NASA detecta sinais de impacto de estágio de foguete na Lua

Sonda LRO fotografou uma cratera dupla

O corpo de foguete impactou a Lua em 4 de março de 2022, perto da cratera Hertzsprung, criando uma cratera dupla de aproximadamente 28 metros de largura na dimensão mais longa. A cratera formou-se em uma área complexa onde o impacto de material ejetado do evento da bacia Orientale se sobrepõe à borda nordeste degradada da bacia Hertzsprung, a 5.226 graus norte, 234.486 graus leste, a 1.863 metros de altitude.

Astrônomos descobriram um estágio de foguete indo em direção a uma colisão lunar no final do ano passado. Ao que parece, o impacto ocorreu em 4 de março, com a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA depois de detectar a cratera resultante. Os cientistas ficaram surpresos ao constatar que a cratera é na verdade duas, uma cratera oriental (18 metros de diâmetro) sobreposta a uma ocidental (16 metros).

Segundo a NASA, a inesperada cratera dupla pode indicar que o corpo do foguete tinha grandes massas em cada extremidade. Normalmente, um foguete esgotado tem massa concentrada na extremidade do motor; o resto do estágio consiste principalmente nos tanques de propelentes, vazios. Como a origem do corpo do foguete permanece incerta, a natureza dupla da cratera pode indicar sua identidade. Nenhum outro impacto de corpo de foguete na Lua criou crateras duplas. As quatro crateras dos estágios SIV-B das missões Apollo eram um tanto irregulares no contorno (Apollos 13, 14, 15, 17) e eram substancialmente maiores (mais de 35 metros, cerca de 38 jardas) do que cada uma das crateras duplas. A largura máxima (29 metros, cerca de 31,7 jardas) da cratera dupla do corpo do foguete misterioso estava próxima à dos S-IVBs.

As quatro imagens mostram crateras formadas por impactos dos estágios SIV-B: os diâmetros das crateras variam de 35 a 40 metros na dimensão mais larga.

A geometria das crateras pode indicar que o estágio do foguete, portanto, tinha duas concentrações de massa, indicando tanto uma baia de motores maciça quanto uma seção adaptadora, superior, de estrutura mais robusta. Normalmente, uma seção adaptadora (destinada a servir de suporte para a instação de uma nave espacial ou de equipamentos acessórios, ou mesmo de cargas úteis fixas secundárias) é construída epara ser o mais leve possível, economizando o desempenho do foguete.

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