Starliner no rumo para a ISS, apesar de problemas

Decolagem bem-sucedida foi seguida por falha no sistema propulsor

O foguete Atlas V N22 AV-082 transportando a nave espacial Starliner OFT-2 da Boeing decolou do Complexo de Lançamento Espacial 41 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral em 19 de maio de 2022.( imagem United Launch Alliance)

A espaçonave Starliner CST-100 da Boeing foi lançada por um foguete Atlas V N22 (número AV-082) ontem, quinta-feira 19 de maio de 2022, às 22:54:17 UTC (19:54:17 de Brasilia). A Starliner, na missão de teste ‘OFT-2’ não tripulada, está programada para acoplar-se de forma automática à estação espacial internacional hoje, 20 de maio, às 23:10 UTC (20:10 Brasilia). A decolagem foi feita a partir do Complexo 41 na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A espaçonave se separou do estágio superior Centauro no horário, 14 minutos e 50 segundos após o lançamento, enquanto estava sobre o Oceano Atlântico Norte. Então, 16 minutos depois, a cápsula iniciou sua queima de inserção orbital de 45 segundos. A nave realizou com sucesso a manobra de inserção orbital mas aproximadamente 31 minutos após ser lançada o sistema sofreu uma pane parcial quando dois propulsores falharam. Um deles desligou cedo e o sistema de controle de voo transferiu para o segundo motor. Aquele disparou, mas também desligou antes do previsto e o sistema de controle transferiu para um terceiro propulsor.
O sistema de controle de voo a bordo assumiu e mudou para propulsores de reserva para completar a queima, e o Starliner entrou na órbita prevista.
Segundo Steve Stich, gerente do Programa de Tripulação Comercial da NASA, “… Podemos chegar ao ponto de encontro com a ISS e acoplar com outros 10 propulsores em funcionamento. Não precisamos resolver o problema antes dos próximos grandes eventos, mas trabalhamos para ver se conseguimos recuperar esses motores.”

Espaçonave CST-100 Starliner

A espaçonave estabeleceu-se em uma órbita com perigeu de 361 e apogeu de 373 km, inclinada em 51,6 graus.

A United Launch Alliance, que produz e opera o foguete-portador Atlas V N22, anunciou: “Até o momento, a ULA lançou 150 vezes foguetes com 100% de sucesso. [O voo de hoje] marca o 93º lançamento bem-sucedido de um foguete Atlas V e o 104º lançamento do [complexo] SLC-41. ” Segundo a ULA, o foguete pesou 444.032 kg na decolagem. A espaçonave teve massa de 13.250 kg, segundo algumas fontes.

Visão artística da CST-100 se aproximando para a acoplagem

A bordo da espaçonave S2.1 estão cerca de 360 kg de carga útil incluindo alimentos e outros suprimentos fornecidos pela NASA para os astronautas na estação. O assento do comandante é ocupado por ‘Rosie the Rocketer’ – um dispositivo de teste humanóide, equipado com quinze sensores para medir as cargas que os astronautas terão que suportar no futuro.

Imagem mostrando a separação da nave vista a partir da estrutura de suporte que ficava localizada no topo do estágio Centauro
O manequim antropomórfico apelidado de “Rosie the Rocketeer” amarrado em um assento na cápsula da Boeing. (imagem Boeing)

A nave deve engatar na porta frontal do módulo de conexão Harmony, usando o adaptador de acoplagem PMA-2 equipado com o sistema de encaixe IDA-2. O acoplamento com a estação espacial está previsto para as 20:10, horário de Brasília, com desengate em 25 de maio. Após a acoplagem, a espaçonave permenecerá ligada à estação por cinco a dez dias e depois retornará à Terra com cerca de 270 kg de carga, incluindo componentes do sistema de regeneração ( o Sistema de Recarga de Oxigênio de Nitrogênio NORS que fornece ar respirável a tripulação). Se a missão for bem-sucedida, a Starliner alternará com a espaçonave Crew Dragon da SpaceX para levar os astronautas americanos à ISS.

Webcast do Homem do Espaço narrando a acoplagem

Para comemorar o teste de voo e passar das missões não-tripuladas para as pilotadas, a Boeing está levando uma bandeira dos EUA na OFT-2 que permanecerá na estação espacial até que seja trazida de volta à Terra pela tripulação do voo tripulado CFT. Outros itens comemorativos da Boeing a bordo incluem bandeiras politicamente corretas das Faculdades e Universidades Historicamente Negras (Historically Black Colleges and Universities, HBCUs) e moedas comemorativas de Rosie the Riveter, a personagem que inspirou o nome do manquim de teste.

Tela do centro de comando durante a manobra de correção orbital
Foguete-portador Atlas V N22

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Author: homemdoespacobrasil

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