandes, como as vigas usadas na construção em grande escala. A microgravidade permite a fabricação de estruturas mais longas e finas sem essa deformação. A extrusão demonstra uma tecnologia que usa resina líquida para criar formas e formas que não podem ser criadas na Terra. A resina fotocurável é injetada em formas flexíveis pré-fabricadas e uma câmera captura imagens do processo. A capacidade de usar essas formas pode permitir a construção de estruturas no espaço, como estações espaciais, painéis solares e equipamentos. “Este experimento aproveita o ambiente de microgravidade para extrudar formas de ramificação comuns e complexas”, diz o pesquisador principal Ariel Ekblaw, diretor da Iniciativa de Exploração Espacial do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “Nosso método reduz o tempo de produção de peças-chave necessárias para o uso diário da missão e pode apoiar a futura construção espacial de grandes estruturas como treliças e antenas. A investigação da Extrusão se baseia em nossos fluxos de trabalho de fabricação aditiva e automontagem no espaço”. A Iniciativa de Exploração Espacial apóia uma série de pesquisas em microgravidade e lunar em ciência, engenharia, arte e design. O experimento é embalado dentro de uma Nanoracks Black Box com vários outros experimentos do MIT Media Lab e é patrocinado pelo ISS National Lab.

Nutrientes sob demanda

Oferecer nutrição adequada é um grande desafio para manter a saúde da tripulação em futuras missões espaciais de longa duração. Muitas vitaminas, nutrientes e produtos farmacêuticos têm prazo de validade limitado, e a capacidade de fabricar tais compostos sob demanda pode ajudar a manter a saúde e o bem-estar da tripulação. O BioNutrients-2 testa um sistema para produzir nutrientes essenciais a partir de iogurte, um produto lácteo fermentado conhecido como kefir e uma bebida à base de fermento. A investigação dá início à estágio dois do programa BioNutrients de cinco anos, liderado pelo Ames Research Center da NASA e gerenciado pelo Game Changing Development no Space Technology Mission Directorate da NASA. O programa começou com o lançamento do BioNutrients-1 em 2019. O BioNutrients-2 emprega um sistema menor com uma incubadora aquecida que promove o crescimento de organismos benéficos. “Este experimento adiciona folistatina, uma proteína terapêutica usada para manter a massa muscular, bem como iogurte e kefir de produtos lácteos fermentados”, diz o pesquisador principal John Hogan, Centro Ames da NASA. “Também estamos testando um novo sistema de bolsa leve para armazenamento e crescimento microbiano eficaz em microgravidade e avaliando nossas técnicas de segurança alimentar”. Para uma terceira investigação, os pesquisadores planejam projetar uma única cepa de levedura para produzir até quatro produtos nutritivos. Os pesquisadores também estão trabalhando para encontrar maneiras eficientes de usar recursos locais para fabricar produtos a granel, como plásticos, aglutinantes de construção e produtos químicos para matérias-primas. Essas tecnologias são projetadas para reduzir os custos de lançamento e aumentar a autossuficiência, ampliando os horizontes da exploração humana.

Adição painéis solares extras iROSA

Dois painéis solares tipo roll-out, ou iROSAs, foram lançadas a bordo do SpX-22 e instalados em 2021. Esses painéis, que se estendem como um tapete usando energia cinética armazenada, expandem as capacidades de produção de energia da estação espacial. O segundo conjunto, com 1.380 kg, lançado no porta-malas da SpX-26, oferecerá um aumento de 20 a 30% na potência para pesquisa e operações da estação espacial. “As duas primeiras asas tiveram um desempenho excelente”, diz Matt Mickle, gerente sênior de projetos de desenvolvimento da Boeing. “As células solares são imensamente mais poderosas do que as gerações anteriores. Fizemos pequenas modificações no equipamento para lançamentos subsequentes que melhoram a eficiência operacional.” Esses painéis, no segundo de três pacotes, atualizam 50% dos canais de energia da estação. A tecnologia Roll Out Solar Array foi testada pela primeira vez na estação espacial em 2017. O ROSA foi usado na missão de asteroides DART e está planejado para uso no posto avançado lunar Gateway, um componente vital da missão Artemis. O programa iROSA oferece um ótimo exemplo de uso da estação espacial como campo de testes para a tecnologia e pesquisa necessárias para explorar mais longe no espaço.

Facilitando as transições de gravidade

Todos os viajantes do espaço enfrentam a transição de um campo de gravidade para outro. Em futuras missões de exploração, os astronautas podem encontrar três campos de gravidade diferentes: a ausência de peso enquanto viajam no espaço, a gravidade de outro planeta e a gravidade terrestre quando retornam. Essas transições podem afetar a orientação espacial, a coordenação olho-cabeça e mão-olho, o equilíbrio e a locomoção e fazer com que alguns tripulantes sintam enjoo de movimento espacial. A investigação do Falcon Goggles testa um aparelho que captura vídeo de alta velocidade dos olhos, oferecendo dados precisos sobre alinhamento e equilíbrio ocular. “Esses óculos podem informar melhor nossos pesquisadores sobre os impactos da microgravidade nos tripulantes e sua capacidade de se adaptar e trabalhar em novas gravidades”, disse a Dra. Cherie Oubre, vice-cientista de voo do Programa de Pesquisa Humana da NASA. “Dispositivos como este serão inestimáveis ​​enquanto trabalhamos para preparar os astronautas para missões de exploração de longa duração.

Cubesats a serem lançados

Uma série de CubeSats serão transportado nesta missão, para serem ejetados a partir do compartimento estanque do módulo japonês Kibo. Todos eles foram selecionados por meio da CubeSat Launch Initiative (CSLI), que fornece às instituições educacionais dos EUA, organizações sem fins lucrativos um componente de educação/extensão, instituições educacionais informais (museus e centros de ciência) e centros com acesso ao espaço a baixo custo. Depois que as seleções do CubeSat são feitas, o Programa de Serviços de Lançamento da NASA trabalha para emparelhá-los com um lançamento mais adequado para carregá-los como cargas auxiliares, levando em consideração a órbita planejada e quaisquer restrições que as missões dos CubeSats possam ter:

  • MARIO – University of Michigan, Ann Arbor, Michigan
  • petitSat – NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland
  • SPORT – NASA Marshall Space Flight Center, Huntsville, Alabama
  • TJREVERB – Thomas Jefferson High School for Science and Technology, Fairfax County, Virginia
  • Tres outros, Orcasat, NutSat e LORIS, foram reportados como estando a bordo

TJREVERB, um CubeSat tipo 2U construído por alunos da Thomas Jefferson High School for Science and Technology , visa estudar o uso de irídio como método primário de comunicação de rádio. Além disso, o satélite demonstrará o uso de um ímã passivo a bordo e o campo magnético da Terra para estabilização, em vez de usar um sistema de determinação e controle de atitude para apontar com precisão e estabilização. O que torna este satélite ainda mais notável é que foi um projeto de engenharia de sistema. Os alunos selecionaram peças de nível espacial, conectaram a eletrônica do satélite, escreveram os drivers para controlar os diferentes sistemas e codificaram o software de voo.

O Plasma Enhancement in The Ionosphere-Thermosphere Satellite (petitSat) estudará as irregularidades de densidade na ionosfera da Terra – uma pequena fração da atmosfera feita de plasma ou gás ionizado. Durante a comunicação de rádio de longa distância, a ionosfera reflete as ondas de rádio de volta à Terra. Distúrbios na atmosfera superior podem alterar a forma da ionosfera, criando um efeito de espelho divertido e distorcendo essas ondas de rádio. A missão usará dois instrumentos para medir a estrutura e o movimento do plasma na ionosfera resultante dessas mudanças na atmosfera superior para entender melhor como isso afeta as comunicações por satélite.

O Scintillation Prediction Observations Research Task (SPORT) do Marshall Space Flight Center da NASA e o ITA do Brasil observará a ionosfera para estudar o clima espacial. A missão conjunta entre EUA e Brasil examinará a formação de bolhas de plasma, que às vezes espalham sinais de rádio. Compreender como essas bolhas são formadas e como sua evolução afeta os sinais de comunicação pode ajudar os cientistas a melhorar a confiabilidade dos sistemas de comunicação e navegação. “Quanto mais aprendemos sobre o clima espacial – e como predizê-lo – melhor podemos proteger nossos astronautas, espaçonaves e tecnologia”, disse Shelia Nash-Stevenson, gerente do projeto SPORT. O acrônimo SPORT foi ajustado pelo cientista Jim Spann em homenagem ao clube Leão da Ilha do Retiro, time do seu coração, o Sport de Recife – Brasil. O Dr. Spann Jr tem 65 anos, nasceu nos Estados Unidos e é heliofísico líder da Divisão de Clima Espacial na sede da NASA, com mais de 35 anos de carreira. Ele cresceu no bairro do Derby, no centro do Recife – por conta dos pais, que na época atuaram como missionários na capital pernambucana , e desenvolveu uma paixão pelo Sport que perdura até os dias atuais. Os instrumentos incluem um medidor de velocidade de íons (UTD), um receptor de ocultação de sinal GPS (Aerospace Corp.), uma sonda Langmuir (USU); uma sonda de impedância (USU), um instrumento de campo E (USU) e um magnetômetro tipo fluxgate (NASA Goddard).

Por meio da Agência Espacial Brasileira, dois institutos brasileiros contribuem com a missão – o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Técnico de Aeronáutica (ITA). Através da NASA, as universidades dos Estados Unidos e a Aerospace Corporation forneceram os instrumentos científicos. O SPORT é gerenciado pelo Marshall Space Center em Huntsville, Alabama. A missão faz parte do programa Heliophysics Technology and Instrument Development for Science da agência espacial dos EUA.

ORCASat, um CubeSat 2U da University of Victoria no Canadá, para a calibração fotométrica de precisão dos principais observatórios astronômicos do mundo (principalmente o Observatório Rubin no Chile e o Pan-STARRS no Havaí).

MARIO (Measurement of Actuator Response and Impedance on Orbit, Medição da Resposta do Atuador e Impedância em Órbita) é uma colaboração usando um 3U entre o Michigan eXploration Laboratory (MXL) da Universidade de Michigan , Extreme Diagnostics e o Laboratório Active Intelligent and Multifunctional Structure (AIMS) de Michigan e a NASA . O objetivo é caracterizar o desempenho de atuadores piezoelétricos e sistemas de monitoramento de saúde em condições de baixa órbita terrestre. Os dados de teste ajudarão a desenvolver futuros mecanismos espaciais avançados.

NUTSat é um CubeSat 2U para treinamento em engenharia de sistemas e missão de demonstração de tecnologia de segurança de aeronaves comerciais, da NFU , Let’scom, Gran Systems e NSPO.

O LORIS (Low Orbit Reconnaissance Imagery Satellite) da Dalhousie University, será o primeiro CubeSat do Canadá Atlântico a ser lançado pela Agência Espacial Canadense. O objetivo da missão é obter fotografias por meio da carga útil da câmera, que serão usadas para estudar e monitorar linhas costeiras e atividades marinhas.

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SpaceX lança hoje à noite o Eutelsat 10B

‘Core’ de primeiro estágio será descartado sobre o oceano

Resumo da campanha de lançamento

A SpaceX planeja para hoje à noite, segunda-feira, 21 de novembro de 2022, o lançamento do satélite Eutelsat 10B para a órbita GTO de transferência geossíncrona a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, EUA. A decolagem do foguete-portador Falcon9 v1.2 FT Block 5 nº B1049.11 com massa de lançamento de 557.400 kg está prevista para as 21h57 ET, 23:57 Brasília (02:57 UTC de 22 de novembro). Uma oportunidade de lançamento reserva está disponível na terça-feira, 22 de novembro, no mesmo horário. A meteorologia prevê para 21 de novembro de 2022, 30% de clima favorável, e para o dia 22, 40%.

A posição estimada de recuperação da carenagem de cabeça está prevista para uma área no oceano a 863 km da Flórida, pelo navio de apoio ‘Doug’.

O B1049 é o ‘core’ de primeiro estágio mais antigo em operação, e de acordo com o diferencial de velocidade delta V requerido para o satélite europeu, será destruído no oceano ao invés de recuperado em pouso sobre balsa-drone. Faz parte da 40ª série de ‘boosters’ que começaram a voar em 2017. É também o terceiro booster Falcon 9 do Bloco 5 a ser produzido. O B1049 voou pela primeira vez em setembro de 2018 como parte da missão Telstar 18V. Em seguida, lançou um lote de satélites Iridium NEXT 8 e também fez oito voo de lotes de Starlink, incluindo o primeiro lançamento em massa dos satélites da versão v0.9. Tornou-se o primeiro booster a concluir com sucesso seis e sete voos, respectivamente, tendo lançando um total de 483 satélites durante seu serviço. Inicialmente, os últimos vôos do B1049 deveriam ser a missão O3b Power 4-6, e depois o Nilesat-301, mas após os planos da empresa mudarem várias vezes, a SpaceX atribuiu-o ao lançamento do Eutelsat 10B. Os boosters dessa série mais antiga (40ª e 50ª) são mais limitados em termos de reutilizações. Após um certo número de missões, mesmo com uma grande revisão, boosters não são lucrativos em termos de uso posterior.

O Eutelsat 10B é um satélite de comunicações de 5.500 kg equipado com propulsão elétrica planejado e construído pela Thales Alenia Space sobre o chassi Spacebus-Neo-200 para a Eutelsat Communications para oferecer conectividade marítima estacionado a 10° Leste. É um satélite estabilizado de três eixos e tem vida útil projetada de 15 anos. O satélite transporta duas cargas úteis tipo HTS de banda Ku-band – uma carga de alta capacidade, cobrindo o corredor do Atlântico Norte, a Europa, a bacia do Mediterrâneo e o Oriente Médio, oferecendo um rendimento significativo nas zonas de tráfego aéreo e marítimo mais movimentadas, e uma segunda carga para estender a cobertura através do Oceano Atlântico, África e Oceano Índico. As cargas HTS do satélite serão capazes de processar mais de 50 GHz de largura de banda, oferecendo uma taxa de transferência de aproximadamente 35 Gbps. Toda a carga útil do satélite terá sua banda de dados será processada digitalmente, oferecendo flexibilidade de alocação de capacidade graças a um processador digital transparente. O satélite Eutelsat 10B tem duas suítes para as banda C e Ku de feixe largo (36 transponders de banda Ku, 20 transponders de banda C), totalizando trinta e duas, para prosseguir com a operação do Eutelsat 10A, cuja vida operacional está prevista para terminar em 2023.

Esquema de decolagem a partir do complexo de lançamento 40 de Cabo Canaveral

Nesta a missão, o segundo estágio do foguete acionará seu motor duas vezes para colocar a espaçonave em uma órbita de transferência geoestacionária elíptica com um apogeu a 59.545,7 quilômetros acima da Terra. O Eutelsat se separará do estágio esgotado 35:28 minutos após a decolagem.

Eutelsat 10B

Após isso, o satélite vai estender seus painéis solares e usará os propulsores de plasma tipo PPS5000 – desenvolvidos pela empresa francesa Safran – em dez dias de manobras de correção de órbita até alcançar a órbita geoestacionária a cerca de 36.000 km sobre o equador.

Trajetória inicial de lançamento
O foguete B1049.11 não está equipado com trem de aterrissagem, sistema de controle de atitude de gás frio e nem aletas de controle aerodinâmico, uma vez que o ‘core’ de primeiro estágio não será recuperado; o cilindro do interestágio foi trocado por um proveniente do lote produzido para os modelos do Bloco 4, sendo construído apenas com o casco de alumínio-lítio (o interestágio original foi removido e instalado em outro foguete).

CONTAGEM REGRESSIVA

hh:min:ss: Evento

  • 00:38:00 Diretor de Lançamento da SpaceX verifica ir para carga de propelente
  • 00:35:00 Começa o abastecimento do RP-1 (querosene rocket propellant one)
  • 00:35:00 O abastecimento deLOX (oxigênio líquido) do 1º estágio começa
  • 00:16:00 O abastecimento deLOX de 2º estágio começa
  • 00:07:00 Falcon 9 começa a resfriar o motor antes do lançamento
  • 00:01:00 Comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
  • 00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de vôo começa
  • 00:00:45 Diretor de Lançamento da SpaceX verifica autorização para o lançamento
  • 00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição para decolagem
  • 00:00:00 Falcon 9 decola

Lançamento e liberação da carga útil

Todos os tempos são aproximados

hh:min:ss: Evento

  • 00:01:16 Max Q (momento máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:43 Corte dos motores principais do 1° estágio (MECO)
  • 00:02:47 1° e 2° estágios separados
  • 00:02:54 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
  • 00:03:36 Liberação de carenagem
  • 00:08:05 Corte dos motores de 2º estágio (SECO)
  • 00:26:18 Reinicialização dos motores do 2º estágio (SES-2)
  • 00:27:27 Corte dos motores de 2º estágio (SECO-2)
  • 00:35:28 Liberação do Eutelsat 10B

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E-book Balsas-drone da SpaceX

SpaceX lançará grupo 2-4 de ‘Starlinks’

Falcon 9 n° B1061.11 colocará 52 satélites em órbita

Resumo do lançamento

A SpaceX marcou para sexta-feira, 18 de novembro de 2022, o lançamento do foguete-portador Falcon9 v1.2 FT Block 5 nº B1061.11 com o lote de 52 satélites Starlink V1.5 G2-4 para a órbita a partir do Space Launch Complex 4 East (SLC-4E – ‘Leste’) da Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. A janela de lançamento instantânea é às 20:25 PT (04:25 UTC, 01:25 Brasília em 19 de novembro) e uma oportunidade reserva está disponível no sábado, 19 de novembro, às 20h11 PT (04h11 UTC, 01:11 Brasilia em 20 de novembro). O foguete deverá ter um peso de decolagem de 567.872 kg.

Live do lançamento no Canal do Homem do Espaço

O ‘core’ B1061.11 de primeiro estágio desta missão lançou anteriormente as espaçonaves Crew-1, Crew-2, SXM-8, CRS-23, IXPE, Transporter-4, Transporter-5, Globalstar FM15 e dois lotes de Starlink. Após a separação, o primeiro estágio retornará à Terra e pousará na balsa-drone Of Course I Still Love You, que está estacionada no Oceano Pacífico a 662 km de distância da costa junto com o navio de apoio NRC Quest. As conchas da carenagem de cabeça serão recuperadas no mar. O segundo estágio do foguete reentrará no Oceano Pacífico.

CONTAGEM REGRESSIVA

hh:min:ss            Evento

  • 00:38:00               Diretor de Lançamento da SpaceX verifica ir para carga de propelente
  • 00:35:00               Começa o Abastecimento do RP-1 (querosene para foguetes)
  • 00:35:00               Abastecimento de LOX (oxigênio líquido) do 1º estágio é regulada
  • 00:16:00               Abastecimento de LOX de 2º estágio começa
  • 00:07:00               Falcon 9 começa a resfriar o motor antes do lançamento
  • 00:01:00               Comando do computador de vôo para iniciar as verificações finais de pré-lançamento
  • 00:01:00               A pressurização do tanque de propelente para a pressão de vôo começa
  • 00:00:45               Diretor de Lançamento da SpaceX verifica prontidão para o lançamento
  • 00:00:03               Controlador dos motores comanda a sequência de ignição
  • 00:00:00               Decolagem

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO

Todos os tempos são aproximados

hh:min:ss:            Evento

  • 00:01:12               Max Q (momento de máximo de tensão mecânica no foguete)
  • 00:02:27               Corte dos motores principais do 1° estágio (MECO)
  • 00:02:31               1° e 2° estágios separados
  • 00:02:37               Ignição do motor do 2º estágio (SES-1)
  • 00:02:42               Liberação de carenagem
  • 00:06:46               Início da queima da entrada do 1º estágio
  • 00:07:04               Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:23               Início da ignição de aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:42               Corte do motor de 2º estágio (SECO-1)
  • 00:08:45               aterrissagem do 1ª estágio
  • 00:29:03               Liberação dos satélites Starlink
Perfil de decolagem e aterrissagem na balsa-drone OCISLY no oceano Pacífico
O foguete F9 B1061.11 deverá ter uma massa na decolagem de 567 t

Starlinks

O lote de satélites (exemplares n° 1.777 a 1.828) totalizando 15.912 kg) é denominado Group 2-4, e faz parte da “concha” (shell) 2; a órbita-alvo é circular, com 540 km, e os satélites serão primeiro liberados em grupo numa órbita inicia de 336 x 232 km, inclinada em 70 graus em relação ao equador.

Mais de dois mil satélites Starlink estão atualmente em órbita e funcionando, cerca de metade da rede planejada de primeira geração da SpaceX de 4.408 unidades. Os satélites serão distribuídos em cinco “conchas” orbitais diferentes em diferentes altitudes e inclinações, das quais a empresa pretende lançar até 42 mil unidades. A rede transmite sinais de internet de alta velocidade e baixa latência em todo o mundo, alcançando consumidores, comunidades carentes e outros usuários em potencial, como os militares dos EUA. A SpaceX diz que a rede já está disponível em 32 países.

Cada satélite Starlink v.15 com link de laser inter-satélite, tem massa de 307 kg

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ABL adia lançamento de seu ‘RS-1’

Empresa americana esperava colocar dois satélites em órbita em seu voo inaugural

Foguete sendo erguido na plataforma em Kodiak.

Após um adiamento na última segunda-feira, 14 de novembro, a ABL Space Systems, nova empresa de lançamento espaciais comerciais, adiou novamente a decolagem de seu primeiro foguete RS-1 Demo-1 hoje, 17 de novembro de 2022. O foguete decolaria às 19:55 de Brasília da LP-3C do Pacific Spaceport Complex na Ilha Kodiak, mas um programa não especificado durante a fase final de contagem regressiva forçou ao cancelamento.

Os satélites a bordo, Varisat 1A e 1B, pertencem à OmniTeq, uma empresa com sede no Texas que planeja uma constelação aparelhos para oferecer serviços de comunicações marítimas. Os dois satélites testarão a operação da carga útil de comunicações de radiofrequencia. A missão também deve demonstrar a ignição do OmniTeq Equalizer, um motor projetado para colocar um CubeSat em órbita em lançamentos cooperativos de pequenos satélites e compativel com vários tipos de foguetes. Os satélites pesam cerca de 22 quilos, de acordo com uma declaração para a FCC pela OmniTeq.

O cronograma da missão previa

  • T-00:02: Ignição dos motores do primeiro estágio
  • T+00:00: Decolagem
  • T+01:17: Mach 1 (foguete em regime supersônico)
  • T+01:35: Max-Q (pressão aerodinâmica máxima)
  • T+02:38: MECO (desligamento dos motores principais)
  • T+02:44: Separação do 1° estágio
  • T+02:46: Ignição do segundo estágio
  • T+03:14: Separação da carenagem de carga útil
  • T+09:46: SECO (corte do motor do segundo estágio)
  • T+12:31: Primeira separação de carga útil
  • T+14:10: Separação da segunda carga útil
resumo do lançamento

O foguete

O RS1 (de 27 metros de comprimento e 1,8 m de diâmetro) pode usar dois tipos de combustíveis, ou seja, querosene RP-1 ou querosene Jet-A, dos quais o último está disponível em aeródromos em todo o mundo – e um único oxidante, oxigênio líquido (LOX). O E2 é um motor com gerador a gás, produzindo 5.488 kgf (58,32 kiloNewtons) de empuxo, com nove unidades no primeiro estágio, totalizando 60.381,3 kgf (529,11 kN) de empuxo. O primeiro estágio é semelhante ao Falcon 9 da SpaceX, Electron da Rocket Lab e o Terran 1 da Relativity Space. O segundo estágio do RS1 usa uma única versão otimizada para vácuo do E2, produzindo 5.896,7 kgf (57,82 kN) de impulso. O primeiro estágio funciona por cerca de dois minutos e meio, e depois deve cair no Oceano Pacífico, dando lugar ao estágio superior movido pelo único motor E2. A carenagem de cabeça do foguete será descartada após mais de três minutos de vôo, e o motor do estágio superior desligaria quase 10 minutos após a decolagem. Se tudo correr conforme o planejado, dois satélites da OmniTeq serão ejetados a 12 e 14 minutos após o lançamento. A órbita-alvo dos satélites-clientes tem um apogeu de 350 quilômetros, perigeu de 250 km e inclinação de 87,3 graus em relação ao equador, de acordo com um briefing da ABL. Após a liberação, como parte dos testes, está prevista a reativação do segundo estágio do RS1 para arredondar a órbita para 350 x 350 km.

O lançador destina-se a colocar até 1.000 quilos em órbitas sincronizadas com o sol por US$ 12 milhões por lançamento. A empresa anunciou em agosto que garantiu US$ 44,5 milhões em contratos da Força Aérea dos EUA para demonstrações , bem como US$ 49 milhões em financiamento privado. O preço planejado para cada lançamento é de US$ 12 milhões.

A ABL produziu uma estrutura modular de sistema de suporte de solo que exige apenas uma pista concretada para nela dispor seus elementos de suporte ao foguete, como geradoes, condicionadores, tanques, sistemas de alimentação, telemetria, ligação umbilical, circuitos de gás e fluidos.

Embora a empresa ainda não tenha lançado um RS1, ela conseguiu arrecadar dinheiro e conquistar clientes. A ABL levantou $ 200 milhões em outubrode 2020 , uma extensão de uma rodada da Série B de $ 170 milhões que levantou sete meses antes. A empresa disse que a última rodada financiaria o aumento da produção do RS1. A Lockheed Martin assinou um contrato em abril de 2021 para até 58 lançamentos do RS1 na próxima década e selecionou separadamente a ABL para realizar seu lançamento do “UK Pathfinder” para o governo britânico a partir de um espaçoporto nas Ilhas Shetland. A Amazon assinou um contrato com a ABL em novembro para lançar dois protótipos de satélites para sua megaconstelação de banda larga do Projeto Kuiper.

O foguete tem dois estágios e uma carenagem de cabeça em alumínio

Fundada em 2017, a ABL está sediada em El Segundo, Califórnia, e é apoiada por fundos de capital de risco e dinheiro da Lockheed Martin. A empresa relatou uma avaliação de US$ 2,4 bilhões no ano passado durante sua mais recente rodada de arrecadação de fundos, com uma carteira de pedidos de mais de 75 missões, principalmente um contrato de até 58 lançamentos da Lockheed Martin. A ABL também tem contrato para lançar uma pequena missão de demonstração de tecnologia de satélite da NASA e é uma das treze empresas na lista de oferecedores da agência para serviços de lançamento de classe de risco. A Força Espacial dos EUA adicionou a ABL à sua lista de onze empresas elegíveis para ganhar contratos para lançar pequenas cargas úteis de satélites militares durante um período de nove anos.

Motor E2 tem construção simples e filosofoa de funcionamento tradicional, com turbogerador de gás para mover as bombas de propelente, e funcionando em ciclo aberto com a saída dos gases de gerador posicionada ao lado da tubeira

O Electron da Rocket Lab, o LauncherOne da Virgin Orbit e o Rocket 3 da Astra têm capacidades de carga menores. (A Astra aposentou seu Rocket 3 e agora está desenvolvendo um foguete maior, o Rocket 4).

A empresa vinha fazendo testes de desenvolvimento de seus motores em preparação para o voo inaugural. Antes, o segundo estágio do veículo de lançamento foi destruído em um acidente durante um teste em 19 de janeiro de 2021. Observadores no Mojave Air and Space Port, na Califórnia, relataram ter ouvido um estrondo por volta das 16h30 do leste, seguido por uma nuvem de fumaça preta. A pluma, visível em toda a área, inclusive por câmeras que fazem parte de uma rede de rastreamento de incêndios florestais, se dispersou em 20 minutos. Não houve relatos de feridos. O aeroporto, que também possui uma licença de espaçoporto da Federal Aviation Administration, abriga várias empresas que realizam disparos de motores e outros testes. Fontes da indústria disseram que o incidente parecia estar em um local usado pela ABL Space Systems . Dan Piemont, presidente da ABL , confirmou que o incidente ocorreu . “Esta tarde, perdemos o Estágio 2 do RS1 em uma anomalia de teste”, disse ele ao SpaceNews. “Todos estão seguros e a equipe fez um trabalho admirável analisando a anomalia e trabalhando para proteger a bancada de testes.”

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Nova empresa de lançamentos de baixo custo estréia hoje

ABL tentará lançar seu RS-1 com dois satélites de comunicação

Foguete na plataforma durante a tarde do dia 17 em Kodiak.

Após um adiamento na última segunda-feira, 14 de novembro, a ABL, nova empresa de lançamento espaciais comerciais, irá tentar lançar seu primeiro foguete RS-1 Demo-1 hoje à noite, 17 de novembro de 2022. Em seu primeiro voo de teste, o foguete da ABL Space Systems, o RS1, decolará às 22:55 UTC GMT (19:55 de Brasília) da LP-3C, Pacific Spaceport Complex na Ilha Kodiak, sobre o Oceano Pacífico carregando dois pequenos CubeSats. Os satélites pertencem à OmniTeq, uma empresa de serviços de lançamento com sede no Texas que planeja estender uma constelação desses aparelhos para oferecer serviços de comunicações marítimas. Os dois satélites OmniTeq testarão a operação da carga útil de comunicações de radiofrequencia da OmniTeq VariSat, disse a ABL. A missão também demonstrará a ignição do OmniTeq Equalizer, um motor projetado para colocar um CubeSat em órbita em lançamentos cooperativos de pequenos satélites e compativel com vários tipos de foguetes. Os satélites pesam cerca de 22 quilos, de acordo com uma declaração para a FCC pela OmniTeq.

O RS1 (de 27 metros de comprimento e 1,8 m de diâmetro) pode usar dois tipos de combustíveis, ou seja, querosene RP-1 ou querosene Jet-A, dos quais o último está disponível em aeródromos em todo o mundo – e um único oxidante, oxigênio líquido (LOX). O E2 é um motor com gerador a gás, produzindo 5.488 kgf (58,32 kiloNewtons) de empuxo, com nove unidades no primeiro estágio, totalizando 60.381,3 kgf (529,11 kN) de empuxo. O primeiro estágio é semelhante ao Falcon 9 da SpaceX, Electron da Rocket Lab e o Terran 1 da Relativity Space. O segundo estágio do RS1 usa uma única versão otimizada para vácuo do E2, produzindo 5.896,7 kgf (57,82 kN) de impulso. O primeiro estágio funciona por cerca de dois minutos e meio, e depois deve cair no Oceano Pacífico, dando lugar ao estágio superior movido pelo único motor E2. A carenagem de cabeça do foguete será descartada após mais de três minutos de vôo, e o motor do estágio superior desligaria quase 10 minutos após a decolagem. Se tudo correr conforme o planejado, dois satélites da OmniTeq serão ejetados a 12 e 14 minutos após o lançamento. A órbita-alvo dos satélites-clientes tem um apogeu de 350 quilômetros, perigeu de 250 km e inclinação de 87,3 graus em relação ao equador, de acordo com um briefing da ABL. Após a liberação, como parte dos testes, está prevista a reativação do segundo estágio do RS1 para arredondar a órbita para 350 x 350 km.

resumo do lançamento
  • T-00:02: Ignição dos motores de primeiro estágio
  • T+00:00: Decolagem
  • T+01:17: Mach 1 (foguete em regime supersônico)
  • T+01:35: Max-Q (pressão aerodinâmica máxima)
  • T+02:38: MECO (desligamento dos motores principais)
  • T+02:44: Separação do 1° estágio
  • T+02:46: Ignição do segundo estágio
  • T+03:14: Separação da carenagem de carga útil
  • T+09:46: SECO (corte do motor do segundo estágio)
  • T+12:31: Primeira separação de carga útil
  • T+14:10: Separação da segunda carga útil
O foguete de 27 metros de comprimento

O foguete

O RS1 destina-se a colocar até 1.000 quilos em órbitas sincronizadas com o sol por US$ 12 milhões por lançamento. A empresa anunciou em agosto que garantiu US$ 44,5 milhões em contratos da Força Aérea dos EUA para demonstrações , bem como US$ 49 milhões em financiamento privado. O preço planejado para cada lançamento é de US$ 12 milhões.

A ABL produziu uma estrutura modular de sistema de suporte de solo que exige apenas uma pista concretada para nela dispor seus elementos de suporte ao foguete, como geradoes, condicionadores, tanques, sistemas de alimentação, telemetria, ligação umbilical, circuitos de gás e fluidos.

Embora a empresa ainda não tenha lançado um RS1, ela conseguiu arrecadar dinheiro e conquistar clientes. A ABL levantou $ 200 milhões em outubrode 2020 , uma extensão de uma rodada da Série B de $ 170 milhões que levantou sete meses antes. A empresa disse que a última rodada financiaria o aumento da produção do RS1. A Lockheed Martin assinou um contrato em abril de 2021 para até 58 lançamentos do RS1 na próxima década e selecionou separadamente a ABL para realizar seu lançamento do “UK Pathfinder” para o governo britânico a partir de um espaçoporto nas Ilhas Shetland. A Amazon assinou um contrato com a ABL em novembro para lançar dois protótipos de satélites para sua megaconstelação de banda larga do Projeto Kuiper.

O foguete tem dois estágios e uma carenagem de cabeça em alumínio

Fundada em 2017, a ABL está sediada em El Segundo, Califórnia, e é apoiada por fundos de capital de risco e dinheiro da Lockheed Martin. A empresa relatou uma avaliação de US$ 2,4 bilhões no ano passado durante sua mais recente rodada de arrecadação de fundos, com uma carteira de pedidos de mais de 75 missões, principalmente um contrato de até 58 lançamentos da Lockheed Martin. A ABL também tem contrato para lançar uma pequena missão de demonstração de tecnologia de satélite da NASA e é uma das treze empresas na lista de oferecedores da agência para serviços de lançamento de classe de risco. A Força Espacial dos EUA adicionou a ABL à sua lista de onze empresas elegíveis para ganhar contratos para lançar pequenas cargas úteis de satélites militares durante um período de nove anos.

Motor E2 tem construção simples e filosofoa de funcionamento tradicional, com turbogerador de gás para mover as bombas de propelente, e funcionando em ciclo aberto com a saída dos gases de gerador posicionada ao lado da tubeira

O Electron da Rocket Lab, o LauncherOne da Virgin Orbit e o Rocket 3 da Astra têm capacidades de carga menores. (A Astra aposentou seu Rocket 3 e agora está desenvolvendo um foguete maior, o Rocket 4).

A empresa vinha fazendo testes de desenvolvimento de seus motores em preparação para o voo inaugural. Antes, o segundo estágio do veículo de lançamento foi destruído em um acidente durante um teste em 19 de janeiro de 2021. Observadores no Mojave Air and Space Port, na Califórnia, relataram ter ouvido um estrondo por volta das 16h30 do leste, seguido por uma nuvem de fumaça preta. A pluma, visível em toda a área, inclusive por câmeras que fazem parte de uma rede de rastreamento de incêndios florestais, se dispersou em 20 minutos. Não houve relatos de feridos. O aeroporto, que também possui uma licença de espaçoporto da Federal Aviation Administration, abriga várias empresas que realizam disparos de motores e outros testes. Fontes da indústria disseram que o incidente parecia estar em um local usado pela ABL Space Systems . Dan Piemont, presidente da ABL , confirmou que o incidente ocorreu . “Esta tarde, perdemos o Estágio 2 do RS1 em uma anomalia de teste”, disse ele ao SpaceNews. “Todos estão seguros e a equipe fez um trabalho admirável analisando a anomalia e trabalhando para proteger a bancada de testes.”

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Americanos lançam seu foguete lunar com sucesso

O SLS decolou do Cabo Canaveral para levar a nave Orion para voo à Lua

Foguete SLS n° 01 decolou com a espaçonave Orion 001 de Cabo Canaveral para um voo sem falhas, e a nave já está em trajetória de escape para a Lua

Os Estados Unidos lançaram hoje de madrugada o primeiro foguete lunar SLS (n° 1) com a espaçonave Orion para a primeira missão (Artemis I) de teste em torno da Lua visando pousar astronautas lá nos próximos anos. O foguete de 2.603 toneladas e 98,26 metros de comprimento decolou da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy às 01h47 horário local de 16 de novembro de 2022 (03h47 horário de Brasília). Cerca de oito minutos após, os motores do estágio central (CS) foram desligados e este se separou do resto do foguete. Depois, a espaçonave foi impulsionada pelo motor RL-10 do Estágio Interino de Propulsão Criogênica (ICPS). A nave então estendeu seus quatro painéis solares. Depois de completar a “injeção translunar” – TLI, a agência espacial americana NASA anunciou que a Orion se separou do ICPS e seguiu a caminho da órbita lunar.

Uma vez em trajetória inicial em torno da Terra a manobra de elevação do perigeu foi concluída com sucesso. O estágio criogênico ICPS disparou por pouco mais de 20 segundos para elevar o ponto mais baixo da órbita em preparação para a ignição de injeção translunar que enviou a nave para a Lua. A ignição de injeção translunar (TLI) estava prevista para cerca de 03h14 EST (04:14 Brasilia) e duraria cerca de 18 minutos.

Câmeras montadas nos paínéis solares fizeram imagens dao veículo espacial em voo, mostrando o estágio ICPS ainda acoplado

O estágio ICPS completou sua ignição de TLI e a espaçonave se separou dele, disparando então seus propulsores auxiliares para se mover a uma distância segura do estágio esgotado e continuar a caminho da Lua, para entrar em uma órbita retrógrada elíptica chamada DRO – com perigeu de 99,7 km e apogeu de 64.373 km. A bordo da cabine estão três manequins que serão utilizados, em particular, para medir o nível de radiação durante o voo.

A espaçonave permanecerá nesta órbita por cinco dias, atingindo uma distância máxima de 480.500 quilômetros. Em seguida, sairá de órbita e retornará , pousando na costa de San Diego, Califórnia, às 12h40 do leste (11:40 de Brasília) de 11 de dezembro. A missão de 25 dias é considerada um voo de “classe de curta duração”, contra as missões de até 42 dias que a Orion teria voado nas duas tentativas anteriores de lançamento. A missão ainda atingirá todos os objetivos do teste, mas em um prazo mais curto. “Fizemos provas de conceito desde o início para demonstrar que se pode encaixar todos os objetos do programa na missão de classe mais curta”, disse Emily Nelson, diretora-chefe de voo da NASA, em uma entrevista em 14 de novembro. “

Outra cena de câmeras externas no casco mostra a espaçonave em outro âmgulo
Configuração do foguete na missão Artemis I

Inicialmente, o lançamento estava planejado para ocorrer no verão, mas os especialistas da agencia espacial americana encontraram pela primeira vez um vazamento de hidrogênio em um dos motores do foguete. Em seguida, vários furacões atingiram o estado da Flórida. Isso obrigou os especialistas da NASA a trazer de volta o foguete, montado desde 2021, ao hangar VAB para protegê-lo do mau tempo.
A NASA anunciou na primavera de 2019 que o programa de pouso de astronautas na Lua inclui três etapas. A primeira é o lançamento usando o novo veículo de lançamento Sistema de Lançamento Espacial com a nave Orion, que em modo não tripulado fará várias órbitas ao redor da Lua e retornará à Terra. A segunda é um voo ao redor do satélite natural com tripulação a bordo. Na terceira fase, em 2025, a NASA espera levar astronautas à Lua; Depois, com o prosseguimento dos voos, enviá-los a Marte em meados da década de 2030.

Resumo do lançamento

O foguete SLS n°1 foi composto por:

  • dois ‘boosters’ de propelente sólido de cinco segmentos, RSRMV-1L e RSRMV-1R, com massa de lançamento de 726 toneladas, desenvolvidos pelo MSFC e Northrop Grumman/Utah.
  • o estágio ‘Core’, CS-1 desenvolvido pela Boeing, com massa seca de 99,3 toneladas, 1.102 toneladas abastecido. Usa quatro motores RS-25 remodelados, os n°1 – ‘2045’, n°2 – ‘2056’, n°3 – ‘2058’ e n°4 – ‘2060’.
  • o Launch Vehicle Stage Adapter (LVSA), conectando o CS ao estágio ICPS. Tem uma massa de 4,5 toneladas e é construído pela Teledyne Brown (Huntsville). O LVSA permanece anexado ao CS-1.
  • o Estágio Interino de Propulsão Criogênica (ICPS), ICPS-1, com um motor RL10B-2 funcionando a LOX/LH2. O ICPS é um Delta Cryogenic Second Stage (DCSS) de 5 metros de diâmetro modificado do lançador Delta IV e é construído pela ULA. Massa seca de 3,8 toneladas; 32,7 toneladas abastecido.
  • o Orion Stage Adapter (OSA), uma seção cilíndrica de 800 kg que permanece acoplada ao ICPS-1 e contém dez cubesats que serão ejetados após o lançamento.
O SLS Block I número 1 é composto pelo estágio central CS-1, os ‘boosters’ RSRMV-1L e RSRMV-1R e o estágio superior ICPS n°1. Já a nave espacial Orion será composta pela cápsula Crew Module CM n° 002 e o Módulo de Serviço Europeu ESM-001Bremen’.

A nave espacial Orion Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV) consiste em:

  • o Launch Abort System (LAS), consistindo para este voo de um ‘Abort Motor’ fictício, um ‘Attitude Motor’ fictício, um ‘Jettison Motor’ ativo e um cone de nariz cobrindo o módulo da tripulação. Massa de 7 toneladas.
  • o Orion Crew Module CM n° 002, com três manequins instrumentados para monitorar exposição à radiação, aceleração, temperatura, etc. Construído pela JSC e Lockheed Martin com uma massa de 10,4 toneladas.
  • módulo de Serviço Europeu ESM-001 “Bremen”, com motor OME s/n° 111, que voou pela primeira vez em um casulo OMS na missão Shuttle 41-G. Construído pela Airbus, massa seca em torno de 4,9t, com 14 toneladas de combustível. Inclui o Crew Module Adapter (CMA) (cerca de 200 kg) que o conecta ao CM.
  • painéis do Adaptador Jettison (SAJ) n° s 1 a 3, cada um com massa de cerca de 433 kg.
  • Cone Adaptador de Nave Espacial (SAC), conectando o ESM ao OSA, com massa 450 kg. O SAC permanece com o OSA/ICPS após a separação da Orion.
Imagem mostrando o descarte do estágio ICPS após a separação, enquanto a Orion seguia para voo lunar. O estágio esgotado vai entrar numa órbita heliocêntrica.
Configuração antes da separação do ICPS, durante a ignição de injeção trans-lunar
Configuração depois da separação do estágio ICPS

O voo da espaçonave pode ser acompanhado em tempo real através do site trackartemis.

O SLS é um foguete derivado do space shuttle , com o primeiro estágio (estágio central, estágio de núcleo, “core stage” em inglês) sendo alimentado por motores RS-25 e dois propulsores auxiliares. O estágio superior está sendo desenvolvido a partir da variante interina ICPS (interim cryogenic upper stage) do Block 1 para uma variante do Block 2, o Exploration Upper Stage, EUS – Estágio Superior de Exploração.

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Artemis I decola hoje à noite para a Lua

Foguete SLS está sendo preparado na plataforma 39B do Cabo Canaveral

Resumo do lançamento

A NASA está preparando o primeiro foguete lunar SLS (número 1) com a espaçonave Orion para decolagem na noite de hoje para amanhã (15 para 16 de novembro de 2022) da missão Artemis I. A janela de duas horas abre às 06:04:00 UTC (03:04:00 hora de Brasilia no dia 16), com o foguete de 2,6 mil toneladas colocando a nave espacial em trajetória de injeção translunar para um voo de cerca de 26 dias até a amerrissagem, assumindo que tudo corra conforme o planejado, com o módulo de tripulação pousando no Oceano Pacífico perto de San Diego por volta de 12 de dezembro. Existe uma oportunidade de reserva no sábado, 19 de novembro.

A missão inaugural do sistema SLS/Orion prevê que espaçonave orbitará a Terra e, em seguida, será propelida pelo segundo estágio do foguete para entrar em uma órbita retrógrada elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km para depois retornar à Terra.

A agência espacial iniciou o resfriamento das linhas de transferência de oxigênio e hidrogênio líquidos na plataforma 39B. Isso condiciona termicamente os sistemas terrestres para carregamento dos propelentes criogênicos no estágio central do foguete lunar. O diretor de lançamento da agência espacial, Charlie Blackwell-Thompson, deu a aprovação para começar a abastecer o foguete, e a equipe de gerenciamento da missão votou “sim” para abastecer os mais de 2.839.058 litros de propelentes. A previsão meteorológica mais recente prevê 80% de chance de clima favorável para o lançamento na abertura da janela de duas horas às 01h04 EST (0604 GMT ou 03h04, horário de Brasília). As principais preocupações meteorológicas são com o potencial de neblina espessa e nuvens cumulus.

O SLS é um foguete derivado do space shuttle , com o primeiro estágio (estágio central, estágio de núcleo, “core stage” em inglês) sendo alimentado por motores RS-25 e dois propulsores auxiliares. O estágio superior está sendo desenvolvido a partir da variante interina ICPS (interim cryogenic upper stage) do Block 1 para uma variante do Block 2, o Exploration Upper Stage, EUS – Estágio Superior de Exploração

A contagem regressiva entrou em espera interna em T menos 6 horas e 40 minutos. Este intervalo durará três horas e meia, dando tempo para a equipe de gerenciamento e a de controle de lançamento confirmarem sua prontidão para prosseguir com as operações de abastecimento criogênico. O tempo de espera neste ponto da contagem regressiva foi estendido em uma hora em comparação com as contagens anteriores, permitindo tempo adicional para carregar o combustível no estágio principal depois que a equipe de lançamento modificou a técnica de abastecimento após vazamentos anteriores. A equipe que trabalha no lançamento enfrentou falhas durante o processo de abastecimento nas duas tentativas anteriores. Os engenheiros tiveram que realizar reparos após a segubnda tentativa ser cancelada e realizar outra operação prática de abastecimento para demonstrar que poderiam realizar satisfatoriamente o procedimento. Funcionários da agência defenderam suas decisões de interromper as tentativas anteriores, dizendo que os engenheiros ainda estão aprendendo a lidar com o foguete, que está em desenvolvimento há mais de uma década.

Foguete SLS na plataforma 39B

“Sinto-me bem com a tentativa no dia 16”, disse Mike Sarafin, gerente da missão Artemis na sede da NASA em Washington, durante uma coletiva de imprensa na noite de domingo, 13 de novembro. “A equipe está avançando como uma unidade”, acrescentou. “Nós só temos algum trabalho a fazer.” Um foco desse trabalho será uma fina faixa de selagem tipo RTV (silicone rubber RTV 566 A/B) que circunda o adaptado do módulo de tripulação com a carenagem de cabeçan. O RTV ajuda a suavizar um pequeno recuo na cápsula que poderia causar alguma circulação indesejada de ar de camada-limite e consequente aquecimento durante o voo, disse Sarafin.

O furacão Nicole rasgou um pouco desse selo na quinta-feira (10 de novembro) quando atingiu a Costa Espacial da Flórida. A pilha Artemis 1 suportou o Nicole , que enfraqueceu para uma tempestade tropical logo após chover em solo sobre a ‘Pad 39B’ do KSC. É possível que alguns dos RTVs deslocados pela tempestade possam se libertar durante a decolagem, criando um risco de detritos para o foguete, disse Sarafin. A equipe ainda está examinando a natureza e a gravidade desse risco. “Precisamos gastar um pouco mais de tempo para revisar nossa lógica de voo para esta tentativa de lançamento, especificamente no que se refere à liberação de qualquer RTV restante e transporte de detritos”, disse Sarafin.

A equipe não está muito preocupada com o aumento do “aeroaquecimento” devido à perda de alguns RTV, acrescentou. “Temos proteções no que diz respeito aos materiais subjacentes a esse RTV”, disse ele. “Esta é apenas uma camada adicional para criar uma espécie de fluxo de ar contínuo.” O problema do RTV não pode ser corrigido na plataforma de lançamento, porque o Orion fica bem no topo do SLS. Se a equipe determinar que a calafetagem precisa ser substituída, uma reversão para o Edifício de Montagem de Veículos do KSC provavelmente seria necessária.

O SLS Block I número 1 é composto pelo estágio central CS-1, os ‘boosters’ RSRMV-1L e RSRMV-1R e o estágio superior ICPS n°1. Já a nave espacial Orion será composta pela cápsula Crew Module CM n° 002 e o Módulo de Serviço Europeu ESM-001Bremen’.

Além das análises do RTV, a equipe substituiu um conector elétrico próximo à base do foguete, que esteve associado a algumas leituras instáveis. Isso pode ser feito na plataforma. “Temos alguns critérios de compromisso de lançamento muito bem escritos que são muito bem pensados”, disse. Esses critérios, ele acrescentou, “dariam suporte para voar, apesar do que esse conector possa trazer. Dito isso, esperamos voltar a uma capacidade totalmente funcional”. “Revisamos a configuração do nosso veículo desde o topo da espaçonave até a base do foguete, incluindo o sistema de terminação de voo, as baterias que redefinimos, as cargas úteis que redefinimos”, disse Jim Free, administrador associado para o desenvolvimento de sistemas de exploração. Quanto ao clima, a especialista Melody Lovon disse na quarta-feira que há 90% de chance de clima favorável para o lançamento. “As temperaturas devem estar perto de 70 graus F (21° C) com ventos de sul-sudoeste bastante estáveis ​​de 10 a 15 nós (18,5 a 27,7 km/h) até 200 pés (60 metros)”, disse ela.

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Artemis I deve decolar dia 16 para a Lua

Preparação do foguete SLS segue no Cabo Canaveral

A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos EUA (NASA) anunciou o lançamento em 16 de novembro de 2022 do foguete lunar SLS número 1 com a espaçonave Orion da missão Artemis I. A decolagem durante a janela de duas horas que abre às 06:04:00 UTC (03:04:00 hora de Brasilia) resultaria em uma amerrissagem na sexta-feira, 11 de dezembro. Se necessário, a NASA tem uma oportunidade de reserva no sábado, 19 de novembro, e coordenará com a Força Espacial dos EUA para oportunidades adicionais.

Resumo do lançamento

“Sinto-me bem com esta tentativa no dia 16”, disse Mike Sarafin, gerente da missão Artemis na sede da NASA em Washington, durante uma coletiva de imprensa na noite de domingo, 13 de novembro. “A equipe está avançando como uma unidade”, acrescentou. “Nós só temos algum trabalho a fazer.” Um foco desse trabalho será uma fina faixa de selagem tipo RTV (silicone rubber RTV 566 A/B) que circunda o adaptado do módulo de tripulação com a carenagem de cabeçan. O RTV ajuda a suavizar um pequeno recuo na cápsula que poderia causar alguma circulação indesejada de ar de camada-limite e consequente aquecimento durante o voo, disse Sarafin.

O furacão Nicole rasgou um pouco desse selo na quinta-feira (10 de novembro) quando atingiu a Costa Espacial da Flórida, disse a equipe da missão. (A pilha Artemis 1 suportou o Nicole , que enfraqueceu para uma tempestade tropical logo após chover em solo na ‘Pad 39B’ do KSC.)

É possível que alguns dos RTVs destruídos pela tempestade possam se libertar durante a decolagem, criando um risco de detritos para o SLS, disse Sarafin. A equipe ainda está examinando a natureza e a gravidade desse risco. “Precisamos gastar um pouco mais de tempo para revisar nossa lógica de voo para esta tentativa de lançamento, especificamente no que se refere à liberação de qualquer RTV restante e transporte de detritos”, disse Sarafin.

A equipe da Artemis 1 não está muito preocupada com o aumento do “aeroaquecimento” devido à perda de alguns RTV, acrescentou. “Temos proteções no que diz respeito aos materiais subjacentes a esse RTV”, disse ele. “Esta é apenas uma camada adicional para criar uma espécie de fluxo de ar contínuo.” O problema do RTV não pode ser corrigido na plataforma de lançamento, porque o Orion fica bem no topo do SLS. Se a equipe determinar que a calafetagem precisa ser substituída, uma reversão para o Edifício de Montagem de Veículos do KSC provavelmente seria necessária.

Além das análises do RTV, a equipe planeja substituir um conector elétrico próximo à base do foguete, conector este que esteve associado a algumas leituras instáveis. Isso pode ser feito na plataforma. E é um problema menor, disse Sarafin, pois o foguete tem redundância considerável em seus sistemas elétricos. “Temos alguns critérios de compromisso de lançamento muito bem escritos que são muito bem pensados”, disse. Esses critérios, ele acrescentou, “dariam suporte para voar, apesar do que esse conector possa trazer. Dito isso, esperamos voltar a uma capacidade totalmente funcional”.

Foguete SLS na plataforma 39B

A equipe da NASA anunciou que uma revisão de prontidão foi realizada e eles se reuniram para discutir os preparativos para a próxima tentativa de lançamento. “Revisamos a configuração do nosso veículo desde o topo da espaçonave até a base do foguete, incluindo o sistema de terminação de voo, as baterias que redefinimos, as cargas úteis que redefinimos”, disse Jim Free, administrador associado para o desenvolvimento de sistemas de exploração. Quanto ao clima, a especialista Melody Lovon disse na quarta-feira que há 90% de chance de clima favorável para o lançamento. “As temperaturas devem estar perto de 70 graus F (21° C) com ventos de sul-sudoeste bastante estáveis ​​de 10 a 15 nós (18,5 a 27,7 km/h) até 200 pés (60 metros)”, disse ela.

O SLS Block I número 1 é composto pelo estágio central CS-1, os ‘boosters’ RSRMV-1L e RSRMV-1R e o estágio superior ICPS n°1. Já a nave espacial Orion será composta pela cápsula Crew Module CM n° 002 e o Módulo de Serviço Europeu ESM-001Bremen’.

A missão inaugural do sistema SLS/Orion prevê que espaçonave orbitará a Terra e, em seguida, será propelida pelo segundo estágio do foguete para entrar em uma órbita retrógrada elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km para depois retornar ao nosso planeta após cerca de 42 dias de voo.

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TianZhou-4 deve reentrar amanhã

Nave de carga será destruída na atmosfera

Nave TianZhou

A espaçonave de carga Tianzhou-4, lançada em 9 de maio passsado, deve reentrar na atmosfera amanhã, dia 15 de novembro de 2022, encerrando sua bem-sucedida missão de reabastecimento para a estação espacial chinesa. A Tianzhou-4 transportou propelentes e suprimentos para os astronautas da expedição da nave Shenzhou-14, os taikonautas Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe. A espaçonave foi desacoplada da estação para dar lugar à TianZhou-5, lançada na semana passada e encaixada com sucesso. A última tarefa da nave foi ejetar um pequeno satélite tamanho cubesat para voo autonomo.

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China lança satélite de testes no segundo Longa Marcha 6A

Foguete colocou o Yunhai-3 em órbita para pesquisas ambientais

Longa Marcha 6A Y2 na plataforma

O foguete transportador Longa Marcha-6A n° Y2 fez seu segundo voo no sábado, 12 de novembro de 2022, do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, no norte da Província de Shanxi. O Yunhai-3 (Yúnhǎi Sān Hào Wèixīng, 云海三号卫星) foi projetado para realizar pesquisas sobre a atmosfera, os oceanos e sobre o espaço imediatamente próximo à Terra, Também servirá para preparação e prevenção de desastres. O satélite foi colocado em uma órbita de 839,8 km x 856,4 km com inclinação de 98,82° e período de 101,89 min. A carga útil principal foi desenvolvida pelo Laboratório de Pesquisa do Ambiente Espacial do Centro Nacional de Ciências Espaciais da Academia Chinesa de Ciências.

Este voo foi o 448º para os veículos lançadores da série Longa Marcha.

Fases do voo (segundos – evento)

  • 0,0 decolagem
  • 114,5 = esgotamento dos boosters
  • 117,5 = separação dos boosters
  • 179,0 = ejeção da carenagem de cabeça
  • 238,5 = descarte do primeiro estágio
  • 240,0 = ignição do º estágio
  • 786,0 = descarte do 2º estágio
  • 886,0 = Liberação do satélite
Foto atribuída ao Yunhai-3

O CZ-6 é o primeiro veículo de lançamento de propelente sólido chinês com boosters a ser usado para lançar satélites em órbita síncrona com o sol. Relatórios oficiais de lançamento se referem ao foguete como um “CZ-6 modificado” (长征六号改), embora os caracteres latinos “CZ-6A” estejam pintados na seção interestágio superior. O processo de seu transporte e montagem na plataforma é rápido, limpo e barato. Adota uma carenagem leve com ponta de ogiva. Além disso, o menor índice de carga útil evita o desperdício de custos da capacidade do foguete. É adequado para o lançamento de vários mini-satélites, focado na competitividade comercial. Sua confiabilidade não é inferior a 0,98, ocupando o primeiro lugar entre os veículos lançadores ativos da China.

Usando uma nova plataforma no Centro de Lançamento de Taiyuan, o foguete pode ser preparado para lançamento rápido em 14 dias, atendendo aos requisitos de missões de alta densidade de satélites de órbita média e baixa.

Para garantir que a missão de lançamento seja bem-sucedida, um sistema de diagnóstico “inteligente” é configurado no primeiro estágio do foguete. Depois que o comando “ignição” é emitido, o motor é acionado primeiro e o sistema de diagnóstico de integridade entrará no modo de trabalho. Se ocorre uma avaria ou anormalidade, o sistema imediatamente implementa um desligamento automático de emergência, e os motores sólidos não são acionados.

Além disso, o foguete adota o diagnóstico de falhas on-line dos servossistemas e a tecnologia de reconstrução adaptativa pela primeira vez na China. Durante o vôo , quando um servomecanismo falha, o “cérebro” inteligente fará o autodiagnóstico e recalculará a trajetória dando instruções de controle para efetuar a correção ou abortar a missão.

O foguete básico com um peso de lançamento de 103 toneladas e uma altura de 29,3 m tem uma carga útil projetada de 1.000 kg em órbita síncrona com uma altura de 700 km. Um esquema de divisão em tandem com estágios de diferentes diâmetros. O primeiro estágio tem um diâmetro de 3,35 m e equipado com um motor de foguete YF-100 a oxigênio-querosene com empuxo de 120 tf. O segundo e terceiro estágios tem diâmetro de 2,25 metros; no segundo tem um motor YF-115 com empuxo de 18 tf e no terceiro, que desempenhava o papel estágio superior, tem motorização com empuxo de 650 kgf usando propelentes hipergólicos (Dimetilhidrazina assimétrica / tetróxido de nitragênio). A carenagem de cabeça do modelo CZ-6A é maior que a do original, com diâmetro de 4,2 m e comprimento de 8,1 m.

A intenção de aumentar a capacidade de carga do CZ-6 adicionando dois ou quatro ‘boosters’ de combustível sólido foi discutida em 2013 e, em novembro de 2018, foi aprovada com uma maquete do novo CZ-6A sendo apresentada no Zhuhai Air Show.

Assim como no CZ-7, dois motores YF-100 foram instalados no primeiro estágio em vez de um. Também como no CZ-7, foram acoplados quatro propulsores mas com propelentes sólidos, com o mesmo empuxo de 120 tf; cada booster é composto por dois segmentos de dois metros de diâmetro cada. O segundo estágio foi aumentado em diâmetro para 3,35 m, e equipado com um YF-115 em vez de quatro no CZ-7. O resultado foi um foguete com uma altura de cerca de 50 m com um impulso de lançamento de 737 tf (7230 kN) e um peso de 530 toneladas, capaz de satelizar 4000 kg de carga útil em órbita síncrona com uma altitude de 700 km.

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Espaçoplano militar dos EUA volta à Terra depois de dois anos no espaço

X-37B pousou no Cabo Canaveral

Espaçonave fotografada após a aterrissagem

O X-37B Orbital Test Vehicle-6 (OTV-6), o avião espacial não tripulado e reutilizável da Força Espacial dos EUA, saiu de órbita com sucesso e pousou no Kennedy Space Center Shuttle Landing Facility da NASA em 12 de novembro de 2022, às 05h22 locais. A espaçonave, lançada em 17 de maio de 2022 por um foguete Atlas V 501 sob o nome-código USSF-7, conduziu experimentos em órbita por um tempo recorde de 908 dias. O OTV-6 foi o primeiro voo a introduzir um módulo de serviço em forma de anel preso à traseira do veículo, ampliando o número de experimentos hospedados durante a missão. “Esta missão destaca o foco da Força Espacial na colaboração na exploração espacial e na expansão do acesso de baixo custo ao espaço para nossos parceiros, dentro e fora do Departamento da Força Aérea (DAF)”, disse o Gen. Chance Saltzman, Chefe de Operações Espaciais. .

O módulo de serviço se separou com sucesso do OTV antes da reentrada. Nas próximas semanas, o módulo será descartado “de acordo com as melhores práticas”. O secretário da Força Aérea, Frank Kendall, disse: “A maneira deliberada pela qual conduzimos operações em órbita – incluindo o descarte do módulo de serviço – fala do compromisso dos Estados Unidos com práticas espaciais seguras e responsáveis, particularmente porque a questão do crescimento de detritos orbitais ameaça para impactar as operações espaciais globais.”

A missão OTV-6 hospedou o Módulo de Antena de Radiofrequência Fotovoltaica do Laboratório de Pesquisa Naval. Este experimento aproveitou com sucesso os raios solares fora da atmosfera e teve como objetivo transmitir energia para o solo na forma de micro-ondas . Além disso, o FalconSat-8 da Academia da Força Aérea dos EUA, desenvolvido em parceria com o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea, foi ejetado com sucesso em outubro de 2021. O FalconSat-8 permanece em órbita, proporcionando aos cadetes da Academia experiência prática como operadores espaciais antes de entrar em serviço ativo .

Vários experimentos da NASA foram ejetados pelo OTV-6. A Exposição de Materiais e Inovação Tecnológica no Espaço (METIS-2) incluiu revestimentos de controle térmico, materiais eletrônicos impressos e materiais projetados para proteção contra radiação. O METIS-1 – que voou no OTV-5 – consistia em placas de amostra semelhantes . Os cientistas da NASA aproveitarão os dados coletados após os materiais terem passado mais de 900 dias em órbita e compararão os efeitos observados com as simulações terrestres, validando e melhorando a precisão dos modelos do ambiente espacial.

Outro experimento da NASA visava investigar o efeito da exposição espacial de longa duração em sementes. Os cientistas estavam interessados ​​na resistência e suscetibilidade das sementes a estresses exclusivos do ambiente espacial, principalmente a radiação. O experimento de sementes servirá para a produção de culturas espaciais para futuras missões e o estabelecimento de bases permanentemente habitadas no espaço.

“O X-37B continua a ultrapassar os limites da experimentação, possibilitado por uma equipe de elite do governo e da indústria nos bastidores”, disse o tenente-coronel Joseph Fritschen, diretor do programa X-37B do DAF Rapid Capabilities Office. “A capacidade de conduzir experimentos em órbita e trazê-los para casa com segurança para uma análise aprofundada no solo provou ser valiosa para o Departamento da Força Aérea e para a comunidade científica. A adição do módulo de serviço no OTV-6 nos permitiu hospedar mais experimentos do que nunca.”

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SpaceX lança mais dois ‘Galaxy’ para a Intelsat

G-31 e G-32 farão cobertura para a América do Norte

O foguete descartável B1051.14 decolou da plataforma SLC-40 de Cabo Canaveral com perfeição

A SpaceX lançou na tarde de sábado, 12 de novembro de 2022, os satélites Intelsat G-31 e G-32 para uma órbita de transferência geossíncrona do Space Launch Complex 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. O lançador Falcon9 v1.2 FT Block 5 nº número B1051.14 decolou às 11h06 ET (16h06 UTC ou 13h06, horário de Brasília).

O foguete

Foguete B1051.14 teve suas aletas de grade e o trem de aterragem removidos para economizar peso e aumentar a peformance

O ‘core’ do primeiro estágio do Falcon 9 que foi usado hoje lançou anteriormente a primeira missão de demonstração da tripulação do Crew Dragon, a Missão RADARSAT Constellation, SXM-7 e dez lotes Starlink. O foguete não foi recuperado para reutilização, pois as exigências da trajetória ditaram que o primeiro estágio usasse todo o seu propelente para atingir a velocidade necessária para colocar os dois satélites ​​na órbita de transferência inicial. O cilindro do foguete não tinha as aletas de grade as quatro pernas e carenagens do trem de pouso. O estágio foi descartado num ponto 863 km distante do local de decolagem, sobre o Oceano Atlântico, e as conchas da carenagem de cabeça deveriam ser recuperadas no mar pelo navio de apoio ‘Bob’.

Satélites

A operadora Intelsat anunciou em suas redes sociais: “O lançamento bem-sucedido de hoje faz parte do nosso plano de atualização da frota Galaxy e é uma demonstração clara do compromisso da Intelsat com nossos clientes de mídia”, A Galaxy é o sistema de distribuição de conteúdo de mídia mais confiável e eficiente da América do Norte, e nossos clientes podem continuar contando com ela nos próximos anos” disse Dave Wajsgras, CEO da Intelsat.

O Galaxy 31, de 3.300 kg, se separou do estágio às 11h46 EST, e a operadora confirmou sua aquisição de sinal às 11h59 EST. Já o Galaxy 32, de peso igual ao do seu ‘irmão’, se separou às 11h41 EST, e a Intelsat confirmou sua aquisição de sinal às 11h50 EST.

O Galaxy 31 substituirá o antigo Galaxy 23 a 121 graus oeste e começará a operar no início de 2023. O satélite fornecerá serviços de distribuição para terminais de cabo nos Estados Unidos. Por sua vez, o Galaxy 32 substituirá a carga útil da banda C do Galaxy 17 a 91 graus oeste no início de 2023. Este satélite fornecerá continuidade de serviço para os clientes com distribuição de alto desempenho para espectadores na América do Norte. O lançamento de hoje continua o plano de atualização da frota da Intelsat que começou com o Galaxy 30 em 2020 e carrega o segundo conjunto de um total de sete novos satélites Intelsat lançados nos próximos seis meses.”

Os satélites são para serviços de banda C, principalmente transmissão de televisão, que as operadoras terão que conduzir com menos ondas de banda C nos Estados Unidos depois que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA leiloou 300 megahertz do espectro para uso em redes celulares 5G.

Galaxy-31 e 32

Os dois Galaxy 31 (G-31) e Galaxy 32 (G-32) foram construídos no chassi classe 1300 da Maxar, que oferece flexibilidade e potência necessárias para uma ampla gama de missões de clientes. A Maxar construiu quase sessenta espaçonaves para a Intelsat desde a década de 1970, incluindo os satélites desta missão. O chassi 1300 é uma plataforma poderosa para uma ampla gama de serviços, e tem estado em constante desenvolvimento para fornecer potência cada vez maior, capacidade de comunicação e vida útil mais longa. O Galaxy 31 e o Galaxy 32 são uma nova geração de tecnologia que fornecerá aos clientes da Intelsat Media na América do Norte recursos de distribuição de mídia de alto desempenho e penetração de ‘headends’ de cabos. Eles são importantes para a estratégia de compensação de banda C da Intelsat nos EUA. O tamanho e os recursos do chassi 1300 podem ser expandidos para gerar e processar mais energia e acomodar cargas úteis maiores e mais potentes. No total, essas mudanças podem fornecer até 40% mais capacidade do que a disponível no modelo básico, ideal para qualquer uma das exigentes cargas úteis multibanda e de feixe pontual de hoje. Os modelos expandidos apresentam energia total que varia de 12 a 18 kW ao longo da vida útil da espaçonave, e potência de transmissor a bordo – aproximando-se de 10.000 watts de RF – que pode acomodar até 90 transponders ativos. A massa de lançamento da versão maior chega a aproximadamente 6.700 kg. Esta versão foi anteriormente chamada de 1300S. Com todos os seus recursos e eletricidade, os satélites da linha 1300 cabem em uma carenagem de 5 metros. As qualidades de incluem estrutura leve e de alta resistência escalável, atitude de baixo consumo de combustível e subsistemas de manutenção de estações; painéis solares e baterias confiáveis ​​e de alta eficiência e subsistemas avançados de comando e controle.

Concepção artística dos Galaxy-31 e 32 em órbita

Ambos os satélites lançados hoje usarão seus motores para atingir os slots de operação – o G-31 em 121 graus W e o G-32 em 91 graus W. Os veículos tem uma vida útil prevista de 15 anos, e proverão serviços de banda C, principalmente transmissão de televisão, que as operadoras terão que realizar com menos ondas nessa banda nos Estados Unidos depois que a Comissão Federal de Comunicações leiloar 300 megahertz do espectro para uso em redes celulares 5G.

Perfil de lançamento

Lançamento, aterrissagem e liberação das cargas úteis

hh:min:ss: Evento

  • 00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento de propelente
  • 00:35:00 RP-1 (querosene RP-1 para foguete) sendo abastecido
  • 00:35:00 Abastecimento do tanque de primeiro estágio com LOX (oxigênio líquido) em andamento
  • 00:16:00 Abastecimento LOX do segundo estágio em andamento
  • 00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento do motor antes do lançamento
  • 00:01:00 Computador de voo emite comando para iniciar as verificações finais de pré-lançamento
  • 00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo começa
  • 00:00:45 Diretor de Lançamento da SpaceX verifica o lançamento
  • 00:00:03 O controlador do motor comanda a sequência de ignição do motor para iniciar
  • 00:00:00 Decolagem do Falcon 9

Lançamento e liberação da carga útil
Todos os tempos são aproximados

hh:min:ss: Evento

  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:43 Corte dos motores principais do 1° estágio (MECO)
  • 00:02:46 1° e 2° estágios separados
  • 00:02:53 Ignição do motor do 2º estágio (SES-1)
  • 00:03:32 Liberação de carenagem
  • 00:08:05 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:26:50 Re-ignição do motor do 2º estágio (SES-2)
  • 00:28:00 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
  • 00:33:31 O Galaxy 32 é liberado
  • 00:38:41 O Galaxy 31 é liberado
Resumo da campanha de lançamento

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China lança TianZhou-5 para abastecer sua estação em órbita

Cargueiro espacial acoplou-se em tempo recorde ao Complexo Tiangong

Foguete CZ-7 Y6 decola do Centro Espacial Wenchang, na Província de Hainan

A China lançou na noite de 11 para 12 de novembro de 2022 espaçonave de carga Tianzhou-5 (Tiān Zhōu Wǔ Hào, 天舟五号) a partir do Centro Espacial Wenchang, na Província de Hainan. O lançamento do foguete Longa Marcha-7 número de série Y6 (Chángzhēng Qī Hào Yáo Liù, 长征七号遥六) com a espaçonave-drone foi feito às 02:03:12.374 UTC (23:03:12.374 horário de Brasília). A Tianzhou-5 é a quarta nave de carga para a Estação Espacial da China TianGong (Zhōngguó Kōngjiānzhàn, 中国空间站) que está em órbita ocupada por três taikonautas, e deveria acoplar de forma autônoma no módulo-base Tianhe (Tiān Hé Héxīn Cāng, 天和核心舱), o primeiro e principal componente da estação. A Tianzhou-5 se separou do foguete e atingiu a órbita alvo de cerca de 300 x 350 km, inclinada em 42 graus, cerca de 10 minutos após o lançamento. Seus painéis solares de estenderam e começaram a funcionar. O escritório de voos espaciais tripulados chinês CMSA declarou o lançamento um sucesso. O espaçoporto de Wenchang é conhecido como “Berço de Exploração Planetária da China” e “Novo Berço Chinês para Exploração Lunar”. No futuro, expandirá a capacidade de lançamento de foguetes pesados ​​e se tornará o “Berço da Exploração Lunar Tripulada”.

A acoplagem da Tianzhou-5 aconteceu às 04:10 UTC, após 127 minutos da decolagem, dentro de um esquema de encontro rápido – feito em tempo ainda menor do que o conseguido pelos russos com suas naves cargueiras Progress MS enviadas para a estação espacial internacional.

Fases de voo até a entrada em órbita

Agora que a Tianzhou 5 for anexada à traseira do módulo-base, a espaçonave tripulada Shenzhou-15 poderá ser lançada com três tripulantes, para que estes acoplem na estação espacial e assumam o controle quando do retorno da tripulação da Shenzhou-14, os taikonautas Chen Dong, Liu Yang e Cai Xuzhe, que chegaram à estação em junho. O complexo espacial de 80 toneladas é composto agora pelo bloco-base, os módulos de experimentos Wentian e Mengtian, a nave de transporte Shenzhou-14 e a TianZhou-5.

A nave TianZhou tem cerca de 14 toneladas de massa em órbita

A espaçonave tem uma capacidade de carga útil seca de aproximadamente 6.800 kg. Os ítens empacotados a bordo são divididos em cinco tipos principais :
Suprimentos para a expedição da nave Shenzhou-15; material para manutenção da estação espacial; equipamentos e cartuchos/conteineres para pesquisa científica; um refrigerador para armazenar resultados de pesquisas biomédicas e sementes para cultivo a bordo.

Campanha de lançamento

Foguete-transportador Longa Marcha-7

Foguete Longa Marcha (ChengZeng) CZ-7

O Longa Marcha 7 tem 53,1 metros de altura com um diâmetro de estágio central de 3,35 metros, um peso de decolagem de cerca de 597 toneladas, empuxo de decolagem de 720 toneladas e uma capacidade de carga em órbita terrestre baixa de 13,5 toneladas. O foguete usa querosene e oxigênio líquido com baixo potencial de poluição ambiental como propelentes. Dois motores de ciclo de combustão suplementar de alta pressão YF-100 são usados ​​no primeiro estágio, e quatro boosters são acoplados em torno, cada um usando um motor YF-100. O segundo estágio é equipado com quatro motores de ciclo de combustão suplementar de alta pressão YF-115, dois dos quais são fixos e dois basculam em duas direções para controle de atitude. A extremidade adota uma grande carenagem composta de fibra de carbono com nariz ogival com uma altura de 13 metros e um diâmetro de 4,2 metros .

Cronograma de missões relacionadas à estação espacial chinesa

Estas foram as etapas finais – restando uma ainda a ser executada – da montagem em órbita da estação Tiangong neste ano:

  1. Nave espacial de carga Tianzhou-4 no foguete transportador CZ-7 Longa Marcha-7 Yao-5 (número 5), a partir do centro de lançamento de Wenchang;
  2. Nave espacial tripulada Shenzhou 14 lançada pelo foguete CZ-2F/G número de série 14 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan;
  3. Módulo experimental I Wentian transportado pelo foguete Longa Marcha 5B nº3 de lançamento de Wenchang
  4. Módulo experimental II Mengtian no Longa Marcha 5B Yao nº4 de Wenchang
  5. Nave espacial de carga Tianzhou 5/foguete transportador Longa Marcha 7 Yao 6, de Wenchang
  6. Shenzhou 15 pelo Longa Marcha número 15, decolando a partir de Jiuquan
Blocos do foguete CZ-2 F/G do tipo que será usado para lançar a espaçonave tripulada Shenzhou-15

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SpaceX fará lançamento para a Intelsat no sábado

Galaxy 31 e 32 farão cobertura nos EUA

Resumo da campanha de lançamento

A SpaceX está planejando para a tarde de sábado, 12 de novembro de 2022, o lançamento dos satélites Intelsat G-31 e G-32 para uma órbita de transferência geossíncrona do Space Launch Complex 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. O lançador será o foguete Falcon9 v1.2 FT Block 5 nº número B1051.14. A janela de lançamento de 120 minutos é aberta às 11h06 ET (16h06 UTC ou 13h06, horário de Brasília). Uma oportunidade de reserva está disponível no domingo, 13 de novembro, com a mesma janela.

Foguete B1051.14 na plataforma de Cabo Canaveral

O foguete

O ‘core’ do primeiro estágio do Falcon 9 que está sendo usado para esta missão lançou anteriormente a primeira missão de demonstração da tripulação do Crew Dragon, a Missão RADARSAT Constellation, SXM-7 e dez lotes Starlink. O foguete não será recuperado para reutilização, pois as exigências da trajetória ditaram que o primeiro estágio deve usar todo o seu propelente para atingir a velocidade necessária para colocar os dois satélites pesados ​​na órbita de transferência inicial. O cilindro do foguete não terá aletas de grade aerodinâmica e todo o trem de pouso para pouso suave. O estágio será descartado num ponto 863 km distante do local de decolagem, sobre o Oceano Atlântico, e as conchas da carenagem de cabeça serão recuperadas no mar pelo navio de apoio ‘Bob’.

Foguete B1051.14 teve suas aletas de grade e o trem de aterragem removidos para economizar peso e aumentar a peformance