Artemis I decola amanhã

Canais Brazilianspace e Homem do Espaço transmitem o voo inaugural do superfoguete SLS

Transmissão começa por volta das 13:30 hora de Brasília

As equipes da NASA estão prontas para a segunda tentativa de lançamento do do foguete lunar SLS com uma espaçonave Orion da missão Artemis I a ser feita amanhã – sábado, 3 de setembro de 2022 – às 15:17 de Brasília, a partir da plataforma 39B do Cabo Canaveral na Flórida. A nave espacial Orion 001 e o foguete SLS número 1 estão prontos para contagem regressiva. O Canal do Homem do Espaço vai transmitir em conjunto com o Canal e Blog Brazilianspace. O ‘Homem do Espaço’, o prof. Rui Botelho, o jornalista Duda Falcão e o Dr. Oswaldo Barbosa Loureda (Professor da UFMA e Fundador da Startup espacial Acrux) vão comentar o lançamento e a missão.

O SLS Block I número 1 será composto pelo estágio central ‘core stage’ CS-1, os ‘boosters’ auxiliares RSRMV-1L e RSRMV-1R e o estágio superior ICPS n°1. Já a nave espacial Orion será composta pela cápsula Crew Module CM n° 002 e o Módulo de Serviço Europeu ESM-001Bremen’.

A Orion será composta pela cápsula Crew Module n° 002 e o Módulo de Serviço ESM-001 ‘Bremen’.

Hoje a agência espacial americana confirmou que os mastros de serviço umbilicais de cauda, as válvulas da seção intertanque, os sistemas de sangria de propelente dos motores e pontos de rachaduras na espuma isolante do estágio central, todos estão de acordo com o esperado e dentro dos limites de segurança.

Numa entrevista realizada ontem, 1 de setembro, foi explicado que cada motor RS-25 tem cinco transdutores principais de medição para verificar o fluxo de sangria de hidrogênio, e que o sensor defeituoso na tentativa de lançamento de 29 de agosto não fazia parte desses cinco – era um sensor no segmento da plataforma. O estágio central ‘core stage’ “CS” tem um número não especificado de transdutores que fazem a checagem da sangria de propelente de modo independente. Isso normalmente é feito medindo-se a pressão interna dos tanques e sua temperatura. A razão de ter um sensor na plataforma para verificar a sangria foi porque o sistema era parte do circuito usado nos ensaios abastecidos (os ‘wet dress rehearsals’), e que foi mantido na contagem regressiva real, para fins de teste. Na verdade, o lançamento do dia 29 poderia ter seguido, já que os niveis de pressão eram de fato corretos. “Não precisamos deste sensor para o sistema. Usamos apenas para confirmação de resfriamento para análise de engenharia” comentou um engenheiro.
Jeremy Parsons, vice-diretor de sistemas terrestres, relatou que existem cerca de 45 pequenos intervalos de suspensao de lançamento (‘built-in-holds’) durante a janela de lançamento para evitar colisões com satélites e detritos; a maioria deles leva apenas alguns segundos, e alguns cerca de um minuto. Parsons também informou que os tanques do estágio central ainda podem ser abastecidos e esvaziados mais de dez vezes.

O SLS Block I número 1 será composto pelo estágio central CS-1, os ‘boosters’ RSRMV-1L e RSRMV-1R e o estágio superior ICPS n°1

Ela acrescenta que pode haver chuvas na hora da decolagem, mas isso será difícil de prever. Qualquer atraso no abastecimento dos tanques não será necessariamente um atraso na decolagem, e que “para a decolagem de amanhã, a equipe vai checar 489 critérios principais de confirmação de lançamento”; Para tanto, foram adicionadas na plataforma mais algumas câmeras de TV padrão e outras, de alta resolução, para fazer inspeções remotamente. Para eventuais problemas, há uma equipe de ‘pad rats’ (ou pessoal de plataforma) que podem ser enviados para a mesa de lançamento (a chamada “equipe vermelha“) para uma inspeção visual, mas a preferencia é pelas câmeras.

No sábado, os tanques dos primeiro e segundo estágios devem ser abastecidos no modo ‘nominal’ às 12h07 (13:07 de Brasília) com uma parada final de trinta minutos a T-menos 10 min a partir das 13h37 (14:37 de Brasília); e se a diretoria de lançamento der permissão, a contagem deve ser retomada às 14h07 (15:07 de Brasília) para um lançamento às 14h17 (15:17 de Brasília).

Foguete SLS na plataforma – foto Bill Ingalls/NASA

A missão inaugural do foguete e da nave prevê que espaçonave orbitará a Terra e, em seguida, será propelida pelo segundo estágio do foguete para entrar em uma órbita retrógrada elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km para depois retornar ao nosso planeta após cerca de 42 dias de voo.

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