NASA detecta sinais de impacto de estágio de foguete na Lua

Sonda LRO fotografou uma cratera dupla

O corpo de foguete impactou a Lua em 4 de março de 2022, perto da cratera Hertzsprung, criando uma cratera dupla de aproximadamente 28 metros de largura na dimensão mais longa. A cratera formou-se em uma área complexa onde o impacto de material ejetado do evento da bacia Orientale se sobrepõe à borda nordeste degradada da bacia Hertzsprung, a 5.226 graus norte, 234.486 graus leste, a 1.863 metros de altitude.

Astrônomos descobriram um estágio de foguete indo em direção a uma colisão lunar no final do ano passado. Ao que parece, o impacto ocorreu em 4 de março, com a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA depois de detectar a cratera resultante. Os cientistas ficaram surpresos ao constatar que a cratera é na verdade duas, uma cratera oriental (18 metros de diâmetro) sobreposta a uma ocidental (16 metros).

Segundo a NASA, a inesperada cratera dupla pode indicar que o corpo do foguete tinha grandes massas em cada extremidade. Normalmente, um foguete esgotado tem massa concentrada na extremidade do motor; o resto do estágio consiste principalmente nos tanques de propelentes, vazios. Como a origem do corpo do foguete permanece incerta, a natureza dupla da cratera pode indicar sua identidade. Nenhum outro impacto de corpo de foguete na Lua criou crateras duplas. As quatro crateras dos estágios SIV-B das missões Apollo eram um tanto irregulares no contorno (Apollos 13, 14, 15, 17) e eram substancialmente maiores (mais de 35 metros, cerca de 38 jardas) do que cada uma das crateras duplas. A largura máxima (29 metros, cerca de 31,7 jardas) da cratera dupla do corpo do foguete misterioso estava próxima à dos S-IVBs.

As quatro imagens mostram crateras formadas por impactos dos estágios SIV-B: os diâmetros das crateras variam de 35 a 40 metros na dimensão mais larga.

A geometria das crateras pode indicar que o estágio do foguete, portanto, tinha duas concentrações de massa, indicando tanto uma baia de motores maciça quanto uma seção adaptadora, superior, de estrutura mais robusta. Normalmente, uma seção adaptadora (destinada a servir de suporte para a instação de uma nave espacial ou de equipamentos acessórios, ou mesmo de cargas úteis fixas secundárias) é construída epara ser o mais leve possível, economizando o desempenho do foguete.

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Índia lança com sucesso satélites para Singapura

Foguete PSLV-CA nº C53 fez lançamento perfeito

Lançamento a partir de Satish Dhawan

A Índia lançou hoje, 30 de junho de 2022 às 12:32 UTC (09:32 Brasilia) um foguete PSLV-CA C53 a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, Índia, plataforma 2, com três satélites e uma carga útil hospedada, com sucesso.

O quarto estágio PS4 com os satélites e cargas antes da liberação

Os satélites e cargas deste voo foram:

DS-EO

DS-EO, de 365kg: “Singapore Earth Observation Satrec Initiative”
Satélite de observação eletroóptica para a ST Engenharia e a Agência de Ciência e Tecnologia de Defesa de Cingapura. O DS-EO carrega uma carga útil eletroóptica multiespectral com capacidade de imagem de resolução de 0,5 m, em órbita baixa.

NeuSAR de 155kg: Singapore Earth Observation, radar Satrec Initiative ; O NeuSAR é o primeiro pequeno satélite comercial de Cingapura com carga útil SAR, construído pela Starec Initiative, capaz de fazer imagens dia e noite e sob todas as condições climáticas em órbita baixa.

Cargas POEM montadas no estágio do foguete

SCOOB-I (S3 1) : Cubesat 3U de 3 kg da Singapore Technology: O satélite é o primeiro satélite da Student Satellite Series (S3-I), um programa de treinamento prático para estudantes do Satellite Research Center (SaRC) da Escola de Engenharia Elétrica e Eletrônica da Universidade Tecnológica de Nanyang (Nanyang Technological University – NTU).

POEM: no estágio PS4 , seis experimentos hospedados.

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Militares americanos lançam missão USSF-12 hoje

Foguete Atlas V 541 colocará duas espaçonaves em órbita

Resumo da missão

Os satélites Wide Field of View WFOV e Space Test Prioject STP são as duas cargas úteis que serão lançadas em um foguete da ULA, o Atlas 5 numero AV-094 durante uma janela de duas horas a partir das 18h, horário do leste de 30 de junho. O foguete desta missão USSF-12 deverá ser lançado a partir do complexo de lançamento SLC-41 em Cabo Canaveral, na estação da Força Espacial na Flórida, EUA. O horário previsto de lançamento é 18:00 EDT ( 2200 UTC, ou 19:00 de Brasilia ). A órbita-alvo é uma órbita geossíncrona a 36.000 km. A previsão do tempo para a USSF-12, para 30 de junho é de 60%, e para o dia 1º de julho será de 60%.

Live do lançamento

A ULA instalou os dois satélites no topo do foguete em 15 de junho, encapsulados em sua carenagem de cabeça. Em 29 de junho, a previsão de clima favorável para o lançamento no dia 30 era de 60%, com possibilidade de nuvens cumulus. Uma segunda janela de lançamento foi em 1º de julho.

O trabalho planejado para o satélite WFOV está relacionado à constelação de infravermelho persistente de última geração (OPIR) da Força Espacial, caracterizada como “a pedra angular” da futura arquitetura dos EUA para alerta, rastreamento e defesa de mísseis, em especial contra mísseis hipersônicos que manobram e geram uma assinatura infravermelha mais fraca do que a de outras armas.

Etapas do lançamento, marcadas em segundos a partir da decolagem

Construído pela Millennium Space Systems da Boeing, o satélite WFOV monitorará a atmosfera da Terra em busca de assinaturas infravermelhas em uma resolução mais alta e em uma área maior da Terra do que os satélites existentes do Sistema Infravermelho Baseado no Espaço.

A L3Harris Technologies construiu o novo sensor infravermelho de grande plano focal do WFOV – “4k por 4k” ou 4.000 pixels por 4.000 pixels – para fornecer “uma capacidade OPIR em órbita com sensibilidade avançada que pode rastrear alvos escuros em grandes áreas”, disse a Cel. Heather B. Bogstie do Comando de Sistemas Espaciais da Força Espacial durante a ligação. O SSC é um dos três comandos de campo da Força Espacial organizacionalmente semelhantes aos principais comandos da Força Aérea. É o sucessor do antigo Centro de Sistemas Espaciais e de Mísseis da Base Aérea de Los Angeles. Bogstie disse que o novo sensor também apresenta “ruído reduzido”.

Cronologia da missão

Do cinturão GEO a 36.000 quilômetros acima do equador, o satélite WFOV terá um papel na prova de que o equipamento funciona. As equipes testarão aspectos de atividades futuras, como planejamento de missões, manipulação de dados e desenvolvimento de algoritmos, disseram as autoridades. “Esta missão nos dará cobertura 24 horas por dia, 7 dias por semana, em mais de 3.000 quilômetros sobre o teatro do Pacífico”, disse Bogstie. Ela disse que o WFOV “é parte integrante da arquitetura de alerta de mísseis e rastreamento de mísseis do país” e que seu sensor de grande plano focal é apropriado para outras órbitas além do GEO. A Agência de Desenvolvimento Espacial e a SSC trabalham em planos para alerta de mísseis infravermelhos e rastreamento de constelações em órbitas baixas e médias da Terra, respectivamente.

Foguete na mesa de lançamento

O WFOV “será um importante desbravador para nossos futuros sistemas de rastreamento de mísseis MEO”, disse Bogstie. “A exploração de dados, as peças de planejamento de missão para o Wide Field of View Testbed, [serão] muito importantes em como operacionalizamos os dados que vão para o combatente e também são colocados no alerta integrado de mísseis/rastreamento de mísseis/ arquitetura de defesa antimísseis. “Então é por isso que é importante, sabendo que a ameaça é iminente agora, como essa missão em particular é um desbravador para o que estamos procurando colocar em campo.” Ao todo, a missão, incluindo os dois satélites e o lançamento, custou US$ 1,1 bilhão.

O foguete-portador Atlas V 541 tem uma coifa de cabeça de 5 metros de diâmetro, quatro boosters auxiliares de propelente sólido e um motor RL-1 no estágio Centauro

O STP é uma espaçonave formada por um “Evolved Expendable Launch Vehicle (EELV) Secondary Payload Adapter (ESPA)” (adaptador de cargas úteis secundárias para lançadores descartáveis evoluídos) construída pela Northrop Grumman; é uma estrutura em forma de anel com propulsão própria que transportará vários experimentos secretos para o Programa de Testes Espaciais.

Atlas V 541 AV-094

O foguete Atlas V 541 montado tem 59,7 metros de comprimento e uma massa na decolagem de 536.180 kg; segundo a ULA, é carregado com 413.694,19 litros de propelente líquido (LOX e RP-1) e 181.436,9 kg de propelentes sólidos. Os motores produzirão 1.064.583,73 kgf na decolagem.

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SpaceX lança hoje o SES-22

Um satélite de comunicações para TV e rádio na América do Norte decola 18:04 Brasília

Foguete F9 v1.2 FT na mesa de lançamento

A SpaceX marcou para hoje, quarta-feira, 29 de junho de 2022, o lançamento do satélite SES-22 para órbita de transferência geossíncrona a partir do Space Launch Complex 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A janela de lançamento, de duas horas, abre às 17h04 ET, 21:04 UTC – 18:04 hora de Brasília. Uma oportunidade de lançamento reserva está disponível na quinta-feira, 30 de junho, com a mesma janela. O core de primeiro estágio do foguete Falcon 9 desta missão já havia feito o lançamento de um lote de Starlink. O primeiro estágio “core” B1073 deverá pousar na balsa-drone A Shortfall of Gravitas no Oceano Atlântico e as conchas da carenagem de cabeça deverão ser recuperadas no mar pelo navio de apoio ‘Doug’. O foguete Falcon 9 v1.2 FT Block 5 nº B1073-2 levará o satélite construído pela Thales Alenia que ajudará a “continuar o progresso da empresa de migrar os clientes de banda C existentes enquanto libera espaço para a cobertura 5G”.

O SES-22 operará no slot orbital de 135 graus oeste e fornecerá TV e rádio para milhões de lares americanos e fornecerá outros serviços críticos de transmissão de dados, com operações previstas para começar no início de agosto de 2022. A SES disse que o novo satélite faz parte de um programa mais amplo da FCC para trabalhar com operadoras de satélite para desenvolver um plano para liberar 280 MHz do espectro de banda C para serviços móveis 5G (mais uma banda de guarda de 20 MHz) para que a TV e serviços de rádio, serviços críticos de transmissão de dados e redes 5G podem ser entregues simultaneamente. A empresa concluiu todas as atividades de transição da Fase I em setembro de 2021 e está a caminho de concluir as atividades de transição da Fase II para cumprir o prazo de dezembro de 2023 da FCC. A SES encomendou seis satélites para prover capacidade necessária para seus clientes, sendo que os SES-18, SES-19, SES-20, SES-21 e SES-22 estavam previstos para 2022. Combinadas, as unidades possibilitarão a ttransmissão de TV digital para quase 120 milhões de residências.

Trajetória de lançamento

CONTAGEM REGRESSIVA

hh/min/ss           Evento

  • 00:38:00               O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento de propelentes
  • 00:35:00               O carregamento de RP-1 (querosene de foguete) começa
  • 00:35:00               O carregamento do 1º estágio LOX (oxigênio líquido) começa
  • 00:16:00               Carregamento da LOX do 2º estágio iniciado
  • 00:07:00               Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
  • 00:01:00               Computador de voo emite comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
  • 00:01:00               A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
  • 00:00:45               Diretor de lançamento da SpaceX verifica a prontidão para o disparo
  • 00:00:03               O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
  • 00:00:00               Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL

Todos os tempos aproximados

hh/min/ss           Evento

  • 00:01:12               Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
  • 00:02:30               Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
  • 00:02:33               1º e 2º estágios separados
  • 00:02:41               Ignição do motor Merlin 1D plus Vac do 2º estágio (SES-1)
  • 00:03:24               Liberação de carenagem
  • 00:06:16               Começa a queima de entrada do 1º estágio
  • 00:06:42               Queima de entrada do 1º estágio concluída
  • 00:08:02               Corte dos motores do 2º estágio (SECO)
  • 00:08:07               Começa a queima de pouso do 1º estágio
  • 00:08:34               1ª estágio pousa
  • 00:27:08               Reignição do motor do 2º estágio (SES-2)
  • 00:28:15               Corte dos motores do 2º estágio (SECO-2)
  • 00:33:26               O satélite SES-22 é liberado

Live de lançamento no Homem do Espaço

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Foguete PSLV-CA da ISRO lançará três satélites de Singapura

PSLV-C53 é a segunda missão comercial dedicada da NewSpace India Limited (NSIL)

reportagem Karthik Naren via SpaceIntelligence

Chennai, 29 de junho de 2022 – A ISRO – Organização de Pesquisa Espacial Indiana – realizará a missão PSLV-C53 em 30 de junho de 2022. A hora da decolagem será às 12:30 UTC (09:30 Brasilia, 18:00 hora local) da Segunda Plataforma de Lançamento no Centro Espacial Satish Dhawan, Sriharikota.

PSLV-C53 na plataforma de lançamento 2, SHAR (ISRO)

O PSLV-C53 é a segunda missão comercial dedicada da NewSpace India Limited (NSIL). Ele foi projetado para orbitar o satélite DS-EO junto com cargas úteis de compartilhamento de viagens; NeuSAR & SCOOB-I de Cingapura. Esta é a 55ª missão do PSLV e a 15ª usando a variante PSLV-Core Alone: ​​a variante básica do PSLV sem os boosters PSOM de estágio 1. É o 16º lançamento do PSLV da segunda plataforma de lançamento.

A missão propõe demonstrar a utilização do estágio superior esgotado do veículo lançador como plataforma estabilizada para cargas úteis científicas após a separação dos satélites. Um PSLV-C53 de quatro estágios e 44,4 m de altura tem uma massa de decolagem de 228,433 t. Ele injetaria o satélite DS-EO em uma órbita com semi-eixo maior de 6948,137 + 20 km, a uma altitude de 570 km medida a partir do equador terrestre, com inclinação de ± 10°.

Cargas do PSLV-C53

Configuração de lançamento do DS-EO (ISRO)

O DS-EO é um satélite de cingalês para observação da Terra com uma massa de 365 kg, transporta uma carga útil multiespectral electro-óptica para reconhecimento com capacidade de resolução de 0,5 m, que fará imagens coloridas para classificação de terras e servirá para o Serviço Humanitário e necessidades de assistência e socorro.

O DS-EO foi adquirido em conjunto pela Agência de Ciência e Tecnologia de Defesa (DSTA) e pela ST Engineering. Ele atenderá às necessidades das agências de SWingapura, como segurança marítima e detecção de derramamento de óleo, e permitirá que a ST Engineering aprimore seus serviços de imagens comerciais. O satélite está instalado no deck superior do Adaptador de Lançamento Duplo (DLA) do PSLV

NeuSAR (DSO)

O NeuSAR é um satélite de observação terrestre por radar de Cingapura de 155 kg projetado como um desbravador para uma constelação comercial.

O NeuSAR é desenvolvido em conjunto pela Defense Science Organization (DSO) e ST Engineering. Ele estará carregando uma carga útil SAR, capaz de fornecer imagens dia e noite e sob todas as condições climáticas.

Possuindo um Radar de Abertura Sintética (o SAR) totalmente polarimétrico, capaz de aplicações terrestres e marítimas, e incorpora um recurso exclusivo que detecta mudanças mínimas na cena entre duas passagens. Projetado para atingir um tempo de revisita de menos de 60 minutos para seis satélites na constelação, o NeuSAR também é capaz de fornecer possibilidades de imagem dia e noite, para todos os climas e através das nuvens.

SCOOB-I (NTU)

SCOOB-I : Um cubesat tamanho 3U com massa de 3,1 kg para medir a irradiação solar na parte infravermelha e visível do espectro solar. É o primeiro satélite da Student Satellite Series (S3), construído sob o Satellite Research Center (SaRC) da Nanyang Technological University, em Singapura.

O SCOOB-I é do tamanho de uma caixa de sapatos e carrega um sensor espectral solar, câmera de imagem da Terra, Sistema de Determinação de Atitude e um novo painel solar desenvolvido no SaRC. O sensor espectral solar no SCOOB-I desenvolvido por alunos da NTU fará observações do Sol em 18 canais de ultra-violeta a infravermelho. A saída solar é importante para calcular a saída de energia do Sol, que ajuda no cálculo do balanço de radiação da Terra. A energia do Sol é absorvida em diferentes partes da atmosfera da Terra. Ao entender a produção de energia do Sol em diferentes partes do espectro eletromagnético, a entrada de energia nas diferentes camadas da atmosfera pode ser estimada. O SCOOB-I será a primeira missão heliofísica de cingalesa, que nos ajudará a entender melhor a conexão Sol-Terra e os impactos solares no clima e no clima terrestre.

Módulo Experimental Orbital PSLV (POEM)

PS4 (estágio superior do POEM) [ISRO]

A atividade do Módulo Experimental Orbital do PSLV (POEM) é realizada em experimentos científicos em órbita usando o estágio PS4 esgotado como plataforma orbital. É a primeira vez que o estágio PS4 orbitará a Terra como uma plataforma estabilizada. A estabilização de atitude é obtida usando um sistema NGC dedicado. O POEM obtém energia dos painéis solares montados ao redor do tanque PS4 e de uma bateria íon-lítio. Ele navegará usando quatro sensores solares, um magnetômetro, giroscópios e NavIC (Indian Regional Navigation Satellite System). Ele possui propulsores de controle dedicados usando gás hélio, também habilitado com o recurso de telecomando. O POEM transporta seis cargas úteis, incluindo duas do ROBI (medidor de fluência de prótons “ROBust”) da M/s Digantara e o DSOD 1U Cubesat da M/s Dhruva Space , habilitado através do IN-SPACe e NSIL.

Por ocasião do ‘Azadi Amrit Mahotsav’, desta vez o estágio do foguete levará uma flâmula da Índia e a bandeira nacional para comemorar o 75º aniversário da independência indiana.

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SpaceX lançará SES-22

Satélite de comunicações deve subir dia 29

A SpaceX está programada para lançar o foguete Falcon 9 nº B1073-2 do SLC-40 na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, em 29 de junho de 2022, não antes das 17h03 EDT (18:03 Brasilia). Este lançamento levará o satélite de comunicações SES-22 a uma órbita de transferência geoestacionária. Construído pela Thales Alenia, o SES-22 ajudará a continuar o progresso da empresa de migrar os clientes de banda C existentes enquanto libera espaço para a cobertura 5G. O primeiro estágio “core” B1073 deverá pousar na balsa-drone A Shortfall of Gravitas no Oceano Atlântico e as conchas da carenagem de cabeça deverão ser recuperadas no mar pelo navio de apoio ‘Doug’.

Trajetória de lançamento praticamente equatorial

O SES-22 operará no slot orbital de 135 graus oeste e fornecerá TV e rádio para milhões de lares americanos e fornecerá outros serviços críticos de transmissão de dados, com operações previstas para começar no início de agosto de 2022. A SES disse que o novo satélite faz parte de um programa mais amplo da FCC para trabalhar com operadoras de satélite para desenvolver um plano para liberar 280 MHz do espectro de banda C para serviços móveis 5G (mais uma banda de guarda de 20 MHz) para que a TV e serviços de rádio, serviços críticos de transmissão de dados e redes 5G podem ser entregues simultaneamente. A empresa concluiu todas as atividades de transição da Fase I em setembro de 2021 e está a caminho de concluir as atividades de transição da Fase II para cumprir o prazo de dezembro de 2023 da FCC. A SES encomendou seis satélites para prover capacidade necessária para seus clientes, sendo que os SES-18, SES-19, SES-20, SES-21 e SES-22 estavam previstos para 2022. Combinadas, as unidades possibilitarão a ttransmissão de TV digital para quase 120 milhões de residências.

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Rocketlab lança CAPSTONE para a NASA

Pequeno satélite testará missões de apoio ao projeto lunar tripulado dos EUA

Satélite CAPSTONE

A Rocket Lab lançou hoje, 28 de junho de 2022 às 09:55 UTC (06:55 Brasilia) o CubeSat CAPSTONE, de 24,94 kg, a bordo de um foguete Electron a partir do Rocket Lab Launch Complex 1, Mahia Peninsula , Nova Zelândia. Após o lançamento, o estagio superior Photon colocou a CAPSTONE em uma trajetória de injeção translunar. O disparo do motor permitirá que o CubeSat saia da influencia da gravidade da Terra e rume para a Lua. Então, o CAPSTONE usará seu próprio sistema de propulsão para entrar em uma órbita cislunar, uma área orbital próxima e ao redor da Lua. “Acabamos de saber de uma segunda queima do motor HyperCurie [do Photon] bem-sucedida. A partir daqui, o HyperCurie realizará o aumento de apogeu com ignições a cada 24 horas pelos próximos cinco dias, antes de um acendimento final no sexto dia para colocar o CAPSTONE em uma injeção translunar” – disse a Rocketlab esta manhã.

Após uma viagem de três meses à Lua, o CAPSTONE entrará em uma órbita halo, uma órbita altamente elíptica sobre os pólos da Lua, para verificar suas características para futuras missões e realizar uma demonstração de navegação com o Lunar Reconnaissance Orbiter dos EUA . O CAPSTONE servirá como um “desbravador” para a estação espacial lunar Gateway, um componente chave do programa Artemis da NASA . Sua missão principal é testar a estabilidade da órbita e conduzir experimentos de navegação com o Lunar Reconnaissance Orbiter e durará seis meses, seguida por uma missão estendida ou “aprimorada” de até onze meses com testes adicionais.

A NASA selecionou a Rocket Lab para o lançamento do veículo Cislunar Autônomo para Experiência de Operações e Navegação da Tecnologia de Sistema de Posicionamento ( Cislunar Autonomous Positioning System Technology Operations and Navigation Experiment – CAPSTONE ), um CubeSat.

O CAPSTONE usará um sistema de propulsão de hidrazina durante a maior parte de sua viagem de três a quatro meses até a Lua. Esta linha de sistema de propulsão, desenvolvida pela Stellar Exploration Inc. de San Luis Obispo, Califórnia, é um sistema desenvolvido e comprovado em voo desenvolvido para uso em CubeSats.

Rebocador espacial Photon

O foguete Electron lançou a missão carregando a espaçonave CAPSTONE integrada em seu estágio superior/rebocador espacial Lunar Photon. Para a missão, o Lunar Photon servirá como um estágio superior para levar a CAPSTONE a uma trajetória de transferência lunar balística altamente eficiente projetada pela Advanced Space do Colorado. Cerca de sete dias após o lançamento, após uma série de manobras de elevação da órbita e a queima final da injeção translunar, o Photon liberará o CAPSTONE. Após entrada em espaço profundo, com baixa transferência de energia, a espaçonave se inserirá na órbita “quase retilínea” halo. Ao mesmo tempo, o Lunar Photon continuará em uma órbita separada para sua neutralização segura.

A combinação do foguete ELectron e o estágio superior/rebocador Photon é tida como ideal para lançar GPS e cubesats de retransmissão de comunicações em órbita lunar, necessários para as missões tripuladas e de carga na Lua.

“Entre outros sistemas, estamos testando um rádio que usaremos para nos comunicar com o Photon no início da missão quando estiver em órbita baixa da Terra e depois quando estiver a cerca de 300.000 km da Terra a caminho da Lua” – disse a Rocketlab no twitter. “Também estamos testando um sistema de orientação, navegação e controle construído pelo Rocket Lab que realizará manobras autônomas que são coordenadas e comandadas a partir do cérebro do sistema, um computador de vôo construído pela Rocket Lab”.

“O Programa de Serviços de Lançamento da NASA (LSP) tem o prazer de fornecer um serviço de lançamento de baixo custo para o CAPSTONE e trabalhar com a Rocket Lab neste lançamento inaugural da NASA a partir de seu novo local de lançamento no Mid-Atlantic Regional Spaceport na Virgínia”, disse Ana Rivera., gerente de integração do programa LSP para CAPSTONE no Kennedy Space Center da NASA na Flórida. LSP irá gerenciar o serviço de lançamento.

“Esta missão tem tudo a ver com a demonstração rápida e mais acessível de novas capacidades, e estamos fazendo parcerias com pequenas empresas para fazê-lo”, disse Christopher Baker, executivo do programa Small Spacecraft Technology na sede da agência em Washington. “Isso é verdade do ponto de vista do cronograma de desenvolvimento do CAPSTONE, objetivos operacionais, demonstração de navegação e seu lançamento comercial rapidamente adquirido a bordo de um pequeno foguete.”

Espaçonave real e seu estágio rebocador Lunar Photon

“O CAPSTONE é uma demonstração rápida e tolerante a riscos que se propõe a aprender sobre a órbita cislunar de sete dias que também visamos para o Gateway”, disse Marshall Smith, diretor de programas de exploração lunar na sede da NASA. “Não estamos contando apenas com esses dados precursores, mas podemos reduzir as incertezas de navegação antes de nossas futuras missões usando a mesma órbita lunar.”

Propulsor de hidrazina do Photon

O contrato de lançamento com preço fixo está avaliado em US$ 9,95 milhões. Em setembro de 2020, a NASA concedeu um contrato de US$ 13,7 milhões à Advanced Space de Boulder, Colorado, para desenvolver e operar o CubeSat. Após uma revisão final do projeto, a Advanced Space e a Tyvak Nano-Satellite Systems Inc. de Irvine, Califórnia, começaram a construir e testar a espaçonave.

O CAPSTONE é gerenciado pelo programa Small Spacecraft Technology da NASA dentro do Space Technology Mission Directorate da agência. Os Sistemas Avançados de Exploração dentro da Diretoria de Missão de Exploração e Operações Humanas da NASA apoiam as operações de lançamento e de missão.

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China lança mais um ‘Gaofen’

GF 12-03 fará reconhecimento por radar

Longa Marcha 4C número Y46 decola de Jiuquan

Outro satélite de sensoriamento remoto foi lançado em 27 de junho de 2022 da área 94/06 do Centro Espacial de Jiuquan, no noroeste da China. O satélite Gaofen-12 03 (GF 12-03) foi lançado pelo foguete Longa Marcha-4C CZ 4C Y46 às 23h46, horário de Pequim ( 15:46UTC ou 12:46 Brasilia), e entrou com sucesso em sua órbita designada. O satélite foi colocado em órbita de 594,8 km x 599,2 km, inclinada em 97,98° com período de 96,62 min.
Tanto o foguete quanto o satélite são fabricados pela Shanghai SAST Space Technology Research Academy. O anúncio oficial de que a espaçonave “será usada em vários campos, incluindo levantamento de terras, planejamento urbano, projeto de rede rodoviária, previsão de safras e gerenciamento de desastres”, na realidade é um eufemismo para a missão de vigilância militar por radar chinês.

Os satélites Gaofen-12 (高分十二号, Gaofen 12, GF-12) são os satelites de imagem de radar chineses mais possantes – o radar com uma antena tipo arranjo de fase – phased array ativa do 14º Instituto da China Electronic Technology Corporation CETC com uma resolução de até 0,3 m. O desenvolvedor da espaçonave como um todo é uma subdivisão do SAST – o Instituto de Engenharia de Satélites de Xangai Outra divisão do SAST, o Instituto de Design de Sistemas Espaciais de Shangai (上海宇航系统工程研究所, Shangai Yuhang Xitong Gongchen Yanjuso, Instituto de Engenharia de Sistemas Aeroespaciais de Shangai), é responsável pela carga util.

Logo após o lançamento, cada espaçonave GF-12 realiza uma ascensão independente para sua órbita de trabalho com uma altitude média condicional de 628,5 km. Embora os dois primeiros fossem colocados em dois planos diferentes com o nó descendente passando às 07:00 e 05:00 respectivamente, eles sincronizam seu movimento e permanecem aproximadamente em antifase, ou seja, quando GF-12 01 passa pelo nó descendente, GF- 12 02 cruza o equador na direção oposta do outro lado da Terra. Ass manobras de ambas as espaçonaves para esse fim foram observadas desde o final de janeiro de 2022.

Este já é o 425º voo dos foguetes lançadores de nome Longa Marcha, em suas várias versões.

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Ariane 5 lança dois satélites de comunicação

MEASAT 3d e GSAT-24 pertencem a Malásia e Índia, respectivamente

Foguete L5116 decola de Kourou, na Guiana

Um foguete Ariane 5 ECA ‘plus’ nº L5116 (Voo Ariane VA257) lançou os satélites MEASAT-3d e GSAT-24 na órbita de transferência geoestacionária (GTO), uma carga útil total de aproximadamente 10.863 kg , do Complexo de Lançamento Ariane No. 3 (ELA 3) do Centro Espacial da Guiana em Kourou, Guiana Francesa. O foguete decolou em 22 de junho de 2022, às 21:50 UTC (18:50 hora de Brasilia) após um ‘hold’ (suspensão temporária) de cerca de 30 minutos na contagem regressiva. O MEASAT-3d é um satélite de telecomunicações multimissão construído pela Airbus Defence and Space para MEASAT da Malásia. O GSAT-24 é um satélite de comunicações da classe de 4.000 kg com transmissores de banda Ku construído para a NewSpace India Limited (NSIL) pela Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO). Este é o segundo lançamento realizado pela Arianespace desde o início de 2022. “O objetivo da missão é lançar satélites com massa total superior a 10 toneladas em órbita geoestacionária”, disse a empresa. De fato, o lançador transportou uma carga útil total de aproximadamente 10.863 kg.

O Ariane 5 ECA desenvolve mais de mil toneladas-força de empuxo na decolagem

O MEASAT-3d, a ser co-localizado com os MEASAT-3a e MEASAT-3b no slot orbital de 91,5°E, é um satélite de telecomunicações multimissão construído pela Airbus Defence and Space. Pesando aproximadamente 5.648 kg e construído sobre um chassi Eurostar 3000, foi projetado para uma vida útil estimada de 18 anos. Ele aumentará significativamente as velocidades de banda larga de até 100 Mbps por usuário em áreas com rede terrestre limitada ou inexistente em toda a Malásia, continuando a fornecer redundância e capacidade adicional para distribuição de vídeo em HD, 4K e, finalmente, 8K na região Ásia-Pacífico. Além disso, o satélite também hospedará uma carga útil de banda Q/V, a primeira de seu tipo na região da Ásia-Pacífico, que permite ao MEASAT estudar os efeitos de propagação em regiões de alta pluviosidade como a Malásia, para permitir o projeto de sua próxima geração satélites. Será o quarto satélite lançado pela Arianespace para o MEASAT. Será o 137º satélite feito pela Airbus a ser lançado pela Arianespace.

Já o GSAT-24, um satélite de comunicações de 4.181 kg baseado no chassi I-3K, com transmissores de banda Ku, foi construído pela Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) para a NewSpace India Limited (NSIL) que oferecerá serviços de televisão, telecomunicações e transmissão de alta qualidade na Índia. A capacidade a bordo do GSAT-24 foi alugada pela NSIL para a M/s Tata Play, líder em serviços Direct-To-Home (DTH). Graças a este satélite, o M/s Tata Play anuncia que poderá oferecer serviços melhores e confiáveis ​​aos seus clientes. O satélite GSAT-24 é a 1ª missão de satélite de comunicação orientada por demanda realizada pela NSIL.

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Ex número dois da NASA lança livro

Lori Garver ataca o administrador atual e diz que “primeira mulher na Lua será truque de marketing”

Lori Garver chegou ao segundo lugar da NASA no governo Obama

Um livro de memórias sem censura da ex-número 2 da agência espacial americana critica duramente o administrador da NASA e denuncia uma “cultura dominada por homens” por desperdiçar bilhões em no foguete lunar SLS do governo. Ela também rotula a promessa de levar a primeira mulher à Lua – primeiro pelo governo Trump e agora pela Casa Branca de Biden – como pouco mais do que um “truque de marketing”. Lori Garver, que chegou ao segundo lugar da NASA no governo Obama, não se conteve em um novo livro de memórias que foi lançado ontem, 21 de junho, “Escaping Gravity: My Quest to Transform NASA and Launch a New Space Age“, pela Diversion Books.

Lori Garver é ex-administradora adjunta da NASA e gerente geral da Air Line Pilots Association. Nomeada pelo presidente Barack Obama e confirmada pelo Senado dos Estados Unidos, Lori Beth Garver foi vice-administradora da NASA de 17 de julho de 2009 a 6 de setembro de 2013. Como vice-administradora, Garver foi a segunda em comando da agência espacial. Ela trabalhou em colaboração com o administrador na liderança geral, planejamento e orientação política para a agência.

Essa foi a segunda vez que ela trabalhou para a NASA. Seu primeiro período de serviço na agência foi de 1996 a 2001. Garver primeiro serviu como assistente especial do administrador e analista sênior de políticas do Escritório de Políticas e Planos, antes de se tornar administradora associada do Escritório. Reportando-se ao administrador, ela supervisionou a análise, o desenvolvimento e a integração de políticas e planos de longo prazo, o Sistema de Gerenciamento Estratégico e o Conselho Consultivo da NASA. No entanto, o cargo de vice-administrador é na verdade um posto sem poder de mando, uma figura meramente política usada pelos presidentes americanos para agraciar políticos apaniguados.

A veterana da NASA diz ter brigado com “empreiteiros inescrupulosos, burocratas míopes e políticos egoístas”. Ela critica a a liderança atual por ser resistente a empreendedores espaciais como Elon Musk, que oferecem a perspectiva de alternativas inovadoras e menos onerosas para seus programas. Garver disse que seus esforços para reformar a NASA como vice-administradora de 2009 a 2013 – em particular, cancelando o programa Constellation, que fracassou após quatro anos e bilhões de dólares – se depararam com “o complexo militar-industrial de trilhões de dólares”. “Fui atacada por democratas e republicanos no Congresso, pela indústria aeroespacial e por astronautas por propor uma agenda que não se adequava aos seus interesses paroquiais”, ela escreve em seu livro.

Garver, que ingressou na NASA em 1996 e ocupou uma série de cargos cada vez mais altos, acusa seu ex-chefe, Charles Bolden, o primeiro administrador negro da agência, de múltiplas falhas de liderança – desde presidir a diminuição da “diversidade” no corpo de astronautas até fazer o lance de forças entrincheiradas. interesses e seus apoiadores no Congresso. Ela acusa os gigantes aeroespaciais Boeing e Lockheed Martin e seus fornecedores de pressionar gananciosamente os líderes da NASA e o Congresso para iniciar o foguete do Sistema de Lançamento Espacial (Space Launch System SLS) de US$ 23 bilhões e a nave Orion que ela teme que vá falir o programa espacial antes que ele leve astronautas à Lua.

Garver acusa os legisladores de ambos os partidos de continuarem a colocar seus próprios interesses acima dos da agência. Ela diz que um dos maiores impedimentos para a reforma foi Bill Nelson, o ex-senador americano da Flórida que representou o Centro Espacial Kennedy e agora dirige a agência. Foi Nelson, ela escreve, que “liderou a oposição” ao Programa de Tripulação Comercial – a parceria público-privada que ela defendeu e que culminou em 2020 com a Crew Dragon da SpaceX retornando astronautas americanos à Estação Espacial Internacional a partir de solo americano pela primeira vez em uma década. Garver afirma que, se Nelson e Bolden conseguissem o que queriam há dez anos, os Estados Unidos ainda seriam dependentes da Rússia para enviar astronautas à estação espacial. E Nelson, diz ela, que junto com o então senador Kay Bailey Hutchison “nos forçou” o SLS, o foguete financiado pelos contribuintes que está anos atrasado, bilhões acima do custo e programado para finalmente fazer seu primeiro voo sem tripulação neste verão. A NASA na segunda-feira novamente teve que interromper prematuramente a contagem regressiva de teste para o foguete, incluindo o abastecimento, no que foi sua quarta tentativa.

“As pessoas não querem criticar nossa liderança atual”, disse Garver em entrevista. “E o senador Nelson agora é o administrador Nelson. Ainda estamos em um ponto em que não está exatamente claro que desenvolvemos algo sustentável para o espaço profundo.” Mas ela está preocupada com a forma como seu livro será recebido por Nelson, Bolden ou outros com quem trabalhou tão de perto? “Não sou passiva-agressiva”, disse Garver. “Eles têm sido. Eles me bloquearam das coisas. Eu acho que eles claramente não vão gostar.” Garver admitiu que não havia previsto que Nelson estaria dirigindo o programa espacial quando seu livro de memórias saiu. “Eu estava quase terminando o livro quando ele foi nomeado”, disse ela. “Isso me deu uma pausa. Minha editora adorou”. A agência e Nelson, por meio de um porta-voz, se recusaram a responder às acusações e críticas que Garver faz. Bolden e os principais contratantes do programa SLS também não responderam aos pedidos de comentários.

Uma “divisão de gênero”

Garver, que depois de deixar a NASA administrou a Associação de Pilotos de Linha Aérea, também ataca diretamente no que ela chama de “dominação masculina” e “cultura militar” da agência. Ela observa no livro que todos os quatorze administradores da agência foram homens e apenas duas das 134 missões do ônibus espacial foram comandadas por mulheres. Garver parece esquecer que durante os primeiros anos da NASA não haviam mulheres com capacidade e competência em número suficiente para comandar a agência espacial. E apesar de seu próprio sucesso subindo na cadeia, as mulheres também foram “abertamente denegridas”, ela escreve. “Muitos que discordaram de meus pontos de vista me atacaram com linguagem vulgar, de gênero, depredação e ameaças físicas”, escreve ela, agora com 61 anos, no livro. “Fui chamada de puta feia, puta da porra de vadia etc; disseram que eu precisava transar e perguntaram se estava menstruada ou na menopausa.”

Garver também culpa o “spirit de corps masculino predominantemente branco” na NASA e no Congresso por contribuir fortemente para o histórico problemático de programas da agência que estão anos atrasados ​​e custam bilhões a mais do que o anunciado. Ela tem um objetivo particular em atacar Nelson. Ela conta como o então senador, enquanto pressionava pelo SLS, também tentou bloquear o programa público-privado Commercial Crew que ajudou a financiar a Crew Dragon da SpaceX. Garver se refere a Nelson no livro como “um político de carreira mais conhecido por sua viagem política de outro mundo em 1986: um passeio financiado pelo contribuinte no ônibus espacial”. (Bolden pilotou essa missão, STS 61-C, na qual o então senador Nelson foi o segundo político a ir ao espaço, numa barganha entre NASA e o Congresso americano). O vôo de Nelson foi dedicado a obter o seu voto e o de seu comitê para ‘matar’ o orçamento do Departamento de Defesa (DoD) para lançadores descartáveis ​​e forçar todos os satélites do DoD a entrar no manifesto de cargas do ônibus espacial.

Ela diz que, anos depois, foi o alvo da ira do então senador Nelson por defender que as empresas privadas tivessem a chance de propor alternativas à abordagem tradicional da NASA, administrada pelo governo. Por exemplo, quando Musk fez comentários públicos de que poderia ajudar a resolver os problemas da agência, ela conta como o então senador Nelson, em uma reunião privada, “gritou comigo para ‘colocar meu garoto Elon’ na linha”.

Ela acusa Nelson de reescrever a história durante sua audiência de confirmação no Senado em 2021. “Não é de surpreender que o novo administrador se lembre de seu histórico de maneira diferente”, escreve ela. “O homem de setenta e nove anos está fazendo o possível para se embrulhar na bandeira do programa de tripulação comercial.” O rancor entre os dois democratas também aparece em um episódio que Garver relata de 2020, quando ela era conselheira de política espacial da campanha presidencial de Joe Biden. Ela diz que Nelson, então ex-senador, a “desconvidou” de um evento de campanha de 2020 anunciando o lançamento inaugural do Crew Dragon da SpaceX para a estação espacial.

O SLS

Garver reserva algumas de suas críticas mais duras, no entanto, para o SLS, construído pela Boeing e Lockheed Martin que a NASA está apostando para levar os astronautas à Lua até 2025. Ela culpa sua falta de reutilização, exorbitante preço por lançamento, bem como o sistema de aquisição governamental “self-dealing’ que recompensa os contratados e programas existentes. “Se O SLS tivesse voado pela quantia de dinheiro e no período de tempo que nos disseram, não haveria livro”, disse ela em entrevista. Garver, que há anos ataca publicamente o projeto SLS como um desperdício, ridiculariza-o no livro como o “Sistema de Lançamento do Senado” (Senate Launch System, no que não está errada).

Foguete SLS

Ela diz que a pressão política para manter as linhas de produção era esmagadora – mesmo que isso significasse que os contribuintes pagassem o dobro por componentes em um sistema que nunca poderia voar mais do que algumas vezes. Garver conta como a burocracia iniciou o programa das cinzas do Constellation sabendo que o que eles estavam prometendo não era viável. “A equipe da agência dos escritórios do programa, centros, escritorios legislativos, conselho geral e até o pessoal dos assuntos públicos estavam trabalhando contra nós em segredo”, escreve ela. “Pensei em quantas pessoas na sala e em todo o país estavam em êxtase com o anúncio, sem saber que sua liderança estava mentindo sobre o que era possível. Milhares de pessoas passariam a próxima década trabalhando em sistemas que não eram sustentáveis ​​a longo prazo. “Era mais fácil continuar fazendo a mesma coisa enquanto cobrava cada vez mais dinheiro do governo”, acrescentou. “Esse processo continua até hoje.”

“O governo Biden é agora o terceiro governo a ignorar essas realidades”, escreve ela, “então o absurdo continua”. Ela observa, por exemplo, que a agência está pagando à Aerojet Rocketdyne para reformar os motores do SLS que o governo desenvolveu inicialmente sob o programa Space Shuttle – em US$ 150 milhões cada. “Como o SLS descarta quatro a cada lançamento, os contribuintes gastarão US$ 600 milhões por lançamento em motores pelos quais já pagaram”, escreve Garver. “Por outro lado, a SpaceX vende um lançamento do Falcon Heavy por US$ 90 milhões, incluindo motores reutilizáveis”.

Uma ode a Elon Musk e aos ‘barões do espaço’

Se “Escaping Gravity” é uma acusação aos negócios de sempre em Washington, às vezes também pode ser lido como uma “carta de amor” aos bilionários “barões do espaço” Musk da SpaceX, o fundador da Blue Origin, Jeff Bezos, e a Richard Branson, fundador das empresas espaciais da Virgin. “Minha história é difícil de separar da de Elon”, Garver se gaba no livro, “porque eu não teria conseguido realizar uma grande transformação na NASA sem ele e a SpaceX”. Da mesma forma, ela descreve suas discussões com Bezos como “como conversar com um amigo que conheço há anos”, chamando-o de “relaxado, curioso e hilário”. E se refere a Branson como o “mais naturalmente carismático dos barões bilionários do espaço”. “Se gostamos pessoalmente dos titãs espaciais bilionários como indivíduos não vem ao caso”, escreve ela. “Por todas as contas, eles estão seguindo as leis estabelecidas e, em vez de investirem em empresas espaciais, poderiam estar gastando todo o seu dinheiro em confortos que pouco fariam pela nossa economia nacional”. Ela afirma que não tem interesse pessoal em defender os bilionários do espaço. “Eu nunca trabalhei para nenhum desses caras”, diz ela. “Eu nunca tirei um centavo deles.”

Garver lidera uma fundação chamada Earthrise, que se dedica ao uso de satélites para combater as “mudanças climáticas”. Ela tem laços financeiros com a indústria espacial. É executiva da Bessemer Venture Partners, embora diga que não é acionista de nenhuma de suas empresas. Ela também faz parte do conselho da Hydrosat, uma empresa de obtenção de imagens espaciais com sede em Luxemburgo, e anteriormente fazia parte do conselho da empresa de tecnologia espacial Maxar Technologies. “Não estou em conflito” [de interesses], ela sustentou em uma entrevista. “Não é minha praia.”

O livro ainda descreve o que ela vê como perspectivas mais brilhantes para o futuro da agência. Garver expressa otimismo de que suas batalhas prepararam o terreno para uma nova era no programa espacial. “Felizmente”, ela escreve, “enquanto os dinossauros devoram as últimas folhas nas copas das árvores, os mamíferos peludos continuaram a evoluir”. Ela anuncia a decisão da NASA de selecionar a SpaceX para construir o Human Landing System para o programa lunar Artemis – e elogia a pressão do Congresso para abrir a concorrência para outras empresas no futuro. Garver também espera que a agência eventualmente esteja mais aberta à Starship reutilizável da SpaceX, que agora está em desenvolvimento.

“Se for bem-sucedida, a Starship sozinha poderia realizar toda a missão Artemis sem os SLS, Orion ou Lunar Gateway, a um custo significativamente reduzido e maior capacidade”, escreve ela, referindo-se ao foguete da NASA, cápsula espacial e planos para uma pequena estação espacial em órbita ao redor da Lua. “A mudança para uma arquitetura mais sustentável para a exploração espacial humana novamente parece ao alcance”, acrescenta ela.

Mas os interessados arraigados também não vão desistir, adverte Garver. “[Os] atores tradicionais não se aposentaram; eles estão escrevendo novas peças enquanto desfrutam e alimentam o fratricídio”, ela escreve no livro. “Na minha opinião, ainda precisamos estar de olho para garantir um progresso sustentável. As partes interessadas que nos trouxeram a SLS e a Orion estão fortemente empenhadas em protegê-las.” Ela disse que teme que muito ainda seja impulsionado por: “oh, realmente precisamos fazer isso de uma maneira que empregue esses meus amigos ou essas empresas tenham um bom relacionamento com esses membros do Congresso, portanto, isso deve ser financiado”. “Para o complexo industrial-militar”, ela acrescentou, “o pessoal aeroespacial teve muito sucesso em manter esses contratos governamentais bem guardados. Eles têm todos os incentivos para fazê-lo. O sistema reforça isso.” Ela disse que os burocratas do governo precisam resistir à pressão política: o “trabalho é fazer o melhor com o dinheiro dos contribuintes. Não é para ‘emplumar os ninhos’ de nossos amigos.”

Revelações sobre ‘Apollo 13’ e James Lovell

Menos de um mês depois de “Apollo 13” estrear nos cinemas em junho de 1995, o então presidente Bill Clinton se reuniu com o comandante da missão, Jim Lovell, para apresentar um dos maiores prêmios que um astronauta pode receber – a Medalha de Honra Espacial do Congresso. Acompanhado no Salão Oval pelos ex-vencedores de medalhas Charles “Pete” Conrad e o senador John Glenn, bem como por Tom Hanks, que interpretou Lovell no filme de sucesso, Clinton observou que, por causa do filme, os americanos agora sabiam por que Lovell merecia elogios. mais do que eles fizeram nos 25 anos que se passaram desde que a malfadada missão Apollo 13 voltou com segurança à Terra em 1970. “Embora você possa ter perdido a Lua”, disse Clinton a Lovell, “você ganhou algo talvez muito mais importante, o respeito permanente e a gratidão do povo americano”. Enquanto o presidente colocava a medalha no pescoço de Lovell, observando a cerimônia de lado estava Lori Garver. Na época, diretora executiva da National Space Society (NSS), uma organização sem fins lucrativos que defendia a criação de uma civilização espacial, Garver não apenas foi fundamental para conseguir que a medalha fosse concedida a Lovell, mas, como apenas algumas pessoas sabia na época, ela também ajudou a evitar que o evento fosse cancelado na noite anterior.

O comandante da missão Apollo 13, Jim Lovell (no centro), posa com Tom Hanks (à esquerda) e o presidente Bill Clinton depois de receber a Medalha de Honra Espacial do Congresso.

Garver também relembrou os eventos de 26 de julho de 1995 pela primeira vez em seu novo livro. Por todas as medidas, Lovell deveria estar entre o primeiro grupo de astronautas a receber a Medalha de Honra Espacial do Congresso quando foi concedida pela primeira vez em outubro de 1978. Entre os seis escolhidos estavam Alan Shepard, o primeiro americano a voar no espaço; Glenn, o primeiro americano a orbitar a Terra; o falecido Virgil “Gus” Grissom, comandante da malfadada tripulação da Apollo 1; Frank Borman, comandante de Lovell na Apollo 8, a primeira missão a orbitar a Lua; Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua; e Conrad, comandante da primeira tripulação a viver a bordo da primeira estação espacial dos Estados Unidos, a Skylab.

Lovell acreditava que fora esquecido por causa de como a Apollo 13 foi percebida pela NASA antes do filme ser feito. “Jim Lovell expressou sua decepção durante o jantar por nunca ter recebido a Medalha de Honra Espacial do Congresso”, escreve Garver, relatando um evento que reuniu os verdadeiros astronautas da Apollo 13 com os atores que os retrataram no filme. “O comentário foi feito de passagem, enquanto ele explicava à mesa que, na época da Apollo 13, a missão foi considerada um fracasso, que agência havia feito o possível para varrer para debaixo do tapete”. Ao ouvir isso, Hanks chamou a atenção de Garver “e nós dois reconhecemos silenciosamente a menção”, lembrou.

Mais tarde naquela noite, Hanks puxou Garver de lado e disse que se ela conseguisse a medalha para Lovell, ele gostaria de estar lá para ver a premiação. Garver imediatamente aproveitou o interesse de Hanks, fazendo com que o ator concordasse que, se a cerimônia da Casa Branca acontecesse, ele falaria em um evento no Capitólio, dando seu apoio à Estação Espacial Internacional. “Foi uma oportunidade que nem a agência nem a Casa Branca poderiam deixar passar”, escreveu Garver. “Depois de meses coordenando a logística, a cerimônia foi marcada.”

Isto é, até a noite anterior, depois que Hanks chegou e pouco antes de um jantar privado ser marcado para começar em homenagem a Lovell. A Casa Branca informou Garver que a cerimônia teria que ser remarcada para uma data posterior. “Disseram-me: ‘[o evento em homenagem a Lovell] não se encaixa na mensagem do dia [do presidente]’, escreve Garver. Ninguém, porém, havia dito isso ao presidente. Depois que Garver compartilhou a situação com outra convidada do jantar, Barbara Mikulski, senadora do alto escalão de Maryland, recebeu uma ligação da Casa Branca. Logo depois que ela voltou para a mesa de jantar, outra ligação veio, desta vez para Lovell. “Agende [Lovell] para o dia seguinte”, lembrou Garver. “A senadora Mikulski me disse mais tarde naquela noite que o presidente havia ligado para falar com ela sobre a escalada da guerra na Bósnia, e depois dessa discussão, ela mencionou que seus companheiros de jantar, Jim Lovell e Tom Hanks, lamentavam não vê-lo no dia seguinte. A presidente alegou não ter conhecimento da cerimônia planejada ou da mudança de última hora e, como ela me transmitiu, e não parecia muito feliz com a decisão.”

No dia seguinte, Lovell se tornou o nono astronauta a receber o Medalha de Honra Espacial do Congresso. “Aceito humildemente esta medalha como comandante da Apollo 13, mas com o entendimento de que foram os esforços, a intuição e o trabalho em equipe de meus companheiros de tripulação Jack Swigert e Fred Haise e as centenas de pessoas dentro da NASA e da grupo de empreiteiros que realmente trabalhou duro para fazer… [a Apollo 13] uma recuperação bem-sucedida”, disse Lovell. Embora Garver tenha mantido os detalhes dos bastidores em sigilo até escrever “Escape Gravity”, Lovell estava ciente de seu papel. “Ao olhar para todas as minhas coisas enquanto pesquisava o livro, me deparei com uma nota que ele me enviou uma semana depois de me agradecer por minha ajuda para que isso acontecesse”, disse Garver. “Ele disse na nota que sabia que fomos eu, Tom Hanks e a senadora Mikulski quem ajudou porque a NASA havia tentado isso antes e não conseguiu passar pela Casa Branca. Então ele sabia que havia outras prioridades em ação.”

Para Garver, a experiência foi gratificante, mas também fortaleceu sua abordagem sobre como motivar as pessoas na direção desejada. “A natureza humana é algo inerente a todas as decisões, e na minha carreira sempre tive em mente quais são os incentivos, os interesses humanos, o que estamos tentando fazer e como você maximiza isso para obter o melhor decisões que você quer. Não de forma dissimulada, mas abertamente”, disse ela. “Quero dizer, pessoas brilhantes gostam de estar perto de outras pessoas brilhantes.”

Às vezes, porém, essas mesmas pessoas se encontram nas extremidades opostas de uma decisão. Grande parte de “Escape Gravity” mostra Garver relatando seu papel de liderança na transição da agência de ser totalmente dependente do grupo de empreiteiros que Lovell agradeceu em seu discurso de medalha de honra para abraçar a competição e o que agora é uma indústria espacial comercial florescente. Infelizmente para Garver, Lovell e alguns de seus colegas astronautas da era Apollo não estavam convencidos de que os fornecedores de voos espaciais comerciais estavam à altura do desafio. Em declarações públicas e em depoimentos ao Congresso, Lovell, Armstrong e o comandante da Apollo 17, Gene Cernan, expressaram suas objeções à mudança na forma como a agência contratou seus foguetes e espaçonaves. “Quando soube que estava acontecendo, eu disse a Charlie [Bolden, então administrador da NASA] ‘Podemos oferecer a eles um briefing? Acho que se eles entendessem, não se sentiriam assim'”, disse Garver. “Esta foi a parte mais difícil do livro [de escrever]. Eu era vice e a pessoa que liderava a agência não estava inicialmente a bordo.” “Acho que foi isso que nos impediu de os informar e isso é um exemplo perfeito de como ficou mais difícil”, disse Garver. “Quero dizer, se essas coisas tivessem sido corrigidas, tudo poderia ter sido diferente.”

Como Garver escreveu, com a ascensão dos voos espaciais comerciais surgiu a oportunidade de uma população expandida se tornar astronauta. O que esse título significa, porém, pode mudar. “À medida que mais e mais pessoas viajam para o espaço, a mística dos astronautas acabará por diminuir”, escreveu ela. “Títulos normalmente não significam mesmice. Marinheiros podem atravessar vastos oceanos ou pequenos lagos, e nem todos os médicos operam pessoas.” Nos 27 anos desde que Lovell foi presenteado com a Medalha de Honra Espacial do Congresso, mais dezenove astronautas foram premiados da mesma forma, elevando o total para 28. A medalha mais recente foi concedida pelo presidente George W. Bush ao primeiro piloto do ônibus espacial, Bob Cripen, em 2006.

Quem deveria ser o próximo agraciado com a medalha? “Costumava ser sempre alguém pioneiro”, diz Garver. “Dado esse critério, parece certamente que Doug Hurley [deveria ser homenageado], por primeiro a comandar uma nova espaçonave”. Hurley, junto com o colega Bob Behnken, voou no primeiro Crew Dragon da SpaceX para levar astronautas ao espaço em 2020 com financiamento privado para voar para a órbita da Terra em 2021. Ou à equipe da missão privada Inspiration4, por “representar uma transição tão tremenda que eu não pude acreditar na rapidez com que aconteceu. Desde quando voamos a primeira Dragon sob um contrato até ter uma chance de um voo particular com quatro não-funcionários da NASA e ser a primeira equipe com “igualdade de gênero”.

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China lança Tianxing-1

Foguete KZ-1A decolou de Jiuquan carregando satélite científico chinês

Kuaizhou 1 A (KZ-1A) decola de Jiuquan

Às 10h08 do dia 22 de junho de 2022, hora de Pequim, a China lançou com sucesso o satélite de experimentos do ambiente espacial Tianxing-1 (天行一号) usando um foguete transportador Kuaizhou-1A (possivelmente número Y17) a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. O satélite “andarilho do céu” entrou com sucesso na órbita predeterminada e a missão foi um sucesso completo segundo a mídia oficial chinesa. Esta foi º 15ª lançamento de um foguete do tipo Kuaizhou-1A, de acordo com comunicado emitido pelo centro de lançamento, que fica na província de Gansu.
O foguete KZ-1A ‘Kuaizhou-1A’ foi desenvolvido pela China Aerospace Science and Industry Corporation.

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Arianespace lança dois satélites amanhã

Lançamento é do Ariane 5 VA257

Detalhes do voo

O voo 257, do Ariane 5 número L5116, está marcado para decolagem em 22 de junho de 2022, durante uma janela de lançamento das 21:03 às 22:43 UTC (18:03 às 19:43 Brasilia). Como carga útil estarão dois satélites geoestacionários de telecomunicações, os MEASAT-3d e GSAT-24. Os satélites serão lançados para clientes de longa data da Arianespace, a MEASAT, principal operadora de satélites da Malásia, e NewSpace India Limited (NSIL), empresa do Governo da Índia sob o Departamento de Espaço (DOS). O lançador transportará uma carga útil total de aproximadamente 10.863 kg.

MEASAT-3d

O MEASAT-3d, a ser co-localizado com os MEASAT-3a e MEASAT-3b no slot orbital de 91,5°E, é um satélite de telecomunicações multimissão construído pela Airbus Defence and Space. Pesando aproximadamente 5.648 kg e construído sobre um chassi Eurostar 3000, foi projetado para uma vida útil estimada de 18 anos. Ele aumentará significativamente as velocidades de banda larga de até 100 Mbps por usuário em áreas com rede terrestre limitada ou inexistente em toda a Malásia, continuando a fornecer redundância e capacidade adicional para distribuição de vídeo em HD, 4K e, finalmente, 8K na região Ásia-Pacífico. Além disso, o satélite também hospedará uma carga útil de banda Q/V, a primeira de seu tipo na região da Ásia-Pacífico, que permite ao MEASAT estudar os efeitos de propagação em regiões de alta pluviosidade como a Malásia, para permitir o projeto de sua próxima geração satélites. Será o quarto satélite lançado pela Arianespace para o MEASAT. Será o 137º satélite feito pela Airbus a ser lançado pela Arianespace.

GSAT-24

Já o GSAT-24, um satélite de comunicações de 4.181 kg baseado no chassi I-3K, com transmissores de banda Ku, foi construído pela Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) para a NewSpace India Limited (NSIL) que oferecerá serviços de televisão, telecomunicações e transmissão de alta qualidade na Índia. A capacidade a bordo do GSAT-24 foi alugada pela NSIL para a M/s Tata Play, líder em serviços Direct-To-Home (DTH). Graças a este satélite, o M/s Tata Play anuncia que poderá oferecer serviços melhores e confiáveis ​​aos seus clientes. O satélite GSAT-24 é a 1ª missão de satélite de comunicação orientada por demanda realizada pela NSIL.

O lançador de carga pesada Ariane 5 é um programa da ESA realizado em cooperação entre instituições públicas e a indústria. O ArianeGroup é o contratante principal para o desenvolvimento e produção do lançador, bem como responsável pelas operações de campanha até a decolagem. O foguete é comercializado e operado pela Arianespace do Centro Espacial da Guiana em Kourou, com o apoio da agência espacial francesa CNES, responsável pelo projeto e manutenção do campo de lançamento e das instalações de preparação de satélites.

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Coréia do Sul lança novo foguete com satélites de teste

Lançamento do segundo KSLV2 ‘Nuri’ foi bem-sucedido

Foguete decola da província costeira da Coréia do Sul

O foguete sul-coreano Nuri nº 2 (KSLV-II nº 2) foi lançado da plataforma LC-2 do Centro Espacial Naro, na província de Jeolla-nam-do pelo Korea Aerospace Research Institute (KARI) hoje, 21 de junho de 2022. O foguete de três estágios, com mais de 47 metros de comprimento e pesando 200 toneladas, foi lançado às 16h, horário local (03:00 hora de Brasilia). Um satélite de 162,5 kg projetado para verificar o desempenho do foguete fez contato com sucesso com uma estação base na Antártida depois de entrar em órbita, disseram autoridades. O foguete colocou em órbita um simulador de satélite de 1,3 tonelada e quatro pequenos satélites tipo cubesat desenvolvidos por universidades. Segundo informações da mídia sul-coreana, foram transportados os seguintes satélites : o Performance Verification Satellite – PVSAT; O cubesat (tipo 6U) STEP Cube Lab-II; outro cubesat (tipo 3U) SNUGLITE-II; o cubesat (3U) MIMAN “Cubesat Yonsei”; e o cubesat 3U RANDEV “ASTRIS 2”. Os cubesats foram desenvolvidos na Universidade Nacional de Seul, na Universidade Yonsei, na Universidade Joseon e no Instituto de Ciência e Tecnologia da Coréia (KAIST) e realizarão missões de observação da Terra, como o monitoramento da atmosfera, por até dois anos. A órbita-alvo é uma SSO (sincronizada com o sol) com 700 km de altitude média. O ultimo estágio colocou as cargas em órbita cerca de 15 minutos após a decolagem. Inicialmente, Nuri estava programado para ir ao espaço em 15 de junho, mas o lançamento foi adiado para o dia 16 devido a fortes ventos nas proximidades do espaçoporto. Durante a preparação, especialistas descobriram um problema em um sensor para medir o nível de oxidante no tanque, que apresentou dados anormais. O foguete foi levado para o hangar, onde especialistas inspecionaram os equipamentos e substituíram as peças.

Relação de cubesats lançados
Foguete Nuri KSLV-II tem 47,2 metros e 203 toneladas na decolagem

O presidente Yoon Suk-yeol assistiu ao lançamento de seu escritório e agradeceu a todos os envolvidos ao ser informado por Lee e outros sobre o sucesso, prometendo manter a promessa eleitoral de criar uma nova agência para cuidar dos assuntos espaciais, de acordo com um comunicado de seu escritório.
“O céu do universo coreano está agora aberto”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Lee Jong-ho, em um briefing. “Nossa ciência e tecnologia fizeram grandes avanços”… “… fruto dos difíceis desafios dos últimos 30 anos. Agora, o sonho e a esperança de nosso povo coreano e de nossos jovens alcançarão o espaço.” O foguete KSLV-II Nuri de três estágios, projetado pelo KARI para eventualmente colocar cargas úteis de 1,5 tonelada em órbita de 600 a 800 km, é uma pedra angular das metas ambiciosas do país para redes 6G, satélites espiões, e até sondas lunares. Ele usa apenas tecnologias de foguetes coreanas e é o primeiro veículo de lançamento espacial construído no país. O último impulsionador da Coreia do Sul, lançado em 2013 após vários atrasos e vários testes fracassados, foi desenvolvido em conjunto com a Rússia.

No primeiro teste de Nuri em outubro, o foguete completou suas sequências de voo, mas não conseguiu colocar a carga útil de teste em órbita depois que seu motor de terceiro estágio queimou antes do planejado. Os engenheiros ajustaram o tanque de hélio dentro do tanque oxidante de terceiro estágio de Nuri para resolver esse problema, informou a agência de notícias Yonhap. O KARI disse que planeja pelo menos mais quatro lançamentos de teste até 2027. Nuri é fundamental para os planos sul-coreanos de construir um sistema de navegação coreano baseado em satélite e uma rede de comunicações 6G. O país também planeja lançar uma série de satélites militares, mas as autoridades negam que o Nuri tenha qualquer uso como arma.

A Coreia do Sul também está trabalhando com os Estados Unidos em um orbitador lunar e espera pousar uma sonda na Lua até 2030. Após o lançamento bem-sucedido de terça-feira, a Embaixada dos EUA em Seul disse no Twitter que está ansiosa pela cooperação entre EUA e Coreia do Sul no espaço. Os lançamentos espaciais têm sido uma questão delicada na península coreana, onde a Coreia do Norte enfrenta sanções por causa de seu programa de mísseis balísticos com armas nucleares. Em março, os militares da Coreia do Sul supervisionaram o que disseram ser seu primeiro lançamento bem-sucedido de um foguete espacial de combustível sólido, outra parte de seus planos de lançar satélites espiões. Nos últimos anos, a Coreia do Sul e os Estados Unidos concordaram em eliminar os limites bilaterais ao desenvolvimento de mísseis e foguetes de Seul, abrindo caminho para novos lançamentos civis e militares. Antes desta missão, apenas Rússia, Estados Unidos, União Europeia, China, Japão e Índia haviam desenvolvido um veículo de lançamento espacial capaz de transportar um satélite de mais de 1 tonelada, segundo o KARI. A Coreia do Sul tentou lançar pela primeira vez um satélite simulado com um foguete Nuri em outubro passado. A tentativa falhou quando o motor do terceiro estágio desligou prematuramente e o satélite não conseguiu atingir a órbita baixa.

Terceiro estágio com o adaptador de carga útil e o simulador de satélite

Indústria espacial em expansão

A Coréia do Sul tem lutado para acompanhar seus vizinhos asiáticos na corrida espacial. Como um veículo de lançamento coreano de três estágios, o Nuri pode colocar diretamente um satélite de 1,5 tonelada em uma órbita síncrona solar de 600-800 km. Como motorização, tem um motor de propelente líquido KRE-075 SL de 75 toneladas-força (em duas versões) e outro motor líquido KRE-007 da classe de 7 toneladas. O primeiro estágio consiste em quatro motores agrupados KRE-075 SL, o segundo possui um motor KRE-075 Vacuum otimizado para funcionar no vácuo com 75 toneladas-força e o terceiro estágio, o motor KRE-007 Vacuum de sete toneladas.
O Nuri foi desenvolvido com tecnologia nacional independente em todos os processos de projeto, fabricação e teste. A fase 1 do projeto de desenvolvimento construiu uma instalação de teste de motor de propulsão e realizou o teste de combustão do motor de 7 toneladas. A fase 2 desenvolveu o motor de 75 toneladas e conseguiu lançar o veículo lançador de teste (2018). O veículo de lançamento de teste de estágio único consistia em no motor de 75 toneladas para verificar o desempenho de voo. Com o lançamento bem-sucedido do veículo de teste, a Coréia se tornou o sétimo país do mundo a ter um motor de foguete líquido de médio a grande porte de 75 tf ou mais. O Nuri está atualmente passando pela fase final 3 de desenvolvimento. O KARI concluiu a verificação do segundo e terceiro estágios lançando o veículo de teste e o teste de combustão abrangente dos três estágios, e passou montar o modelo de voo, quando iniciou o teste de combustão integrada para verificar a tecnologia de agrupamento de quatro motores de 75 toneladas e o desempenho do 1º estágio. O primeiro lançamento do Nuri, em 2021, não transportava um satélite operacional, pois se concentrava na verificação do desempenho do veículo lançador. O segundo lançamento para verificação de desempenho é que teria um satélite carregado. Depois, o Nuri cumprirá a missão de lançar satélites desenvolvidos internamente de 2022 a 2027. Os dois primeiros lançamentos de foguetes sul-coreanos, em 2009 e 2010 (os KSLV-I Naro) usaram motores desenvolvidos na Rússia, e ambos não conseguiram alcançar a órbita. Em 2013, a Coreia do Sul finalmente conseguiu enviar um foguete para a órbita baixa da Terra – mas isso também foi desenvolvido usando tecnologia russa.

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SpaceX lança Globalstar FM15

Satélite de comunicações europeu pode ter sido acompanhado outra de espaçonave

Foguete F9 v1.2 BL5 B1071.3 decola de Vandenberg

Um foguete Falcon 9 lançou o satelite Globalstar-2 FM15 do Complexo de Lançamento Espacial 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral hoje, 19 de junho de 2022 às 04:27 UTC (01:27 Brasilia). Após a separação, o primeiro estágio do foguete pousou na balsa-drone Just Read the Instructions, estacionada no Oceano Atlântico e rebocada pelo navio Finn Falgout. Esse primeiro estágio (core) do Falcon 9 número B1061 anteriormente lançou oito missões: as Crew-1, Crew-2, SXM-8, CRS-23, IXPE, Transporter-4, Transporter-5 e um lote de satélites Starlink. As duas metades da carenagem foram descartadas do foguete em T+ 2 minutos e 54 segundos. Após a reentrada, cada metade lançou um pára-quedas ao descer para o Oceano Atlântico, onde os barcos de recuperação da SpaceX os resgataram para traze-los à costa para reutilização.

O segundo estágio completou uma série de três queimas antes de ejetar a carga útil em T+ 1 hora, 53 minutos e 21 segundos. Se, a estarem certos os rumores, quaisquer cargas úteis de compartilhamento de viagens não anunciadas foram liberadas, não está claro se elas se separariam antes ou depois do Globalstar. O segundo estágio fez a 3ª ignição de seu motor Merlin Vac a 1.122 km de altitude, inferior aos 1.410 km para os satélites Globalstar de 2ª geração operacional.

Fase propulsiva do segundo estágio

O lançamento de hoje foi a terceira missão de um Falcon 9 em apenas 36 horas, que usaram todas as três plataformas de lançamento da SpaceX. A atividade começou com uma missão Starlink da outra plataforma da Costa Leste, o Launch Complex 39A no Kennedy Space Center, na sexta-feira. Isto foi seguido no sábado pelo satélite alemão SARah-1 da Base da Força Espacial Vandenberg na Costa Oeste, menos de 15 horas antes da missão Globalstar.

A espaçonave nº2 FM15 foi fabricada pela Thales Alenia Space como parte da constelação de satélites de comunicações de órbita terrestre baixa de segunda geração da Globalstar. Enquanto 24 de suas naves irmãs foram lançadas entre 2010 e 2013, esta permaneceu em terra reserva. Esses satélites de segunda geração, incluindo o FM15, são baseados na plataforma Extended Lifetime Bus 1000 (ELiTeBus-1000) da Thales e têm uma expectativa de vida operacional de 15 anos. Os vinte e quatro satélites já em órbita foram lançados em grupos de seis por foguetes Soyuz-2-1a/Fregat, que decolaram do Cosmódromo de Baikonur. A Globalstar planeja substituir esses satélites por uma espaçonave de terceira geração que será implementada a partir de 2025. No início deste ano, a empresa concedeu um contrato à MDA Corporation do Canadá para construir os primeiros dezessete satélites substitutos.

Imagem ‘vazada’ do segundo estágio mostrando o adaptador cilíndrico com o Globastar em cima e à esquerda e uma estrutura treliçada logo abaixo, que despertou especulações de que havia uma segunda carga útil a bordo

O FM15 fazia parte de um lote inicial de 25 satélites adquiridos para a constelação de segunda geração da Globalstar. A empresa pretendia encomendar satélites adicionais como sobressalentes; no entanto, em 2011, a Thales rejeitou um pedido de seis espaçonaves adicionais após uma disputa contratual entre as duas empresas. Isso deixou o FM15 como o único sobressalente disponível, e foi mantido em reserva até agora. O lançamento do FM15 ajudará a manter a constelação operacional até que os satélites construídos pela MDA entrem em atividade. Com uma massa de 700 quilos, o satélite está bem abaixo da capacidade de carga do foguete Falcon 9 que foi selecionado para colocá-lo em órbita. Além disso, o estágio pousou numa Autonomous Spaceport Drone Ship (ASDS, neste caso a Just Read the Instructions).

A ASDS é normalmente usado quando o foguete está transportando cargas mais pesadas ou visando órbitas mais altas, onde as restrições de desempenho o impedem de voar um perfil de retorno ao local de lançamento (RTLS). Esses fatores dão peso aos rumores de que uma carga clandestina do governo dos EUA também estava a bordo do foguete, juntando-se ao Globalstar-2 FM15 para o trajeto até a órbita. Se assim for, este é um nível de sigilo incomumente alto: para a maioria dos lançamentos classificados, a agência responsável é pelo menos identificada e o lançamento é anunciado – muitas vezes com um nome público, como as designações NRO Launch (NROL) usadas por missões para o Escritório National de Reconhecimento (NRO).

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SpaceX lançou hoje o SARah-1 para a Alemanha

Satélite de radar militar inaugura novo sistema de segurança alemão

Foguete F9 v1.2 BL5 B1071.3 decola de Vandenberg

A SpaceX lançou hoje sábado, 18 de junho de 2022, às 11:19 Brasilia, 14:19 UTC, o Falcon 9 B1071.3 transportando o satélite alemão de sensoriamento por radar SARah-1 do Space Launch Complex 4 East (SLC-4E) da Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. O SARah substituirá os satélites de reconhecimento SAR – Synthetic Aperture Radar-Lupe. De acordo com o Escritório Federal de Equipamentos, Tecnologia da Informação e Suporte em Serviço da Bundeswehr (BAAINBw), o satélite foi ejetado do segundo estágio do foguete aproximadamente 40 minutos após a decolagem. O SARah-1, de 4.000 kg, foi desenvolvido pela Airbus Defence and Space em Friedrichshafen, que também é responsável pelo lançamento, calibração e validação do satélite.

Sistema SARah

Em 2018 a BAAINBw contratou a OHB System em Bremen, Alemanha, para o desenvolvimento e integração do satélite, e a Airbus foi escolhida como a principal subcontratada. A arquitetura geral do sistema SARah inclui um segmento espacial com três satélites de radar (dois da OHB e um da Airbus) e um segmento com duas estações terrestres, projetados e construídos por fabricantes alemães. Além disso, componentes e conjuntos individuais foram desenvolvidos por oferecedores internacionais e integrados por fabricantes alemães após aceitação.

O ‘core’ de primeiro estágio do Falcon 9 desta missão lançou anteriormente os satélites militares americanos NROL-87 e NROL-85. Após a separação dos estágios, o core do foguete retornou e pousou na Landing Zone 4 (LZ-4) também em Vandenberg . A recuperação das duas conchas da carenagem era esperada a 391 km de distancia pelo navio de apoio NRC Quest. A reentrada de detritos do segundo estágio sobre no Oceano Pacífico ocorreu na segunda órbita.

‘Booster’ B1071.3 pousa em terra na LZ-4 em Vandenberg

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min:ss: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o carregamento de propelente
00:35:00 O carregamento de RP-1 (querosene de grau de foguete) começa
00:35:00 O carregamento do 1º estágio LOX (oxigênio líquido) começa
00:16:00 O carregamento da LOX do 2º estágio começa
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo de comando para decolagem as verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados

hh: min:ss Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:17 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:20 1º e 2º estágios separados
00:02:34 Começa a queima de boostback do 1º estágio
00:02:49 Liberação de carenagem
00:03:21 “boostback burn” de 1º estágio completada
00:06:09 Começa a queima de entrada do 1º estágio
00:06:31 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:07:25 Começa a queima de pouso do 1º estágio
00:07:56 O 1º estágio aterrissa na Zona de Aterrissagem 4

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SpaceX lança a SARah-1 para a Alemanha hoje

Satélite de radar de nova geração aperfeiçoará as capacidades de detecção militar alemãs

Foguete F9 v1.2 BL5 B1071.3, de 567.690 kg de massa na decolagem, em Vandenberg

A SpaceX planeja para hoje sábado, 18 de junho de 2022, às 11:19 Brasilia, 14:19 UTC, um lançamento do Falcon 9 B1071.3 na missão alemã SARah-1 do Space Launch Complex 4 East (SLC-4E) da Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. Uma oportunidade reserva está disponível na segunda-feira, 20 de junho, às 11h19 Brasilia às 14h19 UTC.

O novo sistema SARah substituirá os satélites de reconhecimento SAR – Synthetic Aperture Radar-Lupe. De acordo com o Escritório Federal de Equipamentos, Tecnologia da Informação e Suporte em Serviço da Bundeswehr (BAAINBw), o lançador levará aproximadamente 40 minutos após a ignição dos motores para liberar o satélite de 4 toneladas no espaço. O SARah-1 foi desenvolvido pela Airbus Defence and Space em Friedrichshafen, que também é responsável pelo lançamento, calibração e validação do satélite, como a entrega final em órbita.

Sistema SARah

Em março de 2018, a BAAINBw contratou a OHB System em Bremen, Alemanha, para o desenvolvimento e integração do satélite. A Airbus foi apontada como a principal subcontratada. A arquitetura geral do sistema SARah inclui um segmento espacial com três satélites de radar (dois da OHB, um da Airbus) e um segmento terrestre conectado a duas estações terrestres, projetados e construídos por fabricantes alemães. Além disso, componentes e conjuntos individuais foram desenvolvidos por oferecedores internacionais e integrados por fabricantes alemães após aceitação bem-sucedida. A fase de integração envolveu várias interfaces e testes funcionais para garantir que os satélites não sofram danos durante o lançamento e possam enviar dados com segurança para o segmento terrestre durante as operações espaciais subsequentes.

O ‘core’ de primeiro estágio do Falcon 9 desta missão lançou anteriormente as naves NROL-87 e NROL-85. Após a separação dos estágios, o estágio do foguete retornará para pousar na Landing Zone 4 (LZ-4) na Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. Recuperação de carenagem é estimada a 391 km de distancia. A reentrada de detritos do segundo estágio sobre no Oceano Pacífico está prevista para a segunda órbita.

Perfil de voo com aterrissagem em terra (LZ-4) em Vandenberg

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min:ss: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o carregamento de propelente
00:35:00 O carregamento de RP-1 (querosene de grau de foguete) começa
00:35:00 O carregamento do 1º estágio LOX (oxigênio líquido) começa
00:16:00 O carregamento da LOX do 2º estágio começa
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo de comando para decolagem as verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados

hh: min:ss Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:17 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:20 1º e 2º estágios separados
00:02:34 Começa a queima de boostback do 1º estágio
00:02:49 Liberação de carenagem
00:03:21 “boostback burn” de 1º estágio completada
00:06:09 Começa a queima de entrada do 1º estágio
00:06:31 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:07:25 Começa a queima de pouso do 1º estágio
00:07:56 O 1º estágio aterrissa na Zona de Aterrissagem 4

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SpaceX lançou Starlink Group 4-19

Mais um lote de satélites de internet

Um veículo de lançamento da Falcon 9 v1.2 FT Block 5 B1060.13 lançou 53 satélites Starlink (group 4-19/ Starlink-48) a partir do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) no Kennedy Space Center na Flórida. O lançamento aconteceu hoje, 17 de junho de 2022 às 16:09 UTC (13:09 Brasilia). Após a separação dos estágios, o ‘core’ de primeiro estágio pousou na balsa-drone “A Shortfall of Gravitas”, estacionada no Oceano Atlântico. O primeiro estágio B1060 anteriormente suportou doze missões: Transporter-2, GPS-III Space Vehicle 03, Turksat-5A e nove missões Starlink. As conchas da carenagem de cabeça deverão recuperadas no mar pelo navio ‘Bob’.

Live do Homem do Espaço

Três lançamentos de foguetes Falcon 9 estão programados para este fim de semana: na sexta-feira os Starlink 4-19 , no sábado: SARah-1 e outros e domingo, o Globalstar-FM15 e outros.

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min:s: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica se há carga propelente
00:35:00 O abastecimento deRP-1 (querosene de grau de foguete) começa
00:35:00 O carregamento do 1º estágio LOX (oxigênio líquido) começa
00:16:00 O carregamento da LOX do 2º estágio começa
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo dá comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os horários são aproximados

hh: min:s: Evento
00:01:12 Max Q (momento máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:27 Corte do motor principais do 1º estágio (MECO)
00:02:30 1º e 2º estagios separados
00:02:37 Ignição dos motores do 2º estágio
00:02:42 Liberação de carenagem
00:06:47 Início da ignição de entrada do 1º estágio
00:07:07 Ignição de entrada do 1º estágio concluída
00:08:24 Início da ignição de pouso do 1º estágio
00:08:35 Pouso do primeiro estágio
00:08:45 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
00:15:26 Os satélites Starlink são liberados

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NASA seleciona primeira equipe para o Starliner

Whitmore e Williams, veteranos, farão o voo de prova pilotado da nave da Boeing

Suni Williams, Mike Fincke e Barry Wilmore estão junto de um foguete Atlas V encimado por uma espaçonave Starliner em maio de 2022, um dia antes do lançamento da missão Orbital Flight Test-2 (OFT-2). (Boeing/John Grant)

A NASA selecionou a primeira tripulação a voar a bordo da nova espaçonave comercial da Boeing. Barry “Butch” Wilmore e Sunita “Suni” Williams voarão no Crew Flight Test (CFT) da espaçonave CST-100 Starliner, com lançamento talvez ainda este ano. Os dois astronautas veteranos passarão cerca de duas semanas na órbita da Terra, com a maior parte da missão na Estação Espacial Internacional. As atribuições são a mais recente mudança da NASA para o complemento da tripulação CFT, que viu pelo menos três outros astronautas se prepararem para a missão desde 2018. Wilmore, que comandará o voo de teste, foi adicionado pela primeira vez à tripulação   em outubro de 2020, quando   o astronauta Chris Ferguson, ex-comandante do ônibus espacial da NASA, se retirou da missão, citando preocupações familiares. Wilmore já havia registrado 178 dias no espaço em duas missões, incluindo uma estadia de longa duração na estação espacial.

Williams tem servido como piloto de teste reserva para CFT enquanto foi designada como comandante da missão Starliner-1, a primeira missão pós-certificação da Boeing. Como piloto do CFT, Williams substitui Nicole Mann, que estava na tripulação original designada para a missão em 2018. A NASA transferiu Mann para a Crew-5 da SpaceX em outubro de 2021. O CFT será o terceiro voo de Williams depois de passar 322 dias a bordo de duas expedições na ISS.

Barry “Butch” Wilmore (à esquerda) e Suni Williams dentro de uma CST-100 Starliner ainda em montagem durante uma visita de 2017 ao Commercial Crew and Cargo Processing Facility no Kennedy Space Center, Flórida. 
(Boeing/John Profes)

Mike Fincke, que substituiu o colega americano Eric Boedevido a um problema médico não especificado em janeiro de 2019, foi removido da equipe principal do CFT. Fincke agora servirá como reserva para Wimore e permanece elegível para uma missão futura. Ele começou a trabalhar no Starliner como assistente do chefe da tripulação comercial no escritório de astronautas do Johnson Space Center em 2015. “Mike Fincke dedicou os últimos nove anos de sua carreira a essas primeiras missões da Boeing e Suni os últimos sete. Butch fez um trabalho maravilhoso liderando a equipe como comandante da espaçonave desde 2020”, disse o astronauta-chefe Reid Wiseman em comunicado. “Estamos todos ansiosos para torcer por Butch e Suni quando eles voarem na primeira missão tripulada do Starliner”.

A redução de três para dois tripulantes no CFT foi baseada nos recursos atuais da estação e nas necessidades de programação. Uma missão de curta duração com apenas dois pilotos de teste   é suficiente para atender a todos os objetivos   da NASA e da Boeing para o CFT, que incluem demonstrar a capacidade do Starliner de voar com segurança em missões tripuladas operacionais de e para a estação espacial. Para proteger contra eventos imprevistos com transporte para a estação, a NASA pode estender a duração do CFT em modo acoplado em até seis meses e adicionar um astronauta adicional posteriormente, se necessário.

A NASA e a Boeing continuam realizando análises de dados do Orbital Flight Test-2 (OFT-2) não tripulado, missão concluída em maio: a cápsula Starliner que voou nessa missão foi devolvida ao Centro de Processamento de Carga e Tripulação Comercial da Boeing no Centro Kennedy na Flórida, onde está recebendo verificações do sistema e inspeções.

A equipe da Boeing está no processo de passar os dados iniciais do voo de teste à NASA e determinar conjuntamente o trabalho futuro antes do CFT. Espera-se que essas revisões de engenharia e programa continuem por várias semanas, culminando em uma avaliação do cronograma de lançamento no final de julho, com base na prontidão da espaçonave, necessidades de programação da estação espacial e disponibilidade para lançamento da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida.

“O Starliner e o Atlas V tiveram um bom desempenho durante todas as fases do OFT-2, e agora estamos analisando cada sistema para determinar o que precisa ser atualizado ou melhorado antes do CFT, assim como fazemos com todos os outros voos tripulados. ” disse Steve Stich, gerente do programa de tripulação comercial da NASA. “Além disso, Butch, Suni e Mike foram fundamentais no desenvolvimento do Starliner no caminho para ter um segundo sistema de transporte de tripulação da estação espacial”.

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SpaceX lançará Starlinks 4-19

… em fim-de-semana atarefado para a empresa, com três lançamentos

A SpaceX programou para sexta-feira, 17 de junho de 2022, o lançamento do Falcon 9 v1.2 FT BL5 B1060.13 com 53 satélites Starlink para a órbita baixa terrestre do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) no Kennedy Space Center, na Flórida. A janela de lançamento instantânea é às 13h08 Brasilia, ou 16:08 UTC, e uma oportunidade de backup está disponível no sábado, 18 de junho, às 12h47 Brasilia, ou 15:47 UTC.
O ‘core’ do primeiro estágio desta missão lançou anteriormente as GPS III-3, Turksat 5A, Transporter-2 e nove lotes de Starlink. Após a separação dos estágios, o core do Falcon 9 retornará à Terra e pousará na balsa-drone A Shortfall of Gravitas estacionada no Oceano Atlântico. As conchas da carenagem de cabeça serão recuperadas no mar pelo navio ‘Bob’.

Live do Homem do Espaço

Três lançamentos de foguetes Falcon 9 estão programados para este fim de semana: na sexta-feira os Starlink 4-19 , no sábado: SARah-1 e outros e domingo, o Globalstar-FM15 e outros.

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min:s: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica se há carga propelente
00:35:00 O abastecimento deRP-1 (querosene de grau de foguete) começa
00:35:00 O carregamento do 1º estágio LOX (oxigênio líquido) começa
00:16:00 O carregamento da LOX do 2º estágio começa
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo dá comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os horários são aproximados

hh: min:s: Evento
00:01:12 Max Q (momento máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:27 Corte do motor principais do 1º estágio (MECO)
00:02:30 1º e 2º estagios separados
00:02:37 Ignição dos motores do 2º estágio
00:02:42 Liberação de carenagem
00:06:47 Início da ignição de entrada do 1º estágio
00:07:07 Ignição de entrada do 1º estágio concluída
00:08:24 Início da ignição de pouso do 1º estágio
00:08:35 Pouso do primeiro estágio
00:08:45 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
00:15:26 Os satélites Starlink são liberados

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Starliner: novo escafandro de voo tem réplica divulgada

Traje AES ainda não foi apresentado mas sua réplica sexá exibida em evento nos EUA

Réplica feita por Adam Savage

Uma réplica do segundo traje de subida e entrada ( ascent and entry suit – AES) selecionado pela Boeing para uso a bordo de sua nova nave espacial comercial agora faz parte do ” Gateway: The Deep Space Complex “, uma nova atração que será inaugurada hoje, quarta-feira (15 de junho de 2022) no Kennedy Space Center Visitor Complex na Flórida. O traje “Boeing Blue” foi produzido para a exposição antes que quaisquer exemplos do traje espacial real projetado pela ILC Dover fossem vistos pelo público. “Dentro do reino do espaço e trajes espaciais, 100 por cento, esta é a primeira vez. Eu continuo descrevendo meu humor sobre isso como ‘sobre a lua’. que eu percebo é um pouco exagerado, mas estou em êxtase com isso”, disse Adam Savage, co-anfitrião do programa do Discovery Channel “Mythbusters” ganhou a reputação de fabricar trajes altamente detalhados de astronautas entre seus outros projetos em Tested.com.

Mas este traje espacial ainda não fez história. Anunciado no final do mês passado, a escolha da Boeing pelo AES da ILC Dover foi quase uma surpresa. A empresa aeroespacial havia selecionado anteriormente outro fabricante de trajes espaciais, a David Clark Company, para fornecer roupas de pressão para os astronautas de suas cápsulas CST-100 Starliner. Um exemplo do traje de David Clark, que foi revelado pela primeira vez em 2017, já voou duas vezes ao espaço nos dois testes de voo orbital da Boeing. Embora astronautas ainda não tenham voado no Starliner, um dispositivo de teste antropométrico (manequim instrumentado) chamado “Rosie the Rocketeer” foi vestido com o traje para essas missões de teste.

O escafandro da ILC Dover e o da David Clark

O próximo e, conforme planejado atualmente, o último voo de teste da Boeing levará uma tripulação, que também usará o traje de David Clark, de acordo com um comunicado divulgado pela empresa. O ILC AES será introduzido assim que a Boeing começar a levar astronautas em missões contratadas pela NASA para a Estação Espacial Internacional em 2023. “No espírito do voo espacial tripulado comercial, tomamos a decisão de trazer um fornecedor adicional de trajes espaciais para introduzir redundância, flexibilidade e competição adicionais para acomodações de tripulação em voos futuros para destinos de órbita baixa e missões operacionais, e estamos satisfeitos em ver o mercado se abrindo e permitindo mais opções para a Boeing, bem como para nossos clientes governamentais e comerciais”, diz o comunicado da empresa.

Capacete inclui gorro flexível e bordos da viseira rígidos aparafusados com fechamento por zíper hermético

Quando Savage recebeu o telefonema para replicar o traje Starliner, ele pensou que iria reproduzir o design de David Clark. “Fiz minha oferta com base nos trajes da Starliner que já haviam sido vistos. Embora haja uma grande diferença no efeito visual dos trajes que vimos até agora e este, felizmente não há uma grande diferença em termos do esforço necessário para fazer um, então minha oferta se manteve”, disse Savage em entrevista ao site collectSPACE.

A ILC tem história como fornecedora de trajes espaciais de atividade extraveicular (EVA) para a NASA. A empresa fez as roupas usadas pelos astronautas da Apollo e forneceu os produtos macios para o traje ainda usado pela tripulação da Estação Espacial Internacional quando realizam caminhadas espaciais fora do segmento norte-americano. A ILC e seus parceiros também foram selecionados para um contrato da NASA para fornecer a próxima geração de escafandros para serem usados ​​na órbita terrestre e na Lua. Com a ascensão da indústria de voos espaciais comerciais, a ILC assumiu a responsabilidade de desenvolver seu próprio AES como uma solução pronta para uso. “Então, quando surgiu a oportunidade, conseguimos fazer alguns ajustes em nossa oferta comercial e apenas recriar nosso traje LEA [Launch, Entry, and Abort] para as especificações da Boeing e nos tornarmosum segundo fornecedor para eles”, disse Joey Sung, engenheiro sênior de design da ILC. “A principal diferença é essencialmente a camada de cobertura retardante de chama, como se poderá ver na réplica feita de nosso traje.”

Os designers da ILC foram capazes de atender às necessidades da Boeing. Savage e a pequena equipe que contratou tiveram que encontrar uma maneira de fazer o mesmo com fontes externas. Em primeiro lugar, foi preciso encontrar um material que combinasse com “Boeing Blue”, a marca registrada da empresa que aparece fortemente no exterior do traje e no próprio Starliner.

“Tenho sorte o que acontece de haver aqui em San Francisco uma loja de tecidos gigante a cerca de 200 metros da porta da frente da minha loja”, disse Savage. “Reunimos algumas amostras de alguns outros lugares, mas nosso favorito era daquele lugar e enviamos para a Boeing”. A empresa deu a sua aprovação no dia seguinte. “Nunca funciona tão facilmente”, disse Savage, “mas de alguma forma funcionou que a cor estava absolutamente perfeita.”

Em seguida veio a recriação dos detalhes que conferem ao escafandro sua funcionalidade e visual. Nem a ILC nem a Boeing poderiam fornecer uma amostra de traje para Savage fazer referência, então, em vez disso, com base em sua orientação, a ILC enviou a centenas de fotografias de todos os ângulos e características imagináveis ​​da vestimenta. “E eles exigiram que eu destruísse as fotos quando eu terminasse de construir”, disse Savage à collectSPACE.

Sem padrões a seguir ou ferrramentas para moldar moldes, Savage teve que confiar no que as fotos mostravam e no que podia ser reconhecido nelas. Por exemplo, uma das características do ILC AES é seu capacete integrado.
“O painel frontal é removível e substituível, por isso é altamente sustentável”, disse Sung em entrevista. “Ele está se referindo a esse sistema maravilhoso no qual, em vez de um anel de pescoço ou capacete separado, a viseira é realmente parte integrante do traje macio. Você o fecha puxando um zíper que basicamente envolve seu pescoço, efetivamente de uma orelha, sob o queixo e até a outra orelha”, disse Savage. “Quando estávamos olhando as fotos, percebemos que era o mesmo zíper lacrado padrão da indústria que você também pode encontrar em uma roupa seca de mergulho.” “Então, porque eu também tenho uma empresa de fabricação de sacolas – eu faço sacolas de ferramentas com lona reciclada, entrei em contato com meu fabricante e perguntei se ele tinha uma fonte para os selos de 21 polegadas. Ele fez, então conseguimos as peças certas, ” ele disse.

A viseira é mantida no traje usando um par de anéis que lembram a forma da boca aberta do Pac-Man. “Contratei um maravilhoso artista 3D aeroespacial para desenhar esse par de quadros para mim, para que pudéssemos imprimi-los exatamente em 3D. E, felizmente, como ele trabalha no setor aeroespacial, ele reconheceu o tipo específico de parafusos da indústria que são usados ​​para a viseira no traje real. Acho que há mais de 70 deles”, disse Savage. “Então eu peguei os parafusos reais que têm as marcações e tudo mais”, disse ele. “Foi uma daquelas coisas que aumentam profundamente a veracidade da aparência do traje, porque há uma diferença real entre o hardware aeroespacial e o hardware normal de uma loja de ferragens”.

Nem todas as peças estavam disponíveis comercialmente, em parte por causa do design exclusivo do traje. Savage só conseguiu encontrar um componente – um pequeno botão de ajuste – que ele poderia reutilizar de uma construção anterior que ele fez do Advanced Crew Escape Suit (ACES) da NASA, usado no ônibus espacial.
Os outros itens tiveram que ser feitos do zero. “A parte que mais me divertiu foi o conector de teste para o umbilical, porque é realmente diferente de qualquer um dos conectores da Apollo ou posteriores aos quais estou acostumado ou já vi”, disse Savage. “Então, foi realmente muito divertido, olhar para as provavelmente 30 ou 40 fotos que eu tinha apenas desse conector e replicá-lo.”

Parte da estética do traje também apresentou um desafio. Correndo pelos dois braços estão rajadas de estrelas brancas que são de forma simples, mas exigem posicionamento exato. “Não havia apenas preocupações com a marca, garantindo que os gráficos de que estávamos começando fossem o mais precisos possível para corresponder ao que a Boeing queria, mas o bordado em ambos os braços é diferente”, disse Savage. “Portanto, não se tratava apenas de obter os gráficos certos para o bordado certo. Também se tratava de bordá-lo no tecido com o viés certo, porque estávamos combinando o viés do original em todos os lugares que podíamos.”

“Havia apenas um monte de fatores que todos tinham que trabalhar em perfeita harmonia uns com os outros”, disse ele. “Essa foi talvez uma das partes mais difíceis de replicar.” Savage e sua equipe se esforçaram pela autenticidade da cabeça aos pés, incluindo a parte inferior das botas integradas que, pela natureza da exibição, estariam fora de vista. “Nossas botas são um componente removível feito com nossos parceiros da San Antonio Shoemakers”, disse Sung sobre o traje real da ILC AES. “Essa é uma das coisas com que passamos mais tempo, mas que você não pode ver”, disse Savage. “Eu tinha fotos dessa alma exata e como ela envolvia a bota integrada. Replicamos totalmente o solado da bota com precisão.”

“Eu não queria imprimi-lo em um material macio simplesmente porque isso é menos arquivístico, então fiz uma impressão 3D dele, sinterizei o nylon e usei calor para ajustar suavemente a alma para que parecesse um pouco mais com um pedaço de tecido. material macio”, disse ele. O resultado final é uma réplica que passa visualmente pela coisa real, mesmo enquanto essa coisa real permanece em segredo.

“Estou tão encantado com o que a ILC Dover fez nas últimas décadas para os voos espaciais americanos que realmente queria fazer o melhor trabalho possível”, disse Savage. “Eles estão empolgados e obcecados com trajes espaciais de uma maneira que eu entendo totalmente. Então é ótimo compartilhar isso”, disse ele. Sung também ficou impressionado com o trabalho de Savage. “Eu diria que é uma representação bastante precisa”, disse Sung. “Acho que a partir dessa réplica você pode ter uma boa ideia de como é o nosso traje.”

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SpaceX: FAA emite parecer ambiental

E a empresa de Elon Musk deverá cumprir mais exigências sobre o meio ambiente

Ship “S24” e artigo de teste booster “B7.1”

A Administração Federal de Aviação dos EUA divulgou sua avaliação ambiental do local de lançamento Starbase da SpaceX em Boca Chica, Texas, e do programa de lançamento da nave Starship na segunda-feira, dia 13 de maio de 2022, concluindo que os planos da empresa não teriam um impacto ambiental significativo – mas exigindo que se implementasse uma série de medidas de mitigação antes de realizar voos de teste. A Avaliação Ambiental Programática (PEA) de 183 páginas da FAA explica os possíveis efeitos do complexo Starbase e do programa de lançamento de Starships desde à poluição sonora do estrondo sônico até a poluição luminosa nas populações de tartarugas marinhas próximas. De acordo com a FAA, a SpaceX precisará executar mais de 75 atividades de mitigação no total para cumprir a avaliação.

“A FAA divulgou a Avaliação Ambiental Programática Final e a Constatação Mitigada de Nenhum Impacto Significativo/Registro de Decisão para o Programa Starship/Super Heavy Launch Vehicle no Boca Chica Launch Site no Condado de Cameron, Texas ( PEA e FONSI/ROD ). A revisão ambiental é apenas uma parte da avaliação da licença para lançamentos de Starship/Super Heavy. A FAA deve concluir as revisões de segurança, risco e financeiras antes de determinar a licença. A FAA preparou a PEA final para avaliar os potenciais impactos ambientais da FAA emitindo uma licença experimental e/ou licença de operador de veículo para a SpaceX para operações de lançamento de Starship/Super Heavy no Local de Lançamento de Boca Chica no Condado de Cameron, TX. A entidade divulgou o rascunho da PEA para revisão e comentários públicos em 17 de setembro de 2021. A entidade realizou reuniões públicas virtuais em 18 e 20 de outubro de 2021. O período de revisão pública foi encerrado em 1º de novembro de 2021. A PEA foi revisada com base em comentários públicos em audiencias, e a PEA final inclui respostas aos comentários (no Anexo I da PEA final).
A FAA determinou que a Ação Proposta não resultaria em impactos ambientais significativos. As medidas de mitigação necessárias estão listadas ao longo do Capítulo 3 da PEA final. A PEA, FONSI/ROD e as medidas de mitigação associadas serão condições de qualquer licença ou permissão futura emitida para a SpaceX para operações de lançamento de Starship/Super Heavy no Local de Lançamento de Boca Chica e devem ser implementadas pela SpaceX. A entidade concluiu consultas interinstitucionais com agências estaduais e federais como parte da revisão ambiental e de acordo com leis e regulamentos de propósito específico. Essas consultas incluíram, mas não se limitaram, ao seguinte:
Seção 7 da Lei de Espécies Ameaçadas: A FAA recebeu uma Opinião Biológica (BO) do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA e uma Carta de Concorrência (LOC) do Serviço Nacional de Pesca Marinha.
Seção 106 da Lei de Preservação Histórica Nacional: Em consulta com o Oficial de Preservação Histórica do Estado do Texas, juntamente com outras partes consultoras, a entidade resolveu os efeitos adversos a propriedades históricas e celebrou um Acordo Programático (PA).”

Starshis e SuperHeavy deverão forma o sistema de transporte da SpaceX baseado no Texas

Para garantir o mínimo de perturbação às tartarugas marinhas, por exemplo, a empresa deve seguir uma estratégia de gerenciamento de iluminação do local de lançamento, com um biólogo certificado realizando avaliações de iluminação durante semanas importantes no ciclo de vida das tartarugas. A SpaceX também será obrigada a “começar a colaboração” com o US Fish and Wildlife Service (USFWS) para evitar impactos em espécies de aves protegidas, como a tarambola. De acordo com um memorando do USFWS, as perdas recentes nos números das tarambolas estão ligadas às operações da Starbase.

O PEA está em andamento há muito tempo, com a FAA dizendo inicialmente que realizaria uma avaliação ambiental em novembro de 2020. A entidade emitiu um rascunho da PEA em setembro do ano passado, mas o documento final foi adiado enquanto se buscava informações de outras agências governamentais e do público. Enquanto aguardava a revisão final, a SpaceX retomou o trabalho, construindo vários protótipos da nave e testando em altitude. Se os atrasos continuarem, o CEO da SpaceX, Elon Musk, ameaça mudar a Starbase para a Flórida, onde a empresa atualmente realiza lançamentos do Kennedy Space Center da NASA. (No entanto, a Reuters informou no dia anterior ao lançamento desta PEA que a NASA exigiria garantias de que um lançamento de Starship da Flórida não interromperia a infraestrutura necessária para operar a Estação Espacial Internacional.)

A determinação final da entidade – o que é chamado de “Constatação Mitigada de Nenhum Impacto Significativo” – significa que a empresa não terá que se envolver em uma Declaração de Impacto Ambiental muito mais aprofundada, que provavelmente levaria muitos meses, se não anos, para ser concluída. Mas a avaliação da entidade não garante uma licença de lançamento, mesmo que a SpaceX cumpra as mais de 75 mudanças. “O pedido de licença da SpaceX também deve atender aos requisitos de segurança, risco e responsabilidade financeira da FAA”, diz a PEA.

A SpaceX tem planos bem definidos para a Starbase perto do extremo sul do estado. De acordo com a FAA, a empresa pretende executar até 20 voos suborbitais de Starships por ano e até, mas não mais que, cinco lançamentos orbitais por ano. A prioridade mudou de um desenvolvimento intensivo para lançamentos dos Starlink v2 – então provavelmente a empresa se concentrará em fazer lançamentos sem falhas a partir do Booster 7 e nave S24. Além disso, uma série de lançamentos bem-sucedidos abrirá caminho para a utilização da plataforma 39A na Flórida. Apenas dois pares parecem estar alocados para testes de lançamento orbital: Booster 7 com Ship 24 e Booster 8 com Ship 25 como reserva. De acordo com “The Ring Watchers” longarinas serão adicionados ao tanque de LOX para a Ship 26 – o que provavelmente significa o desejo de carregá-lo com satélites Starlinks v2 ao máximo.

O primeiro voo de teste dos Booster/Starship foi anunciado como entrando numa órbita fracionada em que a nave destina-se a atingir a velocidade orbital e antes que ela possa complete uma órbita, realizaria uma queima retro para reentrar perto do Havaí. O foguete Super Heavy da Starship retornará à Terra da mesma forma que a empresa agora aterrissa seus foguetes Falcon 9 em barcaças marítimas flutuantes. A avaliação final, de acordo com a SpaceX, traz a corporação “um passo mais perto” de lançar a Starship em órbita pela primeira vez.

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Astra fracassa em tentativa de lançamento

Dois satélites TROPICS foram perdidos por falha de segundo estágio

O foguete Astra Rocket 3.3 LV0010 que transportava dois pequenos satélites de rastreamento de furacões TROPICS da NASA não conseguiu atingir órbita no domingo (12 de junho) após um mau funcionamento após a decolagem. O foguete chamado Veículo de Lançamento 0010 (LV0010), sofreu uma falha no segundo estágio após decolar da plataforma SLC-46 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, às 14:43 Brasilia (17:43 GMT). Os dois cubesats, os primeiros de uma constelação de seis satélites a rastrear furacões como parte de uma missão de US$ 30 milhões, foram perdidos. O motor Aether do segundo estágio funcionou 70 segundos a menos do que o planejado – naquele momento a velocidade era de 6,5 ​​km/s ( menor que a orbital). O motivo do incidente ainda é desconhecido – provavelmente não havia propelente suficiente nos tanques. Estimou-se que os restos do estágio, o adaptador de carga e os satélites reentraram a cerca de 400 km de Dakar, no Senegal, na costa africana. O custo de um lançamento é de US$ 2,5 milhões.

“Tivemos um voo nominal de primeiro estágio; no entanto, o motor do estágio superior desligou cedo e não entregamos nossas cargas úteis à órbita”, disse Amanda Durk Frye, gerente sênior do primeiro estágio e produção de motores, da Astra, durante comentários ao vivo do lançamento. “Compartilhamos nossos arrependimentos com a NASA e a equipe de carga útil”, acrescentaram funcionários da Astra em uma atualização do Twitter. “Mais informações serão fornecidas depois de concluirmos uma revisão completa dos dados”. A tentativa de lançamento de domingo foi inicialmente marcada para as 13h Brasilia (1600 GMT), mas foi atrasada por um barco na zona de lançamento e um problema de abastecimento.

Foguete Astra Rocket

A missão LV0010 carregava os primeiros satélites da estrutura de Observações de Precipitação Resolvidas no Tempo e intensidade de tempestade com uma constelação de pequenos satélites (TROPICS). Foi a primeira de três missões planejadas este ano pela Astra, cada uma carregando dois cubesats, para completar a constelação de observação de furacões. O acordo TROPICS de três missões da empresa com a NASA vale um total de US$ 7,95 milhões.

… o “TROPICS nos dará visões muito frequentes de ciclones tropicais, fornecendo informações sobre sua formação, intensificação e interações com seu ambiente e fornecendo dados críticos para monitoramento e previsão de tempestades”, Scott Braun, meteorologista pesquisador do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, disse em um comunicado antes do lançamento.

Usando três pares de satélites, cada um em uma órbita diferente, a NASA esperava monitorar furacões e tempestades tropicais a cada hora. Não está claro se a agência ainda pode fazer isso com apenas quatro satélites, ou se os dois perdidos na falha de lançamento de hoje serão substituídos.

O lançamento fracassado de domingo foi o segundo acidente este ano para a Astra. Em fevereiro, a empresa com sede na Califórnia não conseguiu lançar quatro cubesats da NASA como parte da missão ELaNa 41, um voo que também foi realizado em sua plataforma de lançamento na Flórida e marcou a primeira tentativa de lançar cargas úteis para um cliente. Um problema com a carenagem de cabeça do foguete foi o culpado, com o Astra implementando uma correção para evitar uma recorrência. Foram duas falhas durante o voo do primeiro estágio, duas durante a fase de segundo estágio e uma por falha na separação da carenagem.

A empresa alcançou com sucesso a órbita com cargas úteis de clientes um mês depois, quando seu foguete LV0009 decolou da plataforma no Complexo do Porto Espacial do Pacífico na Ilha Kodiak, no Alasca, onde a empresa havia lançado quatro voos de teste anteriores. O primeiro lançamento orbital bem-sucedido da empresa ocorreu em um desses voos de teste em novembro de 2021.

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Astra lança hoje os TROPICS 1 com seu Astra LV0010

Missão de monitoramento climático da NASA inclui dois cubesats

Astra Rocket 3.3 LV0010

A Astra Space Inc. planeja para hoje, 12 de junho, o primeiro lançamento do Time-Resolved Observations of Precipitation structure and Storm Intensity with a Constellation of Smallsats (TROPICS) da NASA, iniciando uma constelação de cubesats a altitude de 550 quilômetros com inclinação de 29,75 graus. Dois cubesats serão lançados a bordo do ‘Astra Rocket 3.3′ do Space Launch Complex (SLC) 46 que decolará às 16:00 UTC (12:00 Brasilia) da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A previsão do tempo mostra possibilidade de tempo bom para 12 de junho de 50% a 20% e para o dia 13, de 70% a 50%.

Cada satélite é um cubesat tamanho 3U estabilizado por rotação de 30 rpm em dois eixos, equipado com um espectrômetro de microondas passivo de doze canais de alto desempenho na trilha em terra do satélite a 30 RPM para produzir perfis de temperatura usando sete canais próximos à linha de absorção de oxigênio de 118,75 GHz, perfis de vapor de água usando 3 canais próximos à linha de absorção de vapor de água de 183 GHz, imagens em um canal único perto de 90 GHz para medições de precipitação.

Cada cubesat compreende um chassi tamanho 2U da Blue Canyon Technologies com um Sistema de Determinação e Controle de Atitude (ADCS), aviônicos, eletricidade e comunicações, e como carga útil um radiômetro giratório tamanho 1U com eletrônica de receptor de microondas compacta e integrada projetada no Lincoln Laboratory do MIT com receptores da UMass – Amherst e Virginia Diodes Inc.

A missão TROPICS fará medições de microondas de atualização rápida sobre os trópicos que podem ser usadas para observar a termodinâmica da troposfera e estrutura de precipitação para sistemas de tempestade na mesoescala e escala sinótica ao longo de todo o ciclo de vida da tempestade. O TROPICS compreende uma constelação de cubesats em três planos orbitais.

Uma constelação de cubesat s tipo 3U idênticos oferecerá sondagem (o cubesat “esquerdo” tem um equipamento de perfil de temperatura de ciclone tropical (TC) simulado a partir de um modelo de previsão numérica do tempo NWP ) e imagens radiométricas de doze canais (o cubesat “central” simulará radiâncias do modelo NWP e modelo de transferência radiativa e o cubesat “à direita” tem uma imagem de radiância de canal único de um TC com uma taxa de revisita mediana aproximando-se de 60 minutos para atender o desempenho de última geração)

O TROPICS estudará ciclones tropicais como furacões medindo as características das tempestades com um sensor de cerca de 10 x 10 cm. O radiômetro de microondas miniaturizado detecta a radiação térmica emitida por oxigênio e vapor de água no ar. O TROPICS vai fornecer observações quase de hora em hora da precipitação, temperatura e umidade de tempestades. Esses dados podem ajudar os cientistas a aumentar a compreensão dos processos que levam a mudanças rápidas na estrutura e intensidade das tempestades, o que melhorará os modelos de previsão do tempo. A Astra lançará os quatro TROPICS em dois lançamentos.

A equipe do TROPICS é liderada pelo pesquisador principal Dr. William Blackwell no Laboratório Lincoln do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Lexington e inclui pesquisadores da NASA, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e várias universidades e parceiros comerciais. O Programa de Serviços de Lançamento da NASA, com sede no Centro Espacial Kennedy da agência, na Flórida, gerenciará o lançamento.

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SpaceX lança Nilesat 301 para consórcio egípcio de comunicações

Satélite geoestacionário seguiu para a órbita-alvo; foguete B1062 fez seu 7º voo

F9 v1.2 Ft BL5 “B1062.7” decola de Cabo Canaveral

Na quarta-feira, um foguete Falcon 9 Block 5 lançou com sucesso o satélite de comunicações egípcio Nilesat 301 em órbita. O lançamento ocorreu às 17h04 ET 15:04 Brasilia, do Complexo de Lançamento 40 no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida. Aos 33 minutos após o lançamento, o satélite se separou do segundo estágio do foguete em uma órbita de transferência elíptica, então entrou independentemente em uma órbita geoestacionária a uma altura de quase 36.000 km acima do equador. O satélite de 4,1 toneladas, construído pela empresa aeroespacial franco-italiana Thales Alenia Space para a egípcia Nilesat, foi projetado para oferecer comunicações digitais e serviços de Internet de banda larga no Oriente Médio, Norte e Leste da África. Ele expandirá as capacidades do satélite egípcio Nilesat 201, lançado em 2010, e substituirá os Nilesat 101 e 102 desativados. A vida útil do novo satélite é de 15 anos.
Enquanto isso, o primeiro estágio reutilizável do veículo de lançamento, que foi usado para lançamentos pela 7ª vez, 8 minutos e 42 segundos após o lançamento, fez um pouso vertical controlado na plataforma flutuante drone Just Read the Instructions, que estava em o Atlântico em 650 km do espaçoporto na Flórida. Além disso, um navio de resgate teve que pescar fora da água duas conchas da carenagem do nariz do foguete, que, após a separação, desceram de pára-quedas. Reutilizar a carenagem economiza até US$ 6 milhões para a SpaceX em lançamentos de foguetes.

O Nilesat 301
Construído na França pela Thales Alenia, o Nilesat 301 suportará transmissões de TV Ultra HD e substituirá o Nilesat 201 lançado em 2010. A espaçonave é de propriedade da Nilesat, empresa controlada por organizações governamentais egípcias.
“As capacidades do novo satélite também incluem o fornecimento de serviços de Internet de banda larga para alcançar a República Árabe do Egito e áreas remotas para fornecer serviços de Internet para novos projetos, projetos de infraestrutura, novas comunidades urbanas e campos de petróleo no Mediterrâneo oriental, especialmente o Zohr. campo. “, diz o site da Nilesat.
A Thales entregou o satélite ao Cabo Canaveral no mês passado após uma viagem de barco transatlântica da França. O lançamento do Nilesat 301 foi adiado desde o final de abril, depois que o veículo planejado – um avião de carga Antonov de propriedade russa – ficou indisponível após sanções pela guerra da Ucrânia.
Nesta órbita, o satélite circundará o planeta a cada 24 horas, coincidindo com a rotação da Terra, para se posicionar a 7 graus de longitude oeste para iniciar a vida útil planejada de 15 anos .
O Nilesat 301 hospeda cargas úteis de telecomunicações em banda Ku e banda Ka, incluindo 38 transponders, seus clientes . O Nilesat 301 substituirá e expandirá a cobertura do Nilesat 201 para novos clientes na África Oriental e na África Subsaariana.

Carenagem de cabeça do foguete se separou no momento predeterminado

Estatísticas da missão:
157º lançamento de um foguete Falcon 9 desde 2010
165º lançamento da família de foguetes Falcon desde 2006
7º lançamento do Falcon 9 ‘booster’ B1062
137º lançamento do Falcon 9 da Costa Espacial da Flórida
88º lançamento do Falcon 9 da plataforma 40
143º lançamento em geral da plataforma 40
99º voo de um ‘booster’ Falcon 9 reutilizado
1º lançamento da SpaceX para a Nilesat
81º satélite da Thales Alenia Space lançado pela SpaceX
23º lançamento do Falcon 9 de 2022
23º lançamento da SpaceX em 2022
23º lançamento orbital baseado em Cabo Canaveral em 2022

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Falcon 9 lançará Nilesat 301

Foguete da SpaceX colocará satélite egípcio de comunicações em órbita geostacionária

Sumario do voo

A operadora de satélites egípcia Nilesat fez parceria com a SpaceX para o lançamento do satélite de comunicações geoestacionário Nilesat-301 num foguete Falcon 9. O satélite é baseado no chassi Spacebus 4000-B2 e pesa cerca de quatro toneladas no lançamento, oferecendo uma vida útil superior a 15 anos. O Nilesat-301 ajudará a estender o fornecimento da empresa de comunicações em banda Ku e serviços de transmissão digital direta em duas novas grandes regiões da África, além de fornecer conectividade de banda Ka em todo o Egito. O foguete Falcon 9 v1.2 FT Block 5 número B1062-7 lançará a missão, decolando a partir do SLC-40, Cabo Canaveral SFS, Flórida, EUA, às 21:04 UTC UTC (18:04 Brasília); este será o sétimo voo deste ‘booster’. O core de primeiro estágio foi usado nas missões GPS III SV04, GPS III SV05, Inspiration4, Starlink 4-5, Axiom Ax-1 e Starlink 4-16. O foguete deverá pesar 567.690 kg nio lançamento.

O primeiro estágio pousará na balsa-drone Just Read the Instructions, estacionada no Atlântico e rebocada pelo barco de apoio Finn Falgout; e as coifas da carenagem de cabeça serão recuperadas no oceano pelo navio ‘Bob‘.

A previsão do tempo prevê, para 8 de junho, 60% de tempo favorável e para o dia 9, 70%.

Ahmed Anis, CEO da The Egyptian Satellite Company Nilesat, anunciou que o Nilesat 301 vai substituir o Nilesat 201, cuja vida útil termina em 2028. Anis disse em declarações à imprensa que 8 de junho foi definida como a data de lançamento do satélite após o término de todas as operações de teste e operação que se seguiram à transferência do satélite egípcio desde a sede da Thales Company na França, onde foi fabricado até a base de lançamento na Flórida, EUA. O processo de lançamento será realizado pela SpaceX. Anis indicou que o processo de fabricação do satélite levou cerca de dois anos e meio, e que estava programado para ser lançado no início do ano, não fossem as circunstâncias do COVID-19. E sobre as capacidades técnicas do novo satélite, Anis disse que o NileSat 301 tem 38 transponders em comparação com 26 transponders no Nilesat 201. Ele acrescentou que o novo satélite ampliaria a cobertura. Além das áreas cobertas pelo atual, serão contemplados os países da África Austral e da bacia do rio Nilo, a fim de alcançar uma maior comunicação com os povos do continente africano e acompanhar os rumos da liderança política no aprofundamento das relações egípcias-africanas.

F9 BL5 B1062.7 na plataforma
Nilesat 301 em concepção artística. O satélite, a ser lançado no slot 7° Oeste da Nilesat, é uma plataforma Thales Alenia Spacebus-4000B2 e deverá pesar 4.100 kg no lançamento. Tem transponders em banda Ku e em banda Ka para transmissão direta de televisão, rádio e dados no Oriente Médio e Norte da África.

As capacidades do novo satélite também incluem o fornecimento de serviços de Internet de banda larga para cobrir a República Árabe do Egito e áreas remotas para fornecer serviços de Internet para novos projetos, projetos de infraestrutura, novas comunidades urbanas e campos de petróleo no Mediterrâneo oriental, especialmente o campo de Zohr. O CEO da Nilesat indicou que a prestação deste serviço atinge a integração com o satélite egípcio (Tiba 1), que foi lançado no final de novembro passado. Assim, o Egito poderá fornecer serviço de Internet via satélite por meio de dois satélites para garantir a segurança e a continuidade desse serviço.

Perfil de voo do Falcon 9 1.2 FT

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min:s EVENTO

00:38:00 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o carregamento de propelente
00:35:00 RP-1 (querosene grau de foguete) sendo abastecido nos tanques
00:35:00 Abastecimento dos tanques do primeiro estágio com LOX (oxigênio líquido) sendo abastecido nos tanques
00:16:00 Carregamento de LOX do segundo estágio sendo abastecido nos tanques
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown)
00:01:00 Computador de voo emite comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

Lançamento, aterrissagem e liberação da carga útil
Todos os tempos aproximados

hh: min:s EVENTO
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:34 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:37 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:45 Ignição dos motores do 2º estágio
00:03:24 Liberação de carenagem
00:06:28 Começa a queima de entrada do 1º estágio
00:06:50 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:08:05 Corte dos motores do 2º estágio (SECO)
00:08:19 Começa a queima de pouso do 1º estágio
00:08:42 Pouso do primeiro estágio
00:26:56 Segunda ignição do motor do 2º estágio
00:28:02 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
00:33:13 Liberação do Nilesat 301

Imune a interferência

Sobre as operações de interferência a que os satélites estão expostos de tempos em tempos, Ahmed Anis disse que o Nilesat 301 foi fabricado de acordo com uma tecnologia avançada que permite identificar sozinho e automaticamente qualquer fonte de interferência. Ele também será capaz de lidar com as interferências para fornecer um seguro total para os canais de televisão que operam nele. O novo satélite caracteriza-se também pela capacidade de manobrar as antenas para alterar as áreas de cobertura de acordo com as necessidades dos países africanos, que são um novo mercado para os satélites Nilesat. Anis também indicou que foram realizadas intensas negociações para ampliar e aprofundar as parcerias estratégicas com as principais entidades que atuam na área de transmissão de canais por satélite com nossos irmãos no Reino da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Jordânia, e em particular com a United Media Empresa de Serviços, OSN, SES e Gulfsat Kuwait.

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China lança missão tripulada para completar a construção de estação espacial

Shenzhou-14 decolou de Jiuquan com três taikonautas

A Shenzhou-14, no topo do foguete transportador Longa Marcha-2F, é lançada do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China. foto Xinhua/Li Gang

O foguete Longa Marcha-2F Y14 lançou a espaçonave Shenzhou-14 (神舟十四号) do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, China, em 5 de junho de 2022, às 02:44:07 UTC (10:44:07 horário da China, 23:44:07 hora de Brasília ). A tripulação , os astronautas Chen Dong (陈冬, comandante), Liu Yang (刘洋) e Cai Xuzhe (蔡旭哲), fará uma missão de seis meses para a Estação Espacial Chinesa (中国空间站). A espaçonave entrou em órbita inicial com perigeu de 200 km, apogeu de 360 km e inclinada em 41,35 graus – e se acoplou com o módulo TianHe 6 horas e 58 minutos após a decolagem, às 09:42 UTC (06:42 Brasilia) de 5 de junho.
O trio trabalhará para concluir a montagem do complexo espacial Tiangong, expandindo-o de uma estrutura de módulo único para um laboratório espacial de três módulos – o bloco central Tianhe e dois módulos-laboratório, Wentian e Mengtian.

Cai Xuzhe (蔡旭哲), Chen Dong (陈冬, comandante) e Liu Yang (刘洋)

O módulo principal Tianhe foi lançado em abril de 2021, e o módulo científico Wentian está programado para ser lançado em julho e o Mengtian em outubro.
A tripulação do Shenzhou-14 também receberá, durante sua permanência em órbita, a nave de carga Tianzhou-5 e a nave tripulada Shenzhou-15 que irão acoplar com o módulo central. Eles trabalharão juntos com a tripulação da Shenzhou-15 por vários dias antes de retornar à Terra em dezembro.

Espaçonave se separa do segundo estágio do foguete e entra em órbita

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Blue Origin faz mais um voo de turismo espacial

Seis turistas, entre eles um brasileiro e uma mexicana, fizeram um salto de 100 km ao espaço

Passageiros: A tripulação da missão NS-21 incluiu o investidor e passageiro da NS-19 Evan Dick; a engenheira elétrica e ex-chefe de testes da NASA Katya Echazarreta; o presidente da Action Aviation, Hamish Harding; o engenheiro de produção brasileiro Victor Correa Hespanha; o empresário da Dream Variation Ventures, Jaison Robinson; e o cofundador da Insight Equity Victor Vescovo.

A Blue Origin realizou hoje mais um voo de seu sistema New Shepard, a missão NS-21, com seis passageiros para um salto em altitude de 107 km em trajetória suborbital. O foguete NS-04 flight 7 e a cápsula da tripulação RSS First Step decolaram às 10:26 hora de Brasilia do Launch Site One no Texas, EUA, e o voo durou 10 minutos e 06 segundos, entre a decolagem e o pouso de paraquedas da cápsula de passageiros. A espaçonave atingiu 107.040,57 metros de apogeu.

Cápsula pousa no deserto do Texas

A empresa não divulgou quanto os passageiros pagaram. Historicamente, desde os primeiros voos turísticos inaugurados pela Rússia em 2001, são principalmente os muito ricos que podem participar diretamente dessas oportunidades de voos espaciais, embora essa tripulação em particular inclua uma pessoa do programa de astronautas cidadãos patrocinado pela Space For Humanity, sem fins lucrativos, que leva indivíduos ao espaço gratuitamente, seguindo um processo de inscrição. Esta missão será o quinto voo tripulado do programa New Shepard e o 21º em sua história.

Evan Dick foi a primeira pessoa a voar a bordo de um veículo espacial New Shepard duas vezes, tendo participado da missão NS-19 em 11 de dezembro de 2021. Ele é piloto, engenheiro, investidor e membro administrativo da Dick Holdings, LLC. Anteriormente, foi vice-presidente sênior da DE Shaw e diretor administrativo da Highbridge Capital Management. Ele apoia a Fundação Darwin, a Population Relief International Corp. e a Starfighters Aerospace por meio de caridade ou como voluntário.

Katya Echazarreta, nascida em Guadalajara, foi a segunda pessoa nascida no México a visitar o espaço, depois de Rodolfo Neri Vela, astronauta especialista de carga útil da missão Atlantis STS-61B em 1985. Ela é a co-apresentadora das séries do YouTube “Netflix IRL” e “Electric Kat” no programa da CBS “Mission Unstoppable”. Passou quase quatro anos no Laboratório de Propulsão a Jato no sul da Califórnia, trabalhando em missões espaciais, incluindo o rover Perseverance Mars e o Europa Clipper, que será lançado em direção à lua de Júpiter Europa em 2024. Katya está cursando mestrado em engenharia elétrica e de computação na Johns Hopkins University e visa “fornecer representação para mulheres e minorias” para os interessados ​​em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), de acordo com a Blue Origin.

Hamish Harding é presidente da corretora de jatos executivos Action Aviation, além de piloto executivo. Ele detém vários recordes mundiais de aviação, incluindo um em 2019 com o astronauta aposentado da NASA Terry Virts de volta ao mundo para aeronaves voando sobre os pólos norte e sul. Harding também visitou o Pólo Sul duas vezes e mergulhou a quase 10.100 metros em um submarino em 2021.

Victor Correa Hespanha, 28 anos, é engenheiro de produção civil de Minas Gerais, Brasil. Seu assento foi patrocinado pela Crypto Space Agency, e está se identificando como “o primeiro criptonauta do mundo”, o que gerou zombaria nas redes sociais. Ele também foi o segundo brasileiro a voar no espaço, depois do cosmonauta Marcos Pontes, que em 2006 voou na missão Soyuz TMA-8 para a estação espacial internacional como parte de uma expedição visitante. Para reservar a passagem, o engenheiro investiu cerca de R$ 4 mil em NFT. A compra deu direito a participar do sorteio da CSA para ser um dos seis participantes da viagem promovida pela Blue Origin.

Jaison Robinson fundou a empresa imobiliária comercial JJM Investments e co-fundou a Dream Variations Ventures com sua esposa, Jamie. Robinson se descreve como um ávido mergulhador e paraquedista com uma variedade de atividades de aventura em seu currículo, como quebrar a barreira do som em um jato Mig-29, fazer Eagle Scout, jogar pólo aquático na Universidade de Stanford e se tornar finalista em “Survivor : Samoa” em 2009.

Victor Vescovo é cofundador da empresa de investimentos em private equity Insight Equity. Ele completou um “Explorer’s Grand Slam”, que é um termo comunitário de aventureiros para esquiar nos pólos norte e sul e escalar as montanhas mais altas dos sete continentes do mundo, incluindo o Everest. Ele é piloto de jato e helicóptero multimotor com classificação comercial, bem como piloto de teste submersível certificado, e visitou a Challenger Deep (o ponto mais profundo do oceano) doze vezes, de acordo com a Blue Origin. Ele também serviu 20 anos na Reserva da Marinha dos EUA como oficial de inteligência, aposentando-se como comandante.

Resumo do voo

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China: Shenzhou-14 decola hoje à noite

Três taikonautas completarão a montagem da estação espacial chinesa

Foguete CZ-2F/G indo para a plataforma de disparo em Jiuquan

A China lança hoje, 4 de junho de 2022, três astronautas a bordo da nave Shenzhou-14, para a estação espacial Tiangong, por volta das 23:44:07 de Brasília (02:44:07 UTC de 5 de junho, 10:44:07 hora de Pequim). Espera-se que os três permaneçam a bordo do módulo Tianhe por cerca de seis meses recebendo dois novos módulos para o complexo orbital, os Wentian e Mengtian, em julho e outubro.

Os taikonautas são Chen Dong 陈冬, Liu Yang 刘洋 e Cai Xuzhe 蔡旭哲. O comandante da tripulação será Chen Dong, segundo o Escritório do Programa Espacial Tripulado da China (CMSA) anunciou hoje.

Foto oficial da tripulação

A espaçonave será lançada por volta das 10h44 de domingo (horário de Pequim) da área 91 plataforma 43 do Centro Espacial de Jiuquan, no noroeste da China.

Emblema

Tanto Chen quanto Liu tem experiencia anterior em voos espaciais (Liu Yang foi a primeira mulher astronauta chinesa e Chen Dong fez um voo de teste com o minilaboratório espacial Tiangong-2); Cai é novato em viagens espaciais. Todos pertencem ao segundo grupo de taikonautas do país.

A nave, de 8.800 kg, será lançada por um foguete Longa Marcha 2F/G número Y14, de 497 toneladas de massa de decolagem.

Transmissão ao vivo pelo Homem do Espaço

Após entrar em órbita, a espaçonave realizará um encontro automático rápido e acoplagem na porta radial inferior do módulo principal da estação espacial, o Tianhe, formando um complexo com as espaçonaves de carga Tianzhou- 3 e Tianzhou -4, disse Lin Xiqiang, vice-diretor da CMSA, em entrevista.

A presença de uma mulher, Wang, primeira mulher chinesa no espaço, já era esperada por causa de algumas cargas a bordo do cargueiro espacial TianZhou-4, onde estão acondicionados produtos de beleza do Shanghai Jialan Group: Meisu Space Cream, Natural Hall Small Golden Pen Lipstick.

Comandante Chen Dong
Engenheira operadora Liu Yang
Engenheiro operador Cai Xuzhe

No início deste mês, a espaçonave de carga Tianzhou-4 acoplou no Tianhe, transportando suprimentos para a chegada da nova tripulação. A espaçonave transportou 6 toneladas, com um total de mais de 200 itens, incluindo equipamentos, alimentos, roupas, necessidades diárias e itens experimentais. Entre eles, o maior e mais pesado item único foi um giroscópio de momentum, pesando 170 kg. Além disso, a nave carrega 750 kg de combustível adicional, que é usado para o módulo central Tianhe para manter a altitude. Na carga há principalmente de suprimentos, mas também equipamentos de manutenção da estação espacial, aparelhos para experimentos científicos e uma geladeira para armazenar resultados de experimentos científicos e médicos. Também inclui uma variedade de sementes a serem expostas à radiação na órbita baixa e posteriormente analisadas e usadas na Terra.

Espaçonave Shenzhou, de 8 toneladas


A tripulação da Shenzhou-14, em coordenação com o centro de controle terrestre, concluirá a montagem e construção da estação, transformando-a gradualmente de um módulo único para um complexo de três módulos, de acordo com o cientista Huang Weifen. Os membros da tripulação entrarão nos módulos-laboratório Wentian e Mengtian e testarão o complexo com dois módulos, depois com três módulos, manipuladores grandes e pequenos, bem como as funções de saída da câmara de ar. Os astronautas usarão essa câmara para caminhadas espaciais pela primeira vez.

Shenzhou se aproximando para acoplar na porta nadir do módulo central TianHe, com a Tianzhou 3 encaixada na proa e TianZhou 4 na traseira
Shenzhou acoplada ao TianHe

Por sua vez, a tripulação da Shenzhou-15 realizará vários trabalhos no espaço ; coletar, testar e ajustar a carga útil dentro dos módulos; com a ajuda de manipuladores, a carga útil será instalada do lado de fora da estação. Além disso, os astronautas vão operar, controlar e manter o complexo orbital, a ser composto por três módulos e três naves.
As duas tripulações realizarão tarefas como monitoramento de sua saúde em órbita, exercícios de defesa, treinamento, inspeção e teste de plataformas, manutenção de equipamentos e gerenciamento de recursos e materiais.

Selos comemorativos da missão

Os módulos serão lançados em foguetes Longa Marcha 5B de Wenchang, sul da China. Jiuquan é o único local de lançamento capaz de missões tripuladas, com a inclinação orbital de 41,5 graus da estação espacial escolhida para permitir o acesso de lançamento tripulado de Jiuquan. Os novos módulos serão acoplados à porta de encaminhamento de Tianhe. A tripulação cooperará com o controle de solo para transpor os novos módulos para portas de acoplagem radiais usando um grande braço robótico.
O Wentian (“Busca pelo Céu”), é o que apresentará a nova câmara de ar para atividades extraveiculares, junto com um pequeno braço robótico e alojamentos adicionais que permitirão a transferência da tripulação. A primeira delas será realizada quando a equipe da Shenzhou-14 receber a Shenzhou-15, que deve ser lançado em dezembro. O complexo Tiangong então hospedará seis astronautas por um período de dias.
A nova eclusa no Wentian se tornará o principal ponto de entrada de saída para atividades extraveiculares (EVAs). As tripulações Shenzhou-12 e 13 usaram o hub de acoplagem de Tianhe para entrada e saída de EVA. A tripulação da Shenzhou-14 conduzirá EVAs, uma série de experimentos e participará de atividades de divulgação e divulgação científica.
A Tiangong entrará em seu período operacional com a conclusão da missão Shenzhou-15 e hospedará tripulações por períodos de seis meses. Especialistas em carga útil recém-selecionados e outros astronautas civis serão elegíveis para voar para a estação. O complexo Tiangong foi projetado para operar por pelo menos dez anos. Pode ser expandido para seis módulos e receber astronautas internacionais. A China também está considerando disponibilizar a estação para visitas turísticas e a abrirá para missões comerciais.

Foguete Longa Marcha 2F/G separado nos componentes principais

Suspeita de ‘jammeamento’ em Jiuquan

A equipe do centro de lançamento descobriu um dispositivo de jammer há algumas semanas : Os cientistas e engenheiros levaram vários dias para analisar e rastrear os sinais de interferência que apareciam repetidamente perto da plataforma de lançamento. O gerador de interferência poderia fazer com que o foguete com a nave se desviasse da trajetória. Foi o primeiro incidente desse tipo na história e inda não está claro se foi uma tentativa de sabotagem ou outra coisa. A ameaça foi neutralizada, e quem estava por trás disso não está claro.

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Rússia lança Progress MS-20 para ISS

Nave cargueira acoplou-se com a estação após duas órbitas

Soyuz 2.1a decola de Baikonur

O foguete Soyuz-2.1a S15000-052 com a nave espacial Progress MS-20 decolou às 12h32, horário de Moscou, em 3 de junho de 2022 (0632 Brasilia). A espaçonave levou 2.500 kg de carga para a estação espacial internacional, e se acoplou com o módulo Zvezda às 10:02 de Brasília, após um curto voo de apenas duas órbitas. Entre a carga estão 599 kg de propelente de reabastecimento, 420 litros de água, 40 kg de nitrogênio comprimido, bem como cerca de 1.458 kg de vários equipamentos e materiais no compartimento de carga, itens médicos e sanitários, roupas, rações padrão e alimentos frescos para os tripulantes da 67ª Expedição Principal. Uma impressora 3D também foi entregue pela espaçonave.

Espaçonave pesa 7.300 kg e tem 8,2 metros de comprimento com a vara do sistema de acoplagem estendida
Tela da câmera axial da Progress durante a fase final de encontro com a ISS

O segundo estágio do foguete tinha a inscrição “Donbass”, e as bandeiras Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk estavam pintadas na carenagem da cabeça. Como o voo do Progress MS-20 foi dedicado ao Donbass, crianças Repúblicas de Donetsk e Luhansk assistiram ao lançamento de hoje.

A espaçonave foi rastreada em terra transmitindo telemetria em frequência modulada em 166.0 MHz, com o sistema de controle remoto TORU mantido em prontidão transmitindo em 121.75 MHz e 130.167 MHz.

Manifesto de carga da nave

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China lança nove satélites de teste tecnologia de mobilidade

Geespace planeja constelação de 240 veículos

Longa Marcha 2C Y65 decola de Xichang

A Geespace, uma subsidiária do Geely Technology Group e o primeiro desenvolvedor, operador e produtor em massa de satélites comerciais de órbita baixa da China, lançou com sucesso seus primeiros nove satélites em órbita terrestre baixa a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang.

Às 12:00 de 2 de junho de 2022, horário de Pequim, o foguete-portador Longa Marcha 2C Y65 decolou com sucesso levando o grupo de satélites Geely Constellation 01 (Jilli-01 吉利01, ou GeeSAT-1 ). Os satélites serão usados principalmente para a pesquisa e verificação de tecnologias relacionadas, como serviços de voo combinado de veículos inteligentes conectados, interação veículo-máquina/satélite por telefone celular, e ações de proteção do meio ambiente marinho.

O lançamento do CZ-2C número Y65 foi o 422º voo da série de foguetes Longa Marcha.

Constelação Jilli-01 (Geely ou GeeSAT-1)

Primeiros sinais em órbita

A estação base terrestre da Geespace em Korla, na China, informou que conectou com os primeiros nove satélites GeeSAT-1 e que estão todos funcionando corretamente. Esses satélites fazem parte de uma constelação planejada – a “ Geely Future Mobility Constellation ” – que será composta por 240 unidades, com a primeira fase de 72 satélites prevista para ser colocada em órbita até 2025. A segunda fase será composta por 168 satélites.

Satélites da Geely montados no adaptador cilindrico de ejeção
CZ-2C

Os GeeSAT-1 da Geespace são os primeiros satélites modulares, de órbita baixa de alta resiliência, alto desempenho produzidos em massa na China. Eles darão suporte de conectividade e posicionamento preciso com precisão de centímetros para uso por marcas automotivas no portfólio da Geely Holding, permitindo “uma condução autônoma verdadeira e segura que conectará veículos com veículos e infraestrutura com veículos para realizar uma verdadeira direção autônoma”.

Uma vez em órbita, os satélites “desenvolvidos de forma sustentável” têm uma vida útil de cinco anos, após os quais reentrarão na atmosfera, onde se desintegrarão sem deixar detritos espaciais.

Com o lançamento e operação bem-sucedidos dos seus primeiros satélites, a empresa se tornará uma das primeiras fornecedoras do mundo de serviços comerciais combinados de Posicionamento de Ponto Preciso e Cinemática em Tempo Real (PPP-RTK).

As aplicações planejadas em um futuro próximo incluem trabalhar no setor de logística para criar a primeira plataforma de serviço de monitoramento logístico com gerenciamento em tempo real e controle do processo de transporte, ajudando a proteger o meio ambiente com o projeto de RSC “Blue Guardian” da Geely Holding, monitorando qualidade da água marítima e identificando zonas poluídas. Eles também serão usados nos próximos Jogos Asiáticos com posicionamento de alta precisão, sensoriamento remoto e serviços de comunicação via satélite.

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China lançará Shenzhou-14 em 4 de junho

Missão terá três astronautas e durará seis meses

Foguete CZ-2F/G indo para a plataforma de disparo em Jiuquan

A China deve lançar três astronautas na nave Shenzhou-14, à sua estação espacial Tiangong, a partir do Centro Espacial de Jiuquan por volta das 02:44UTC do dia 5 de junho de 2022, (10:44 hora de Pequim já dia 5, ou 23:44 de Brasília do dia 4). Espera-se que os três astronautas, cujas identidades ainda não foram oficialmente reveladas, permaneçam a bordo do módulo Tianhe por cerca de seis meses. A tripulação receberá dois novos módulos , os Wentian e Mengtian, em julho e outubro.

Emblema divulgado anteriormente

A tripulação

Espera-se que e tripulação seja formalmente apresentada em 4 de junho. Envelopes e selos comemorativos do voo foram publicados. Embora os rostos dos tripulantes estejam cobertos por emojis de corações, os analistas chineses descobriram que o 02º seria Liu Yang, e o 01º tinha um nome de dois caracteres, o que foi interpretado como sendo os nomes de Chen Dong ou Liu Wang. Outras fontes informam que a equipe será formada por Liu Wang, Liu Yang e Cai Xuzhe; outra fonte chinesa cita Chen Dong no comando: 陈冬 (Chen Dong), 刘洋 (Liu Yang), e 蔡旭哲 (Cai Xuzhe).

A presença de uma mulher, Wang, primeira mulher chinesa no espaço, é sugerida por algumas cargas a bordo do cargueiro espacial TianZhou-4, onde estão acondicionados produtos de beleza de alta tecnologia do Shanghai Jialan Group: Meisu Space Cream, Natural Hall Men’s Glacier Moisturizing Lotion e Natural Hall Small Golden Pen Lipstick.

Transmissão ao vivo pelo Homem do Espaço

Suspeita de ‘jammeamento’ em Jiuquan

A equipe do centro de lançamento descobriu um dispositivo de jammer há algumas semanas : Os cientistas e engenheiros levaram vários dias para analisar e rastrear os sinais de interferência que apareciam repetidamente perto da plataforma de lançamento. O gerador de interferência poderia fazer com que o foguete com a nave se desviasse da trajetória. Foi o primeiro incidente desse tipo na história e inda não está claro se foi uma tentativa de sabotagem ou outra coisa. A ameaça foi neutralizada, e quem estava por trás disso não está claro.

Versão atualizada, supostamente contendo os ideogramas dos nomes dos astronautas
Espaçonave Shenzhou, de 8 toneladas

No início deste mês, a espaçonave de carga Tianzhou-4 acoplou no Tianhe, transportando suprimentos em preparação para a chegada da nova tripulação. A espaçonave de carga Tianzhou-4 transportou 6 toneladas, com um total de mais de 200 itens, incluindo equipamentos, alimentos, roupas, necessidades diárias e itens experimentais. Entre eles, o maior e mais pesado item único foi um giroscópio de momentum, pesando 170 kg. Além disso, a nave carrega 750 kg de combustível adicional, que é usado para o módulo central Tianhe para manter a altura orbital da estação espacial. O cargueiro enviou “correio de nível cósmico” para a “equipe de viagem espacial”. Na carga há principalmente de suprimentos, mas também equipamentos de manutenção da estação espacial, aparelhos para experimentos científicos e uma geladeira para armazenar resultados de experimentos científicos e médicos. Também inclui uma variedade de sementes a serem expostas à radiação na órbita baixa e posteriormente analisadas e usadas na Terra.
A tripulação da Shenzhou-14, em coordenação com o centro de controle terrestre, concluirá a montagem e construção da estação espacial, transformando-a gradualmente de um módulo único para um complexo de três módulos, de acordo com o cientista Huang Weifen. Os membros da tripulação entrarão nos módulos-laboratório Wentian e Mengtian. Além disso, em coordenação com o centro de solo, eles testarão o complexo com dois módulos, com três módulos, manipuladores grandes e pequenos, bem como as funções de saída da câmara de ar. Os astronautas usarão essa câmara de ar para caminhadas espaciais pela primeira vez.

Segundo estágio do foguete Longa Marcha 2F/G

Por sua vez, a tripulação da Shenzhou-15 realizará vários trabalhos no espaço ; coletar, testar e ajustar a carga útil dentro dos módulos; com a ajuda de manipuladores, a carga útil será instalada do lado de fora da estação. Além disso, os astronautas vão operar, controlar e manter o complexo orbital, a ser composto por três módulos e três naves.
As duas tripulações realizarão tarefas como monitoramento de sua saúde em órbita, exercícios de defesa, treinamento, inspeção e teste de plataformas, manutenção de equipamentos e gerenciamento de recursos e materiais.

Foguete CZ-2F/G na plataforma de lançamento

Os módulos serão lançados em foguetes Longa Marcha 5B de Wenchang, sul da China. Jiuquan é o único local de lançamento capaz de missões tripuladas, com a inclinação orbital de 41,5 graus da estação espacial escolhida para permitir o acesso de lançamento tripulado de Jiuquan. Os novos módulos serão acoplados à porta de encaminhamento de Tianhe. A tripulação cooperará com o controle de solo para transpor os novos módulos para portas de acoplagem radiais usando um grande braço robótico.
O Wentian (“Busca pelo Céu”), é o que apresentará a nova câmara de ar para atividades extraveiculares, junto com um pequeno braço robótico e alojamentos adicionais que permitirão a transferência da tripulação. A primeira delas será realizada quando a equipe da Shenzhou-14 receber a Shenzhou-15, que deve ser lançado em dezembro. O complexo Tiangong então hospedará seis astronautas por um período de dias.
A nova eclusa no Wentian se tornará o principal ponto de entrada de saída para atividades extraveiculares (EVAs). As tripulações Shenzhou-12 e 13 usaram o hub de acoplagem de Tianhe para entrada e saída de EVA. A tripulação da Shenzhou-14 conduzirá EVAs, uma série de experimentos e participará de atividades de divulgação e divulgação científica.
A Tiangong entrará em seu período operacional com a conclusão da missão Shenzhou-15 e hospedará tripulações por períodos de seis meses. Especialistas em carga útil recém-selecionados e outros astronautas civis serão elegíveis para voar para a estação. O complexo Tiangong foi projetado para operar por pelo menos dez anos. Pode ser expandido para seis módulos e receber astronautas internacionais. A China também está considerando disponibilizar a estação para visitas turísticas e a abrirá para missões comerciais.

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Progress MS-18 desacopla-se da ISS

Cargueiro russo deixa a estação para dar lugar ao Progress MS-20

Espaçonave se separa da traseira do módulo Zvezda

A nave de carga Progress MS-18, que esteve em voo por 216 dias abastecendo a Estação Espacial Internacional, se desprendeu do módulo Zvezda. No próximo dia 3, será lançado de Baikonur o próximo cargueiro espacial russo, o Progress-MS-20.

Planeja-se que o sistema de propulsão SKD seja acionado para deorbitar às 14:11, horário de Moscou (10:11 Brasilia). Às 14h43 de Moscou, espera-se que a nave entre nas densas camadas da atmosfera e, às 14h51 Moscou, seus restos cairão na parte não navegável do Oceano Pacífico, a 2,7 mil km da cidade de Wellington e a 7,2 mil km da cidade de Santiago.
A partida da MS-18 dará lugar ao “Progress MS-20”, cujo lançamento e acoplagem com a ISS está previsto para 3 de junho. Com a ajuda dos motores da Progress MS-18, nove correções de órbita da ISS foram realizadas, incluindo três para evitar detritos espaciais.
Anteriormente, o correspondente especial da TASS, o cosmonauta da Roskosmos, Oleg Artemiev, informou que, juntamente com o Progress, cerca de 1,3 tonelada de detritos e equipamentos usados seriam removidos da ISS. Segundo ele, os tripulantes tentaram carregar o cargueiro ao máximo, já que o descarte do próximo Progree não está previsto para breve, já que o Progress MS-19, lançado em fevereiro,ficará acoplado à estação por um ano..

Não é a primeira vez que uma nave de carga faz um voo de longa duração com uma estação. O primeiro voo longo deste tipo foi o do Progress M-17 com uma missão de 337 dias, realizado de 1994 a 1995 com a estação orbital Mir.

Data e hora (Moscou)
Etapas do voo

01/06/2022
11:01:30
Emitido o comando para desacoplar da ISS
01/06/2022
11:03:00
Separação física
01/06/2022
14:11:19
Ligar o sistema de propulsão da espaçonave para sair de órbita, impulso de 123,0 m/s.
01/06/2022
14:15:21
Desligamento do sistema de propulsão
01/06/2022
14:43:11
Entrada da nave na atmosfera da Terra
01/06/2022
14:45:41
O início da destruição
01/06/2022
14:51:10
Queda de elementos estruturais no Oceano Pacífico

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