Falcon 9 B1073.3 lançou mais um lote de Starlinks

Foguete decolou de Cabo Canaveral à noite com mais 52 satélites de internet

Imagem do lançamento

O foguete-portador Falcon 9 v1.2 FT BL5 da SpaceX lançou mais um lote de cinquenta e dois satélites Starlink (Starlink-54, ou Grupo 4-26) do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) no Kennedy Space Center na Flórida, em 10 de agosto de 2022, às 02:14 UTC (9 de agosto às 23:14 no horário de Brasília). Após a separação dos estágios, o ‘core’ de primeiro estágio (B1073) do foguete pousou na balsa-drone A Shortfall of Gravitas , estacionada na costa da Carolina do Norte, no Oceano Atlântico. Esse primeiro estágio do Falcon 9 anteriormente fez duas missões: a SES-22 e uma missão Starlink.
A equipe de lançamento perdera a oportunidade de lançamento original às 18:57 EDT (22:57 UTC, 19:57 Brasília) devido a ventos adversos em grande altitude.

A pilha de satélites entrou em órbita com conjunto, como de praxe, com parâmetros iniciais de 232 quilômetros por 335 quilômetros e inclinação de 53,22 graus, para em seguida separar-se e cada satélite seguir para seu “slot” de posicionamento a 540 km de altitude, usando seus motores de kriptônio.

Resumo do lançamento

Com os novos satélites lançados na noite de terça para quarta-feira, a SpaceX lançou 3.009 Starlink em órbita em foguetes Falcon 9, incluindo protótipos anteriores que não estão mais em uso. O lançamento foi o 54º voo do Falcon 9 dedicado principalmente a colocar os satélites Starlink em órbita. Uma planilha de Jonathan McDowell, astrofísico e especialista em rastreamento de voos espaciais, mostrava 2.662 Starlink em órbita na terça-feira. Segundo McDowell, existem 2.268 satélites na rede, fornecendo serviços de banda larga aos consumidores e já está disponível em 36 países, e o restante está em posições orbitais finais. A SpaceX está na metade da construção de sua rede de primeira geração, que terá cerca de 4.400 satélites ativos espalhados por cinco “conchas” (shells) orbitais, de acordo com documentos arquivados pela empresa na Comissão Federal de Comunicações dos EUA.

Estatísticas gerais desta missão

169º lançamento de um foguete Falcon 9 desde 2010
177º lançamento da família de foguetes Falcon desde 2006
3º lançamento do Falcon 9 ‘booster’ B1073
146º lançamento do Falcon 9 da Costa Espacial da Flórida
53º lançamento da SpaceX da plataforma 39A
147º lançamento geral da plataforma 39A
111º voo de um ‘booster’ Falcon 9 reutilizado
54º lançamento dedicado do Falcon 9 com satélites Starlink
35º lançamento do Falcon 9 de 2022
35º lançamento da SpaceX em 2022
35ª tentativa de lançamento orbital com base no Cabo Canaveral em 2022

Zonas de exclusão temporárias foram estabelecidas para navios e aviões do Cabo Canaveral/Kennedy Space Center de 09 de agosto às 22:19 UTC a 10 de agosto às 02:48 UTC cobrindo da superfície até a altitude de 18.000 pés (5.400 metros). A previsão do tempo mostra meteorologia favorável de 70% GO (aprovado) para o dia do lançamento e 80% GO para o dia seguinte.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

A liberação dos satélites, inicialmente em bloco, está prevista para 23:13:09.600 UTC – 20:13:09.600 Brasília), e uma oportunidade reserva está marcada na quarta-feira, 10 de agosto, às 18h36 ET, ou 22:36 UTC (22:36 Brasilia). O ‘core’ de primeiro estágio B1073.3 desta missão lançou anteriormente uma missão Starlink e o SES-22. Após o estagiamento, o primeiro estágio do foguete 9 retornará à Terra e pousará na balsa-drone Marmac 302 A Shortfall of Gravitas que está estacionada no Oceano Atlântico, bem como o navio de apoio/rebocador Doug.

Perfil de lançamento

A recuperação das conchas da carenagem de cabeça é estimada para aproximadamente 656 km de distância da Flórida pelo navio de apoio, e a reentrada do segundo estágio deve acontecer no leste do oceano Pacífico.

Foguete Falcon 9 configurado para lançamento de lote Starlink

Lançamento, aterrissagem de primeiro estágio e liberação da carga útil
Todos os horários são aproximados

hh: min: s: – Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:26 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
  • 00:02: 30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:36 Ignição do motor do 2º estágio
  • 00:02:41 Descarte da carenagem
  • 00:06:45 Início da ignição de reentrada do 1º estágio
  • 00:07:06 Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:19 Ignição de aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:43 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:08:44 Pouso do 1º estágio
  • 00:15:24 Os satélites Starlink são liberados

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China lança mais 16 satélites Jillin

Frota de aparelhos de sensoriamento remoto chinesa será usada em projetos geográficos

O Longa Marcha 6 No. Y10 decola a partir da plataforma 16 do Centro de Lançamento de Taiyuan

A China lançou na madrugada de hoje, quarta-feira, 10 de agosto de 2022, dezesseis novos satélites num foguete CZ-6 Longa Marcha 6 No. Y10 a partir da plataforma nº 16 do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, no norte do país. Os satélites, incluindo os Jilin-1 Gaofen 03D-09 e 03D-35 a 03D-43 e os satélites Jilin 1 Hongwai A, chamados Yunyao-1 nº 04 a 08 e mais um Tianjin Binhai 1, foram lançados por um foguete transportador Longa Marcha-6 às 12h50, horário de Pequim (04h50 UTC ou 01:50 Brasília), e entraram na órbita planejada. Este foi o 474º na história do programa espacial chinês, o 432º para a família de foguetes Longa Marcha e o 9º para o CZ-6 em especial.

Todas as cargas úteis foram colocadas com sucesso nas órbitas síncronas do sol predeterminadas com uma altitude de cerca de 530 km com a passagem do nó descendente às 12:00, hora local. O novo lote de satélites será usado principalmente em áreas como sensoriamento remoto comercial e imagens atmosféricas.

Jilin 1 Gaofen 03D

Incluindo os dez satélites Jilin 1 Gaofen 03D recém-lançados, o número total de veículos do tipo 03D é de 33 unidades. Embora o número máximo da série seja 43, há lacunas na numeração – os satélites 08, 19-26 e 34 ainda não foram lançados. As características principais são massa total de 43kg; órbita síncrona do sol, altura 535km; Resolução de 0,75m, Largura da imagem de inferior 17 km, espectro de imagem em todas as cores: 450nm a 700nm (Azul: 430nm ~ 520nm / Verde: 520nm ~ 610nm / Vermelho: 610nm ~ 690nm / Infravermelho próximo: 770nm ~ 895nm); Taxa de dados de até 900Mbps; faixa de ângulo de balanço lateral ±45°; modo de imagem : varredura em “vassoura”, com imagem obtida em modo inercial.

Já os satélites do tipo Jilin-1 Hongwei A são fabricados em cooperação com a Tianjin Yunyao Space Science and Technology Co., e destinam-se principalmente ao levantamento e sondagem da atmosfera terrestre para observações meteorológicas. Eles são uma versão serial do satélite Tianjin Daxue, construído pela empresa Changuang por ordem de Yunyao e lançado em 7 de dezembro de 2021 e, provavelmente, também são feitos em formato de cubesat 12U (10 x 30 x 40 cm) com uma bateria solar de três seções.

A principal carga útil da espaçonave Jilin-1 Hongwei A é o equipamento GNSS-R para monitorar as superfícies do oceano e da Terra, além de rastrear alvos em movimento nos sinais refletidos dos sistemas de navegação espacial. Adicionalmente, está instalada uma câmera infravermelha de longo comprimento de onda, que monitora a radiação térmica do oceano, terra e atmosfera, recebe informações radiométricas sobre os alvos e fazem imageamento infravermelho de acordo com os modelos construídos da atmosfera, terra e mar. O exemplar A06 recebeu o nome de “Tianjin Binhai-1” em homenagem à nova região costeira de Tianjin, onde Yunyao está sediada. A empresa recentemente levantou cerca de 100 milhões de yuans em financiamento para acelerar o estabelecimento de sua constelação meteorológica comercial de 80 satélites.

A preparação direta para o lançamento começou em 17 de julho com a cerimônia de envio de todos os satélites de Changchun para o edifício de teste. Este foi o 21º lançamento do projeto Jilin-1, dezessete dos quais foram bem sucedidos. Um total de 74 espaçonaves foram lançadas, das quais setenta estão em órbita e estão em operação (54 unidades) ou em fase de comissionamento (dezesseis).

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China lança mais três pequenos satélites com o terceiro Ceres-1

Foguete leve comercial da Galactic Energy decolou de Jiuquan

O foguete CERES-1 Y3 decola do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China enviando três satélites para a órbita planejada. O lançamento foi a terceira missão da série de foguetes CERES-1. (Foto de Wang Jiangbo/Xinhua)

Às 12h11 de 9 de agosto de 2022, horário de Pequim (04:11 UTC, 01:11 de Brasília), o foguete Gu Shen Xing-1 (谷神星一号, GSX-1 ou “Ceres-1”) nº 3 (Yao-3) foi lançado com sucesso da plataforma 95A do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, e os três satélites por ele transportados, o Taijing-1 01 e 02 e o Donghai-1, foram colocados com sucesso na órbita programada, inicialmente registrada em 437 km por 549 km, com período de 94,47 min e inclinada em 97,42° com a passagem de um nó descendente às 10:30 hora local. Desenvolvido pela empresa de alta tecnologia Galactic Energy, o foguete Gushenxing-1 foi desenhado para lançar microssatélites em órbita baixa.

Os satélites Taijing-1 (泰景一号) 01 e 02 foram desenvolvidos pela pela Beijing Xingkun Micronanosatellite Science and Technology Company Ltd. (Starry Sky, marca MinoSpace) usando um chassi MN50, e serão usados para sensoriamento remoto óptico e retorno de dados e processamento de imagens terrestres para uso comercial na silvicultura, agricultura, marinha e outros usuários de serviços de dados.

O Taijing-1 01 também tem o nome alternativo Ping’an-3 (平安3号) em homenagem ao Ping’an Bank. Para o Taijing-1 02, o nome alternativo Xīng Shídài-12-12 (星时代-12) foi anunciado previamente, mas após o lançamento não foi confirmado. O lançamento dos satélites Taijing-1 foio precedido pelos lançamentos de aparelhos com numeração subsequente, com o Taijing-2 foi lançado em 27 de abril de 2021 e os Taijing-3 e Taijing-4 em 27 de fevereiro de 2022. No total, a MinoSpace agora tem dezesseis satélites, com mais um ou dois planejados para serem lançados antes do final de 2022.

Já o Donghai-1 (Dōnghǎi yī hào, 东海一号) é um satélite de sensoriamento remoto de luz micro-nano polarizada, desenvolvido pela Shanghai AES Aerospace Science and Technology Co., Ltd. Ele será usado para verificar a tecnologia de detecção de sensoriamento remoto multimodo de câmeras de luz polarizada e realizar a verificação em órbita de uma série de tecnologias-chave independentes, estabelecendo as bases para o fornecimento de serviços de satélite para aplicações em oceanos e outras áreas remotas. Foi construído pela empresa de experimentos e tecnologia espacial ASES de Shangai com a principal tarefa de testar a tecnologia de detecção multimodo usando câmeras polarizadas microminiatura. Uma certa especialização do satélite é sugerida por seu nome, que significa “Mar do Leste” na tradução ou Mar da China Oriental.

Parâmetros orbitais dos satélites

Além disso, esta missão levou ainda uma arte digital do parceiro da Yujian Space, a escultura “Jornada para o Oeste” do artista Ren Zhe, e o logotipo do grupo Nuno Health Science. O contrato para o lançamento foi assinado em 29 de setembro de 2021 como parte da próxima feira aeroespacial em Zhuhai; a segunda parte foi a Beijing Xinghe Dunli Weapons Science and Technology Company, que significa “Energia Galáctica”, o desenvolvedor do foguete.

Foguete Ceres-1, GuShenXing-1

O nome do foguete é oriundo da palavra chinesa para o planeta-anão Ceres, e para as mídias em língua inglesa é geralmente referido como Ceres-1. O primeiro lançamento do GSX-1 foi realizado em 7 de novembro de 2020 e o segundo em 7 de dezembro de 2021. O GSX-1 é um lançador de propelente sólido de três estágios com um quarto estágio usando propelente líquido. “A fim de melhor atender às necessidades dos clientes de satélites comerciais para capacidade de carga e envelope ambiental, o foguete Ceres-1 número Y-3 teve modificado o seu sistema de potência de controle de atitude orbital e da coifa de cabeça. O diâmetro da carenagem foi aumentado para 1,6 metros e o comprimento foi aumentou para 5,2 metros. O espaço total dentro da coifa chega a 8,1 metros cúbicos” – anunciou a mídia chinesa. Este é o terceiro voo do Ceres-1. O foguete tem um diâmetro de 1,4 metros, um comprimento total de cerca de 20 metros, um peso de decolagem de aproximadamente 33 toneladas e uma capacidade de carga máxima de 300 kg em órbita síncrona de 500 km. O quarto estágio do foguete adota “designs inovadores”, como projeto integrado geral, de estrutura e sistema elétrico, controle simplificado de rolagem para consumo mínimo de propelente, sistema de energia de controle de atitude orbital distribuído, com motores feitos em impressão 3D e auto-alinhamento no eixo vertical.

Ceres 1 número Y3, pintado de branco, diferente dos dois exemplares anteriores, que eram negros

Neste terceiro lançamento, foi finalizado e testado o sistema de controle Bianjie (边界), que oferece controle de rolagem dos primeiro e segundo estágios e ao longo dos três eixos para o 3º e 4º estágios, bem como controle de velocidade no final da fase de propulsão.

Atualmente, é citado pelos chineses como o foguete leve mais econômico e competitivo no mercado de lançamento comercial. Segundo seus construtores, vai “oferecer a clientes de satélites nacionais e estrangeiros serviços de lançamento flexíveis, exclusivos, de compartilhamento, transporte e outros serviços personalizados para microssatélites.”

Os principais produtos da Galactic Energy incluem a série Pallas de foguetes reutilizáveis com motores de propelentes líquidos de tamanho médio (ainda em desenvolvimento) e os Ceres de propelente sólido. As entidades que deram suporte a este lançamento incluem o China Jiuquan Satellite Launch Center, a China Aerospace Science and Technology Corporation, a China Aerospace Science and Industry Corporation, a China Aviation Industry Corporation, a China Electronics Technology Corporation, a China North Industries Group Corporation, entre outras.

As instituições de investimento e acionistas da Galactic Energy incluem: Yuanhang Capital, Fuhou Capital, Beihang Investment, Amphora Capital, Kexin Capital, New Potential Energy Fund, PricewaterhouseCoopers, Huaqiang Capital, Fed Ventures, Plum Blossom Ventures, Sichuan Merchants Fund, Weed Ventures, Qifu Capital, Dawu Ventures, Fed Guantian, Dongfang Fuhai, Yunding Capital, Anhui Jiangnan Construction Investment, Zhongtian Huifu, Tianhong Investment, Zhidao Capital, Maiqiu Ventures, Hexin Fangce, Jiu Song He Ze, Tian Qiong Xuan Ji, Olhando para o céu estrelado, AVIC Finanças de aviação, Chengdu New Economy Fund, China Military Financial Investment, Taicang Hongli, Haiyang Ruiming, Splendid Starry Sky, Taicang Lingang, Hainan Tianlian e outras.

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Rússia lança satélite iraniano

E autoridades do Irã negam que será usado militarmente pelos russos

Foguete-portador Soyuz 2.1b decola de Baikonur

Em 9 de agosto de 2022 às 05:52:38.282 UTC (10:52:38.282 hora local, 02:52:38.282 Brasília), um foguete russo Soyuz-2.1b número Ya-15000-055 lançou com sucesso a espaçonave iraniana Khayyam na órbita-alvo síncrona com o sol de 500 km de altitude com inclinação de 97,4 graus. Como cargas acompanhantes, foram lançados dezesseis pequenos satélites russos desenvolvidos pelas principais universidades e empresas comerciais do país. O foguete estava equipado com um estágio superior de séria Fregat-M nº 123-06. O satélite Khayyam foi desenvolvido e fabricado na Rússia usando um chassi Proyekt 505. Esses satélites têm geralmente uma massa de 650 kg e são lançados em órbita síncrona, e a vida útil estimada é de pelo menos cinco anos. Como parte da constelação russa de sensoriamento remoto, eles são usados ​​para obter imagens pancromáticas (resolução de 2,5 metros) e multizonais (12 metros) da superfície terreste para monitorar os recursos naturais da Rússia.

Irã: satélite será controlado apenas por iranianos

As relações públicas da Organização Espacial do Irã enfatizaram: o satélite Khayyam é um satélite de sensoriamento remoto e pertence ao Irã, e todas as ordens relacionadas ao seu controle e operação desde o primeiro dia e imediatamente após o lançamento por especialistas iranianos estacionados no as bases espaciais pertencem ao Irã.
No domingo, o oficial de relações públicas da Organização Espacial Iraniana apresentou novas informações em entrevista à agência de notícias IRNA sobre o satélite que “todas as ordens relacionadas ao controle e operação deste satélite serão realizadas e emitidas imediatamente após o lançamento por especialistas iranianos baseados em bases pertencentes ao Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação no território da República Islâmica do Irã. O centro de controle de operação do satélite, o envio de comandos e as estações de aquisição de dados do Khayyam estão apenas no território da República Islâmica do Irã e sob a gestão da Organização Espacial Iraniana, e engenheiros e pesquisadores iranianos estão estacionados lá. O envio de comandos e recebimento de informações deste satélite é feito de acordo com o algoritmo criptografado que já foi embutido nele pelos pesquisadores da Organização Espacial, e nesse processo nenhum outro país conseguiu acessar suas informações, ao contrário de alguns rumores sobre o uso das imagens do satélite pelos russos na invasão da Ucrânia.

“Considerando as atividades e objetivos pacíficos e civis da Organização Espacial Iraniana, as imagens do satélite Khayyam serão usadas para melhorar a capacidade de gerenciamento e planejamento do país em vários campos da agricultura, recursos naturais, meio ambiente, recursos hídricos, minas, monitoramento de fronteiras e gerenciamento de eventos inesperados.”

“Assim como o caminho do desenvolvimento de satélites de projetos próprios no país é um caminho inescapável e inegável, a cooperação internacional não só importará a indústria espacial iraniana, mas em breve, com a graça de Deus e a séria determinação dos pesquisadores iranianos, essa indústria no país tornar-se-á uma indústria exportadora.”

Resumo do lançamento

Satélites russos acompanharam o lançamento

Já os satélites acompanhantes (de ‘carona’, instalados em ejetores montados no adaptador de carga útil) foram o CubeSX-HSE-2, Monitor-1, UTMN, CYCLOPS, Siren, KAI-1, Kuzbass-300, Skoltech-B1, Skoltech-B2, Polytech Universe- 1, Polytech Universe-2, Vizard, Geoscan-Edelweiss, MIET-AIS, ISOI e ReshUCube.

Os pequenos satélites foram projetados na Universidade Politécnica Pedro, o Grande de São Petersburgo, na Universidade Técnica do Estado do Báltico “VOENMEH” em homenagem a D.F. Ustinov, Instituto de Pesquisa de Física Nuclear em homenagem a D.V. Skobeltsyn, Tyumen State University, Siberian State University of Science and Technology em homenagem ao acadêmico M.F. Reshetnev, Kuzbass State Technical University em homenagem a T.F. Gorbachev, Laboratório de Pesquisa de Engenharia Aeroespacial DOSAAF, Instituto de Tecnologia Eletrônica de Moscou, Instituto de Sistemas de Processamento de Imagem (filial do Centro Federal de Pesquisa “Cristalografia e Fotônica” da Academia Russa de Ciências), Universidade Nacional de Pesquisa “Escola Superior de Economia”, Instituto de Ciência e Tecnologia Skolkovo, Geoscan,

Esses satélites são destinados à pesquisa científica e tecnológica, incluindo o desenvolvimento de tecnologias para implantação de canais de comunicação intersatélites, medição do nível de radiação eletromagnética, sensoriamento remoto da Terra e monitoramento da situação ambiental.

SatéliteDesenvolvedorMissão
ReshUCubeSibGUCâmera de sensoriamento remoto e laboratório espacial reconfigurável com um conjunto de sensores eletrônicos e componentes aviônicos
Kuzbass-300 SXC3-218 KUZSTU (baseado no OrbiCraft-Pro SXC3)Universidade Kuznetsk GTUCâmera de detecção de incêndios, transmissão de voz e imagem
Vizard-SS1(SXC3-215 VIZARD)OOO NIS, OOO Vizard, Escolas de Moscou No. 1522, 2086AIS e KINEIS para rastreamento de navios e outras plataformas no Oceano Ártico
SXC3-21 UTMNUniversidade Estadual de TyumenCâmera de rastreamento de derramamento de óleo para a região do Ártico baseada na  OrbiCraft
CUBESX-HSE-2NIU High Economics School, VShERastreamento de navios do mar Ártico, teste do motor de plasma VERA
SXC3-217 SIRENENIU Belgorod State University, BelGUCápsula com sementes de lilás em solução de gel equipada com câmeras e fontes de luz
KAI-1Universidade Técnica Nacional de Kazan, KNITU-KAICâmeras panorâmicas, termômetro, transmissor de rádio amador 145/435 MHz (indicativo de chamada RS26S)
Polytech Universe-1Escola de física aplicada e tecnologia espacial no Instituto de Eletrônica e Telecomunicações em São PetersburgoMonitoramento da radiação eletromagnética da superfície da Terra em múltiplas frequências
Polytech Universe-2
Geoskan-EdelweisGeoscanPlataforma Geoskan-3U com motor a gás da OKB Fakel, receptor de navegação da empresa Elvis
Trech escolar-B1Laboratório de sistemas espaciais Skoltekh, NIYaF MGUMódulo de comunicação entre satélites e detectores gama da NIIYaF MGU para triangulação de rajadas gama com vários satélites, câmeras ópticas para sensoriamento remoto
Skoltrech-B2
CIKLOPS SXC3-2110 (OrbiCraft-Pro)Ustinov Voenmekh BGTUEstabilização e posicionamento para óptica, sensoriamento remoto, testes de armazenamento de energia, testes de tecnologia lunar rover, estudos de degradação de materiais e eletrônicos
SXC3-214 (OrbiCraft-Pro)MIET-AIS (MIET)AIS
Medeks SXC3-219 ISOIISOI RANCâmera de sensor remoto hiperespectral
Monitor-1 (OrbiCraft-Pro)NIYaF MGUDetector de radiação combinado KODIZ
Tabela de satélites acompanhantes (via russianspaceweb)

Horas após o lançamento, os nanossatélites Polytech Universe-1 e Polytech Universe-2 – entraram com sucesso na órbita polar com uma altitude de 405-420 quilômetros . “A primeira sessão de comunicação foi bem-sucedida, ambos os dispositivos estão funcionando, a telemetria foi recebida. Nos próximos dias, será verificada a operacionalidade do funcionamento das unidades dos dispositivos”, disse Sergey Makarov , supervisor científico do projeto, professor da Escola Superior de Física Aplicada e Tecnologias Espaciais da SPbPU.

O chassi Proeyekt 505 usado no Khayyam

Concepção artística do Khayyam em órbita, mostrando modificações no chassi básico Proyekt 505

A espaçonave Khayyam é um satélite de sensoriamento remoto terrestre (ERS, ou Earth resources satellite) fabricado por russos, e foi projetado para obter imagens com alta precisão – de até um metro. O satélite será usado no interesse do Irã para monitorar a produtividade agrícola do país e questões ambientais. A data de lançamento foi decidida para coincidir com uma homenagem a um matemático persa do Século XII conforme um acordo de quase quatro anos com o Irã. As notícias iniciais eram de que a Rússia concordou em construir e operar o sistema Kanopus-V, que incluiria uma câmera de alta resolução que daria a Teerã recursos sem precedentes, incluindo monitoramento quase contínuo de locais sensíveis em Israel e no Golfo Pérsico.

O projeto de satélite russo-iraniano foi anunciado publicamente em agosto de 2015, quando uma empresa iraniana assinou um acordo preliminar com a VNIIEM (fabricante da plataforma de satélite) e a Barl (empresa que fornece a carga óptica). O satélite seria baseado na plataforma Kanopus-V da VNIIEM e viajaria como co-passageiro em um foguete Soyuz. Isso foi ocasionalmente mencionado na imprensa russa até meados de 2017, quando não mais surgiram informações, provavelmente porque se tornou politicamente muito sensível. Em maio de 2018, a empresa Barl foi colocada na lista de sanções dos EUA, presumivelmente por causa do acordo de satélite iraniano.

No início deste ano, descobriu-se que um projeto do VNIIEM descrito em alguns documentos em 2018-2019 apenas como “Projeto 505” era de fato o projeto russo-iraniano. Isso pode ser determinado a partir de duas apresentações feitas na câmara alta do parlamento russo em fevereiro passado, em que se discutiram planos para o que foi chamado de “primeiro satélite comercial de sensoriamento remoto da Rússia para um parceiro estrangeiro”. O parceiro não foi identificado, mas pode-se facilmente deduzir das informações ali fornecidas que é o Irã. O satélite pôde ser visto em dois slides mostrados durante essas apresentações. Ele pesa 650 kg e será lançado em uma órbita síncrona do Sol de 490 por 525 km. Tem uma resolução máxima de 0,75 m. O satélite foi supostamente programado para ser lançado neste verão no hemisfério norte, e neste caso coincidiria com o lançamento do Khayyam.

Satélite do tipo Kanopus-V

A espaçonave foi criada com base em um princípio de construção modular (plataforma de serviço e carga útil). A plataforma de serviço é universal e permite instalar uma carga útil para diversos fins (equipamentos de imagem para sensoriamento remoto, equipamentos científicos para pesquisa espacial etc.). As mesmas características se aplicam ao Kanopus-V, o que levou à suposição de que este seria o chassi a ser usado.

Satélite Proyekt 505 e sua rede de apoio terrestre

As principais características da espaçonave são: massa de aproximadamente 400kg, massa de carga útil de 147 kg e vida operacional de sete anos. Os modos de comunicação são: modo de transferência direta de dados, gravação de informações e modo de reprodução; Parâmetros de órbita: sincronizada com o sol, altitude de 510 ± 10 km e período de circulação de 94,815 minutos

Diretor da Roskosmos fez reunião com ministro iraniano

Na terça-feira, 9 de agosto, o diretor-geral da Roskosmos, Yuri Borisov, conversou com uma delegação do Irã chefiada pelo ministro das Comunicações e Tecnologia da Informação Isa Zarepur. O encontro decorreu na visita de representantes iranianos ao cosmódromo de Baikonur para acompanhar o lançamento. Durante as conversações, “as partes salientaram que o lançamento bem sucedido de um satélite em órbita é um marco importante no desenvolvimento das relações bilaterais, abrindo caminho para uma maior expansão e fortalecimento da cooperação entre os dois países no setor espacial.”

Após o lançamento, o diretor da agência espacial russa Roskosmos, Yuri Borisov, agradeceu à equipe de especialistas da indústria espacial que participaram do lançamento. “Gostaria de expressar minha sincera gratidão a todos vocês pelo trabalho que investiram no lançamento bem-sucedido de hoje. Em nome do governo da República Islâmica do Irã e em nome do povo iraniano, gostaria de expressar gratidão a todos por transformar hoje em um dia histórico nas relações entre nossos dois países. Hoje foi um ponto de virada para o início de uma nova interação no campo do espaço entre nossos dois países”, disse por sua vez a Ministra de Tecnologias da Informação e Comunicação Isa Zarepur por sua vez.

“É difícil superestimar a importância do evento de hoje. O lançamento bem sucedido do satélite no interesse e na ordem do Irã tornou-se um marco importante na cooperação bilateral russo-iraniana, abrindo caminho para a implementação de projetos novos e ainda maiores…” – declarou Borisov.

História

O lançamento da primeira espaçonave iraniana ocorreu em 27 de outubro de 2005 do cosmódromo russo de Plesetsk. O foguete leve Cosmos-3M lançou com sucesso o satélite de sensoriamento remoto Sinah-1 (ZS-1) em uma órbita síncrona do sol com altura de 690 km e inclinação de 98,2 graus. A massa do satélite era de 160 kg, e as dimensões gerais eram de 0,8 x 1,30 x 1,60 metro. O satélite era equipado com duas câmeras de vídeo para tirar fotos da Terra com resolução de 250 e 50 metros. A vida útil era de três anos. O satélite foi fabricado pelo Design Bureau russo CJSC Polyot da cidade de Omsk por ordem do Instituto de Pesquisa Aplicada do Irã. O Sinah-1 foi o primeiro satélite iraniano construído em cooperação com a Rússia e foi projetada para fornecer comunicações por satélite e fotografia espacial, e também podia ser usada em resposta a emergências, bem como na agricultura, exploração de depósitos minerais e outras áreas.

Foguete 14A142B Soyuz 2.1b tem 46,30 m de comprimento, pesa cerca de 316 toneladas no momento do disparo, desenvolvendo aproximadamente 420.000 kgf de empuxo na decolagem.

Este foi o 12º lançamento de um foguete russo em 2022 e o quarto a partir do Cosmódromo de Baikonur. Para o foguete transportador Soyuz-2.1b, este voo foi o 57º, para o estágio superior Fregat, o 109º. O Soyuz-2.1b é fabricado pelo centro de foguetes RKTs Progress e o estágio superior Fregat pela NPO Lavochkin.

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Starlink: Mais um lote deve subir amanhã

Foguete Falcon 9 decola de Cabo Canaveral à noite com mais 52 satélites

Resumo do lançamento

A SpaceX programou para 9 de agosto de 2022, terça-feira, o lançamento de um foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5 com mais um lote de cinquenta e dois satélites Starlink para a órbita terrestre (parâmetros previstos de 230 x 335 km, inclinada em 53,22º) partir do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) do Kennedy Space Center, na Flórida. A janela de lançamento instantânea é às 18:57:40 ET, 22:57:40 UTC ou 19:57:40 de Brasília. O foguete deve ter uma massa de decolagem de 567.864 kg; A pilha de satélites tem massa aproximada de 15.964 kg. Cada satélite modelo v1.5 pesa 307 kg, e a órbita final da “concha” (shell) nº 4-26 deste lote de repetidores de internet será circular, a 540 km de altitude.

Zonas de exclusão temporárias foram estabelecidas para navios e aviões do Cabo Canaveral/Kennedy Space Center de 09 de agosto às 22:19 UTC a 10 de agosto às 02:48 UTC cobrindo da superfície até a altitude de 18.000 pés (5.400 metros). A previsão do tempo mostra meteorologia favorável de 70% GO (aprovado) para o dia do lançamento e 80% GO para o dia seguinte.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

A liberação dos satélites, inicialmente em bloco, está prevista para 23:13:09.600 UTC – 20:13:09.600 Brasília), e uma oportunidade reserva está marcada na quarta-feira, 10 de agosto, às 18h36 ET, ou 22:36 UTC (22:36 Brasilia). O ‘core’ de primeiro estágio B1073.3 desta missão lançou anteriormente uma missão Starlink e o SES-22. Após o estagiamento, o primeiro estágio do foguete 9 retornará à Terra e pousará na balsa-drone Marmac 302 A Shortfall of Gravitas que está estacionada no Oceano Atlântico, bem como o navio de apoio/rebocador Doug.

Perfil de lançamento

A recuperação das conchas da carenagem de cabeça é estimada para aproximadamente 656 km de distância da Flórida pelo navio de apoio, e a reentrada do segundo estágio deve acontecer no leste do oceano Pacífico.

Foguete Falcon 9 configurado para lançamento de lote Starlink

Lançamento, aterrissagem de primeiro estágio e liberação da carga útil
Todos os horários são aproximados

hh: min: s: – Evento

  • 00:00:00 Decolagem
  • 00:01:12 Max Q (momento de máximo estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:26 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
  • 00:02: 30 1º e 2º estágios separados
  • 00:02:36 Ignição do motor do 2º estágio
  • 00:02:41 Descarte da carenagem
  • 00:06:45 Início da ignição de reentrada do 1º estágio
  • 00:07:06 Ignição de reentrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:19 Ignição de aterrissagem do 1º estágio
  • 00:08:43 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
  • 00:08:44 Pouso do 1º estágio
  • 00:15:24 Os satélites Starlink são liberados

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Rússia lança amanhã de Baikonur um satélite iraniano e outros

… e rumores indicam que ‘Khayyam’ espionaria a Ucrânia ocupada

Resumo do lançamento

Um foguete Soyuz-2.1b está instalado no complexo de lançamento 6 da Área 31 do cosmódromo de Baikonur com a espaçonave iraniana Khayyam para sensoriamento remoto e mais dezesseis pequenos satélites ‘passageiros’. O lançamento do foguete com a espaçonave da República Islâmica do Irã e um grupo de 38 satélites de dezoito países está agendado para 9 de agosto de 2022 às 11h52:38, horário de Nur-Sultan (05:52:38 UTC, ou 01:52:38 Brasília). “O foguete Soyuz-2.1b com a espaçonave Khayyam foi transferido esta manhã às 07h30, hora local, por linha férrea do edifício de montagem e teste 40 (MIK 40) e instalado no lançador nº 6 do local 31 na posição vertical”, disse a mídia do cosmódromo na última sexta-feira. Os satélites devem ser colocados em uma órbita síncrona com o sol circular de 500 km, inclinada em 97 graus em relação ao equador.

O trabalho de pré-lançamento está sendo realizado conforme o contrato da empresa Glavkosmos e realizado conjuntamente por representantes dos clientes e subsidiárias da Roskosmos – a fábrica de foguetes RKTs Progress, a NPO Lavochkin, construtora do estágio Fregat e o centro de infraestrutura terrestre TsENKI.

De acordo com a assessoria de imprensa da administração da localidadeb de Inta, em conexão com o lançamento do foguete, é possível a queda das partes do veículo lançador, bem como a ocorrência de incêndios naturais nos território de Pechora, Inta, Usinsk e Vorkuta.

Foguete de 314 toneladas sendo rebocado pela carreta férrea TUA do prédio de montagem e teste para a plataforma

A espaçonave Khayyam é um satélite de sensoriamento remoto terrestre (ERS, ou Earth resources satellite) fabricado por russos, e foi projetado para obter imagens com alta precisão – de até um metro. O satélite será usado no interesse do Irã para monitorar a produtividade agrícola do país e questões ambientais. A data de lançamento foi decidida para coincidir com uma homenagem a um matemático persa do Século XII conforme um acordo de quase quatro anos com o Irã. As notícias iniciais eram de que a Rússia concordou em construir e operar o sistema Kanopus-V, que incluiria uma câmera de alta resolução que daria a Teerã recursos sem precedentes, incluindo monitoramento quase contínuo de locais sensíveis em Israel e no Golfo Pérsico.

O projeto de satélite russo-iraniano foi anunciado publicamente em agosto de 2015, quando uma empresa iraniana assinou um acordo preliminar com a VNIIEM (fabricante da plataforma de satélite) e a Barl (empresa que fornece a carga óptica). O satélite seria baseado na plataforma Kanopus-V da VNIIEM e viajaria como co-passageiro em um foguete Soyuz. Isso ocasionalmente mencionado na imprensa russa até meados de 2017, quando não mais surgiram informações, provavelmente porque se tornou politicamente muito sensível. Em maio de 2018, a empresa Barl foi colocada na lista de sanções dos EUA, presumivelmente por causa do acordo de satélite iraniano.

No início deste ano, descobriu-se que um projeto do VNIIEM descrito em alguns documentos em 2018-2019 apenas como “Projeto 505”, ou Proyekt 505 era de fato o projeto russo-iraniano. Isso pode ser determinado a partir de duas apresentações feitas na câmara alta do parlamento russo em fevereiro passado, em que se discutiram planos para o que foi chamado de “primeiro satélite comercial de sensoriamento remoto da Rússia para um parceiro estrangeiro”. O parceiro não foi identificado, mas pode-se facilmente deduzir das informações ali fornecidas que é o Irã. O satélite pôde ser visto em dois slides mostrados durante essas apresentações. Ele pesa 650 kg e será lançado em uma órbita síncrona do Sol de 490 por 525 km. Tem uma resolução máxima de 0,75 m. O satélite foi supostamente programado para ser lançado neste verão no hemisfério norte, e neste caso coincidiria com o lançamento do Khayyam.

Concepção artística do Khayyam em órbita, mostrando modificações no chassi básico do Projeto 505

Rumores de uso do satélite iraniano na guerra da Ucrânia

No entanto, corre no Ocidente a suspeita de que os iranianos podem não ser capazes de assumir o controle do satélite imediatamente. A Rússia, que tem investido para alcançar seus alvos militares durante a invasão de cinco meses na Ucrânia, teria dito a Teerã que planejava usar o satélite por alguns meses ou mais para reforçar a vigilância de instalações militares no conflito, segundo dois funcionários russos teriam revelado sob anonimato, devido ao segredo envolvida na coleta de inteligência. A Embaixada da Rússia em Washington se recusou a comentar. O governo Biden está acompanhando de perto a pesquisa de satélites do Irã, que está desenvolvendo uma frota de mísseis cada vez mais poderosa. Funcionários do governo se recusaram a comentar o lançamento ou as intenções de Moscou de usar o satélite para monitorar os campos de batalha na Ucrânia.

Porém, na última semana, a Agência Espacial Iraniana disse que nenhum país usaria imagens do seu satélite para fins militares, segundo agência estatal iraniana IRNA. Antes disso, o jornal americano The Washington Post afirmou que as autoridades russas estavam se preparando para lançar um satélite por ordem do Estado, mas o usarão por vários meses para monitorar alvos militares na Ucrânia. A agência iraniana observou que esses relatórios não são verdadeiros. “O envio de comandos e o recebimento de informações deste satélite será realizado inteiramente com um algoritmo criptografado já embutido nele pelos pesquisadores da organização espacial, e neste processo nenhum outro país poderá acessar suas informações. Este satélite não se destina ao uso militar por outros países”.

Poster associado aos satélites cujo contrato de lançamento foi intermediado pela firma Sputnix

A agência também afirmou que todas as ordens relacionadas à gestão e operação do Khayyam serão organizadas e transmitidas imediatamente após o lançamento por especialistas iranianos localizados nas bases do Ministério das Comunicações e Tecnologias da Informação no Irã. Anteriormente, os EUA disseram que não viam sinais de que a Rússia estivesse comprando drones do Irã, apesar das primeiras alegações de que as autoridades russas estavam planejando fazê-lo. Antes disso, o jornal britânico The Times disse que a Rússia estava atacando satélites em órbita terrestre e interferindo na transmissão de sinais de GPS usados ​​por aeronaves, navios, carros e smartphones. O Washington Post também informou que a Rússia não está entregando 400 aviões de passageiros em leasing para empresas ocidentais, e os legítimos proprietários das aeronaves duvidam que possam reavê-las.

Satélites-acompanhantes

Como carga útil associada estão dezesseis pequenas espaçonaves de fabricação russa: CubeSX-HSE2, CYCLOPS, MIET-AIS, Polytech Universe 1, Polytech Universe 2, ReshUCube-1, Siren, Skoltech B1, Skoltech B2, UTMN, VIZARD-SS1, Geoscan-Edelweiss, ISOI, KAI-1, Kuzbass-300, Monitor-1. “As naves russas são projetadas para pesquisa científica e tecnológica, incluindo o desenvolvimento de tecnologias para implementação de canais de comunicação entre satélites, medição do nível de radiação eletromagnética, sensoriamento remoto da Terra e monitoramento da situação ambiental”, disse a corporação estatal.

“Juntamente com o Khayyam está planejado lançar os pequenos satélites russos associados – CubeSX-HSE-2, Monitor-1, UTMN, CYCLOPS, Siren, KAI-1, Kuzbass-300, Skoltech- B1, Skoltech-B2, Polytech Universe-1, Polytech Universe-2, Vizard, Geoscan-Edelweiss, MIET-AIS, ISOI e ReshUCube”, anunciou a Roskosmos. Os pequenos satélites foram criados na Universidade Politécnica Pedro, o Grande, de São Petersburgo, na Universidade Técnica do Estado Báltico Voenmeh DF Ustinov, no Instituto de Pesquisa de Física Nuclear DV Skobeltsyn, na Universidade Estatal de Tyumen, na Universidade Estatal de Ciência e Tecnologia MF Reshetnev da Sibéria e outras universidades, bem como nas empresas Geoscan, Sputnix e outras organizações:

  1. ReshUCube-1. Universidade Estatal da Sibéria.
    A carga útil é uma câmera de sensoriamento remoto; um “laboratório espacial reconfigurável” (um conjunto de sensores e ERI, possivelmente uma continuação do programa Yubileiny).
  2. Kuzbass-300 SXC3-218 KUZSTU da KuzGTU.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é câmera de sensoriamento remoto (detecção de incêndios florestais), e um equipamento de transmissão de mensagens de voz e imagens.
  3. Vizard-SS1 (SXC3-215 VIZARD). NIS LLC, VIZARD LLC, escolas nº 1522 e nº 2086 em Moscou.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um equipamento AIS e KINEIS, para rastreamento de navios e outros objetos no Oceano Ártico.

4.SXC3-21? UTMN. Universidade Estatal de Tyumen.
Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
A carga útil é uma câmera de sensoriamento remoto para estudo de derramamentos de óleo no Ártico.

  1. CUBESX-HSE-2. NRU HSE.
    A carga útil é uma câmera de sensoriamento remoto e um equipamento AIS. Monitoramento da superfície terrestre na região do Ártico, acompanhando o movimento de navios ao longo da Rota do Mar do Norte. Também está equipado com um motor elétrico de plasma VERA.
  2. SIRENE SXC3-217. NRU BelGU.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um módulo composto por uma cápsula com brotos lilás fixados com uma solução especial de gel nutriente, além de câmeras e LEDs.
  3. KAI-1 – KNITU-KAI, LLC “NILAKT DOSAAF”, ANO DPO KIRO )
    A carga útil são câmeras panorâmicas, um medidor de temperatura feito com base em uma rede de Bragg de fibra, e um repetidor de 145/435 MHz (indicativo de chamada RS26S).

8 e 9. Polytech Universe-1, Polytech Universe-2. Escola Superior de Física Aplicada e Tecnologias Espaciais do Instituto de Eletrônica e Telecomunicações (SPbPU).
A carga útil é um equipamento para monitoramento do nível de radiação eletromagnética na superfície terrestre em diversas faixas de frequência.

  1. Geoscan-Edelweiss da empresa @Geoscan.
    Chassi: Geoscan 3U.
    A carga útil são um motor a gás OKB Fakel e um receptor GNSS da empresa Elvis.

11, 12. MCA Skoltech B1, MCA Skoltech B2. Laboratório de Sistemas Espaciais Skoltech, SINP MSU. A principal tarefa dos satélites é desenvolver a tecnologia de comunicação inter-satélite de longa distância, que será posteriormente aplicada na detecção de flashes de raios gama com cálculo de triangulação da direção eles.
A carga útil compreende
• módulo de comunicação inter-satélite;
• detectores gama desenvolvidos pelo NIIYaF MGU;
• câmeras de espectro visível para sensoriamento remoto da Terra.

  1. CICLOPS SXC3-2110. BGTU Voenmekh D.F. Ustinov.
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    Sua carga útil compreende
  • estabilização e posicionamento de dispositivo óptico;
  • observação da superfície terrestre;
  • estudo das propriedades e eficiência do dispositivo de armazenamento de energia;
  • desenvolvimento de soluções técnicas para a criação de um rover lunar;
  • estudo da degradação das características dos materiais e parâmetros de dispositivos eletrônicos no espaço exterior.
  1. SXC3-214 MIET-AIS (MIET).
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um equipamento AIS e um motor elétrico a plasma VERA.
  2. SXC3-219 ISOI (ISOI RAS), Medex, reportadamente da SAU
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é uma câmera hiperespectral de sensoriamento remoto.
  3. Monitor-1 (NIIYaF MSU).
    Chassi: OrbiCraft-Pro SXC3.
    A carga útil é um detector de radiação combinado (KODIZ).
O foguete Soyuz 2.1b tem 46,30 m de comprimento, pesa cerca de 316 toneladas no momento do disparo, desenvolvendo aproximadamente 420.000 kgf de empuxo na decolagem.

Depois de fechar as torres de serviço 11T11P1 em torno do foguete na plataforma, especialistas da indústria espacial da Rússia começaram a trabalhar no programa do primeiro dia de lançamento. “Dentro de três dias, os especialistas farão as verificações finais dos sistemas do complexo de lançamento e do veículo lançador”, disse a mídia oficial. Na véspera, em 4 de agosto, técnicos da Roskosmos concluíram a montagem geral do lançador Soyuz-2.1b, com o chamado “pacote” do primeiro e segundo estágios sendo unidos ao bloco do terceiro estágio e a seção de cabeça, na qual estão o estágio superior Fregat e as espaçonaves foram integrados sob a carenagem.

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Índia: foguete SSLV-D1 falha no primeiro teste

Lançador de pequenos satélites teve defeito nos terceiro e quarto estágios

Foguete decola da plataforma em Satish Dhawan

A Índia testou seu novo foguete leve SSLV – Small Satellite Launch Vehicle, no domingo, 7 de agosto de 2022, mas a missão sofreu uma pane na fase final. O anúncio foi feito pela Organização Indiana de Pesquisa e Desenvolvimento Espacial (ISRO) em seu Twitter : “O primeiro voo do SSLV foi concluído. Todas as etapas foram concluídas conforme planejado. Uma perda de dados foi observada na fase terminal. A análise está em andamento, atualizaremos as informações em breve”, disse a ISRO.

O SSLV-D1 decolou da primeira plataforma de lançamento do Satish Dhawan Space Center em Sriharikota às 09h18 IST (03:48 UTC, ou 00:48 hora de Brasília). O foguete transportava duas cargas úteis – os satélites EOS-2, de observação da Terra, e Azaadisat, de experimentos estudantis. Os diretores da missão chegaram a congratular a equipe pelo bom funcionamento dos três primeiros estágios, de combustível sólido, antes que se confirmasse a pane no quarto estágio, que usava propelentes líquidos. Esses terceiro e quarto estágios e os satélites teriam caído no Oceano Pacífico por volta das 04:31 UTC, 01:31 Brasília. Mais tarde foi confirmado que o terceiro estágio teve funcionamento anormal, assim como o quarto.

A telemetria foi perdida após os primeiros 9 minutos da missão, e foi verificado que o quarto estágio colocara os satélites em uma órbita elíptica de 356 km por 76 km, inclinada em 41,6 graus ; já a órbita do terceiro estágio seria cerca de 58 por 351 km – em vez de uma órbita circular pretendida de 356 km, de modo que os satélites foram perdidos. O problema foi preliminarmente identificado como falha de circuito lógico para identificar um defeito de sensor e mudar para uma rotina de recuperação de controle.

Terceiro estágio separou-se e foi filmado pela câmera on-board do quarto estágio

Analistas citados na mídia indiana confirmam que o problema parece ter se originado no quarto estágio VTM. De acordo com o plano, o VTM deveria ter queimado por 20 segundos a partir de 653 segundos após o lançamento. No entanto, ele queimou por apenas 0,1 segundo, negando ao foguete o incremento de altitude necessário. Os dois satélites transportados se separaram do veículo após o esgotamento do VTM. Isso significa que eles também perderam suas trajetórias orbitais pretendidas e entraram em uma órbita elíptica.

Esta não é a primeira vez que a agência espacial indiana tem um revés em suas primeiras missões de lançamento. “O PSLV não teve sucesso em seu primeiro voo em 20 de setembro de 1993”, disse o especialista em espaço Girish Linganna. “Não foi um grande problema. Quanto ao primeiro voo [do SSLV], foi quase perfeito com um pequeno ‘soluço’ no final. O próximo lançamento deve ser muito mais tranquilo. Foi um bom primeiro voo no geral. Nós da Pixxel esperamos usar o SSLV muito em breve para [lançar] alguns satélites em nossa constelação”, disse Awais Ahmed, fundador e CEO da Pixxel. Ele diz que o que ocorreu foi uma falha de um sensor e do software que deveria descobrir que o sensor falhara. “Devido a isso, a quarta ignição do quarto estágio não aconteceu corretamente e os satélites foram colocados em uma órbita de elíptica de 356 x 76 km em vez de uma circular de 356 km. Como 76 km é muito baixo, o atrito atmosférico teria queimado os satélites”, acrescentou Ahmed.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço

Um comitê foi formado para estudar a telemetria, e com a implementação de sas recomendações, permitir que a ISRO faça um segundo teste com o SSLV-D2. Além deste, está programado um terceiro voo de prova antes de certificar o foguete para uso comercial.

A intenção do teste era demostrar a presteza de lançamento sob demanda (launch on demand, ou LOD – é a competência para colocar satélites em órbita sob rápida encomenda). A ISRO alocou Rs 169 crores para o projeto, que deve cobrir o desenho e qualificação dos sistemas e a demonstração de voo por meio de três voos de desenvolvimento, os do SSLV-D1 atual e dos SSLV-D2 e SSLV-D3.

Satélite EOS-2

Satélite de observação da Terra EOS-2

O satélite de observação EOS-2 serviria para mapeamento e desenvolvimento de vários aplicativos GIS. Ele tinha uma câmera infravermelha de comprimento de onda médio e outra câmera infravermelha de comprimento de onda longo, com resolução de 6 metros. O satélite teria vida útil de dez meses. Contruído em paineis de favo-de-mel de alumínio formando uma caixa não-selada de 55,2 cm x 60 cm x 60 cm, tinha subsistemas Mainframe/Bus de cargas úteis independentes integradas com dois painéis solares.

Cubesat AzaadiSat

AzaadiSat

Já o AzaadiSat foi desenvolvido por meninas estudantes rurais de todo o país coordenadas pela SpaceKidz India, uma start-up de objetivos educacionais. Ele carregava setenta e cinco cargas úteis cada uma pesando cerca de 50 gramas com experimentos. O AzaadiSAT era uma missão na qual a organização selecionou 750 alunas de setenta e cinco escolas governamentais de todos os estados indianos com para construir as 75 cargas experimentais. As cargas úteis incluiam um transponder UHF-VHF em radiofrequência amadora para transmissão de voz e dados para radioamadores, um contador de radiação, um transponder de longo alcance e uma câmera ‘selfie’. O sistema terrestre desenvolvido pela Space Kidz India será utilizado para receber os dados do satélite.

Perfil de lançamento do SSLV-D1

Um novo foguete para um mercado em crescimento

O SSLV tem 2 metros de diâmetro básico e 34 metros de comprimento, massa de decolagem de 120 toneladas, com três estágios de propulsão de combustivel sólido e um módulo de propelente líquido como estágio de impulsão final

“O SSLV é um veículo pronto para transferência com sistemas modulares e unificados e com interfaces padrão para produção industrial de ponta a ponta”, disse um funcionário da ISRO. Os principais recursos do SSLV incluem um segmento de motor de ‘booster’ com uma configuração de junta aberta para minimizar a montagem e o prazo de integração. Ele também possui uma configuração unificada entre estágios para permitir integração e lançamento rápidos, e um sistema de aviônicos miniaturizado de baixo custo com componentes comerciais industriais prontos para uso. O SSLV também possui acomodação multissatélite com um deck com varios adaptadores-ejetores e um sistema de controle digital com atuadores eletromecânicos totalmente indianos. Ao contrário do PSLV, o SSLV usa somente combustível sólido – polibutadieno terminado em hidroxila – para disparar os três estágios que leva as cargas úteis à altitude desejada. O Velocity Trimming Module (VTM) de propulsão líquida insere o satélite em órbita. De acordo com funcionários da ISRO, o SSLV tem um tempo de resposta baixo e pode ser montado em quinze dias, permitindo que a agência espacial forneça serviço de lançamento sob demanda no setor de cargas de órbita terrestre baixa, em rápido crescimento.

O que o design SSLV significa para a indústria privada: O foguete foi projetado de forma a facilitar a participação de pequenos players da indústria em sua construção, ao contrário de foguetes mais avançados, como o PSLV ou os GSLV Mk2 ou Mk3. “Faremos apenas dois ou três lançamentos e depois planejamos transferir a tecnologia para players privados”, disse o diretor do VSSC. “Desenvolvemos um design tão simples e amigável que até mesmo pequenas empresaas do setor podem fazer parte de sua construção”, acrescentou. Ele estava se referindo a fabricantes de hardware que podem fornecer a caixa metálica para os foguetes ou as que projetam os circuitos elétricos ou desenvolvem processadores para operações críticas dentro do veículo lançador. O projeto de veículos de lançamento mais avançados, como PSLV e GSLV, exige processos de fabricação de alta habilidade que apenas grandes empresas como a Hindustan Aeronautics Limited podem adotar.

Quarto estágio VTM na sala de montagem, com os satélites montados na sua parte superior
Arranjo dos satélites no estágio superior VTM – Módulo de ajuste de velocidade

O SSLV tem 34 metros de altura com um diâmetro de dois metros, e uma massa de decolagem de 120 toneladas e é 10 metros mais curto que o foguete Polar Satellite Launch Vehicle PSLV tambem da ISRO e pode colocar cargas úteis de até 500 kg em uma órbita de 500 km. Já o PSLV tem 44 metros de altura e tem capacidade para colocar em órbita cargas úteis de até 1.800 kg. O PSLV é o cavalo de batalha da Índia e realizou com sucesso mais de cinquenta missões. O foguete recém-desenvolvido foi configurado com os três estágios de propelentes sólidos de 87 t, 7,7 t e 4,5 t respectivamente, contra o PSLV, que é um veículo de quatro estágios que gera 4.800 kN de empuxo no primeiro estágio, 799 kN no segundo, 240 kN no terceiro e 15 kN no quarto. Enquanto o PSLV domina o SSLV nos segmentos de carga mais pesada, o novo foguete ganha quando se trata de tempo de preparação (ou “resposta”). O tempo de resposta significa preparar um foguete para o próximo lançamento e o SSLV pode ser preparado e transferido para a plataforma de disparo em pouco mais de 72 horas, contra os dois meses necessários para preparar um PSLV.

Resumo do lançamento

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Índia lança amanhã seu novo foguete

O SSLV-D1 fará sua estréia no mercado de pequenos satélites

Foguete na plataforma em Satish Dhawan

O primeiro lançamento do novo foguete indiano SSLV – Small Satellite Launch Vehicle, o SSLV-D1, está agendado para amanhã domingo, 7 de agosto de 2022, às 09h18 horario indiano (04:48 GMT ou 00:48 hora de Brasilia) do Satish Dhawan Space Center (SDSC), Sriharikota. A Organização de Pesquisa Espacial Indiana ISRO convidou os cidadãos para a Galeria de Vista de Lançamento no SDSC para assistir à decolagem por meio de registro online. A ISRO realizará o voo inaugural de seu recém-desenvolvido foguete antes da celebração do Dia da Independência, e o SSLV colocará em órbita o satélite Earth Observation Satellite-2 “EOS-2”, de 145 kg, e o AzaadiSat, um cubesat de 8 kg projetado por 750 alunos de escolas públicas de todo o país para marcar o 75º aniversário da independência indiana. “O SSLV oferecerá acesso de baixo custo ao espaço sob demanda. Ele tem baixo tempo de preparação, flexibilidade para acomodar vários satélites, viabilidade de lançamento rápido e requisitos mínimos de infraestrutura de lançamento”, disse a ISRO. A estréia do SSLV foi adiada por alguns anos devido à pandemia. Especialistas acreditavam que isso poderia prejudicar as perspectivas econômicas da agência no mercado espacial global, já que o novo veículo lançador foi projetado tendo em mente lançamentos comerciais de pequenos satélites com um tempo de retorno rápido para as missões. Colocar os dois satélites em órbita é uma demonstração indiana de força, como o desfile militar no Dia da República. A intenção é mostrar a presteza de lançamento sob demanda (launch on demand, ou LOD) da ISRO. A LOD é a competência para colocar satélites em órbita sob rápida encomenda. Até agora, o foguete PSLV vinha colocando satélites em órbitas, incluindo órbita baixa, de forma eficiente; 53 de seus 55 lançamentos foram bem sucedidos. O problema é que o processo de lançamento é demorado, uma desvantagem em um momento em que o mercado de pequenos satélites está crescendo. O PSLV, que lançou a primeira missão lunar indiana Chandrayan-1 em 2008 e a Mars Orbiter Mission em 2013, agora será reservado para projetos nacionais maiores.

Transmissão no Canal do Homem do Espaço
Resumo do lançamento
Perfil de lançamento do SSLV-D1

Satélite EOS-2

Satélite de observação da Terra EOS-2

O novo satélite de observação da Terra indiano EOS-2 terá aplicações em mapeamento e desenvolvimento de vários aplicativos GIS. Ele levará uma câmera infravermelha de comprimento de onda médio e outra câmera infravermelha de comprimento de onda longo, com resolução de 6 metros. O satélite, pesando 145 kg, terá vida operacional de dez meses, colocado em uma órbita de cerca de 350 km, e é um “microsat”, oferecendo sensoriamento remoto óptico avançado. Satélites em órbita terrestre baixa como o EOS-2 são ideais para imagens e comunicação. Por estar mais perto da Terra, os satélites de imagem podem capturar imagens melhores e mais detalhadas Os serviços de voz e dados por satélite também podem ser úteis durante emergências como enchentes e outros desastres naturais. Sua construção é de favo-de-mel de alumínio formando uma caixa não-selada de 55,2 cm x 60 cm x 60 cm que foi projetada e qualificada para a massa total da espaçonave de 145 kg. Os subsistemas Mainframe/Bus são cargas úteis independentes integradas. Todos os elementos de carga útil são acomodados no convés superior. Os dois painéis solares que geram 350 W de potência são os únicos apêndices extensiveis. A plataforma é altamente ágil com manobrabilidade de 3,5°/s e precisão de apontamento de 0,1″. A taxa de transmissão de dados de carga útil é de 32 Mbps na banda X.

Cubesat AzaadiSat

O AzaadiSat desenvolvido por meninas, estudantes de todo o país coordenadas pela SpaceKidz India
AzaadiSat

Já o AzaadiSat foi desenvolvido por meninas estudantes rurais de todo o país coordenadas pela SpaceKidz India, uma start-up espacial tem objetivos educacionais. Ele carrega setenta e cinco cargas úteis diferentes, cada uma pesando cerca de 50 gramas e realizando experimentos ‘femto’, ou de tamanho diminuto. Alunas de regiões rurais de todo o país receberam as orientação para construir os experimentos, que foram integrados por elas. Rifath Sharook, diretor de tecnologia da Space Kidz India, twittou em 8 de julho que o AzaadiSAT era uma missão especial na qual a organização selecionou 750 alunas de setenta e cinco escolas governamentais de todos os estados indianos e forneceu treinamento para construir as 75 cargas experimentais.

Arranjo dos satélites no estágio superior VTM – Módulo de ajuste de velocidade

As cargas úteis incluem um transponder UHF-VHF trabalhando em radiofrequência amadora para permitir a transmissão de voz e dados para radiooperadores amadores, um contador de radiação baseado em diodo PIN de estado sólido para medir a radiação ionizante em sua órbita, um transponder de longo alcance e uma câmera ‘selfie’. O sistema terrestre desenvolvido pela Space Kidz India será utilizado para receber os dados do satélite.

Um novo foguete para um mercado em crescimento

O lançador tem 2 metros de diâmetro básico e 34 metros de comprimento, massa de decolagem de 120 toneladas, com três estágios de propulsão de combustivel sólido e um módulo de propelente líquido como estágio de impulsão final

“O lançamento do SSLV estava muito atrasado. Isso mudará o fardo dos lançamentos comerciais indianos dos foguetes PSLV e oferecerá lançamento rápido e barato para pequenos satélites. A ISRO tem os meios para fazer isso, especialmente agora que as startups espaciais estão sendo incentivadas”, disse Ajey Lele, membro sênior do Instituto Manohar Parrikar de Estudos e Análises de Defesa.

“O SSLV é um veículo pronto para transferência com sistemas modulares e unificados e com interfaces padrão para produção industrial de ponta a ponta”, disse um funcionário da ISRO. Os principais recursos do SSLV incluem um segmento de motor de ‘booster’ com uma configuração de junta aberta para minimizar a montagem e o prazo de integração. Ele também possui uma configuração unificada entre estágios para permitir integração e lançamento rápidos, e um sistema de aviônicos miniaturizado de baixo custo com componentes comerciais industriais prontos para uso. O SSLV também possui acomodação multissatélite com um deck com varios adaptadores-ejetores e um sistema de controle digital com atuadores eletromecânicos totalmente indianos. Ao contrário do PSLV, o SSLV usa somente combustível sólido – polibutadieno terminado em hidroxila – para disparar os três estágios que leva as cargas úteis à altitude desejada. O Velocity Trimming Module (VTM) de propulsão líquida insere o satélite em órbita. De acordo com funcionários da ISRO, o SSLV tem um tempo de resposta baixo e pode ser montado em quinze dias, permitindo que a agência espacial forneça serviço de lançamento sob demanda no setor de cargas de órbita terrestre baixa, em rápido crescimento.

Compatração entre o novo SSLV e o consagrado PSLV

O que o design SSLV significa para a indústria privada: O foguete foi projetado de forma a facilitar a participação de pequenos players da indústria em sua construção, ao contrário de foguetes mais avançados, como o PSLV ou os GSLV Mk2 ou Mk3. “Faremos apenas dois ou três lançamentos e depois planejamos transferir a tecnologia para players privados”, disse o diretor do VSSC. “Desenvolvemos um design tão simples e amigável que até mesmo pequenas empresaas do setor podem fazer parte de sua construção”, acrescentou. Ele estava se referindo a fabricantes de hardware que podem fornecer a caixa metálica para os foguetes ou as que projetam os circuitos elétricos ou desenvolvem processadores para operações críticas dentro do veículo lançador. O projeto de veículos de lançamento mais avançados, como PSLV e GSLV, exige processos de fabricação de alta habilidade que apenas grandes empresas como a Hindustan Aeronautics Limited podem adotar.

Detalhes dos foguetes

O novo foguete colocará em órbita os dois satélites no final de um voo de 13,2 minutos. O SSLV tem 34 metros de altura. com um diâmetro de dois metros e uma massa de decolagem de 120 toneladas, sendo 10 metros mais curto que o foguete Polar Satellite Launch Vehicle PSLV tambem da ISRO e pode colocar cargas úteis de até 500 kg em uma órbita de 500 km. Já o PSLV tem 44 metros de altura, 2,8 metros de diâmetro e uma massa de decolagem de 320 toneladas e tem capacidade para colocar em órbita cargas úteis de até 1.800 kg. O PSLV é o cavalo de batalha da Índia e realizou com sucesso mais de cinquenta missões, lançando não apenas satélites domésticos, mas também satélites de clientes em órbita baixa, a chamada Low Earth Orbit (LEO). O foguete recém-desenvolvido foi configurado com os três estágios de propelentes sólidos de 87 t, 7,7 t e 4,5 t respectivamente, contra o PSLV, que é um veículo de quatro estágios que gera 4.800 kN de empuxo no primeiro estágio, 799 kN no segundo, 240 kN no terceiro e 15 kN no quarto. Enquanto o PSLV domina o SSLV nos segmentos de carga mais pesada, o novo foguete ganha quando se trata de tempo de preparação (ou “resposta”). O tempo de resposta significa preparar um foguete para o próximo lançamento e o SSLV pode ser preparado e transferido para a plataforma de disparo em pouco mais de 72 horas, contra os dois meses necessários para preparar um PSLV. O SSLV supera também o foguete Falcon-9 da SpaceX, que leva 21 dias de tempo de resposta.
A consultoria de negócios americana Frost and Sullivan estimou que o mercado de serviços de lançamento de pequenos satélites ultrapassará a marca de 69 bilhões de dólares até 2030. O tempo de montar um foguete, instalar as conexões elétricas e fazer seu transporte antes do lançamento geralmente é de pelo menos um mês. Um lançamento do SSLV pode ser feito em três dias”, disse S. Unnikrishnan Nair, diretor do Centro Espacial Vikram Sarabhai (VSSC). Foguetes de propelente líquido, diferentemente dos veículos que utilizam combustível sólido, requerem conhecimentos e equipamentos mais especializados. Todos os três principais estágios propulsores do SSLV são baseados em combustível sólido que, ao contrário dos líquidos, podem ser armazenados facilmente e, portanto, são fáceis de gerenciar e integrar.

Seção do primeiro estágio sendo transportada para a seção de montagem

A Índia tem ainda o GSLV-MK3, ou LVM3, que é o foguete mais pesado construído por sua agência espacial, e que pode transportar até 4 toneladas de carga em órbita geoestacionária ou 10 toneladas em órbita baixa.

Empilhamento dos segmentos dos estágios de propelente sólido do foguete

Concebido principalmente como um veículo comercial, o SSLV provavelmente custará um quarto do PSLV atual. Também pode ser montado por uma equipe de seis pessoas em sete dias, em comparação com a equipe de 600 pessoas que leva alguns meses para montar um PSLV. A ISRO alocou Rs 169 crores para o projeto, que deve cobrir o desenho e qualificação dos sistemas e a demonstração de voo por meio de três voos de desenvolvimento, os do SSLV-D1 atual e dos SSLV-D2 e SSLV-D3.

O lançamento da missão SSLV-D1/EOS-02 é significativo, uma vez que a Índia havia marcado para comemorar o 75º Dia da Independência com o primeiro voo espacial tripulado, conforme o prazo estabelecido pelo primeiro-ministro Narendra Modi em seu discurso das muralhas do Forte Vermelho no dia da independência de 2018. O trabalho na missão Gaganyaan, primeiro voo tripulado do país ao espaço, foi adiado devido à pandemia, com o primeiro teste de aborto previsto para o final deste ano – para demonstrar o sistema de escape da tripulação a ser usado em caso de emergência em pleno voo.

Foguete separado nos componentes principais

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China lança espaçoplano reutilizável pela segunda vez

“Chongfu Shiyong Shiyan Hangtian Qi” deve fazer voo de teste

O CSSHQ deve ter dimensões similares ao do X-37B americano
Foguete CZ-2F/T em foto atribuída ao lançamento do espaçoplano de teste

A China lançou com sucesso na quinta-feira, 4 de agosto de 2022, pela segunda vez sua espaçonave experimental reutilizável usando um foguete Longa Marcha-2F/T número 2F-T4. O segundo voo do Chongfu Shiyong Shiyan Hangtian Qi, (重复使用试验航天器, CSSHQ ou ‘Veículo Espacial de Teste Reutilizável’) foi lançado por volta de 16:03 UTC (13:03 de Brasília) da plataforma 43/91 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste do país. O espaçoplano entrou em uma órbita de 346 x 593 km, inclinada em 49,99 graus. A espaçonave de teste permanecerá em órbita por um período de tempo não anunciado antes de retornar ao seu local de pouso programado na China. Durante este período, como planejado, serão testadas tecnologias para veículos reutilizáveis ​​e voos orbitais, “a fim de criar uma base técnica para a exploração pacífica do espaço” , disse a mídia oficial chinesa. Este foi o 18º lançamento de um veículo lançador Longa Marcha 2F.

Concepção artística chinesa do espaçoplano em órbita

Como parte deste lançamento foram catalogados inicialmente três objetos em órbita: 2022-093A/53357 e 2022-093B/53358, todos em 346 x 593 km x 49,99 graus. Depois, foi relatado que foram oito os objetos em órbita associados a este lançamento:
2022-093A/53357 em 346 x 593 km x 49,99°
2022-093B/53358 em 350 x 590 km x 49,98°
2022-093C/53359 em 335 x 671 km x 50,30°
2022-093D/53360 em 340 x 690 km x 50,33°
2022-093E/53361 em 345 x 827 km x 49,75°
2022-093F/53362 em 346 x 846 km x 49,80°
2022-093G/53363 em 317 x 619 km x 50,02°
2022-093H/53364 em 490 x 644 km x 50,03°

Concepção artística da nave em órbita

Os militares estão ocupados com o uso de aviões aeroespaciais como armas espaciais. Neste aspecto, a China oficialmente anuncia que “… não é a primeira a fazer esse tipo de transformação, mas nunca desistirá dos preparativos a esse respeito e esperará que os Estados Unidos desenvolvam uma versão armada do avião aeroespacial primeiro.” No entanto, o X37B americano não tem capacidade armada e só pode ser usado como satélite espião ou plataforma de testes, e ainda está longe de ser um bombardeiro aeroespacial ou um caça aeroespacial. E se a China insistir no desenvolvimento de naves aeroespaciais e realizar voos tripulados, os paçoplanos terão uma capacidade de montagem e espaço de carga relativamente grandes, e será bastante fácil montar temporariamente ogivas nucleares ou mísseis interceptores antimísseis.

Foguete Longa Marcha 2F/T

Quanto à exata forma da CSSHQ, embora não haja notícias oficiais, a julgar pela mídia , não há fotos, existem apenas algumas descrições vagas da espaçonave. De acordo com a tradição chinesa de “menos palavras, coisas maiores”, este não é um veículo espacial comum. A China lançou há algum tempo uma nova geração de espaçonaves tripuladas, a XZF, e fez relatórios vigorosos, com fotos divulgadas livremente. Em outras palavras, a espaçonave reutilizável lançada desta vez é de grande importância e a missão é secreta, então a publicidade foi “conservadora”.

Aeronave de teste Shenlong montada num bombardeiro H-6

De acordo com o exposto, a “nave espacial reutilizável” recém lançada deve ser muito maior do que a nave espacial tripulada Shenzhou, talvez equivalente ou ligeiramente maior que o orbitador americano X-37B. Na aparência, deve ser equivalente ao modelo de aeronave aeroespacial Shenlong montado num bombardeiro H-6 que foi divulgada em 2007.

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China lançou mais três satélites

TECIS, HEDE-2G e Minxing Shaonyian foram orbitados por um Longa Marcha 4B como novo sistema elétrico

Decolagem do CZ-4B da plataforma de Taiyuan

Às 11:08 (03:08 UTC, 00:08 Brasilia) de 4 de agosto de 2022, o foguete Longa Marcha 4B Y-40 foi lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan e, em seguida, colocou com sucesso o satélite de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre TECIS, também chamado Joumang, e dois pequenos satélites para a órbita predeterminada. A missão de lançamento foi confirmada como um sucesso completo. O TECIS (Terrestrial Ecosystem Carbon Inventory Satellite, ou Lùdì Shēngtài Xìtǒng Tàn Jiāncè Wèixīng em Chinês) foi acompanhado por dois pequenos satélites secundários, o HEDE-2G e o microssatélite “Minhang Juvenil” Mǐnxíng Shàonián, todos em órbita sincronizada com o Sol com 503 km de altitude e inclinada em 97,4 graus. O foguete decolou da plataforma LC9 do centro de lançamento.

Resumo do lançamento

Satélite TECIS “Joumang”

TECIS – Terrestrial Ecosystem Carbon Inventory Satellite – Satélite de Monitoramento de Carbono do Ecossistema Terrestre

O satélite TECIS ou Jumang, é um aparelho de pesquisa científica no plano de desenvolvimento de médio e longo prazo da infra-estrutura espacial civil nacional, operando em órbita síncrona solar com altitude de 506 quilômetros e inclinação de 97,4 graus. Seu nome “Jumang” foi escolhido num concurso entre internautas chineses. “O mítico deus da madeira e da primavera irá, nos próximos dias, estudar as águas lúcidas e as montanhas exuberantes da pátria, e contribuir para a realização do objetivo de atingir o “pico de carbono e neutralidade de carbono”- anunciou a mídia oficial da China. Seus instrumentos farão a medição da biomassa da vegetação, aerossóis atmosféricos, fluorescência da clorofila da vegetação e outros elementos, que serão utilizados no monitoramento de carbono do ecossistema terrestre, levantamento de recursos, monitoramento e avaliação nacional de engenharia ecológica . O satélite vai estudar pontos de controle de elevação, monitoramento e avaliação de desastres e monitoramento de sensoriamento remoto de condições agrícolas, e melhorarão significativamente o nível quantitativo de sensoriamento remoto.

O satélite é equipado com um LIDaR multi-feixe, uma camera multiespectral direcional, uma camera (imageador multi-ângulo) de polarização direta e um espectrometro de fluorescencia hiperespectral para monitoramento de clorofila (SIF Imaging Spectrometer, SIFIS). O TECIS Joumang foi desenvolvido pelo Quinto Instituto de Pesquisa da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China. Por meio de métodos abrangentes de sensoriamento remoto, como LIDaR a laser, multiângulo, multiespectral, hiperespectral e polarização, ele pode detectar biomassa e produtividade da vegetação , e monitorar a distribuição de aerossóis atmosféricos. Segundo a mídia oficial chinesa “… ao mesmo tempo, pode atender às necessidades de levantamento e mapeamento geográfico, avaliação de desastres, sensoriamento remoto de condições agrícolas, etc.; e atender usuários em silvicultura, proteção ambiental, levantamento e mapeamento, meteorologia, agricultura, redução de desastres e outras indústrias, o que melhorará significativamente o nível quantitativo de sensoriamento remoto terrestre na China”.

O imageador de polarização multi-ângulo pode obter produtos de dados de sensoriamento remoto de parâmetros ópticos e físicos de aerossóis e nuvens atmosféricos globais, incluindo profundidade óptica de aerossol, distribuição de tamanho de partícula, índice de refração, albedo de espalhamento único, forma de partícula, etc., bem como nuvem distribuição de tamanho de partícula, estado de fase de nuvem, espessura óptica de nuvem, etc., pode obter correção atmosférica de alta precisão de outras cargas ópticas na mesma plataforma de satélite e pode fornecer dados de observação de parâmetros atmosféricos necessários para o estudo de efeitos de radiação de força de aerossol para apoiar pesquisa sobre mudanças climáticas globais. O aparelho tem também a “função de julgamento de nuvem em órbita” com base na otimização dos indicadores de produtos semelhantes anteriores. O software é carregado na caixa de processamento de informações e fornecerá dados de julgamento de nuvens a serem enviados ao subsistema de gerenciamento de dados de satélite, como base para controlar a ativação e desativação de cargas ópticas, como lidar. Como o tempo de vida do lidar está relacionado ao número de operações, a tecnologia pode reduzir a quantidade de dados contaminados por nuvens e estender o tempo de vida do aparelho de LIDaR em órbita.

imageador de polarização multi-ângulo

O LIDaR (LIght ou Laser Detection and Ranging – detector de alcance por luz ou laser) vai estudar principalmente a região chinesa de Hainan. O Parque Nacional da Floresta Tropical de Hainan preserva uma das poucas florestas tropicais da China. A aquisição sistemática de dados desta floresta tropical é um pré-requisito para a gestão dos parques nacionais , e também é parte importante dos métodos de produção para o estabelecimento de satélites de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre para os principais tipos de floresta do país. De 20 de março de 2020 a 10 de julho de 2021, com a ajuda da plataforma aérea nacional de pesquisa de recursos florestais foram estudados mais de 6.000 km2 , com radar de laser de feixe estreito, luz visível e imagens de infravermelho próximo, provendo dados brutos e produtos de imagem superespectral por aviões, com 170 etapas de pesquisa florestal, 183 pontos de controle e 17 superfícies de inspeção.

A precisão do aparelho na precisão do plano e da elevação de feixe amplo é melhor do que 1 metro e 0,15m, respectivamente; a precisão do plano e da elevação do LIDAR de feixe estreito é melhor do que 0,5 m e 0,08 m, respectivamente; o modelo de terreno digital ( DEM) precisão de elevação e precisão de altura do modelo de altura do dossel (CHM) atinge 0,15 m e 91,8%, respectivamente; a precisão do plano de ortofoto digital (DOM) de 0,2 m é melhor que 0,5m; a resolução espectral de imagens hiperespectrais é de 0,24 nm, e a resolução é 1 ~ 2 metros. Por meio do experimento, espera-se prover dados de alta qualidade para o desenvolvimento de produtos florestais por satélite de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre e o gerenciamento do Parque Nacional de Hainan. O instrumento tem cinco lasers, com comprimento de onda de 1064 nm, diâmetro da pegada no solo de 25 metros, frequência de transmissão de 40 Hz, uma precisão de alcance menor que 0,3 metro, uma precisão de posicionamento menor que 10 metros (alvo), com intervalo de amostragem de eco de 1 nanossegundos e uma largura do pulso de laser de 4 ns. O aparelho foi requisitado pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China atendendo ao Projeto Nacional de Gestão da Indústria de Administração Florestal e de Pastagens; ao Projeto de Integração e Aquisição de Equipamentos de Estação Experimental do Satélite de Carbono da Administração Nacional de Florestas e Pastagens; e ao Projeto de Construção de Sistema Aerotransportado de Monitoramento de Recursos Florestais.

A fluorescência de clorofila induzida pelo sol baseada no espaço, a ser pesquisada pelo instrumento SIFIS, é um bom meio para monitorar a fotossíntese terrestre e pode ser estudada por observações hiperespectrais baseadas em satélite usando algoritmos orientados por dados. A precisão de observações é relativamente alta para uma janela de ajuste ampla; o erro quadrático médio (RMSE) do equipamento é menor que 0,7 mW m-2 sr-1 nm-1 758 nm e 682-691 nm. De acordo com a especificação do SIFIS no TECIS-1, a janela adequada é 735-758 nm.

Satélite HEDE-2G

Outro satélite a bordo, o HEDE-2G, é o quarto veículo teste da Constelação de Comunicações da China e entrou com sucesso no órbita pré-determinada. Depois que foi colocado em órbita, ele realizou principalmente o teste de função e desempenho da carga útil VDES (VHF Data Exchange System, sistema de troca de dados de alta frequência) e carga útil de sensoriamento remoto, e testou um protocolo de Internet das Coisas com os outros sete satélites já em órbita do sistema de comunicação Hede Aerospace System, para verificação. O Hede-2 G é o terceiro satélite de teste VDES desenvolvido em conjunto pelo China Communications Information Center e Beijing Hede Aerospace Technology Co., Ltd. A massa do HEDE-2G é de cerca de 40kg. O serviço de comunicação bidirecional de dados de banda estreita entre navio, terra e navio e satélite e navio desempenhará um papel importante na futura emergência hídrica, supervisão de segurança e manutenção da soberania. “A estratégia chinesa de se tornar um país forte em transporte e poder marítimo, bem como a segurança da informação nacional, oferece garantias importantes” – comentou a mídia oficial.

Satélite Minxing Shaonian

Mǐnxíng Shàonián

A bordo do foguete deverá estar também o satélite tecnológico educacional Mǐnxíng Shàonián Xīng’líng Tàn Xiǎo Xiānfēng (Pequeno Satélite “Pioneiro” de ‘Zero-Carbono’). Os alunos de Minhang coletarão dados transmitidos do espaço através deste satélite e realizarão sistematicamente simulações de medição e controle, exercícios de telemetria, aplicativos de satélite, etc.

Foguete CZ-4B testou sistema de monitoramento

Nesta missão, o foguete Longa Marcha 4B (CZ-4B) estava equipado com uma unidade de controle de diagnóstico de voo. Esta é a primeira verificação da plataforma de diagnóstico e recuperação de falhas no circuito elétrico do foguete. Após a verificação estar totalmente madura, o sistema será instalado como padrão para melhorar a recuperação ativa de falha do sistema de energia do veículo lançador para melhorar a confiabilidade do foguete.

O transportador Longa Marcha 4B foi desenvolvido pela Oitava Academia de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. O CZ-4B é um foguete de 44,1 metros de altura e 3,35 metros de diâmetro, com três estágios, todos usando propelentes hipergólicos N2O4 e UDMH. O primeiro estágio é movido por quatro motores YF-21C, gerando 2.961,6 kilonewtons de empuxo. O segundo estágio está equipado com um único motor YF-24C com empuxo de 742,04 kN. O terceiro estágio é equipado com dois motores YF-40 com 100,85 kN de empuxo. O CZ-4B é capaz de colocar até 4.200 kg para uma órbita baixa, 2.800 kg para uma órbita polar sincronizada com o Sol ou 1.500 kg para uma órbita de transferência geoestacionária.

Este lançamento foi o 430º da série de veículos lançadores chamados Longa Marcha. Desde o voo inaugural bem-sucedido do foguete Longa Marcha 5B em 5 de maio de 2020, a série Longa Marcha realizou com sucesso 100 missões de lançamento espacial em mais de 800 dias.

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Sonda sul-coreana já segue para a Lua

Foguete da SpaceX lançou a KPLO para órbita lunar

Foguete Falcon 9 B1052.6 decola de Cabo Canaveral
KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’

A Coreia do Sul juntou-se clube de exploradores lunares na quinta-feira, 4 de agosto de 2022, com o lançamento de um orbitador lunar que explorará futuros pontos de pouso. A sonda KPLO, ou Danuri, lançada pela SpaceX do Space Launch Complex 40 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, já está percorrendo uma trajetória Terra-Lua indireta para economizar propelente e chegará ao alvo em dezembro. O foguete Falcon 9 v1.2 FT Block 5 número B1052.6 decolou às 19:08 ET (23:08 UTC, 20:08 Brasilia). Foi a segunda tentativa da Coreia do Sul no espaço em seis semanas. Se for bem-sucedida, a nave se juntará às dos EUA e da Índia que já operam ao redor da Lua e a um rover chinês explorando o lado oculto do satélite natural terrestre. Índia, Rússia e Japão têm novas missões lunares programadas para o final deste ano ou no próximo, assim como uma série de empresas privadas americanas e em outros países. O foguete ‘core’ de primeiro estágio pousou a 640km do local de lançamento na balsa-drone Just Read The Instructions. A posição estimada de recuperação das conchas da carenagem de cabeça do foguete foi estimada em 730 km de distância da Flórida.

Sonda se separa do adaptador de lançamento do segundo estágio do foguete

O segundo estágio do foguete fez várias ignições para colocar a sonda numa trajetória de apogeu e perigeu iniciais de 250 km, inclinada em 28.5 graus. Depois, a trajetória mudará para perigeu de 1.687.814 km e apogeu de 1.687.813,9 km.

A Danuri – expressão coreana para “Explorador da Lua”, ou KPLO – Korean Pathfinder Lunar Orbiter – está carregando seis instrumentos científicos, incluindo uma câmera da NASA. Ela foi projetada para estudar as crateras cheias de gelo e permanentemente sombreadas nos pólos lunares. A NASA favorece o pólo sul lunar para futuros postos avançados de astronautas devido à evidência de água congelada. A Coreia do Sul planeja pousar sua própria espaçonave na Lua – uma sonda robótica – até 2030 ou depois.

A KPLO é a primeira missão lunar desenvolvida e gerenciada pelo Korean Aerospace Research Institute, e será uma missão conjunta com a NASA. O orbitador em forma de cubo circulará a Lua por cerca de um ano. Durante esse período, realizará seis experimentos: cinco de universidades e institutos de pesquisa coreanos e um dos EUA, afirmou a agência espacial sul-coreana.

Resumo do lançamento

Os experimentos a bordo são:

  • Medição de raios gama vindos da superfície lunar.
  • Internet espacial : Demonstrar uma rede tolerante a interrupções, ou “internet espacial”.
  • Medição o campo magnético lunar .
  • Lunar Terrain Imager : Uma câmera de alta resolução que tirará fotos de possíveis locais de pouso para futuras missões de exploração lunar.
  • Câmera Polarimétrica Grande Angular : Este experimento estudará a composição da superfície da Lua, exceto as regiões polares e depósitos vulcânicos.
  • ShadowCam : Experimento financiado pela NASA usando uma câmera ultrassensível para tirar fotos das áreas permanentemente sombreadas da Lua para estudar o terreno e procurar evidências de geada e depósitos de gelo.

A missão de US$ 180 milhões – o primeiro passo do país na exploração lunar – apresenta um satélite quadrado, movido a energia solar, projetado para orbitar a 100 quilômetros acima da superfície lunar. Os cientistas esperam coletar dados geológicos e outros por pelo menos um ano dessa órbita polar baixa.

Foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5

Em junho, a Coreia do Sul lançou com sucesso um pacote de satélites em órbita ao redor da Terra pela primeira vez usando seu próprio foguete. A primeira tentativa fracassou no outono passado, com o satélite de teste não conseguindo atingir a órbita. Em maio, o país se juntou a uma coalizão liderada pelos americanos para explorar a Lua com astronautas nos próximos anos e décadas, no qual a NASA está visando o final deste mês para o primeiro lançamento, em seu programa Artemis. O objetivo é enviar uma cápsula não-tripulada ao redor da Lua e voltar para testar os sistemas antes que uma tripulação suba a bordo em dois anos. “… a Danuri é apenas o começo”, disse Sang-Ryool Lee, presidente do Korea Aerospace Research Institute, no webcast de lançamento da SpaceX.

A vida útil da missão prevê um ano de operação em uma órbita circular de 100 km acima da superfície lunar, com ângulo de inclinação de 90 graus. A massa total de lançamento da KPLO é de aproximadamente 678 kg, incluindo as seis cargas úteis. A espaçonave tem forma cúbica (dimensões são 1,82 m x 2,14 m x 2,29 m) com dois painéis solares e uma antena parabólica de alto ganho montada em uma lança. As comunicações são via banda S (telemetria e comando) e banda X (downlink de dados de carga útil). A energia (760 W a 28 V) é fornecida através dos painéis solares e baterias recarregáveis. O método inicial de transferência original para alcançar a Lua era usar uma órbita de “loop” de 3,5 fases ao redor da Terra; no entanto, o método WSB/BLT (Weak Stability Boundary/Ballistic Lunar Transfer) foi selecionado posteriormente para economizar delta V, o que acaba por garantir mais combustível. Sabe-se que uma média de cerca de 160 m/s de economia de delta V pode ser alcançada selecionando o método WSB/BLT em comparação com o método convencional de transferência, e a KPLO realmente economizará cerca de 165 m/s de delta V .

Transmissão no canal do Homem do Espaço

Com um investimento de 237 bilhões de won (moeda da Coreia do Sul e equivalente a US$ 180 milhões) e desenvolvida ao longo de seis anos, a KPLO traz entusiasmo aos pesquisadores e cientistas, pois a sonda tem como objetivo revelar aspectos cruciais da Lua, incluindo antigo magnetismo e poeira espalhada por sua superfície. Os pesquisadores esperam que a sonda lance luz sobre fontes de água escondidas junto com gelo perto dos pólos, especialmente nas áreas que permanecem frias e escuras permanentemente.

Com o método WSB/BLT, o período de lançamento da linha de base para a KPLO era de aproximadamente 40 dias (do final de julho ao início de setembro de 2022). Após vários meses de transferência, a nave chegará à Lua em meados de dezembro de 2022 e iniciará a fase de Aquisição da Órbita Lunar (LOA). Durante a fase LOA, que deve durar aproximadamente 15 dias, a KPLO realizará um total de cinco queimas de Inserção de Órbita Lunar (LOI) para atingir sua órbita-alvo final. Imediatamente após a fase de LOA, a fase de comissionamento será iniciada por um período de aproximadamente um mês. Durante a fase de comissionamento, não apenas o chassi da KPLO, mas também todos os instrumentos a bordo serão calibrados e validados para conduzir a próxima missão nominal de um ano ao redor da Lua.

Trajetória da KPLO desde a saída da Terra e a chegada no espaço circunlunar

Para ser inserida em órbita lunar (lunar orbit acquisition, LOA), a espaçonave foi projetada com quatro motores de manobra orbital, o Orbit Maneuver Thruster (OMT), com aproximadamente 31,8 Newtons de empuxo com 227 s de Isp (impulso específico) para execução de grandes queimas, e oito motores de controle de atitude, o Attitude Control Thruster (ACT ) com aproximadamente 3,48 N com 218 s de Isp para execução de pequenas queimas. Todos esses mecanismos serão agrupados para execuções de gravação. Quatro motores OMT serão agrupados para serem usados para o propulsor principal definido para grandes queimas durante a fase de transferência e LOA, ou seja, lunar orbit insertion ou LOIs, bem como Manobras de Correção de Trajetória (TCMs) de grande porte que exigem mais de 10 m/s de deltaVs. Para pequenas queimas, como para TCMs com menos de 10 m/s, despejo de impulso e manutenção de órbita durante a fase de missão nominal, oito motores ACT individuais serão agrupados em conjuntos de dois ACT.

Ambiçoes científicas

Os cientistas espaciais da Coreia do Sul esperam que a missão lunar inaugural do país facilite projetos mais ambiciosos no futuro. Kyeong-ja Kim, o principal investigador de um instrumento da Danuri, o espectrômetro de raios gama e geocientista planetário do Instituto Coreano de Geociência e Recursos Minerais em Daejeon, expressou suas esperanças sobre a missão dizendo: “O sucesso para a Danuri garantirá a futura exploração planetária. Todo mundo está muito feliz e animado.”

Instrumentos científico na sonda espacial

Eunhyeuk Kim, o cientista do projeto para a missão no KARI em Daejeon, disse: “A espaçonave está pronta para ser lançada”. Ao expressar as cautelas da equipe, Kim disse: “Até o momento do lançamento, verificaremos todos os sistemas repetidamente”. Rachel Klima, geóloga planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, e parte da equipe científica da missão, comentou: “É tão interessante ver mais e mais países enviando seus orbitadores e aumentando a compreensão global do que está acontecendo na Lua.” A Danuri terá cinco instrumentos científicos, entre os quais o PolCam, que será a primeira câmera a escanear a superfície lunar usando luz polarizada e registrará como a luz reflete na superfície lunar.

“Isso pode ajudar os pesquisadores a estudar objetos incomuns, como as pequenas e porosas torres de poeira chamadas estruturas de castelos de fadas”, comentou Klima. Outra câmera altamente sensível fornecida pela NASA, a ShadowCam, capturará imagens das regiões permanentemente sombreadas. Essas regiões nunca recebem luz solar.

“Desde logo após a formação da Lua, materiais voláteis, como água de cometas, saltaram de sua superfície e ficam presos nessas regiões muito frias. Temos bilhões de anos de história do Sistema Solar presos nas camadas dessas armadilhas frias. Ao dar aos pesquisadores uma visão do terreno nessas regiões e identificar regiões mais brilhantes que podem ser depósitos de gelo, o ShadowCam poderá informar futuras missões de pouso para estudar essa história”, comentou Klima.

A Danuri também tem um magnetômetro junto com os instrumentos ópticos, e os cientistas acreditam que ele poderá ajudar a revelar os aspectos cruciais do magnetismo da Lua. A superfície da Lua demonstra regiões altamente magnéticas, sugerindo que o núcleo lunar gerou um campo magnético tão forte quanto a Terra através de um processo conhecido como dínamo. Os cientistas continuam intrigados com o fenômeno magnético lunar. O núcleo da Lua é muito menor e proporcionalmente distante da superfície em comparação com a Terra. Então, como o núcleo poderia ter mantido um dínamo tão forte permanece indefinido. A missão sul-coreana pode revelar algo sobre isso, acreditam os especialistas.

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Missão lunar sul-coreana decola hoje

SpaceX lançará a KPLO ‘Danuri’ para órbita lunar

Seção de cabeça e segundo estágio do foguete
KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’

A Coreia do Sul vai fazer sua primeira missão à Lua hoje, 4 de agosto de 2022 para uma órbita de transferência lunar balística. A sonda KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’, que significa Explorador da Lua será lançada do Space Launch Complex 40 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A janela de lançamento instantâneo é às 19:08 ET (23:08 UTC, 20:08 Brasilia), e uma oportunidade reserva está disponível na sexta-feira, 5 de agosto, às 19:00 ET (23:00 UTC). O foguete Falcon 9 lançará a sonda lunar que deve chegar ao seu destino em meados de dezembro e orbitará o satélite natural da Terra por um ano. O foguete a ser usado é o ‘core’ B1052.6, que vai pousar a 640km do local de lançamento na balsa-drone Just Read The Instructions. A posição estimada de recuperação das conchas da carenagem de cabeça do foguete será aproximadamente 730 km de distância. O ‘core’ de primeiro estágio lançou anteriormente os Arabsat-6A, STP-2, COSMO-SkyMed Segunda Geração FM2 e duas missões Starlink.

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min/s: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento de propelente
00:35:00 O abastecimento de RP-1 (querosene de grau de foguete) é regulado
00:35:00 O abastecimento do 1º estágio LOX (oxigênio líquido) começa
00:16:00 O abastecimento da LOX do 2º estágio começa
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo de comando para decolagem as verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

Perfil de lançamento

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados

hh: min/s: Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:31 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:34 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:42 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
00:03:15 Liberação de carenagem
00:06:49 Começa a queima de entrada do 1º estágio
00:07:19 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:07:58 Começa a queima de pouso do 1º estágio
00:08:33 Corte dos motores do 2º estágio (SECO)
00:09:01 Pouso do core de primeiro estágio
00:34:15 Reinício dos motores do 2º estágio (SES-2)
00:35:15 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
00:40:16 Liberação do KPLO

Resumo do lançamento
Foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5

A vida útil da missão prevê um ano de operação em uma órbita circular de 100 km acima da superfície lunar, com ângulo de inclinação de 90 graus. Espera-se que a massa total de lançamento da KPLO seja de aproximadamente 678 kg, incluindo as seis cargas úteis. A espaçonave tem uma forma cúbica (suas dimensões são 1,82 m x 2,14 m x 2,29 m) com dois painéis solares e uma antena parabólica montada em uma lança. As comunicações são via banda S (telemetria e comando) e banda X (downlink de dados de carga útil). A energia (760 W a 28 V) é fornecida através dos painéis solares e baterias recarregáveis. O método inicial de transferência original para alcançar a Lua era usar uma órbita de “loop” de 3,5 fases ao redor da Terra; no entanto, o método WSB/BLT (Weak Stability Boundary/Ballistic Lunar Transfer) foi selecionado posteriormente para economizar delta V, o que acaba por garantir mais combustível. Sabe-se que uma média de cerca de 160 m/s de economia de delta V pode ser alcançada selecionando o método WSB/BLT em comparação com o método convencional de transferência, e a KPLO realmente economizará cerca de 165 m/s de delta V .

A sonda sul-coreana estava sendo preparada para lançamento marcado inicialmente para 2 de agosto, mas a SpaceX adiou por dois dias para “fazer checagens extras no foguete”. Uma hora após o lançamento da espaçonave de quase meia tonelada, ela se desprenderá do foguete e, dali em diante, o KARI (Korea Aerospace Research Institute) assumirá o controle.

Transmissão no canal do Homem do Espaço

Com um investimento de 237 bilhões de won (moeda da Coreia do Sul e equivalente a US$ 180 milhões) e desenvolvida ao longo de seis anos, a KPLO traz entusiasmo aos pesquisadores e cientistas, pois a sonda tem como objetivo revelar aspectos cruciais da Lua, incluindo antigo magnetismo e poeira espalhada por sua superfície. Os pesquisadores esperam que a sonda lance luz sobre fontes de água escondidas junto com gelo perto dos pólos, especialmente nas áreas que permanecem frias e escuras permanentemente.

Com o método WSB/BLT, o período de lançamento da linha de base para a KPLO era de aproximadamente 40 dias (do final de julho ao início de setembro de 2022). Após vários meses de transferência, a nave chegará à Lua em meados de dezembro de 2022 e iniciará a fase de Aquisição da Órbita Lunar (LOA). Durante a fase LOA, que deve durar aproximadamente 15 dias, a KPLO realizará um total de cinco queimas de Inserção de Órbita Lunar (LOI) para atingir sua órbita-alvo final. Imediatamente após a fase de LOA, a fase de comissionamento será iniciada por um período de aproximadamente um mês. Durante a fase de comissionamento, não apenas o chassi da KPLO, mas também todos os instrumentos a bordo serão calibrados e validados para conduzir a próxima missão nominal de um ano ao redor da Lua.

Para ser inserida em órbita lunar (lunar orbit acquisition, LOA), a espaçonave foi projetada com quatro motores de manobra orbital, o Orbit Maneuver Thruster (OMT), com aproximadamente 31,8 Newtons de empuxo com 227 s de Isp (impulso específico) para execução de grandes queimas, e oito motores de controle de atitude, o Attitude Control Thruster (ACT ) com aproximadamente 3,48 N com 218 s de Isp para execução de pequenas queimas. Todos esses mecanismos serão agrupados para execuções de gravação. Quatro motores OMT serão agrupados para serem usados para o propulsor principal definido para grandes queimas durante a fase de transferência e LOA, ou seja, lunar orbit insertion ou LOIs, bem como Manobras de Correção de Trajetória (TCMs) de grande porte que exigem mais de 10 m/s de deltaVs. Para pequenas queimas, como para TCMs com menos de 10 m/s, despejo de impulso e manutenção de órbita durante a fase de missão nominal, oito motores ACT individuais serão agrupados em conjuntos de dois ACT.

Ambiçoes científicas

Os cientistas espaciais da Coreia do Sul esperam que a missão lunar inaugural do país facilite projetos mais ambiciosos no futuro. Kyeong-ja Kim, o principal investigador de um instrumento da Danuri, o espectrômetro de raios gama e geocientista planetário do Instituto Coreano de Geociência e Recursos Minerais em Daejeon, expressou suas esperanças sobre a missão dizendo: “O sucesso para a Danuri garantirá a futura exploração planetária. Todo mundo está muito feliz e animado.”

Instrumentos científico na sonda espacial

Eunhyeuk Kim, o cientista do projeto para a missão no KARI em Daejeon, disse: “A espaçonave está pronta para ser lançada”. Ao expressar as cautelas da equipe, Kim disse: “Até o momento do lançamento, verificaremos todos os sistemas repetidamente”. Rachel Klima, geóloga planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, e parte da equipe científica da missão, comentou: “É tão interessante ver mais e mais países enviando seus orbitadores e aumentando a compreensão global do que está acontecendo na Lua.” A Danuri terá cinco instrumentos científicos, entre os quais o PolCam, que será a primeira câmera a escanear a superfície lunar usando luz polarizada e registrará como a luz reflete na superfície lunar.

“Isso pode ajudar os pesquisadores a estudar objetos incomuns, como as pequenas e porosas torres de poeira chamadas estruturas de castelos de fadas”, comentou Klima. Outra câmera altamente sensível fornecida pela NASA, a ShadowCam, capturará imagens das regiões permanentemente sombreadas. Essas regiões nunca recebem luz solar.

“Desde logo após a formação da Lua, materiais voláteis, como água de cometas, saltaram de sua superfície e ficam presos nessas regiões muito frias. Temos bilhões de anos de história do Sistema Solar presos nas camadas dessas armadilhas frias. Ao dar aos pesquisadores uma visão do terreno nessas regiões e identificar regiões mais brilhantes que podem ser depósitos de gelo, o ShadowCam poderá informar futuras missões de pouso para estudar essa história”, comentou Klima.

A Danuri também terá um magnetômetro junto com os instrumentos ópticos, e os cientistas acreditam que ele poderá ajudar a revelar os aspectos cruciais do magnetismo da Lua. A superfície da Lua demonstra regiões altamente magnéticas, sugerindo que o núcleo lunar gerou um campo magnético tão forte quanto a Terra através de um processo conhecido como dínamo. Os cientistas continuam intrigados com o fenômeno magnético lunar. O núcleo da Lua é muito menor e proporcionalmente distante da superfície em comparação com a Terra. Então, como o núcleo poderia ter mantido um dínamo tão forte permanece indefinido. A missão sul-coreana pode revelar algo sobre isso, acreditam os especialistas.

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Lançados mais seis turistas ao espaço pela Blue Origin

Missão NS-22 levou 1º português e 1ª egípicia em voo suborbital

Decolagem

A Blue Origin fez seu sexto voo tripulado, NS-22, decolando do Launch Site One hoje, quinta-feira, 4 de agosto de 2022. Os passageiros que fizeram um voo de 100 km de altitude no foguete New Shepard (módulo de propulsão NS4 e cápsula RSS First Step) foram o cofundador da Dude Perfect Coby Cotton, o empresário português Mário Ferreira, a montanhista anglo-americana Vanessa O’Brien, o empresário de tecnologia Clint Kelly III, a engenheira egípcia Sara Sabry e o executivo de telecomunicações americano Steve Young. Sara se tornou a primeira pessoa do Egito a voar ao espaço; Mário foi o primeiro de Portugal. Vanessa se tornou a primeira mulher a atingir pontos extremos em terra, mar e ar, completando o Explorers’ Extreme Trifecta, num recorde mundial do Guinness. 

Foto oficial dos passageiros do NS-22
A tripulação na NS-22 incluirá Coby Cotton, americano, o português Mário Ferreira, a anglo-americana Vanessa O’Brien, o americano Clint Kelly III, a egípcia Sara Sabry e o executivo Steve Young, dos EUA.

O horário oficial de lançamento a partir do Launch Site One em Corn Ranch, Texas, foi 8:56:07 AM CDT / 13:56:07 UTC (13:56:07 Brasilia). O pouso da cápsula, em paraquedas, ocorreu às 9h06:27 CDT / 14:06:27 UTC (11:06:27 Brasilia), a poucas centenas de metros da plataforma de decolagem. O tempo decorrido da missão foi de 10 min 20 s e a velocidade máxima de subida foi de 3.603 km/h. A cápsula da tripulação atingiu um apogeu de 347.585 pés acima do nível do solo, ou 351.232 pés acima do nível do mar (106 km acima do nível do solo / 107 km acima do nível do mar, mais precisamente 107.055 metros); O módulo de propulsão atingiu um apogeu de 347.219 pés acima do nível do solo, ou 350.866 pés acima do nível do mar (106 km acima do nível do solo / 107 km acima do nível do mar).

Transmissão ao vivo do Homem do Espaço
Resumo da missão
Emblema do NS-22

Cada astronauta levou um cartão postal em nome da fundação Club for the Future, cujo programa Postcards to Space dá a alunos acesso ao espaço nos foguetes da Blue Origin. A missão do clube é inspirar as gerações futuras a seguir carreiras em STEM para o benefício da Terra.  Esta missão foi o sexto voo tripulado do programa New Shepard, o terceiro deste ano e o 22º em sua história. A aterrissagem da RSS First Step marcou o 23º pouso consecutivo bem-sucedido da cápsula da tripulação (em todos os voos do programa, incluindo o teste do sistema de escape de emergência em 2012); Foi oitavo pouso consecutivo deste foguete propulsor Propulsion Module (PM) número NS4.

Aterrissagem no Texas
Perfil de voo

Os passageiros

Passageiros posam para foto antes do voo

Coby Cotton é um dos cinco co-fundadores do canal do YouTube Dude Perfect, o canal de esportes mais inscritos e um dos mais populares do mundo com mais de 57 milhões de seguidores. Ele co-fundou o canal de entretenimento esportivo conhecido por se especializar em truques e vídeos de comédia em 2009 com seus colegas de quarto da faculdade Garrett Hilbert, Tyler Toney, e Cody Jones. O assento de Coby é patrocinado pela MoonDAO, cuja missão é descentralizar o acesso à exploração espacial. Os membros do MoonDAO votaram para que Coby os representasse neste voo. 

Mário Ferreira é um empresário português, investidor e presidente do Grupo Pluris Investments, que inclui mais de 40 empresas entre turismo, mídia (TV e rádio), imobiliário, seguros e energias renováveis. Aventureiro apaixonado, Mário correu o Dakar, o rali de carros mais difícil do mundo, em 2007; correu a Maratona de Londres em 2010, e é mergulhador desde os 20 anos. Em 2003, Mário foi condecorado pelo Presidente de Portugal com o título de “comendador”. 

Vanessa O’Brien é exploradora politicamente correta anglo-americana. Após o NS-22, Vanessa se tornará a primeira mulher a alcançar extremos em terra, mar e ar, completando o Explorers’ Extreme Trifecta, um recorde mundial do Guinness. Vanessa se tornará a primeira mulher a alcançar o pico mais alto da Terra (Mt. Everest), o mais profundo (Challenger Deep) e cruzar a linha de Kármán, a fronteira do espaço internacionalmente reconhecida. Ela é uma defensora das “mudanças climáticas” e da “igualdade e educação das mulheres”, levando a bandeira da ONU “Mulheres ao Cume” do K2. 

Clint Kelly III gerenciou programas de pesquisa e tecnologia focados principalmente em ciência da computação e robótica no governo e na indústria. Em 1984, ele iniciou o projeto Veículo Terrestre Autônomo enquanto estava na Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) e é creditado por iniciar o desenvolvimento da base tecnológica que leva aos carros sem motorista de hoje. Ele e sua esposa fotografaram a vida selvagem em todos os continentes, do Alto Ártico à Antártida, com ênfase em grandes felinos, ursos polares e todas as 21 espécies de pinguins. 

Sara Sabry é engenheira mecânica e biomédica egípcia e fundadora da Deep Space Initiative (DSI), uma organização sem fins lucrativos que visa aumentar a acessibilidade para pesquisas espaciais. Ela se tornou a primeira astronauta simulada do Egito em 2021, depois de completar uma “missão lunar” de duas semanas, simulando as condições extremas que os astronautas experimentam no espaço. Sara obteve seu diploma de bacharel em engenharia mecânica na Universidade Americana do Cairo e mestrado em engenharia biomédica pelo Politecnico di Milano. Atualmente, está cursando um doutorado em ciências aeroespaciais com foco em design de trajes espaciais. Sara é fluente em árabe, francês e inglês e atualmente reside em Berlim. O assento de Sara é patrocinado pela Space for Humanity (S4H), uma organização sem fins lucrativos cuja missão é “expandir o acesso ao espaço para toda a Humanidade”. A S4H também patrocinou o assento da astronauta da missão anterior NS-21, Katya Echazarreta. 

Steve Young é ​ ex-CEO da Young’s Communications LLC (Y-COM), a maior empreiteira de telecomunicações do estado da Flórida sob sua liderança de 1992 a 2021. Um ávido pescador, Steve atua como Governador do Conselho do Eau Gallie Yacht Club e Membro do Comitê da Space Coast Coastal Conservation Association (CCA). Ele também é um grande contribuidor da comunidade através do Trinity Group, sua fundação de doações, e é dono do Pineapples, um restaurante em Melbourne, Flórida. 

Foguete New Shepard na configuração de separação da cápsula do módulo de propulsão

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EUA lançam último satélite militar SBIRS-GEO

Foguete Atlas V colocou o satélite de alerta antecipado em trajetória geostacionária

O Atlas V 421 decolou do Space Launch Complex 41

O foguete Atlas V 421 decolou hoje, 4 de agosto de 2022, do Space Launch Complex 41 (SLC-41) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, na abertura da janela de 40 minutos às 6h29 EDT (10h29 UTC ou 07:29 de Brasilia). O objetivo foi lançar o satelite militar SBIRS-GEO 6 e mais dois satélites acompanhantes. O lançamento teve como alvo uma órbita de transferência geossíncrona com perigeu de 5.218 quilômetros, um apogeu de 35.335 km e inclinação de 17,63 graus. O foguete teve o número de série AV-097 e tinha a configuração “421”, que incorpora uma carenagem de cabeça de quatro metros de diâmetro, um par de propulsores de propelentes sólidos para aumentar o empuxo do primeiro estágio e um estágio superior monomotor Centauro.

O SBIRS GEO 6 é o último satélite da série a ser lançado antes que um sistema de detecção de mísseis de próxima geração comece a ser consituído nos próximos anos. As naves SBIRS GEO 5 e 6 tem um design modernizado baseado no chassi LM 2100M da Lockheed Martin. O GEO 5 foi lançado em maio de 2021, com o lançamento do GEO 6 completando a constelação. Dois satélites adicionais foram planejados, mas cancelados no orçamento de 2019 da Força Aérea para liberar recursos para o programa sucessor, Next-Generation Persistent Overhead Infrared (NG-OPIR). Os projetos DSP, SBIRS e NG-OPIR foram todos transferidos da Força Aérea para a Força Espacial após a formação da Força Espacial em 2019, com o Space Delta 4 responsável pelos projetos.

Este programa começou há mais de onze anos e foi projetado para apoiar e aumentar a constelação mais antiga de 23 satélites do Programa de Apoio à Defesa (DSP). Esses satélites têm uma vida útil de 12 anos. A constelação SBIRS usa sensor infravermelho para detectar e prover avisos de muitos tipos de lançamentos de mísseis e transmitir essas informações ao presidente e aos comandantes militares para poder responder de acordo. No mês passado, a ULA lançou a missão USSF-12, que incluiu o Wide Field of View, que também detecta a atividade de mísseis. Oficiais da Força Espacial disseram em um briefing nesta semana que, com a capacidade crescente dos adversários de desenvolver armas hipersônicas e outras, ter mais maneiras de detectar essa atividade se torna mais crucial do que nunca.

Resumo da missão

A missão exigiu que o estágio Centauro fizesse três ignições de seu motor RL10C. A primeira queima foi a mais longa, com duração de oito minutos e 27 segundos para colocar o Centauro e o satelite em uma órbita inicial de estacionamento. Após uma fase de costeamento de dez minutos, o Centauro fez outra queima de 4 min 44 s para se elevar em uma órbita de transferência elíptica. Esta queima foi seguida por uma fase de costeamento estendida em que o estágio superior e sua carga útil ganhavam altitude.

O SBIRS-GEO 6 é construído num chassi A2100M da Lockheed

Durante esta fase, esperava-se que dois pequenos satélites, chamados EZIO-5 e 6, fossem ejetados do Aft Bulkhead Carrier (suporte-ejetor da antepara traseira) do Centauro. Estes são provavelmente semelhantes aos satélites EZ-3 e EZ-4 ejetados durante o primeiro costeamento da missão SBIRS GEO 5, que eram cubesats tamanho 12U lançados como parte do programa Technology Demonstration Orbiter (TDO) do Space Systems Command. Duas horas e meia após a segunda queima, Centauro disparou novamente por 58 segundos para elevar ainda mais a órbita. O SBIRS GEO 6 se separou dois minutos e 49 segundos após o término da terceira queima. Centauro então executou uma descarga de propelentes e gases e foi neutralizado eletricamente antes do final oficial da missão em T+3 horas, 59 minutos e 27 segundos de tempo decorrido.

Arquitetura do sistema SBIRS
Trajetória inicial de lançamento vista da costa da Flórida

A missão SBIRS GEO 6 marca o segundo voo, no estágio Centauro, do motor RL10C-1-1, no lugar do RL10C-1 que tem sido usado na maioria das missões recentes do Atlas V. Esta nova versão do RL10 foi lançada pela primeira vez no SBIRS GEO 5 no ano passado e incorpora uma tubeira estendida para maior impulso e técnicas de fabricação aprimoradas, incluindo impressão 3D. Apesar de funcionar nominalmente durante seu primeiro voo em órbita, observou-se que a tubeira estava vibrando muito mais do que o esperado; então os engenheiros revisaram os dados da missão antes de permitir que o novo motor voasse novamente.. Para o lançamento de hoje, o motor voou sem sua extensão total da tubeira, deixando-o aproximadamente do mesmo comprimento que o RL10C-1. Embora o RL10C-1-1 esteja sendo introduzido no Atlas V, espera-se que ele possa equipar uma nova versão do Centauro que está em desenvolvimento para o foguete de próxima geração da ULA, o Vulcan.

ESTATÍSTICAS DA MISSÃO:
677º lançamento do programa Atlas desde 1957
378º Lançamento do Atlas de Cabo Canaveral
266ª missão de um estágio superior Centauro
243º uso do Centauro por um foguete Atlas
513º motor RL10 de produção a ser lançado
2º motor RL10C-1-1 lançado
101º voo de um motor principal RD-180
95º lançamento de um Atlas V desde 2002
37º uso da Força Aérea dos EUA / Força Espacial de um Atlas V
18º-19º foguetes de propelente sólido GEM-63 lançados
79º lançamento de um Atlas V de Cabo Canaveral
5º lançamento do Atlas V de 2022
137º voo do veículo lançador descartável evoluído EELV, categoria à qual o Atlas V pertence
152º voo geral da United Launch Alliance
87º Atlas V sob a United Launch Alliance
110º voo da United Launch Alliance de Cabo Canaveral
6º lançamento de um satélite SBIRS GEO
57º voo da série 400 do Atlas V
9º Atlas V a voar na configuração 421
106º lançamento do Complexo 41
79º Atlas V a usar o Complexo 41
33º lançamento orbital geral de Cabo Canaveral em 2022

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Primeira missão lunar sul-coreana decola amanhã

Foguete Falcon 9 lançará a ‘Danuri’ para a órbita lunar

KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’

A Coreia do Sul está preparando o lançamento de sua primeira missão à Lua, programada para 4 de agosto de 2022 às 23:08 UTC (20:08 de Brasilia), a partir da plataforma SLC-40 da CCSFS – Cape Canaveral Space Force Station, por um foguete Falcon 9. A sonda lunar foi batizada de KPLO – Korea Pathfinder Lunar Orbiter – ou ‘Danuri’, que significa Explorador da Lua. Espera-se que chegue ao seu destino em meados de dezembro e orbitará o satélite natural da Terra por um ano. O foguete a ser usado é o ‘core’ B1052.6, que vai pousar a 640km do local de lançamento na balsa-drone Just Read The Instructions. A posição estimada de recuperação das conchas da carenagem de cabeça do foguete será aproximadamente 730 km de distância.

Resumo do lançamento
Foguete Falcon 9 v1.2 FT BL5

A sonda sul-coreana estava sendo preparada para lançamento marcado inicialmente para 2 de agosto, mas a SpaceX adiou por dois dias para “fazer checagens extras no foguete”. Uma hora após o lançamento da espaçonave de quase meia tonelada, ela se desprenderá do foguete e, dali em diante, o KARI (Korea Aerospace Research Institute) assumirá o controle. A espaçonave tem dois painéis solares e uma antena parabólica.

Com um investimento de 237 bilhões de won (moeda da Coreia do Sul e equivalente a US$ 180 milhões) e desenvolvida ao longo de seis anos, a Danuri traz entusiasmo aos pesquisadores e cientistas, pois a sonda tem como objetivo revelar aspectos cruciais da Lua, incluindo antigo magnetismo e poeira espalhada por sua superfície. Os pesquisadores esperam que a sonda lance luz sobre fontes de água escondidas junto com gelo perto dos pólos, especialmente nas áreas que permanecem frias e escuras permanentemente.

A vida útil da missão prevê um ano de operação em uma órbita circular de 100 km acima da superfície lunar, com ângulo de inclinação de 90 graus. Espera-se que a massa total de lançamento da KPLO seja de aproximadamente 678 kg, incluindo as seis cargas úteis. A espaçonave tem uma forma cúbica (suas dimensões são 1,82 m x 2,14 m x 2,29 m) com dois painéis solares e uma antena parabólica montada em uma lança. As comunicações são via banda S (telemetria e comando) e banda X (downlink de dados de carga útil). A energia (760 W a 28 V) é fornecida através dos painéis solares e baterias recarregáveis. O método inicial de transferência original para alcançar a Lua era usar uma órbita de “loop” de 3,5 fases ao redor da Terra; no entanto, o método WSB/BLT (Weak Stability Boundary/Ballistic Lunar Transfer) foi selecionado posteriormente para economizar delta V, o que acaba por garantir mais combustível. Sabe-se que uma média de cerca de 160 m/s de economia de delta V pode ser alcançada selecionando o método WSB/BLT em comparação com o método convencional de transferência, e a KPLO realmente economizará cerca de 165 m/s de delta V .

Transmissão no canal do Homem do Espaço

Com o método WSB/BLT, o período de lançamento da linha de base para a KPLO era de aproximadamente 40 dias (do final de julho ao início de setembro de 2022). Após vários meses de transferência, a nave chegará à Lua em meados de dezembro de 2022 e iniciará a fase de Aquisição da Órbita Lunar (LOA). Durante a fase LOA, que deve durar aproximadamente 15 dias, a KPLO realizará um total de cinco queimas de Inserção de Órbita Lunar (LOI) para atingir sua órbita-alvo final. Imediatamente após a fase de LOA, a fase de comissionamento será iniciada por um período de aproximadamente um mês. Durante a fase de comissionamento, não apenas o chassi da KPLO, mas também todos os instrumentos a bordo serão calibrados e validados para conduzir a próxima missão nominal de um ano ao redor da Lua.

Para ser inserida em órbita lunar (lunar orbit acquisition, LOA), a espaçonave foi projetada com quatro motores de manobra orbital, o Orbit Maneuver Thruster (OMT), com aproximadamente 31,8 Newtons de empuxo com 227 s de Isp (impulso específico) para execução de grandes queimas, e oito motores de controle de atitude, o Attitude Control Thruster (ACT ) com aproximadamente 3,48 N com 218 s de Isp para execução de pequenas queimas. Todos esses mecanismos serão agrupados para execuções de gravação. Quatro motores OMT serão agrupados para serem usados para o propulsor principal definido para grandes queimas durante a fase de transferência e LOA, ou seja, lunar orbit insertion ou LOIs, bem como Manobras de Correção de Trajetória (TCMs) de grande porte que exigem mais de 10 m/s de deltaVs. Para pequenas queimas, como para TCMs com menos de 10 m/s, despejo de impulso e manutenção de órbita durante a fase de missão nominal, oito motores ACT individuais serão agrupados em conjuntos de dois ACT.

Perfil de lançamento

Ambiçoes científicas

Os cientistas espaciais da Coreia do Sul esperam que a missão lunar inaugural do país facilite projetos mais ambiciosos no futuro. Kyeong-ja Kim, o principal investigador de um instrumento da Danuri, o espectrômetro de raios gama e geocientista planetário do Instituto Coreano de Geociência e Recursos Minerais em Daejeon, expressou suas esperanças sobre a missão em um comunicado dizendo: “O sucesso para a Danuri garantirá a futura exploração planetária. Todo mundo está muito feliz e animado.”

Instrumentos científico na sonda espacial

Eunhyeuk Kim, o cientista do projeto para a missão no KARI em Daejeon, disse: “A espaçonave está pronta para ser lançada”. Ao expressar as cautelas da equipe, Kim disse: “Até o momento do lançamento, verificaremos todos os sistemas repetidamente”. Rachel Klima, geóloga planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, e parte da equipe científica da missão, comentou: “É tão interessante ver mais e mais países enviando seus orbitadores e aumentando a compreensão global do que está acontecendo na Lua.” A Danuri terá cinco instrumentos científicos, entre os quais o PolCam, que será a primeira câmera a escanear a superfície lunar usando luz polarizada e registrará como a luz reflete na superfície lunar.

“Isso pode ajudar os pesquisadores a estudar objetos incomuns, como as pequenas e porosas torres de poeira chamadas estruturas de castelos de fadas”, comentou Klima. Outra câmera altamente sensível fornecida pela NASA, a ShadowCam, capturará imagens das regiões permanentemente sombreadas. Essas regiões nunca recebem luz solar.

“Desde logo após a formação da Lua, materiais voláteis, como água de cometas, saltaram de sua superfície e ficam presos nessas regiões muito frias. Temos bilhões de anos de história do Sistema Solar presos nas camadas dessas armadilhas frias. Ao dar aos pesquisadores uma visão do terreno nessas regiões e identificar regiões mais brilhantes que podem ser depósitos de gelo, o ShadowCam poderá informar futuras missões de pouso para estudar essa história”, comentou Klima.

A Danuri também terá um magnetômetro junto com os instrumentos ópticos, e os cientistas acreditam que ele poderá ajudar a revelar os aspectos cruciais do magnetismo da Lua. A superfície da Lua demonstra regiões altamente magnéticas, sugerindo que o núcleo lunar gerou um campo magnético tão forte quanto a Terra através de um processo conhecido como dínamo. Os cientistas continuam intrigados com o fenômeno magnético lunar. O núcleo da Lua é muito menor e proporcionalmente distante da superfície em comparação com a Terra. Então, como o núcleo poderia ter mantido um dínamo tão forte permanece indefinido. A missão sul-coreana pode revelar algo sobre isso, acreditam os especialistas.

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China lança hoje satélite TECIS

Espaçonave de monitoramento ambiental sobre num Longa Marcha 4B

Resumo do lançamento

A China deve lançar o satélite de monitoramento ambiental TECIS (Terrestrial Ecosystem Carbon Inventory Satellite, ou Lùdì Shēngtài Xìtǒng Tàn Jiāncè Wèixīng em Chinês) e mais um pequeno satélite educacional por um foguete Longa Marcha 4B. O foguete deve decolar a partir da plataforma LC9 do centro de lançamento de Taiyuan às 03:10 UTC de 4 de agosto de 2022 (00:10 hora de Brasília). A órbita-alvo é uma sincronizada com o Sol com 503 km de altitude média.

TECIS – Terrestrial Ecosystem Carbon Inventory Satellite – Satélite de Monitoramento de Carbono do Ecossistema Terrestre

O satélite TECIS é equipado com um LIDaR multi-feixe, uma camera multiespectral direcional, uma camera (imageador multi-ângulo) de polarização direta e um espectrometro de fluorescencia hiperespectral para monitoramento de clorofila (SIF Imaging Spectrometer, SIFIS). O satélite foi desenvolvido pelo Quinto Instituto de Pesquisa da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China. Por meio de métodos abrangentes de sensoriamento remoto, como LIDaR a laser, multiângulo, multiespectral, hiperespectral e polarização, ele pode detectar biomassa e produtividade da vegetação , e monitorar a distribuição de aerossóis atmosféricos. Segundo a mídia oficial chinesa “… ao mesmo tempo, pode atender às necessidades de levantamento e mapeamento geográfico, avaliação de desastres, sensoriamento remoto de condições agrícolas, etc.; e atender usuários em silvicultura, proteção ambiental, levantamento e mapeamento, meteorologia, agricultura, redução de desastres e outras indústrias, o que melhorará significativamente o nível quantitativo de sensoriamento remoto terrestre na China”.

imageador de polarização multi-ângulo

O imageador de polarização multi-ângulo pode obter produtos de dados de sensoriamento remoto de parâmetros ópticos e físicos de aerossóis e nuvens atmosféricos globais, incluindo profundidade óptica de aerossol, distribuição de tamanho de partícula, índice de refração, albedo de espalhamento único, forma de partícula, etc., bem como nuvem distribuição de tamanho de partícula, estado de fase de nuvem, espessura óptica de nuvem, etc., pode obter correção atmosférica de alta precisão de outras cargas ópticas na mesma plataforma de satélite e pode fornecer dados de observação de parâmetros atmosféricos necessários para o estudo de efeitos de radiação de força de aerossol para apoiar pesquisa sobre mudanças climáticas globais. O aparelho tem também a “função de julgamento de nuvem em órbita” com base na otimização dos indicadores de produtos semelhantes anteriores. O software é carregado na caixa de processamento de informações e fornecerá dados de julgamento de nuvens a serem enviados ao subsistema de gerenciamento de dados de satélite, como base para controlar a ativação e desativação de cargas ópticas, como lidar. Como o tempo de vida do lidar está relacionado ao número de operações, a tecnologia pode reduzir a quantidade de dados contaminados por nuvens e estender o tempo de vida do aparelho de LIDaR em órbita.

O LIDaR (LIght ou Laser Detection and Ranging – detector de alcance por luz ou laser) vai estudar principalmente a região chinesa de Hainan. O Parque Nacional da Floresta Tropical de Hainan preserva uma das poucas florestas tropicais da China. A aquisição sistemática de dados desta floresta tropical é um pré-requisito para a gestão dos parques nacionais , e também é parte importante dos métodos de produção para o estabelecimento de satélites de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre para os principais tipos de floresta do país. De 20 de março de 2020 a 10 de julho de 2021, com a ajuda da plataforma aérea nacional de pesquisa de recursos florestais foram estudados mais de 6.000 km2 , com radar de laser de feixe estreito, luz visível e imagens de infravermelho próximo, provendo dados brutos e produtos de imagem superespectral por aviões, com 170 etapas de pesquisa florestal, 183 pontos de controle e 17 superfícies de inspeção.

A precisão do aparelho na precisão do plano e da elevação de feixe amplo é melhor do que 1 metro e 0,15m, respectivamente; a precisão do plano e da elevação do LIDAR de feixe estreito é melhor do que 0,5 m e 0,08 m, respectivamente; o modelo de terreno digital ( DEM) precisão de elevação e precisão de altura do modelo de altura do dossel (CHM) atinge 0,15 m e 91,8%, respectivamente; a precisão do plano de ortofoto digital (DOM) de 0,2 m é melhor que 0,5m; a resolução espectral de imagens hiperespectrais é de 0,24 nm, e a resolução é 1 ~ 2 metros. Por meio do experimento, espera-se prover dados de alta qualidade para o desenvolvimento de produtos florestais por satélite de monitoramento de carbono do ecossistema terrestre e o gerenciamento do Parque Nacional de Hainan. O instrumento tem cinco lasers, com comprimento de onda de 1064 nm, diâmetro da pegada no solo de 25 metros, frequência de transmissão de 40 Hz, uma precisão de alcance menor que 0,3 metro, uma precisão de posicionamento menor que 10 metros (alvo), com intervalo de amostragem de eco de 1 nanossegundos e uma largura do pulso de laser de 4 ns. O aparelho foi requisitado pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China atendendo ao Projeto Nacional de Gestão da Indústria de Administração Florestal e de Pastagens; ao Projeto de Integração e Aquisição de Equipamentos de Estação Experimental do Satélite de Carbono da Administração Nacional de Florestas e Pastagens; e ao Projeto de Construção de Sistema Aerotransportado de Monitoramento de Recursos Florestais.

A fluorescência de clorofila induzida pelo sol baseada no espaço, a ser pesquisada pelo instrumento SIFIS, é um bom meio para monitorar a fotossíntese terrestre e pode ser estudada por observações hiperespectrais baseadas em satélite usando algoritmos orientados por dados. A precisão de observações é relativamente alta para uma janela de ajuste ampla; o erro quadrático médio (RMSE) do equipamento é menor que 0,7 mW m-2 sr-1 nm-1 758 nm e 682-691 nm. De acordo com a especificação do SIFIS no TECIS-1, a janela adequada é 735-758 nm.

A bordo do foguete deverá estar também o satélite tecnológico Mǐnxíng Shàonián Xīng’líng Tàn Xiǎo Xiānfēng (Pequeno Satélite “Pioneiro” de ‘Zero-Carbono’). Os alunos de Minhang coletarão dados transmitidos do espaço através deste satélite e realizarão sistematicamente simulações de medição e controle, exercícios de telemetria, aplicativos de satélite, etc.

Mǐnxíng Shàonián Xīng’líng Tàn Xiǎo Xiānfēng

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EUA: Militares devem lançar o SBIRS-GEO 6 na quarta-feira

Satélite de alerta antecipado decolará num Atlas V 421

O Atlas V na plataforma de lançamento

O SBIRS GEO-6 (Space Based Infrared System Geosynchronous Earth Orbit ) deve ser lançado em 4 de agosto de 2022, por um foguete Atlas V 421 número AV-097 para uma órbita de transferência geossíncrona. O lançamento deve ser feito a partir da plataforma SLC-41 de Cabo Canaveral entre 06:29 – 07:09 EDT (10:29 – 11:09 UTC, 07:29 – 08:09 Brasilia). A previsão do tempo para o lançamento no o dia 4 de agosto é de 80%; e para 5 de agosto, 70%. A ULA ( United Launch Alliance) anunciou as seguintes características para o foguete-portador nesta missão: comprimento do Atlas V 421: 59,1 metros; combustível a bordo: 413.694,19 litros de propelentes líquidos, 90.718,474 kg de propelentes sólidos; massa na decolagem: 439.758 kg ; Empuxo de decolagem: 725.747,7895 kgf, ou 7,1 megaNewtons.

O SBIRS-GEO, de 4.500 kg, é o satélite geoestacionário do programa SBIRS-High, que substituirá o sistema Defense Support Program (DSP) de satélites de alerta antecipado no serviço de alerta para lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais. Os sensores do SBIRS são projetados para fornecer maior flexibilidade e sensibilidade do que os do DSP e podem detectar sinais infravermelhos de ondas curtas e ondas médias expandidas, permitindo que o sistema execute um conjunto mais amplo de missões. Esses recursos aprimorados resultam em maior precisão de previsão para combatentes estratégicos e táticos globais.

Resumo do lançamento

A espaçonave SBIRS-GEO é um modelo Lockheed Martin A2100M estabilizado de três eixos com um sensor de varredura por infravermelho persistente (OPIR) e um sensor de observação. O apontamento do sensor é realizado com espelhos basculantes dentro dos telescópios. O sensor de varredura em GEO fornece um tempo de revisita mais curto do que o do DSP em todo o campo de visão, enquanto o sensor de observação é usado para observações por etapas ou observações dedicada em áreas menores. A série de espaçonaves geossíncronas A2100 foi projetada para atender a uma variedade de necessidades de telecomunicações, incluindo serviços de transmissão e banda larga de banda Ka, serviços fixos de satélite em configurações de carga útil de banda C e banda Ku, serviços de transmissão direta de alta potência usando o Ku- espectro de frequência de banda e serviços móveis por satélite usando cargas úteis UHF, banda L e banda S. O design modular do A2100 apresenta “redução de peças, construção simplificada, maior confiabilidade em órbita e peso e custo reduzidos”.
A série A2100 é modular e pode ser configurada em três tamanhos diferentes: A2100A = 1 a 4 kW; A2100AX = 4 a x kW; A2100AXS: A2100AX aprimorado A2100AXX: versão estendida para comunicações móveis; e a versão A2100M, que atende aos requisitos militares. O A2100M também é usado para vários outros programas de satélites militares, incluindo os satélites de comunicação AEHF – Advanced Extremely High Frequency. O primeiro satélite AEHF, USA-214, foi lançado em 2010. A empresa padronizou este chassi e grande parte do esforço de desenvolvimento é direcionada para aumentar a potência disponível no A2100, que é capaz de gerar 15 kW em sua configuração padrão. Isso envolve o trabalho na integração de novas células solares de maior eficiência, nos inovadores “persianas plissadas” de paineis solares, o uso de TWTAs de alta eficiência resfriados por irradiação, o design de tubos de calor e radiadores dobráveis ​​mais eficientes e design aprimorado para a dissipação térmica. Os engenheiros da empresa fazem uso extensivo de ferramentas CAD e afirmam que podem entregar um satélite que usa o chassi A2100 em 18 meses após o recebimento do pedido.

O SBIRS

O SBIRS-GEO 6 é construído num chassi A2100M da Lockheed

A equipe do SBIRS é liderada pela Diretoria de Sistemas Espaciais Infravermelhos do Centro de Sistemas Espaciais e Mísseis da Força Aérea dos EUA. A Lockheed Martin é a contratada principal da SBIRS, a Northrop Grumman é a integradora de carga útil. O Comando Espacial da Força Aérea opera o sistema. O programa foi originalmente planejado para incluir um elemento de órbita baixa, com satélites detectando lançamentos, rastreando mísseis e identificando o tipo de míssil em vôo. Este elemento surgiu do SDIO Space Surveillance and Tracking System, mais tarde conhecido como Brilliant Eyes. Em 2002, foi desmembrado como um programa separado chamado Space Tracking and Surveillance System (STSS), sob o controle da Agência de Defesa de Mísseis. Esta primeira espaçonave foi lançada através de um Atlas V 401 da United Space Alliance em 7 de maio de 2011 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida . Dentro de dois meses após o lançamento, o SBIRS começou a compartilhar os dados iniciais do satélite GEO-1. Os principais dados de desempenho foram relatados pela Força Aérea à época, observando que os sensores detectam alvos 25% mais escuros do que o necessário com uma medição de intensidade que é 60% mais precisa do que a especificação. A precisão de apontamento do sensor também é nove vezes mais precisa do que o necessário. “As excelentes tendências de desempenho vistas até o momento nos dão confiança em nossa extensa campanha de testes operacionais e de desenvolvimento integrados”, disse o tenente-coronel Ryan Umstattd, líder da certificação GEO do sistema.

Arquitetura do sistema SBIRS

O SBIRS substitui ou incorpora estações terrestres e satélites DSP e destina-se a melhorar a pontualidade, precisão e sensibilidade de detecção de ameaças do DSP. O SBIRS foi desenvolvido em dois incrementos do sistema. O Incremento 1 usou o segmento de controle terrestre de local fixo SBIRS, operando com satélites DSP, para sustentar a capacidade militar original do DSP. A Força Aérea atingiu a Capacidade Operacional Inicial para o Incremento 1 em 18 de dezembro de 2001, consolidando as operações do DSP e Attack and Launch Early Reporting to Theater – “Ataque e Lançamento de Relatórios Antecipados aos sistemas de Teatro”. Na entrega de capacidade total, o Incremento 2 incluiu um segmento espacial composto por duas cargas úteis hospedadas em HEO (órbita eliptica extremamente alta) e quatro satélites geoestacionários, novos software e hardware de sistema terrestre de local fixo da Mission Control Station (MCS) para processamento de dados consolidado em todas as famílias de sensores, e um novo recurso de solo móvel SBIRS “Survivable Endurable Evolution” (S2E2) para substituir o antigo Mobile Ground System (MGS).
Esses recursos do Incremento 2 foram entregues em vários “blocos discretos”, cada um exigindo teste e avaliação dedicados. No Incremento 2 SBIRS, o Bloco 10 foi entregue. O Bloco 10 apresentou novos software e hardware de estação terrestre, permitindo pela primeira vez o processamento integrado de dados de sensores DSP, GEO e HEO no MCS e MCS Backup (MCSB), e permitindo a integração de dados do sensor GEO “Starer”. No Incremento 2 , o Bloco 20 e S2E2 continuaram em desenvolvimento. O Bloco 20 foi programado para entrega no final de 2018 e teve como objetivo melhorar ainda mais o software da estação terrestre nos MCS e MCSB. O software destinou-se a permitir a analise otimizada de dados do sensor e a supressão de fundo para detectar alvos mais escuros e a sinalização automática de sensores tipo GEO Starer para prover melhor rastreamento de ameaças e precisão de previsão de pontos de impacto. O S2E2 foi programado para entrega no final de 2019. A Força Aérea está atualmente operando espaçonaves em HEO e satélites SBIRS em órbita geoestacionária.

Teaser do SBIRS

A Northrop Grumman fornece sua Unidade de Referência Inercial Espacial Escalável (chamada ‘Scalable SIRU’) para apontamento/estabilização do sensor e controle de atitude nos satélites SBIRS GEO. “Este prêmio amplia nosso apoio ao programa SBIRS e reafirma nosso status como fornecedor de escolha para missões técnicas complexas”, disse Bob Mehltretter, vice-presidente de Sistemas de Navegação e Posicionamento da Northrop Grumman Electronic Systems. “Estamos comprometidos em fornecer produtos que atendam aos mais altos padrões de desempenho e confiabilidade para satélites SBIRS atuais e outros de próxima geração.”
O Scalable SIRU da Northrop é o padrão da indústria para soluções de controle de atitude de alta precisão e longa duração que suportam missões espaciais comerciais, governamentais e civis. O Scalable SIRU foi usado em outras missões, incluindo a MESSENGER da NASA para orbitar Mercúrio e a Global Precipitation Measurement. No centro do sistema está o giroscópio ressonador hemisférico patenteado da Northrop Grumman, que foi usado no espaço sem falha de missão por mais de 28 milhões de horas de operação.

Em outubro de 2012, a Lockheed Martin recebeu um contrato de US$ 82 milhões para iniciar o trabalho inicial no quinto e sexto satélites geossíncronos. O prêmio de US$ 1,86 bilhão para a conclusão dos quinto e sexto satélites foi concedido em junho de 2014. Começando com esses satélites, a Lockheed Martin usa a plataforma modernizada tipo LM2100M. A proposta de orçamento do ano fiscal de 2019 exigiu o cancelamento dos SBIRS-GEO 7 e 8, para transferir os fundos anteriormente alocados para esses satélites para o novo sistema OPIR de próxima geração.

O foguete Atlas V 421 faz parte da família Atlas V 400/500 operada pela United Launch Alliance. Os foguetes Atlas V são lançados desde 2002 e têm uma taxa de sucesso quase perfeita (um voo foi uma falha parcial, e a missão foi catalogada como um sucesso). O veículo é operado a partir do Complexo de Lançamento 41 na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Flórida e do Complexo de Lançamento 3E na Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia. O foguete é montado em Decatur, Alabama; Harlingen, Texas; San Diego, Califórnia; e na sede da United Launch Alliance perto de Denver, Colorado.

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NASA muda requisitos para voos privados à ISS

Experiência com a missão Ax-1 levou a novas regras para astronautas privados

Os primeiros astronautas privados na ISS voaram este ano

A NASA está mudando as regras para futuras missões privadas de astronautas à Estação Espacial Internacional, incluindo a exigência de que tais missões sejam lideradas por um ex-astronauta da NASA. Em um aviso de aquisição de 1º de agosto, a agência anunciou mudanças nos requisitos para futuras solicitações de missões de astronautas particulares, ou “private astronaut missions”- PAMs, para a estação. As mudanças, disse a agência, vieram da experiência da primeira missão desse tipo, o voo Ax-1 da Axiom Space em abril, “e outros voos espaciais recentes de tripulações civis”.

Uma das maiores mudanças, e que ainda está sendo finalizada de acordo com o edital, é a exigência de que tais missões tenham “um ex-astronauta do governo dos EUA ” como comandante. “Um ex-astronauta da agência fornece orientação experiente para os astronautas particulares durante a preparação pré-voo até a execução da missão”, afirma o documento, e “fornece uma ligação entre a tripulação residente da ISS e os astronautas particulares e reduz o risco para as operações da ISS e os PAM e à segurança da ISS.”

Michael López-Alegría, astronauta da Axiom

A missão Ax-1 foi liderada por um ex-astronauta, Michael López-Alegría. A segunda missão da empresa, a única outra PAM aprovada até o momento, também será liderada por uma ex-astronauta da NASA, Peggy Whitson. “Ficou bem claro, em primeiro lugar, que os clientes realmente não querem voar com ninguém que não tenha feito isso antes”, lembrou López-Alegría sobre o planejamento da missão Ax-1 durante uma palestra na Conferência de Pesquisa e Desenvolvimento da ISS em 28 de julho. “Em segundo lugar, a NASA estava muito mais confortável com alguém experiente no comando.” No entanto, os executivos da Axiom disseram pouco antes da Ax-1 que estavam planejando voos sem um astronauta profissional a bordo. Michael Suffredini, presidente e executivo-chefe da empresa, disse em um briefing de 1º de abril que a empresa esperava levar quatro clientes, em vez de três clientes e um astronauta profissional, em sua quarta missão.

Essa mudança tem implicações para a receita e lucratividade desses voos. A Axiom se recusou a dizer se as missões atuais, com três clientes pagantes, são lucrativas. Outras mudanças nos requisitos do PAM descritos no aviso da NASA também refletem claramente a experiência do Ax-1. A NASA exigirá que missões privadas enviem planos de pesquisa ao Laboratório Nacional da ISS com pelo menos doze meses de antecedência, a fim de revisá-los e certificar cargas úteis. “Atividades de pesquisa significativas não foram originalmente previstas como um objetivo principal para missões de astronautas particulares”, afirma o documento.

Da mesma forma, os novos requisitos incluem um “plano de comunicação específico da missão” descrevendo as atividades comerciais e de mídia para determinada missão, incluindo aquelas que ocorrem no espaço, e os papéis da agência e da empresa que fornecerá o veículo da tripulação. “Nosso tempo na ISS foi extraordinariamente ocupado”, disse López-Alegría na conferência. “Tínhamos um cronograma que parecia uma linha do tempo da NASA.” Isso incluiu 25 experimentos e 30 eventos de divulgação que levaram “bem mais de 100 horas” do tempo da equipe, disse ele. Esse cronograma apertado esteve ligado a outra mudança de requisitos. “A chegada ao ambiente do voo espacial exige tempo de adaptação de cada indivíduo; portanto, a agência está exigindo tempo adicional para adaptação à microgravidade e tarefas de entrega antes da execução das principais atividades da missão”, afirma o documento.

“Chegamos lá e, veja, ficamos impressionados”, disse López-Alegría. “Acostumar-se à gravidade zero não é uma coisa da noite para o dia.” As linhas do tempo originais, disse ele, não permitiram tempo suficiente para se adaptar à vida na estação e, em seguida, trabalhar com uma agenda ambiciosa de experimentos e eventos de divulgação. Ele disse na conferência que a Axiom estava encerrando seus próprios processos de lições aprendidas, juntamente com outros separados pela agência espacial e a SpaceX. Uma mudança para a Ax-2 é que Whitson terá mais tempo para ajudar os astronautas particulares que a acompanham. “Isso ajudará a descarregar o fardo que colocamos na tripulação da ISS”, disse ele. A Axiom está nos estágios finais de planejamento para essa missão, que deve voar na próxima primavera no hemisferio Norte. Ele disse que a empresa “meio que montou” uma missão Ax-3, dependendo de quando a NASA buscar propostas para outro PAM. “Ainda temos muito a aprender”, disse Kathy Lueders, administradora associada da agência para operações espaciais, sobre missões de astronautas particulares durante outro painel na conferência em 27 de julho. em futuras solicitações de PAMs. “Você verá parte desse aprendizado à medida que lançarmos nossos novos acordos daqui para frente.”

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Blue Origin lançará mais seis turistas ao espaço na quinta-feira

Missão NS-22 levará 1º português e 1ª egípicia em voo suborbital

Foto oficial dos passageiros do NS-22

A Blue Origin anunciou que seu sexto voo tripulado, NS-22, decolará do Launch Site One na quinta-feira, 4 de agosto de 2022. A janela de lançamento será aberta às 8h30 CDT / 13h30 UTC (10:30 Brasilia). O webcast começará em T-30 minutos. A empresa anunciou que a tripulação que decolará para um voo de 100 km de altitude no foguete New Shepard na NS-22 incluirá o cofundador da Dude Perfect Coby Cotton, o empresário português Mário Ferreira, a montanhista anglo-americana Vanessa O’Brien, o líder de tecnologia Clint Kelly III, a engenheira egípcia Sara Sabry e o executivo de telecomunicações Steve Young. Sara se tornará a primeira pessoa do Egito a voar ao espaço; Mário será o primeiro de Portugal. Vanessa se tornará a primeira mulher a atingir extremos em terra, mar e ar, completando o Explorers’ Extreme Trifecta, um recorde mundial do Guinness. 

A tripulação na NS-22 incluirá Coby Cotton, americano, o português Mário Ferreira, a anglo-americana Vanessa O’Brien, o americano Clint Kelly III, a egípcia Sara Sabry e o executivo Steve Young, dos EUA.
Transmissão ao vivo do Homem do Espaço

Além disso, a Blue Origin mostrou o emblema da missão. Alguns dos símbolos incorporados no desenho incluem: as pirâmides do Egito, que representam a herança de Sara Sabry e celebram sua conquista como a primeira astronauta do país. A Fossa das Marianas representa a façanha de Vanessa O’Brien em chegar ao Challenger Deep, o ponto mais profundo da Terra. A cápsula da tripulação é retratada como uma bola de basquete, simbolizando as atividades da Dude Perfect e o papel de Coby Cotton na co-fundação da empresa. O navio de Fernão de Magalhães representa a herança portuguesa de Mário Ferreira e sua paixão pela aventura. Os peixes nadando abaixo do navio de Magalhães simbolizam a paixão de Steve Young pela pesca. A diligência representa as aspirações de Clint Kelly III para a Humanidade na nova fronteira do espaço. O ‘booster’ New Shepard e as montanhas do oeste do Texas, o local de decolagem, também estão representados no emblema.

Resumo da missão

Cada astronauta levará um cartão postal em nome da fundação Club for the Future, cujo programa Postcards to Space dá a alunos acesso ao espaço nos foguetes da Blue Origin. A missão do clube é inspirar as gerações futuras a seguir carreiras em STEM para o benefício da Terra.  Esta missão será o sexto voo tripulado do programa New Shepard, o terceiro voo deste ano e o 22º em sua história.

Perfil de voo

Os passageiros

Coby Cotton é um dos cinco co-fundadores do canal do YouTube Dude Perfect, o canal de esportes mais inscritos e um dos mais populares do mundo com mais de 57 milhões de seguidores. Ele co-fundou o canal de entretenimento esportivo conhecido por se especializar em truques e vídeos de comédia em 2009 com seus colegas de quarto da faculdade Garrett Hilbert, Tyler Toney, e Cody Jones. O assento de Coby é patrocinado pela MoonDAO, cuja missão é descentralizar o acesso à exploração espacial. Os membros do MoonDAO votaram para que Coby os representasse neste voo. 

Mário Ferreira é um empresário português, investidor e presidente do Grupo Pluris Investments, que inclui mais de 40 empresas entre turismo, mídia (TV e rádio), imobiliário, seguros e energias renováveis. Aventureiro apaixonado, Mário correu o Dakar, o rali de carros mais difícil do mundo, em 2007; correu a Maratona de Londres em 2010, e é mergulhador desde os 20 anos. Em 2003, Mário foi condecorado pelo Presidente de Portugal com o título de “comendador”. 

Vanessa O’Brien é exploradora politicamente correta anglo-americana. Após o NS-22, Vanessa se tornará a primeira mulher a alcançar extremos em terra, mar e ar, completando o Explorers’ Extreme Trifecta, um recorde mundial do Guinness. Vanessa se tornará a primeira mulher a alcançar o pico mais alto da Terra (Mt. Everest), o mais profundo (Challenger Deep) e cruzar a linha de Kármán, a fronteira do espaço internacionalmente reconhecida. Ela é uma defensora das “mudanças climáticas” e da “igualdade e educação das mulheres”, levando a bandeira da ONU “Mulheres ao Cume” do K2. 

Clint Kelly III gerenciou programas de pesquisa e tecnologia focados principalmente em ciência da computação e robótica no governo e na indústria. Em 1984, ele iniciou o projeto Veículo Terrestre Autônomo enquanto estava na Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) e é creditado por iniciar o desenvolvimento da base tecnológica que leva aos carros sem motorista de hoje. Ele e sua esposa fotografaram a vida selvagem em todos os continentes, do Alto Ártico à Antártida, com ênfase em grandes felinos, ursos polares e todas as 21 espécies de pinguins. 

Sara Sabry é engenheira mecânica e biomédica egípcia e fundadora da Deep Space Initiative (DSI), uma organização sem fins lucrativos que visa aumentar a acessibilidade para pesquisas espaciais. Ela se tornou a primeira astronauta simulada do Egito em 2021, depois de completar uma “missão lunar” de duas semanas, simulando as condições extremas que os astronautas experimentam no espaço. Sara obteve seu diploma de bacharel em engenharia mecânica na Universidade Americana do Cairo e mestrado em engenharia biomédica pelo Politecnico di Milano. Atualmente, está cursando um doutorado em ciências aeroespaciais com foco em design de trajes espaciais. Sara é fluente em árabe, francês e inglês e atualmente reside em Berlim. O assento de Sara é patrocinado pela Space for Humanity (S4H), uma organização sem fins lucrativos cuja missão é “expandir o acesso ao espaço para toda a Humanidade”. A S4H também patrocinou o assento da astronauta da missão anterior NS-21, Katya Echazarreta. 

Steve Young é ​ ex-CEO da Young’s Communications LLC (Y-COM), a maior empreiteira de telecomunicações do estado da Flórida sob sua liderança de 1992 a 2021. Um ávido pescador, Steve atua como Governador do Conselho do Eau Gallie Yacht Club e Membro do Comitê da Space Coast Coastal Conservation Association (CCA). Ele também é um grande contribuidor da comunidade através do Trinity Group, sua fundação de doações, e é dono do Pineapples, um restaurante em Melbourne, Flórida. 

Foguete New Shepard na configuração de separação da cápsula do módulo de propulsão

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Rocketlab adia lançamento de satélite militar

NROL-199 foi adiado por causa de ventos

Foguete Electron F29 na plataforma

A Rocketlab adiou o lançamento do seu foguete leve Electron F29 devido a condições climáticas desfavoráveis (ventos) na área de lançamento e no corredor de voo do foguete. O foguete decolaria hoje, 2 de agosto de 2022 às 05:00 UTC (02:00 Brasilia), com um satélite militar australiano-americano. Já que há previsão de ventos fortes nas próximas 24 horas, a empresa remarcou o lançamento do satelite NROL199 para quinta-feira, 4 de agosto.

“A missão NROL199 foi adiada devido a condições de vento desfavoráveis. Oficiais de lançamento estão analisando a situação e avaliando opções. Uma nova data de lançamento será anunciada quando conhecida. Siga as mídias sociais da NRO para os últimos anúncios.” Em seguida, foi informado que a janela de lançamento foi marcada para UTC às 05:00, NZT às 17:00, EDT às 01:00 e PDT às 22:00 de 3 de agosto.

“… estamos desistindo da tentativa de lançamento de hoje devido a ventos fortes, mas temos muitas oportunidades de backup nos próximos dias. Fique atento para atualizações sobre a nova data de lançamento em breve.” Anunciou a empresa americano-neozelandesa. “O vento venceu hoje e o fez de forma convincente. Quando você tem que andar inclinado você sabe que está indo para casa.” – disse o CEO Peter Beck, referindo-se à trajetória do foguete nas condições dadas.

A ‘Antipodean Adventure’ (NROL-199) é a segunda de duas missões consecutivas do Electron para o National Reconnaissance Office (NRO). A missão transportará uma carga útil de segurança nacional projetada, construída e operada pelo NRO em parceria com o Departamento de Defesa Australiano como parte de uma ampla gama de atividades de cooperação via satélite com a Austrália. A carga útil vai fornecer informações para agências governamentais e tomadores de decisão que monitoram questões internacionais. A primeira missão, Wise One Looks Ahead (NROL-162) decolou com sucesso do Complexo de Lançamento 1 em 13 de julho de 2022. Alguns analistas na indústria espacial estão perplexos com a falta de fanfarra da Austrália sobre o lançamento dos satélites, que serão usados ​​para coletar dados para nações aliadas.

Este será o 29º lançamento geral do Electron, projetado para dar aos pequenos satélites lançamentos dedicados à órbita terrestre, mas a Rocket Lab está expandindo seu perfil de exploração. A empresa está trabalhando para tornar os boosters dem primeiro estágio reutilizáveis ​​sendo recuperados em vários voos recentes para inspeção e análise. A empresa até (brevemente) capturou um primeiro estágio em queda com um helicóptero em 2 de maio, durante a missão chamada “There and Back Again”. Não haverá nenhuma atividade de recuperação nesta missao: o primeiro estágio cairá no oceano logo após a decolagem.

Resumo da missão
Emblema da missão de lançamento

A Rocketlab anunciou em seu twitter: “… este será o nosso terceiro lançamento do Pad B (plataforma B) desde que foi inaugurado há menos de seis meses. Estamos alternando entre nossas duas plataformas no LC-1 (complexo de lançamento 1) para abrir ainda mais slots de lançamento para a comunidade de satélites. Duas plataformas = duas vezes mais oportunidades.”

Cabeça do foguete sendo processada no prédio de montagem

Ambas as missões NROL-199 e NROL-162 são uma demonstração de lançamento responsivo sob o contrato Rapid Acquisition of a Small Rocket (RASR) da NRO para o lançamento de pequenos satélites através de uma abordagem comercial simplificada e são a terceira e quarta missões contratadas para a Rocket Lab pela o NRO sob o contrato. O NROL-151 (RASR-1) foi colocado com sucesso no espaço em um lançamento dedicado do Electron no início de 2020, seguido pelo RASR-2 em outro lançamento do foguete em junho de 2020.

Electron F29

Evento
-06:00:00 A estrada para o local de lançamento é fechada
-04:00:00 O Electron é levantado verticalmente, o abastecimento começa
-02:30:00 Saída do pessoal da plataforma de lançamento
-02:00:00 Electron preenchido com oxigênio líquido
-02:00:00 Zonas de segurança ativadas para o espaço marítimo designado
-00:30:00 Zonas de segurança ativadas para o espaço aéreo designado
-00:18:00 enquete GO/NO GO (aprovado/ desaprovado)
-00:02:00 Início da sequência automática de lançamento
-00:00:02 Os motores Rutherford são acionados
00:00:00 Decolagem
+00:02:27 Main Engine Cut Off (MECO) no primeiro estágio do Electron
+00:02:30 Separação do primeiro estágio
+00:02:33 O motor Rutherford do segundo estágio do Electron é acionado
+00:03:04 Separação da carenagem de cabeça
+00:06:44 Troca “a quente” de bateria no segundo estágio
+00:09:17 Electron atinge órbita
+00:09:25 Separação do segundo estágio do estágio de ‘kick’
~+01:00:00 Ignição do motor Curie, corte do motor, carga útil ejetada

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Rússia lança satélite militar de seu ‘cosmódromo Norte’

Foguete leve Soyuz 2.1v colocou em órbita um ‘Nivelir’

Soyuz 2.1v decola de Plesetsk

Um foguete de classe leve Soyuz-2.1v foi lançado na noite de segunda-feira (1° de agosto de 2022) do cosmódromo de Plesetsk, colocando em órbita uma espaçonave desenvolvida para o Ministério da Defesa da Rússia, disse o departamento de informação e comunicações : “Na segunda-feira, 1 de agosto, às 23h25, horário de Moscou [17:25 Brasilia], do Cosmódromo de Teste do Estado do Ministério da Defesa da Federação Russa (Cosmódromo de Plesetsk), a equipe de combate das Forças Aeroespaciais lançou com sucesso um veículo de lançamento leve Soyuz-2.1v com uma espaçonave, desenvolvida no interesse do Ministério da Defesa russo”; O estágio superior Volga com um satélite militar (possivelmente um Nivelir nº 3) foi separado do segundo estágio do foguete, e o colocou em órbita com parâmetros inicialmente supostos em 512 x 512 km, 97,4° de inclinaçao. “A ogiva espacial do foguete de classe leve Soyuz-2.1v com a unidade de lançamento Volga e a espaçonave do Ministério da Defesa, no tempo estimado de 23 horas e 34 minutos (horário de Moscou) foi rotineiramente separada do segundo estágio do veículo lançador “, disse o comunicado. Caso seja confirmado seu funcionamento, o satélite deve ser chamado oficialmente de Kosmos 2558.

A carga útil do Soyuz 2-1v não foi divulgada oficialmente, embora rumores generalizados com base em várias indicações identificaram como ‘Artigo 14F150’ ou Nivelir – um nome de projeto obscuro alinhado com vários outros programas de satélite operados pelos militares russos, como 14F137 para os satélites de reconhecimento de alta resolução Persona ou o satélite de comunicações militares 14F149 Blagovest. Embora sejam conhecidos detalhes sobre Persona, Blagovest e muitos outros, 14F150 é pouco conhecido: as funções oficialmente anunciadas para o Nivelir são vigilância espacial e sensoriamento remoto da Terra. A designação começou a flutuar na documentação, incluindo quebras de orçamento em 2013, mas nenhuma informação sobre o propósito do satélite foi revelada. Um documento do fabricante de satélites e veículos lançadores TsSKB Progress vinculou a designação ao projeto Nivelir-ZU de pesquisa geodésica em 2013, que indicava que a empresa estava fornecendo dados e componentes do sistema de eletricidade para o projeto que também foi identificado como “Napryazhenie”. Uma das funções do Nivelir seria acompanhar e espionar satélite ocidentais. É possível que o satelite americano USA 326, que foi lançado por um Falcon-9 em fevereiro passado e colocado em uma órbita, de 512 x 512 km, 97,4° seja seu alvo de observação.

Vídeo oficial do lançamento

O satelite Nivelir 3 Kosmos 2558 foi catalogado internacionalmente como objeto orbital 53323, em uma órbita de 435 x 452 km inclinada de 97,25 graus, próxima da órbita do USA 326 dos EUA. A diferença da ascenção reta e do nodo ascendente com o USA 326 é de apenas 0,04 graus, variando em 0,01 graus por dia. A diferença na inclinação entre o satelite russo e o americano é de 0,14 graus, no perigeu de 53 km e no apogeu, 65 km; no movimento médio, 0,20 revolução por dia. O estágio Volga foi catalogado como objeto 53324 inclinado em 97,25 graus, em órbita de 284 x 425 km.

Resumo do lançamento

As operações de pré-lançamento e o lançamento do foguete ocorreram no modo normal: O foguete decolou da plataforma 4 da Área 43 em Plesetsk e aparentemente seguiu um perfil de subida padrão visto em missões anteriores de satélites Nivelir.. A decolagem e o vôo foram controlados “por meio do complexo de controle automatizado baseado em terra”. Também foi relatado que “… o foguete espacial Soyuz-2.1v, lançado às 23h25 (MSK) do cosmódromo de teste do estado de Plesetsk, foi aceito para escolta por terra do Centro Espacial de Teste Principal G. S. Titov das Forças Espaciais Aeroespaciais. “, disse o comunicado.

O Ministério da Defesa da Federação Russa lembrou que os testes de voo do foguete Soyuz-2 começaram em Plesetsk em 8 de novembro de 2004. Este modelo substituiu o Soyuz-U, que foi operado naquele cosmódromo de 1973 a 2012. Durante este período, 435 lançamentos do Soyuz-U foram realizados a partir de Plesetsk, cerca de 430 naves espaciais para diversos fins foram colocadas em órbita.

Foguete Soyuz 2.1v é um Soyuz 2 de linha sem os ‘boosters’ do modelo 2.1a e 2.1b e com um único motor NK-33 no primeiro estágio

O Soyuz 2-1v emprega um primeiro estágio tipo Bloco A altamente modificado que conta com um motor principal NK-33 que encontra suas raízes no foguete lunar N-1 abandonado da URSS, além de um motor de direção de quatro câmaras RD-0110R que é uma adaptação do motor de estágio superior do foguete Soyuz U e Soyuz 2.1a. O segundo estágio é quase idêntico ao dos Soyuz 2-1b e também usa o sistema de controle atualizado, alternando de sistemas de controle analógicos para digitais para tornar o lançador Soyuz mais flexível. No geral, o Soyuz 2-1v tem 44 metros de altura e um diâmetro máximo de 2,95 metros, com uma massa total de decolagem de 157.000 a 160.000 kg. O veículo pode colocar cargas úteis de até 3.000 kg em órbita terrestre baixa, enquanto a capacidade síncrona com o Sol com o estagio superior Volga é de 1.400 kg.

O foguete seguiu quase exatamente para o norte, com seu motor principal NK-33 e os quatro motores de direção RD-0110. Após a subida do primeiro estágio, o segundo assumiu o voo motorizado em torno de dois minutos de voo, acionando seu motor de quatro câmaras momentos antes da separação do primeiro estágio, atraves da estrutura de treliça que permite o fluxo livre do escapamento das tubeiras. Logo após a separação do primeiro estágio, a seção cauda do segundo estágio se dividiu em três segmentos e caiu. Tanto o primeiro estágio quanto os fragmentos da cauda deveriam cair no Mar de Barents, ao norte de Murmansk. À medida que o segundo estágio continuava o voo propulsado, a carenagem de cabeça se dividiu em duas metades e se separou. Seus fragmentos cairiam no Oceano Ártico, ao sul do arquipélago de Spitsbergen. Após a conclusão do disparo do segundo estágio, o estágio superior Volga e sua carga útil entraram em uma órbita de estacionamento inicial. Todas as outras manobras para inserir o satélite em sua órbita final foram realizadas com a ajuda do motor principal do Volga nas seguintes 1,5 horas.

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Rocketlab lança satélite militar amanhã

NROL-199 fará missão para os departamentos de defesa de EUA e Austrália

Foguete Electron F29 na plataforma

O foguete leve Electron da Rocket Lab decolará amanhã, 2 de agosto de 2022 às 05:00 UTC (02:00 Brasilia), para lançamento de um satélite militar australiano-americano.

A ‘Antipodean Adventure’ (NROL-199) é a segunda de duas missões consecutivas do foguete Electron para o National Reconnaissance Office (NRO). A missão NROL-199 transportará uma carga útil de segurança nacional projetada, construída e operada pelo National Reconnaissance Office em parceria com o Departamento de Defesa Australiano como parte de uma ampla gama de atividades de cooperação via satélite com a Austrália. A carga útil apoiará o NRO para fornecer informações críticas para agências governamentais e tomadores de decisão que monitoram questões internacionais. A primeira missão, Wise One Looks Ahead (NROL-162) decolou com sucesso do Complexo de Lançamento 1 em 13 de julho de 2022.
Alguns analistas na indústria espacial estão perplexos com a falta de fanfarra da Austrália sobre o lançamento dos satélites, que serão usados ​​para coletar inteligência para nações aliadas.
Este será o 29º lançamento geral do Electron, um foguete de 19 metros de altura. O ‘booster’ foi projetado para dar aos pequenos satélites lançamentos dedicados à órbita terrestre, mas a Rocket Lab está expandindo seu perfil de exploração. O Electron lançou recentemente a sonda CAPSTONE da NASA para a Lua, por exemplo, e a empresa pretende enviar uma ou mais missões a Vênus nos próximos anos. A empresa também está trabalhando para tornar os boosters dem primeiro estágio reutilizáveis ​​sendo recuperados em vários voos recentes para inspeção e análise. A empresa até (brevemente) capturou um primeiro estágio em queda com um helicóptero em 2 de maio, durante uma missão chamada “There and Back Again”. Não haverá nenhuma atividade de recuperação nesta missao, no entanto; o primeiro estágio cairá no oceano logo após a decolagem.

Emblema da missão de lançamento

A Rocketlab anunciou em seu twitter: “O NROL199 será lançado amanhã! Este será o nosso terceiro lançamento do Pad B (plataforma B) desde que foi inaugurado há menos de seis meses. Estamos alternando entre nossas duas plataformas no LC-1 (complexo de lançamento 1) para abrir ainda mais slots de lançamento para a comunidade de satélites. Duas plataformas = duas vezes mais oportunidades.” O NROL-199 inclui um satélite de segurança nacional que é um esforço conjunto do NRO e do Departamento de Defesa Australiano (AUS DoD). “A carga útil apoiará o NRO para fornecer informações críticas para agências governamentais e tomadores de decisão que monitoram questões internacionais”, escreveu a Rocket Lab em uma descrição da missão.

Cabeça do foguete sendo processada no prédio de montagem

Ambas as missões NROL-199 e NROL-162 são uma demonstração de lançamento responsivo sob o contrato Rapid Acquisition of a Small Rocket (RASR) da NRO para o lançamento de pequenos satélites através de uma abordagem comercial simplificada e são a terceira e quarta missões contratadas para a Rocket Lab pela o NRO sob o contrato. O NROL-151 (RASR-1) foi colocado com sucesso no espaço em um lançamento dedicado do Electron no início de 2020, seguido pelo RASR-2 em outro lançamento do foguete em junho de 2020.

Electron F29

Evento
-06:00:00 A estrada para o local de lançamento é fechada
-04:00:00 O Electron é levantado verticalmente, o abastecimento começa
-02:30:00 Saída do pessoal da plataforma de lançamento
-02:00:00 Electron preenchido com oxigênio líquido
-02:00:00 Zonas de segurança ativadas para o espaço marítimo designado
-00:30:00 Zonas de segurança ativadas para o espaço aéreo designado
-00:18:00 enquete GO/NO GO (aprovado/ desaprovado)
-00:02:00 Início da sequência automática de lançamento
-00:00:02 Os motores Rutherford são acionados
00:00:00 Decolagem
+00:02:27 Main Engine Cut Off (MECO) no primeiro estágio do Electron
+00:02:30 Separação do primeiro estágio
+00:02:33 O motor Rutherford do segundo estágio do Electron é acionado
+00:03:04 Separação da carenagem de cabeça
+00:06:44 Troca “a quente” de bateria no segundo estágio
+00:09:17 Electron atinge órbita
+00:09:25 Separação do segundo estágio do estágio de ‘kick’
~+01:00:00 Ignição do motor Curie, corte do motor, carga útil ejetada

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Militares dos EUA devem lançar o SBIRS-GEO 6 no dia 4

Satélite de alerta antecipado completará constelação geoestacionária

Resumo do lançamento

O sexto e último satélite ‘SBIRS’, o SBIRS GEO-6 (Space Based Infrared System Geosynchronous Earth Orbit ) está montado em seu foguete Atlas V 421 número AV-097 para lançamento em 4 de agosto para uma órbita de transferência geossíncrona personalizada. O lançamento está marcado para ser feito a partir da plataforma SLC-41 de Cabo Canaveral entre 06:29 – 07:09 EDT (10:29 – 11:09 UTC, 07:29 – 08:09 Brasilia). A previsão do tempo para o lançamento no o dia 4 de agosto é de 80%; e para 5 de agosto, 70%.

O SBIRS-GEO, de 4.500 kg, é o satélite geoestacionário do programa SBIRS-High, que substituirá o sistema DSP de satélites de alerta antecipado no serviço de alerta para lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais. Os sensores do SBIRS são projetados para fornecer maior flexibilidade e sensibilidade do que os do DSP e podem detectar sinais infravermelhos de ondas curtas e ondas médias expandidas, permitindo que o sistema execute um conjunto mais amplo de missões. Esses recursos aprimorados resultam em maior precisão de previsão para combatentes estratégicos e táticos globais.

Arquitetura do sistema SBIRS

A espaçonave SBIRS-GEO é um modelo Lockheed Martin A2100M estabilizado de três eixos com um sensor de varredura por infravermelho persistente (OPIR) e um sensor de observação. O apontamento do sensor é realizado com espelhos basculantes dentro dos telescópios. O sensor de varredura em GEO fornece um tempo de revisita mais curto do que o do DSP em todo o campo de visão, enquanto o sensor de observação é usado para observações por etapas ou observações dedicada em áreas menores. A série de espaçonaves geossíncronas A2100 foi projetada para atender a uma variedade de necessidades de telecomunicações, incluindo serviços de transmissão e banda larga de banda Ka, serviços fixos de satélite em configurações de carga útil de banda C e banda Ku, serviços de transmissão direta de alta potência usando o Ku- espectro de frequência de banda e serviços móveis por satélite usando cargas úteis UHF, banda L e banda S. O design modular do A2100 apresenta “redução de peças, construção simplificada, maior confiabilidade em órbita e peso e custo reduzidos”.
A empresa padronizou este chassi e grande parte do esforço de desenvolvimento é direcionada para aumentar a potência disponível no A2100, que é capaz de gerar 15 kW em sua configuração padrão. Isso envolve o trabalho na integração de novas células solares de maior eficiência, nos inovadores “persianas plissadas” de paineis solares, o uso de TWTAs de alta eficiência resfriados por irradiação, o design de tubos de calor e radiadores dobráveis ​​mais eficientes e design aprimorado para a dissipação térmica. Os engenheiros da empresa fazem uso extensivo de ferramentas CAD e afirmam que podem entregar um satélite que usa o chassi A2100 em 18 meses após o recebimento do pedido.

O SBIRS-GEO 6 é construído num chassi A2100M da Lockheed

A série A2100 é modular e pode ser configurada em três tamanhos diferentes: A2100A = 1 a 4 kW; A2100AX = 4 a x kW; A2100AXS: A2100AX aprimorado A2100AXX: versão estendida para comunicações móveis; e a versão A2100M, que atende aos requisitos militares. O A2100M também é usado para vários outros programas de satélites militares, incluindo os satélites de comunicação Advanced Extremely High Frequency. O primeiro satélite AEHF, USA-214, foi lançado em 2010.

O SBIRS

A equipe do SBIRS é liderada pela Diretoria de Sistemas Espaciais Infravermelhos do Centro de Sistemas Espaciais e Mísseis da Força Aérea dos EUA. A Lockheed Martin é a contratada principal da SBIRS, a Northrop Grumman é a integradora de carga útil. O Comando Espacial da Força Aérea opera o sistema. O programa foi originalmente planejado para incluir um elemento de órbita baixa, com satélites detectando lançamentos, rastreando mísseis e identificando o tipo de míssil em vôo. Este elemento surgiu do SDIO Space Surveillance and Tracking System, mais tarde conhecido como Brilliant Eyes. Em 2002, foi desmembrado como um programa separado chamado Space Tracking and Surveillance System (STSS), sob o controle da Agência de Defesa de Mísseis. Esta primeira espaçonave foi lançada através de um Atlas V 401 da United Space Alliance em 7 de maio de 2011 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida . Dentro de dois meses após o lançamento, o SBIRS começou a compartilhar os dados iniciais do satélite GEO-1. Os principais dados de desempenho foram relatados pela Força Aérea à época, observando que os sensores detectam alvos 25% mais escuros do que o necessário com uma medição de intensidade que é 60% mais precisa do que a especificação. A precisão de apontamento do sensor também é nove vezes mais precisa do que o necessário. “As excelentes tendências de desempenho vistas até o momento nos dão confiança em nossa extensa campanha de testes operacionais e de desenvolvimento integrados”, disse o tenente-coronel Ryan Umstattd, líder da certificação GEO do sistema.

O SBIRS substitui ou incorpora estações terrestres e satélites DSP e destina-se a melhorar a pontualidade, precisão e sensibilidade de detecção de ameaças do DSP. O SBIRS foi desenvolvido em dois incrementos do sistema. O Incremento 1 usou o segmento de controle terrestre de local fixo SBIRS, operando com satélites DSP, para sustentar a capacidade militar original do DSP. A Força Aérea atingiu a Capacidade Operacional Inicial para o Incremento 1 em 18 de dezembro de 2001, consolidando as operações do DSP e Attack and Launch Early Reporting to Theater – “Ataque e Lançamento de Relatórios Antecipados aos sistemas de Teatro”. Na entrega de capacidade total, o Incremento 2 incluiu um segmento espacial composto por duas cargas úteis hospedadas em HEO (órbita eliptica extremamente alta) e quatro satélites geoestacionários, novos software e hardware de sistema terrestre de local fixo da Mission Control Station (MCS) para processamento de dados consolidado em todas as famílias de sensores, e um novo recurso de solo móvel SBIRS “Survivable Endurable Evolution” (S2E2) para substituir o antigo Mobile Ground System (MGS).
Esses recursos do Incremento 2 foram entregues em vários “blocos discretos”, cada um exigindo teste e avaliação dedicados. No Incremento 2 SBIRS, o Bloco 10 foi entregue. O Bloco 10 apresentou novos software e hardware de estação terrestre, permitindo pela primeira vez o processamento integrado de dados de sensores DSP, GEO e HEO no MCS e MCS Backup (MCSB), e permitindo a integração de dados do sensor GEO “Starer”. No Incremento 2 , o Bloco 20 e S2E2 continuaram em desenvolvimento. O Bloco 20 foi programado para entrega no final de 2018 e teve como objetivo melhorar ainda mais o software da estação terrestre nos MCS e MCSB. O software destinou-se a permitir a analise otimizada de dados do sensor e a supressão de fundo para detectar alvos mais escuros e a sinalização automática de sensores tipo GEO Starer para prover melhor rastreamento de ameaças e precisão de previsão de pontos de impacto. O S2E2 foi programado para entrega no final de 2019. A Força Aérea está atualmente operando espaçonaves em HEO e satélites SBIRS em órbita geoestacionária.

A Northrop Grumman fornece sua Unidade de Referência Inercial Espacial Escalável (chamada ‘Scalable SIRU’) para apontamento/estabilização do sensor e controle de atitude nos satélites SBIRS GEO. “Este prêmio amplia nosso apoio ao programa SBIRS e reafirma nosso status como fornecedor de escolha para missões técnicas complexas”, disse Bob Mehltretter, vice-presidente de Sistemas de Navegação e Posicionamento da Northrop Grumman Electronic Systems. “Estamos comprometidos em fornecer produtos que atendam aos mais altos padrões de desempenho e confiabilidade para satélites SBIRS atuais e outros de próxima geração.”
O Scalable SIRU da Northrop é o padrão da indústria para soluções de controle de atitude de alta precisão e longa duração que suportam missões espaciais comerciais, governamentais e civis. O Scalable SIRU foi usado em outras missões, incluindo a MESSENGER da NASA para orbitar Mercúrio e a Global Precipitation Measurement. No centro do sistema está o giroscópio ressonador hemisférico patenteado da Northrop Grumman, que foi usado no espaço sem falha de missão por mais de 28 milhões de horas de operação.

Primeiro estágio do Atlas V sendo içado na plataforma de montagem

Em outubro de 2012, a Lockheed Martin recebeu um contrato de US$ 82 milhões para iniciar o trabalho inicial no quinto e sexto satélites geossíncronos. O prêmio de US$ 1,86 bilhão para a conclusão dos quinto e sexto satélites foi concedido em junho de 2014. Começando com esses satélites, a Lockheed Martin usa a plataforma modernizada tipo LM2100M. A proposta de orçamento do ano fiscal de 2019 exigiu o cancelamento dos SBIRS-GEO 7 e 8, para transferir os fundos anteriormente alocados para esses satélites para o novo sistema OPIR de próxima geração.

O foguete Atlas V 421 faz parte da família Atlas V 400/500 operada pela United Launch Alliance. Os foguetes Atlas V são lançados desde 2002 e têm uma taxa de sucesso quase perfeita (um voo foi uma falha parcial, e a missão foi catalogada como um sucesso). O veículo é operado a partir do Complexo de Lançamento 41 na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Flórida e do Complexo de Lançamento 3E na Base da Força Aérea de Vandenberg, Califórnia. O foguete é montado em Decatur, Alabama; Harlingen, Texas; San Diego, Califórnia; e na sede da United Launch Alliance perto de Denver, Colorado.

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