Artemis I: NASA marca lançamento para sábado

Segunda tentativa de testar o superfoguete SLS será no dia 3 de setembro

Foguete-lançador na plataforma 39B em Cabo Canaveral

A NASA remarcou a próxima tentativa de lançamento do foguete lunar SLS da missão Artemis I para sábado, 3 de setembro de 2022 às 14:17 EDT (15:17 de Brasília), depois de concluir que um sensor de temperatura defeituoso pode estar na raiz do problema que adiou a primeira tentativa no dia 29. Os gerentes de missão se reuniram na terça-feira, 29, para discutir dados e desenvolver um plano para resolver problemas que surgiram durante a primeira tentativa. Durante essa tentativa, as equipes não conseguiram resfriar os quatro motores RS-25 para aproximadamente -250°C, com o motor número 3 apresentando temperaturas mais altas do que os outros. As equipes também detectaram um vazamento de hidrogênio em um sistema de desconexão rápida do umbilical do mastro de serviço da baia de motores, ​​chamado de duto de purga, e gerenciaram o vazamento ajustando manualmente as taxas de fluxo de propelente.

Clique aqui para o Compêndio do Homem do Espaço sobre a missão Artemis I

A equipe de gerenciamento da missão planeja se reunir amanhã, quinta-feira 1º de setembro, para revisar os dados e a prontidão geral. Os meteorologistas da Força Espacial dos EUA, na estação de Lançamento Espacial Delta 45, preveem condições climáticas favoráveis ​​para sábado. Embora sejam esperadas pancadas de chuva, prevê-se que sejam esporádicas durante a janela de lançamento e que a probabilidade de se violar as restrições climáticas é “algo em torno de 60%”. No entanto, como a janela de lançamento tem duas horas de duração, deve ser possível encontrar momentos em que as condições sejam aceitáveis, pois as chuvas da tarde, típicas desta época do ano na Flórida, passam. Ainda há uma boa oportunidade, em termos de clima, para lançar no sábado.

A missão inaugural do foguete SLS e da nave Orion prevê que espaçonave orbitará a Terra e, em seguida, será propelida pelo segundo estágio do foguete para entrar em uma órbita retrógrada elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km para depois retornar ao nosso planeta.

Cronograma da missão

  • Dia de voo 1: lançamento e colocação da nave espacial Orion em órbita terrestre
  • Dia de voo 2 a 5: trânsito de preparação para saída da órbita terrestre
  • Dias de voo 6 a 9: trânsito para a órbita lunar
  • Dia de voo 10 a 23: espaçonave em órbita lunar
  • Dia de voo 24 a 34: saida da órbita lunar
  • Dias de voo 35 a 42: trânsito de retorno
  • Dia de voo 43: amerrissagem da cápsula (módulo da tripulação) no Oceano Pacífico
Plano de voo para a Artemis I
O “megarocket” tem 98 metros de comprimento e 2.608.156 kg. O SLS produzirá 4.309.127,5 kgf de empuxo na decolagem e é capaz de transportar uma carga útil de 86 toneladas até a órbita terrestre baixa ou 27 toneladas para a Lua.

Na realidade, era grande a probabilidade de que o SLS não decolasse nem em 29 de agosto, nem em 2 de setembro (originalmente a data principal), nem no sábado e nem no dia 5 – uma das datas reserva. E se a razão técnica declarada para o adiamento não puder ser eliminada na próxima semana, ou outros obstáculos forem encontrados, o que é provável, o combustível e o oxidante terão que ser drenados e toda a estrutura do veículo lançador terá que ser configurada novamente, e isso vai requerer mais seis meses de trabalho.

Uma razão para o atraso adicional é dar aos engenheiros tempo para trabalhar em um vazamento de hidrogênio no estágio central. “Queremos fazer algumas inspeções e retorques”, disse Charlie Blackwell-Thompson, diretor de lançamento da Artemis. No entanto, esse vazamento foi resolvido durante a tentativa do dia 29 e não foi o motivo pelo qual o lançamento foi cancelado. Em vez disso, os controladores tiveram problemas com o “kickstart bleed”, onde o hidrogênio líquido flui pelos quatro motores no estágio principal para resfriá-los antes do lançamento. John Honeycutt, gerente do programa SLS da NASA, disse que o sangramento de hidrogênio destina-se a resfriar os motores a cerca de -250 graus Celsius. Três dos motores, n°s 1, 2 e 4, caíram para cerca de -245 graus Celsius, mas o motor 3 estava apenas a cerca de -230 Celsius, de acordo com os sensores de temperatura. Ele disse que uma possibilidade para a diferença é um problema com o sensor em vez do fluxo de hidrogênio líquido. “Estamos um pouco preocupados com um desses sensores”, disse ele, porque eles estavam detectando “bom hidrogênio líquido frio” sendo sangrado do motor. “Entendemos a física sobre o desempenho do hidrogênio”, disse ele mais tarde no briefing. “A maneira como o sensor está se comportando não se alinha com a física da situação.”

Foguete SLS – componentes principais da missão inaugural
Foguete SLS – Configuração do foguete para a missão inaugural

Por enquanto, a única mudança planejada para a tentativa de lançamento de 3 de setembro é começar a fluir hidrogênio para os motores cerca de 30 a 45 minutos antes, disse Blackwell-Thompson, enquanto o tanque de hidrogênio do estágio central estiver na fase de “enchimento rápido” de carregamento.. Foi o que aconteceu durante os testes ‘Green Run’ do estágio principal no Stennis Space Center no início de 2021, onde não houve problemas de temperatura relatados. “A única coisa que sei mudar para replicar o sucesso que tivemos em Stennis é mover o teste mais cedo na linha do tempo”, disse Honeycutt. Além disso, as equipes estão configurando sistemas na plataforma de lançamento ‘Launch Pad 39B’ para permitir que os engenheiros acessem o sistema de purga. Uma vez estabelecido o acesso, os técnicos realizarão avaliações e pontos de conexão de torque, quando necessário.

Se o mesmo problema de temperatura reaparecer, pode ser possível prosseguir com a contagem regressiva se os engenheiros definirem que o sensor está com defeito e que o motor nº 3 está devidamente resfriado. “Teremos um plano para ir/não ir (GO/ No GO), em vez de ficarmos sentados coçando a cabeça”, disse ele. “Temos que continuar analisando os dados. Temos que reunir a lógica do voo, antecipando que não obteremos resultados melhores no sensor de temperatura de sangria do motor nº 3.” Um sensor que está travado em dezenas de graus, em vez de estar completamente offline, não é inesperado. “Ao longo da minha carreira, vi muitos sensores se mostrarem erráticos”, disse ele, “e ficarem fora de calibração”. Substituir o sensor enquanto o foguete estiver na plataforma de lançamento “provavelmente não é o ideal”, disse Blackwell-Thompson, e não pode ser feito antes que o atual período de lançamento termine em 6 de setembro.

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SpaceX lançou o lote G3-04 de Starlinks

Foguete B1063.7 decolou de Vandenberg com 46 satélites

Foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5 número 1063.7 decola de Vandenberg

A SpaceX lançou em 31 de agosto de 2022, quarta-feira, o foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5 s/n 1063.7 com o lote G3-04 de quarenta e seis satélites Starlink em uma órbita inicial de 230 x 330 km, inclinada em 53,22º. O foguete decolou do complexo SLC-4E de Vandenberg SFB, Califórnia, às 05:40 UTC (02:40 hora de Brasília), e a liberação dos satélites em órbita ocorreu às às 06:43:10.840 UTC – 03:43:10.840 Brasília. O foguete teve uma massa de decolagem de 566.022 kg; a pilha de satélites teve massa aproximada de 14.122 kg e cada satélite modelo v1.5 pesa 307 kg; a órbita final da “concha” (shell) nº 4-27 deste lote de repetidores de internet será uma circular, a 540 km de altitude.

Resumo do lançamento

Na semana passada, o fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, anunciou planos para transmitir conectividade diretamente para smartphones usando os seus satélites. Esse projeto, um esforço conjunto entre a SpaceX e a T-Mobile chamado Coverage Above and Beyond, empregará satélites Starlink Versão 2, uma versão mais robusta e mais capaz que deve começar a ser lançada no próximo ano.

Um satélite Starlink. Neste lançamento foram colocados em órbita os exemplares n° 1.425 a 1.470

Cerca de 8,5 minutos após a decolagem, o primeiro estágio do Falcon 9 reentrou na atmosfera e desceu para um pouso preciso na balsa-drone tipo Marmac Of Course I Still Love You, que estava estacionada no Oceano Pacífico. Se a missão anterior G4-7 demonstrou um aumento no desempenho do segundo estágio, esta teve performance também melhorada no ‘core’ de primeiro estágio. O foguete 1063.7 mostrou aumento de empuxo até corte dos motores na subida (main engine cut-off ou MECO), em 2292m/s, cerca de 30 m/s mais rápido que no voo anterior.

Coletânea de imagens da missão

CONTAGEM REGRESSIVA
Todos os tempos são aproximados
hh: min: ss

00:38:00 Diretor de lançamento verifica o abastecimento de propelente
00:35:00 RP-1 (querosene) sendo abastecido nos tanques
00:35:00 LOX sendo abastecido nos tanques do 1º estágio
00:16:00 Carregamento de LOX do segundo estágio
00:07:00 Foguete inicia o resfriamento dos motores (chilldown)
00:01:00 Computador de voo certifica comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização dos tanques de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

Perfil de lançamento

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados
hh: min: ss

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:28 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
  • 00:02:32 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
  • 00:02:38 Ignição dos motores do 2º estágio
  • 00:02:45 Liberação da carenagem
  • 00:06:11 Início da ignição de entrada do 1º estágio
  • 00:06:31 Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:01 Início da ignição de pouso do 1º estágio
  • 00:08:23 Pouso do 1º estágio
  • 00:08:44 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:53:53 Ignição do motor do 2º estágio (SES-2)
  • 00:53:55 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
  • 01:02:56 Os satélites Starlink são liberados em bloco

A taxa de lançamento atual é de uma missão a cada 6,2 dias. Assim, a SpaceX pode realizar 59 lançamentos antes do final do ano.

Estatisticas da missão

  • 7º voo do estágio ‘core’ B1063
  • 28º lançamento de Vandenberg
  • 39º lançamento em 2022
  • 58º missão Starlink
  • 65º pouso de estágio ‘core’ bem sucedido seguido
  • 108º carenagem reutilizada
  • 110° pouso bem sucedido do estágio ‘core’ na balsa (em 120 tentativas)
  • 115º uso de boosters voados anteriormente
  • 139º pouso bem sucedido (em 150 tentativas)
  • 148º lançamento bem sucedido consecutivo da empresa
  • 173º lançamento do Falcon 9
  • 181º lançamento da SpaceX

Starlink:

  • 3.208 satélites lançados
  • 2.941 em órbita
  • 2.383 em operação

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Artemis I: diretoria da NASA explica o adiamento da missão

Bill Nelson: “não lançaremos até que tudo esteja certo”

Representantes da agência espacial americana explicam-se perante a imprensa

Em uma entrevista coletiva ontem, 29 de agosto de 2022, altos funcionários da NASA explicaram o motivo do adiamento do lançamento do foguete-portador lunar SLS na missão Artemis I, ocorrido na manhã. Mike Sarafin, gerente da missão Artemis, disse a repórteres após o adiamento da decolagem, que a NASA esperava tentar novamente na sexta-feira – mas tomaria essa decisão depois de passar mais tempo revisando os dados. A agência espacial americana deve dar outra atualização na noite de hoje, terça-feira, dia 30. O lançamento da missão Artemis I foi cancelado na manhã de segunda-feira, horário da Costa Leste dos EUA, devido a problemas técnicos. Um vazamento de hidrogênio foi encontrado em um dos motores do veículo lançador. Uma nova tentativa está prevista para 2 de setembro.

Clique aqui para o Compêndio do Homem do Espaço sobre a missão Artemis I

“Vamos jogar todas as nove entradas aqui”[*], disse ele. “Ainda não estamos prontos para desistir.” A NASA tem datas de lançamento de reserva na sexta, dia 2 de setembro e segunda-feira, 5. Se a agência tentar lançar na sexta-feira, a previsão do tempo inicial mostra que há apenas 40% de chance de as condições serem favoráveis. Uma questão-chave na segunda-feira foi a incapacidade dos engenheiros de resfriar um dos quatro motores RS-25 do estágio central até a temperatura correta para o lançamento, circulando hidrogênio líquido, mantido a menos 217° C, através dele. Eles tentaram uma série de correções, mas nenhuma funcionou. Falando após o lançamento na TV da agência, o administrador  , Bill Nelson, disse que não “lançamos até que [tudo] esteja certo”. “Acho que é suficiente dizer que esta é uma máquina muito complicada, um sistema muito complicado, e todas essas coisas precisam funcionar”, disse ele. Adiamentos  são “apenas parte do negócio espacial e fazem parte de um voo de teste”, acrescentou. “Eles vão chegar ao fundo disso. Eles vão consertá-lo, e então vamos voar.”

Bill Nelson

Ainda assim, o atraso foi uma decepção para a agência e um revés para um programa que sofreu todos os tipos de atrasos. Durante anos, os críticos ridicularizaram o foguete como o “Sistema de Lançamento do Senado”, argumentando que ele faz mais para criar empregos nos principais distritos do Congresso do que para abrir novas fronteiras. E o atraso é mais um problema para o foguete, que lutou para concluir alguns marcos importantes de teste antes do lançamento. a agência espacial enfrentou um problema semelhante em junho, durante um teste conhecido como “ensaio molhado” (teste abastecido), quando houve um vazamento de hidrogênio líquido em uma das linhas que ligavam os suprimentos terrestres ao foguete. Sabendo que as linhas de abastecimento podem representar um problema, funcionários da NASA disseram que o momento seria um obstáculo importante a ser superado antes da decolagem. “Isso é algo que eles queriam testar durante o teste abastecido quatro (WDR 4), mas não conseguiram”, disse Derrol Nail, um porta-voz da agência espacial, durante a transmissão ao vivo da tentativa de lançamento. “Então esta foi a primeira oportunidade para a equipe ver isso ao vivo em ação. É uma questão particularmente complicada conseguir essa temperatura.” Sarafin disse que os defeitos “não apontam para um problema no motor”, mas sim nas linhas que alimentam o propelente. O problema não surgiu durante um teste de ignição dos motores no ano passado. Mas desde então, ele disse, “nós mudamos o diâmetro” de algumas das linhas que alimentam os motores e que a agência nunca teve a chance de testar totalmente essa nova configuração.

Desde abril de 2021, engenheiros da NASA montam o foguete que será lançado como parte da missão de órbita lunar. A bordo da espaçonave Orion, como parte do voo de teste, haverá três manequins, que serão usados, entre outras coisas, para medir o nível de radiação durante o voo. Na primavera de 2019, a NASA anunciou o projeto Artemis, que consistirá em três fases. A primeira delas (Artemis I) prevê um voo não tripulado de Orion ao redor da Lua e seu retorno à Terra. A segunda etapa (Artemis II) é um voo em torno do satélite natural da Terra com uma tripulação a bordo. Na terceira etapa da missão (Artemis III), a NASA esperava pousar astronautas na Lua em 2024 e depois enviá-los para Marte aproximadamente em meados da década de 2030.

“Acho que é suficiente dizer que esta é uma máquina muito complicada, um sistema muito complicado, e todas essas coisas precisam funcionar”

Bill Nelson, administrador da NASA

Nos dias que antecederam o voo, funcionários da agência tentaram gerenciar as expectativas, dizendo repetidamente que o voo era um teste para ver como o foguete se comportava em condições do mundo real e alertaram que provavelmente encontrariam problemas ao longo do caminho.

Entrevista dos oficiais da NASA

Bill Nelson: Orgulhoso da preparação e trabalho dessas equipes para chegar até hoje. Este foguete não voará até que esteja pronto. Desnecessário dizer que sua complexidade é assustadora quando você coloca tudo em foco em uma contagem regressiva. A vice-presidente esteve aqui, ela é muito otimista quando se trata de nosso programa espacial. Ela esteve aqui mais cedo, visitou o Edifício O&C e viu o equipamento da Artemis lá. No geral, ela teve uma visita muito produtiva e espero que vocês a vejam em um lançamento futuro. Entendam que os adiamentos são apenas uma parte do programa. No voo espacial [STS-61C] em que participei, [o comandante]Hoot Gibson e eu adiamos quatro vezes na plataforma. Foi a melhor parte de um mês. Olhando para trás, após a 5ª tentativa e saindo para uma missão bem-sucedida, não teria sido uma boa situação se tentássemos lançar durante um desses adiamentos. Você deseja identificar os riscos, enfatizá-los e corrigi-los. Esse é o objetivo da Artemis I. Enfatize, experimente e conserte para que a Artemis II esteja segura quando colocarmos astronautas a bordo.

Mike Sarafin: Os problemas técnicos que as equipes superaram foram ótimos [para o aprendizado]. Encontramos o que precisamos e queremos de mais tempo para investigar. As últimas 48 horas foram muito dinâmicas. A equipe de lançamento entrou na contagem regressiva no sábado de manhã… No sábado de manhã, tivemos dois relâmpagos na plataforma. As equipes rapidamente descobriram que não havia problemas para prosseguir com a contagem. Também encerramos uma ação na lista de verificação do L-2 MMT, que verificou a cobertura de comunicações com o foguete. Na reunião [pool] de abastecimento no domingo, chegamos às 21:50 EDT para reavaliar a prontidão para abastecer o veículo com propelente gelado – estávamos GO (‘aprovado para prosseguir’). E fomos com a previsão do tempo, 20% de raios, 40% de precipitação, durante o abastececimento. Durante esse tempo, a equipe teve um problema com o software de voo. Demorou 11 minutos para verificar, e uma vez verificado, procedemos. Logo após o GO para tanque, entramos em um alerta de raio que atrasou o abastececimento em uma hora. Uma vez que começamos a abastecer, encontramos um vazamento no QD (sistema umbilical de desconexão rápida, ou ‘quick disconnect’) de 8 polegadas (de abastecimento/drenagem). Isso aconteceu no abastecimento rápido. A equipe diagnosticou, diminuiu a taxa e conseguiu abastecer com sucesso a partir daí. Encaminhando para a sangria do motor, notamos que o motor 3 não estava refrigerando adequadamente. As equipes começaram a investigar e notaram um vazamento na seção intertanque. Entre não esfriar o motor e tentar explorar o vazamento no intertanque, decidimos que era melhor fazer um adiamento hoje, coletar dados e permitir que as equipes descansem. Nós nos reuniremos amanhã às 15:00 EDT para ver quais opções temos disponíveis e atualizaremos a mídia amanhã (30 de agosto) à noite. Hoje foi um dia desafiador – tivemos 42 ‘recortes’ para evitar ‘colisões’ nos quais tivemos que trabalhar, a maioria com apenas alguns segundos, mas alguns minutos. Quando você entende a complexidade dessa missão e programa, precisa saber onde estão todos os detritos espaciais enquanto voamos pelo caminho duas vezes para chegar ao TLI [translunar injection, a fase em que a nave espacial sai da órbita terrestre e escapa para a Lua].

Jim Free

Jim Free: Estamos no LCC – centro de controle de lançamento , e encontrei algumas coisas na equipe hoje – depois do WDR [ensaio abastecido completo] número 4, houve algumas perguntas sobre se deveríamos reverter ou coisas que devemos mudar, e sentimos que pressionar por hoje era o movimento certo a ainda fazer. A equipe de hoje estava estressada e comprimida com um cronograma apertado, enchendo todos os quatro tanques em um ponto. Empurrando através de uma linha do tempo, não fomos capazes de decolar no início da janela como pensávamos, o tempo estava entrando e saindo. Sarafin falou sobre alternar para o controle manual – “quando fomos ao LOX [‘fomos carregar o oxigenio liquido no tanque’] pela primeira vez, ir para o controle manual é sempre um aprendizado para mim. O vazamento continuou crescendo, e saímos dele mudando para o controle manual”. Eu sei que continuamos a falar sobre a equipe, mas todos nós continuamos a aprender. Bob Cabana disse melhor, testamos as pessoas e a máquina durante esses tempos. Charlie estendeu a linha do tempo em cerca de uma hora, o que definitivamente nos ajudou a analisar os dados. Nós conversamos sobre o motor 3 não estar como queríamos, mas todos os quatro motores realmente não estavam exatamente tão frios quanto queríamos. Não teremos todos os dados e implicações hoje, mas queremos compartilhar tudo isso com vocês hoje enquanto ainda está fresco. Confiem em nós, não há nenhum outro grupo que queria passar por isso com sucesso do que o pessoal por trás do console.

Mike Sarafin

Pergunta – Sexta ou segunda-feira é viável já que você está lidando com um motor? Talvez você precise substituir este motor, mas você também disse que o procedimento de ‘chilldown’ (resfriamento do circuito de propelente no motor), qual é o pior caso?

Resposta – Mike Sarafin: Sexta-feira está definitivamente em jogo, mas precisamos olhar para os dados. A equipe está se preparando para uma reinicialização de 96 horas. Preservando opções, reabastecendo materiais na plataforma LC39. As indicações não apontam para um problema no motor, mas no sistema de sangria. Mudou-se o diâmetro dos dutos no teste em Stennis há muito tempo (tornou-se maior). Nunca se entrou totalmente na configuração de sangria por meio de testes anteriores de abastecimento completo. Sabíamos que era um risco conhecido e dissemos que não lançaríamos a menos que passássemos pela demonstração para condicionar termicamente os motores. Só não chegamos lá hoje.

Jim Free: Ficamos carregados por mais tempo para tentar descobrir, tentando economizar tantos ciclos no tanque quanto podemos.

Baia de motores do estágio central com os quatro motores RS-25

Pergunta – Sexta-feira está em jogo, mas dada a magnitude, é provável que o foguete seja lançado na sexta ou improvável? Você pode esclarecer se isso está próximo do problema de QD encontrado nos ensaios completos WDRs?

Resposta – Há uma chance diferente de zero de termos uma oportunidade de lançamento na sexta-feira. Precisamos de tempo para analisar os dados, vamos “jogar todas as 9 entradas”, e só precisamos de tempo para analisar os dados. Durante o WDR, vimos problemas no sistema umbilical de desconexão rápida de 4 e 8 polegadas em termos de capacidade de reter pressão suficiente para vedar adequadamente. Nunca chegou-se a sangrar o próprio motor. Os problemas de QD durante o teste abastecido foram amplamente atenuados. O sistema de 8 polegadas hoje era o problema, tinha um pouco de vazamento que conseguimos resolver diminuindo o preenchimento e o resfriamento. Recebemos uma carga completa, não conseguimos fazer isso durante os primeiros 3 WDRs. O QD de 4 polegadas funcionou bem hoje. Achamos que eles não faziam parte do problema de sangria do motor de hoje.

Pergunta – Possibilidade de rollback [trazer o foguete de volta ao edificio de montagem e testes VAB]? Qual a probabilidade, com base em dados? Se você fosse reverter, o que isso faria com a linha do tempo?

Resposta – Isso está adiantando nossas análises de dados. Precisamos que a equipe descanse e reavalie amanhã para ver o que os dados dizem. Chance diferente de zero, mas faremos o possível para ver onde os dados nos levam. Se pudermos resolver isso operacionalmente, não será necessário reversão. Se pudermos resolver isso nas próximas 48-72 horas na plataforma, sexta-feira está bom.

Pergunta – Você pode nos dar uma visão rápida de como o sistema de sangria funciona? O que foi alterado, por quê?

Resposta – Passando para John Honeycutt amanhã, sei que aumentamos o diâmetro da sangria dos motores, mas essa questão está fora da minha base de experiência.

Seção intertanque do estágio central

Pergunta – Mencionado problema de ventilação na seção intertanque, você pode oferecer mais informações sobre isso? Se você não tivesse problemas com o motor 3, isso teria sido uma violação?

Resposta – Vazamento na válvula de respiro. Queriamos aumentar a pressão no tanque, e a válvula de ventilação não estava funcionando para estabelecer a sangria correta. O motor 3 não estava tendo as temperaturas corretas, a válvula de ventilação não estava ajudando nesse problema e a equipe decidiu que era melhor adiar com base no fato de que precisávamos de mais tempo.

Pergunta – Você mencionou que não viu temperaturas em todos os 4 motores que estava antecipando, mas 3 era o foco. Você pode explicar?

Resposta – Outros tres motores tinham a tendência de chegar na temperatura certa, mas ainda não estavam lá. O motor 3 não estava nem dando sinal disso.

Pergunta – Qual é a temperatura que você precisa que o RS-25 esteja para decolagem? Quao longe estavam estas temperaturas estavam? Como você corrigiu o vazamento de hidrogênio?

Resposta – As temperaturas devem estar em torno de 4.62° C nos motores antes de serem condicionados termicamente. Os motores 1, 2 e 4 estavam perto disso. O 3 não estava nem chegando lá. O vazamento de hidrogênio… molécula incrivelmente pequena. Às vezes, o sistema umbilical de desconexão rápida leva um pouco de imersão a frio, se houver uma diferença de temperatura, pode causar um pouco de vazamento. A equipe da Cryo (equipe que cuida dos fluidos gelados, criogênicos) é muito experiente com isso, e eles recomendaram interromper o fluxo e, em seguida, aumentá-lo lentamente através de procedimentos manuais de fluxo. Deixando-o passar lentamente, deu um bom tempo para condicionar termicamente ambos os lados. Isso aconteceu hoje, tivemos um delicado equilíbrio. Quer-se abastecer o mais rápido possível para cumprir a linha do tempo, mas às vezes você precisa desacelerar para fazer tudo funcionar. Um pouco de ciência, um pouco de arte, para fazer acontecer.

Pergunta – Você estava confiante em fazer uma contagem regressiva completa na plataforma contra o WDR. Algum risco associado?

Resposta – Nós introduziríamos riscos se fizéssemos mais um WDR. Parece que resolvemos os problemas de vazamento no WDR 4. Tive um vazamento hoje, mas resolvemos isso, então ainda estou confiante na decisão de hoje.

Pergunta – Fazendo efetivamente cinco WDRs, você pode me explicar por que não era prudente hoje fazer uma WDR em vez de uma contagem regressiva completa?
Resposta – Outro ciclo de lançamento e retorno. Aprender cada vez que viemos aqui, voltando na história, olhando para a Apollo e seus adiamentos, quantas vezes o Shuttle adiou. Vamos nos deparar com essas questões, e vamos descobrir isso juntos. Se saíssemos para outro WDR, o veículo não estaria ‘fechado’ e pronto para ir – aprendemos sobre nosso sistema FTS [de autodestruição em emergência], trabalhando com o alcance para obter um reteste de 25 dias, etc. Sentimos que estávamos na melhor posição para tentar hoje.

Motor RS-25

Pergunta – Você ficou surpreso ou desapontado com a forma como as coisas aconteceram hoje?

Resposta – Jim Free: Planeje uma viagem de uma semana para a Flórida para passar as férias, você pode ver um lançamento. Exatamente o que eu disse à minha família. Vamos lançar quando estivermos prontos, e essa é a nossa abordagem. Ninguém veio aqui e queria que isso acontecesse mais do que a equipe de lançamento e todos querem que seja um sucesso. Nosso trabalho é torná-lo o mais bem sucedido possível. Podemos tentar de novo, e podemos ter outros problemas… podemos decidir não voar. Essa é a decisão mais importante que podemos tomar.

Mike Sarafin: Todos nós queremos ver esse próximo marco, esse próximo passo. Ver fumaça e fogo, é o que todo mundo quer. Mas não vamos deixar esse obstáculo nos desencorajar do próximo passo. Estamos fazendo isso com muitas novidades – controladores, pessoas, software. Estamos aprendendo o tempo todo. Uma das coisas que amamos é que este é uma organização de aprendizado. Aplicamos muitas lições aprendidas, e essa é outra. Isso não nos impedirá de alcançar o próximo passo.

Pergunta – Os controladores de vôo apresentaram alguns planos para corrigir o problema do motor – você pode nos dar algumas dicas da sala de controle quando isso estava acontecendo?

Resposta – Sim, houve procedimentos “pré-planejados” que a equipe tem para problemas, como o vazamento no QD de 8 polegadas. A equipe trabalhou com eles de forma muito eficiente e metódica. A equipe tinha que ter um equilíbrio delicado de encher os tanques o mais rápido possível para atingir a taxa de lançamento, mas lento o suficiente para não causar outro vazamento. A equipe foi muito metódica. Quando nos deparamos com a condição de sangria do motor, eles notaram, trabalharam com o fato de que tres dos quatro motores pareciam muito bons no condicionamento térmico. Tentei algumas estágios, consultei equipes de engenharia (Boeing, Aerojet Rocketdyne), trabalhei eficientemente em equipe. Um pouco de conversa quando estávamos fora da contingência pré-planejada, mas simplesmente não tivemos sucesso com o problema da válvula de ventilação no intertanque e o gerenciamento da pressão. As equipes então mudaram o foco para manter as pressões dentro dos limites projetados e, finalmente, levaram a uma falha.

Jim Free: As equipes foram para o loop [circuito] de anomalia, pediram mais vezes, foram capazes de executar loops de simulação e coletar dados dessa maneira. O Diretor de Testes da NASA e o Diretor de Lançamento tentando gerenciar o fluxo precisam garantir que permaneçam na linha do tempo.

Pergunta – O dia de hoje lhe dá uma nova apreciação, ou ouve de volta, o que seus antecessores passaram há mais de 50 anos? Como você compara hoje versus ontem?

Resposta – Jim Free: Randy Bresnik disse melhor – na época do Apollo eles não sabiam que isso poderia ser feito, o que é mais impressionante. Hoje, sabemos que é possível. Torna o Apollo mais impressionante porque eles não sabiam. Shuttle, ISS, tudo o que fizemos é impressionante. Eu sei que a equipe hoje vai superar isso, e eles estão inspirados porque viram isso acontecer.

Foguete SLS

Bill Nelson: Eles foram passo a passo. A Apollo 7, depois 8 que foi ao redor da lua, depois a 9 que testou o acoplamento em orbita terrestre. Estamos fundindo todas essas 3 missões na Artemis I. Depois eles foram para a Apollo 10, depois 11, e essa foi a parte do que vão ser as Artemis II e III. É uma compressão de muitas coisas, e nós estamos sobre os ombros de quem já esteve lá antes, com um veículo novinho em folha. Muito impressionante.

Pergunta – Você falou sobre o problema estar no lado do ‘core stage’ (o estágio central), não no lado do motor. Você pode elaborar? Já falou com a Boeing?

Resposta – Discutimos se havia ou não um problema no motor. Precisamos de revisão do motor? Ainda não há indícios disso. A Boeing faz parte de nossa equipe de engenharia, eles estão em nossa equipe de gerenciamento de missão. Eles estavam no controle de lançamento hoje. Aproveitamos a experiência deles e a daqueles em nossos parceiros irmãos. Muitas pessoas pesaram e, no final do dia, não se depararam com apenas um problema, mas um problema composto em que todos decidimos que precisávamos de mais tempo.

Pergunta – há algo na posição do motor 3 que o torna suscetível a esse problema? Isso pode ter acontecido com outro motor?
Resposta – Honeycutt pediu a sua equipe para ver isso. Não prevíamos que isso seria um problema, mas não queríamos deixar nada fora da mesa. Ele provavelmente terá essa resposta amanhã.

[*] No beisebol, um jogo oficial é um em que nove ‘entradas’ (etapas) foram jogadas; exceto quando o jogo está programado com menos entradas, entradas extras são necessárias para determinar um vencedor ou o jogo deve ser interrompido antes que nove entradas tenham sido jogadas.

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Lançamento do Artemis I adiado

Problema em motor impediu a estréia do foguete lunar dos EUA

Foguete Space Launch System SLS na manhã de segunda-feira

Clique aqui para o Compêndio do Homem do Espaço sobre a missão Artemis I

A NASA adiou o voo inaugural de hoje, 29 de agosto de 2022, de seu foguete-portador lunar SLS, e da espaçonave Orion ao redor da Lua na missão não-tripulada Artemis I. O veículo deveria decolar da plataforma de lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida. A agência espacial convocou um adiamento da Artemis I às 08:35 EST (09:35 de Brasilia) na segunda-feira, 29 de agosto de 2022, após um malfuncionamento na sangria do motor RS-25 número de série 2058 “motor 3”. Os engenheiros não conseguiram resfriar o circuito do motor (procedimento “chilldown”), recorrendo a sangrar o hidrogênio líquido propelente pelo motor, fechando os outros três. “Os controladores de lançamento continuavam avaliando por que um teste de sangria para colocar os motores RS-25 na parte inferior do estágio central (“core stage”) na faixa de temperatura adequada para a decolagem não foi bem-sucedido e ficou sem tempo na janela de lançamento de duas horas”, de acordo com uma declaração da agência espacial. “Os engenheiros continuam a coletar dados adicionais.”

O ‘megarocket‘, como o SLS é chamado informalmente nas mídias sociais, é um foguete de 98,26 metros de comprimento, 8,41 metros de diâmetro e 2.608.156 kg de massa na decolagem. Os motores do estágio central e os dois ‘boosters’ auxiliares produzem 4.309.127,5 kgf de empuxo. É capaz de transportar uma carga útil de 86 toneladas até a órbita terrestre baixa ou 27 toneladas para a Lua.

Configuração do SLS para a missão inaugural

Durante as sangrias do motor, o hidrogênio passa pelo motor para condicioná-lo para o lançamento; isso é feito aumentando a pressão nos tanques do estágio central para sangrar parte do propelente gelado para os motores para levá-los à faixa de temperatura adequada para acedimento. O circuito de fluido gelado serve para ‘acostumar’ as tubulações com a temperatura baixa dos propelentes, evitando um choque térmico na carcaça da câmara de combustão e na tubeira de saída dos gases. Tanto a câmara quanto a tubeira são refrigeradas pelo propelente, impedindo que elas se danifiquem pelo calor da ignição. O hidrogênio que passa pela tubulação do motor quando este está funcionando volta sob a forma de gás para o circuito do motor e para o tanque, auxiliando na pressurização.

A equipe também descobriu uma linha de gelo na flange de conexão entre o estágio ICPS e o cone de transição que o liga ao estágio central. “Esse gelo que se formou era essencialmente ar que estava sendo resfriado pelo tanque e que ficou preso dentro de uma fissura na espuma”, disse a agência espacial mais tarde. A princípio, os engenheiros pensaram que o gelo poderia indicar a presença de uma rachadura no tanque, mas esta acabou sendo apenas na espuma isolante externa de poliuretano. “As flanges são juntas de conexão que funcionam como uma costura em uma camisa, são afixadas na parte superior e inferior da seção intertanque para que os dois tanques possam ser conectados a ele”, disse a NASA. A equipe anunciou que o problema foi resolvido, pois a rachadura não indicava um vazamento.
Antes do adiamento, a contagem regressiva foi estendida para uma espera (“hold”) não planejada enquanto a equipe de lançamento trabalhava em um plano de solução de problemas.

Resumo do lançamento

A equipe de lançamento precisa solucionar o problema do motor e manterá o foguete em sua configuração atual para coletar dados e avaliar o que precisa ser feito. Tanto o foguete quanto a espaçonave, instalados na Platafroma 39B, permanecem estáveis, de acordo com funcionários da agência espacial. “A equipe não conseguiu superar o sangramento do motor que não mostrava a temperatura certa e, finalmente, o diretor de lançamento convocou um adiamento para o dia” disse o comunicador de controle de lançamento Derrol Nail. Nail disse que a próxima oportunidade de lançamento disponível seria no dia 2, mas não se tinha certeza que a NASA aproveitaria essa oportunidade. “Devemos esperar para ver o que acontece com os dados de teste que eles estão coletando agora e a decisão que deve ser tomada pela equipe de lançamento sobre o que fazer a partir daqui”, disse ele.
As condições climáticas permaneceram 80% favoráveis para um lançamento no início da janela. Mas vários problemas surgiram depois que o foguete começou a ser abastecido depois da meia-noite. Tempestades offshore com potencial para raios impediram a equipe de iniciar o processo de abastecimento, que deveria começar à meia-noite, por cerca de uma hora. A proibição foi levantada às 01h13 ET, e o processo começou a abastecer o estágio central do foguete com oxigênio e hidrogênio líquidos. A equipe parou de encher o tanque de hidrogênio duas vezes devido a um vazamento inicial, bem como a um pico de pressão, mas o processo foi retomado e começou depois para o estágio superior, ou estágio de propulsão criogênica interina ICPS.

Espaçonave Orion para a missão Artemis I

Próxima janela de lançamento

A próxima data de decolagem possível para a Artemis I é 12:48 EST (13:48 Brasilia) na sexta-feira, 2 de setembro. Essa janela de lançamento se estende até 14h48 EST, 15:48 Brasilia. Após 5 de setembro, a próxima janela de lançamento seria 19 de setembro de 2022.
Depois disso, outra janela de lançamento será aberta às 17h12 EST e fecha às 18h42 EST na terça-feira, 5 de setembro.No entanto, é possível que um teste de abastecimento adicional seja necessário, o que pode significar mais atrasos. Os longos intervalos entre as janelas de lançamento se devem à posição da Lua em relação à Terra e também ao plano de voo. A trajetória da espaçonave cujo sistema elétrico depende de energia solar não deve levá-la através de um eclipse – a sombra da Lua – por mais de 90 minutos. As oportunidades de lançamento também são limitadas pela posição da lua e pelas condições de iluminação na reentrada, entre outras considerações. Se a agência espacial não puder lançar até 5 de setembro, sua próxima tentativa provavelmente será em outubro.

Os engenheiros também estavam trabalhando para descobrir o que causou um atraso de 11 minutos nas comunicações entre a espaçonave e os sistemas de solo. O problema pode ter afetado o início da contagem final – a contagem regressiva que começa quando restam 10 minutos antes da decolagem.

A declaração do chefe da NASA

O administrador da agência espacial, Bill Nelson, abordou o adiamento logo após o anúncio, enfatizando que o Artemis I é um voo de teste. “Não lançaremos até que tudo esteja certo”, disse Nelson. “Eles têm um problema com os fluidos sangrado em um motor. E demonstra que esta é uma máquina muito complicada, um sistema muito complicado, e todas essas coisas precisam funcionar. Você não ‘acende a vela’ até que esteja pronto para ir.” “Acender a vela” é uma gíria para acionar os motores. Como astronauta, Nelson estava no 24º voo do ônibus espacial, na missão STS-61C do shuttle Columbia, como convidado da NASA (era senador na época). O lançamento foi adiado quatro vezes e a quinta tentativa resultou em uma missão impecável.
A vice-presidente Kamala Harris e o esposo Douglas Emhoff visitaram o Centro Espacial para assistir ao lançamento. Aparições de celebridades como Jack Black, Chris Evans e Keke Palmer e performances de “The Star-Spangled Banner” de Josh Groban e Herbie Hancock e “America the Beautiful” da Orquestra de Filadélfia e do violoncelista Yo-Yo Ma também foram planejadas como parte do o programa.

Cronograma da missão

  • Dia de voo 1: lançamento
  • Dia de voo 2 a 5: trânsito de preparação para saída da órbita terrestre
  • Dias de voo 6 a 9: trânsito para a órbita lunar
  • Dia de voo 10 a 23: órbita lunar
  • Dia de voo 24 a 34: saida da órbita lunar
  • Dias de voo 35 a 42: trânsito de retorno
  • Dia de voo 43: amerrissagem
Plano de voo para a Artemis I

O plano de voo

A espaçonave será lançada, orbitará a Terra e, em seguida, propelida pelo segundo estágio do foguete (o ICPS) para entrar em uma órbita elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km. Este será o mais longe da Terra do que qualquer espaçonave projetada para tripulantes já voou.

O manequim “comandante Moonikin Campos” usará um dos trajes S1041 Orion Crew Survival System

No cockpit da nave serão transportados um manequim completo e dois torsos, para simular a presença humana. O manequim ‘Moonikin Campos’ recebeu o nome por um concurso público em homenagem a Arturo Campos, o engenheiro da NASA que foi fundamental para trazer a tripulação da Apollo 13 de volta à Terra com segurança. O “Moonikin Campos” se sentará no assento do comandante. Sob o assento há sensores para medir aceleração e vibração para ajudar a avaliar oa tripulação pode experimentar durante o voo. Já “Helga” e “Zohar” são o que a NASA chama de phantoms – “fantasmas” – torsos de manequim feitos de materiais que imitam ossos, tecidos moles e órgãos femininos adultos. Uma grande parte de sua missão envolve detecção e medição de radiação.

Helga e Zohar, os torsos de manequim conhecidos como ‘fantasmas’, para coleta de dados sobre os níveis de radiação em futuras missões lunares.

Zohar usará um colete de proteção contra radiação, chamado AstroRad, enquanto Helga não. O estudo fornecerá dados sobre os níveis de radiação que os astronautas podem encontrar em missões lunares e avaliará a eficácia do colete de proteção que pode permitir que a tripulação saia do abrigo contra tempestades solares e continue trabalhando na missão, apesar de uma tempestade solar.

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Artemis I decola amanhã

O que atrasou tanto a estréia do superlançador governamental dos EUA

O foguete-portador lunar SLS, o mais possante lançador já construído, está sendo aprontado para decolagem amanhã, 29 de agosto de 2022, a partir do polígono de lançamento da Flórida, mais de uma década depois de proposto. A missão, denominada Artemis I, prevê que a espaçonave Orion seja colocada numa órbita lunar e depois retorne à Terra sem tripulantes, num voo de testes para certificar o foguete e a nave para futuros voos com tripulantes. Se tudo correr conforme o planejado, a nave entrará em um novo tipo de órbita ao redor da Lua, uma órbita retrógrada distante (DRO), e retornará à Terra.

Clique aqui para o Compêndio do Homem do Espaço sobre a missão Artemis I.

De sábado para domingo (27 a 28 de agosto), um raio caiu na torre de pára-raios 1 e dois outros na torre 2. Apesar de que o sistema estar certificado para dar proteção total, as equipes em Cabo Canaveral passaram o dia de hoje revisando os sistemas para checagem.

O “megarocket”, foguete de 98 metros de comprimento e 2.608.156 kg. O SLS produzirá 4.309.127,5 kgf de empuxo na decolagem e é capaz de transportar uma carga útil de 86 toneladas até a órbita terrestre baixa ou 27 toneladas para a Lua.

A missão sem tripulação da Artemis I será lançada entre 08h33 e 10h33 EST (09:33 a 11:33 hora de Brasilia) na segunda-feira, 29 de agosto de 2022, da plataforma Pad 39B no Centro Espacial Kennedy. Se o clima ou algum outro incidente o impedir, a próxima janela de lançamento será na sexta-feira, 2 de setembro. A Artemis-I fará o teste em voo durante o qual a espaçonave governamental americana com seu módulo de serviço europeu será lançada para a Lua e o Space Launch System será testado.

A espaçonave será lançada, orbitará a Terra e, em seguida, propelida pelo segundo estágio do foguete (o chamado ICPS) para entrar em uma órbita elíptica lunar com perigeu e apogeu de 99,7 km a 64.373 km. Este será o mais longe da Terra do que qualquer espaçonave projetada para tripulantes já voou.

O manequim “comandante Moonikin Campos” usará um dos novos trajes espaciais S1041Orion Crew Survival System que incluirá dois sensores de radiação.

No cockpit da nave serão transportados um manequim completo e dois torsos, para simular a presença humana. O manequim ‘Moonikin Campos’ recebeu o nome por um concurso público em homenagem a Arturo Campos, o engenheiro da NASA que foi fundamental para trazer a tripulação da Apollo 13 de volta à Terra com segurança. O “Moonikin Campos” se sentará no assento do comandante. Sob o assento há sensores para medir aceleração e vibração para ajudar a avaliar oa tripulação pode experimentar durante o voo. Já “Helga” e “Zohar” são o que a NASA chama de phantoms – “fantasmas” – torsos de manequim feitos de materiais que imitam ossos, tecidos moles e órgãos femininos adultos. Uma grande parte de sua missão envolve detecção e medição de radiação.

Helga e Zohar, os torsos de manequim também conhecidos como ‘fantasmas’, também são transportados no cockpit.
Sua utilidade envolve a coleta de dados sobre os níveis de radiação em futuras missões lunares.

“Zohar usará um colete de proteção contra radiação, chamado AstroRad, enquanto Helga não”, disse a NASA em uma descrição. “O estudo fornecerá dados valiosos sobre os níveis de radiação que os astronautas podem encontrar em missões lunares e avaliará a eficácia do colete de proteção que pode permitir que a tripulação saia do abrigo contra tempestades solares e continue trabalhando na missão, apesar de uma tempestade solar”.

Cronograma da missão

  • Dia de voo 1: lançamento
  • Dia de voo 2 a 5: trânsito de preparação para saída da órbita terrestre
  • Dias de voo 6 a 9: trânsito para a órbita lunar
  • Dia de voo 10 a 23: órbita lunar
  • Dia de voo 24 a 34: saida da órbita lunar
  • Dias de voo 35 a 42: trânsito de retorno
  • Dia de voo 43: amerrissagem
Plano de voo para a Artemis I

Por que o SLS demorou tanto

O SLS tem sua gênese por volta de setembro de 2011: Na época das três últimas missões do ônibus espacial, a SpaceX estava desenvolvendo a nave de carga Dragon original (com o primeiro voo de teste em dezembro de 2010, e o primeiro voo para a ISS em maio de 2012). Foi então que foi apresentado oficialmente o projeto do lançador superpesado Space Launch System. De lá para cá, o rover Curiosity foi lançado para Marte, a sonda Juno para Júpiter, a Messenger voou para Mercúrio e a sonda Dawn para o asteróide Vesta. A China lançou o primeiro módulo de sua primeira estação orbital e a Rússia lançou o altamente bem-sucedido satélite astronômico Spektr-R. Mas se no início dos anos 2010 o SLS parecia ousado no contexto dos então pequenos foguetes da SpaceX e outros lançadores comercias privados, ele agora pode parecer desatualizado (mesmo antes do primeiro voo), em comparação com os veículos Starship ou o New Glenn da Blue Origin, que estão em desenvolvimento. Certas situações explicam o atraso de seu primeiro lançamento por tanto tempo e por que, provavelmente, astronautas vão voar para a Lua não antes de 2024, pousar nela não antes de 2025, e o projeto pode continuar sem pressa ano a ano até 2036, ou mesmo além.

Configuração do SLS para a missão inaugural

Mais profundo no passado

Para entender o que está acontecendo, seria melhor mergulhar mais alguns anos no passado. O desastre do ônibus espacial Columbia em 1º de fevereiro de 2003 efetivamente pôs fim ao programa do space shuttle. Embora vinte e dois voos tenham ocorrido depois, era óbvio que os voos dos ônibus espaciais só poderiam continuar se necessário para completar a montagem da Estação Espacial Internacional, e a partir daí as espaçonaves com asas dos EUA não tinham mais perspectivas. Menos de um ano após o desastre, o presidente George W. Bush revelou ao público os planos “Exploração Espacial em um relance”; “Visão de exploração espacial” – o programa “Constellation”, que contaria com dois veículos lançadores baseados em tecnologias de ônibus espaciais: o pesado Ares I, com o primeiro estágio baseado no propulsor de combustível sólido do shuttle; o superpesado Ares V com dois boosters laterais de propelente sólido e cinco motores do shuttle no segundo estágio (o bloco central), e sua versão tripulada Ares IV. A espaçonave foi nomeada “Orion” e o módulo lunar, “Altair”.

Membros do Congresso e administrador da NASA Charles Bolden anunciam o projeto do Sistema de Lançamento Espacial em setembro de 2011. Da esquerda: Sen. Kay Bailey Hutchison Repubicano-Texas, Sen. John Boozman, Repubicano-Arkansas, Sen. Bill Nelson, Democrata -Florida., Rep. Chaka Fattah, Democrata-Pensylvania, e o Administrador Bolden. 
foto: NASA

De acordo, o projeto Ares V acabou sendo menos funcional que o Saturno V do projeto Apollo – um voo tripulado para a Lua era agora planejado com dois lançamentos, e não um – primeiro o módulo lunar, depois a nave tripulada. A Orion deveria se tornar uma nave para voos tanto para a ISS quanto para a Lua e, a longo prazo, ainda mais, fornecendo turnos regulares de tripulação na estação e pousos na superfície lunar. Vale a pena notar que o foguete Magnum, que seria muito semelhante ao futuro Ares V, estava em fase de projeto preliminar em meados dos anos 90, e ao mesmo tempo, e havia outras opções. Por exemplo, boosters laterais de retorno, alados e com motores-foguete. A intriga da questão está parcialmente resolvida caso observe-se o plano de lançamento a partir de 2006. Segundo ele, o primeiro disparo do superpesado Ares V deveria ocorrer em junho de 2018, e o primeiro pouso na Lua no século 21 estava planejado para dezembro de 2019 na Orion 13. Ou seja, imediatamente ficou claro que esse projeto era para longo prazo. Em 2009, o recém-eleito presidente Barack Obama descreveu o Constellation como “acima do orçamento, atrasado e sem inovação” e encerrou o programa. Não obstante, foi realizado o teste de lançamento do Ares I-X, que atingiu um alto grau de prontidão – o primeiro estágio, que correspondia parcialmente ao padrão, funcionou normalmente, e foi lançado um modelo massa-dimensional do segundo estágio, uma nave espacial parcialmente operacional que pousou no oceano conforme planejado e o sistema de resgate de emergência.

No entanto, já em abril de 2010, Obama falou no Centro Espacial Kennedy e anunciou, entre outras coisas, a destinação de mais de três bilhões de dólares para um “foguete pesado avançado”, lembrando que não gostaria de “revisar modelos antigos, mas avaliar novos desenhos”. No outono, o Senado aprovou a resolução 111-267, conhecida como a Lei de Apropriações da NASA de 2010, que menciona o nome do Sistema de Lançamento Espacial. Ele também registrou a primeira das datas de prontidão do foguete – 31 de dezembro de 2016. E a carga útil indicada de 70 e 130 toneladas para órbita baixa, de acordo com Harry Liles, engenheiro-chefe do SLS, foi tirada das características do Magnum.

Espaçonave Orion para a missão Artemis I

Quando o projeto SLS foi apresentado oficialmente ao público em 14 de setembro de 2011, as más línguas disseram “bem, pelo menos o Ares foi repintado”. De fato, as ilustrações mostravam um foguete no estilo do Saturno V, difícil de distinguir de um Ares IV, e posicionado na mesma instalação de lançamento móvel da época do Apollo. O foguete deveria ter boosters do shuttle aumentados de quatro para cinco segmentos, os mesmos destinados ao Ares. O primeiro estágio (ou bloco central) agora tinha que receber não 5, mas 4 motores RS-25 e usar os desenvolvimentos no tanque de combustível externo dos shuttle. O estágio superior deveria ser primeiro ICPS (um estágio superior DCSS modificado do Delta IV) com os motores RL-10 amplamente utilizados na astronáutica americana. O projeto do veículo lançador teve que ser desenvolvido gradualmente. O ICPS deveria ser substituído pelo EDS com novos motores J-2X, que originalmente deveriam ser sucessores diretos do J-2 do Saturn V, mas eles decidiram desenvolvê-los do zero. Tanto o RS-25, que não precisava mais ser reutilizado, quanto os boosters laterais tiveram que ser melhorados. A capacidade de carga do foguete foi estimada nas já familiares 70 toneladas da versão inicial e 130 para a avançada. E no mesmo dia, foi anunciada a primeira das mudanças de cronograma – agora o primeiro voo estava previsto para o final de 2017. O trabalho na criação de componentes para o foguete já estava em andamento – por exemplo, testes de ignição do motor J-2X começaram em 2011.

Prazos e atrasos

Orion acoplada à estação Gateway em órbita lunar

Em 2012, o projeto passou com sucesso por uma série de avaliações, que testemunharam seu movimento geralmente bem-sucedido. Em 17 de janeiro de 2013, a NASA anunciou que o módulo de serviço da Orion será fabricado pela Agência Espacial Europeia. Quase exatamente um ano depois, a ESA disse que, apesar dos problemas de peso e vários atrasos, eles estavam confiantes de que o módulo estaria pronto até o final de 2017. Em 2013, o motor J-2X e o estágio EDS foram considerados muito poderosos para as necessidades iniciais e foram desativados em espera para voos para Marte na década de 2030. Os estágios superiores do ICPS e o futuro EUS precisariam então, ambos, usar motores RL-10.

Ano fiscalSolicitação da NASAProposta da CasaProposta do SenadoDotações Finais
2012US$ 1.800$ 1.985US$ 1.800$ 1.860
2013$ 1.340$ 1.857$ 1.482$ 1.415
2014$ 1.385$ 1.476US$ 1.600US$ 1.600
2015$ 1.380US$ 1.600US$ 1.700US$ 1.700
2016$ 1.357$ 1.850US$ 1.900$ 2.000
2017$ 1.310$ 2.000$ 2.150$ 2.150
2018$ 1.938$ 2.150$ 2.150$ 2.150
2019$ 2.078$ 2.150$ 2.150$ 2.150
2020US$ 1.775*$ 2.150$ 2.586$ 2.586
2021$ 2.257$ 2.600$ 2.586$ 2.586
2022$ 2.487$ 2.635$ 2.487$ 2.600
Aumento médioUS$ 304 milhões (+20%)US$ 317 milhões (+21%)US$ 335 milhões (+22%)

Em 27 de agosto de 2014, a NASA anunciou que o projeto SLS havia passado com sucesso no Key Decision Point C (KDP-C), que fixava o prazo e o orçamento. Um novo prazo também apareceu – o mais tardar em novembro de 2018, mas a agência ainda não desistia das esperanças de chegar a tempo até 2017. Em 12 de setembro, a construção de uma máquina de solda gigante para a produção de tanques da unidade central foi concluído. Como muitas vezes acontece, logo ficou claro que durante a construção, devido a um mal-entendido entre os empreiteiros, a máquina foi instalada com um desvio de inclinação de 0,06°, o que levou tempo para corrigir. Em 5 de dezembro, o voo de teste Orion EFT-1 foi aprovado com sucesso. O módulo de tripulação com um modelo dimensional de massa do módulo de serviço foi lançado em um foguete Delta IV Heavy, foi transferido para uma órbita elíptica e retornou do espaço, entrando na atmosfera em velocidade similar ao retorno lunar. O evento foi um pouco estragado pelo fato de já em 10 de dezembro ter havido a notícia de que a data do primeiro lançamento ainda estava sendo adiada para 2018, “apesar de financiamento adicional”.

Em 2015, foi divulgado um relatório da US Accounts Chamber, no qual, por um lado, o programa SLS foi elogiado e, por outro, foi indicado que a NASA estava ficando sem reservas de tempo para realizar o primeiro lançamento em 2018. Em 16 de setembro, a nave não passou no KDP-C mas o projeto progrediu por conta própria. Engenheiros removeram com segurança peso extra de tinta no bloco central, e o laranja cru do isolamento térmico em spray tornou-se a cor do tanque, como era nos shuttles e foi planejado para os Ares IV / V. Em 11 de março, ocorreu um teste de ignição bem-sucedido do ‘booster’. Em 2017, as reservas já estavam completamente esgotadas e os problemas não paravam de aparecer. Por exemplo, ocorreu um sério atraso na máquina de solda da unidade central devido ao fato de que a máquina de soldar chapas finas de metal apresentara defeitos. O gerente de produção de estágio do SLS, Steve Duering, poderia brincar que eles receberiam muitas dissertações por seu trabalho, mas as melhorias na máquina de solda levaram a mais e mais atrasos e, em maio de 2017, o primeiro lançamento foi transferido para 2019. Em novembro, ficou claro que 2019 era um cenário otimista e realista, e adiou-se para o verão de 2020.

Em 2018, outro relatório foi divulgado pela Câmara de Contas dos EUA, que disse que já havia uma tendência emergente para reduzir atrasos imprevistos e aumentar o custo estragando projetos caros e longos da NASA – o telescópio James Webb ( que ainda voou em 2021 ) e do SLS com a nave Orion. Esses gigantes da construção de longo prazo estavam atrasados ​​e acima do orçamento. Em 2019, ficou conhecido um novo programa para o desenvolvimento de boosters tipo BOLE evoluído, que deveriam aumentar a carga útil da modificação SLS Block 2 para as 130 toneladas originalmente planejadas em órbita baixa. A necessidade disso foi sentida, porque a modificação Bloco 1, segundo cálculos, tem capacidade de carga de 95 toneladas e a 1B, 105 t. No mesmo ano, o dinheiro para as modificações dos Bloco 1B e 2 desapareceram do orçamento do ano fiscal de 2020, isso levou à notícia de que o presidente Trump estava prestes a fechar o programa – mas no final tudo voltou ao normal. O grande sucesso do ano foi a conclusão em dezembro da produção da unidade central para o primeiro lançamento.

As futuras missões Artemis usarão uma nave Starship da SpaceX como módulo lunar

No plano da NASA aunciado no início de 2020, o prazo formal era março de 2021, mas com a disseminação da pandemia de coronavírus pelo mundo, ficou claro que era impossível cumpri-lo, e havia notícias sobre a adiamento para novembro. No entanto, com o tempo, os trabalhos foram retomados e ficou claro que, apesar de todos os atrasos, os preparativos para o primeiro lançamento começaram a entrar na fase final. No verão de 2020, os boosters chegaram ao espaçoporto desmontados por via férrea. O ano de 2021 começou com um revés – após apenas um minuto, o teste de ignição no stand do estágio teve que ser abortado devido à mensagem “falha do componente principal”. Mas o trabalho de reparo não demorou muito e foi bem-sucedido; em 19 de março, os testes foram concluídos com sucesso em plena duração. O impulso de quatro RS-25s é comparável a um único motor F-1 de um primeiro estágio do Saturn V (que tinha cinco) ou um impulso total de um primeiro estágio do Falcon 9, e ainda era uma visão impressionante. Após a realização dos testes, a unidade central foi enviada ao espaçoporto, onde chegou no final de abril. Em junho, foi montado com os boosters. Em julho, foi adicionado o estágio superior ICPS e, em outubro, o veículo lançador foi totalmente montado pela primeira vez, instalando a Orion e os cubesats acompanhantes associados. No verão, surgiram rumores sobre uma mudança de lançamento para 2022, que foram confirmadas no final do ano, quando problemas forçaram a troca do controlador em um dos motores da unidade central.

Em 17 de março de 2022 o SLS foi retirado do edifício de montagem VAB pela primeira vez e enviado para a plataforma 39B. No complexo de lançamento, eles queriam realizar um teste completo (o “ensaio molhado”). Uma tentativa de 3 de abril falhou devido a problemas com o transportador, em 4 de abril foi possível superar vários obstáculos desde o mau tempo até atrasos no fornecimento de gás nitrogênio, para consertar equipamentos como ventiladores no local, mas uma válvula esquecida no posição fechada interrompeu o programa de teste completo. Na terceira tentativa, uma válvula do ICPS entupida com um pedaço de borracha e um vazamento de hidrogênio foi descoberto, então eles decidiram retirar o foguete da plataforma e levá-lo de volta ao VAB. A segunda vez que o SLS foi levado para a plataforma em 6 de junho. Em 20 de junho, foi possível atingir a marca T-29 segundos, mas a marca planejada de T-9 segundos (quando a ignição dos motores da unidade central já começa no lançamento) não estava pronta para acionar devido a uma falha de hidrogênio. Houve vazamento do mastro da instalação de lançamento. Isso não impediu que os testes fossem declarados bem-sucedidos e o foguete fosse enviado de volta ao VAB em 2 de julho para os preparativos finais. Em 16 de agosto, o foguete totalmente montado com a Orion e satélites foi levado à plataforma pela terceira vez, agora para lançamento.

Para a pergunta “por que tanto tempo de atraso?” existem várias respostas complementares. Em primeiro lugar, este é um projeto muito grande e foi originalmente planejado que continuaria por muitos anos. O plano mais antigo, escrito para o Constellation, estava apenas quatro anos atrasado. É bem possível que a mudança do primeiro lançamento de 2018 para 2016 durante a transição do Ares para SLS tenha sido um erro – o relatório da Câmara de Contas de 2018 indica uma margem de apenas 2% em termos de tempo em vez dos 20% exigidos para veículos de lançamento. É claro que, se comparar o SLS com o programa Apollo, terá uma visão desanimadora: o Apollo foi anunciado em 1961, o primeiro lançamento do superpesado Saturno V foi realizado em 1967, apenas seis anos depois, e um homem pousou na Lua em 1969, oito anos depois. Mas precisa-se entender que o programa foi alocado com aproximadamente US$ 257 bilhões em preços de 2020. O SLS até hoje recebeu uma ordem de magnitude menor – aproximadamente 23 bilhões, em preços de 2022. Não se pode esquecer que o Apollo foi uma tarefa de prestígio nacional, seu significado sendo brilhantemente apresentado ao público pelo presidente John F. Kennedy em um discurso na Rice University em 1961, e todos estavam motivados para a solução mais rápida e melhor para o problema. Hoje o apoio do público vai para provedores privados, entre eles o famoso Elon Musk. E os jovens engenheiros que trabalham sem dormir e descansar são a SpaceX, não da Grumman, que fez o módulo lunar da Apollo nos anos 60. Na NASA, em 2018, 56% dos funcionários tinham mais de 50 anos e a situação não mudou muito desde então.

Como o governo americano vende o programa

Isso também está relacionado à percepção de incidentes. Se a Starship de Musk explodir, o público ficará emocionado. Um fracasso do já altamente confiável Falcon 9 é até visto com simpatia por boa parte da mídia. Mas qualquer acidente na NASA é recebido com a ira de “como vocês ousaram deixar isso acontecer?!” e reviravoltas organizacionais, pois tudo é financiado com dinheiro do contribuinte. Isso, ainda que indiretamente, deve influenciar a tomada de decisão. Mas mesmo supondo que esse fator não tenha nenhum efeito, a quantidade de testes necessária ainda é enorme. E estes não podem ser reduzidos, porque neste caso, a confiabilidade é drasticamente reduzida. O sucesso do programa Apollo foi associado precisamente a testes muito completos e de alta qualidade ( o associado mais próximo de Sergey Korolev, Boris Chertok, considerava a principal razão para o fracasso do N-1 lunar soviético estar nos testes insuficientes – a falta de um stand para testes em solo do primeiro estágio e a impossibilidade de testes de disparo de motores antes da instalação no foguete). E o teste completo leva tempo, e ainda mais se não houver fundos para dedicar muito pessoal e recursos a ele.

E, finalmente, em tecnologia, há constantes mudanças de termos devido a estimativas incorretas e vários incidentes, até uma pandemia completamente imprevisível que atrasou o trabalho por meses. Pode-se até derivar uma regra prática – quanto maior, mais complexo e mais caro o projeto, mais ele excederá o orçamento e atrasará os prazos. Não se pode esquecer que, apesar da utilização de componentes já provados, por exemplo, no primeiro lançamento, a unidade central terá motores que já voaram em ônibus espaciais, o projeto tem desafios técnicos suficientes. Ao mesmo tempo, atrasos gerais nos projetos e estouros no orçamento da NASA têm aumentado nos últimos anos.

Agora, no contexto de projetos de empresas espaciais privadas, o SLS parece um foguete do século passado: não é barato e é descartável – até os propulsores laterais são projetados para uso único, ao contrário dos shuttles. Mas, apesar disso, o projeto quase certamente continuará a se desenvolver, e agora fala-se de um contrato para a produção de vinte e quatro foguetes até 2036. Recentemente, a altamente crítica Planetary Society publicou “Porque temos o SLS”, explicando os fatores internos que apoiam o projeto.

“Para aqueles que acham isso angustiante, considere o seguinte: os legisladores que compõem a coalizão política do SLS estão defendendo zelosamente os interesses de seus eleitores – e não é esse o objetivo da democracia representativa? Existe e continuará a existir uma tensão no sistema político dos EUA entre interesses locais e nacionais. Idealmente, os interesses locais se alinham com os interesses nacionais. E até que haja uma alternativa à dinâmica política que representa a base da coalizão do SLS, talvez o melhor caminho a seguir seja focar em tornar o programa mais eficiente, mais capaz e mais eficaz para alcançar seus objetivos.”

Planetary Society publicou em “Porque temos o SLS”

Segundo o autor, Casey Dryer, a persistência do SLS advém principalmente de dois fatores – a democracia representativa e mecanismos de alocação orçamentária nos Estados Unidos. A NASA não é feita apenas uma espaçonaves, astronautas corajosos e grandes engenheiros. É também orçamentos, empregos e eleitores. Grandes projetos como o SLS impactam na economia de todos os estados. Por exemplo, em 2019 foram R$ 14 bilhões na economia e 69 mil empregos. Também não é simplista dizer que Ares, e mais tarde SLS, são mecanismos para reter a significativa força de trabalho especializada que sobrou dos ônibus espaciais. Na mente de um congressista do Alabama, defensor do SLS, a ideia de encerrar o projeto e redirecionar US$ 2,6 bilhões por ano para a Starship da SpaceX significaria privar milhares de seus eleitores de seus empregos (e comprometendo empréstimos, hipotecas e estabilidade social) e um sentimento de orgulho em concluir um projeto importante para o país – e transferir esses recursos para os estados da Califórnia e Texas, associados à SpaceX. Até agora, o apoio ao SLS é muito maior do que os argumentos contra, e eventos relativamente improváveis ​​podem se tornar um perigo para o projeto – sejam desastres graves (que mataram pessoas no ônibus espacial), uma mudança significativa na situação política, ou uma mudança nos mecanismos de alocação de fundos (aqui, aliás, há algum movimento- a NASA está mudando gradualmente para contratos de preço fixo). Mas, como argumentam muitos, nada poderia ser melhor para o objetivo de “levar o Homem de volta à Lua” do que dezenas de foguetes superpesados ​​​​ordenados esperando para a missão.

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SpaceX lança mais um lote Starlink, o G 4-23

Carga útil recorde para o sistema de internet via satélite da empresa

O foguete Falcon 9 v1.2 FT Bl5 número B1069.2 carregando 54 satélites Starlink decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral na Flórida no sábado, 27 de agosto de 2022, às 23h41 EDT (0341 GMT ou 01:41 de Brasilia em 28 de agosto). A decolagem ocorreu cerca de 80 minutos depois do planejado, pois a SpaceX esperava que o mau tempo passasse. Pouco menos de nove minutos após o lançamento, o primeiro estágio (‘core’) do foguete voltou à Terra para um pouso na balsa-drone A Shortfall of Gravitas, que estava estacionada no Oceano Atlântico, na costa da Flórida, a leste de Charleston, Carolina do Sul. As condições meteorológicas eram duvidosas no sábado à noite, com trovoadas e relâmpagos na área do local de lançamento. A SpaceX atrasou a oportunidade de lançamento às 22h22 EDT (0222 GMT) devido às tempestades, mas o tempo melhorou para o segundo dos dois horários disponíveis no sábado. O foguete teve uma massa na decolagem de 568.478 kg, com a pilha de cinquenta e quatro satélites pesando 16.578 kg.

Quinze minutos depois da decolagem, o estágio superior do lançou a pilha “Starlink 4-23” em uma órbita inicial de 232 por 336 quilômetros. O lançador apontou para uma inclinação orbital de 53,2 graus em relação ao equador. Com a missão Starlink 4-23, a empresa já lançou 3.162 satélites, incluindo protótipos e unidades de teste que não estão mais em serviço. O lançamento foi a 57ª missão da SpaceX dedicada principalmente a colocar os Starlink em órbita.

O lançamento de hoje, o 38º da SpaceX no ano, estabeleceu um recorde para a carga útil mais pesada já lançada por um foguete Falcon 9 e ocorreu dias depois que a SpaceX e a T-Mobile revelaram planos para usar uma nova geração de satélites para prover conectividade “onipresente” aos telefones celulares existentes. Os satélites de segunda geração serão muito maiores do que o projeto atual e serão lançados na nova nave-foguete Starship atualmente em desenvolvimento.

A adição de mais um satélite – cada Starlink pesa mais de 300 kg – sugere que a SpaceX melhorou ligeiramente a capacidade de carga útil do foguete, e os satélites no voo de sábado à noite somaram a carga mais pesada já lançada em um plano orbital com mais de 16.700 kg.

O lançamento ocorreu cerca de 33 horas antes do lançamento do foguete lunar SLS com a missão Artemis I nas proximidades do Kennedy Space Center. O foguete está na plataforma 39B, cerca de 8 quilômetros ao norte do local de lançamento do Falcon 9 na plataforma 40.

O Starlink pesa mais de 300 kg

Nova versão do satélite

Elon Musk, fundador e CEO da SpaceX, juntou-se ao executivo-chefe da T-Mobile, Mike Sievert, para o anúncio na base de lançamento da SpaceX Starship no sul do Texas. O novo design do satélite, chamado Starlink V2, mede cerca de 7 metros de largura. Ele hospedará antenas de comunicação semelhantes em banda Ku, banda Ka e a laser voando na atual geração de satélites Starlink, mas adicionará uma antena de espectro celular extensivel medindo aproximadamente 25 metros quadrados. Essa antena terá sensibilidade para receber sinais fracos de telefones celulares existentes. A SpaceX e a T-Mobile querem ter o Starlink V2 em funcionamento até o final de 2023 para iniciar os testes beta. O veículo de lançamento Starship que a SpaceX quer usar para lançamentos de satélites Starlink V2 ainda não entrou em órbita.

“É como colocar uma torre de celular no céu, apenas muito mais difícil, e é por isso que estamos aqui com os especialistas mundiais da SpaceX porque estamos usando um pedaço de espectro que seu telefone já sabe… ”, disse Sievert. “Na verdade, a grande maioria dos telefones por aí, nossa aspiração é que eles trabalhem desde o início com isso.” Segundo Musk, a rede Starlink V2 transmitirá cerca de 2 a 4 megabits de largura de banda para serem compartilhados entre usuários dentro de uma determinada região, ou zona de célula. Isso é suficiente para permitir mensagens de texto, imagens, chamadas de voz e, em alguns casos, streaming de vídeo.

Até agora, a SpaceX concentrou-se em clientes residenciais para a rede, com uma antena de arranjo de fase, Phased Array, apontando para o céu fazendo uma conexão de rádio com satélites que passam por cima. A SpaceX recebeu recentemente a aprovação regulatória da Comissão Federal de Comunicações para prover serviço por meio de terminais de antena montados em carros, trailers, navios e aviões. Agora, está entrando no mercado para oferecer suporte a serviços de telefonia celular. “Isso não terá o tipo de largura de banda que um terminal Starlink terá”, disse Musk, “mas poderia eventualmente eliminar zonas mortas na conectividade celular”. “Este é um desafio técnico bastante difícil, mas estamos trabalhando no laboratório e estamos confiantes de que funcionará ”, disse Musk. “Na verdade, temos muito hardware e também muito software extra no satélite.”

Sievert elogiou a importância da conectividade de telefone celular via satélite para a segurança pública, equipes de emergência e pessoas que vivem ou viajam por áreas rurais sem o serviço de telefone celular tradicional. Ele disse que será implementado inicialmente nos Estados Unidos continentais, Havaí, grandes áreas do Alasca, Porto Rico e águas territoriais dos EUA, e estará disponível sem custo adicional nos planos de telefonia celular mais populares da T-Mobile.

Musk disse que a SpaceX está procurando uma “solução provisória” para desenvolver uma versão menor do Starlink V2 que possa caber em um foguete Falcon 9 “se o programa Starship atrasar mais do que o esperado”. O design básico do Starlink V2 é grande para um lançamento do Falcon 9.

O lançamento

Estacionada dentro de um centro de controle de lançamento ao sul da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, a equipe de lançamento da SpaceX começou a carregar querosene super-resfriado e densificado e oxigênio líquido no veículo Falcon 9 de 70 metros de altura em T-menos 35 minutos. Pressurizante de hélio também fluiu para o foguete na última meia hora da contagem regressiva. Nos últimos sete minutos antes da decolagem, os motores principais Merlin 1D Plus do Falcon 9 foram termicamente condicionados para o voo num procedimento conhecido como “chilldown”. O sistema de orientação e segurança de alcance também foi configurado para o lançamento.

Após a decolagem, o foguete vetorizou seus 770 kgf de empuxo para se dirigir a nordeste sobre o Oceano Atlântico. O veículo excedeu a velocidade do som em cerca de um minuto, então desligou os nove motores principais dois minutos e meio após a decolagem. O estágio liberado do estágio superior do Falcon 9, em seguida, disparou pulsos de propulsores de controle de nitrogenio frio e as aletas de grade de titânio foram estendidas para ajudar a direcionar o estáhio de volta à atmosfera.

Duas ignições de frenagem retardaram o foguete para pousar na balsa drone “A Shortfall of Gravitas” cerca de 650 quilômetros aproximadamente oito minutos e meio após a decolagem.

O primeiro estágio B1069 completou seu segundo vôo depois de sofrer danos durante a recuperação na balsa em 21 de dezembro após sua primeira missão, que enviou uma nave de carga Cargo Dragon em direção à Estação Espacial Internacional. A recuperação difícil danificou os motores e as pernas de pouso, fazendo com que o foguete se inclinasse ao retornar a bordo do navio drone para Port Canaveral. O dano forçou a SpaceX e a NASA a mudarem para um ‘core’ reserva para o lançamento de quatro astronautas à estação espacial em abril. Esse lançamento deveria originalmente usar o B1069, que foi remodelado com novos motores e outros componentes.

Os satélites somaram a carga mais pesada já lançada em um plano orbital com mais de 16.700 kg.

A carenagem de cabeça reutilizável foi descartada durante a ignição do segundo estágio. Um navio de recuperação também estava na estação no Atlântico para recuperar as duas conchas do nariz depois de caírem sob pára-quedas.

O pouso do primeiro estágio ‘core’ B1067.2 ocorreu momentos após o corte do motor do segundo estágio para colocar os satélites em órbita. A separação da pilha foi confirmada em T+ 15 minutos e 21 segundos.

Hastes de retenção foram liberadas da pilha dos Starlink, permitindo que os satélites compactados se afastassem do estágio superior. Cada satélite desdobrará painéis solares e passará por etapas de ativação automatizadas, depois usará motores de íons a criptônio para manobrar em sua órbita operaciona de 540 quilômetros.

Os satélites Starlink ficarão em uma das cinco “conchas” (shell) orbitais em diferentes inclinações para a rede global de internet. Depois de atingir sua órbita operacional, os satélites entrarão em serviço comercial e começarão a transmitir sinais de banda larga para os consumidores, que podem adquirir o serviço Starlink e se conectar à rede com um terminal terrestre fornecido pela SpaceX.

Melhorias no foguete
A SpaceX experimentou configurações de regulagem do motor e outras atualizações menores para aumentar a capacidade de carga do foguete.

CRONOGRAMA DE LANÇAMENTO:

T+00:00: Decolagem
T+01:12: Pressão aerodinâmica máxima (Max-Q)
T+02:28: Corte do motor principal do primeiro estágio (MECO)
T+02:32: Separação de estágio
T+02:38: Ignição do motor do segundo estágio
T+02:43: Ejeção da carenagem
T+06:46: Ignição de reentrada do primeiro estágio (com três motores)
T+07:07: Corte de ignição de reentrada do primeiro estágio
T+08:28: Ignição de pouso do primeiro estágio (um motor, o central)
T+08:40: Corte do motor do segundo estágio (SECO 1)
T+08:49: Pouso do primeiro estágio na balsa-drone
T+15:21: Separação dos satélites

Estatísticas da missão:

172º lançamento de um foguete Falcon 9 desde 2010
180º lançamento da família de foguetes Falcon desde 2006
2º lançamento do Falcon 9 ‘booster’ B1069
148º lançamento do Falcon 9 da Costa Espacial da Flórida
95º lançamento do Falcon 9 da plataforma 40
150º lançamento geral da plataforma 40
114º voo de um booster Falcon 9 reutilizado
57º lançamento dedicado do Falcon 9 com satélites Starlink
38º lançamento do Falcon 9 de 2022
38º lançamento da SpaceX em 2022
37ª tentativa de lançamento orbital com base no Cabo Canaveral em 2022

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SpaceX lança hoje o lote Starlink 4-23

Foguete Falcon 9 colocará 54 satélites em órbita

A SpaceX lançará no sábado, 27 de agosto de 2022, outro lote de 54 satélites Starlink V1.5 G4-23 (L57) a bordo do foguete Falcon9 v1.1 FT Block 5 número B1069.02 no Space Launch Complex-40 (SLC-40), da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A janela de lançamento instantânea é às 22h22 ET (00:22 hora de Brasília, 02h22 UTC em 28 de agosto). O ‘core’ de primeiro estágio que fará este voo lançou anteriormente a missão não-tripulada de reabastecimento CRS-24 para a estação espacial internacional. Após a separação, o primeiro estágio do Falcon 9 retornará à Terra e pousará na balsa-drone A Shortfall of Gravitas, que está estacionada no Oceano Atlântico. As conchas da carenagem de cabeça do foguete serão recuperadas no mar pelo navio de apoio ‘Doug‘. O foguete deverá ter uma massa na decolagem de 568.478 kg, com a pilha de cinquenta e quatro satélites pesando 16.578 kg.

Os satélites serão liberados em bloco único na órbita-alvo inicial de aproximadamente 230 km inclinada em 53,2°, para depois se separarem e seguirem para suas órbitas finais de 540 km.

A meteorologia prevê probabilidade de violação das restrições climáticas em 60 a 40%. As preocupações são as Regra de Nuvem Cumulus, Regras de Nuvem Bigorna e Regra de Campos Elétricos de Superfície. Caso o lançamento seja atrasado em 24 horas, as restrições envolvem de 40 a 30%. A previsão para o dia 27 de agosto é de 30 a 60%, e para o dia 28, de 60 a 70%

Live do lançamento no Canal do Homem do Espaço

Lançamento, aterrissagem e pouso

Todos os horários são aproximados

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:28 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
  • 00:02: 32 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:38 Ignição do motor do 2º estágio
  • 00:02:43 Descarte da carenagem
  • 00:06:46 Início da queima de reentrada do 1º estágio
  • 00:07:07 Queima de reentrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:28 Ignição de aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:40 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:08:49 Pouso do 1º estágio
  • 00:15:21 Satélites Starlink liberados

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Artemis I: alguns satélites ‘acompanhantes’ serão lançados com baterias descarregadas

Demora na preparação do foguete SLS compromete missões

Técnicos inspecionam alguns dos satélites montados no adaptador que liga a nave espacial Orion ao estágio superior. Os pequenos satélites são acondicionados em caixas, os dispensadores, que se abrem e, através de um macanismo de molas, os lançam para fora dos conteineres na hora predeterminada

Os dez cubesats que “pegam carona” para o espaço profundo no foguete SLS que será lançado na próxima segunda-feira, 22 de agosto de 2022, prometem novas descobertas sobre a Lua, clima espacial e asteróides. Mas algumas das pequenas espaçonaves serão lançadas com suas baterias apenas parcialmente carregadas depois de ficarem dentro da carcaça do adaptador por mais de um ano. Retraídos para o lançamento, os cubesats são do tamanho de uma grande caixa de cereal. Eles são armazenados dentro de dispensadores montados no adaptador em forma de anel que fica logo abaixo da nave Orion.
O lançador gigante está pronto para decolar do Centro Espacial Kennedy em um voo para a Lua. O objetivo principal da missão, a Artemis I, é testar o novo foguete e a nave antes de futuros voos com tripulação. A NASA está usando o excesso de capacidade do novo foguete de carga pesada para lançar os pequenos cubesats, uma classe de satélites diminutos que proliferaram em órbitas próximas à Terra para missões de sensoriamento remoto e comunicações. Os cientistas estão ansiosos para usar o design relativamente barato para realizar missões mais distantes. “A Artemis I testará nossa nave espacial e equipamento que usaremos para levar astronautas à Lua”, disse Jacob Bleacher, cientista-chefe de exploração da NASA. “Além disso, nos permitirá testar o uso de cargas úteis secundárias de cubesats que podem ser lançados além da órbita baixa.”

O estágio superior ICPS, derivado do programa de foguetes Delta IV da United Launch Alliance, acionará seu motor RL10 para colocar a Orion e os satélites científicos “de carona compartilhada” em uma trajetória em direção à Lua. A Orion será separada do estágio superior um pouco mais de duas horas após a decolagem, e então os cubesats também se separarão, um por um, nas horas seguintes.

Os cubesats que viajam na missão Artemis I estão guardados dentro do Orion Stage Adapter, localizado logo abaixo da nave espacial no foguete. Aqui, a localização do cone do adaptador no foguete

As cargas úteis deste ‘compartilhamento de viagem’ (em ingles, ‘rideshare’) estão armazenadas dentro de dispositivos ejetores no Orion Stage Adapter, a interface que conecta o foguete-transportador com a nave espacial. O adaptador foi ‘empilhado’ (‘montado sobre’) no foguete em outubro passado dentro do Vehicle Assembly Building no Kennedy Center. Os próprios cubesats foram embalados dentro de seus ejetores antes disso. Nove dos satélites foram instalados no adaptador em julho passado, e a carga útil final do ‘ridehsare’ foi adicionada em setembro. Naquela época, o início da missão era esperado no final de 2021 ou início de 2022. Acontece que o lançamento atrasou mais de meio ano, com a data agora prevista para dia 29. Os atrasos fizeram com que alguns funcionários se preocupassem com a carga de bateria dos cubesats. Cinco dos dez tiveram suas baterias recarregadas, enquanto as outras não o foram devido a restrições de projeto e acesso. Em pelo menos um caso, os responsáveis optaram por não recarregar a bateria de um deles. Alguns destes cubesats sem carga de bateria podem funcionar uma vez expostos à luz do Sol, através de suas baterias solares.

Disposição dos dispensadores dos satélites no anel do adaptador

“Havia vários que podiam serem recarregados e vários que simplesmente não tinham essa capacidade quando foram empilhados”, disse Bleacher. “Neste ponto, é difícil recarregar esses cubesats. Então, estamos tentando trabalhar nos preparativos e deixar o SLS pronto para voar. Essa é a melhor coisa que podemos fazer neste momento.
“O objetivo principal aqui é pilotar o SLS e a Orion e verificar o sistema, certificar-se de que funcionará e está pronto para a Artemis II, quando teremos nossos astronautas a bordo”, disse Bleacher. “Se lançarmos o SLS no final deste mês ou início de setembro, esperamos que todos tenham a oportunidade de voar.” “Estamos no ponto em que estamos nos preparando para o voo”, disse Mike Sarafin, gerente da missão na NASA. “O restante desses cubesats, com base em análises, acreditamos ter carga suficiente para realizar uma missão. Alguns podem realmente precisar recarregar depois de serem ejetados, depois de ganharem energia por meio de seus painéis solares. Mas acreditamos que cada um deles tem uma missão. “Dito isso, os cubesats são de custo relativamente baixo”, disse Sarafin. “Eles têm níveis relativamente baixos de redundância e uma taxa de falha relativamente alta, então prevemos que um ou mais deles não sejam bem-sucedidos em sua missão apenas devido à natureza deles próprios.”

A NASA selecionou 13 missões cubesat para lançar no primeiro voo do SLS em 2016 e 2017. Naquela época, a agência disse que esperava que o primeiro voo fosse lançado no final de 2018. Mas três dos satélites enfrentaram problemas que os fizeram perder a chance no Artemis I. Os dez cubesats que chegaram à fase final para Artemis I foram:

• BioSentinel: Este projeto é liderado pelo Centro de Pesquisa Ames da NASA na Califórnia e investigará os efeitos da radiação do espaço profundo em organismos vivos. O cubesat transporta células de levedura seca em cartões microfluídicos, que permitem que os microrganismos sejam reidratados após o BioSentinel atingir o espaço profundo.

Lunar IceCube

• Lunar IceCube: Esta missão, liderada pela Morehead State University em Kentucky, orbitará a Lua com um espectrômetro infravermelho para investigar a presença de água e moléculas orgânicas na superfície lunar e na exosfera lunar. Este satélite não foi recarregado antes do lançamento. “Estes são alguns dos cubesats mais complexos já produzidos”, disse Ben Malphrus, investigador principal da missão Lunar IceCube. “Para atingir os níveis de desempenho necessários para fazer pesquisa, tivemos que ir além. Tivemos que correr riscos e os engenheiros equilibraram esses riscos com os recursos do projeto. E isso se resume a um pouco de aposta.” Malphrus disse que mais de 50 estudantes trabalharam na missão ao longo de mais de cinco anos de desenvolvimento. “Para mim, isso é realmente como um terceiro filho”, disse Hardgrove. “Enviá-lo para a Lua e vê-lo ter uma chance de completar sua missão é realmente uma coisa especial.”

• NEA Scout: A missão NEA Scout ejetará uma vela solar para se guiar até um sobrevoo com um pequeno asteroide. O satélite foi desenvolvida pelo Jet Propulsion Laboratory da NASA e pelo Marshall Space Flight Center.

• LunaH-Map: O Lunar Polar Hydrogen Mapper, desenvolvido na Arizona State University, mapeará o conteúdo de hidrogênio de todo o Pólo Sul da Lua, inclusive dentro de regiões permanentemente sombreadas em alta resolução, de acordo com a NASA. Este satélite não foi recarregado. Craig Hardgrove, investigador principal da missão, disse que os engenheiros do foguete não estavam “confortáveis” com a recarga dos cubesats enquanto estavam empilhados no veículo de lançamento. Ele disse que os dados sobre o estado de carga das baterias do seu satélite, no entanto, sugerem que a missão “deve estar em uma posição muito boa” se a missão decolar no final de agosto ou início de setembro.

• CuSP: O cubesat para estudar Partículas Solares, ou CuSP, orbitará o Sol no espaço interplanetário. Desenvolvido pelo Southwest Research Institute, o CuSP observará partículas e campos magnéticos que se afastam do sol antes de chegarem à Terra, onde podem desencadear tempestades geomagnéticas e outros eventos climáticos espaciais. Este satélite também não foi recarregado.

LunIR

• LunIR: Desenvolvido pela Lockheed Martin, a missão Lunar Infrared Imaging realizará um sobrevoo da Lua para coletar imagens térmicas da superfície. A missão também demonstrará as tecnologias cubesat no espaço profundo. Este também não foi recarregada.

• Team Miles: Este cubesat desenvolvido de forma privada testará um sistema de propulsão de plasma em miniatura no espaço profundo. A missão Team Miles é uma parceria entre a Miles Space e a Fluid & Reason LLC, duas empresas sediadas na Flórida. Também não recarregado antes do lançamento.

• EQUULEUS: O satélite 6U EQUilibriUm Lunar-Earth point 6U viajará para o ponto L2 Lagrange Terra-Lua além do outro lado da Lua. Desenvolvida pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão e pela Universidade de Tóquio, a missão fará imagens da plasmasfera da Terra, observará impactos no lado oculto lunar e demonstrará manobras de controle de trajetória de baixa energia perto da Lua.

• OMOTENASHI: A Outstanding MOon Exploration Technologies demonstrada pela missão NAno Semi-Hard Impactor, também desenvolvida pela JAXA e pela Universidade de Tóquio, tentará um pouso “semi-duro” na superfície da Lua usando um motor de foguete de propelente sólido.

• ArgoMoon: Esta missão usará um pequeno satélite para realizar manobras de proximidade ao redor do estágio superior do SLS após a ejeção do Orion Stage Adapter. O ArgoMoon, fornecido pela Agência Espacial Italiana em parceria com a empresa italiana Argotec, fará imagens de alta resolução do estágio superior para documentação histórica.

A missão Artemis I tem datas de lançamento de backup marcadas para 2 e 5 de setembro, mas teoricamente poderia ser lançada em qualquer dia de 2 a 6 de setembro, se não decolar em 29 de agosto. “Se estivermos abaixo do estado mínimo de carga necessário para inicializar nosso computador de voo, teremos dois painéis solares fechados depois que o dispensador nos expulsar para o espaço, para que esses dois painéis carreguem as baterias”, disse Hardgrove. “Supondo que as baterias não estejam esgotadas até o zero, devemos ser capazes de carregá-las em pouco tempo após a ejeção.
“Todos os cubesats estão em uma situação ligeiramente diferente”, disse ele. “Mas para o LunaH-Map, acho que devemos ficar tranquilos com o lançamento se aproximando.” Os gerentes encarregados da missão Team Miles acreditam que seu satélite está em boas condições. As baterias estão com cerca de 85% de carga, de acordo com Wesley Faler, líder da missão. “Tivemos a oportunidade de cobrar, mas optamos por não fazer isso”, disse Faler. “Há uma taxa de descarga tão baixa em nossas baterias que descobrimos que não há por que “balançar o barco” e introduzir a variável de recarga.” Os cientistas que lideram as missões de carona na Artemis I sabem que suas missões são arriscadas, pois poucos cubesats já se aventuraram no espaço profundo.

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Missão Artemis I terá cobertura via Youtube de especialistas brasileiros

Canais Brazilianspace e Homem do Espaço transmitem o lançamento do SLS/Orion dia 29

Na próxima segunda-feira (29 de agosto de 2022) quando os poderosos motores do foguete SLS da NASA forem acendidos, o ser humano estará dando o primeiro passo para conquista definitiva desta vasta e perigosa fronteira através desse tão aguardado retorno ao nosso satélite natural, a Lua. Assim sendo, diante deste momento histórico para toda a humanidade o BS não poderia deixar de fazer a sua parte. Portanto amigos, a partir da 08:00h deste dia 29/08 (fiquem atentos) o Prof. Rui Botelho e o Duda Falcão estarão realizando uma ‘Live Especial’ para trazer aos nossos leitores o lançamento deste fantástico Foguete SLS e de sua também espetacular Espaçonave Orion.

E para acompanhar o BS nessa grande jornada, convidamos três especialistas do setor espacial, Junior Miranda (Historiador, Divulgador Científico e Editor do canal ‘Homem do Espaço’), Dr. Oswaldo Barbosa Loureda (Professor da UFMA e Fundador da Startup Acrux) e o Dr. Waldemar Castro Leite Filho (Eng. Eletrônico e CEO da Startup CLC Consultoria).

Foguete-portador SLS com a espaçonave Orion da Artemis I

“Esperamos portanto com essa iniciativa, poder contar mais uma vez com a presença de todos vocês, nesta que será uma jornada fantástica e inesquecível para todos os amantes do espaço, bem como para toda humanidade. Deste forma por gentileza caros entusiastas, pedimos a todos que nos ajudem, não esquecendo de divulgar essa chamada para seus amigos, conhecidos, parentes, papagaios e quem mais vocês acharem que devem, tá bom? Ahhhh, já ia me esquecendo, e por por gentileza, não esqueçam também de ‘darem o seu like’, ‘clicar no sininho’ e de ‘se inscreverem’ no canal do BS, pois precisamos contar com esse importante apoio de vocês, para assim alcançarmos a nossa meta de 15 mil inscritos até o final desse ano, e assim continuar realizando este importante trabalho para todos os nossos amigos, amigas e entusiastas do setor espacial.”

O Que: Live Especial ‘ARTEMIS 1 – Lançamento’
Onde: Canal do BS no Youtube (Brazilian Space)
Quando: 29/08 (Segunda-feira)
Horário: A partir das 08:00 de Brasília

Espaçonave Orion

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NASA testará versão simplificada da Starship para viagem à Lua em 2024

Espaçonave ainda em projeto da SpaceX será o módulo lunar da missão Artemis

Concepção artística do Starship lunar com o elevador de acesso e dois tripulantes na superfície

Em uma apresentação na reunião anual do Lunar Exploration Analysis Group (LEAG) da NASA em 23 de agosto de 2022, Lisa Watson-Morgan, gerente do programa Human Landing System (HLS), disse que uma nave Starship realizará a missão de demonstração de pouso sem tripulação não necessariamente idêntica ao veículo que será usada para transportar astronautas para a superfície lunar na Artemis 3 por volta de 2025. A nave espacial da SpaceX que pousará na Lua no voo de teste pode será uma versão simplificada da que levará pessoas na Artemis 3: “Para a demonstração sem tripulação, o objetivo é ter um pouso seguro”, disse ela. “A nave de demonstração não tripulada não será necessariamente a mesma Starship que veremos na demonstração tripulada. Vai ser um ‘esqueleto’ porque só terá que pousar. Não precisa decolar”. “Claramente que queremos”, acrescentou ela, referindo-se a possibilidade de o veiculo fazer uma decolagem da superfície lunar, “mas os requisitos são para que [apenas] ela pouse”.

Esse pouso sem tripulação, programado para não antes de 2024, é um teste importante antes da missão Artemis III. Watson-Morgan disse que o pouso não tripulado ocorrerá na região polar sul, mas nenhuma decisão foi tomada sobre um local exato, incluindo se será uma das treze regiões anunciadas pela NASA em 19 de agosto, para a Artemis 3. Um fator na escolha de um local de pouso, disse ela, foi “preservar a ciência no futuro”, não interferindo em nenhum local de pouso da Artemis 3. Haverá uma oportunidade de fazer pesquisas no pouso de demonstração. Isso inclui levar um conjunto de sensores e cameras “e potencialmente uma carga útil”, disse ela, mas não especificou de que tipos. Os modelos de carga útil que a NASA estava interessada incluem aqueles “que não exigem muita manutenção”.

A SpaceX previu até 16 lançamentos – incluindo 14 reabastecimentos – com intervalo de aproximadamente 12 dias para cada missão lunar da nave. Elon Musk, porém, disse que a necessidade de “16 voos é extremamente improvável”. Em vez disso, presumindo que cada nave-tanque seja capaz de levar 150 toneladas de carga útil (propelente) em órbita após alguns anos de maturação do projeto, ele acredita que é improvável que sejam necessários mais de oito lançamentos de naves-tanques para reabastecer a nave-depósito – ou um total de dez lançamentos, incluindo o depósito e o módulo de alunissagem.

No entanto, ela e outros disseram que querem maximizar o desempenho que a Starship oferecerá em pousos lunares, com potencial para transportar grandes cargas. Enquanto a competição original do HLS tinha a exigência de transportar apenas 100 quilos para a superfície e de volta, além de dois astronautas, disse Logan Kennedy, líder de desenvolvimento superfície do programa, as missões “sustentadas” posteriores aumentarão para 182 quilos na superfície e 160 quilos de volta, com uma meta de 1.000 quilos de ida e volta. “Vamos aproveitar tudo o que pudermos nesta missão para tentar aumentar e diminuir o máximo que pudermos, usando o escopo do sistema deles”, disse Watson-Morgan.

Maquete em tamanho real do elevador sendo avaliado nas instalações da SpaceX

Ela disse que a empresa tem sido uma “parceira fantástica” no HLS até agora, com estreita cooperação entre a empresa e a agência. A SpaceX esteve envolvida no processo de seleção do local de pouso da Artemis III para garantir que as possíveis regiões de pouso sejam compatíveis com a Starship. A NASA, por sua vez, tem seu pessoal, incluindo astronautas, visitando as instalações da empresa para revisões e testes de equipamento. Isso inclui um dos atributos específicos da espaçonave projetada – o elevador necessário para ir da cabine à superfície. “É um módulo de pouso muito alto. Não se parece com os aterrissadores tradicionais que vimos no passado, então pode ser difícil reconciliar isso mentalmente”, disse Watson-Morgan. Ela assegurou aos cientistas na reunião que o projeto do elevador era robusto, dizendo que era “tolerante a múltiplas falhas” e projetado para operar em condições lunares. Em sua apresentação, Kennedy mostrou imagens de uma maquete em escala real do elevador que a SpaceX construiu para testes de “crew-in-the-loop” ou ‘com-participação-de-tripulante’, incluindo aqueles em que os astronautas usavam trajes espaciais simulados para testar a capacidade de entrar e sair do elevador. Alguns aspectos da arquitetura geral de pouso lunar, no entanto, permanecem obscuros. O conceito de operações para o módulo de alunissagem envolve o lançamento de uma nave na órbita terrestre baixa que servirá como um depósito de combustível, que será abastecido por lançamentos subsequentes de Starships que servirão como naves-tanque. O módulo lunar Starship será lançado, encherá seus tanques no depósito e seguirá para a órbita lunar.

Nem a NASA nem a SpaceX, no entanto, disseram exatamente quantos lançamentos serão necessários para uma única missão de pouso lunar, uma questão de contenção durante os protestos contra o prêmio da SpaceX no HLS no ano passado pela Blue Origin. “Quantos? Todos os necessários. Essa é a quantidade que lançaremos”, disse Watson-Morgan. Os requisitos da NASA para missões do HLS terminam quando os astronautas voltam para a nave-mãe Orion. “Nós não dizemos a eles para fazerem nada com ela”, disse Kennedy sobre o destino da Starship após o retorno dos astronautas da superfície lunar. “Isso vai depender da SpaceX.”

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China lança mais um satélite de imagem

Beijing-3B “Nanjing-1” tem capacidade de alta resolução

O foguete decolou do Centro de Lançamento de Taiyuan

A China lançou hoje, na quarta-feira 24 de agosto de 2022, um foguete Longa Marcha-2D colocando o satélite Pequim-3B (Beijing 3-B, ou 南宁一号,”Nanning-1″ ) numa órbita inicial de 596 por 615 km, inclinada em 97,94°. O foguete decolou às 11h01 horário de Pequim, 00:11 hora de Brasília, do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, no norte do país. O satélite será usado principalmente para serviços de sensoriamento remoto na gestão de recursos terrestres, levantamento de recursos agrícolas, monitoramento ambiental e aplicações urbanas.

Satélite Beijing-3B

O Beijing-3 é considerado um dos satélites de observação por imagem de maior desempenho, podendo tirar fotos com uma resolução de alta qualidade de 50 cm, o que significa que cada pixel na tela equivale a 50 cm no solo, considerado avançado pelos padrões internacionais. Seus testes de desempenho também mostraram que o satélite foi capaz de tirar imagens enquanto seu chass estava girando a 10 graus por segundo. Comparado com o concorrente WorldView-4, o satélite de observação mais avançado dos EUA atualmente, o Beijing-3 tem um tempo de resposta duas a três vezes mais rápido. Com o apoio do Comitê do Partido Municipal de Nanning e do Governo Municipal de Guangxi, e aprovado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a Subsidiária “Century Space Nanning” construiu uma estação terrestre de sensoriamento remoto no sudoeste de Nanning, para receber diretamente imagens para países do projeto “Belt and Road”.

Depois que o Beijing-3B for colocado em uso, ele trabalhará em conjunto com outros satélites da série Beijing para melhorar ainda mais as capacidades de serviço de informações espaço-temporais de alta qualidade, como aquisição de dados, observação inteligente e informações gerais. Seus dados vão auxiliar a “levantar um mapa 3D da China e no desenvolvimento da economia digital, promovendo a aplicação de satélites de sensoriamento remoto e o desenvolvimento a economia digital em regiões relevantes. “
Esta foi a 434ª missão de voo da série de foguetes Longa Marcha, informou o centro de lançamento.

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NASA seleciona locais de pouso para o Artemis III

Região do pólo sul lunar será visitada por astronautas no retorno dos EUA à Lua

Locais principais de alunissagem potenciais previstos para a Artemis III

A NASA anunciou treze potenciais regiões de pouso para sua missão Artemis III durante uma entrevista coletiva realizada na sexta-feira, 19 de agosto de 2022. Todos os locais candidatos estão agrupados perto do pólo sul da Lua, uma área de interesse científico e de exploração. A agência identificou e avaliará mais de dez locais de pouso específicos em cada região, todos dentro de seis graus de latitude do pólo. A agência identificou as seguintes regiões candidatas para o pouso: serra Faustini A, o Pico próximo a Shackleton, cume e borda ‘Connecting Ridge’, cume e borda ‘Connecting Ridge Extension’, duas regiões na borda da cratera de Gerlache, o Maciço de Gerlache-Kocher, Haworth, Maciço Malapert, o platô Leibnitz Beta Plateau, duas regiões na borda da Cratera Nobile e a borda do monte Amundsen.

“Selecionar essas regiões significa que estamos um passo gigante mais perto de retornar pessoas à Lua pela primeira vez desde a Apollo”, disse Mark Kirasich, vice-administrador associado da Divisão de Desenvolvimento da Campanha Artemis na sede da NASA em Washington. “Quando o fizermos, será diferente de qualquer missão que tenha vindo antes, pois os astronautas visitarão áreas escuras anteriormente inexploradas pelos seres humanos e estabelecerão as bases para futuras estadias de longo prazo.” “Vários dos locais propostos dentro das regiões estão localizados entre algumas das partes mais antigas da Lua e, juntamente com as regiões permanentemente sombreadas, oferecem a oportunidade de aprender sobre a história lunar através de materiais anteriormente não estudados”, disse Sarah Noble, líder de ciência lunar para a Divisão de Ciência Planetária da NASA.

O módulo de alunissagem será uma espaçonave Starship da SpaceX modificada para voo somente no vácuo

As restrições nas quais a agência se concentrou até o momento foram estritamente logísticas, incluindo como o local é iluminado, a facilidade com que uma equipe de astronautas poderia se comunicar com a Terra a partir do local e o tipo de terreno. A NASA usará como veículo que transportará os astronautas da órbita lunar para a superfície o Starship da SpaceX, e então as discussões foram realizadas entre a empresa e o pessoal do governo.

Cada uma dessas regiões contém diversas características geológicas. Juntas, as regiões oferecem opções de pouso para todas as oportunidades potenciais de lançamento da Artemis III. Locais de aterrissagem específicos são fortemente relacionados ao momento da janela de lançamento, de modo que várias regiões garantem flexibilidade ao longo do ano.

Para selecionar as regiões, uma equipe de cientistas e engenheiros avaliou a área perto do pólo sul usando dados do Lunar Reconnaissance Orbiter e décadas de publicações e descobertas científicas. Para determinar a acessibilidade, a equipe também considerou as capacidades combinadas do foguete Space Launch System, da espaçonave Orion e do alunissador Starship produzido pela SpaceX.

“Os locais de pouso são valiosos para a comunidade científica e a comunidade de tecnologia”, disse Kirasich, durante entrevista coletiva. “As pessoas querem e precisam fazer coisas lá.” “Podemos fazer ‘ciência empolgante’ em todos eles”, disse Sarah Noble, líder de ciência lunar da Artemis para a Divisão de Ciência Planetária da NASA. “Muitos desses são lugares sobre os quais a comunidade científica vem falando há anos.” “Desenvolver um plano para explorar o sistema solar significa aprender a usar os recursos que estão disponíveis para nós, preservando sua integridade científica”, disse Jacob Bleacher, cientista-chefe de exploração da agência. “O gelo de água lunar é valioso do ponto de vista científico e também como recurso, porque dele podemos extrair oxigênio e hidrogênio para sistemas de suporte à vida e combustível.”

“Esta será a primeira vez que pousamos uma nave tripulada no pólo sul, será a primeira alunissagem de uma Starship, então temos que prestar muita atenção às restrições de engenharia e segurança da missão e dos veículos”, disse Kirasich. disse. “Teremos que ter, provavelmente até mesmo para uma determinada data de lançamento, talvez, um ou dois locais disponiveis, mas teremos uma coleção que podemos usar durante um período de lançamento”, disse Kirasich. “Exatamente quantos, ainda não sabemos; temos muito a aprender entre agora e até lá.”

O Lunar Reconnaissance Orbiter já forneceu os dados de que o pessoal da missão precisa, de acordo com Jacob Bleacher, cientista-chefe de exploração da NASA. De fato, ele disse que neste ponto da missão da LRO, a espaçonave está em uma órbita da qual não pode observar essas regiões. “Mas parte do que entrou em algumas de nossas considerações foi a base da disponibilidade de dados”, disse Bleacher. “Não podemos fotografar esses locais novamente com o Lunar Reconnaissance Orbiter, mas já os miramos especificamente no passado.”

“Esta é uma nova parte da Lua, é um lugar que nunca exploramos”, disse Noble. “Todos os seis locais de alunissagem da Apollo estavam na parte central do lado próximo, e agora estamos indo para um lugar completamente diferente, com terrenos geológicos diferentes e antigos.”

Os cientistas esperam que estudar a água e outros compostos voláteis que evaporam facilmente os ensine sobre a história da Lua e a relação com a Terra. Enquanto isso, outros estão interessados ​​no gelo porque esperam que ele possa apoiar futuros astronautas ou ser transformado em combustível de foguete. O anúncio ocorreu pouco mais de uma semana antes do rollout da Artemis I, o voo de teste não tripulado para o programa. O foguete desta missão está agora na plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy em contagem regressiva para a decolagem em 29 de agosto. A Artemis I destina-se a testar os dois principais sistemas em que o programa de exploração lunar dependerá: o “megafoguete” Space Launch System (SLS) e a espaçonave Orion. Se tudo correr bem, a NASA enviará astronautas para a órbita lunar na Artemis II, visando o lançamento em 2024, antes do novo pouso na Lua – que pode ocorrer em 2025 ou 2026 se tudo correr bem. “Sinto como se estivéssemos em uma montanha-russa prestes a passar pelo topo”, disse Bleacher. “Aperte o cinto, todo mundo, vamos dar uma volta para a Lua aqui.”

A equipe de análise ponderou outros critérios de pouso com objetivos científicos específicos do Artemis III , incluindo além de pousar perto o suficiente de uma região permanentemente sombreada para permitir que a tripulação conduzisse uma extensa caminhada, limitando a perturbação ao pousar. Isso permitirá que a tripulação colete amostras e realize análises científicas em uma área não comprometida, fornecendo informações importantes sobre a profundidade, distribuição e composição do gelo de água que foi confirmada no pólo sul da Lua. A equipe identificou regiões que podem cumprir o objetivo garantindo a proximidade de regiões permanentemente sombreadas e também levando em consideração as condições de iluminação. Todas as treze regiões contêm locais que tem acesso contínuo à luz solar durante um período de 6,5 dias – a duração planejada do período na superfície na Artemis III. O acesso à luz solar é fundamental para uma estadia de longo prazo na Lua, pois oferece uma fonte de energia e minimiza as variações de temperatura.

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NASA lançará Artemis I no dia 29

Foguete SLS com espaçonave Orion decola na segunda-feira em teste para a primeira missão lunar tripulada em 50 anos

Resumo do lançamento

A agência espacial americana anunciou na segunda-feira, 22 de agosto de 2022, que liberou sua missão Artemis I para o voo de teste não tripulado ao redor da Lua na próxima semana. A decolagem está programada para segunda-feira, 29 de agosto, durante uma janela de duas horas que abre às 8h33 EDT (12:33 GMT, 9:33 hora de Brasília). A missão histórica do chamado ‘Mega Moon Rocket’ (Megafoguete Lunar), ou Sistema de Lançamento Espacial (SLS), a primeira do programa da NASA que visa “devolver os astronautas à Lua”, decolará da plataforma ‘Pad’ 39B no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Será o primeiro voo do Sistema de Lançamento Espacial, de 98 metros – o foguete mais poderoso da NASA de todos os tempos – e um segundo teste de sua espaçonave Orion. [*]
A Artemis I lançará a nave em uma missão de 42 dias para circundar a Lua e retornar à Terra. A NASA está ‘vendendo’ o voo de teste como sua primeira missão de volta à Lua com uma espaçonave com capacidade de tripulação em quase 50 anos. É também a primeira nova espaçonave da NASA desde que a agência aposentou sua frota de ônibus espaciais há mais de uma década. De acordo com o plano, a Artemis I levará cerca de uma semana para atingir a órbita lunar. Ela ficará lá por cerca de um mês antes de retornar à Terra em 10 de outubro.

O foguete do Sistema de Lançamento Espacial de 98.14 m de altura decolará da plataforma de lançamento 39B no dia 29 de agosto

Os gerentes da missão disseram na segunda-feira que pretendem forçar a espaçonave Orion, a ir além dos parâmetros originais para voos tripulados, para garantir que o teste. A maratona de 42 dias da missão é maior do que os voos tripulados padrão de 10 dias que a NASA planejou. Isso dará aos norte-americanos e à Agência Espacial Europeia, que construiu o módulo de serviço da nave, tempo para identificar quaisquer problemas a serem resolvidos para o primeiro voo tripulado. A Orion também está carregando um manequim “Moonikin Campos” e dois torsos humanóides cobertos com sensores para medir os efeitos da vibração e radiação espacial no corpo humano, enquanto dez pequenos cubesats serão ejetados do segundo estágio do SLS durante o voo para testar novas tecnologias de exploração. “Estamos levando o veículo ao seu limite, realmente enfatizando-o para se preparar para a tripulação”, disse Sarafin, gerente da missão Artemis da NASA.

Perfil da missão Artemis I

Esse voo tripulado será a Artemis II, que a NASA espera voar em 2024. A Artemis III, o primeiro pouso lunar com uma tripulação, está previsto para 2025 e usará um módulo de alunisagem da SpaceX, o Starship lunar para levar astronautas a um dos treze locais candidatos no pólo sul da Lua. Mas ambas as missões, é claro, dependem de como a Artemis I acabar. “Este será o primeiro voo de um novo foguete e uma nova espaçonave”, disse Mike Sarafin, a repórteres. “Estamos fazendo algo que é incrivelmente difícil de fazer e traz riscos inerentes”. Anteriormente, uma espaçonave Orion fez um voo de órbita alongada, em 2014, mas lançada por um foguete Delta-IV Heavy da United launch Alliance.

Espaçonave Orion para a missão Artemis I

“Vamos para o lançamento, o que é absolutamente excelente”, disse o administrador associado da agência, ex-astronauta Robert Cabana, a repórteres em uma entrevista coletiva. “Este dia demorou muito para chegar.” Atualmente, a NASA tem três chances de lançar a Artemis I em sua janela de voo atual, que abre em 29 de agosto, após uma reunião de Revisão de Preparação para Lançamento.

O diretor de testes de lançamento da NASA, Charlie Blackwell-Thompson, disse que as equipes têm dois testes finais para trabalhar, um nos ‘boosters’ de propelentes sólidos do foguete (versões estendida dos usados nos shuttles) e outro nas conexões entre o foguete e sua mesa de lançamento móvel. A equipe tem um teste importante, para verificar uma correção para um vazamento detectado em um ensaio de abastecimento de junho durante para preparar os motores do foguete para seu propelente super-refrigerado, este teste só pode ser realizado no dia do lançamento.

[*] – O Exploration Flight Test-1 ou EFT-1 (anteriormente conhecido como Orion Flight Test 1 ou OFT-1) foi o primeiro voo de teste do módulo da tripulação da nave Orion “Multi-Purpose Crew Vehicle”. Foi um lançamento sem tripulação, que decolou em 5 de dezembro de 2014, às 12:05 UTC, por um foguete Delta IV Heavy a partir do Space Launch Complex 37B na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral. A missão foi um teste de quatro horas e duas órbitas da cápsula da tripulação numa trajetória de alto apogeu na segunda órbita e concluindo com uma reentrada de ‘alta energia’ com cerca de 8,9 quilômetros por segundo. O voo pretendia testar vários sistemas da nave, incluindo eventos de separação, aviônicos, escudo térmico, pára-quedas e operações de recuperação antes de seu voo a bordo do Sistema de Lançamento Espacial na Artemis 1, mais de sete anos após o EFT-1. Esta foi uma missão corresponde à Apollo 4 de 1967, que validou o sistema de controle de voo da espaçonave Apollo e o escudo térmico nas condições de reentrada planejadas para o retorno das missões lunares.

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China lança dois pequenos satélites tecnológicos

Foguete Kuaizhou 1A decolou de Xichang

Foguete Kuaizhou-1A foi lançado do Centro de Lançamento de Xichang

Em 23 de agosto de 2022 às 10:36, horário de Pequim (02:36 UTC, 23:36 Brasília no dia 22), um foguete Kuaizhou-1A (KZ-1A) foi lançado do Centro de Lançamento Espacial de Xichang com um par de satélites ChuangXin-16 ‘A ‘e ‘B’ (ChuàngXīn Shíliù Hà, 创新)十六 ou CX-16). De acordo com fontes oficiais, os satélites (“ChuangXin” significa Innovação ) entraram com sucesso na órbita desejada e serão usados “principalmente em experimentos científicos, verificação de novas tecnologias e outros campos”. O centro de lançamento fica na província de Sichuan, no sudoeste da China. Os dois aparelhos foram colocados em órbita com os parâmetros: inclinação de 29,01°, perigeu de 589,7 km, apogeu de 596,1 km e período de 96,54 min.

KZ-1A

O satélite foi desenvolvido pelo Instituto de Inovação de Microssatélites (Microssatélite Innovative Research Academy – IIAM) da Academia Chinesa de Ciências em Shangai e será usado principalmente para realizar experimentos de verificação de novas tecnologias. Este foi o 43° lançamento do Satellite Innovation Institute. Atualmente, oitenta e quatro micro-nano satélites cobrindo comunicação, navegação, sensoriamento remoto, ciência, e outros campos foram lançados com sucesso. O Chuangxin-16 será usado principalmente para experimentos científicos, além de testar novas tecnologias. O nome “Chuangxin” e a abreviatura CX são uma marca registrada do IIAM – foram usados pelo primeiro satélite da empresa, lançado em 21 de outubro de 2003 e destinado ao desenvolvimento de tecnologia de transmissão de dados. Por volta de 2013, o pequeno escritório de design acadêmico expandiu suas atividades estabelecendo-se como empresa independente. Uma verificação dos parâmetros mostrou que as espaçonaves foram lançadas quase exatamente no plano de dois outros satélites chineses GECAM, também criados pelo IIAM e lançados em 10 de dezembro de 2020 com a tarefa de monitorar a esfera celeste e registrar os quanta gama que acompanham a chegada de ondas gravitacionais

Na documentação interna do desenvolvedor, todos os satélites mantêm o nome “Chuangxin” com índices diferentes, mas apenas alguns deles o receberam oficialmente. Uma série de CX-1s, um CX-3 e três CX-3As, 30 unidadess de CX-5s, três CX-6s conhecidos e depois de uma pausa, os CX-12, CX-15 e CX- 16 foram implementados.

O foguete KZ-1A foi desenvolvido no CASIC – China Space Science and Industry Corporation como um meio de lançamento rápido e barato sob demanda. Ele fez seu primeiro voo em janeiro de 2017 e já voou dezessete vezes até agora; quatorze desses lançamentos foram bem sucedidos e três falharam. No local de teste de Sichan, o foguete foi usado pela primeira vez e em doze dos 14 lançamentos bem-sucedidos, o foguete tinha uma cor cinza escuro no segundo estágio e branco para todos os outros e a carenagem. E apenas em dois exemplares foi usado um esquema de cores diferente – completamente branco com listras transversais azuis ao longo das seções de interestágios.

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Nave cargueira da SpaceX volta à terra

Cápsula da missão CRS-25 amerrissou no Atlântico

Espaçonave Cargo Dragon

A nave espacial de carga reutilizável Cargo Dragon C208.3 SpX-25 (CRS-25) pousou na costa do estado norte-americano da Flórida, de acordo com a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos EUA. A cápsula amerrisou às 14h53 EDT (15:53 Brasília) no sábado, 20 de agosto de 2022, marcando o retorno da 25ª missão de abastecimento no contrato da SpaceX à Estação Espacial Internacional para a NASA. A nave trouxe para a Terra “cerca de 1.814 kg de experimentos científicos e outras cargas “, disse o comunicado no site da NASA. Na sexta-feira, foi relatado que a espaçonave Dragon se desacoplou com sucesso da ISS e estava retornando à Terra. Antes disso, seu desacoplamento e retorno foram adiados devido ao mau tempo na zona de amerrissagem.

Navio de apoio Megan trouxe a cápsula para o porto

A espaçonave reutilizável Dragon é o único veículo não-tripulado que traz carga da órbita para a Terra. Ele faz seu pouso na água, o que torna as condições climáticas na área de amerrissagem cruciais para seu voo.

Algumas das investigações científicas retornadas pela Dragon incluem:
Impacto do espaço nos materiais: O experimento MISSE-15-NASA testa, qualifica e quantifica o impacto do ambiente de órbita baixa em novos materiais e componentes, como materiais de naves espaciais para trajes de proteção contra radiação. Resultados de experimentos bem-sucedidos podem ter aplicações tanto nos ambientes hostis do espaço quanto na Terra.

Resfriamento de trajes espaciais: O experimento de vôo de rejeição de evaporação de trajes espaciais (SERFE) demonstra uma nova tecnologia usando evaporação de água para remover o calor de trajes e manter temperaturas adequadas para membros da tripulação e equipamentos durante caminhadas espaciais. A investigação determina se a microgravidade afeta o desempenho e avalia o efeito da tecnologia na contaminação e corrosão do material dos escafandros.

Sinalização celular em microgravidade: Investigação patrocinada pela Agência Espacial Europeia a Bioprint FirstAid Handheld Bioprinter permite o uso rápido de bio-tintas previamente preparadas, contendo as próprias células do paciente, para formar um band-aid no caso de ferimentos.

Estatísticas da missão CRS-25

  • 3º vôo do Cargo Dragon C208
  • 5º vôo do Falcon 9 número B1067
  • 5ª missão da Cargo Dragon versão 2
  • 25ª missão de reabastecimento da SpaceX para a ISS
  • – 30º lançamento de 2022
  • 56º aterrissagem de ‘booster’ bem-sucedida seguida
  • 101º pouso bem sucedido em balsa-drone
  • 130º pouso bem sucedido do estágio
  • 139º lançamento consecutivo bem sucedido da SpaceX
  • 164º lançamento do Falcon 9
  • 172º lançamento da SpaceX
  • 1ª nave Cargo Dragon v2 lançada pela 3ª vez

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Cargo Dragon CRS-25 pousa hoje após missão de abastecimento à ISS

Cápsula cargueira fará amerrissagem na costa da Flórida

Transmissão ao vivo da amerrissagem no canal do Homem do Espaço

A espaçonave Cargo Dragon C208.3 da SpaceX desacoplou-se da Estação Espacial Internacional ontem, 19 de agosto de 2022 para retornar à Terra trazendo, entre várias cargas, um traje espacial para inspeções. Hoje, 20 de agosto, a espaçonave fará a saída de órbita às 18:04 UTC (15:04 Brasilia) e amerrissagem às 18:53 UTC (15:53 Brasilia) na costa da Flórida, sendo recuperada pelo navio de suporte Megan.

Pontos-alvo na zona de amerrissagem da cápsula no litoral da Flórida

Este foi o quinto voo da SpaceX sob o contrato CRS Phase 2 da NASA, concedido em janeiro de 2016. Como parte da missão CRS-25 (ou SpX-25), 2.630 kg de cargas diversas foram entregues à ISS, incluindo materiais para pesquisa e experimentos, bem como alimentos para a tripulação.

Poucos dias antes do lançamento da espaçonave (em 15 de julho passado), durante seu abastecimento com propelente de monometil hidrazina, leituras elevadas de vapores foram medidas em uma região isolada do sistema de motores Draco. O propelente e o oxidante N2O4 foram descarregados para dar suporte a outras inspeções e testes. Assim que a fonte exata das leituras elevadas foram identificadas e a causa determinada, funcionários da NASA e da SpaceX conseguiram achar a fonte do problema numa uma junta de entrada da válvula do propelente. As equipes substituíram o conjunto. A SpaceX também substituiu os paraquedas da espaçonave para uma inspeção mais profunda.

Equipamentos e amostras que estão voltando à Terra na cápsula C208:

Análise de escafandro – Depois que membros da tripulação concluíram com sucesso uma caminhada espacial em 23 de março, descobriram uma fina camada de umidade na superfície interna e em uma almofada de absorção dentro do capacete do astronauta Matthias Maurer da Agência Espacial Europeia após a repressurização da câmara de ar. Com o apoio das equipes em terra, a tripulação fez a retirada do capacete de Maurer e coletou dados. Os principais componentes do traje usado por Maurer, ou EMU Unidade de Mobilidade Extraveicular, vão para análise posterior e para quaisquer possíveis correções que possam ser necessárias.

Experimento de evaporação de escafandro – O Spacesuit Evaporation Rejection Flight Experiment ( SERFE ), uma pesquisa da NASA, retorna à Terra para desmontagem e inspeção dos componentes. O SERFE demonstra e avalia a tecnologia de controle térmico usando técnicas de evaporação da água para manter temperaturas adequadas para a tripulação e equipamentos durante caminhadas espaciais. O SERFE também investiga se a microgravidade afeta o desempenho do sistema e como a tecnologia afeta a contaminação e corrosão do material do traje.

Biossensores de radiação – Amostras do BioSentinel ISS Control Experiment (BioSentinel) patrocinado pela NASA retornam para medições ópticas para examinar os danos de radiação acumulados pelas células de Saccharomyces cerevisiae durante seu tempo no espaço. A S. cerevisiae, ou levedura de brotamento, é um organismo modelo que compartilha processos celulares semelhantes com células humanas, especificamente como elas respondem a danos no DNA causados ​​por radiação ionizante. O experimento visa desenvolver biossensores que estudem os efeitos da radiação nos organismos para se preparar para missões de longa duração no espaço. O BioSentinel também foi escolhido para voar na missão Artemis I como carga secundária. A investigação implanta células de levedura seca armazenadas em cartões microfluídicos dentro de um cubesat em trajetória lunar. Após o voo lunar, os cientistas reidratarão os cartões microfluídicos. Um conjunto de cartões microfluídicos está programado para ser ativado na ocorrência de um evento de partículas solares. Essas tempestades de radiação criam um risco significativo para os astronautas em missões de longa duração. Os pesquisadores planejam comparar os dados do cubesat com os de cargas idênticas a bordo da estação e na Terra para interpretar os efeitos da exposição à radiação espacial. Os resultados podem reduzir potencialmente os riscos associados à exploração tripulada a longo prazo.

Primeiros socorros – A experiência Bioprint FirstAid, patrocinada pela ESA, demonstrou uma bioimpressora portátil para aplicações terrestres e espaciais. A bioimpressora usa manufatura aditiva para imprimir células viáveis, biomateriais e moléculas biológicas para possível uso na reconstrução da pele. Os recursos atuais de bioimpressão exigem grande maquinário e um longo prazo. A bioimpressora portátil pretende usar bio-tintas contendo células da pele do paciente para cobrir uma ferida e acelerar a cicatrização. A tecnologia pode mitigar riscos e tratar lesões em caso de emergência em missões de longa duração. Na Terra, a bioimpressora poderia atuar como um adesivo personalizado para feridas, permitindo uma terapia regenerativa e personalizada segura. As amostras estão voltando para comparação com amostras impressas na Terra.

Cargo Dragon C208.3

Processamento de materiais – O experimento de Materiais na Estação Espacial Internacional 15-NASA ( MISSE-15-NASA ) examinou como o ambiente da órbita baixa afeta novos materiais e componentes. Patrocinado pelo Laboratório Nacional da ISS, o MISSE inclui uma série de testes com novos materiais e configurações, incluindo concreto lunar geopolímero, materiais de naves espaciais, compostos de fibra de vidro, células solares de película fina, materiais de proteção contra radiação usados em trajes etc. O equipamento experimental está retornando à Terra para uma análise detalhada. Os resultados podem ter aplicações para usos tanto nos ambientes espaciais hostis quanto na Terra.

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China lança mais três satélites e marca 103 voos bem-sucedidos

Foguete de 240 toneladas colocou os três veículos de sensioriamento remoto na órbita planejada

Longa Marcha CZ-2D decola de Xichang

Um foguete Longa Marcha-2D (serial n° Y66) lançou o quarto grupo de três satélites Yaogan-35 do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, província de Sichuan, sudoeste da China, em 19 de agosto de 2022, às 17:37 UTC (14:37 Brasília ou 20 de agosto, às 01:37 hora local). De acordo com fontes oficiais, os satélites (遥感三十五号04组卫星A星、B星、C星; Yaogan-35 04 A, B e C) entraram nas órbitas planejadas com sucesso e “serão usados ​​principalmente em experimentos científicos , levantamentos de terras e recursos, estimativas de produção agrícola e prevenção e mitigação de desastres.”

Os Yaogan são satélites de sensoriamento remoto óptico desenvolvidos pela Oitava Academia da China Aerospace Science and Technology Corporation. São usados principalmente nas áreas de levantamento de terras, planejamento urbano, confirmação de direitos de propriedade, projeto de redes de estradas, estimativa de rendimento de safras e prevenção e mitigação de desastres. Oferecem informações para a construção da iniciativa econômico-política chinesa de Belt and Road, “Cinturão e Estrada”.

Foguete na plataforma antes do lançamento

A série Longa Marcha foi lançada 103 vezes seguidas desde 5 de maio de 2020, em lançamentos consecutivos, quebrando o recorde anterior de 102 voos consecutivos bem-sucedidos. Os foguetes e os satélites usados ​​para esta missão foram desenvolvidos pela Aerospace Science and Technology Corporation. Este foi o 433º lançamento da série de foguetes-portadores Longa Marcha. O Longa Marcha-2C colocou todos os dez grupos de satélites Yaogan-30 em órbita com precisão desde setembro de 2017, com uma taxa de sucesso de 100 por cento.

CZ-2D ou Chang Zheng 2D com o segundo estágio separado

O Longa Marcha 2D (referido como CZ-2D ou Chang Zheng 2D) é um tipo de foguete espacial desenvolvido pela China em fevereiro de 1990. Foi lançado pela primeira vez em 9 de agosto de 1992 e enviou um satélite de teste científico retornável. O foguete é baseado no Longa Marcha 4A sem o terceiro estágio, para se tornar um lançador de dois estágios. O layout do Longa Marcha 2 D é basicamente o mesmo do primeiro e segundo estágios da série CZ-4. Em 2000, o projeto do lote de foguetes Longa Marcha 2 D-02 foi inaugurado e seu índice de confiabilidade foi aumentado de 0,95 para 0,97. O modelo 2D tem geralmente as seguintes características: comprimento total (sem carenagem): 33,667 metros; (41,056 metros com a coifa instalada); diâmetro máximo: 3,35 metros; massa de decolagem: 236,966 toneladas ; e empuxo de decolagem de 2.961,6 kN (301.999,1 kgf). Relação empuxo-peso: 1,28; capacidade de carga: cerca de 3.100 kg em 175 x 355 km, órbita elíptica com inclinação de 63 graus ; precisão : desvio de inclinação orbital de 0,2 graus, desvio de altitude do perigeu de 5 km, desvio do argumento do perigeu de 5 graus e desvio de longitude do nodo ascendente de 0,1 graus.

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SpaceX lança lote G4-27 de Starlinks

Foguete B1062.9 decolou de Cabo Canaveral com 53 satélites

O foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5 s/n B1062.9 decola de Cabo Canaveral

A SpaceX lançou em 19 de agosto de 2022, sexta-feira, o foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5 s/n B1062.9 com o lote G4-27 de cinquenta e três satélites Starlink em uma órbita inicial de 232 x 336 km, inclinada em 53,22º. O foguete decolou da Cape Canaveral Space Force Station (CCSFS) SLC-40, na Flórid às 19:24:10 UTC (16:24:10 Brasilia), e a liberação dos satélites em órbita ocorreu às 19:39:29.660 UTC (16:39:29.660 de Brasília). O foguete teve uma massa de decolagem de 568.171 kg; A pilha de satélites tem massa aproximada de 16.271 kg e cada satélite modelo v1.5 pesa 307 kg; a órbita final da “concha” (shell) nº 4-27 deste lote de repetidores de internet será circular, a 540 km de altitude.

Resumo do lançamento

O ‘booster’ B1062 foi lançado em sua 6ª missão em 2022, igualando o maior número de lançamentos de um foguete reutilizado em um ano: o exemplar B1061 foi lançado seis vezes em 2021. Já o Falcon 9 B1062 ainda detém o recorde de reciclagem entre voos mais rápido, com 21 dias, 6 horas e 10 minutos.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

Após o estagiamento, o primeiro estágio do foguete retornou à Terra e pousou na balsa-drone Marmac 302 A Shortfall of Gravitas , que estava rebocada pelo navio Crosby Skipper a cerca de 630 km do local de lançamento – esta foi a 63ª aterrissagem consecutiva de um ‘core’ de primeiro estágio deste tipo de foguete. O navio de apoio/rebocador Doug, que estava próximo à zona de pouso, deveria recuperar no mar as conchas da carenagem de cabeça do foguete. A reentrada do segundo estágio aconteceu no leste do oceano Pacífico.

Foguete Falcon 9 configurado para lançamento de um lote Starlink

CONTAGEM REGRESSIVA
Todos os tempos são aproximados
hh: min: ss

00:38:00 Diretor de lançamento verifica o abastecimento de propelente
00:35:00 RP-1 (querosene) sendo abastecido nos tanques
00:35:00 LOX sendo abastecido nos tanques do 1º estágio
00:16:00 Carregamento de LOX do segundo estágio
00:07:00 Foguete inicia o resfriamento dos motores (chilldown)
00:01:00 Computador de voo certifica comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização dos tanques de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

Um satélite Starlink

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados
hh: min: ss
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:28 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:32 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:38 Ignição dos motores do 2º estágio
00:02:43 Liberação da carenagem
00:06:49 Início da ignição de entrada do 1º estágio
00:07:08 Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
00:08:29 Início da ignição de pouso do 1º estágio
00:08:33 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
00:08:49 Pouso do 1º estágio
00:15:15 Os satélites Starlink são liberados em bloco

Perfil de lançamento

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Cargo Dragon CRS-25 deixa a ISS

Nave cargueira traz resultados de experimentos na estação espacial

A espaçonave Cargo Dragon C208-3 da SpaceX desacoplou-se da Estação Espacial Internacional hoje, 19 de agosto de 2022. A cápsula está trazendo de volta à Terra, entre várias cargas, um traje espacial para inspeções após um vazamento de água em uma atividade extraveicular em março. Amanhã, a espaçonave fará a saída de órbita às 18:04 UTC (15:04 Brasilia) e amerrissagem às 18:53 UTC (15:53 Brasilia).

Equipamentos e amostras que estão voltando à Terra na cápsula C208:

Análise de escafandro – Depois que membros da tripulação concluíram com sucesso uma caminhada espacial em 23 de março, descobriram uma fina camada de umidade na superfície interna e em uma almofada de absorção dentro do capacete do astronauta Matthias Maurer da Agência Espacial Europeia após a repressurização da câmara de ar. Com o apoio das equipes em terra, a tripulação fez a retirada do capacete de Maurer e coletou dados. Os principais componentes do traje usado por Maurer, ou EMU Unidade de Mobilidade Extraveicular, vão para análise posterior e para quaisquer possíveis correções que possam ser necessárias.

Experimento de evaporação de escafandro – O Spacesuit Evaporation Rejection Flight Experiment ( SERFE ), uma pesquisa da NASA, retorna à Terra para desmontagem e inspeção dos componentes. O SERFE demonstra e avalia a tecnologia de controle térmico usando técnicas de evaporação da água para manter temperaturas adequadas para a tripulação e equipamentos durante caminhadas espaciais. O SERFE também investiga se a microgravidade afeta o desempenho do sistema e como a tecnologia afeta a contaminação e corrosão do material do traje.

Biossensores de radiação – Amostras do BioSentinel ISS Control Experiment ( BioSentinel ) patrocinado pela NASA retornam para medições ópticas para examinar os danos de radiação acumulados pelas células de Saccharomyces cerevisiae durante seu tempo no espaço. A S. cerevisiae, ou levedura de brotamento, é um organismo modelo que compartilha processos celulares semelhantes com células humanas, especificamente como elas respondem a danos no DNA causados ​​por radiação ionizante. O experimento visa desenvolver biossensores que estudem os efeitos da radiação nos organismos para se preparar para missões de longa duração no espaço. O BioSentinel também foi escolhido para voar na missão Artemis I como carga secundária. A investigação implanta células de levedura seca armazenadas em cartões microfluídicos dentro de um cubesat em trajetória lunar. Após o voo lunar, os cientistas reidratarão os cartões microfluídicos. Um conjunto de cartões microfluídicos está programado para ser ativado na ocorrência de um evento de partículas solares. Essas tempestades de radiação criam um risco significativo para os astronautas em missões de longa duração. Os pesquisadores planejam comparar os dados do cubesat com os de cargas idênticas a bordo da estação e na Terra para interpretar os efeitos da exposição à radiação espacial. Os resultados podem reduzir potencialmente os riscos associados à exploração tripulada a longo prazo.

Primeiros socorros – A experiência Bioprint FirstAid, patrocinada pela ESA, demonstrou uma bioimpressora portátil para aplicações terrestres e espaciais. A bioimpressora usa manufatura aditiva para imprimir células viáveis, biomateriais e moléculas biológicas para possível uso na reconstrução da pele. Os recursos atuais de bioimpressão exigem grande maquinário e um longo prazo. A bioimpressora portátil pretende usar bio-tintas contendo células da pele do paciente para cobrir uma ferida e acelerar a cicatrização. A tecnologia pode mitigar riscos e tratar lesões em caso de emergência em missões de longa duração. Na Terra, a bioimpressora poderia atuar como um adesivo personalizado para feridas, permitindo uma terapia regenerativa e personalizada segura. As amostras estão voltando para comparação com amostras impressas na Terra.

Configuração da ISS após a partida da Cargo Dragon C208.3

Processamento de materiais – O experimento de Materiais na Estação Espacial Internacional 15-NASA ( MISSE-15-NASA ) examinou como o ambiente da órbita baixa afeta novos materiais e componentes. Patrocinado pelo Laboratório Nacional da ISS, o MISSE inclui uma série de testes com novos materiais e configurações, incluindo concreto lunar geopolímero, materiais de naves espaciais, compostos de fibra de vidro, células solares de película fina, materiais de proteção contra radiação usados em trajes etc. O equipamento experimental está retornando à Terra para uma análise detalhada. Os resultados podem ter aplicações para usos tanto nos ambientes espaciais hostis quanto na Terra.

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Starlink: lote G4-27 deve subir amanhã

Foguete Falcon 9 B1062.9 decolará de Cabo Canaveral com 53 satélites

Resumo do lançamento

A SpaceX programou para 19 de agosto de 2022, sexta-feira, o lançamento de um foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5 com o lote G4-27 de cinquenta e três satélites Starlink para uma órbita inicial de 232 x 336 km, inclinada em 53,22º. O foguete B1062.9 decolará a partir da Cape Canaveral Space Force Station (CCSFS) SLC-40, na Flórida. A janela de lançamento instantânea é às 19:24:10 UTC (16:24:10 Brasilia), e a liberação dos satélites em órbita está marcada para 19:39:29.660 UTC (16:39:29.660 de Brasília).

Zonas de exclusão temporárias foram estabelecidas para navios e aeronaves do Cabo Canaveral/Kennedy Space Center de 19 de agosto às 18:44 UTC às 19:54 UTC e em altitude até 18.000 pés (5.400 metros). A previsão do tempo mostra meteorologia favorável de 40% GO (aprovado) para o dia do lançamento e 60% GO para o dia seguinte. As datas reserva vão alternativamente de 20 a 26 de agosto. O ‘booster’ B1062 está programado para ser lançado em sua 6ª missão em 2022, igualando o maior número de lançamentos de um booster reutilizado em um ano. O exemplar B1061 foi lançado seis vezes em 2021. Já o Falcon 9 B1062 ainda detém o recorde de reciclagem entre voos mais rápido, com 21 dias, 6 horas e 10 minutos.

O foguete deve ter uma massa de decolagem de 568.171 kg; A pilha de satélites tem massa aproximada de 16.271 kg. Cada satélite modelo v1.5 pesa 307 kg, e a órbita final da “concha” (shell) nº 4-27 deste lote de repetidores de internet será circular, a 540 km de altitude.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

Após o estagiamento, o primeiro estágio do foguete retornará à Terra e pousará na balsa-drone Marmac 302 A Shortfall of Gravitas , que foi rebocada pelo navio Crosby Skipper a cerca de 630 km do local de lançamento. O navio de apoio/rebocador Doug, que partiu de Port Canaveral e está próximo à zona de pouso, deve recuperar no mar as conchas da carenagem de cabeça do foguete. A reentrada do segundo estágio deve acontecer no leste do oceano Pacífico.

Foguete Falcon 9 configurado para lançamento de um lote Starlink

A partir de 2020, a SpaceX nem sempre tentou pegar as conchas da carenagem com uma grande rede no convés do navio de recuperação. Em vez disso, optou por ir direto para a recuperação na água, um processo em que a carenagem pousa na superfície do oceano e depois é içada para o navio por guindaste. Esse método muitas vezes se mostrou mais confiável e menos arriscado do que as tentativas de captura com rede que ocasionalmente terminavam com danos significativos às carenagens e aos navios coletores. Com a falta de confiabilidade de captura, a SpaceX decidiu finalmente abandonar o procedimento e optou por realizar a recuperação na água por padrão. Os navios GO Searcher (Megan) e o GO Navigator (Shannon) assumiram a responsabilidade de “pesca” a partir de março de 2021 e os Ms Tree e Ms Chief foram lentamente desmontados de todos os equipamentos da SpaceX – um processo que levou mais de um mês para ser concluído. A empresa fez atualizações significativas em ambos os barcos, incluindo a estrutura de captura, sistemas de computador, comunicações e cordames.

Um satélite Starlink

CONTAGEM REGRESSIVA
Todos os tempos são aproximados
hh: min: ss

00:38:00 Diretor de lançamento verifica o abastecimento de propelente
00:35:00 RP-1 (querosene) sendo abastecido nos tanques
00:35:00 LOX sendo abastecido nos tanques do 1º estágio
00:16:00 Carregamento de LOX do segundo estágio
00:07:00 Foguete inicia o resfriamento dos motores (chilldown)
00:01:00 Computador de voo certifica comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização dos tanques de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

Perfil de lançamento

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados
hh: min: ss
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:28 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:32 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:38 Ignição dos motores do 2º estágio
00:02:43 Liberação da carenagem
00:06:49 Início da ignição de entrada do 1º estágio
00:07:08 Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
00:08:29 Início da ignição de pouso do 1º estágio
00:08:33 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
00:08:49 Pouso do 1º estágio
00:15:15 Os satélites Starlink são liberados em bloco

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Russos fazem nova caminhada espacial

Saída de Artemyev e Matveev foi encurtada devido a descarga em bateria

Cosmonautas fora da estação, no casco externo do módulo Nauka

Durante sua atividade extraveicular, ou caminhada espacial (VKD-54), com duração de 4 horas 01 minutos 28 segundos fora da estação espacial internacional, os cosmonautas Oleg Artemyev e Denis Matveev continuaram o trabalho no manipulador remoto europeu ERA. Os dois trabalharam no exterior do módulo Nauka na instalação de duas câmeras CLU3 e 4 no cotovelo do braço robótico, desmontaram o anel de encaixe do atuador de extremidade KE2, adaptaram o manipulador com blocos de cotovelo; trabalharam no encaixe da unidade de retenção KE1 ao suporte BTL2 para instalar o manipulador na posição de armazenamento e testaram as câmeras CLU3 e CLU4.

Devido a uma queda na voltagem da bateria no traje espacial Orlan-MKS, de Artemyev, a direção do Centro de Controle da Missão (TsUP) da TsNIIMash perto de Moscou o orientou para retornar ao módulo Poisk e conectar o traje à fonte de alimentação a bordo pois a bateria do traje estava com carga baixa. A situação estava sob o controle e não ameaçava a saúde do cosmonauta. O segundo cosmonauta Matveev, seguindo Oleg Artemyev, também foi instruído a retornar à eclusa de ar da ISS. “Denis, comece a se mover em direção à câmara de ar”, disse o representante do TsUP ao cosmonauta. De acordo com a telemetria, Matveev tinha pressão parcial de CO2 elevada em seu circuito de suporte vital.

Especialistas em terra expressaram preocupação de que a comunicação com o Artemyev pudesse ser perdida com a queda na carga da bateria. A decisão de transferir o cosmonauta Oleg Artemyev para a câmara de ar e conectar-se à energia a bordo foi tomada em tempo hábil. Esta opinião foi expressa à agência de notícias TASS pelo diretor geral da Empresa de Pesquisa e Produção NPP Zvezda, Sergey Pozdnyakov.

Esta foi a 63ª saída russa (a 54ª planejada) como parte do projeto da ISS e a quinta em 2022. Para Oleg Artemiev, esta foi a sétima saída em sua carreira marcando um total de 45 horas e 44 minutos ; e para Denis Matveev, a terceira, com 18 horas e 21 minutos. Desde março de 1965, setenta e dois cosmonautas da URSS e da Rússia realizaram 159 saídas em escafandros russos.

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Foguete SLS é transferido para a Plataforma em preparação para voo lunar inaugural

Lançador, com espaçonave Orion no topo, saiu do prédio de montagem na noite de terça para quarta

O foguete do Sistema de Lançamento Espacial de 98.14 m de altura se moveu lentamente para fora do Edifício de Montagem de Veículos no Centro Espacial Kennedy para a viagem de 6.75 km até a plataforma de lançamento 39B, preparando o terreno para a decolagem em 29 de agosto em seu vôo inaugural.

O foguete lunar do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) de US$ 4,1 bilhões da NASA foi transportado para fora (um proceso chamado pelos americanos de ‘rollout’) do Edifício de Montagem de Veículos (vehicle assembly building, VAB) na terça-feira 16 de agosto de 2022 no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para uma viagem noturna de 7 km até a plataforma 39B, preparando o terreno para o voo inaugural há muito esperado em torno da Lua. O possante trator-transportador de esteiras CT – Crawler Transporter da era Apollo, carregando o foguete SLS de 2.608.156,127 kg e sua plataforma de lançamento móvel de 4.762.719,8 kg, começou a sair do VAB às 9:55 pm EDT (22:55 Brasilia), aplaudido por centenas de trabalhadores do espaçoporto e familiares. O ‘rollout’ começou com cerca de uma hora de atraso por causa de tempestades nas proximidades, com a transferência sendo concluída às 08h03 EDT (09:03 Brasília) de hoje, quarta-feira dia 17, encerrando um trajeto de 10 horas e 8 minutos. Uma vez que o lançador móvel foi abaixado em pedestais no topo da plataforma, os engenheiros começaram o trabalho de conectar eletricidade, cobos de dados, linhas de propelente, linhas de água e outros sistemas para preparar o foguete para testes exaustivos de pré-lançamento e verificação.

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Foguete SLS da Artemis I pronto para ser transportado para a plataforma de lançamento

Operação de “rollout” acontece hoje à noite

Foguete SLS na configuração Artemis I. O SLS gerará 3,9 milhões de quilogramas-força de empuxo dos quatro motores RS-25 do seu ‘Core Stage’ e do par de Solid Rocket Boosters (SRBs) de cinco segmentos, na decolagem. Isso representa cerca de 500.000 kgf a mais de empuxo de decolagem do que o do lançador Saturn V do projeto Apollo dos anos 1960.

A NASA marcou para as 21:00 EDT (22:00 Brasilia) na terça-feira, 16 de agosto de 2022, a transferência do foguete SLS Block 1/iCPS-Artemis I ‘EM1’ pelo transportador de esteiras Crawler Transporter (engatinhador-transportador, ou CT) do prédio de montagem e teste Vehicle Assembly Building (VAB) para a plataforma (‘Pad’) 39B no Cabo Canaveral. As equipes concluiram os testes do sistema de terminação de voo, a grande atividade final antes de ‘fechar’ o foguete e retrair os andaimes e pontes de acesso. A NASA fará a transmissão ao vivo da ‘rolagem’. A Artemis I é o primeiro teste integrado dos sistemas de exploração de espaço profundo da NASA: a espaçonave Orion, o foguete-portador Space Launch System e os sistemas terrestres do Kennedy Space Center no Cabo. Nos últimos quinze dias, as equipes de turno no VAB realizaram as operações finais antes da saída do transportador CT para a Plataforma B, que incluíram o abastecimento completo de itens no Orion, o teste do sistema de terminação de voo, acesso necessário a partes do estágio principal e ‘booster’s, a verificação no fechamento da saia térmica do ‘booster’ direito, a retração as plataformas de trabalho restantes e a simulação de lançamento completo na sala de controle.

Engenheiros e técnicos na Flórida concluíram os testes e verificações finais do foguete. Ontem, o transportador de esteiras rolou dentro do VAB e sob o foguete. As equipes passaram o dia de hoje trabalhando para preparar a ‘pilha’ integrada para o transporte. No fim de semana, a equipe concluiu o teste do sistema de terminação de voo (FTS), que marcou a última grande atividade final antes de ‘fechar’ o foguete e retrair as plataformas de acesso final no VAB. A agência fará a transmissão ao vivo do ‘rollout’ a partir das 15h EDT (16h Brasilia) no canal NASA Kennedy no YouTube. A Artemis I é o primeiro teste integrado dos sistemas de exploração do espaço profundo da NASA: a espaçonave Orion, o foguete Space Launch System e os sistemas terrestres do Kennedy Space Center em Cabo Canaveral, Flórida. Será um teste de voo sem tripulação, o primeiro de uma série de missões gradativamente mais complexas à Lua. Através do Artemis, a NASA vai pousar a “primeira mulher e a primeira pessoa negra na Lua”, abrindo caminho para uma presença lunar de longa duração e servindo como um ponta-de-lança para enviar astronautas a Marte.

As janelas de lançamento estão assim relacionadas com as fases lunares: 29/08 – Lançamento: 08:33-10:33 nascer da Lua: 08:58 Altitude: -6°-+19° Azimute: 084-099 quarto crescente/5%); 02/09 – Lançamento: 12:48-14:48 nascer da Lua: 12:59 Altitude: -3°-+19° Azimute: 112-129 (crescente/39%); 05/09 – Lançamento: 17:12-18:42 nascer da Lua: 16:17 Altitude: +9°-+22° Azimute: 128-143 (giboso crescente/74%)

Todas as três opções de lançamento são projetadas para missões de longa duração com amerissagem em 10 a 17 de outubro. As janelas de lançamento foram estipuladas em 2 horas para 29 de agosto e 2 de setembro, e 90 minutos para 5 de setembro. Se o veículo lançador estiver pronto em 29 de agosto, mas o lançamento não ocorrer até 5 de setembro, os técnicos terão que devolver o foguete ao VAB para reciclar o sistema de abortamento de voo, e eles podem não conseguir completá-lo a tempo e aprontar o veículo até o início da próxima janela de lançamento (20 de setembro a 4 de outubro).

Espaçonave Orion

MISSAO DE TESTE

Durante a Artemis I, a NASA planeja atingir vários objetivos principais. Isso inclui demonstrar o desempenho do escudo térmico da espaçonave nas velocidades de retorno lunar, demonstrar operações e instalações durante todas os estágios da missão, desde a contagem regressiva de lançamento até a recuperação, e resgatar o módulo da tripulação para análise pós-voo.

O SLS gerará 3,9 milhões de quilogramas-força de empuxo dos quatro motores RS-25 do seu Core Stage (o primeiro estágio) e do par de Solid Rocket Boosters (SRBs) de cinco segmentos, na decolagem. Isso representa cerca de 300.000 kgf a mais de empuxo de lançamento do que o do lançador Saturn V do projeto Apollo dos anos 1960.

Após a decolagem, os quatro motores RS-25 do Core Stage e os SRBs impulsionarão o SLS durante os primeiros dois minutos do voo. Então, similarmente a um lançamento de space shuttle do passado, os propulsores serão descartados pousando de pára-quedas no Oceano Atlântico para recuperação e reforma. Os motores do Core Stage continuarão a queimar por mais seis minutos – novamente, não muito diferente de um perfil de ascensão de um ônibus espacial – até que esgotem e desliguem cerca de 8,5 minutos após o lançamento. O estágio ICPS executará então o “TLI burn” – queima de injeção translunar, que enviará a Orion para a Lua, tornando a Artemis I a primeira vez desde a Apollo 17 que uma nave com capacidade humana escapou da órbita da Terra.

A viagem de ida da nave à Lua levará vários dias, segundo o Press Kit da Artemis-1, antes de entrar em uma Órbita Retrógrada Distante (DRO). Essa elipse circular levará a espaçonave a cerca de 64.000 quilômetros além da Lua, tornando-a a maior distância que um veículo construído para homens já percorreu. Depois de passar entre seis e dezenove dias no DRO, a nave iniciará seu retorno à Terra, o que pode levar até duas semanas. Significativamente, espera-se que a espaçonave atinja uma distância máxima de 450.000 quilômetros, superando o recorde da Apollo 13, de 400.170 quilômetros.

De acordo com o gerente da missão, Mike Sarafin, a natureza não tripulada deste voo permite um esforço particularmente agressivo para realizar quatro “objetivos prioritários”. Em ordem, essas prioridades são (1) a capacidade da Orion de reentrar na atmosfera a uma velocidade de retorno lunar de Mach 32, equivalente a 40.000 km/h – dados de um mergulho de Mach 32 na atmosfera podem ajudar nos preparativos para futuras arquiteturas de retorno de Marte. As velocidades de reentrada de uma missão a Marte podem chegar a Mach 36, cerca de 44.400 km/h, (2) uma demonstração do veículo completo em todas as fases do ambiente de voo real, (3) a recuperação satisfatória da cápsula para testes e inspeção pós-missão e (4) o desempenho de carga útil e atividades de prospecção, incluindo imagens de bordo, da Terra e da Lua.

De acordo com o plano, a Artemis-1 terminará com uma amerrissagem de pára-quedas no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, Califórnia, após 42 dias e três horas de voo e cerca de 2,1 milhões de quilômetros.

Testes adicionais

Além dos objetivos principais, os engenheiros esperam realizar uma série de objetivos de teste adicionais para entender melhor como a espaçonave se comporta no espaço e preparar-se para futuras missões com tripulação. A realização desses objetivos adicionais ajuda a reduzir o risco em missões com uma tripulação tripulada a bordo e também oferece dados extras para que os engenheiros possam avaliar as tendências no desempenho da nave ou melhorar a confiança nas suas capacidades. Alguns dos objetivos adicionais planejados para a missão Artemis I incluem:

Fases de voo durante o lançamento
O foguete SLS é composto por dois estágios principais movidos a propelentes líquidos criogênicos e por dois motores auxiliares ‘boosters’ de propelente sólido

Pesquisa modal
Em seu módulo de serviço, construído na Europa, o Orion está equipado com 24 motores do sistema de controle de reação (reaction control system, ou RCS) responsáveis por mover a espaçonave em diferentes direções (guinada e cabeceio) e girá-la (rolagem). O levantamento modal é uma série prescrita de pequenos disparos do RCS que ajudarão os engenheiros a testar a margem de tolerância estrutural das asas dos paineis solares da Orion durante a missão. Os controladores de voo comandarão vários pequenos disparos dos motores para fazer com que os painéis se flexionem. Eles medirão o impacto dos disparos nos painéis e avaliarão se as unidades de medida inercial usadas para navegação estão experimentando o que deveriam. Até que essa pesquisa modal seja concluída, grandes pulsos de jato translacionais serão limitados a 40 segundos.

Nesta vista, todas as plataformas de trabalho que cercam o Sistema de Lançamento Espacial da Artemis I e a nave Orion estão totalmente retraídas. foto NASA/Glenn Benson

Certificação de câmera de navegação óptica
A Orion possui um sistema avançado de orientação, navegação e controle (guidance, navigation & control, ou GN&C) responsável por saber onde a espaçonave está localizada no espaço, para que lado está apontada e para onde está indo. Ele usa principalmente dois rastreadores de estrelas, que são sensores que captam imagens do campo estelar ao redor da nave, da Lua e da Terra e as comparam com um mapa de estrelas embutido no sistema de controle. A câmera de navegação óptica é uma câmera secundária que captura imagens para ajudar a orientar a espaçonave, observando o tamanho e a posição dos corpos celestes na imagem. Várias vezes durante a missão, essa câmera de navegação será testada para certificá-la para uso em voos futuros. Uma vez certificada, a câmera também pode ajudar a Orion a retornar de forma autônoma se perder a comunicação com a Terra.

Avaliação térmica do rastreador de estrelas
Os engenheiros esperam caracterizar o alinhamento entre os rastreadores estelares do sistema de orientação e as unidades de medição inercial da nave, expondo diferentes áreas da espaçonave ao Sol e ativando os rastreadores nos diferentes estados térmicos. As medições informarão a incerteza no estado de navegação devido às curvas e expansão térmica que, em última análise, afetam a quantidade de propelente necessária para manobras durante missões tripuladas.

Caracterização do Wi-Fi das câmeras de ponta de painel solar
As câmeras afixadas nas pontas das asas solares se comunicam com o controlador de câmera da nave por meio de uma rede Wi-Fi integrada. Neste experimento, os controladores de voo variam o posicionamento dos painéis solares para testar a potência do Wi-Fi enquanto os painéis estão em configurações diferentes. O teste permitirá que os engenheiros otimizem a rapidez com que as imagens tiradas pelas câmeras nas extremidades das painéis podem ser transmitidas para os gravadores integrados.

Avaliação do módulo de tripulação/módulo de serviço
Os controladores usarão as câmeras nas asas dos paineis solares para tirar fotos detalhadas dos módulo da tripulação e de serviço duas vezes durante a missão para identificar impactos de qualquer micrometeoróide ou detritos orbitais. Isso preve uma sessão de fotos no início da missão que oferecerá imagens logo após a espaçonave ter voado além da altitude onde a maioria dos detritos espaciais residem e uma segunda pesquisa na ‘perna’ de retorno , que ocorrerá vários dias antes da rentrada.

Uplink de protocolo de transferencia de arquivos grandes
Engenheiros irão fazer o uplink de grandes arquivos de dados para Orion para entender melhor quanto tempo leva para a espaçonave receber arquivos consideráveis. Durante a missão, os controladores usarão a Dep Space Network para se comunicar e enviar dados para a espaçonave, mas os testes antes do voo não incluíram o uso da rede. O teste ajudará a informar a comprensão sobre se a capacidade de uplink e downlink é suficiente para auxiliar a validação de classificação tripulada da comunicação de ponta a ponta antes da Artemis II, que será o primeiro voo com astronautas.

Controle de fluxo do circuito do radiador
Dois circuitos de radiador no Módulo de Serviço europeu da espaçonave ajudam a dissipar o calor gerado por diferentes sistemas ao longo do voo. Existem dois modos de funcionamento para os radiadores. Durante o modo de velocidade, suas bombas operam a uma velocidade constante para ajudar a limitar as vibrações – o principal modo usado durante a Artemis I e durante o lançamento para todos os voos do programa. Já o modo de controle permite um melhor controle das bombas do radiador e sua taxa de fluxo, e será usado em missões tripuladas quando for desejado um controle mais refinado do fluxo através desses radiadores. Este objetivo testará o modo de controle para oferecer dados adicionais sobre como ele opera no espaço.

Incidencia de ‘plumas’ de propulsão no painel solar
Dependendo do ângulo do painel solar durante alguns disparos de propelentes, a “pluma” ou os gases de escape desses disparos, podem aumentar a temperatura deles. Por meio de uma série de pequenos disparos do RCS, os engenheiros reunirão dados para caracterizar o aquecimento das asas do painel.

Contaminação por restos de propelente
O propelente líquido mantido nos tanques na espaçonave se move de maneira diferente no espaço do que na Terra devido à falta de gravidade. O movimento do propelente ou ‘sloshing’, no espaço, é difícil de modelar em terra, e os engenheiros planejam coletar dados sobre o movimento do propelente durante várias atividades planejadas durante a missão.

Modo de busca e rastreamento (search and tracking, SAT)
O modo SAT é um algoritmo destinado a recuperar e manter as comunicações após uma possível perda do ‘status’ de navegação da Orion, perda prolongada de comunicações com a Terra ou após uma perda temporária de eletricidade que faça com que a nave reinicie o equipamento. Para testar o algoritmo, os controladores de voo comandarão a nave para entrar no modo SAT e, após cerca de 15 minutos, restaurar as comunicações normais. Testar esse modo SAT dará aos engenheiros a confiança de que pode ser considerado a opção final para corrigir uma perda de comunicação quando uma tripulação estiver a bordo.

Estudo de comportamento aerotérmico na reentrada
Durante a reentrada da cápsula na atmosfera terrestre, uma série prescrita de dezenove disparos do sistema de controle de reação será feita para entender o desempenho em comparação com os dados projetados para a sequência. Os engenheiros estão interessados em coletar esses dados durante o alto aquecimento que acontece na reentrada da espaçonave, onde os efeitos aerotérmicos são maiores.

Funcionalidade integrada de rastreamento auxiliado por satélite de busca e resgate (SARSAT)
O teste SARSAT verificará a conectividade entre radiofaróis a serem usados pela tripulação em voos futuros e estações terrestres que recebem o sinal. Os radiofaróis serão ativados e alimentados remotamente por cerca de uma hora após a amerrissagem e também ajudarão os engenheiros a entender se o sinal transmitido interfere com os equipamentos de comunicação usados durante as operações de recuperação, incluindo o farol tri-banda integrado que transmite a localização precisa da espaçonave após a amerrissagem.

Dois manequins são instalados nos assentos dos passageiros dentro do módulo da tripulação e fotografados enquanto a nave estava na baia ‘alta’ de integração High Bay 3 do Vehicle Assembly Building no Kennedy Space Center em 8 de agosto. Como parte da Matroshka AstroRad Radiation Experiment (MARE), esses dois manequins femininos – Helga e Zohar – estão equipados com detectores de radiação, enquanto Zohar também usa um colete de proteção, para determinar o risco radioativo a caminho da Lua. foto NASA/Frank Michaux

Re-ligação do sistema de arrefecimento de amônia
Após a amerrissagem da Artemis I, a ‘caldeira’ de amônia da cápsula será desligada por vários minutos e depois reiniciada para oferecer dados adicionais sobre a capacidade do sistema. Caldeiras de amônia são usadas para ajudar a controlar os aspectos térmicos da espaçonave para manter seus sistemas de eletricidade e aviônicos resfriados e manter o interior do módulo da tripulação a uma temperatura confortável. Em alguns cenários potenciais de pouso de contingência para missões tripuladas, os astronautas podem precisar desligar esse sistema para verificar se há perigos fora da espaçonave e, em seguida, ligá-la novamente para prover resfriamento adicional. Os engenheiros realizarão testes adicionais para coletar dados, incluindo o monitoramento do escudo térmico e dos componentes internos quanto à intrusão de água salgada após a amerrissagem. Eles também testarão o receptor GPS na cápsula para determinar a capacidade da espaçonave de captar o sinal transmitido ao redor da Terra, o que poderia ser usado para aumentar sua capacidade de entender seu posicionamento em caso de perda de comunicação com os controladores da missão. Coletivamente, a realização de objetivos adicionais durante o voo oferece informações adicionais que os engenheiros podem usar para melhorar a Orion. Isso é importante porque a espaçonave da NASA está programada para levar astronautas ao espaço profundo nos próximos anos.

Cubesats acompanhantes: Os BioSentinel, NEA Scout e três outros CubeSats foram autorizados a reabastecer suas baterias durante sua espera a bordo do SLS. Mas cinco outros não foram permitidos à recarga, incluindo o LunaH Map e Lunar IceCube. Alguns não podiam ser recarregados sem removê-los do foguete; em outros casos, os engenheiros temiam que o processo pudesse desencadear descargas que poderiam prejudicar o resto do lançador. “Temos que estar muito cientes do risco para a missão principal quando fazemos interface com esses CubeSats”, diz Jacob Bleacher, cientista-chefe de exploração da NASA.

Estes pesquisadores são os principais responsáveis pelos experimentos dos cubesats:
Ramona Gaza, líder da equipe científica do MARE, NASA
Thomas Berger, investigador principal dos manequins Helga e Zohar, Centro Aeroespacial Alemão
Oren Milstein, CEO da StemRad
Ye Zhang, cientista do programa de biologia vegetal, Ciências Biológicas e Físicas da NASA
Sergio Santa Maria, cientista-chefe do BioSentinel, NASA
Mihi I. Desai, investigador principal do CuSP, NASA

Seção de cabeça do foguete SLS fotografado anteriormente mostrando o topo do primeiro estágio, o adaptador interestágio, o segundo estágio , a carenagem de carga abrigando a nave Orion e a torre de escape

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SpaceX lança lote Group 3-03 dos Starlinks

O Falcon 9 B1061.10 decolou de Vandenberg

Lançamento de Vandenberg

A SpaceX lançou ontem, sexta-feira 12 de agosto de 2022, um foguete Falcon 9 V1.2 FT Block 5 número B1061 com um novo lote de microssatélites Starlink. O lançamento do complexo SLC-4E da Base da Força Espacial Vandenberg (VSFB) dos EUA, na Califórnia, ocorreu às 14h40, horário local (18h40, horário Brasília). Quarenta e seis microssatélites foram lançados em órbita terrestre. Os satélites do “Grupo 3-03” seguiriam mais tarde para uma inclinação de 97,6 graus e uma altitude 560 quilômetros. A SpaceX já colocou em órbita outros dois lotes deste Grupo 3, nos dias 10 e 22 de julho, ambos de Vandenberg. O 36º lançamento da empresa em 2022 aumentou seu recorde cada vez maior de lançamentos em um ano. A empresa também concluiu seu 62º pouso consecutivo de um primeiro estágio (‘core’, ou ‘booster’) e o 34º voo de um ‘booster’ em 2022. Foi o terceiro lançamento do mês da SpaceX, com outros quatro planejados para o resto de agosto.
Com uma decolagem pontual, o Grupo 3-03 manteve uma cadência média de lançamento a cada 6,22 dias para a empresa este ano. O voo de sexta-feira foi o 10º deste primeiro estágio em particular e o ‘core’ B1061 se torna o quinto foguete da frota a ter voado dez vezes. O estágio levou 635 dias desde seu voo inaugural para atingir esse marco, o terceiro mais rápido a fazê-lo dos cinco. O mais rápido até agora foi o B1060, que fez seu décimo voo 567 dias após sua estreia e desde então aumentou sua contagem para treze missões.

O lançamento foi a terceira missão a incrementar a Shell 3, que usa uma órbita de 560 km com inclinação de 97,6 graus. Os primeiros lançamentos para este shell ocorreram no mês passado, com o Starlink “Group 3-1” decolando em 10 de julho, antes do Grupo 3-2 seguir doze dias depois. Com esses dois lançamentos, 92 dos 348 satélites planejados foram lançados para a Shell 3. O Grupo 3-3 com outros 46 aparelhos elevou esse total para 138. O processo de lançamento da constelação começou em fevereiro de 2018 com a liberação dos satélites de teste Tintin A e B (Microsat 2A e 2B). Desde então, lançaram mais 3.009 satélites nas órbitas 1, 2, 3 e 4. O lançamento do Grupo 3-3 eleva o número total de satélites Starlink para 3.055.
A Shell 1 (concha 1), que usa uma órbita de 550 km a 53 graus de inclinação, foi lançada exclusivamente da Flórida em 28 lançamentos. As Shells 2, 3 e 4 incluem todos os satélites que foram lançados de Vandenberg, embora os lançamentos da Shell 4 tenham ocorrido principalmente na Flórida.

Resumo da missão

Como outras missões Starlink da VSFB, o primeiro estágio pousou no Autonomous Spaceport Drone Ship (ASDS, ou balsa-drone), Of Course I Still Love You (OCISLY) depois de completar sua fase de voo propulsado. A OCISLY partira do porto em 9 de agosto com o rebocador Scorpius, ocupando uma posição a cerca de 636 km longe do local de lançamento. O navio de apoio GO Quest partiu dois dias depois para apoiar a balsa-drone, enquanto o Quest foi responsável por recuperar as metades da carenagem de carga do foguete. O primeiro estágio desta missão lançou anteriormente os Crew-1, Crew-2, SXM-8, CRS-23, IXPE, Transporter-4, Transporter-5, Globalstar FM15 e uma missão Starlink.

Foguete com as duas conchas da carenagem de cabeça separadas

Uma vez em sua órbita inicial de estacionamento, o segundo estágio ficou por cerca de 46 minutos costeando. Depois reiniciou seu motor por uma breve queima de um segundo para atingir uma órbita inicial de 321 por 308 quilômetros a 97,6 graus de inclinação. Após outro curto costeamento, o estágio entrou em um giro intencional e os satélites Starlink se separaram em um bloco único para depois se afastarem uns dos outros usando seus propulsores elétricos.
Após a separação dos satélites, o segundo estágio realizou uma terceira e última queima para sair de órbita e cair no Oceano Pacífico. Nas próximas semanas, os satélites completarão suas verificações em órbita e se elevarão para a órbita operacional de 540 km. O novo grupo de satélites orbita em uma concha que pode ser propensa a “rajadas” de detritos de um teste antissatélite russo que ocorreu em novembro de 2021, de acordo com um relatório recente da SpaceNews. A SpaceNews informou que a empresa de rastreamento espacial COMSPOC divulgou recentemente um evento chamado “rajada de conjunção”, durante o qual 6.000 aproximações afetaram 841 satélites Starlink, representando cerca de 30% da constelação empresa. Uma conjunção, pelos padrões da COMSPOC, é definida como dois objetos em órbita a menos de 10 quilômetros um do outro. A SpaceX não comentou se algum Starlink foi afetado, mas em discussões anteriores sobre lixo espacial, a empresa enfatizou que seus satélites podem manobrar para evitar satélites ou detritos que se aproximam.
Starlink Group 3-3 foi a terceira de até sete missões planejadas em agosto. A seguir estão duas missões Starlink: o Grupo 4-27 será lançado a bordo do B1062-9 do SLC-40 em Cabo Canaveral em 16 de agosto e o Grupo 4-23 será lançado pelo foguete B1067-6 decolando do LC-39A no mesmo Cabo, em 24 de agosto. Os Grupos 3-4 e 4-20 também devem ser lançados em agosto, usando os boosters B1063-7 e B1069-2, respectivamente.

A rede Starlink foi projetada para oferecer acesso à Internet e a SpaceX estima que o lançamento de um total de 11.000 satélites e colocá-los em operação custará US$ 10 bilhões. A empresa garante que poderá oferecer acesso de banda larga a velocidades de 1 gigabit por segundo, o que corresponde ao padrão 5G. Desde maio de 2019, a empresa colocou mais de 2.500 satélites em órbita.

Foguete com os satélites em bloco

Eventos de lançamento

hh: min: s – Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:29 Corte dos motores do 1º estágio (MECO)
00:02: 33 1º e 2º estágios separados
00:02:39 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
00:02:44 descarte da carenagem
00:06:21 Início da queima de entrada do 1º estágio
00:06:41 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:08 :04 Início da queima do pouso do 1º estágio
00:08:25 Pouso do 1º estágio
00:08:45 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
00:53:58 Ignição do motor do 2º estágio (SES-2)
00:54:00 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
01:03:01 Satélites Starlink são lançados

Estatísticas da missão
170º de um foguete Falcon 9 desde 2010
178º lançamento da família de foguetes Falcon desde 2006
10º lançamento do booster B1061
112º voo de um booster reutilizado
55º lançamento dedicado de satélites Starlink
27º lançamento da SpaceX da Base da Força Espacial de Vandenberg
36º lançamento do Falcon 9 de 2022
36º lançamento orbital da SpaceX em 2022
8ª tentativa de lançamento orbital com base em Vandenberg em 2022

Trajetória de voo

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Falcon 9 B1073.3 lançou mais um lote de Starlinks

Foguete decolou de Cabo Canaveral à noite com mais 52 satélites de internet

Imagem do lançamento

O foguete-portador Falcon 9 v1.2 FT BL5 da SpaceX lançou mais um lote de cinquenta e dois satélites Starlink (Starlink-54, ou Grupo 4-26) do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) no Kennedy Space Center na Flórida, em 10 de agosto de 2022, às 02:14 UTC (9 de agosto às 23:14 no horário de Brasília). Após a separação dos estágios, o ‘core’ de primeiro estágio (B1073) do foguete pousou na balsa-drone A Shortfall of Gravitas , estacionada na costa da Carolina do Norte, no Oceano Atlântico. Esse primeiro estágio do Falcon 9 anteriormente fez duas missões: a SES-22 e uma missão Starlink.
A equipe de lançamento perdera a oportunidade de lançamento original às 18:57 EDT (22:57 UTC, 19:57 Brasília) devido a ventos adversos em grande altitude.

A pilha de satélites entrou em órbita com conjunto, como de praxe, com parâmetros iniciais de 232 quilômetros por 335 quilômetros e inclinação de 53,22 graus, para em seguida separar-se e cada satélite seguir para seu “slot” de posicionamento a 540 km de altitude, usando seus motores de kriptônio.

Resumo do lançamento

Com os novos satélites lançados na noite de terça para quarta-feira, a SpaceX lançou 3.009 Starlink em órbita em foguetes Falcon 9, incluindo protótipos anteriores que não estão mais em uso. O lançamento foi o 54º voo do Falcon 9 dedicado principalmente a colocar os satélites Starlink em órbita. Uma planilha de Jonathan McDowell, astrofísico e especialista em rastreamento de voos espaciais, mostrava 2.662 Starlink em órbita na terça-feira. Segundo McDowell, existem 2.268 satélites na rede, fornecendo serviços de banda larga aos consumidores e já está disponível em 36 países, e o restante está em posições orbitais finais. A SpaceX está na metade da construção de sua rede de primeira geração, que terá cerca de 4.400 satélites ativos espalhados por cinco “conchas” (shells) orbitais, de acordo com documentos arquivados pela empresa na Comissão Federal de Comunicações dos EUA.

Estatísticas gerais desta missão

169º lançamento de um foguete Falcon 9 desde 2010
177º lançamento da família de foguetes Falcon desde 2006
3º lançamento do Falcon 9 ‘booster’ B1073
146º lançamento do Falcon 9 da Costa Espacial da Flórida
53º lançamento da SpaceX da plataforma 39A
147º lançamento geral da plataforma 39A
111º voo de um ‘booster’ Falcon 9 reutilizado
54º lançamento dedicado do Falcon 9 com satélites Starlink
35º lançamento do Falcon 9 de 2022
35º lançamento da SpaceX em 2022
35ª tentativa de lançamento orbital com base no Cabo Canaveral em 2022

Zonas de exclusão temporárias foram estabelecidas para navios e aviões do Cabo Canaveral/Kennedy Space Center de 09 de agosto às 22:19 UTC a 10 de agosto às 02:48 UTC cobrindo da superfície até a altitude de 18.000 pés (5.400 metros). A previsão do tempo mostra meteorologia favorável de 70% GO (aprovado) para o dia do lançamento e 80% GO para o dia seguinte.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

A liberação dos satélites, inicialmente em bloco, está prevista para 23:13:09.600 UTC – 20:13:09.600 Brasília), e uma oportunidade reserva está marcada na quarta-feira, 10 de agosto, às 18h36 ET, ou 22:36 UTC (22:36 Brasilia). O ‘core’ de primeiro estágio B1073.3 desta missão lançou anteriormente uma missão Starlink e o SES-22. Após o estagiamento, o primeiro estágio do foguete 9 retornará à Terra e pousará na balsa-drone Marmac 302 A Shortfall of Gravitas que está estacionada no Oceano Atlântico, bem como o navio de apoio/rebocador Doug.

Perfil de lançamento

A recuperação das conchas da carenagem de cabeça é estimada para aproximadamente 656 km de distância da Flórida pelo navio de apoio, e a reentrada do segundo estágio deve acontecer no leste do oceano Pacífico.

Foguete Falcon 9 configurado para lançamento de lote Starlink

Lançamento, aterrissagem de primeiro estágio e liberação da carga útil
Todos os horários são aproximados

hh: min: s: – Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:26 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
  • 00:02: 30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:36 Ignição do motor do 2º estágio
  • 00:02:41 Descarte da carenagem
  • 00:06:45 Início da ignição de reentrada do 1º estágio
  • 00:07:06 Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:19 Ignição de aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:43 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:08:44 Pouso do 1º estágio
  • 00:15:24 Os satélites Starlink são liberados

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China lança mais 16 satélites Jillin

Frota de aparelhos de sensoriamento remoto chinesa será usada em projetos geográficos

O Longa Marcha 6 No. Y10 decola a partir da plataforma 16 do Centro de Lançamento de Taiyuan

A China lançou na madrugada de hoje, quarta-feira, 10 de agosto de 2022, dezesseis novos satélites num foguete CZ-6 Longa Marcha 6 No. Y10 a partir da plataforma nº 16 do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, no norte do país. Os satélites, incluindo os Jilin-1 Gaofen 03D-09 e 03D-35 a 03D-43 e os aparelhos Jilin 1 Hongwai A, chamados Yunyao-1 nº 04 a 08, foram lançados por um foguete transportador Longa Marcha-6 às 12h50, horário de Pequim (04h50 UTC ou 01:50 Brasília), e entraram na órbita planejada. Este foi o 474º na história do programa espacial chinês, o 432º para a família de foguetes Longa Marcha e o 9º para o CZ-6 em especial.

Todas as cargas úteis foram colocadas com sucesso nas órbitas síncronas do sol predeterminadas com uma altitude de cerca de 530 km com a passagem do nó descendente às 12:00, hora local. O novo lote de satélites será usado principalmente em áreas como sensoriamento remoto comercial e imagens atmosféricas.

Jilin 1 Gaofen 03D

Incluindo os dez satélites Jilin 1 Gaofen 03D recém-lançados, o número total de veículos do tipo 03D é de 33 unidades. Embora o número máximo da série seja 43, há lacunas na numeração – os satélites 08, 19-26 e 34 ainda não foram lançados. As características principais são massa total de 43kg; órbita síncrona do sol, altura 535km; Resolução de 0,75m, Largura da imagem de inferior 17 km, espectro de imagem em todas as cores: 450nm a 700nm (Azul: 430nm ~ 520nm / Verde: 520nm ~ 610nm / Vermelho: 610nm ~ 690nm / Infravermelho próximo: 770nm ~ 895nm); Taxa de dados de até 900Mbps; faixa de ângulo de balanço lateral ±45°; modo de imagem : varredura em “vassoura”, com imagem obtida em modo inercial.

Resumo do lançamento

Já os satélites do tipo Jilin-1 Hongwei A são fabricados em cooperação com a Tianjin Yunyao Space Science and Technology Co., e destinam-se principalmente ao levantamento e sondagem da atmosfera terrestre para observações meteorológicas. Eles são uma versão serial do satélite Tianjin Daxue, construído pela empresa Changuang por ordem de Yunyao e lançado em 7 de dezembro de 2021 e, provavelmente, também são feitos em formato de cubesat 12U (10 x 30 x 40 cm) com uma bateria solar de três seções.

A principal carga útil da espaçonave Jilin-1 Hongwei A é o equipamento GNSS-R para monitorar as superfícies do oceano e da Terra, além de rastrear alvos em movimento nos sinais refletidos dos sistemas de navegação espacial. Adicionalmente, está instalada uma câmera infravermelha de longo comprimento de onda, que monitora a radiação térmica do oceano, terra e atmosfera, recebe informações radiométricas sobre os alvos e fazem imageamento infravermelho de acordo com os modelos construídos da atmosfera, terra e mar. O exemplar A06 recebeu o nome de “Tianjin Binhai-1” em homenagem à nova região costeira de Tianjin, onde Yunyao está sediada. A empresa recentemente levantou cerca de 100 milhões de yuans em financiamento para acelerar o estabelecimento de sua constelação meteorológica comercial de 80 satélites.

Série Jilin 1 Gaofen 03D (número, nome chinês e designação publicitária)

03D nº 09西安航投一号Xi’an Hangtou 1
03D nº 35东坡01新区号Dongpo 01 Xinqu
03D nº 36东坡02东坡号Dongpo 02 Dongpo
03D nº 37东坡03彭山号Dongpo 03 Pengshan
03D №38东坡04仁寿号Dongpo 04 Renshou
03D nº 39东坡05洪雅号Dongpo 05 Hongya
03D №40东坡06丹棱号Dongpo 06 Danling
03D №41东坡07青神号Dongpo 07 Qingshen
03D №42河南一号Henan 1
03D №43浦银一号Puyin 1

Série Jilin 1 Hongwai A (número, nome chinês e designação publicitária)

A01云遥一号04星Yunyao-1 04
A02云遥一号05星Yunyao-1 05
A03云遥一号06星Yunyao-1 06
A04云遥一号07星Yunyao-1 07
A05云遥一号08星Yunyao-1 08
A06天津滨海一号Tianjin Binhai 1

A preparação direta para o lançamento começou em 17 de julho com a cerimônia de envio de todos os satélites de Changchun para o edifício de teste. Este foi o 21º lançamento do projeto Jilin-1, dezessete dos quais foram bem sucedidos. Um total de 74 espaçonaves foram lançadas, das quais setenta estão em órbita e estão em operação (54 unidades) ou em fase de comissionamento (dezesseis).

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China lança mais três pequenos satélites com o terceiro Ceres-1

Foguete leve comercial da Galactic Energy decolou de Jiuquan

O foguete CERES-1 Y3 decola do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China enviando três satélites para a órbita planejada. O lançamento foi a terceira missão da série de foguetes CERES-1. (Foto de Wang Jiangbo/Xinhua)

Às 12h11 de 9 de agosto de 2022, horário de Pequim (04:11 UTC, 01:11 de Brasília), o foguete Gu Shen Xing-1 (谷神星一号, GSX-1 ou “Ceres-1”) nº 3 (Yao-3) foi lançado com sucesso da plataforma 95A do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, e os três satélites por ele transportados, o Taijing-1 01 e 02 e o Donghai-1, foram colocados com sucesso na órbita programada, inicialmente registrada em 437 km por 549 km, com período de 94,47 min e inclinada em 97,42° com a passagem de um nó descendente às 10:30 hora local. Desenvolvido pela empresa de alta tecnologia Galactic Energy, o foguete Gushenxing-1 foi desenhado para lançar microssatélites em órbita baixa.

Os satélites Taijing-1 (泰景一号) 01 e 02 foram desenvolvidos pela pela Beijing Xingkun Micronanosatellite Science and Technology Company Ltd. (Starry Sky, marca MinoSpace) usando um chassi MN50, e serão usados para sensoriamento remoto óptico e retorno de dados e processamento de imagens terrestres para uso comercial na silvicultura, agricultura, marinha e outros usuários de serviços de dados.

O Taijing-1 01 também tem o nome alternativo Ping’an-3 (平安3号) em homenagem ao Ping’an Bank. Para o Taijing-1 02, o nome alternativo Xīng Shídài-12-12 (星时代-12) foi anunciado previamente, mas após o lançamento não foi confirmado. O lançamento dos satélites Taijing-1 foio precedido pelos lançamentos de aparelhos com numeração subsequente, com o Taijing-2 foi lançado em 27 de abril de 2021 e os Taijing-3 e Taijing-4 em 27 de fevereiro de 2022. No total, a MinoSpace agora tem dezesseis satélites, com mais um ou dois planejados para serem lançados antes do final de 2022.

Já o Donghai-1 (Dōnghǎi yī hào, 东海一号) é um satélite de sensoriamento remoto de luz micro-nano polarizada, desenvolvido pela Shanghai AES Aerospace Science and Technology Co., Ltd. Ele será usado para verificar a tecnologia de detecção de sensoriamento remoto multimodo de câmeras de luz polarizada e realizar a verificação em órbita de uma série de tecnologias-chave independentes, estabelecendo as bases para o fornecimento de serviços de satélite para aplicações em oceanos e outras áreas remotas. Foi construído pela empresa de experimentos e tecnologia espacial ASES de Shangai com a principal tarefa de testar a tecnologia de detecção multimodo usando câmeras polarizadas microminiatura. Uma certa especialização do satélite é sugerida por seu nome, que significa “Mar do Leste” na tradução ou Mar da China Oriental.

Parâmetros orbitais dos satélites

Além disso, esta missão levou ainda uma arte digital do parceiro da Yujian Space, a escultura “Jornada para o Oeste” do artista Ren Zhe, e o logotipo do grupo Nuno Health Science. O contrato para o lançamento foi assinado em 29 de setembro de 2021 como parte da próxima feira aeroespacial em Zhuhai; a segunda parte foi a Beijing Xinghe Dunli Weapons Science and Technology Company, que significa “Energia Galáctica”, o desenvolvedor do foguete.

Foguete Ceres-1, GuShenXing-1

O nome do foguete é oriundo da palavra chinesa para o planeta-anão Ceres, e para as mídias em língua inglesa é geralmente referido como Ceres-1. O primeiro lançamento do GSX-1 foi realizado em 7 de novembro de 2020 e o segundo em 7 de dezembro de 2021. O GSX-1 é um lançador de propelente sólido de três estágios com um quarto estágio usando propelente líquido. “A fim de melhor atender às necessidades dos clientes de satélites comerciais para capacidade de carga e envelope ambiental, o foguete Ceres-1 número Y-3 teve modificado o seu sistema de potência de controle de atitude orbital e da coifa de cabeça. O diâmetro da carenagem foi aumentado para 1,6 metros e o comprimento foi aumentou para 5,2 metros. O espaço total dentro da coifa chega a 8,1 metros cúbicos” – anunciou a mídia chinesa. Este é o terceiro voo do Ceres-1. O foguete tem um diâmetro de 1,4 metros, um comprimento total de cerca de 20 metros, um peso de decolagem de aproximadamente 33 toneladas e uma capacidade de carga máxima de 300 kg em órbita síncrona de 500 km. O quarto estágio do foguete adota “designs inovadores”, como projeto integrado geral, de estrutura e sistema elétrico, controle simplificado de rolagem para consumo mínimo de propelente, sistema de energia de controle de atitude orbital distribuído, com motores feitos em impressão 3D e auto-alinhamento no eixo vertical.

Ceres 1 número Y3, pintado de branco, diferente dos dois exemplares anteriores, que eram negros

Neste terceiro lançamento, foi finalizado e testado o sistema de controle Bianjie (边界), que oferece controle de rolagem dos primeiro e segundo estágios e ao longo dos três eixos para o 3º e 4º estágios, bem como controle de velocidade no final da fase de propulsão.

Atualmente, é citado pelos chineses como o foguete leve mais econômico e competitivo no mercado de lançamento comercial. Segundo seus construtores, vai “oferecer a clientes de satélites nacionais e estrangeiros serviços de lançamento flexíveis, exclusivos, de compartilhamento, transporte e outros serviços personalizados para microssatélites.”

Os principais produtos da Galactic Energy incluem a série Pallas de foguetes reutilizáveis com motores de propelentes líquidos de tamanho médio (ainda em desenvolvimento) e os Ceres de propelente sólido. As entidades que deram suporte a este lançamento incluem o China Jiuquan Satellite Launch Center, a China Aerospace Science and Technology Corporation, a China Aerospace Science and Industry Corporation, a China Aviation Industry Corporation, a China Electronics Technology Corporation, a China North Industries Group Corporation, entre outras.

As instituições de investimento e acionistas da Galactic Energy incluem: Yuanhang Capital, Fuhou Capital, Beihang Investment, Amphora Capital, Kexin Capital, New Potential Energy Fund, PricewaterhouseCoopers, Huaqiang Capital, Fed Ventures, Plum Blossom Ventures, Sichuan Merchants Fund, Weed Ventures, Qifu Capital, Dawu Ventures, Fed Guantian, Dongfang Fuhai, Yunding Capital, Anhui Jiangnan Construction Investment, Zhongtian Huifu, Tianhong Investment, Zhidao Capital, Maiqiu Ventures, Hexin Fangce, Jiu Song He Ze, Tian Qiong Xuan Ji, Olhando para o céu estrelado, AVIC Finanças de aviação, Chengdu New Economy Fund, China Military Financial Investment, Taicang Hongli, Haiyang Ruiming, Splendid Starry Sky, Taicang Lingang, Hainan Tianlian e outras.

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Rússia lança satélite iraniano

E autoridades do Irã negam que será usado militarmente pelos russos

Foguete-portador Soyuz 2.1b decola de Baikonur

Em 9 de agosto de 2022 às 05:52:38.282 UTC (10:52:38.282 hora local, 02:52:38.282 Brasília), um foguete russo Soyuz-2.1b número Ya-15000-055 lançou com sucesso a espaçonave iraniana Khayyam na órbita-alvo síncrona com o sol de 500 km de altitude com inclinação de 97,4 graus. Como cargas acompanhantes, foram lançados dezesseis pequenos satélites russos desenvolvidos pelas principais universidades e empresas comerciais do país. O foguete estava equipado com um estágio superior de séria Fregat-M nº 123-06. O satélite Khayyam foi desenvolvido e fabricado na Rússia usando um chassi Proyekt 505. Esses satélites têm geralmente uma massa de 650 kg e são lançados em órbita síncrona, e a vida útil estimada é de pelo menos cinco anos. Como parte da constelação russa de sensoriamento remoto, eles são usados ​​para obter imagens pancromáticas (resolução de 2,5 metros) e multizonais (12 metros) da superfície terreste para monitorar os recursos naturais da Rússia.

Irã: satélite será controlado apenas por iranianos

As relações públicas da Organização Espacial do Irã enfatizaram: o satélite Khayyam é um satélite de sensoriamento remoto e pertence ao Irã, e todas as ordens relacionadas ao seu controle e operação desde o primeiro dia e imediatamente após o lançamento por especialistas iranianos estacionados no as bases espaciais pertencem ao Irã.
No domingo, o oficial de relações públicas da Organização Espacial Iraniana apresentou novas informações em entrevista à agência de notícias IRNA sobre o satélite que “todas as ordens relacionadas ao controle e operação deste satélite serão realizadas e emitidas imediatamente após o lançamento por especialistas iranianos baseados em bases pertencentes ao Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação no território da República Islâmica do Irã. O centro de controle de operação do satélite, o envio de comandos e as estações de aquisição de dados do Khayyam estão apenas no território da República Islâmica do Irã e sob a gestão da Organização Espacial Iraniana, e engenheiros e pesquisadores iranianos estão estacionados lá. O envio de comandos e recebimento de informações deste satélite é feito de acordo com o algoritmo criptografado que já foi embutido nele pelos pesquisadores da Organização Espacial, e nesse processo nenhum outro país conseguiu acessar suas informações, ao contrário de alguns rumores sobre o uso das imagens do satélite pelos russos na invasão da Ucrânia.

“Considerando as atividades e objetivos pacíficos e civis da Organização Espacial Iraniana, as imagens do satélite Khayyam serão usadas para melhorar a capacidade de gerenciamento e planejamento do país em vários campos da agricultura, recursos naturais, meio ambiente, recursos hídricos, minas, monitoramento de fronteiras e gerenciamento de eventos inesperados.”

“Assim como o caminho do desenvolvimento de satélites de projetos próprios no país é um caminho inescapável e inegável, a cooperação internacional não só importará a indústria espacial iraniana, mas em breve, com a graça de Deus e a séria determinação dos pesquisadores iranianos, essa indústria no país tornar-se-á uma indústria exportadora.”

Resumo do lançamento

Satélites russos acompanharam o lançamento

Já os satélites acompanhantes (de ‘carona’, instalados em ejetores montados no adaptador de carga útil) foram o CubeSX-HSE-2, Monitor-1, UTMN, CYCLOPS, Siren, KAI-1, Kuzbass-300, Skoltech-B1, Skoltech-B2, Polytech Universe- 1, Polytech Universe-2, Vizard, Geoscan-Edelweiss, MIET-AIS, ISOI e ReshUCube.

Os pequenos satélites foram projetados na Universidade Politécnica Pedro, o Grande de São Petersburgo, na Universidade Técnica do Estado do Báltico “VOENMEH” em homenagem a D.F. Ustinov, Instituto de Pesquisa de Física Nuclear em homenagem a D.V. Skobeltsyn, Tyumen State University, Siberian State University of Science and Technology em homenagem ao acadêmico M.F. Reshetnev, Kuzbass State Technical University em homenagem a T.F. Gorbachev, Laboratório de Pesquisa de Engenharia Aeroespacial DOSAAF, Instituto de Tecnologia Eletrônica de Moscou, Instituto de Sistemas de Processamento de Imagem (filial do Centro Federal de Pesquisa “Cristalografia e Fotônica” da Academia Russa de Ciências), Universidade Nacional de Pesquisa “Escola Superior de Economia”, Instituto de Ciência e Tecnologia Skolkovo, Geoscan,

Esses satélites são destinados à pesquisa científica e tecnológica, incluindo o desenvolvimento de tecnologias para implantação de canais de comunicação intersatélites, medição do nível de radiação eletromagnética, sensoriamento remoto da Terra e monitoramento da situação ambiental.

SatéliteDesenvolvedorMissão
ReshUCubeSibGUCâmera de sensoriamento remoto e laboratório espacial reconfigurável com um conjunto de sensores eletrônicos e componentes aviônicos
Kuzbass-300 SXC3-218 KUZSTU (baseado no OrbiCraft-Pro SXC3)Universidade Kuznetsk GTUCâmera de detecção de incêndios, transmissão de voz e imagem
Vizard-SS1(SXC3-215 VIZARD)OOO NIS, OOO Vizard, Escolas de Moscou No. 1522, 2086AIS e KINEIS para rastreamento de navios e outras plataformas no Oceano Ártico
SXC3-21 UTMNUniversidade Estadual de TyumenCâmera de rastreamento de derramamento de óleo para a região do Ártico baseada na  OrbiCraft
CUBESX-HSE-2NIU High Economics School, VShERastreamento de navios do mar Ártico, teste do motor de plasma VERA
SXC3-217 SIRENENIU Belgorod State University, BelGUCápsula com sementes de lilás em solução de gel equipada com câmeras e fontes de luz
KAI-1Universidade Técnica Nacional de Kazan, KNITU-KAICâmeras panorâmicas, termômetro, transmissor de rádio amador 145/435 MHz (indicativo de chamada RS26S)
Polytech Universe-1Escola de física aplicada e tecnologia espacial no Instituto de Eletrônica e Telecomunicações em São PetersburgoMonitoramento da radiação eletromagnética da superfície da Terra em múltiplas frequências
Polytech Universe-2
Geoskan-EdelweisGeoscanPlataforma Geoskan-3U com motor a gás da OKB Fakel, receptor de navegação da empresa Elvis
Trech escolar-B1Laboratório de sistemas espaciais Skoltekh, NIYaF MGUMódulo de comunicação entre satélites e detectores gama da NIIYaF MGU para triangulação de rajadas gama com vários satélites, câmeras ópticas para sensoriamento remoto
Skoltrech-B2
CIKLOPS SXC3-2110 (OrbiCraft-Pro)Ustinov Voenmekh BGTUEstabilização e posicionamento para óptica, sensoriamento remoto, testes de armazenamento de energia, testes de tecnologia lunar rover, estudos de degradação de materiais e eletrônicos
SXC3-214 (OrbiCraft-Pro)MIET-AIS (MIET)AIS
Medeks SXC3-219 ISOIISOI RANCâmera de sensor remoto hiperespectral
Monitor-1 (OrbiCraft-Pro)NIYaF MGUDetector de radiação combinado KODIZ
Tabela de satélites acompanhantes (via russianspaceweb)

Horas após o lançamento, os nanossatélites Polytech Universe-1 e Polytech Universe-2 – entraram com sucesso na órbita polar com uma altitude de 405-420 quilômetros . “A primeira sessão de comunicação foi bem-sucedida, ambos os dispositivos estão funcionando, a telemetria foi recebida. Nos próximos dias, será verificada a operacionalidade do funcionamento das unidades dos dispositivos”, disse Sergey Makarov , supervisor científico do projeto, professor da Escola Superior de Física Aplicada e Tecnologias Espaciais da SPbPU.

O chassi Proeyekt 505 usado no Khayyam

Concepção artística do Khayyam em órbita, mostrando modificações no chassi básico Proyekt 505

A espaçonave Khayyam é um satélite de sensoriamento remoto terrestre (ERS, ou Earth resources satellite) fabricado por russos, e foi projetado para obter imagens com alta precisão – de até um metro. O satélite será usado no interesse do Irã para monitorar a produtividade agrícola do país e questões ambientais. A data de lançamento foi decidida para coincidir com uma homenagem a um matemático persa do Século XII conforme um acordo de quase quatro anos com o Irã. As notícias iniciais eram de que a Rússia concordou em construir e operar o sistema Kanopus-V, que incluiria uma câmera de alta resolução que daria a Teerã recursos sem precedentes, incluindo monitoramento quase contínuo de locais sensíveis em Israel e no Golfo Pérsico.

O projeto de satélite russo-iraniano foi anunciado publicamente em agosto de 2015, quando uma empresa iraniana assinou um acordo preliminar com a VNIIEM (fabricante da plataforma de satélite) e a Barl (empresa que fornece a carga óptica). O satélite seria baseado na plataforma Kanopus-V da VNIIEM e viajaria como co-passageiro em um foguete Soyuz. Isso foi ocasionalmente mencionado na imprensa russa até meados de 2017, quando não mais surgiram informações, provavelmente porque se tornou politicamente muito sensível. Em maio de 2018, a empresa Barl foi colocada na lista de sanções dos EUA, presumivelmente por causa do acordo de satélite iraniano.

No início deste ano, descobriu-se que um projeto do VNIIEM descrito em alguns documentos em 2018-2019 apenas como “Projeto 505” era de fato o projeto russo-iraniano. Isso pode ser determinado a partir de duas apresentações feitas na câmara alta do parlamento russo em fevereiro passado, em que se discutiram planos para o que foi chamado de “primeiro satélite comercial de sensoriamento remoto da Rússia para um parceiro estrangeiro”. O parceiro não foi identificado, mas pode-se facilmente deduzir das informações ali fornecidas que é o Irã. O satélite pôde ser visto em dois slides mostrados durante essas apresentações. Ele pesa 650 kg e será lançado em uma órbita síncrona do Sol de 490 por 525 km. Tem uma resolução máxima de 0,75 m. O satélite foi supostamente programado para ser lançado neste verão no hemisfério norte, e neste caso coincidiria com o lançamento do Khayyam.

Satélite do tipo Kanopus-V

A espaçonave foi criada com base em um princípio de construção modular (plataforma de serviço e carga útil). A plataforma de serviço é universal e permite instalar uma carga útil para diversos fins (equipamentos de imagem para sensoriamento remoto, equipamentos científicos para pesquisa espacial etc.). As mesmas características se aplicam ao Kanopus-V, o que levou à suposição de que este seria o chassi a ser usado.

Satélite Proyekt 505 e sua rede de apoio terrestre

As principais características da espaçonave são: massa de aproximadamente 400kg, massa de carga útil de 147 kg e vida operacional de sete anos. Os modos de comunicação são: modo de transferência direta de dados, gravação de informações e modo de reprodução; Parâmetros de órbita: sincronizada com o sol, altitude de 510 ± 10 km e período de circulação de 94,815 minutos

Diretor da Roskosmos fez reunião com ministro iraniano

Na terça-feira, 9 de agosto, o diretor-geral da Roskosmos, Yuri Borisov, conversou com uma delegação do Irã chefiada pelo ministro das Comunicações e Tecnologia da Informação Isa Zarepur. O encontro decorreu na visita de representantes iranianos ao cosmódromo de Baikonur para acompanhar o lançamento. Durante as conversações, “as partes salientaram que o lançamento bem sucedido de um satélite em órbita é um marco importante no desenvolvimento das relações bilaterais, abrindo caminho para uma maior expansão e fortalecimento da cooperação entre os dois países no setor espacial.”

Após o lançamento, o diretor da agência espacial russa Roskosmos, Yuri Borisov, agradeceu à equipe de especialistas da indústria espacial que participaram do lançamento. “Gostaria de expressar minha sincera gratidão a todos vocês pelo trabalho que investiram no lançamento bem-sucedido de hoje. Em nome do governo da República Islâmica do Irã e em nome do povo iraniano, gostaria de expressar gratidão a todos por transformar hoje em um dia histórico nas relações entre nossos dois países. Hoje foi um ponto de virada para o início de uma nova interação no campo do espaço entre nossos dois países”, disse por sua vez a Ministra de Tecnologias da Informação e Comunicação Isa Zarepur por sua vez.

“É difícil superestimar a importância do evento de hoje. O lançamento bem sucedido do satélite no interesse e na ordem do Irã tornou-se um marco importante na cooperação bilateral russo-iraniana, abrindo caminho para a implementação de projetos novos e ainda maiores…” – declarou Borisov.

História

O lançamento da primeira espaçonave iraniana ocorreu em 27 de outubro de 2005 do cosmódromo russo de Plesetsk. O foguete leve Cosmos-3M lançou com sucesso o satélite de sensoriamento remoto Sinah-1 (ZS-1) em uma órbita síncrona do sol com altura de 690 km e inclinação de 98,2 graus. A massa do satélite era de 160 kg, e as dimensões gerais eram de 0,8 x 1,30 x 1,60 metro. O satélite era equipado com duas câmeras de vídeo para tirar fotos da Terra com resolução de 250 e 50 metros. A vida útil era de três anos. O satélite foi fabricado pelo Design Bureau russo CJSC Polyot da cidade de Omsk por ordem do Instituto de Pesquisa Aplicada do Irã. O Sinah-1 foi o primeiro satélite iraniano construído em cooperação com a Rússia e foi projetada para fornecer comunicações por satélite e fotografia espacial, e também podia ser usada em resposta a emergências, bem como na agricultura, exploração de depósitos minerais e outras áreas.

Foguete 14A142B Soyuz 2.1b tem 46,30 m de comprimento, pesa cerca de 316 toneladas no momento do disparo, desenvolvendo aproximadamente 420.000 kgf de empuxo na decolagem.

Este foi o 12º lançamento de um foguete russo em 2022 e o quarto a partir do Cosmódromo de Baikonur. Para o foguete transportador Soyuz-2.1b, este voo foi o 57º, para o estágio superior Fregat, o 109º. O Soyuz-2.1b é fabricado pelo centro de foguetes RKTs Progress e o estágio superior Fregat pela NPO Lavochkin.

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Starlink: Mais um lote deve subir amanhã

Foguete Falcon 9 decola de Cabo Canaveral à noite com mais 52 satélites

Resumo do lançamento

A SpaceX programou para 9 de agosto de 2022, terça-feira, o lançamento de um foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5 com mais um lote de cinquenta e dois satélites Starlink para a órbita terrestre (parâmetros previstos de 230 x 335 km, inclinada em 53,22º) partir do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) do Kennedy Space Center, na Flórida. A janela de lançamento instantânea é às 18:57:40 ET, 22:57:40 UTC ou 19:57:40 de Brasília. O foguete deve ter uma massa de decolagem de 567.864 kg; A pilha de satélites tem massa aproximada de 15.964 kg. Cada satélite modelo v1.5 pesa 307 kg, e a órbita final da “concha” (shell) nº 4-26 deste lote de repetidores de internet será circular, a 540 km de altitude.

Zonas de exclusão temporárias foram estabelecidas para navios e aviões do Cabo Canaveral/Kennedy Space Center de 09 de agosto às 22:19 UTC a 10 de agosto às 02:48 UTC cobrindo da superfície até a altitude de 18.000 pés (5.400 metros). A previsão do tempo mostra meteorologia favorável de 70% GO (aprovado) para o dia do lançamento e 80% GO para o dia seguinte.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

A liberação dos satélites, inicialmente em bloco, está prevista para 23:13:09.600 UTC – 20:13:09.600 Brasília), e uma oportunidade reserva está marcada na quarta-feira, 10 de agosto, às 18h36 ET, ou 22:36 UTC (22:36 Brasilia). O ‘core’ de primeiro estágio B1073.3 desta missão lançou anteriormente uma missão Starlink e o SES-22. Após o estagiamento, o primeiro estágio do foguete 9 retornará à Terra e pousará na balsa-drone Marmac 302 A Shortfall of Gravitas que está estacionada no Oceano Atlântico, bem como o navio de apoio/rebocador Doug.

Perfil de lançamento

A recuperação das conchas da carenagem de cabeça é estimada para aproximadamente 656 km de distância da Flórida pelo navio de apoio, e a reentrada do segundo estágio deve acontecer no leste do oceano Pacífico.

Foguete Falcon 9 configurado para lançamento de lote Starlink

Lançamento, aterrissagem de primeiro estágio e liberação da carga útil
Todos os horários são aproximados

hh: min: s: – Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:26 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
  • 00:02: 30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:36 Ignição do motor do 2º estágio
  • 00:02:41 Descarte da carenagem
  • 00:06:45 Início da ignição de reentrada do 1º estágio
  • 00:07:06 Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:19 Ignição de aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:43 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:08:44 Pouso do 1º estágio
  • 00:15:24 Os satélites Starlink são liberados

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Rússia lança amanhã de Baikonur um satélite iraniano e outros

… e rumores indicam que ‘Khayyam’ espionaria a Ucrânia ocupada

Resumo do lançamento

Um foguete Soyuz-2.1b está instalado no complexo de lançamento 6 da Área 31 do cosmódromo de Baikonur com a espaçonave iraniana Khayyam para sensoriamento remoto e mais dezesseis pequenos satélites ‘passageiros’. O lançamento do foguete com a espaçonave da República Islâmica do Irã e um grupo de 38 satélites de dezoito países está agendado para 9 de agosto de 2022 às 11h52:38, horário de Nur-Sultan (05:52:38 UTC, ou 01:52:38 Brasília). “O foguete Soyuz-2.1b com a espaçonave Khayyam foi transferido esta manhã às 07h30, hora local, por linha férrea do edifício de montagem e teste 40 (MIK 40) e instalado no lançador nº 6 do local 31 na posição vertical”, disse a mídia do cosmódromo na última sexta-feira. Os satélites devem ser colocados em uma órbita síncrona com o sol circular de 500 km, inclinada em 97 graus em relação ao equador.

O trabalho de pré-lançamento está sendo realizado conforme o contrato da empresa Glavkosmos e realizado conjuntamente por representantes dos clientes e subsidiárias da Roskosmos – a fábrica de foguetes RKTs Progress, a NPO Lavochkin, construtora do estágio Fregat e o centro de infraestrutura terrestre TsENKI.

De acordo com a assessoria de imprensa da administração da localidadeb de Inta, em conexão com o lançamento do foguete, é possível a queda das partes do veículo lançador, bem como a ocorrência de incêndios naturais nos território de Pechora, Inta, Usinsk e Vorkuta.

Foguete de 314 toneladas sendo rebocado pela carreta férrea TUA do prédio de montagem e teste para a plataforma

A espaçonave Khayyam é um satélite de sensoriamento remoto terrestre (ERS, ou Earth resources satellite) fabricado por russos, e foi projetado para obter imagens com alta precisão – de até um metro. O satélite será usado no interesse do Irã para monitorar a produtividade agrícola do país e questões ambientais. A data de lançamento foi decidida para coincidir com uma homenagem a um matemático persa do Século XII conforme um acordo de quase quatro anos com o Irã. As notícias iniciais eram de que a Rússia concordou em construir e operar o sistema Kanopus-V, que incluiria uma câmera de alta resolução que daria a Teerã recursos sem precedentes, incluindo monitoramento quase contínuo de locais sensíveis em Israel e no Golfo Pérsico.

O projeto de satélite russo-iraniano foi anunciado publicamente em agosto de 2015, quando uma empresa iraniana assinou um acordo preliminar com a VNIIEM (fabricante da plataforma de satélite) e a Barl (empresa que fornece a carga óptica). O satélite seria baseado na plataforma Kanopus-V da VNIIEM e viajaria como co-passageiro em um foguete Soyuz. Isso ocasionalmente mencionado na imprensa russa até meados de 2017, quando não mais surgiram informações, provavelmente porque se tornou politicamente muito sensível. Em maio de 2018, a empresa Barl foi colocada na lista de sanções dos EUA, presumivelmente por causa do acordo de satélite iraniano.

No início deste ano, descobriu-se que um projeto do VNIIEM descrito em alguns documentos em 2018-2019 apenas como “Projeto 505”, ou Proyekt 505 era de fato o projeto russo-iraniano. Isso pode ser determinado a partir de duas apresentações feitas na câmara alta do parlamento russo em fevereiro passado, em que se discutiram planos para o que foi chamado de “primeiro satélite comercial de sensoriamento remoto da Rússia para um parceiro estrangeiro”. O parceiro não foi identificado, mas pode-se facilmente deduzir das informações ali fornecidas que é o Irã. O satélite pôde ser visto em dois slides mostrados durante essas apresentações. Ele pesa 650 kg e será lançado em uma órbita síncrona do Sol de 490 por 525 km. Tem uma resolução máxima de 0,75 m. O satélite foi supostamente programado para ser lançado neste verão no hemisfério norte, e neste caso coincidiria com o lançamento do Khayyam.

Concepção artística do Khayyam em órbita, mostrando modificações no chassi básico do Projeto 505

Rumores de uso do satélite iraniano na guerra da Ucrânia

No entanto, corre no Ocidente a suspeita de que os iranianos podem não ser capazes de assumir o controle do satélite imediatamente. A Rússia, que tem investido para alcançar seus alvos militares durante a invasão de cinco meses na Ucrânia, teria dito a Teerã que planejava usar o satélite por alguns meses ou mais para reforçar a vigilância de instalações militares no conflito, segundo dois funcionários russos teriam revelado sob anonimato, devido ao segredo envolvida na coleta de inteligência. A Embaixada da Rússia em Washington se recusou a comentar. O governo Biden está acompanhando de perto a pesquisa de satélites do Irã, que está desenvolvendo uma frota de mísseis cada vez mais poderosa. Funcionários do governo se recusaram a comentar o lançamento ou as intenções de Moscou de usar o satélite para monitorar os campos de batalha na Ucrânia.

Porém, na última semana, a Agência Espacial Iraniana disse que nenhum país usaria imagens do seu satélite para fins militares, segundo agência estatal iraniana IRNA. Antes disso, o jornal americano The Washington Post afirmou que as autoridades russas estavam se preparando para lançar um satélite por ordem do Estado, mas o usarão por vários meses para monitorar alvos militares na Ucrânia. A agência iraniana observou que esses relatórios não são verdadeiros. “O envio de comandos e o recebimento de informações deste satélite será realizado inteiramente com um algoritmo criptografado já embutido nele pelos pesquisadores da organização espacial, e neste processo nenhum outro país poderá acessar suas informações. Este satélite não se destina ao uso militar por outros países”.

Poster associado aos satélites cujo contrato de lançamento foi intermediado pela firma Sputnix

A agência também afirmou que todas as ordens relacionadas à gestão e operação do Khayyam serão organizadas e transmitidas imediatamente após o lançamento por especialistas iranianos localizados nas bases do Ministério das Comunicações e Tecnologias da Informação no Irã. Anteriormente, os EUA disseram que não viam sinais de que a Rússia estivesse comprando drones do Irã, apesar das primeiras alegações de que as autoridades russas estavam planejando fazê-lo. Antes disso, o jornal britânico The Times disse que a Rússia estava atacando satélites em órbita terrestre e interferindo na transmissão de sinais de GPS usados ​​por aeronaves, navios, carros e smartphones. O Washington Post também informou que a Rússia não está entregando 400 aviões de passageiros em leasing para empresas ocidentais, e os legítimos proprietários das aeronaves duvidam que possam reavê-las.

Satélites-acompanhantes

Como carga útil associada estão dezesseis pequenas espaçonaves de fabricação russa: CubeSX-HSE2, CYCLOPS, MIET-AIS, Polytech Universe 1, Polytech Universe 2, ReshUCube-1, Siren, Skoltech B1, Skoltech B2, UTMN, VIZARD-SS1, Geoscan-Edelweiss, ISOI, KAI-1, Kuzbass-300, Monitor-1. “As naves russas são projetadas para pesquisa científica e tecnológica, incluindo o desenvolvimento de tecnologias para implementação de canais de comunicação entre satélites, medição do nível de radiação eletromagnética, sensoriamento remoto da Terra e monitoramento da situação ambiental”, disse a corporação estatal.

“Juntamente com o Khayyam está planejado lançar os pequenos satélites russos associados – CubeSX-HSE-2, Monitor-1, UTMN, CYCLOPS, Siren, KAI-1, Kuzbass-300, Skoltech- B1, Skoltech-B2, Polytech Universe-1, Polytech Universe-2, Vizard, Geoscan-Edelweiss, MIET-AIS, ISOI e ReshUCube”, anunciou a Roskosmos. Os pequenos satélites foram criados na Universidade Politécnica Pedro, o Grande, de São Petersburgo, na Universidade Técnica do Estado Báltico Voenmeh DF Ustinov, no Instituto de Pesquisa de Física Nuclear DV Skobeltsyn, na Universidade Estatal de Tyumen, na Universidade Estatal de Ciência e Tecnologia MF Reshetnev da Sibéria e outras universidades, bem como nas empresas Geoscan, Sputnix e outras organizações:

  1. ReshUCube-1. Universidade Estatal da Sibéria.
    A carga útil é uma câmera de sensoriamento remoto; um “laboratório espacial reconfigurável” (um conjunto de sensores e ERI, possivelmente uma continuação do programa Yubileiny).
  2. Kuzbass-300 SXC3-218 KUZSTU da KuzGTU.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é câmera de sensoriamento remoto (detecção de incêndios florestais), e um equipamento de transmissão de mensagens de voz e imagens.
  3. Vizard-SS1 (SXC3-215 VIZARD). NIS LLC, VIZARD LLC, escolas nº 1522 e nº 2086 em Moscou.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um equipamento AIS e KINEIS, para rastreamento de navios e outros objetos no Oceano Ártico.

4.SXC3-21? UTMN. Universidade Estatal de Tyumen.
Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
A carga útil é uma câmera de sensoriamento remoto para estudo de derramamentos de óleo no Ártico.

  1. CUBESX-HSE-2. NRU HSE.
    A carga útil é uma câmera de sensoriamento remoto e um equipamento AIS. Monitoramento da superfície terrestre na região do Ártico, acompanhando o movimento de navios ao longo da Rota do Mar do Norte. Também está equipado com um motor elétrico de plasma VERA.
  2. SIRENE SXC3-217. NRU BelGU.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um módulo composto por uma cápsula com brotos lilás fixados com uma solução especial de gel nutriente, além de câmeras e LEDs.
  3. KAI-1 – KNITU-KAI, LLC “NILAKT DOSAAF”, ANO DPO KIRO )
    A carga útil são câmeras panorâmicas, um medidor de temperatura feito com base em uma rede de Bragg de fibra, e um repetidor de 145/435 MHz (indicativo de chamada RS26S).

8 e 9. Polytech Universe-1, Polytech Universe-2. Escola Superior de Física Aplicada e Tecnologias Espaciais do Instituto de Eletrônica e Telecomunicações (SPbPU).
A carga útil é um equipamento para monitoramento do nível de radiação eletromagnética na superfície terrestre em diversas faixas de frequência.

  1. Geoscan-Edelweiss da empresa @Geoscan.
    Chassi: Geoscan 3U.
    A carga útil são um motor a gás OKB Fakel e um receptor GNSS da empresa Elvis.

11, 12. MCA Skoltech B1, MCA Skoltech B2. Laboratório de Sistemas Espaciais Skoltech, SINP MSU. A principal tarefa dos satélites é desenvolver a tecnologia de comunicação inter-satélite de longa distância, que será posteriormente aplicada na detecção de flashes de raios gama com cálculo de triangulação da direção eles.
A carga útil compreende
• módulo de comunicação inter-satélite;
• detectores gama desenvolvidos pelo NIIYaF MGU;
• câmeras de espectro visível para sensoriamento remoto da Terra.

  1. CICLOPS SXC3-2110. BGTU Voenmekh D.F. Ustinov.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    Sua carga útil compreende
  • estabilização e posicionamento de dispositivo óptico;
  • observação da superfície terrestre;
  • estudo das propriedades e eficiência do dispositivo de armazenamento de energia;
  • desenvolvimento de soluções técnicas para a criação de um rover lunar;
  • estudo da degradação das características dos materiais e parâmetros de dispositivos eletrônicos no espaço exterior.
  1. SXC3-214 MIET-AIS (MIET).
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um equipamento AIS e um motor elétrico a plasma VERA.
  2. SXC3-219 ISOI (ISOI RAS), Medex, reportadamente da SAU
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é uma câmera hiperespectral de sensoriamento remoto.
  3. Monitor-1 (NIIYaF MSU).
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um detector de radiação combinado (KODIZ).
O foguete Soyuz 2.1b tem 46,30 m de comprimento, pesa cerca de 316 toneladas no momento do disparo, desenvolvendo aproximadamente 420.000 kgf de empuxo na decolagem.

Depois de fechar as torres de serviço 11T11P1 em torno do foguete na plataforma, especialistas da indústria espacial da Rússia começaram a trabalhar no programa do primeiro dia de lançamento. “Dentro de três dias, os especialistas farão as verificações finais dos sistemas do complexo de lançamento e do veículo lançador”, disse a mídia oficial. Na véspera, em 4 de agosto, técnicos da Roskosmos concluíram a montagem geral do lançador Soyuz-2.1b, com o chamado “pacote” do primeiro e segundo estágios sendo unidos ao bloco do terceiro estágio e a seção de cabeça, na qual estão o estágio superior Fregat e as espaçonaves foram integrados sob a carenagem.

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Índia: foguete SSLV-D1 falha no primeiro teste

Lançador de pequenos satélites teve defeito nos terceiro e quarto estágios

Foguete decola da plataforma em Satish Dhawan

A Índia testou seu novo foguete leve SSLV – Small Satellite Launch Vehicle, no domingo, 7 de agosto de 2022, mas a missão sofreu uma pane na fase final. O anúncio foi feito pela Organização Indiana de Pesquisa e Desenvolvimento Espacial (ISRO) em seu Twitter : “O primeiro voo do SSLV foi concluído. Todas as etapas foram concluídas conforme planejado. Uma perda de dados foi observada na fase terminal. A análise está em andamento, atualizaremos as informações em breve”, disse a ISRO.

O SSLV-D1 decolou da primeira plataforma de lançamento do Satish Dhawan Space Center em Sriharikota às 09h18 IST (03:48 UTC, ou 00:48 hora de Brasília). O foguete transportava duas cargas úteis – os satélites EOS-2, de observação da Terra, e Azaadisat, de experimentos estudantis. Os diretores da missão chegaram a congratular a equipe pelo bom funcionamento dos três primeiros estágios, de combustível sólido, antes que se confirmasse a pane no quarto estágio, que usava propelentes líquidos. Esses terceiro e quarto estágios e os satélites teriam caído no Oceano Pacífico por volta das 04:31 UTC, 01:31 Brasília. Mais tarde foi confirmado que o terceiro estágio teve funcionamento anormal, assim como o quarto.

A telemetria foi perdida após os primeiros 9 minutos da missão, e foi verificado que o quarto estágio colocara os satélites em uma órbita elíptica de 356 km por 76 km, inclinada em 41,6 graus ; já a órbita do terceiro estágio seria cerca de 58 por 351 km – em vez de uma órbita circular pretendida de 356 km, de modo que os satélites foram perdidos. O problema foi preliminarmente identificado como falha de circuito lógico para identificar um defeito de sensor e mudar para uma rotina de recuperação de controle.

Terceiro estágio separou-se e foi filmado pela câmera on-board do quarto estágio

Analistas citados na mídia indiana confirmam que o problema parece ter se originado no quarto estágio VTM. De acordo com o plano, o VTM deveria ter queimado por 20 segundos a partir de 653 segundos após o lançamento. No entanto, ele queimou por apenas 0,1 segundo, negando ao foguete o incremento de altitude necessário. Os dois satélites transportados se separaram do veículo após o esgotamento do VTM. Isso significa que eles também perderam suas trajetórias orbitais pretendidas e entraram em uma órbita elíptica.

Esta não é a primeira vez que a agência espacial indiana tem um revés em suas primeiras missões de lançamento. “O PSLV não teve sucesso em seu primeiro voo em 20 de setembro de 1993”, disse o especialista em espaço Girish Linganna. “Não foi um grande problema. Quanto ao primeiro voo [do SSLV], foi quase perfeito com um pequeno ‘soluço’ no final. O próximo lançamento deve ser muito mais tranquilo. Foi um bom primeiro voo no geral. Nós da Pixxel esperamos usar o SSLV muito em breve para [lançar] alguns satélites em nossa constelação”, disse Awais Ahmed, fundador e CEO da Pixxel. Ele diz que o que ocorreu foi uma falha de um sensor e do software que deveria descobrir que o sensor falhara. “Devido a isso, a quarta ignição do quarto estágio não aconteceu corretamente e os satélites foram colocados em uma órbita de elíptica de 356 x 76 km em vez de uma circular de 356 km. Como 76 km é muito baixo, o atrito atmosférico teria queimado os satélites”, acrescentou Ahmed.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

Um comitê foi formado para estudar a telemetria, e com a implementação de sas recomendações, permitir que a ISRO faça um segundo teste com o SSLV-D2. Além deste, está programado um terceiro voo de prova antes de certificar o foguete para uso comercial.

A intenção do teste era demostrar a presteza de lançamento sob demanda (launch on demand, ou LOD – é a competência para colocar satélites em órbita sob rápida encomenda). A ISRO alocou Rs 169 crores para o projeto, que deve cobrir o desenho e qualificação dos sistemas e a demonstração de voo por meio de três voos de desenvolvimento, os do SSLV-D1 atual e dos SSLV-D2 e SSLV-D3.

Satélite EOS-2

Satélite de observação da Terra EOS-2

O satélite de observação EOS-2 serviria para mapeamento e desenvolvimento de vários aplicativos GIS. Ele tinha uma câmera infravermelha de comprimento de onda médio e outra câmera infravermelha de comprimento de onda longo, com resolução de 6 metros. O satélite teria vida útil de dez meses. Contruído em paineis de favo-de-mel de alumínio formando uma caixa não-selada de 55,2 cm x 60 cm x 60 cm, tinha subsistemas Mainframe/Bus de cargas úteis independentes integradas com dois painéis solares.

Cubesat AzaadiSat

AzaadiSat

Já o AzaadiSat foi desenvolvido por meninas estudantes rurais de todo o país coordenadas pela SpaceKidz India, uma start-up de objetivos educacionais. Ele carregava setenta e cinco cargas úteis cada uma pesando cerca de 50 gramas com experimentos. O AzaadiSAT era uma missão na qual a organização selecionou 750 alunas de setenta e cinco escolas governamentais de todos os estados indianos com para construir as 75 cargas experimentais. As cargas úteis incluiam um transponder UHF-VHF em radiofrequência amadora para transmissão de voz e dados para radioamadores, um contador de radiação, um transponder de longo alcance e uma câmera ‘selfie’. O sistema terrestre desenvolvido pela Space Kidz India será utilizado para receber os dados do satélite.

Perfil de lançamento do SSLV-D1

Um novo foguete para um mercado em crescimento

O SSLV tem 2 metros de diâmetro básico e 34 metros de comprimento, massa de decolagem de 120 toneladas, com três estágios de propulsão de combustivel sólido e um módulo de propelente líquido como estágio de impulsão final

“O SSLV é um veículo pronto para transferência com sistemas modulares e unificados e com interfaces padrão para produção industrial de ponta a ponta”, disse um funcionário da ISRO. Os principais recursos do SSLV incluem um segmento de motor de ‘booster’ com uma configuração de junta aberta para minimizar a montagem e o prazo de integração. Ele também possui uma configuração unificada entre estágios para permitir integração e lançamento rápidos, e um sistema de aviônicos miniaturizado de baixo custo com componentes comerciais industriais prontos para uso. O SSLV também possui acomodação multissatélite com um deck com varios adaptadores-ejetores e um sistema de controle digital com atuadores eletromecânicos totalmente indianos. Ao contrário do PSLV, o SSLV usa somente combustível sólido – polibutadieno terminado em hidroxila – para disparar os três estágios que leva as cargas úteis à altitude desejada. O Velocity Trimming Module (VTM) de propulsão líquida insere o satélite em órbita. De acordo com funcionários da ISRO, o SSLV tem um tempo de resposta baixo e pode ser montado em quinze dias, permitindo que a agência espacial forneça serviço de lançamento sob demanda no setor de cargas de órbita terrestre baixa, em rápido crescimento.

O que o design SSLV significa para a indústria privada: O foguete foi projetado de forma a facilitar a participação de pequenos players da indústria em sua construção, ao contrário de foguetes mais avançados, como o PSLV ou os GSLV Mk2 ou Mk3. “Faremos apenas dois ou três lançamentos e depois planejamos transferir a tecnologia para players privados”, disse o diretor do VSSC. “Desenvolvemos um design tão simples e amigável que até mesmo pequenas empresaas do setor podem fazer parte de sua construção”, acrescentou. Ele estava se referindo a fabricantes de hardware que podem fornecer a caixa metálica para os foguetes ou as que projetam os circuitos elétricos ou desenvolvem processadores para operações críticas dentro do veículo lançador. O projeto de veículos de lançamento mais avançados, como PSLV e GSLV, exige processos de fabricação de alta habilidade que apenas grandes empresas como a Hindustan Aeronautics Limited podem adotar.

Quarto estágio VTM na sala de montagem, com os satélites montados na sua parte superior
Arranjo dos satélites no estágio superior VTM – Módulo de ajuste de velocidade

O SSLV tem 34 metros de altura com um diâmetro de dois metros, e uma massa de decolagem de 120 toneladas e é 10 metros mais curto que o foguete Polar Satellite Launch Vehicle PSLV tambem da ISRO e pode colocar cargas úteis de até 500 kg em uma órbita de 500 km. Já o PSLV tem 44 metros de altura e tem capacidade para colocar em órbita cargas úteis de até 1.800 kg. O PSLV é o cavalo de batalha da Índia e realizou com sucesso mais de cinquenta missões. O foguete recém-desenvolvido foi configurado com os três estágios de propelentes sólidos de 87 t, 7,7 t e 4,5 t respectivamente, contra o PSLV, que é um veículo de quatro estágios que gera 4.800 kN de empuxo no primeiro estágio, 799 kN no segundo, 240 kN no terceiro e 15 kN no quarto. Enquanto o PSLV domina o SSLV nos segmentos de carga mais pesada, o novo foguete ganha quando se trata de tempo de preparação (ou “resposta”). O tempo de resposta significa preparar um foguete para o próximo lançamento e o SSLV pode ser preparado e transferido para a plataforma de disparo em pouco mais de 72 horas, contra os dois meses necessários para preparar um PSLV.

Resumo do lançamento

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Índia lança amanhã seu novo foguete

O SSLV-D1 fará sua estréia no mercado de pequenos satélites

Foguete na plataforma em Satish Dhawan

O primeiro lançamento do novo foguete indiano SSLV – Small Satellite Launch Vehicle, o SSLV-D1, está agendado para amanhã domingo, 7 de agosto de 2022, às 09h18 horario indiano (04:48 GMT ou 00:48 hora de Brasilia) do Satish Dhawan Space Center (SDSC), Sriharikota. A Organização de Pesquisa Espacial Indiana ISRO convidou os cidadãos para a Galeria de Vista de Lançamento no SDSC para assistir à decolagem por meio de registro online. A ISRO realizará o voo inaugural de seu recém-desenvolvido foguete antes da celebração do Dia da Independência, e o SSLV colocará em órbita o satélite Earth Observation Satellite-2 “EOS-2”, de 145 kg, e o AzaadiSat, um cubesat de 8 kg projetado por 750 alunos de escolas públicas de todo o país para marcar o 75º aniversário da independência indiana. “O SSLV oferecerá acesso de baixo custo ao espaço sob demanda. Ele tem baixo tempo de preparação, flexibilidade para acomodar vários satélites, viabilidade de lançamento rápido e requisitos mínimos de infraestrutura de lançamento”, disse a ISRO. A estréia do SSLV foi adiada por alguns anos devido à pandemia. Especialistas acreditavam que isso poderia prejudicar as perspectivas econômicas da agência no mercado espacial global, já que o novo veículo lançador foi projetado tendo em mente lançamentos comerciais de pequenos satélites com um tempo de retorno rápido para as missões. Colocar os dois satélites em órbita é uma demonstração indiana de força, como o desfile militar no Dia da República. A intenção é mostrar a presteza de lançamento sob demanda (launch on demand, ou LOD) da ISRO. A LOD é a competência para colocar satélites em órbita sob rápida encomenda. Até agora, o foguete PSLV vinha colocando satélites em órbitas, incluindo órbita baixa, de forma eficiente; 53 de seus 55 lançamentos foram bem sucedidos. O problema é que o processo de lançamento é demorado, uma desvantagem em um momento em que o mercado de pequenos satélites está crescendo. O PSLV, que lançou a primeira missão lunar indiana Chandrayan-1 em 2008 e a Mars Orbiter Mission em 2013, agora será reservado para projetos nacionais maiores.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço
Resumo do lançamento
Perfil de lançamento do SSLV-D1

Satélite EOS-2

Satélite de observação da Terra EOS-2

O novo satélite de observação da Terra indiano EOS-2 terá aplicações em mapeamento e desenvolvimento de vários aplicativos GIS. Ele levará uma câmera infravermelha de comprimento de onda médio e outra câmera infravermelha de comprimento de onda longo, com resolução de 6 metros. O satélite, pesando 145 kg, terá vida operacional de dez meses, colocado em uma órbita de cerca de 350 km, e é um “microsat”, oferecendo sensoriamento remoto óptico avançado. Satélites em órbita terrestre baixa como o EOS-2 são ideais para imagens e comunicação. Por estar mais perto da Terra, os satélites de imagem podem capturar imagens melhores e mais detalhadas Os serviços de voz e dados por satélite também podem ser úteis durante emergências como enchentes e outros desastres naturais. Sua construção é de favo-de-mel de alumínio formando uma caixa não-selada de 55,2 cm x 60 cm x 60 cm que foi projetada e qualificada para a massa total da espaçonave de 145 kg. Os subsistemas Mainframe/Bus são cargas úteis independentes integradas. Todos os elementos de carga útil são acomodados no convés superior. Os dois painéis solares que geram 350 W de potência são os únicos apêndices extensiveis. A plataforma é altamente ágil com manobrabilidade de 3,5°/s e precisão de apontamento de 0,1″. A taxa de transmissão de dados de carga útil é de 32 Mbps na banda X.

Cubesat AzaadiSat

O AzaadiSat desenvolvido por meninas, estudantes de todo o país coordenadas pela SpaceKidz India
AzaadiSat

Já o AzaadiSat foi desenvolvido por meninas estudantes rurais de todo o país coordenadas pela SpaceKidz India, uma start-up espacial tem objetivos educacionais. Ele carrega setenta e cinco cargas úteis diferentes, cada uma pesando cerca de 50 gramas e realizando experimentos ‘femto’, ou de tamanho diminuto. Alunas de regiões rurais de todo o país receberam as orientação para construir os experimentos, que foram integrados por elas. Rifath Sharook, diretor de tecnologia da Space Kidz India, twittou em 8 de julho que o AzaadiSAT era uma missão especial na qual a organização selecionou 750 alunas de setenta e cinco escolas governamentais de todos os estados indianos e forneceu treinamento para construir as 75 cargas experimentais.

Arranjo dos satélites no estágio superior VTM – Módulo de ajuste de velocidade

As cargas úteis incluem um transponder UHF-VHF trabalhando em radiofrequência amadora para permitir a transmissão de voz e dados para radiooperadores amadores, um contador de radiação baseado em diodo PIN de estado sólido para medir a radiação ionizante em sua órbita, um transponder de longo alcance e uma câmera ‘selfie’. O sistema terrestre desenvolvido pela Space Kidz India será utilizado para receber os dados do satélite.

Um novo foguete para um mercado em crescimento

O lançador tem 2 metros de diâmetro básico e 34 metros de comprimento, massa de decolagem de 120 toneladas, com três estágios de propulsão de combustivel sólido e um módulo de propelente líquido como estágio de impulsão final

“O lançamento do SSLV estava muito atrasado. Isso mudará o fardo dos lançamentos comerciais indianos dos foguetes PSLV e oferecerá lançamento rápido e barato para pequenos satélites. A ISRO tem os meios para fazer isso, especialmente agora que as startups espaciais estão sendo incentivadas”, disse Ajey Lele, membro sênior do Instituto Manohar Parrikar de Estudos e Análises de Defesa.

“O SSLV é um veículo pronto para transferência com sistemas modulares e unificados e com interfaces padrão para produção industrial de ponta a ponta”, disse um funcionário da ISRO. Os principais recursos do SSLV incluem um segmento de motor de ‘booster’ com uma configuração de junta aberta para minimizar a montagem e o prazo de integração. Ele também possui uma configuração unificada entre estágios para permitir integração e lançamento rápidos, e um sistema de aviônicos miniaturizado de baixo custo com componentes comerciais industriais prontos para uso. O SSLV também possui acomodação multissatélite com um deck com varios adaptadores-ejetores e um sistema de controle digital com atuadores eletromecânicos totalmente indianos. Ao contrário do PSLV, o SSLV usa somente combustível sólido – polibutadieno terminado em hidroxila – para disparar os três estágios que leva as cargas úteis à altitude desejada. O Velocity Trimming Module (VTM) de propulsão líquida insere o satélite em órbita. De acordo com funcionários da ISRO, o SSLV tem um tempo de resposta baixo e pode ser montado em quinze dias, permitindo que a agência espacial forneça serviço de lançamento sob demanda no setor de cargas de órbita terrestre baixa, em rápido crescimento.

Compatração entre o novo SSLV e o consagrado PSLV

O que o design SSLV significa para a indústria privada: O foguete foi projetado de forma a facilitar a participação de pequenos players da indústria em sua construção, ao contrário de foguetes mais avançados, como o PSLV ou os GSLV Mk2 ou Mk3. “Faremos apenas dois ou três lançamentos e depois planejamos transferir a tecnologia para players privados”, disse o diretor do VSSC. “Desenvolvemos um design tão simples e amigável que até mesmo pequenas empresaas do setor podem fazer parte de sua construção”, acrescentou. Ele estava se referindo a fabricantes de hardware que podem fornecer a caixa metálica para os foguetes ou as que projetam os circuitos elétricos ou desenvolvem processadores para operações críticas dentro do veículo lançador. O projeto de veículos de lançamento mais avançados, como PSLV e GSLV, exige processos de fabricação de alta habilidade que apenas grandes empresas como a Hindustan Aeronautics Limited podem adotar.

Detalhes dos foguetes

O novo foguete colocará em órbita os dois satélites no final de um voo de 13,2 minutos. O SSLV tem 34 metros de altura. com um diâmetro de dois metros e uma massa de decolagem de 120 toneladas, sendo 10 metros mais curto que o foguete Polar Satellite Launch Vehicle PSLV tambem da ISRO e pode colocar cargas úteis de até 500 kg em uma órbita de 500 km. Já o PSLV tem 44 metros de altura, 2,8 metros de diâmetro e uma massa de decolagem de 320 toneladas e tem capacidade para colocar em órbita cargas úteis de até 1.800 kg. O PSLV é o cavalo de batalha da Índia e realizou com sucesso mais de cinquenta missões, lançando não apenas satélites domésticos, mas também satélites de clientes em órbita baixa, a chamada Low Earth Orbit (LEO). O foguete recém-desenvolvido foi configurado com os três estágios de propelentes sólidos de 87 t, 7,7 t e 4,5 t respectivamente, contra o PSLV, que é um veículo de quatro estágios que gera 4.800 kN de empuxo no primeiro estágio, 799 kN no segundo, 240 kN no terceiro e 15 kN no quarto. Enquanto o PSLV domina o SSLV nos segmentos de carga mais pesada, o novo foguete ganha quando se trata de tempo de preparação (ou “resposta”). O tempo de resposta significa preparar um foguete para o próximo lançamento e o SSLV pode ser preparado e transferido para a plataforma de disparo em pouco mais de 72 horas, contra os dois meses necessários para preparar um PSLV. O SSLV supera também o foguete Falcon-9 da SpaceX, que leva 21 dias de tempo de resposta.
A consultoria de negócios americana Frost and Sullivan estimou que o mercado de serviços de lançamento de pequenos satélites ultrapassará a marca de 69 bilhões de dólares até 2030. O tempo de montar um foguete, instalar as conexões elétricas e fazer seu transporte antes do lançamento geralmente é de pelo menos um mês. Um lançamento do SSLV pode ser feito em três dias”, disse S. Unnikrishnan Nair, diretor do Centro Espacial Vikram Sarabhai (VSSC). Foguetes de propelente líquido, diferentemente dos veículos que utilizam combustível sólido, requerem conhecimentos e equipamentos mais especializados. Todos os três principais estágios propulsores do SSLV são baseados em combustível sólido que, ao contrário dos líquidos, podem ser armazenados facilmente e, portanto, são fáceis de gerenciar e integrar.

Seção do primeiro estágio sendo transportada para a seção de montagem

A Índia tem ainda o GSLV-MK3, ou LVM3, que é o foguete mais pesado construído por sua agência espacial, e que pode transportar até 4 toneladas de carga em órbita geoestacionária ou 10 toneladas em órbita baixa.

Empilhamento dos segmentos dos estágios de propelente sólido do foguete

Concebido principalmente como um veículo comercial, o SSLV provavelmente custará um quarto do PSLV atual. Também pode ser montado por uma equipe de seis pessoas em sete dias, em comparação com a equipe de 600 pessoas que leva alguns meses para montar um PSLV. A ISRO alocou Rs 169 crores para o projeto, que deve cobrir o desenho e qualificação dos sistemas e a demonstração de voo por meio de três voos de desenvolvimento, os do SSLV-D1 atual e dos SSLV-D2 e SSLV-D3.

O lançamento da missão SSLV-D1/EOS-02 é significativo, uma vez que a Índia havia marcado para comemorar o 75º Dia da Independência com o primeiro voo espacial tripulado, conforme o prazo estabelecido pelo primeiro-ministro Narendra Modi em seu discurso das muralhas do Forte Vermelho no dia da independência de 2018. O trabalho na missão Gaganyaan, primeiro voo tripulado do país ao espaço, foi adiado devido à pandemia, com o primeiro teste de aborto previsto para o final deste ano – para demonstrar o sistema de escape da tripulação a ser usado em caso de emergência em pleno voo.

Foguete separado nos componentes principais

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China lança espaçoplano reutilizável pela segunda vez

“Chongfu Shiyong Shiyan Hangtian Qi” deve fazer voo de teste

O CSSHQ deve ter dimensões similares ao do X-37B americano
Foguete CZ-2F/T em foto atribuída ao lançamento do espaçoplano de teste

A China lançou com sucesso na quinta-feira, 4 de agosto de 2022, pela segunda vez sua espaçonave experimental reutilizável usando um foguete Longa Marcha-2F/T número 2F-T4. O segundo voo do Chongfu Shiyong Shiyan Hangtian Qi, (重复使用试验航天器, CSSHQ ou ‘Veículo Espacial de Teste Reutilizável’) foi lançado por volta de 16:03 UTC (13:03 de Brasília) da plataforma 43/91 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste do país. O espaçoplano entrou em uma órbita de 346 x 593 km, inclinada em 49,99 graus. A espaçonave de teste permanecerá em órbita por um período de tempo não anunciado antes de retornar ao seu local de pouso programado na China. Durante este período, como planejado, serão testadas tecnologias para veículos reutilizáveis ​​e voos orbitais, “a fim de criar uma base técnica para a exploração pacífica do espaço” , disse a mídia oficial chinesa. Este foi o 18º lançamento de um veículo lançador Longa Marcha 2F.

Concepção artística chinesa do espaçoplano em órbita

Como parte deste lançamento foram catalogados inicialmente três objetos em órbita: 2022-093A/53357 e 2022-093B/53358, todos em 346 x 593 km x 49,99 graus. Depois, foi relatado que foram oito os objetos em órbita associados a este lançamento:
2022-093A/53357 em 346 x 593 km x 49,99°
2022-093B/53358 em 350 x 590 km x 49,98°
2022-093C/53359 em 335 x 671 km x 50,30°
2022-093D/53360 em 340 x 690 km x 50,33°
2022-093E/53361 em 345 x 827 km x 49,75°
2022-093F/53362 em 346 x 846 km x 49,80°
2022-093G/53363 em 317 x 619 km x 50,02°
2022-093H/53364 em 490 x 644 km x 50,03°

Concepção artística da nave em órbita

Os militares estão ocupados com o uso de aviões aeroespaciais como armas espaciais. Neste aspecto, a China oficialmente anuncia que “… não é a primeira a fazer esse tipo de transformação, mas nunca desistirá dos preparativos a esse respeito e esperará que os Estados Unidos desenvolvam uma versão armada do avião aeroespacial primeiro.” No entanto, o X37B americano não tem capacidade armada e só pode ser usado como satélite espião ou plataforma de testes, e ainda está longe de ser um bombardeiro aeroespacial ou um caça aeroespacial. E se a China insistir no desenvolvimento de naves aeroespaciais e realizar voos tripulados, os paçoplanos terão uma capacidade de montagem e espaço de carga relativamente grandes, e será bastante fácil montar temporariamente ogivas nucleares ou mísseis interceptores antimísseis.

Foguete Longa Marcha 2F/T

Quanto à exata forma da CSSHQ, embora não haja notícias oficiais, a julgar pela mídia , não há fotos, existem apenas algumas descrições vagas da espaçonave. De acordo com a tradição chinesa de “menos palavras, coisas maiores”, este não é um veículo espacial comum. A China lançou há algum tempo uma nova geração de espaçonaves tripuladas, a XZF, e fez relatórios vigorosos, com fotos divulgadas livremente. Em outras palavras, a espaçonave reutilizável lançada desta vez é de grande importância e a missão é secreta, então a publicidade foi “conservadora”.

Aeronave de teste Shenlong montada num bombardeiro H-6

De acordo com o exposto, a “nave espacial reutilizável” recém lançada deve ser muito maior do que a nave espacial tripulada Shenzhou, talvez equivalente ou ligeiramente maior que o orbitador americano X-37B. Na aparência, deve ser equivalente ao modelo de aeronave aeroespacial Shenlong montado num bombardeiro H-6 que foi divulgada em 2007.

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China lançou mais três satélites

TECIS, HEDE-2G e Minxing Shaonyian foram orbitados por um Longa Marcha 4B como novo sistema elétrico

Decolagem do CZ-4B da plataforma de Taiyuan

Às 11:08 (03:08 UTC, 00:08 Brasilia) de 4 de agosto de 2022, o foguete Longa Marcha 4B Y-40 foi lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan e, em seguida, colocou com sucesso o satélite de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre TECIS, também chamado Joumang, e dois pequenos satélites para a órbita predeterminada. A missão de lançamento foi confirmada como um sucesso completo. O TECIS (Terrestrial Ecosystem Carbon Inventory Satellite, ou Lùdì Shēngtài Xìtǒng Tàn Jiāncè Wèixīng em Chinês) foi acompanhado por dois pequenos satélites secundários, o HEDE-2G e o microssatélite “Minhang Juvenil” Mǐnxíng Shàonián, todos em órbita sincronizada com o Sol com 503 km de altitude e inclinada em 97,4 graus. O foguete decolou da plataforma LC9 do centro de lançamento.

Resumo do lançamento

Satélite TECIS “Joumang”

TECIS – Terrestrial Ecosystem Carbon Inventory Satellite – Satélite de Monitoramento de Carbono do Ecossistema Terrestre

O satélite TECIS ou Jumang, é um aparelho de pesquisa científica no plano de desenvolvimento de médio e longo prazo da infra-estrutura espacial civil nacional, operando em órbita síncrona solar com altitude de 506 quilômetros e inclinação de 97,4 graus. Seu nome “Jumang” foi escolhido num concurso entre internautas chineses. “O mítico deus da madeira e da primavera irá, nos próximos dias, estudar as águas lúcidas e as montanhas exuberantes da pátria, e contribuir para a realização do objetivo de atingir o “pico de carbono e neutralidade de carbono”- anunciou a mídia oficial da China. Seus instrumentos farão a medição da biomassa da vegetação, aerossóis atmosféricos, fluorescência da clorofila da vegetação e outros elementos, que serão utilizados no monitoramento de carbono do ecossistema terrestre, levantamento de recursos, monitoramento e avaliação nacional de engenharia ecológica . O satélite vai estudar pontos de controle de elevação, monitoramento e avaliação de desastres e monitoramento de sensoriamento remoto de condições agrícolas, e melhorarão significativamente o nível quantitativo de sensoriamento remoto.

O satélite é equipado com um LIDaR multi-feixe, uma camera multiespectral direcional, uma camera (imageador multi-ângulo) de polarização direta e um espectrometro de fluorescencia hiperespectral para monitoramento de clorofila (SIF Imaging Spectrometer, SIFIS). O TECIS Joumang foi desenvolvido pelo Quinto Instituto de Pesquisa da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China. Por meio de métodos abrangentes de sensoriamento remoto, como LIDaR a laser, multiângulo, multiespectral, hiperespectral e polarização, ele pode detectar biomassa e produtividade da vegetação , e monitorar a distribuição de aerossóis atmosféricos. Segundo a mídia oficial chinesa “… ao mesmo tempo, pode atender às necessidades de levantamento e mapeamento geográfico, avaliação de desastres, sensoriamento remoto de condições agrícolas, etc.; e atender usuários em silvicultura, proteção ambiental, levantamento e mapeamento, meteorologia, agricultura, redução de desastres e outras indústrias, o que melhorará significativamente o nível quantitativo de sensoriamento remoto terrestre na China”.

O imageador de polarização multi-ângulo pode obter produtos de dados de sensoriamento remoto de parâmetros ópticos e físicos de aerossóis e nuvens atmosféricos globais, incluindo profundidade óptica de aerossol, distribuição de tamanho de partícula, índice de refração, albedo de espalhamento único, forma de partícula, etc., bem como nuvem distribuição de tamanho de partícula, estado de fase de nuvem, espessura óptica de nuvem, etc., pode obter correção atmosférica de alta precisão de outras cargas ópticas na mesma plataforma de satélite e pode fornecer dados de observação de parâmetros atmosféricos necessários para o estudo de efeitos de radiação de força de aerossol para apoiar pesquisa sobre mudanças climáticas globais. O aparelho tem também a “função de julgamento de nuvem em órbita” com base na otimização dos indicadores de produtos semelhantes anteriores. O software é carregado na caixa de processamento de informações e fornecerá dados de julgamento de nuvens a serem enviados ao subsistema de gerenciamento de dados de satélite, como base para controlar a ativação e desativação de cargas ópticas, como lidar. Como o tempo de vida do lidar está relacionado ao número de operações, a tecnologia pode reduzir a quantidade de dados contaminados por nuvens e estender o tempo de vida do aparelho de LIDaR em órbita.

imageador de polarização multi-ângulo

O LIDaR (LIght ou Laser Detection and Ranging – detector de alcance por luz ou laser) vai estudar principalmente a região chinesa de Hainan. O Parque Nacional da Floresta Tropical de Hainan preserva uma das poucas florestas tropicais da China. A aquisição sistemática de dados desta floresta tropical é um pré-requisito para a gestão dos parques nacionais , e também é parte importante dos métodos de produção para o estabelecimento de satélites de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre para os principais tipos de floresta do país. De 20 de março de 2020 a 10 de julho de 2021, com a ajuda da plataforma aérea nacional de pesquisa de recursos florestais foram estudados mais de 6.000 km2 , com radar de laser de feixe estreito, luz visível e imagens de infravermelho próximo, provendo dados brutos e produtos de imagem superespectral por aviões, com 170 etapas de pesquisa florestal, 183 pontos de controle e 17 superfícies de inspeção.

A precisão do aparelho na precisão do plano e da elevação de feixe amplo é melhor do que 1 metro e 0,15m, respectivamente; a precisão do plano e da elevação do LIDAR de feixe estreito é melhor do que 0,5 m e 0,08 m, respectivamente; o modelo de terreno digital ( DEM) precisão de elevação e precisão de altura do modelo de altura do dossel (CHM) atinge 0,15 m e 91,8%, respectivamente; a precisão do plano de ortofoto digital (DOM) de 0,2 m é melhor que 0,5m; a resolução espectral de imagens hiperespectrais é de 0,24 nm, e a resolução é 1 ~ 2 metros. Por meio do experimento, espera-se prover dados de alta qualidade para o desenvolvimento de produtos florestais por satélite de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre e o gerenciamento do Parque Nacional de Hainan. O instrumento tem cinco lasers, com comprimento de onda de 1064 nm, diâmetro da pegada no solo de 25 metros, frequência de transmissão de 40 Hz, uma precisão de alcance menor que 0,3 metro, uma precisão de posicionamento menor que 10 metros (alvo), com intervalo de amostragem de eco de 1 nanossegundos e uma largura do pulso de laser de 4 ns. O aparelho foi requisitado pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China atendendo ao Projeto Nacional de Gestão da Indústria de Administração Florestal e de Pastagens; ao Projeto de Integração e Aquisição de Equipamentos de Estação Experimental do Satélite de Carbono da Administração Nacional de Florestas e Pastagens; e ao Projeto de Construção de Sistema Aerotransportado de Monitoramento de Recursos Florestais.

A fluorescência de clorofila induzida pelo sol baseada no espaço, a ser pesquisada pelo instrumento SIFIS, é um bom meio para monitorar a fotossíntese terrestre e pode ser estudada por observações hiperespectrais baseadas em satélite usando algoritmos orientados por dados. A precisão de observações é relativamente alta para uma janela de ajuste ampla; o erro quadrático médio (RMSE) do equipamento é menor que 0,7 mW m-2 sr-1 nm-1 758 nm e 682-691 nm. De acordo com a especificação do SIFIS no TECIS-1, a janela adequada é 735-758 nm.

Satélite HEDE-2G

Outro satélite a bordo, o HEDE-2G, é o quarto veículo teste da Constelação de Comunicações da China e entrou com sucesso no órbita pré-determinada. Depois que foi colocado em órbita, ele realizou principalmente o teste de função e desempenho da carga útil VDES (VHF Data Exchange System, sistema de troca de dados de alta frequência) e carga útil de sensoriamento remoto, e testou um protocolo de Internet das Coisas com os outros sete satélites já em órbita do sistema de comunicação Hede Aerospace System, para verificação. O Hede-2 G é o terceiro satélite de teste VDES desenvolvido em conjunto pelo China Communications Information Center e Beijing Hede Aerospace Technology Co., Ltd. A massa do HEDE-2G é de cerca de 40kg. O serviço de comunicação bidirecional de dados de banda estreita entre navio, terra e navio e satélite e navio desempenhará um papel importante na futura emergência hídrica, supervisão de segurança e manutenção da soberania. “A estratégia chinesa de se tornar um país forte em transporte e poder marítimo, bem como a segurança da informação nacional, oferece garantias importantes” – comentou a mídia oficial.

Satélite Minxing Shaonian

Mǐnxíng Shàonián

A bordo do foguete deverá estar também o satélite tecnológico educacional Mǐnxíng Shàonián Xīng’líng Tàn Xiǎo Xiānfēng (Pequeno Satélite “Pioneiro” de ‘Zero-Carbono’). Os alunos de Minhang coletarão dados transmitidos do espaço através deste satélite e realizarão sistematicamente simulações de medição e controle, exercícios de telemetria, aplicativos de satélite, etc.

Foguete CZ-4B testou sistema de monitoramento

Nesta missão, o foguete Longa Marcha 4B (CZ-4B) estava equipado com uma unidade de controle de diagnóstico de voo. Esta é a primeira verificação da plataforma de diagnóstico e recuperação de falhas no circuito elétrico do foguete. Após a verificação estar totalmente madura, o sistema será instalado como padrão para melhorar a recuperação ativa de falha do sistema de energia do veículo lançador para melhorar a confiabilidade do foguete.

O transportador Longa Marcha 4B foi desenvolvido pela Oitava Academia de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. O CZ-4B é um foguete de 44,1 metros de altura e 3,35 metros de diâmetro, com três estágios, todos usando propelentes hipergólicos N2O4 e UDMH. O primeiro estágio é movido por quatro motores YF-21C, gerando 2.961,6 kilonewtons de empuxo. O segundo estágio está equipado com um único motor YF-24C com empuxo de 742,04 kN. O terceiro estágio é equipado com dois motores YF-40 com 100,85 kN de empuxo. O CZ-4B é capaz de colocar até 4.200 kg para uma órbita baixa, 2.800 kg para uma órbita polar sincronizada com o Sol ou 1.500 kg para uma órbita de transferência geoestacionária.

Este lançamento foi o 430º da série de veículos lançadores chamados Longa Marcha. Desde o voo inaugural bem-sucedido do foguete Longa Marcha 5B em 5 de maio de 2020, a série Longa Marcha realizou com sucesso 100 missões de lançamento espacial em mais de 800 dias.

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Sonda sul-coreana já segue para a Lua

Foguete da SpaceX lançou a KPLO para órbita lunar

Foguete Falcon 9 B1052.6 decola de Cabo Canaveral
KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’

A Coreia do Sul juntou-se clube de exploradores lunares na quinta-feira, 4 de agosto de 2022, com o lançamento de um orbitador lunar que explorará futuros pontos de pouso. A sonda KPLO, ou Danuri, lançada pela SpaceX do Space Launch Complex 40 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, já está percorrendo uma trajetória Terra-Lua indireta para economizar propelente e chegará ao alvo em dezembro. O foguete Falcon 9 v1.2 FT Block 5 número B1052.6 decolou às 19:08 ET (23:08 UTC, 20:08 Brasilia). Foi a segunda tentativa da Coreia do Sul no espaço em seis semanas. Se for bem-sucedida, a nave se juntará às dos EUA e da Índia que já operam ao redor da Lua e a um rover chinês explorando o lado oculto do satélite natural terrestre. Índia, Rússia e Japão têm novas missões lunares programadas para o final deste ano ou no próximo, assim como uma série de empresas privadas americanas e em outros países. O foguete ‘core’ de primeiro estágio pousou a 640km do local de lançamento na balsa-drone Just Read The Instructions. A posição estimada de recuperação das conchas da carenagem de cabeça do foguete foi estimada em 730 km de distância da Flórida.

Sonda se separa do adaptador de lançamento do segundo estágio do foguete

O segundo estágio do foguete fez várias ignições para colocar a sonda numa trajetória de apogeu e perigeu iniciais de 250 km, inclinada em 28.5 graus. Depois, a trajetória mudará para perigeu de 1.687.814 km e apogeu de 1.687.813,9 km.

A Danuri – expressão coreana para “Explorador da Lua”, ou KPLO – Korean Pathfinder Lunar Orbiter – está carregando seis instrumentos científicos, incluindo uma câmera da NASA. Ela foi projetada para estudar as crateras cheias de gelo e permanentemente sombreadas nos pólos lunares. A NASA favorece o pólo sul lunar para futuros postos avançados de astronautas devido à evidência de água congelada. A Coreia do Sul planeja pousar sua própria espaçonave na Lua – uma sonda robótica – até 2030 ou depois.

A KPLO é a primeira missão lunar desenvolvida e gerenciada pelo Korean Aerospace Research Institute, e será uma missão conjunta com a NASA. O orbitador em forma de cubo circulará a Lua por cerca de um ano. Durante esse período, realizará seis experimentos: cinco de universidades e institutos de pesquisa coreanos e um dos EUA, afirmou a agência espacial sul-coreana.

Resumo do lançamento

Os experimentos a bordo são:

  • Medição de raios gama vindos da superfície lunar.
  • Internet espacial : Demonstrar uma rede tolerante a interrupções, ou “internet espacial”.
  • Medição o campo magnético lunar .
  • Lunar Terrain Imager : Uma câmera de alta resolução que tirará fotos de possíveis locais de pouso para futuras missões de exploração lunar.
  • Câmera Polarimétrica Grande Angular : Este experimento estudará a composição da superfície da Lua, exceto as regiões polares e depósitos vulcânicos.
  • ShadowCam : Experimento financiado pela NASA usando uma câmera ultrassensível para tirar fotos das áreas permanentemente sombreadas da Lua para estudar o terreno e procurar evidências de geada e depósitos de gelo.

A missão de US$ 180 milhões – o primeiro passo do país na exploração lunar – apresenta um satélite quadrado, movido a energia solar, projetado para orbitar a 100 quilômetros acima da superfície lunar. Os cientistas esperam coletar dados geológicos e outros por pelo menos um ano dessa órbita polar baixa.

Foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5

Em junho, a Coreia do Sul lançou com sucesso um pacote de satélites em órbita ao redor da Terra pela primeira vez usando seu próprio foguete. A primeira tentativa fracassou no outono passado, com o satélite de teste não conseguindo atingir a órbita. Em maio, o país se juntou a uma coalizão liderada pelos americanos para explorar a Lua com astronautas nos próximos anos e décadas, no qual a NASA está visando o final deste mês para o primeiro lançamento, em seu programa Artemis. O objetivo é enviar uma cápsula não-tripulada ao redor da Lua e voltar para testar os sistemas antes que uma tripulação suba a bordo em dois anos. “… a Danuri é apenas o começo”, disse Sang-Ryool Lee, presidente do Korea Aerospace Research Institute, no webcast de lançamento da SpaceX.

A vida útil da missão prevê um ano de operação em uma órbita circular de 100 km acima da superfície lunar, com ângulo de inclinação de 90 graus. A massa total de lançamento da KPLO é de aproximadamente 678 kg, incluindo as seis cargas úteis. A espaçonave tem forma cúbica (dimensões são 1,82 m x 2,14 m x 2,29 m) com dois painéis solares e uma antena parabólica de alto ganho montada em uma lança. As comunicações são via banda S (telemetria e comando) e banda X (downlink de dados de carga útil). A energia (760 W a 28 V) é fornecida através dos painéis solares e baterias recarregáveis. O método inicial de transferência original para alcançar a Lua era usar uma órbita de “loop” de 3,5 fases ao redor da Terra; no entanto, o método WSB/BLT (Weak Stability Boundary/Ballistic Lunar Transfer) foi selecionado posteriormente para economizar delta V, o que acaba por garantir mais combustível. Sabe-se que uma média de cerca de 160 m/s de economia de delta V pode ser alcançada selecionando o método WSB/BLT em comparação com o método convencional de transferência, e a KPLO realmente economizará cerca de 165 m/s de delta V .

Transmissão no canal do Homem do Espaço

Com um investimento de 237 bilhões de won (moeda da Coreia do Sul e equivalente a US$ 180 milhões) e desenvolvida ao longo de seis anos, a KPLO traz entusiasmo aos pesquisadores e cientistas, pois a sonda tem como objetivo revelar aspectos cruciais da Lua, incluindo antigo magnetismo e poeira espalhada por sua superfície. Os pesquisadores esperam que a sonda lance luz sobre fontes de água escondidas junto com gelo perto dos pólos, especialmente nas áreas que permanecem frias e escuras permanentemente.

Com o método WSB/BLT, o período de lançamento da linha de base para a KPLO era de aproximadamente 40 dias (do final de julho ao início de setembro de 2022). Após vários meses de transferência, a nave chegará à Lua em meados de dezembro de 2022 e iniciará a fase de Aquisição da Órbita Lunar (LOA). Durante a fase LOA, que deve durar aproximadamente 15 dias, a KPLO realizará um total de cinco queimas de Inserção de Órbita Lunar (LOI) para atingir sua órbita-alvo final. Imediatamente após a fase de LOA, a fase de comissionamento será iniciada por um período de aproximadamente um mês. Durante a fase de comissionamento, não apenas o chassi da KPLO, mas também todos os instrumentos a bordo serão calibrados e validados para conduzir a próxima missão nominal de um ano ao redor da Lua.

Trajetória da KPLO desde a saída da Terra e a chegada no espaço circunlunar

Para ser inserida em órbita lunar (lunar orbit acquisition, LOA), a espaçonave foi projetada com quatro motores de manobra orbital, o Orbit Maneuver Thruster (OMT), com aproximadamente 31,8 Newtons de empuxo com 227 s de Isp (impulso específico) para execução de grandes queimas, e oito motores de controle de atitude, o Attitude Control Thruster (ACT ) com aproximadamente 3,48 N com 218 s de Isp para execução de pequenas queimas. Todos esses mecanismos serão agrupados para execuções de gravação. Quatro motores OMT serão agrupados para serem usados para o propulsor principal definido para grandes queimas durante a fase de transferência e LOA, ou seja, lunar orbit insertion ou LOIs, bem como Manobras de Correção de Trajetória (TCMs) de grande porte que exigem mais de 10 m/s de deltaVs. Para pequenas queimas, como para TCMs com menos de 10 m/s, despejo de impulso e manutenção de órbita durante a fase de missão nominal, oito motores ACT individuais serão agrupados em conjuntos de dois ACT.

Ambiçoes científicas

Os cientistas espaciais da Coreia do Sul esperam que a missão lunar inaugural do país facilite projetos mais ambiciosos no futuro. Kyeong-ja Kim, o principal investigador de um instrumento da Danuri, o espectrômetro de raios gama e geocientista planetário do Instituto Coreano de Geociência e Recursos Minerais em Daejeon, expressou suas esperanças sobre a missão dizendo: “O sucesso para a Danuri garantirá a futura exploração planetária. Todo mundo está muito feliz e animado.”

Instrumentos científico na sonda espacial

Eunhyeuk Kim, o cientista do projeto para a missão no KARI em Daejeon, disse: “A espaçonave está pronta para ser lançada”. Ao expressar as cautelas da equipe, Kim disse: “Até o momento do lançamento, verificaremos todos os sistemas repetidamente”. Rachel Klima, geóloga planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, e parte da equipe científica da missão, comentou: “É tão interessante ver mais e mais países enviando seus orbitadores e aumentando a compreensão global do que está acontecendo na Lua.” A Danuri terá cinco instrumentos científicos, entre os quais o PolCam, que será a primeira câmera a escanear a superfície lunar usando luz polarizada e registrará como a luz reflete na superfície lunar.

“Isso pode ajudar os pesquisadores a estudar objetos incomuns, como as pequenas e porosas torres de poeira chamadas estruturas de castelos de fadas”, comentou Klima. Outra câmera altamente sensível fornecida pela NASA, a ShadowCam, capturará imagens das regiões permanentemente sombreadas. Essas regiões nunca recebem luz solar.

“Desde logo após a formação da Lua, materiais voláteis, como água de cometas, saltaram de sua superfície e ficam presos nessas regiões muito frias. Temos bilhões de anos de história do Sistema Solar presos nas camadas dessas armadilhas frias. Ao dar aos pesquisadores uma visão do terreno nessas regiões e identificar regiões mais brilhantes que podem ser depósitos de gelo, o ShadowCam poderá informar futuras missões de pouso para estudar essa história”, comentou Klima.

A Danuri também tem um magnetômetro junto com os instrumentos ópticos, e os cientistas acreditam que ele poderá ajudar a revelar os aspectos cruciais do magnetismo da Lua. A superfície da Lua demonstra regiões altamente magnéticas, sugerindo que o núcleo lunar gerou um campo magnético tão forte quanto a Terra através de um processo conhecido como dínamo. Os cientistas continuam intrigados com o fenômeno magnético lunar. O núcleo da Lua é muito menor e proporcionalmente distante da superfície em comparação com a Terra. Então, como o núcleo poderia ter mantido um dínamo tão forte permanece indefinido. A missão sul-coreana pode revelar algo sobre isso, acreditam os especialistas.

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Missão lunar sul-coreana decola hoje

SpaceX lançará a KPLO ‘Danuri’ para órbita lunar

Seção de cabeça e segundo estágio do foguete
KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’

A Coreia do Sul vai fazer sua primeira missão à Lua hoje, 4 de agosto de 2022 para uma órbita de transferência lunar balística. A sonda KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’, que significa Explorador da Lua será lançada do Space Launch Complex 40 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A janela de lançamento instantâneo é às 19:08 ET (23:08 UTC, 20:08 Brasilia), e uma oportunidade reserva está disponível na sexta-feira, 5 de agosto, às 19:00 ET (23:00 UTC). O foguete Falcon 9 lançará a sonda lunar que deve chegar ao seu destino em meados de dezembro e orbitará o satélite natural da Terra por um ano. O foguete a ser usado é o ‘core’ B1052.6, que vai pousar a 640km do local de lançamento na balsa-drone Just Read The Instructions. A posição estimada de recuperação das conchas da carenagem de cabeça do foguete será aproximadamente 730 km de distância. O ‘core’ de primeiro estágio lançou anteriormente os Arabsat-6A, STP-2, COSMO-SkyMed Segunda Geração FM2 e duas missões Starlink.

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min/s: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento de propelente
00:35:00 O abastecimento de RP-1 (querosene de grau de foguete) é regulado
00:35:00 O abastecimento do 1º estágio LOX (oxigênio líquido) começa
00:16:00 O abastecimento da LOX do 2º estágio começa
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo de comando para decolagem as verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

Perfil de lançamento

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados

hh: min/s: Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:31 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:34 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:42 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
00:03:15 Liberação de carenagem
00:06:49 Começa a queima de entrada do 1º estágio
00:07:19 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:07:58 Começa a queima de pouso do 1º estágio
00:08:33 Corte dos motores do 2º estágio (SECO)
00:09:01 Pouso do core de primeiro estágio
00:34:15 Reinício dos motores do 2º estágio (SES-2)
00:35:15 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
00:40:16 Liberação do KPLO

Resumo do lançamento
Foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5

A vida útil da missão prevê um ano de operação em uma órbita circular de 100 km acima da superfície lunar, com ângulo de inclinação de 90 graus. Espera-se que a massa total de lançamento da KPLO seja de aproximadamente 678 kg, incluindo as seis cargas úteis. A espaçonave tem uma forma cúbica (suas dimensões são 1,82 m x 2,14 m x 2,29 m) com dois painéis solares e uma antena parabólica montada em uma lança. As comunicações são via banda S (telemetria e comando) e banda X (downlink de dados de carga útil). A energia (760 W a 28 V) é fornecida através dos painéis solares e baterias recarregáveis. O método inicial de transferência original para alcançar a Lua era usar uma órbita de “loop” de 3,5 fases ao redor da Terra; no entanto, o método WSB/BLT (Weak Stability Boundary/Ballistic Lunar Transfer) foi selecionado posteriormente para economizar delta V, o que acaba por garantir mais combustível. Sabe-se que uma média de cerca de 160 m/s de economia de delta V pode ser alcançada selecionando o método WSB/BLT em comparação com o método convencional de transferência, e a KPLO realmente economizará cerca de 165 m/s de delta V .

A sonda sul-coreana estava sendo preparada para lançamento marcado inicialmente para 2 de agosto, mas a SpaceX adiou por dois dias para “fazer checagens extras no foguete”. Uma hora após o lançamento da espaçonave de quase meia tonelada, ela se desprenderá do foguete e, dali em diante, o KARI (Korea Aerospace Research Institute) assumirá o controle.

Transmissão no canal do Homem do Espaço

Com um investimento de 237 bilhões de won (moeda da Coreia do Sul e equivalente a US$ 180 milhões) e desenvolvida ao longo de seis anos, a KPLO traz entusiasmo aos pesquisadores e cientistas, pois a sonda tem como objetivo revelar aspectos cruciais da Lua, incluindo antigo magnetismo e poeira espalhada por sua superfície. Os pesquisadores esperam que a sonda lance luz sobre fontes de água escondidas junto com gelo perto dos pólos, especialmente nas áreas que permanecem frias e escuras permanentemente.

Com o método WSB/BLT, o período de lançamento da linha de base para a KPLO era de aproximadamente 40 dias (do final de julho ao início de setembro de 2022). Após vários meses de transferência, a nave chegará à Lua em meados de dezembro de 2022 e iniciará a fase de Aquisição da Órbita Lunar (LOA). Durante a fase LOA, que deve durar aproximadamente 15 dias, a KPLO realizará um total de cinco queimas de Inserção de Órbita Lunar (LOI) para atingir sua órbita-alvo final. Imediatamente após a fase de LOA, a fase de comissionamento será iniciada por um período de aproximadamente um mês. Durante a fase de comissionamento, não apenas o chassi da KPLO, mas também todos os instrumentos a bordo serão calibrados e validados para conduzir a próxima missão nominal de um ano ao redor da Lua.

Para ser inserida em órbita lunar (lunar orbit acquisition, LOA), a espaçonave foi projetada com quatro motores de manobra orbital, o Orbit Maneuver Thruster (OMT), com aproximadamente 31,8 Newtons de empuxo com 227 s de Isp (impulso específico) para execução de grandes queimas, e oito motores de controle de atitude, o Attitude Control Thruster (ACT ) com aproximadamente 3,48 N com 218 s de Isp para execução de pequenas queimas. Todos esses mecanismos serão agrupados para execuções de gravação. Quatro motores OMT serão agrupados para serem usados para o propulsor principal definido para grandes queimas durante a fase de transferência e LOA, ou seja, lunar orbit insertion ou LOIs, bem como Manobras de Correção de Trajetória (TCMs) de grande porte que exigem mais de 10 m/s de deltaVs. Para pequenas queimas, como para TCMs com menos de 10 m/s, despejo de impulso e manutenção de órbita durante a fase de missão nominal, oito motores ACT individuais serão agrupados em conjuntos de dois ACT.

Ambiçoes científicas

Os cientistas espaciais da Coreia do Sul esperam que a missão lunar inaugural do país facilite projetos mais ambiciosos no futuro. Kyeong-ja Kim, o principal investigador de um instrumento da Danuri, o espectrômetro de raios gama e geocientista planetário do Instituto Coreano de Geociência e Recursos Minerais em Daejeon, expressou suas esperanças sobre a missão dizendo: “O sucesso para a Danuri garantirá a futura exploração planetária. Todo mundo está muito feliz e animado.”

Instrumentos científico na sonda espacial

Eunhyeuk Kim, o cientista do projeto para a missão no KARI em Daejeon, disse: “A espaçonave está pronta para ser lançada”. Ao expressar as cautelas da equipe, Kim disse: “Até o momento do lançamento, verificaremos todos os sistemas repetidamente”. Rachel Klima, geóloga planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, e parte da equipe científica da missão, comentou: “É tão interessante ver mais e mais países enviando seus orbitadores e aumentando a compreensão global do que está acontecendo na Lua.” A Danuri terá cinco instrumentos científicos, entre os quais o PolCam, que será a primeira câmera a escanear a superfície lunar usando luz polarizada e registrará como a luz reflete na superfície lunar.

“Isso pode ajudar os pesquisadores a estudar objetos incomuns, como as pequenas e porosas torres de poeira chamadas estruturas de castelos de fadas”, comentou Klima. Outra câmera altamente sensível fornecida pela NASA, a ShadowCam, capturará imagens das regiões permanentemente sombreadas. Essas regiões nunca recebem luz solar.

“Desde logo após a formação da Lua, materiais voláteis, como água de cometas, saltaram de sua superfície e ficam presos nessas regiões muito frias. Temos bilhões de anos de história do Sistema Solar presos nas camadas dessas armadilhas frias. Ao dar aos pesquisadores uma visão do terreno nessas regiões e identificar regiões mais brilhantes que podem ser depósitos de gelo, o ShadowCam poderá informar futuras missões de pouso para estudar essa história”, comentou Klima.

A Danuri também terá um magnetômetro junto com os instrumentos ópticos, e os cientistas acreditam que ele poderá ajudar a revelar os aspectos cruciais do magnetismo da Lua. A superfície da Lua demonstra regiões altamente magnéticas, sugerindo que o núcleo lunar gerou um campo magnético tão forte quanto a Terra através de um processo conhecido como dínamo. Os cientistas continuam intrigados com o fenômeno magnético lunar. O núcleo da Lua é muito menor e proporcionalmente distante da superfície em comparação com a Terra. Então, como o núcleo poderia ter mantido um dínamo tão forte permanece indefinido. A missão sul-coreana pode revelar algo sobre isso, acreditam os especialistas.

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Lançados mais seis turistas ao espaço pela Blue Origin

Missão NS-22 levou 1º português e 1ª egípicia em voo suborbital

Decolagem

A Blue Origin fez seu sexto voo tripulado, NS-22, decolando do Launch Site One hoje, quinta-feira, 4 de agosto de 2022. Os passageiros que fizeram um voo de 100 km de altitude no foguete New Shepard (módulo de propulsão NS4 e cápsula RSS First Step) foram o cofundador da Dude Perfect Coby Cotton, o empresário português Mário Ferreira, a montanhista anglo-americana Vanessa O’Brien, o empresário de tecnologia Clint Kelly III, a engenheira egípcia Sara Sabry e o executivo de telecomunicações americano Steve Young. Sara se tornou a primeira pessoa do Egito a voar ao espaço; Mário foi o primeiro de Portugal. Vanessa se tornou a primeira mulher a atingir pontos extremos em terra, mar e ar, completando o Explorers’ Extreme Trifecta, num recorde mundial do Guinness. 

Foto oficial dos passageiros do NS-22
A tripulação na NS-22 incluirá Coby Cotton, americano, o português Mário Ferreira, a anglo-americana Vanessa O’Brien, o americano Clint Kelly III, a egípcia Sara Sabry e o executivo Steve Young, dos EUA.

O horário oficial de lançamento a partir do Launch Site One em Corn Ranch, Texas, foi 8:56:07 AM CDT / 13:56:07 UTC (13:56:07 Brasilia). O pouso da cápsula, em paraquedas, ocorreu às 9h06:27 CDT / 14:06:27 UTC (11:06:27 Brasilia), a poucas centenas de metros da plataforma de decolagem. O tempo decorrido da missão foi de 10 min 20 s e a velocidade máxima de subida foi de 3.603 km/h. A cápsula da tripulação atingiu um apogeu de 347.585 pés acima do nível do solo, ou 351.232 pés acima do nível do mar (106 km acima do nível do solo / 107 km acima do nível do mar, mais precisamente 107.055 metros); O módulo de propulsão atingiu um apogeu de 347.219 pés acima do nível do solo, ou 350.866 pés acima do nível do mar (106 km acima do nível do solo / 107 km acima do nível do mar).

Transmissão ao vivo do Homem do Espaço
Resumo da missão
Emblema do NS-22

Cada astronauta levou um cartão postal em nome da fundação Club for the Future, cujo programa Postcards to Space dá a alunos acesso ao espaço nos foguetes da Blue Origin. A missão do clube é inspirar as gerações futuras a seguir carreiras em STEM para o benefício da Terra.  Esta missão foi o sexto voo tripulado do programa New Shepard, o terceiro deste ano e o 22º em sua história. A aterrissagem da RSS First Step marcou o 23º pouso consecutivo bem-sucedido da cápsula da tripulação (em todos os voos do programa, incluindo o teste do sistema de escape de emergência em 2012); Foi oitavo pouso consecutivo deste foguete propulsor Propulsion Module (PM) número NS4.

Aterrissagem no Texas
Perfil de voo

Os passageiros

Passageiros posam para foto antes do voo

Coby Cotton é um dos cinco co-fundadores do canal do YouTube Dude Perfect, o canal de esportes mais inscritos e um dos mais populares do mundo com mais de 57 milhões de seguidores. Ele co-fundou o canal de entretenimento esportivo conhecido por se especializar em truques e vídeos de comédia em 2009 com seus colegas de quarto da faculdade Garrett Hilbert, Tyler Toney, e Cody Jones. O assento de Coby é patrocinado pela MoonDAO, cuja missão é descentralizar o acesso à exploração espacial. Os membros do MoonDAO votaram para que Coby os representasse neste voo. 

Mário Ferreira é um empresário português, investidor e presidente do Grupo Pluris Investments, que inclui mais de 40 empresas entre turismo, mídia (TV e rádio), imobiliário, seguros e energias renováveis. Aventureiro apaixonado, Mário correu o Dakar, o rali de carros mais difícil do mundo, em 2007; correu a Maratona de Londres em 2010, e é mergulhador desde os 20 anos. Em 2003, Mário foi condecorado pelo Presidente de Portugal com o título de “comendador”. 

Vanessa O’Brien é exploradora politicamente correta anglo-americana. Após o NS-22, Vanessa se tornará a primeira mulher a alcançar extremos em terra, mar e ar, completando o Explorers’ Extreme Trifecta, um recorde mundial do Guinness. Vanessa se tornará a primeira mulher a alcançar o pico mais alto da Terra (Mt. Everest), o mais profundo (Challenger Deep) e cruzar a linha de Kármán, a fronteira do espaço internacionalmente reconhecida. Ela é uma defensora das “mudanças climáticas” e da “igualdade e educação das mulheres”, levando a bandeira da ONU “Mulheres ao Cume” do K2. 

Clint Kelly III gerenciou programas de pesquisa e tecnologia focados principalmente em ciência da computação e robótica no governo e na indústria. Em 1984, ele iniciou o projeto Veículo Terrestre Autônomo enquanto estava na Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) e é creditado por iniciar o desenvolvimento da base tecnológica que leva aos carros sem motorista de hoje. Ele e sua esposa fotografaram a vida selvagem em todos os continentes, do Alto Ártico à Antártida, com ênfase em grandes felinos, ursos polares e todas as 21 espécies de pinguins. 

Sara Sabry é engenheira mecânica e biomédica egípcia e fundadora da Deep Space Initiative (DSI), uma organização sem fins lucrativos que visa aumentar a acessibilidade para pesquisas espaciais. Ela se tornou a primeira astronauta simulada do Egito em 2021, depois de completar uma “missão lunar” de duas semanas, simulando as condições extremas que os astronautas experimentam no espaço. Sara obteve seu diploma de bacharel em engenharia mecânica na Universidade Americana do Cairo e mestrado em engenharia biomédica pelo Politecnico di Milano. Atualmente, está cursando um doutorado em ciências aeroespaciais com foco em design de trajes espaciais. Sara é fluente em árabe, francês e inglês e atualmente reside em Berlim. O assento de Sara é patrocinado pela Space for Humanity (S4H), uma organização sem fins lucrativos cuja missão é “expandir o acesso ao espaço para toda a Humanidade”. A S4H também patrocinou o assento da astronauta da missão anterior NS-21, Katya Echazarreta. 

Steve Young é ​ ex-CEO da Young’s Communications LLC (Y-COM), a maior empreiteira de telecomunicações do estado da Flórida sob sua liderança de 1992 a 2021. Um ávido pescador, Steve atua como Governador do Conselho do Eau Gallie Yacht Club e Membro do Comitê da Space Coast Coastal Conservation Association (CCA). Ele também é um grande contribuidor da comunidade através do Trinity Group, sua fundação de doações, e é dono do Pineapples, um restaurante em Melbourne, Flórida. 

Foguete New Shepard na configuração de separação da cápsula do módulo de propulsão

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EUA lançam último satélite militar SBIRS-GEO

Foguete Atlas V colocou o satélite de alerta antecipado em trajetória geostacionária

O Atlas V 421 decolou do Space Launch Complex 41

O foguete Atlas V 421 decolou hoje, 4 de agosto de 2022, do Space Launch Complex 41 (SLC-41) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, na abertura da janela de 40 minutos às 6h29 EDT (10h29 UTC ou 07:29 de Brasilia). O objetivo foi lançar o satelite militar SBIRS-GEO 6 e mais dois satélites acompanhantes. O lançamento teve como alvo uma órbita de transferência geossíncrona com perigeu de 5.218 quilômetros, um apogeu de 35.335 km e inclinação de 17,63 graus. O foguete teve o número de série AV-097 e tinha a configuração “421”, que incorpora uma carenagem de cabeça de quatro metros de diâmetro, um par de propulsores de propelentes sólidos para aumentar o empuxo do primeiro estágio e um estágio superior monomotor Centauro.

O SBIRS GEO 6 é o último satélite da série a ser lançado antes que um sistema de detecção de mísseis de próxima geração comece a ser consituído nos próximos anos. As naves SBIRS GEO 5 e 6 tem um design modernizado baseado no chassi LM 2100M da Lockheed Martin. O GEO 5 foi lançado em maio de 2021, com o lançamento do GEO 6 completando a constelação. Dois satélites adicionais foram planejados, mas cancelados no orçamento de 2019 da Força Aérea para liberar recursos para o programa sucessor, Next-Generation Persistent Overhead Infrared (NG-OPIR). Os projetos DSP, SBIRS e NG-OPIR foram todos transferidos da Força Aérea para a Força Espacial após a formação da Força Espacial em 2019, com o Space Delta 4 responsável pelos projetos.

Este programa começou há mais de onze anos e foi projetado para apoiar e aumentar a constelação mais antiga de 23 satélites do Programa de Apoio à Defesa (DSP). Esses satélites têm uma vida útil de 12 anos. A constelação SBIRS usa sensor infravermelho para detectar e prover avisos de muitos tipos de lançamentos de mísseis e transmitir essas informações ao presidente e aos comandantes militares para poder responder de acordo. No mês passado, a ULA lançou a missão USSF-12, que incluiu o Wide Field of View, que também detecta a atividade de mísseis. Oficiais da Força Espacial disseram em um briefing nesta semana que, com a capacidade crescente dos adversários de desenvolver armas hipersônicas e outras, ter mais maneiras de detectar essa atividade se torna mais crucial do que nunca.

Resumo da missão

A missão exigiu que o estágio Centauro fizesse três ignições de seu motor RL10C. A primeira queima foi a mais longa, com duração de oito minutos e 27 segundos para colocar o Centauro e o satelite em uma órbita inicial de estacionamento. Após uma fase de costeamento de dez minutos, o Centauro fez outra queima de 4 min 44 s para se elevar em uma órbita de transferência elíptica. Esta queima foi seguida por uma fase de costeamento estendida em que o estágio superior e sua carga útil ganhavam altitude.

O SBIRS-GEO 6 é construído num chassi A2100M da Lockheed

Durante esta fase, esperava-se que dois pequenos satélites, chamados EZIO-5 e 6, fossem ejetados do Aft Bulkhead Carrier (suporte-ejetor da antepara traseira) do Centauro. Estes são provavelmente semelhantes aos satélites EZ-3 e EZ-4 ejetados durante o primeiro costeamento da missão SBIRS GEO 5, que eram cubesats tamanho 12U lançados como parte do programa Technology Demonstration Orbiter (TDO) do Space Systems Command. Duas horas e meia após a segunda queima, Centauro disparou novamente por 58 segundos para elevar ainda mais a órbita. O SBIRS GEO 6 se separou dois minutos e 49 segundos após o término da terceira queima. Centauro então executou uma descarga de propelentes e gases e foi neutralizado eletricamente antes do final oficial da missão em T+3 horas, 59 minutos e 27 segundos de tempo decorrido.

Arquitetura do sistema SBIRS
Trajetória inicial de lançamento vista da costa da Flórida

A missão SBIRS GEO 6 marca o segundo voo, no estágio Centauro, do motor RL10C-1-1, no lugar do RL10C-1 que tem sido usado na maioria das missões recentes do Atlas V. Esta nova versão do RL10 foi lançada pela primeira vez no SBIRS GEO 5 no ano passado e incorpora uma tubeira estendida para maior impulso e técnicas de fabricação aprimoradas, incluindo impressão 3D. Apesar de funcionar nominalmente durante seu primeiro voo em órbita, observou-se que a tubeira estava vibrando muito mais do que o esperado; então os engenheiros revisaram os dados da missão antes de permitir que o novo motor voasse novamente.. Para o lançamento de hoje, o motor voou sem sua extensão total da tubeira, deixando-o aproximadamente do mesmo comprimento que o RL10C-1. Embora o RL10C-1-1 esteja sendo introduzido no Atlas V, espera-se que ele possa equipar uma nova versão do Centauro que está em desenvolvimento para o foguete de próxima geração da ULA, o Vulcan.

ESTATÍSTICAS DA MISSÃO:
677º lançamento do programa Atlas desde 1957
378º Lançamento do Atlas de Cabo Canaveral
266ª missão de um estágio superior Centauro
243º uso do Centauro por um foguete Atlas
513º motor RL10 de produção a ser lançado
2º motor RL10C-1-1 lançado
101º voo de um motor principal RD-180
95º lançamento de um Atlas V desde 2002
37º uso da Força Aérea dos EUA / Força Espacial de um Atlas V
18º-19º foguetes de propelente sólido GEM-63 lançados
79º lançamento de um Atlas V de Cabo Canaveral
5º lançamento do Atlas V de 2022
137º voo do veículo lançador descartável evoluído EELV, categoria à qual o Atlas V pertence
152º voo geral da United Launch Alliance
87º Atlas V sob a United Launch Alliance
110º voo da United Launch Alliance de Cabo Canaveral
6º lançamento de um satélite SBIRS GEO
57º voo da série 400 do Atlas V
9º Atlas V a voar na configuração 421
106º lançamento do Complexo 41
79º Atlas V a usar o Complexo 41
33º lançamento orbital geral de Cabo Canaveral em 2022

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Primeira missão lunar sul-coreana decola amanhã

Foguete Falcon 9 lançará a ‘Danuri’ para a órbita lunar

KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’

A Coreia do Sul está preparando o lançamento de sua primeira missão à Lua, programada para 4 de agosto de 2022 às 23:08 UTC (20:08 de Brasilia), a partir da plataforma SLC-40 da CCSFS – Cape Canaveral Space Force Station, por um foguete Falcon 9. A sonda lunar foi batizada de KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’, que significa Explorador da Lua. Espera-se que chegue ao seu destino em meados de dezembro e orbitará o satélite natural da Terra por um ano. O foguete a ser usado é o ‘core’ B1052.6, que vai pousar a 640km do local de lançamento na balsa-drone Just Read The Instructions. A posição estimada de recuperação das conchas da carenagem de cabeça do foguete será aproximadamente 730 km de distância.

Resumo do lançamento
Foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5

A sonda sul-coreana estava sendo preparada para lançamento marcado inicialmente para 2 de agosto, mas a SpaceX adiou por dois dias para “fazer checagens extras no foguete”. Uma hora após o lançamento da espaçonave de quase meia tonelada, ela se desprenderá do foguete e, dali em diante, o KARI (Korea Aerospace Research Institute) assumirá o controle. A espaçonave tem dois painéis solares e uma antena parabólica.

Com um investimento de 237 bilhões de won (moeda da Coreia do Sul e equivalente a US$ 180 milhões) e desenvolvida ao longo de seis anos, a Danuri traz entusiasmo aos pesquisadores e cientistas, pois a sonda tem como objetivo revelar aspectos cruciais da Lua, incluindo antigo magnetismo e poeira espalhada por sua superfície. Os pesquisadores esperam que a sonda lance luz sobre fontes de água escondidas junto com gelo perto dos pólos, especialmente nas áreas que permanecem frias e escuras permanentemente.

A vida útil da missão prevê um ano de operação em uma órbita circular de 100 km acima da superfície lunar, com ângulo de inclinação de 90 graus. Espera-se que a massa total de lançamento da KPLO seja de aproximadamente 678 kg, incluindo as seis cargas úteis. A espaçonave tem uma forma cúbica (suas dimensões são 1,82 m x 2,14 m x 2,29 m) com dois painéis solares e uma antena parabólica montada em uma lança. As comunicações são via banda S (telemetria e comando) e banda X (downlink de dados de carga útil). A energia (760 W a 28 V) é fornecida através dos painéis solares e baterias recarregáveis. O método inicial de transferência original para alcançar a Lua era usar uma órbita de “loop” de 3,5 fases ao redor da Terra; no entanto, o método WSB/BLT (Weak Stability Boundary/Ballistic Lunar Transfer) foi selecionado posteriormente para economizar delta V, o que acaba por garantir mais combustível. Sabe-se que uma média de cerca de 160 m/s de economia de delta V pode ser alcançada selecionando o método WSB/BLT em comparação com o método convencional de transferência, e a KPLO realmente economizará cerca de 165 m/s de delta V .

Transmissão no canal do Homem do Espaço

Com o método WSB/BLT, o período de lançamento da linha de base para a KPLO era de aproximadamente 40 dias (do final de julho ao início de setembro de 2022). Após vários meses de transferência, a nave chegará à Lua em meados de dezembro de 2022 e iniciará a fase de Aquisição da Órbita Lunar (LOA). Durante a fase LOA, que deve durar aproximadamente 15 dias, a KPLO realizará um total de cinco queimas de Inserção de Órbita Lunar (LOI) para atingir sua órbita-alvo final. Imediatamente após a fase de LOA, a fase de comissionamento será iniciada por um período de aproximadamente um mês. Durante a fase de comissionamento, não apenas o chassi da KPLO, mas também todos os instrumentos a bordo serão calibrados e validados para conduzir a próxima missão nominal de um ano ao redor da Lua.

Para ser inserida em órbita lunar (lunar orbit acquisition, LOA), a espaçonave foi projetada com quatro motores de manobra orbital, o Orbit Maneuver Thruster (OMT), com aproximadamente 31,8 Newtons de empuxo com 227 s de Isp (impulso específico) para execução de grandes queimas, e oito motores de controle de atitude, o Attitude Control Thruster (ACT ) com aproximadamente 3,48 N com 218 s de Isp para execução de pequenas queimas. Todos esses mecanismos serão agrupados para execuções de gravação. Quatro motores OMT serão agrupados para serem usados para o propulsor principal definido para grandes queimas durante a fase de transferência e LOA, ou seja, lunar orbit insertion ou LOIs, bem como Manobras de Correção de Trajetória (TCMs) de grande porte que exigem mais de 10 m/s de deltaVs. Para pequenas queimas, como para TCMs com menos de 10 m/s, despejo de impulso e manutenção de órbita durante a fase de missão nominal, oito motores ACT individuais serão agrupados em conjuntos de dois ACT.

Perfil de lançamento

Ambiçoes científicas

Os cientistas espaciais da Coreia do Sul esperam que a missão lunar inaugural do país facilite projetos mais ambiciosos no futuro. Kyeong-ja Kim, o principal investigador de um instrumento da Danuri, o espectrômetro de raios gama e geocientista planetário do Instituto Coreano de Geociência e Recursos Minerais em Daejeon, expressou suas esperanças sobre a missão em um comunicado dizendo: “O sucesso para a Danuri garantirá a futura exploração planetária. Todo mundo está muito feliz e animado.”

Instrumentos científico na sonda espacial

Eunhyeuk Kim, o cientista do projeto para a missão no KARI em Daejeon, disse: “A espaçonave está pronta para ser lançada”. Ao expressar as cautelas da equipe, Kim disse: “Até o momento do lançamento, verificaremos todos os sistemas repetidamente”. Rachel Klima, geóloga planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, e parte da equipe científica da missão, comentou: “É tão interessante ver mais e mais países enviando seus orbitadores e aumentando a compreensão global do que está acontecendo na Lua.” A Danuri terá cinco instrumentos científicos, entre os quais o PolCam, que será a primeira câmera a escanear a superfície lunar usando luz polarizada e registrará como a luz reflete na superfície lunar.

“Isso pode ajudar os pesquisadores a estudar objetos incomuns, como as pequenas e porosas torres de poeira chamadas estruturas de castelos de fadas”, comentou Klima. Outra câmera altamente sensível fornecida pela NASA, a ShadowCam, capturará imagens das regiões permanentemente sombreadas. Essas regiões nunca recebem luz solar.

“Desde logo após a formação da Lua, materiais voláteis, como água de cometas, saltaram de sua superfície e ficam presos nessas regiões muito frias. Temos bilhões de anos de história do Sistema Solar presos nas camadas dessas armadilhas frias. Ao dar aos pesquisadores uma visão do terreno nessas regiões e identificar regiões mais brilhantes que podem ser depósitos de gelo, o ShadowCam poderá informar futuras missões de pouso para estudar essa história”, comentou Klima.

A Danuri também terá um magnetômetro junto com os instrumentos ópticos, e os cientistas acreditam que ele poderá ajudar a revelar os aspectos cruciais do magnetismo da Lua. A superfície da Lua demonstra regiões altamente magnéticas, sugerindo que o núcleo lunar gerou um campo magnético tão forte quanto a Terra através de um processo conhecido como dínamo. Os cientistas continuam intrigados com o fenômeno magnético lunar. O núcleo da Lua é muito menor e proporcionalmente distante da superfície em comparação com a Terra. Então, como o núcleo poderia ter mantido um dínamo tão forte permanece indefinido. A missão sul-coreana pode revelar algo sobre isso, acreditam os especialistas.

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