SpaceX lança mais um lote de Starlinks hoje

Missão marcará um curto intervalo entre dos lançamentos de Falcon 9

A SpaceX programou para sábado, 14 de maio, o lançamento do Falcon 9 Block 5 número B1073.1 com mais 53 satélites Starlink grupo 4-15 para a órbita terrestre a partir do Space Launch Complex 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. A janela de lançamento instantâneo é às 16h40:50 ET, ou 2040:50 UTC (17:40:50 Brasilia) , e uma oportunidade reserva está alocada no domingo, 15 de maio, às 16h12 ET ou 20:12 UTC ( 17:12 Brasilia). Isto inclui uma previsão de tempo favorável ao lançamento em 14 de maio sendo de 70% e a para o dia 15 de 70%. O lançamento de hoje ocorre a menos de 24 horas do voo anterior de outro lote de Starlinks.

Os satélites (números 810 a 862) deverão ser liberados em uma única pilha a partir do adaptador do segundo estágio do foguete em uma órbita-alvo inicial de 305 por 318 quilômetros, inclinada em 53,2 graus.

Após a separação dos estágios, o ‘core’ de primeiro estágio do foguete retornará à Terra e pousará na balsa-drone Just Read the Instructions estacionada no Oceano Atlântico; o navio de apoio Bob participa da missão de resgate, para recobrar as conchas da carebagem de cabeça no mar.

O foguete pesará cerca de 568.012 kg e seu primeiro estágio é novo.

Webcast ao vivo do Homem do Espaço

CONTAGEM REGRESSIVA

Trajetória de lançamento

CONTAGEM REGRESSIVA
hh/min/s: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento do propelente
00:35:00 RP-1 (querosene de grau de foguete) sendo abastecido nos tanques
00:35:00 1º estágio de abastecimento de LOX (oxigênio líquido) sendo abastecido nos tanques
00:16:00 Carregamento de LOX do segundo estágio sendo abastecido nos tanques
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo de comando para decolagem as verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque de propelente para a pressão de voo é regulada
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados

hh/min/s: Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:34 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:37 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:44 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
00:02:50 Liberação de carenagem
00:06:23 Começa a ignição de entrada do 1º estágio
00:06:37 Ignição de entrada do 1º estágio concluída
00:07:59 Começa a ignição de pouso do 1º estágio
00:08:24 Pouso do primeiro estágio
00:08:50 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
00:45:29 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-2)
00:45:31 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-2)
00:54:32 Os satélites Starlink são liberados

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‘Starlink group 4-13’ – SpaceX lança mais 53 satélites

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Falcon 9 Block 5 B1063.5 decola do SLC-40

A SpaceX lançou na sexta-feira, 13 de abril, mais 53 satélites Starlink do Space Launch Complex 40 (SLC-40) na Estação da Força Espacial do Cabo Canaveral, na Flórida. A janela de lançamento instantâneo foi às 22:07 UTC, ou 19:07 de Brasília, e a missão foi denominada Starlink group 4-13. Os satélites são equipados com um propulsor de íons de criptônio de efeito Hall para manobrar no espaço até sua órbita planejada. Após a separação do segundo estagio, a SpaceX pousou o ‘core’ do Falcon 9 Block 5 número B1063.5 no barca -drone “Of Course I Still Love You”, que estava localizada a 640 km no Oceano Atlântico. (rebocada pelo Debra C) estacionada no Oceano Pacífico. As conchas da carenagem de cabeça deveriam ser recuperadas no oceano pelo navio de apoio NRC Quest.

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China fracassa com lança foguete de resposta rápida

Veículo Hyperbola-1 sofreu ‘anomalia’ e foi perdido

Às 15h09 do dia 13 de maio, o foguete comercial privado chinês Hyperbola-1 foi lançado a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. O lançamento sofreu uma “anomalia” na trajetória e segundo a mídia oficial, “a missão de lançamento falhou. As razões específicas estão sob análise e investigação mais aprofundadas.” Acredita-se que o foguete transportava p satélite Jilin-1 Maofeng-01A-R.

O Hyperbola-1/双曲线一号 é um pequeno foguete de propelente sólido desenvolvido pela Beijing Interstellar Glory Space Technology Co., Ltd., uma empresa aeroespacial privada chinesa. configuração sólida de estágio . Complementado por um motor de controle de atitude de propulsao líquida, seu preço de lançamento é de 5 milhões de dólares americanos (cerca de 35 milhões de yuans ) . O primeiro lançamento suborbital foi concluído com sucesso em 5 de abril de 2018 e o primeiro voo orbital foi feito com sucesso em 25 de julho de 2019. Este último foi o primeiro lançamento bem-sucedido de um satélite em órbita por uma empresa aeroespacial privada chinesa.

Suas capacidades listadas são:

Para carga útil em SSO (500 km), 300 kg
em SSO (700 km) , 225 kg
em LEO (300km), 300 kg

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SpaceX lança mais um lote de Starlinks neste fim de semana

Falcon 9 decolará de Vandenberg

A SpaceX planeja para amanhã, sexta-feira, 13 de maio, o lançamento do Falcon 9 Block 5 número B1063.5 com mais 53 satélites Starlink para a órbita terrestre a partir do Space Launch Complex 4 East (SLC-4E) da Vandenberg Space Force Base, na Califórnia. A janela de lançamento instantânea é às 15h07 PT, 22h07 UTC, ou 19:07 Brasilia. As equipes estão observando a meteorologia, que atualmente prevê tempo 40% favorável para a decolagem.

O ‘core’ do primeiro estágio a ser usado nesta missão lançou anteriormente o Sentinel-6 Michael Freilich, a DART e duas outras missões Starlink. Após a separação dos estágios, o primeiro estágio do Falcon 9 retornará à Terra e pousará na balsa-drone “Of Course I Still Love You” (rebocada pelo Debra C) estacionada no Oceano Pacífico. As conchas da carenagem de cabeça serão recuperadas no oceano pelo navio de apoio GO Quest.

CONTAGEM REGRESSIVA
hh/min/s: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento do propelente
00:35:00 RP-1 (querosene de grau de foguete) sendo abastecido nos tanques
00:35:00 Primeiro estágio: LOX (oxigênio líquido) sendo abastecido nos tanques
00:16:00 Carregamento de LOX no segundo estágio
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo emite comando para decolagem com verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização do tanque para a pressão de voo é regulada e conferida
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO DA CARGA ÚTIL
Todos os tempos são aproximados

hh/min/s: Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:30 Corte dos motores principais do 1º estágio (MECO)
00:02:34 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:40 Ignição dos motores do 2º estágio (SES-1)
00:02:45 Liberação de carenagem
00:06:25 Início da queima de entrada do 1º estágio
00:06:44 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:08:10 Início da queima de pouso do 1º estágio
00:08:33 Pouso do primeiro estágio
00:08:46 Corte dos motores do 2º estágio (SECO-1)
00:53:40 Segunda ignição dos motores do 2º estágio (SES-2)
00:53:41 Segundo corte dos motores do 2º estágio (SECO-2)
01:02:42 Os satélites Starlink são liberados

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Starliner deve decolar dia 19 para mais uma missão de teste

Espaçonave da Boeing fará segundo voo sem tripulantes após fracasso de 2019

A NASA e a Boeing pretendem testar pela segunda vez a espaçonave Starliner CST-100, desenhada para transportar astronautas americanos em voos comerciais para a Estação Espacial Internacional. O lançamento está marcado para quinta-feira, 19 de maio de 2022 às 18h54 EDT (2254 UTC, ou 19:54 hora de Brasília). A missão, denominada Orbital Flight Test 2, OFT-2, é uma repetição – desta vez completa, espera-se – da OFT-1 lançada em dezembro de 2019 e que sofreu falhas de software que impediram a acoplagem com a estação. Este voo de teste é o último grande passo antes que o Atlas V e a cápsula Starliner da Boeing levem astronautas americanos à Estação Espacial Internacional como parte do Programa de Tripulação Comercial da NASA.

O foguete Atlas V N22 número AV-082 da United Launch Alliance (ULA) lançará a nave espacial da Boeing em seu Orbital Flight Test-2. A decolagem ocorrerá do Space Launch Complex-41 na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, Flórida.

O foguete Atlas V levará a espaçonave a uma trajetória suborbital de 181,496 km. Após a separação do Atlas V, os motores da Starliner serão acionados levando-a pelo resto da tarjetoria em órbita para a Estação Espacial Internacional.

Parte do Programa de Tripulação Comercial da NASA (CCP), o OFT não tripulado é o segundo lançamento do CST-100 Starliner. O segundo voo de teste sem tripulação demonstrará o desempenho de ponta a ponta do foguete Atlas V e da espaçonave, incluindo o desempenho dos sistemas de orientação, navegação e controle, sistemas terrestres e equipes de operações, bem como em órbita, ancoragem, re- operações de entrada e desembarque. A Starliner vai pousar em um dos cinco locais designados no oeste dos Estados Unidos.

Modificada especificamente para a espaçonave CST-100, a configuração do Atlas V não inclui uma carenagem de carga útil. Em vez disso, as superfícies isoladas do Starliner substituem a carenagem para proteger a espaçonave não tripulada durante a subida. O comprimento do foguete com a nave é de aproximadamente 52,4 metros.

A Starliner é intergrada ao Atlas V usando um adaptador de veículo de lançamento (LVA), que também inclui uma saia para reduzir as cargas aerodinâmicas no veículo. A aerossaia é descartada para melhor desempenho após a separação do estágio central.

O segundo estágio Centauro tem 3,05 metros de diâmetro e 12,61 m de comprimento. Seus tanques de propelente são estabilizados por pressão e construídos em aço inox resistente à corrosão. O Centauro é um veículo criogênico, alimentado com hidrogênio e oxigênio líquidos. A configuração do Atlas V para esta missão é alimentada por dois motores RL10A-4-2, cada um produzindo 10.251,188 kgf (100,5 kilonewtons) de empuxo. Os tanques criogênicos são isolados com uma combinação de mantas purgadas com hélio, escudos de calor e isolamento de espuma em spray (SOFI). O adaptador dianteiro Centauro (CFA) fornece montagens estruturais para o sistema aviônico tolerante a falhas e interfaces elétricas com a espaçonave. O Centauro também inclui um Sistema de Detecção de Emergência (EDS) que monitora perigos para detectar uma falha iminente ou em andamento.

O primeiro estágio tem 3,81 metros de diâmetro e 32,4 metros de comprimento. Os tanques são estruturalmente rígidos e construídos com barris de alumínio isogrid, cúpulas de alumínio conformadas e saias intertanques. A propulsão é produzida pelo sistema de motor RD-180 (um único motor com duas câmaras de empuxo). O RD-180 queima RP-1 (Rocket Propellant-1 ou querosene altamente purificado) e oxigênio líquido, e fornece 390.180,155 kgf (3,83 meganewtons) de empuxo ao nível do mar. Dois impulsionadores de propelentes sólidos (SRBs) geram a energia adicional necessária na decolagem, com cada SRB produzindo 158.076,94 kgf (1,55 meganewtons) de empuxo. O sistema de aviônicos do Centauro desempenha funções de orientação, controle de voo e sequenciamento durante as fases de voo de primeiro estágio e de Centauro.

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ACRUX é a pioneira em motores-foguete impresso em 3D no Brasil

Empresa inicia projeto de motores com aplicações em espaçonaves e veículos lançadores

A empresa aeroespacial brasileira ACRUX Aerospace Technologies foi selecionada pela Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e assinou em março passado um contrato para desenvolvimento de propulsores espaciais com ligas de nióbio, com investimento total de R$ 775 mil. O contrato engloba quatro motores de foguete de propelentes líquidos com até 5kN (509,8 kgf) de empuxo.

Motor-foguete para uso em satélites. A ACRUX é pioneira na fabricação de motores com impressão 3D metálica no Brasil

A equipe da ACRUX deu início ao desenvolvimento de um motor com impulso de 500 N (50,9 kgf) que poderá ser empregado em propulsão de satélites, tanto em manobras orbitais quanto em controle de atitude. Também poderá ser usado como parte do programa de testes em escala do FOG120K L, um foguete de treinamento multitarefa com capacidade de apogeu de 100 a 200 quilômetros. Nas últimas semanas o propulsor foi testado ‘a quente’ com sucesso, sendo um dos primeiros motores-foguete a propelentes líquidos, projetado e fabricado por uma empresa privada no Brasil – e o primeiro desta categoria feito por manufatura aditiva (a impressão 3D metálica) testado no Brasil.

A startup fundada em 2008 na incubadora aeroespacial brasileira, trabalha em projetos foguetes de sondagem de pequeno porte, balões estratosféricos, painéis solares personalizados e projeto, fabricação e integração de UAVS customizados construídos em fibra de carbono. Atualmente a ACRUX possui uma unidade comercial em Osasco – SP, e dois parceiros fabris, em São Paulo e Campinas. Está implantando uma Unidade de Integração dentro do campus da Universidade Federal do Maranhão e uma instalação remota de Testes de Propulsão próximo a São Luís e Alcântara, no Maranhão.

Família de foguetes FOG

Mais recentemente, a ACRUX vem desenhando e produzindo estruturas avançadas de materiais compostos para uso em microssatélites

Segundo o Dr. Oswaldo Loureda, fundador da ACRUX, disse ao Homem do Espaço:
“A Acrux vem trabalhando de forma intensa na direção de viabilizar o desenvolvimento de tecnologias espaciais que possam ser realmente competitivas no mercado global, contribuindo assim para que o PEB tenha mais opções de fornecedores competitivos, e fortalecendo o nome de nossa nação como exportadora de tecnologias aeroespaciais. O que nos motiva é a chance de trazer mais renda e empregos qualificados para nossa comunidade espacial, e principalmente somar com a soberania tecnológica de nosso País.”

A empresa vem desenvolvendo desde 2008 a família de foguete de treinamento multimissão FOG, que teve início com versões de até 10km de apogeu (FOG10K) usados essencialmente para educação e difusão espacial, e nos últimos anos vem focando nas versões mais sofiscadas, destinados a treinamento de equipes de centros de lançamento, no caso o FOG30K e FOG100K, ambos usando propelentes sólidos avançados, e a versão completamente reutilizável, FOG120K-L dotado de propulsor líquido.

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‘Polaris’ prossegue no projeto de atividade extraveicular privada

Missão de Jared Isaacman prevê criação de escafandro de EVA não-governamental

Por Eric Ralph – com correções do Homem do Espaço

Dois membros do Programa Polaris disseram que a SpaceX poderia começar a treinar astronautas particulares para a primeira caminhada espacial privada na história dos voos espaciais já em maio ou junho de 2022. Revelado no início deste ano, o Programa Polaris é uma espécie de mistura do turismo espacial e o desenvolvimento de tecnologias, e tem um objetivo principal: “avançar rapidamente as capacidades de voos espaciais tripulados”. Criado em parceria com a SpaceX pelo bilionário e fundador da Shift4 Payments, Jared Isaacman, que também financiou e voou no primeiro lançamento privado da Crew Dragon, o Inspiration4, o Polaris pretende continuar de onde a missão anterior parou no ano passado.

Embora ainda seja afiliado e procure ajudar o St. Jude Children’s Research Hospital, o Programa Polaris se concentrará no desenvolvimento de várias tecnologias cruciais que a SpaceX precisará para atingir seu objetivo final de “espalhar a humanidade por todo o nosso sistema solar”.

A tripulação de quatro pessoas para a missão Polaris Dawn começará a treinar este mês para um voo em uma espaçonave Crew Dragon que incluirá a primeira caminhada espacial comercial e a estreia do escafandro espacial extraveicular da SpaceX.

Este será um traje espacial barato, confiável e fácil de usar que permitirá que futuros astronautas da SpaceX trabalhem fora de sua espaçonave no vácuo do espaço e, um dia, andem nas superfícies de outros planetas e luas. Para a Crew Dragon, a SpaceX já desenvolveu uma roupa de pressão IVA ‘atividade intra-veicular’ que todos os astronautas devem usar durante manobras críticas. No caso de despressurização da cápsula, os trajes seriam capazes de manter os astronautas vivos por pelo menos alguns dias, fornecendo-lhes ar limpo e mantendo pressão suficiente para sobreviver.

No entanto, como os trajes IVA geralmente priorizam a mobilidade não pressurizada, os astronautas dentro deles podem fazer muito pouco quando eles são totalmente pressurizados. Ao nível do mar, as pessoas estão sujeitas à pressão atmosférica padrão, que equivale a cerca de 101 quilopascals ou 14,5 libras por polegada quadrada. Em um escafandro espacial, o traje em si deve manter uma bolsa de ar em pressões semelhantes, o que significa que a camada externa deve resistir à mesma força. Para colocar isso em contexto, mesmo operando com as pressões mínimas absolutas que os humanos podem tolerar e usar realisticamente (4 a 6 psi), simplesmente mover o braço em um traje de IVA pode exigir centenas de quilogramas de força.

Isaacman a bordo da cabine em treinamento

Mesmo nos trajes espaciais de atividade extraveicular (extravehicular activity, ou EVA) da NASA, que apresentam juntas mecânicas e outras tecnologias destinadas a facilitar o movimento e a vida dentro deles, as caminhadas espaciais são uma das atividades mais brutais e exaustivas concebíveis, exigindo níveis extraordinários de energia quase constante e esforço por horas a fio. De acordo com comentários feitos ao site Spaceflight Now por Isaacman e pelo piloto Scott Poteet em uma entrevista coberta pela AmericaSpace, o primeiro traje de EVA da SpaceX será bastante básico. Até certo ponto, eles serão versões fortemente modificadas do design do traje IVA existente, mas com gerenciamento térmico muito mais avançado, um capacete / viseira aprimorado e – o mais importante – a adição de várias articulações mecanizadas.

Espaçonave Crew Dragon

Como foi o caso dos primeiros trajes de EVA da NASA desenvolvidos na década de 1960, os primeiros trajes da SpaceX receberão suprimentos, energia e comunicações por meio de cabos que se conectam ao suporte de vida da nave. A SpaceX levará algum tempo para desenvolver um sistema de suporte à vida portátil e miniaturizado tão seguro e capaz quanto os usados ​​nos trajes de EVA da NASA. Um traje de EVA ‘amarrado’ ainda permitirá que a SpaceX ou astronautas particulares realizem EVAs e trabalhem ou inspecionem o exterior de sua espaçonave Crew Dragon ou da Starship – recursos que podem salvar vidas em certos cenários de emergência. A primeira prioridade da SpaceX, então, será garantir que o básico funcione bem no espaço e que os trajes realmente permitam que os astronautas realizem tarefas que exigem boa destreza dos dedos e membros sem se esgotarem imediatamente.

“… está-se adicionando muitas redundâncias no traje que não existem hoje, já que é mais a última linha de defesa”, disse Isaacman, referindo-se às diferenças entre o traje atual da SpaceX e o novo traje extraveicular. “Você terá uma nova viseira, novos selos, mobilidade, articulações em todos os lugares para maior mobilidade e destreza nos dedos etc. Acho que, visualmente, será menos parecido com o atual, mas muito parecido com um novo traje.”

Falcon 9 BL5

A primeira de até três missões Polaris – a Polaris Dawn – está programada para ser lançada em novembro de 2022 em um foguete Falcon 9 Block 5. Dois dos quatro astronautas particulares – dois funcionários da Polaris e dois da SpaceX – usarão os novos trajes de EVA no lugar de seus trajes usuais de IVA e ambos tentarão sair da cápsula para uma atividade externa que pode durar cerca de 30 a 90 minutos. Para fazer isso, o cockpit será despressurizado e uma das duas escotilhas será aberta, enquanto os dois astronautas vestidos com o escafandro IVA permanecerão em seus assentos. Independentemente do resultado, será a primeira caminhada espacial privada na História.

O treinamento dos astronautas para se preparar para a Polaris Dawn se concentrará fortemente na EVA, oferecendo aos dois tripulantes escolhidos ou aos quatro candidatos a oportunidade de experimentar mergulhos em alto mar e testar os trajes de EVA debaixo d’água e dentro de um simulador de cápsula.

Além de suportar o desenvolvimento do traje espacial EVA da empresa, a tripulação da Polaris Dawn também realizará uma série de experimentos científicos, tentará se conectar à Internet de alta velocidade em órbita através de links de laser dos Starlink e até tentar quebrar o recorde da órbita terrestre mais alta alcançada por uma tripulação tripulada, a 1400 km.

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Blue Origin lança em breve o New Sherpard com seis turistas espaciais

Entre eles a primeira astronauta do México e o segundo brasileiro a ir ao espaço

Os passageiros do NS-21: Evan Dick, Katya Echazarreta, Hamish Harding, Victor Correa Hespanha, Jaison Robinson e Victor Vescovo

A Blue Origin, empresa aeroespacial de Jeff Bezos, anunciou sua 21ª missão espacial – a New Shepard 21 ou NS21. Será o quinto voo espacial tripulado da Blue Origin e em breve terá uma data oficial para o lançamento. Enquanto isso, a empresa apresentou seus seis turista-astronautas clientes do voo. A tripulação da missão NS-21 incluirá o investidor e astronauta da NS-19 Evan Dick; a engenheira elétrica e ex-chefe de testes da NASA Katya Echazarreta; o piloto de jato executivo e presidente da Action Aviation, Hamish Harding; o engenheiro de produção civil Victor Correa Hespanha; o aventureiro e cofundador da Dream Variation Ventures, Jaison Robinson; e o explorador e cofundador da empresa de private equity Insight Equity Victor Vescovo, Comandante da reserva da Marinha americana. Katya se tornará a primeira mulher nascida no México e a mais jovem americana a voar para o espaço, e ela voará como parte do Programa de Astronautas Cidadãos patrocinado pela Space for Humanity. Victor Correa Hespanha será o segundo brasileiro a voar para o espaço. Ao contrário dos quatro voos espaciais anteriores, nenhum passageiro famoso está listado. A estrela de “Saturday Night Live”, Pete Davidson, deveria voar a bordo da missão anterior da Blue Origin, a NS-20, mas desistiu devido a um conflito de agendamento após a data de lançamento da missão ter mudado.

Foguete New Shepard, capaz de atingir cerca de 105 km em voo suborbital

A empresa não divulgou quanto os passageiros pagaram. Historicamente, desde os primeiros voos turísticos inaugurados pela Rússia em 2001, são principalmente os muito ricos que podem participar diretamente dessas oportunidades de voos espaciais, embora essa tripulação em particular inclua uma pessoa do programa de astronautas cidadãos patrocinado pela Space For Humanity, sem fins lucrativos, que leva indivíduos ao espaço gratuitamente, seguindo um processo de inscrição. Esta missão será o quinto voo tripulado do programa New Shepard e o 21º em sua história.

Evan Dick será a primeira pessoa a voar a bordo de um veículo espacial New Shepard duas vezes, tendo participado da missão NS-19 em 11 de dezembro de 2021. Ele é piloto, engenheiro, investidor e membro administrativo da Dick Holdings, LLC. Anteriormente, foi vice-presidente sênior da DE Shaw e diretor administrativo da Highbridge Capital Management. Ele apoia a Fundação Darwin, a Population Relief International Corp. e a Starfighters Aerospace por meio de caridade ou como voluntário.

Katya Echazarreta, nascida em Guadalajara, será a segunda pessoa nascida no México a visitar o espaço, depois de Rodolfo Neri Vela, astronauta especialista de carga útil da missão Atlantis STS-61B em 1985. Ela é a co-apresentadora das séries do YouTube “Netflix IRL” e “Electric Kat” no programa da CBS “Mission Unstoppable”. Passou quase quatro anos no Laboratório de Propulsão a Jato no sul da Califórnia, trabalhando em missões espaciais, incluindo o rover Perseverance Mars e o Europa Clipper, que será lançado em direção à lua de Júpiter Europa em 2024. Katya está cursando mestrado em engenharia elétrica e de computação na Johns Hopkins University e visa “fornecer representação para mulheres e minorias” para os interessados ​​em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), de acordo com a Blue Origin.

Hamish Harding é presidente da corretora de jatos executivos Action Aviation, além de piloto executivo. Ele detém vários recordes mundiais de aviação, incluindo um em 2019 com o astronauta aposentado da NASA Terry Virts de volta ao mundo para aeronaves voando sobre os pólos norte e sul. Harding também visitou o Pólo Sul duas vezes e mergulhou a quase 10.100 metros em um submarino em 2021.

Victor Correa Hespanha, 28 anos, é engenheiro de produção civil de Minas Gerais, Brasil. Seu assento foi patrocinado pela Crypto Space Agency, e está se identificando como “o primeiro criptonauta do mundo”, o que gerou zombaria nas redes sociais. Ele também será o segundo brasileiro a voar no espaço, depois do cosmonauta Marcos Pontes, que em 2006 voou na missão Soyuz TMA-8 para a estação espacial internacional como parte de uma expedição visitante. Para reservar a passagem, o engenheiro investiu cerca de R$ 4 mil em NFT. A compra deu direito a participar do sorteio da CSA para ser um dos seis participantes da viagem promovida pela Blue Origin. “Estou ansioso para realizar este sonho de infância, vai ser um marco na minha vida. Parece que estou vivendo em um filme, a ficha não caiu”, disse. Ao saber que foi sorteado, o morador do bairro Santo Antônio, em BH, afirma que ficou assustado por vivenciar algo que antes pensava ser possível apenas a “bilionários”. “É assustador também, nunca pensei [que conseguiria]. Sou uma pessoa comum, mas estou tendo essa oportunidade incrível. Isso é para mostrar que viagem ao espaço não é só coisa de bilionário”, disse ele ao portal G1.

Jaison Robinson fundou a empresa imobiliária comercial JJM Investments e co-fundou a Dream Variations Ventures com sua esposa, Jamie. Robinson se descreve como um ávido mergulhador e paraquedista com uma variedade de atividades de aventura em seu currículo, como quebrar a barreira do som em um jato Mig-29, fazer Eagle Scout, jogar pólo aquático na Universidade de Stanford e se tornar finalista em “Survivor : Samoa” em 2009.

Victor Vescovo é cofundador da empresa de investimentos em private equity Insight Equity. Ele completou um “Explorer’s Grand Slam”, que é um termo comunitário de aventureiros para esquiar nos pólos norte e sul e escalar as montanhas mais altas dos sete continentes do mundo, incluindo o Everest. Ele é piloto de jato e helicóptero multimotor com classificação comercial, bem como piloto de teste submersível certificado, e visitou a Challenger Deep (o ponto mais profundo do oceano) doze vezes, de acordo com a Blue Origin. Ele também serviu 20 anos na Reserva da Marinha dos EUA como oficial de inteligência, aposentando-se como comandante.

Cada turista-astronauta levará um cartão postal em nome da fundação da Blue Origin, Club for the Future, cujo programa Postcards to Space dá aos alunos acesso ao espaço nos foguetes da Blue Origin. A missão do Clube é “inspirar as gerações futuras a seguir carreiras em STEM para o benefício da Terra”.

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SpaceX quer lançar Starship/SuperHeavy em junho ou julho

Porém a empresa está ainda às voltas com a FAA e com atrasos no próprio cronograma

Foguete SuperHeavy

por Eric Ralph, com adaptação e correções do Homem do Espaço

A COO e presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, disse que a empresa espera que seu local de teste e lançamentos Starbase esteja pronto para a primeira tentativa de lançamento orbital da espaçonave Starship com o foguete SuperHeavy ‘Booster’ já em junho ou julho, desta forma adiando o cronograma por mais um mês ou dois.

Para realizar esse feito, a SpaceX precisará mais ou menos aceitar uma ampla gama de testes desafiadores e não comprovados e passar por uma série de revisões burocráticas exaustivas, aumentando significativamente as chances de que a estreia do lançamento orbital da Starship esteja realmente a 3 ou 6 meses no futuro. Embora a SpaceX possa tecnicamente ‘realizar um milagre’ ou até mesmo tentar lançar um veículo espacial que tenha sido testado apenas parcialmente, mesmo os cenários hipotéticos mais otimistas ainda dependem de aspectos amplamente fora do controle da empresa. Ambos giram em torno da Federal Aviation Administration (FAA), que – no caso da SpaceX – é responsável por completar uma ‘avaliação ambiental programática’ (PEA) de lançamentos orbitais de naves espaciais de Boca Chica, Texas (onde fica Starbase) e emitir uma licença de lançamento para o que se espera seja o maior e mais poderoso foguete já construído. De certa forma, ambas as tarefas são sem precedentes, mas os processos burocráticos envolvidos ainda são basicamente os mesmos com que a SpaceX lidou com sucesso nas últimas duas décadas.

Primeiro, a revisão ambiental da FAA: Até muito recentemente, o destino da PEA sobre a Starbase era quase indeterminável e poderia ter seguido de várias maneiras – a maioria das quais não seria favorável para a SpaceX. No entanto, apenas alguns dias atrás e cerca de uma semana após o último anúncio de atraso do PEA de um a dois meses da FAA, a agência atualizou um painel online para mostrar que o quarto dos cinco principais processos de PEA havia sido concluído com sucesso. A parte mais importante da atualização é a implicação de que a SpaceX e a FAA já concluíram quase todos os aspectos da PEA que exigem cooperação com outras agências federais e partes interessadas locais.

Apenas mais um processo cooperativo – garantir o cumprimento da “Seção 4(f)” – ainda precisa ser concluído. Sem se aprofundar nos detalhes, não há evidências convincentes que sugiram que essa etapa específica será um sucesso, embora a SpaceX possa ter que comprometer certos aspectos das operações da Starbase para completá-la. Uma vez que a Seção 4(f) esteja cumprida, a única coisa entre a FAA e a SpaceX e uma PEA Final é a conclusão e aprovação de toda a documentação relevante. Em outras palavras, pela primeira vez, a data de conclusão prevista da FAA – atualmente 31 de maio de 2022 – pode realmente ser alcançável.

Ainda assim, como a própria FAA aponta repetidamente, “ a conclusão da PEA não garantirá que a FAA emitirá uma licença de lançamento – o programa da SpaceX também deve atender aos requisitos de segurança, risco e responsabilidade financeira da FAA ”. Mesmo que a PEA seja perfeita, a empresa ainda precisa garantir uma licença de lançamento para o foguete. Não está claro se a SpaceX e a FAA já começaram esse trâmite ou se algumas letras miúdas da burocracia a impedem de começar antes que uma revisão ambiental esteja em vigor. Sem saber mais, o licenciamento de lançamento pode levar de alguns dias a vários meses.

Sem a licença de lançamento e aprovação ambiental, qualquer Starship não pode ser lançada legalmente de Starbase. Do outro lado da moeda, porém, é tão verdade que os acenos de aprovação da FAA valem tanto quanto o papel em que estão escritos sem um foguete pronto para ser lançado. Em um mundo perfeito, a SpaceX teria um booster Super Heavy e Starship totalmente qualificados, empilhados e instalados na plataforma de lançamento orbital quando a FAA finalmente der luz verde. No entanto, essa não é exatamente a realidade da SpaceX hoje.

A empresa fez um progresso significativo no último mês e meio, mas ao contrário das esperanças de seu CEO Elon Musk em 21 de março, não estará pronta para tentar um lançamento orbital até o final de maio. No entanto, a estimativa de Shotwell de “junho ou julho” pode não estar completamente fora de alcance. Desde o tweet de Musk, a SpaceX terminou de montar o Super Heavy Booster 7, levou o foguete para o local de lançamento em 31 de março e completou vários testes importantes no início de abril. No entanto, durante o último teste, um aparente erro do operador danificou significativamente um importante sistema instalado no booster, forçando a SpaceX a devolver o Super Heavy B7 ao local de montagem na Starbase. Após duas semanas e meia de reparos, o Booster 7 retornou ao local de lançamento em 6 de maio e completou outro teste de ‘crioprova’ (ensaio com abastecimento de fluidos gelados), aparentemente verificando se esses reparos rápidos tiveram êxito.

Se o Booster 7 não precisasse de reparos, não é impossível (mas ainda é difícil) imaginar que a SpaceX poderia ter um foguete Super Heavy pronto para ser lançado até o final de maio. Ainda assim, o teste de ignição estática que o Booster 7 precisa ter concluído é quase totalmente sem precedentes e pode levar meses para ser feito. Até o momento, a SpaceX nunca acendeu mais de seis Raptors de uma só vez em um protótipo de nave , enquanto o Super Heavy provavelmente precisará concluir vários testes de 33 motores antes que possa ser considerado com segurança pronto para o voo. Pior, não há garantia de que a SpaceX realmente queira lançar o Booster 7 após o dano que sofreu. Se o Booster 8 tomar o centro das atividades , a estreia do lançamento orbital da Starship pode facilmente cair para o final do terceiro ou quarto trimestre de 2022.

Enquanto isso, o Super Heavy é apenas metade do sistema. Quando Musk twittou sua estimativa de que “espero que [lançemos] maio”, a SpaceX não estava nem perto de terminar a Starship – “Nave 24” ou Ship 24 – que se acredita será usada na estreia do lançamento orbital. No entanto, a empresa finalmente acelerou a montagem da Ship 24 nas últimas semanas e, finalmente, terminou de montar a nave atualizada em 8 de maio. Ainda há muito trabalho para concluir verdadeiramente a Nave 24, mas a SpaceX deve estar pronta para enviá-la para uma bancada de testes dentro de uma ou duas semanas. Embora o teste que a Nave 24 precisará concluir tenha sido feito antes pela Nave 20, tornando seu caminho menos arriscado do que o do Booster 7, a Nave 24 estreará uma série de grandes mudanças no projeto e provavelmente precisará de pelo menos dois meses de testes para atingir um nível básico de prontidão de voo.

Combinação SuperHeavy/Starship na plataforma

Por último há a questão do próprio local de lançamento orbital. Deve ser certificado que a montagem de lançamento estará pronta para sediar a um fogo estático de Super Heavy. A ‘fazenda de tanques’ (planta de tanques de armazenamento de fluidos propelentes e pressurizantes, bem como óleos e fluidos de purga) está pronta para abastecer uma Starship e um Super Heavy com vários milhares de toneladas de propelente criogênico explosivo e inflamável. Se for um objetivo do voo de teste, deve-se estar certo de que a torre de lançamento está pronta para um booster Super Heavy tentar pousar em seus braços. Embora existam razões para acreditar que a resposta a algumas dessas perguntas é “sim”, ainda há muita incerteza e muito trabalho ainda incompleto.

Espaçonave Starship

Em última análise, o objetivo de junho nas palavras de Shotwell é quase certamente inatingível. O final de julho, no entanto, pode estar dentro do reino da possibilidade, mas apenas no caso improvável de que todos os testes do Booster 7 e da Ship 24 sejam concluídos quase perfeitamente e sem mais atrasos. Para o leitor pragmático, agosto ou setembro é uma aposta mais segura. Felizmente, pelo menos uma coisa é certa: a atividade na Starbase está prestes a ficar significativamente mais emocionante.

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TianZhou-4 acopla-se à estação espacial chinesa

Nave leva 6 toneladas de carga

Assim ficou a estação espacial chinesa após o acoplamento da nave TianZhou-4; a TianZgou-3 já estava encaixada na parte frontal do módulo central TianHe

A espaçonave de carga Tianzhou-4, lançada pelo foguete Longa Marcha-7 Y5 do Centro Espacial de Wenchang, ontem 9 de maio de 2022, foi acoplada de forma autônoma na porta de acoplagem traseira do módulo-base Tianhe, da Estação Espacial da China em 10 de maio, às 00 :54 UTC (08:54 Hora Padrão da China). A Tianzhou-4 transporta propelente, suprimentos para os astronautas da próxima expedição a ser lançada a bordo da nave Shenzhou-14, peças de reposição para manutenção da estação e equipamentos de pesquisa. O primeiro contato e a captura do sistema de encaixe foram confirmados às 00:47 UTC e a junção hermética às 00:49.

Assim ficará a estação espacial chinesa após o acoplamento da nave tripulada Shenzhou-14 em junho próximo
Espaçonave em órbita

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China lança TianZhou-4 com carga para sua estação espacial

Nave espacial decolou de Wenchang

A China lançou a espaçonave de carga Tianzhou-4 (天舟四号, Tiān Zhōu Sì Hào, TZ-4) hoje, segunda-feira 9 de maio de 2022, com decolagem às 01: 56: 29.373 hora de Pequim – 14:56:29.373 Brasilia. O foguete Longa Marcha-7 nº Y5, transportando a nave, decolou do Centro de Lançamento da Wenchang, na costa da província insular de Hainan, no sul da China. A nave deve se acoplar com o módulo central Tianhe da estação espacial chinesa para entregar suprimentos, equipamentos e propelente, que serão usados pela sua terceira tripulação, a ser lançada na nave espacial Shenzhou-14 em 5 de junho próximo.

O espaçoporto de Wenchang é conhecido como “Berço de Exploração Planetária da China” e “Novo Berço Chinês para Exploração Lunar”. No futuro, expandirá a capacidade de lançamento de foguetes pesados ​​e se tornará o “Berço da Exploração Lunar Tripulada”.

Imagem da CCTV mostrando o 3D da espaçonave em órbita após a extensão dos painéis solares

Uma vez lançada, a nave foi colocada numa órbita inicial de 200 km × 400 km, com 41,46 ° de inclinação, para em seguida usar seus motores para se encontrar e acoplar ao módulo-base TianHe. De acordo com o plano, a construção da Estação Espacial Tiangong é dividida na “fase de verificação de tecnologia chave” e na “fase de construção em órbita”. As duas fases principais incluem seis lançamentos. A primeira missão da fase de verificação de tecnologia-chave, com o lançamento do primeiro Longa Marcha 5B (CZ-5B nº Y1) , foi feita com sucesso maio de 2020. O segundo lançamento nesta fase foi o do módulo Tianhe, feito em 29 de abril de 2021 pelo CZ-5B nºY2. Os lançamentos das Tianzhou-3 e 4, e das Shenzhou 12 e 13 já realizados, e o da Shenzhou 14 ainda em preparação encerrarão a fase de verificação de tecnologia-chave.

Medindo 10,6 metros de comprimento e com um diâmetro máximo de 3,35 metros, a Tianzhou-4 teve um peso máximo de decolagem de 13,5 toneladas e transporta 6,8 toneladas de mercadorias e materiais. Os ítens empacotados a bordo são divididos em cinco tipos principais :
Suprimentos para a expedição da nave Shenzhou-14; material para manutenção da estação espacial; equipamentos e cartuchos/conteineres para pesquisa científica; um refrigerador para armazenar resultados de pesquisas biomédicas e sementes para cultivo a bordo.

Imagem do interior da seção de cabeça espacial, antes da separação da carenagem de proteção, com a espaçonave em seu interior

O cargueiro TZ-4 é composto por compartimentos de carga e de propulsão. Os suprimentos são carregados dentro da seção de carga pressurizada e o propelente na seção de propulsão. Sua capacidade de geração de eletricidade é de 2.700 watts, por meio de bateriais recarregáveis alimentadas por dois painéis solares pivotantes. O propelente usado para o vôo autônomo e o para reabastecer o módulo Tianhe são interligados e podem ser distribuídos de forma flexível de acordo com a demanda.

Espaçonave se separado do segundo estagio do foguete

Apenas dois tipos de espaçonaves de carga atualmente em serviço têm a capacidade máxima de transporte de mais de 5 toneladas. “A Tianzhou da China é uma delas e está no nível de liderança mundial.” Na verdade, a Tianzhou é de fato a espaçonave cargueira não reutilizável mais capaz na atualidade, superando em capacidade de carga e transferencia de propelentes as atuais Progress russas e o projetado HTV avançado japonês. É mais espaçosa também que a Cargo Dragon da SpaceX, que no entanto é um tipo diferente de espaçonave, já que retorna à terra para reutilização.

A missão do Tianzhou-4 será o terceiro voo não tripulado para transportar carga ao módulo Tianhe da estação orbital chinesa. “A China planeja transformar a estação espacial em um laboratório espacial de nível mundial que permitirá longas estadias de astronautas e experimentos científicos, tecnológicos e de aplicação em larga escala”, disse Zhou Jianping, projetista-chefe do programa espacial tripulado do país.

Espaçonave em montagem, ainda sem os painéis solares instalados – foto Xinhua
Tianzhou-4 em configuração de voo orbital – A nave adota a estrutura de duas módulos, um compartimento de carga e outro de propulsão. O de carga é um compartimento selado com um diâmetro máximo de 3,35 metros. É dividido em três partes: uma seção do cone frontal , uma seção cilindrica e uma seção traseira em forma de tronco de cone.A carga é armazenada no compartimento cilindrico, e o diâmetro do compatimento de propulsão é de cerca de 2,5 metros.
O comprimento da espaçonave é de cerca de 10,6 metros e a capacidade de carga é de 6,5 toneladas. O peso total da espaçonave é de 13,5 toneladas, e a relação carga-peso combinada com a capacidade de carga de 6,5 toneladas é de 0,48.
A nave espacial tanques de propelente do tipo diafragma de metal, de 400 litros. São divididos em tanques de propulsão e tanques suplementares. Os dois tipos pode ser interligados para dar flexibilidade às tarefas de reabastecimento da estação ou propulsão própria. A capacidade de propelente principal é de 3,1 toneladas, e o de propelente suplementar de 2,1 toneladas. A Tianzhou é equipada com 36 motores de controle de órbita e atitude, quatro dos quais são motores de controle de órbita de 490 Newtons de empuxo e os outros são 32 motores de controle de atitude com empuxos de 150N, 120N e 25N, respectivamente. Depois de acoplar na estação espacial, a espaçonave também pode ser capaz de elevar a órbita do conjunto.
Foguete Longa Marcha 7 e espaçonave TianZhou-4
Foguete CZ-7 nº Y5 – O CZ-7 é um veículo de lançamento de dois estágios equipado com quatro boosters. Com um comprimento total de 53,07 metros, diâmetro de 3,35 m e largura máxima de 10,05 m nas aletas aerodinâmicas, tem uma massa bruta de 597.000 kg. No lançamento, seus motores desenvolvem um empuxo de 734.196 kgf. O foguete é capaz de colocar 13.500 kg em órbita baixa de 400km. O foguete é movido pelos motores YF-100, com o primeiro estágio usando dois motores e os propulsores auxiliares usando um motor cada. O segundo estágio usa quatro motores YF-115 – e todos consumindo querosene como combustível e oxigênio líquido como oxidante.

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Chineses preparam nave de carga TianZhou-4 para abastecer sua estação orbital

Cargueiro dará suporte à próxima missão tripulada de longa duração

Espaçonave na oficina de montagem e checagem
Emblema da campanha de lançamento da TZ-4

A espaçonave de carga Tianzhou-4 foi instalada no foguete transportador Longa Marcha-7, em preparação para o lançamento a ser realizado no próximo dia 9 de maio de 2022 às 17:56 UTC (14:56 hora de Brasilia) a partir do Espaçoporto Wenchang. A espaçonave, pesando 13,5 toneladas, foi integrada no segundo estágio do foguete Longa Marcha-7 (CZ-7 No. Y5). O foguete Longa Marcha-7 nº Y5 chegou na segunda-feira (2 de maio) ao Espaçoporto de Wenchang, na província insular de Hainan no sul da China. A espaçonave automática levará para a estação espacial Tiangong suprimentos e equipamentos para a tripulação da nave espacial Shenzhou 14, que deverá decolar semanas depois com três taikonautas para uma missão de manutenção e construção de seis meses no espaço.

A espaçonave tem uma capacidade de carga útil seca de aproximadamente 6.800 kg. Os ítens empacotados a bordo são divididos em cinco tipos principais :
Suprimentos para a expedição da nave Shenzhou-14; material para manutenção da estação espacial; equipamentos e cartuchos/conteineres para pesquisa científica; um refrigerador para armazenar resultados de pesquisas biomédicas e sementes para cultivo a bordo.

Transmissão no canal do Homem do Espaço

Como parte da campanha de lançamento, começou o processo de integração do cargueiro espacial com o foguete-portador no edifício de montagem vertical, que está atualmente passando por inspeção final e teste de todos os sistemas conforme planejado. “O foguete, juntamente com o cargueiro Tianzhou-4 passa por operações de montagem geral e testes no espaçoporto ”, informou o Escritório do Programa Espacial Tripulado da China (CMSA).

A TianZhou tem cerca de 14 toneladas de massa em órbita

A missão do Tianzhou-4 (Tiān Zhōu Sì Hào, 天舟四号) será o terceiro voo não tripulado para transportar carga ao módulo-base Tianhe ( 天和) da estação orbital da China. A etapa inicial da campanha de lançamento em si foi o transporte do foguete espacial para a área de lançamento LC-201 do espaçoporto da ilha de Hainan e a preparação para decolagem, prevista para 9 de maio.

(Hora correta de lançamento 17:56 UTC)
Foguete Longa Marcha (ChengZeng) CZ-7

Em 31 de março, uma reunião administrativa foi realizada em Xichang para a campanha de lançamento e, em 2 de abril, os blocos do CZ-7 foram enviados de Tianjin a Wenchang. De acordo com o gabinete, as instalações e equipamentos do espaçoporto encontravam-se atualmente em boas condições e a preparação dos sistemas de testes decorreu sem problemas.

A cidade de Wenchang decidiu fortalecer a gestão do espaço aéreo sob a jurisdição das 8h do dia 7 de maio às 8h do dia 11. A municipalidade emitiu avisos de Área de Restrição Aérea Temporária. Na área, todas as unidades, organizações e indivíduos estão proibidos de decolar, pousar e voar com pequenas aeronaves de baixa altitude e baixa velocidade e soltar objetos no ar. É proibido usar balões amarrados e outros dispositivos de suspensão, e é proibido acender lanternas tipo Kongming. Durante o período, as atividades de voo que requeiram o uso de aeronaves de pequeno porte para operações de emergência devem passar rigorosamente pelos procedimentos de homologação de acordo com os procedimentos pertinentes.

Seção de cabeça espacial do foguete

Foguete-transportador Longa Marcha-7

O Longa Marcha 7

O Longa Marcha 7 tem 53,1 metros de altura com um diâmetro de estágio central de 3,35 metros, um peso de decolagem de cerca de 597 toneladas, empuxo de decolagem de 720 toneladas e uma capacidade de carga em órbita terrestre baixa de 13,5 toneladas. O foguete usa querosene e oxigênio líquido com baixo potencial de poluição ambiental como propelentes. Dois motores de ciclo de combustão suplementar de alta pressão YF-100 são usados ​​no primeiro estágio, e quatro boosters são acoplados em torno, cada um usando um motor YF-100. O segundo estágio é equipado com quatro motores de ciclo de combustão suplementar de alta pressão YF-115, dois dos quais são fixos e dois basculam em duas direções para controle de atitude. A extremidade adota uma grande carenagem composta de fibra de carbono com nariz ogival com uma altura de 13 metros e um diâmetro de 4,2 metros .

Cronograma de missões relacionadas à estação espacial chinesa

Fontes oficiais chinesas descreveram as etapas finais da montagem em órbita da estação espacial Tiangong nos meses restantes deste ano. Serão seis lançamentos no total.

  1. Nave espacial de carga Tianzhou-4 no foguete transportador CZ-7 Longa Marcha-7 Yao-5 (número 5), a partir do centro de lançamento de Wenchang;
  2. Nave espacial tripulada Shenzhou 14 lançada pelo foguete CZ-2F/G número de série 14 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan;
  3. Módulo experimental I Wentian transportado pelo foguete Longa Marcha 5B nº3 de lançamento de Wenchang
  4. Módulo experimental II Mengtian no Longa Marcha 5B Yao nº4 de Wenchang
  5. Nave espacial de carga Tianzhou 5/foguete transportador Longa Marcha 7 Yao 6 , de Wenchang
  6. Shenzhou 15 pelo Longa Marcha número 15, decolando a partir de Jiuquan
Blocos do foguete CZ-2 F/G que será usado para lançar a espaçonave tripulada Shenzhou-14

O espaçoporto de Wenchang é conhecido como “Berço de Exploração Planetária da China” e “Novo Berço Chinês para Exploração Lunar”. No futuro, expandirá a capacidade de lançamento de foguetes pesados ​​e se tornará o “Berço da Exploração Lunar Tripulada”.

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‘Crew-3’ volta à Terra

Amerrissagem da cápsula aconteceu na costa da Flórida

Cápsula sendo içada ao convés do navio de resgate

Os astronautas americanos Raja Chari, Kayla Barron e Thomas Marshburn e o astronauta da Agência Espacial Europeia, o alemão Matthias Maurer, pousaram com segurança a bordo da cápsula da sua nave espacial Crew Dragon C210 Endurance da SpaceX no Golfo do México, na costa de Tampa, Flórida, às 12h43 EDT, após 176 dias 2 horas e 39 minutos no espaço a bordo da estação espacial internacional.

A missão ‘Crew-3’ ou USCV-3 foi lançada em novembro passado e fez uma acoplagem com o segmento americano da estação no dia seguinte.

Zona de reentrada da espaçonave até o pouso nas águas do Golfo

As equipes do navio de recuperação Shannon, incluindo duas lanchas rápidas, logo chegaram ao local de amerrissagem da Dragon para neutralizar espaçonave e prepara-la para içamento ao deck do barco. À medida que as equipes de barcos rápidos completavam seu trabalho, o Shannon se aproximou e içou a Dragon para o convés principal com os astronautas a bordo. Uma vez no convés principal, a tripulação foi retirada do cockpit e passou por exames médicos antes de irem de helicóptero até o aeroporto próximo onde embarcaram em um avião para Houston.

Cápsula sendo colocada na almofada de convés
Astronauta Mathias Maurer acena de dentro da cabine da espaçonave
Astronautas na cabine

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SpaceX lança lote Starlink 4-17 com sucesso

Foram 53 satélites colocados em órbita pelo ‘core’ B1058.12

Foguete decolando da plataforma 39A

A SpaceX lançou hoje – sexta-feira 6 de maio, o foguete Falcon 9 B1058.12 com cinquenta e três satélites Starlink para órbita com inclinação de 53,2 graus azimute nordeste com perigeu de 325 km e apogeu de 337 km. O foguete decolou do Complexo de Lançamento 39A do Kennedy Space Center na Flórida às 05h42 ET, ou 09h42 UTC [06:42 Brasilia]. A missão foi denominada Starlink Group 4-17.

B1058.12 pousado na balsa-drone
Falcon 9 v1.2 FT BL5

O primeiro estágio B1058.12 desta missão lançou anteriormente as as Crew Demo-2, ANASIS-II, CRS-21, Transporter-1, Transporter-3 e seis outros Starlink. Após a separação dos estágios, o primeiro estágio do Falcon 9 pousou na balsa A Shortfall of Gravitas, e rebocada pelo navio Doug e estacionada no Oceano Atlântico a 634 km do Cabo; As conchas da carenagem de cabeça caíram de parafoil a uns 643 km e foram ‘pescadas’ no mar pelo navio Bob; e reentrada do segundo estágio, após duas ignições (SECO-1 e 2) ocorreu ao sul da Austrália.

O foguete teve massa de decolagem da ordem de 568.012 kg, com o lote de satélites somando 16.112 kg – sem contar com o adaptador de suporte de aluminio/composto de carbono/plástivo reforçado e as braçadeiras de fixação.

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min: s Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento de propelente
00:35:00 O carregamento de RP-1 (querosene de grau de foguete) inicia
00:35:00 O carregamento do 1º estágio com LOX (oxigênio líquido) inicia
00:16:00 O carregamento do LOX do 2º estágio inicia
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento do motor (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo emite comando para iniciar as verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização dos tanques de propelente para a pressão de voo começa
00:00:45 O ditetor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador do motor comanda a sequência de ignição do motor para iniciar
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E COLOCAÇÃO EM ÓRBITA-ALVO
Todos os tempos são aproximados

hh: min: s Evento
00:01:12 Max Q (momento máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:31 Corte do motor principal do 1º estágio (MECO)
00:02:35 Estagiamento
00:02:41 Ignição do motor do 2º estágio
00:02:48 Separação da carenagem de cabeça
00:06:14 Início da queima de entrada do 1º estágio
00:06:33 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:08:04 Início da queima de pouso do 1º estágio
00:08:26 Pouso do ‘core’ de primeiro estágio B1058
00:08:47 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
00:45:28 Ignição do motor do 2º estágio
00:45:29 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
00:54:30 Satélites Starlink são liberados

Starlink individual

A massa de um satélite Starlink v1.5 é de cerca de 300 kg após a adição de terminais ISL a laser (anteriormente era de 270 kg). Cada satélite apresenta um design compacto de tela plana que minimiza o volume, permitindo que uma ‘pilha de lançamento densa’ aproveite ao máximo os recursos do Falcon 9. Com quatro possantes arranjos de fase ‘phased array’ e duas antenas parabólicas estão instalados em cada satélite. No final de seu ciclo de vida, os satélites utilizarão seu sistema de propulsão a bordo para desórbitar ao longo de alguns meses. No caso improvável de seu sistema de propulsão se tornar inoperante, os satélites queimarão na atmosfera da Terra dentro de 1 a 5 anos, significativamente menos do que as centenas ou milhares de anos necessários em altitudes mais altas. Além disso, os componentes do Starlink são projetados para total desativação e neutralização.

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Assinado o contrato da estação espacial russa

Roskosmos e Energiya celebram acordo de esboço de design da ROSS

Visão artística da ROSS

A agência espacial russa Roskosmos e a corporação de foguetes e espaço RKK Energiya assinaram um contrato para elaborar o projeto conceitual da futura estação orbital nacional, de acordo com materiais publicados no site de compras do governo russo hoje, quinta-feira, 5 de maio. “O contratado geral deve assumir uma tarefa do cliente para realizar um trabalho de P&D [pesquisa e desenvolvimento] intitulado: ‘Criação o Complexo Espacial da Estação Orbital Russa’ “, diz o contrato. O trabalho deve ser concluído em 31 de março de 2024. O contrato vale quase 2,69 bilhões de rublos (cerca de US$ 41 milhões).

Como a Energiya especificou à agência TASS, o trabalho no projeto da futura estação já está em andamento. “Em abril deste ano, a Roskosmos e a Energiya assinaram um contrato para a elaboração do projeto conceitual e a equipe da Energiya já vem realizando trabalhos nesta área há algum tempo por instrução do chefe da Roskosmos, “, disse a assessoria de imprensa da empresa.
Em abril de 2021, o vice-primeiro-ministro Yury Borisov disse que a condição da ISS deixava muito a desejar e, por esse motivo, a Rússia deveria se concentrar na criação de seu próprio posto orbital. A corporação Energiya foi encarregada de entregar o primeiro módulo de uma futura estação orbital em 2025. O módulo de pesquisa e eletricidade que originalmente deveria se juntar à ISS em 2024 será usado como base. O conselho de ciência e pesquisa Roskosmos emitiu recomendações para incluir a criação de um projeto técnico para uma nova estação orbital no Programa Espacial Federal de 2025. No final de fevereiro deste ano, o CEO Dmitry Rogozin, disse que prosseguir com o projeto da ISS e construir uma nova estação orbital ao mesmo tempo seria problemático devido a restrições financeiras. Ele sugeriu o que descreveu como um “período de sobreposição”, quando a ISS e a ROSS seriam usadas simultaneamente.

A ROSS deve ser capaz de abrigar uma tripulação de duas a quatro pessoas, ser servida por uma a duas naves tripuladas e uma a três naves de carga por ano, e terá um total de 667 m3 de espaço interno

O trabalho de projeto conceitual de uma futura estação orbital russa (Rossiyskaya Orbital’naya Sluzhebnaya Stantsiya, ou
Estação de Serviço Orbital Russa – ROSS) incluirá duas etapas. A primeira etapa prevê a análise dos cenários de implantação e inclinação da órbita alvo, incluindo o cenário de desacoplamento dos módulos operacionais do segmento russo da Estação Espacial Internacional (ISS). Especialistas também calcularam o custo de transporte de 1 kg de carga, o custo de montagem em órbita da estação em sua configuração inicial e transferência de veículos espaciais da órbita-alvo da ROSS para uma órbita próxima à Lua. Esta etapa deve ser concluída até junho deste ano e seus resultados serão analisados ​​pelo Conselho Científico e Técnico da Roskosmos.
A ROSS deveerá consistir em três a sete módulos, e de duas a quatro pessoas poderão habita-la. Os cosmonautas trabalharão de forma rotativa para reduzir o consumo e a carga de radiação na tripulação. Entre as tarefas estarão o sensoriamento remoto, pesquisas e experimentos, comunicações e navegação, detecção de desastres causados ​​pelo homem, implementação de projetos educacionais no interesse das universidades, exploração geológica, monitoramento florestal e turismo espacial.

A estação terá um séquito de espaçonaves-acompanhantes, para funções de serviço, aplicação e teste de tecnologias

De acordo com a atribuição técnica, a segunda etapa durará até março de 2024. Prevê-se a elaboração do projeto e das especificações da estação orbital com base nos resultados da primeira etapa. Os especialistas também vão estudar as questões de como dotar a nova estação orbital de comunicações, treinar cosmonautas, transportar medicamentos, as opções de operação nos modos tripulado e não tripulado, o uso de sistemas robóticos e outros assuntos.

O vice-primeiro-ministro russo Yury Borisov anunciou em abril de 2021 que a condição da Estação Espacial Internacional (ISS) deixou muito a desejar e a Rússia pode se concentrar na criação de seu próprio posto orbital. A Energiya Space Rocket Corporation da Rússia recebeu a tarefa de preparar o primeiro módulo básico para uma nova estação orbital russa em 2025. O novo módulo será baseado em uma unidade de pesquisa e Energiya que anteriormente foi destinada ao lançamento na Estação Espacial Internacional em 2024..

O Conselho Científico e Técnico da Roskosmos recomendou que o trabalho de criação do projeto técnico da nova estação orbital da Rússia seja incluído no programa espacial federal de 2025. No final de fevereiro deste ano, o chefe Rogozin disse que seria difícil implementar simultaneamente o projeto da ISS e o projeto de construção de um novo posto orbital nacional devido a restrições financeiras. Ele também disse que era necessário estipular algum “período de sobreposição” quando o ISS e o ROSS operariam simultaneamente por algum tempo.

O plano de efetivação da ROSS deve se sobrepor à participação russa na ISS

Softwares ilegais banidos

Qualquer risco de início não autorizado do software responsável pela operação da futura estação orbital será descartado. Esta questão será escrutinada de perto durante a fase de desenho, conforme decorre dos termos de referência disponíveis no site de compras do Estado. “Os recursos cibernéticos a bordo devem descartar o risco de lançamento não autorizado de programas de controle. A possibilidade de emitir comandos não autorizados para os dispositivos executivos e sistemas a bordo deve ser evitada da mesma forma”, dizem os termos de referência.

Origens da decisão de construção da ROSS

Em abril de 2021, o presidente Vladimir Putin aprovou a criação de uma alternativa à Estação Espacial Internacional (ISS) durante uma reunião fechada sobre o desenvolvimento da indústria espacial. De acordo com o Moskovsky Komsomolets em 12 de abril de 2021, a construção do ROSS deveria começar em um futuro próximo, a fim de evitar um grande intervalo de tempo entre a conservação do segmento russo na ISS e o aparecimento de uma nova área de trabalho em órbita. A data estimada para a conservação do antigo segmento da ISS era anteriormente 2025, agora estendida para 2030. O secretário de imprensa do presidente da Rússia, Dmitry Peskov disse em abril de 2021 que a questão da conveniência de continuar a participação da Rússia no projeto da Estação Espacial Internacional foi discutida no dia anterior em uma reunião espacial com Putin. De fato, foi dito na reunião que “a ISS e o segmento russo não são eternos. O design se “cansa” com o tempo e, mais cedo ou mais tarde, você precisará tomar uma decisão final. A conveniência de continuar este trabalho, a elaboração desta questão foi muito enfatizada durante a reunião”, disse à época o porta-voz do Kremlin.

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Empresa sul-coreana vai lançar carga útil brasileira em voo inagural de Alcântara

Foguete de teste da INNOSPACE deve inaugurar a atividade espacial comercial no Brasil no quarto trimestre de 2022

Empresa sul-coreana espera lançar seu HANBIT a partir do Brasil

A INNOSPACE, uma startup espacial sul-coreana construtora pequenos veículos lançadores, assinou um acordo com o Departamento Brasileiro de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) para lançar o SISNAV, projeto de sistema de navegação inercial apoiado pela Finep e a agencia espacial brasileira AEB. O lançamento do foguete de teste HANBIT-TLV deve ser feito no fim deste ano a partir do Centro Espacial de Alcântara, no nordeste do Brasil.

Emblema da campanha de lançamento do HANBIT-TLV
HANBIT-NANO

A empresa sul-coreana está atualmente desenvolvendo o HANBIT, um pequeno lançador movido por motores-foguete híbridos; o primeiro voo de teste do HANBIT-TLV está programado para o quarto trimestre de 2022 no Centro de Lançamento de Alcântara. Será o primeiro voo de teste suborbital para validar o motor de primeiro estágio do HANBIT-Nano, projetado como um pequeno lançador de satélites de dois estágios capaz de transportar uma carga útil de 50kg. O HANBIT-TLV levará a bordo a carga útil SISNAV, um sistema de navegação inercial que está sendo desenvolvido pelo DCTA e outras instituições. Eles verificarão se o sistema funciona adequadamente em ambientes específicos como vibração, choques e altas temperaturas que ocorrem no trajeto desde a decolagem e durante o voo transatmosférico.

Com este acordo, a INNOSPACE espera verificar a capacidade de desempenho do foguete e obter reconhecimento no setor aeroespacial, lançando a carga útil já no voo de teste. O HANBIT-TLV é um foguete híbrido de estágio único de empuxo de 15 toneladas com comprimento de 16,3 m, diâmetro de um metro e massa de 9.200 kg. A tecnologia de foguete híbrido, desenvolvida de forma independente, é caracterizada por combinar os pontos fortes de motores de propelentes líquidos e sólidos. É uma tecnologia que combina as vantagens de uma estrutura simples e empuxo controlável usando combustível sólido e oxidante líquido, e é avaliado como de curto período de produção, boas condições de segurança e alta economia.

Já o HANBIT-nano tem, no projeto, um primeiro estágio com comprimento de 11,5 m e diâmetro de 1 metro ; é equipado com um motor de empuxo de 150kN, tempo de queima de 150 segundos e impulso específico de 292 segundos. O segundo estágio tem comprimento de 4,8 metros , diâmetro igual ao do primeiro e um motor com empuxo máximo de 30kN com tempo de queima de 130 segundos e impulso específico de 325 segundos.
O foguete tem carga útil máxima de 50kg, com tamanho limitado a um comprimento de 80 centímetros e diâmetro de 60 cm.

Sequência de decolagem e inserção orbital com um HANBIT

“Este acordo é significativo porque a INNOSPACE e a DCTA estão comprometidas com o desenvolvimento técnico e operacional mútuo e a parceria contínua. Esperamos que a INNOSPACE entre no mercado de serviços de lançamento de pequenos satélites com o primeiro teste de lançamento bem-sucedido do HANBIT-TLV no quarto trimestre no Brasil”, disse Soo Jong Kim, CEO da empresa.

Fundada em 2017, a INNOSPACE levantou 25 bilhões de won (US$ 19,8 milhões) em uma rodada de financiamento de série B em julho do ano passado de investidores-chave, incluindo as Company K, Kolon Investment, Intervest, Future Play, Schmidt, SV Investment, L&S Venture Capital e Tony Investment. A Kolon Glotech juntou-se ao financiamento como investidor estratégico. Em 2020 foi criada a subsidiária INNOSPACE do Brasil, com sede em São josé dos Campos, para dar suporte às futuras operações em território brasileiro e fazer parcerias nas áreas aeroespacial e de defesa com empresas e instituições brasileiras. A empresa tem acordos para lançamento tanto a partir do Brasil quanto de solo norueguês, na base espacial de Andoya.

Locais de lançamento da empresa sul-coreana

Motores de propelente híbrido e turbomáquina elétrica

Os motores de foguete híbridos da INNOSPACE prevêem fabricação mais rápida e acesso ao espaço de baixo custo têm “um design estável, não tóxico e não explosivo” que usa propelentes à base de oxigênio líquido e parafina e seu sistema patenteado de alimentação por turbobombas elétricas. Um motor-foguete de propelente híbrido combina as vantagens dos motores puramente líquidos e dos de propelentes sólidos: O motor líquido tem performances melhores e permitem acelerar e desacelerar o ciclo do motor, bem como desliga-lo a qualquer momento do voo; o motor sólido tem empuxo robusto e de grande potência em tempos relativamente curtos, sendo regulável de forma simples e pré-programado (é a forma e disposição do combustivel alojado no foguete que determina a curva de empuxo do motor) mas uma vez aceso não pode ser desligado a não ser por autodestruição; já no motor líquido a turbobomba regula com precisão a entrada dos propelentes nas camaras de combustão e assim permite um controle variável em toda o processo de queima até que se esgotem os fluidos – ou até que se desliguem as bombas.
O motor híbrido combina as duas filosofias, aliando a simplicidade da parte sólida e o desempenho do modo líquido, permitindo que seja regulado e mesmo desligado em qualquer momento.

Compressor da bomba elétrica de oxigênio líquido desenvolvida pela empresa sul-coreana

Já uso de turbomaquinaria elétrica é utilizado por outras empresas que trabalham com foguetes de pequeno porte, como a Astra americana e a Rockelab neozelandesa-americana. Ao contrário das máquinas tradicionais que usam propelente sangrado do circuito de alimentação para girar o eixo da bomba, por vezes equipados com um pre-queimador ou um gerador de gás em sua forma mais simples, o design puramente elétrico oferece simplicidade de construção e ciclo de funcionamento, ainda que limitado a potências menores. A INNOSPACE desenhou sua bomba elétrica de oxigênio líquido usando impressão 3D para o compressor centrífugo e sua caixa.

Técnicos da INNOSPACE trabalham em um envelope motor de propelente sólido

Coréia abriga ‘startups’ espaciais

A Coréia tem uma lista crescente de startups de foguetes espaciais e satélites no setor privado. A NARA Space Technology, uma startup dedicada a pequenos satélites, disse que levantou 10 bilhões de won em uma rodada de financiamento de série A. A empresa está programada para lançar seu primeiro satélite num foguete Falcon 9 da SpaceX no próximo ano. Outro desenvolvedor de foguetes, Perigee Aerospace, levantou um total de 20 bilhões de won no ano passado. O governo coreano tem também sua prória agência espacial que gerencia grandes foguetes como o Naro, que deriva de tecnologia russa e usa know-how sul-coreano.

Teste em bancada do motor

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Starlink 4-17 deve decolar sexta-feira

Mais 53 satélites de internet devem ser colocados em órbita pelo ‘core’ B1058

A SpaceX planeja para sexta-feira, 6 de maio, o lançamento do foguete Falcon 9 B1058.12 com cinquenta e três satélites Starlink para órbita baixa (inclinação de 53,2 graus em azimute nordeste com perigeu de 325 km e apogeu de 337 km) a partir do Complexo de Lançamento 39A (LC-39A) no Kennedy Space Center, na Flórida. A janela de lançamento instantâneo é às 05h42 ET, ou 09h42 UTC [06:42 Brasilia], e uma oportunidade reserva está marcada para sábado, 7 de maio, às 5h20 ET ou 09h20 UTC/ 06h20 Brasilia. A missão é denominada Starlink Group 4-17.

F9 v1.2 FT BL5

O primeiro estágio B1058.12 desta missão lançou anteriormente as as Crew Demo-2, ANASIS-II, CRS-21, Transporter-1, Transporter-3 e seis outros Starlink. Após a separação dos estágios, o primeiro estágio do Falcon 9 retornará à Terra e pousará na balsa A Shortfall of Gravitas, estacionada no Oceano Atlântico a 634 km do Cabo e rebocada pelo navio Doug, com recuperação da carenagem de cabeça a cerca de 643 km pelo navio Bob; e reentrada do segundo estágio ao sul da Austrália.

O foguete deve ter um peso de decolagem da ordem de 568.012 kg, com a carga útil somando 16.112 kg – sem contar com o adaptador de suporte de aluminio/composto de carbono/plástivo reforçado e as braçadeiras de fixação.

A massa de um satélite Starlink v1.5 é de cerca de 300 kg após a adição de terminais ISL a laser (anteriormente era de 270 kg). Cada satélite apresenta um design compacto de tela plana que minimiza o volume, permitindo que uma ‘pilha de lançamento densa’ aproveite ao máximo os recursos do Falcon 9. Com quatro possantes arranjos de fase ‘phased array’ e duas antenas parabólicas estão instalados em cada satélite. No final de seu ciclo de vida, os satélites utilizarão seu sistema de propulsão a bordo para desórbitar ao longo de alguns meses. No caso improvável de seu sistema de propulsão se tornar inoperante, os satélites queimarão na atmosfera da Terra dentro de 1 a 5 anos, significativamente menos do que as centenas ou milhares de anos necessários em altitudes mais altas. Além disso, os componentes do Starlink são projetados para total desativação e neutralização.

Foguete sendo transportado para a plataforma

CONTAGEM REGRESSIVA
hh: min: s Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento de propelente
00:35:00 O carregamento de RP-1 (querosene de grau de foguete) inicia
00:35:00 O carregamento do 1º estágio com LOX (oxigênio líquido) inicia
00:16:00 O carregamento do LOX do 2º estágio inicia
00:07:00 Falcon 9 inicia resfriamento do motor (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo emite comando para iniciar as verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização dos tanques de propelente para a pressão de voo começa
00:00:45 O ditetor de lançamento da SpaceX verifica o lançamento
00:00:03 O controlador do motor comanda a sequência de ignição do motor para iniciar
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E COLOCAÇÃO EM ÓRBITA-ALVO
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00:06:14 Início da queima de entrada do 1º estágio
00:06:33 Queima de entrada do 1º estágio concluída
00:08:04 Início da queima de pouso do 1º estágio
00:08:26 Pouso do ‘core’ de primeiro estágio B1058
00:08:47 Corte do motor do 2º estágio (SECO-1)
00:45:28 Ignição do motor do 2º estágio
00:45:29 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
00:54:30 Satélites Starlink são liberados

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China coloca mais oito satélites no espaço

Mais um lançamento perfeito do Longa Marcha 2D “uma flecha, oito estrelas”

O foguete decolou às 10h38 hora de Pequim do Centro de Lançamento de Taiyuan

A China lançou com sucesso o Jilin-1KF01C e sete outros satélites Jilin-1GF03D com um foguete Longa Marcha 2D. O foguete decolou às 10h38 (horário de Pequim) do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, no norte do país. O esquema de um foguete lançando oito espaçonaves é chamado “uma flecha, sete estrelas” – “flecha” significando foguete e “estrela” como espaçonave. Ao que parece os satélites foram colocados em órbita de aproximadamente 535 km.
Com uma ampla cobertura, o Jilin-1 Kuanfu 01C 吉林一号宽幅01C卫星 “Jílín yī hào kuān fú” será usado para fornecer serviços comerciais de dados de sensoriamento remoto para setores como recursos naturais terrestres, exploração mineral e construção de cidades inteligentes.
O Jilin-1 Kuanfu 01C é conhecido como “Jilin-1 de largura ampla 01C” e segundo informações, pesa 1.250 kg.
Os sete 吉林一号高分03D卫星 “Jílín yī hào gāo fēn Jilin-1 Gaofen 03D” (Jilin-1 Alto Desempenho 03D de números 27 a 33) tem cerca de 43 kg e também se destinam a sensoriamento. Adotam “tecnologias inovadoras, design estrutural leve, sistema eletrônico altamente integrado, câmeras de alta resolução ultraleves e de baixo custo. No caso de imagens estáticas de varredura com largura de 0,75m e largura superior a 17km, tem as características de baixo custo, baixo consumo de energia, baixo peso e alta resolução.

Jilin 1-03D

Este foi o 419º lançamento da família Longa Marcha, e o 14º em 2022.

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‘Endurance’ desacopla-se da estação espacial

Nave com quatro astronautas da “Crew-3” deve pousar amanhã no Atlântico

Espaçonave se afasta da ISS

A escotilha da espaçonave Crew Dragon C210 ‘Endurance’, da SpaceX, com os astronautas da NASA Raja Chari, Tom Marshburn, Kayla Barron (americanos) e da ESA, o alemão Matthias Maurer, foi fechada em 5 de maio de 2022, às 03: 20 UTC (03:20 Brasilia). A sua missão Crew-3 é a terceira operacional da SpaceX para o Programa de Tripulação Comercial da NASA. A espaçonave ‘Endurance’ foi desacoplada da ISS por volta das 05:20 UTC em 5 de maio e partiu de forma autônoma da estação. A amerrissagem da cápsula é esperada aproximadamente às 04:43 UTC (01:43 Brasilia), na sexta-feira, 6 de maio.

Maurer, Marshburn, Chari e Barron vestidos com os trajes de pressão
Espaçonave
Crew Dragon se separando da porta frontal do PMA-2/ IDA-2

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China lança mais dois satélites de mapeamento

Os Siwei Gaojing-01 01 e 02 foram colocados em órbita por um Longa Marcha 2C

O CZ-2C (Longa Marcha 2C, Y70) decola de Jiuquan em 29 de abril, com os Siwei 01-01 e -02

A CALT (China Academy of Launch Vehicle Technology) chinesa lançou um foguete Cheng Zheng 2C (número Y70) do espaçoporto de Jiuquan às 04:11:33 UTC de 29 de abril, colocando os satélites Siwei 01-01 e -02 ( “SG-1 01” e “SG-1 02”, ou 四维高景一号01星 e 四维高景一号02星) em órbita. Os veículos pertencem à Zhongguo Siwei Cehui Jishu YG (China 4D Mapping Tech Co Ltd. ), uma empresa estatal. Os dois satélites de mapeamento têm resolução de 0,5m.

Os parâmetros orbitais são: altura média de 497 km. com hora local do nó descendente às 10:31. Foram rastreados quatro objetos: os dois satélites, um espaçador e o terceiro estágio do foguete, em órbitas de:
SG 1 01: 97,47°, 487,4 x 503,1 km, 94,52 min
SG 1 02: 97,47°, 485,6 x 502,4 km, 94,49 min
Adaptador: 97,47°, 484,4 x 501,6 km, 94,47 min
Último estágio do foguete: 97,56°, 370,8 x 495,4 km, 93,24 minutos

Siwei Gaojing 01

Às 22:00 UTC de 30 de abril, as estações receptoras terrestres localizadas em Guangzhou e Urumqi receberam com sucesso as primeiras imagens retornadas pelos Siwei Gaojing-1. Os objetos na imagem “têm detalhes de textura claros, cores verdadeiras e camadas ricas”. O link ar-terra e o sistema terrestre estão funcionando de forma estável e o satélite entrou na fase de teste em órbita.
Em comparação com os satélites de sensoriamento remoto óptico semelhantes lançados anteriormente, os Siwei Gaojing-1 01 e 02 aumentaram ainda mais o diâmetro da lente óptica, e os pixels fotossensíveis também foram substituídos dos CCDs TDI tradicionais pelos dispositivos CMOS mais avançados. A relação sinal-ruído das imagens dá a capacidade de resolver pequenos detalhes e será aprimorada ainda mais, “elevando a qualidade de imagem dos satélites de sensoriamento remoto óptico comercial doméstico a novos patamares ” segundo disse a operadora.

Os Siwei Gaojing-1 01 e 02 são os primeiros satélites do sistema de sensoriamento remoto comercial de nova geração da China Siwei. O sistema estará totalmente concluído em 2025. O segmento espacial planeja lançar um total de 28 satélites de “16+4+8”, incluindo um satélite óptico com resolução de 0,5 metros, quatro com grandes formatos de resolução de 0,7 metros e oito satélites SAR com resolução de 1 metro, sincronizados um segmento terrestre correspondente baseado em “nuvem de quatro dimensões” (incluindo medição e controle, recepção, processamento e aplicação). No futuro, pode ser expandido para 56 satélites de acordo com o desenvolvimento do mercado.

Após a conclusão do sistema da Siwei, ele terá uma alta capacidade de revisita de 25 vezes ao dia em todo o mundo, uma alta capacidade de aquisição com uma área de aquisição diária de mais de 30 milhões de quadrados quilômetros, e uma capacidade de entrega de emergência dentro de 2 horas.

Foguete Longa Marcha 2C

Os minissatélites comerciais GaoJing / SuperView são baseados no chassi ágil e leve CAST3000B, projetado e desenvolvido pela China SpaceSat Co. Ltd. de Pequim [também conhecida como DFH (Dongfanghong) Satellite Co. Ltd.], a subsidiária comercial da CAST (China Academy of Space Technology) que pertence à CASC (China Aerospace and Science Corporation), o principal contratante do programa espacial chinês. Os satélites estão equipados com um par de asas de painéis solares, cada uma com dois painéis e têm uma massa de lançamento de 560 kg e vida útil de 8 anos.

Em setembro de 2015, a CASC anunciou o início da construção de uma constelação comercial de satélites de sensoriamento, incluindo 16 satélites ópticos com 0,5 m GSD (Ground Sample Distance). Os 4 satélites ópticos com 0,5 m GSD, desenvolvidos na primeira etapa deste projeto, têm lançamento previsto para o final de 2016 e meados de 2017. Baseados em tecnologia madura, os satélites atendem às necessidades de aplicação profissional e quantitativa. O MTF (Modulation Transfer Function) da câmera é melhor que 0,15, com quantização digital de 11 bits e largura de faixa nadir de mais de 12 km. Sua grande capacidade ágil contribui para imagens de alvo, imagens estéreo e imagens de cinco tiras.
A plataforma ágil permite manobras de até ±30º e ±45º de roll down em cenários de emergência. Isso é muito benéfico para os múltiplos modos de coleta da espaçonave. Uma capacidade de coleta de dados integrada de 2 TB está disponível, suficiente para armazenar até 700.000 km2 de imagens em um dia.
Sistema ade comunicações : O downlink está na banda X em duas bandas, cada uma a 450 Mbit/s.

Para garantir a qualidade da telemetria de lançamento e controle dos satélites, as estações remotas estabelecidas em conjunto pela China Siwei, Aerospace Dongfanghong e Aerospace Yuxing foram distribuídas em três locais para compartilhar dados de telemetria em tempo real. A Aerospace Yuxing, como unidade geral de medição e controle, é responsável pela telemetria dos satélites na fase de controle de voo e na fase de operação, incluindo a análise e processamento de dados de telemetria, monitoramento de status, uplink de comando, planejamento de missão e órbita. Além disso, a Aerospace Yuxing também recebe e transmite dados e implementa monitoramento e controle de emergência de satélites defeituosos. Até agora, Aerospace Yuxing acumulou 131 destes serviços para foguetes e espaçonaves.

Longa Marcha 2

Com base na tecnologia comprovada dos Longa Marcha CZ-1 e CZ-2, o desenvolvimento do veículo de lançamento CZ-2C foi iniciado em 1970. Após sua estréia bem-sucedida em 1975, o CZ-2 foi renomeado para CZ-2C.

Com 14 sucessos em 14 lançamentos para missões em órbita baixa, este foguete foi selecionado pela Motorola, Inc. em abril de 1993 para vários lançamentos de satélites de comunicação Iridium.

De acordo com o requisito da missão de lançamento dos Iridium, algumas modificações necessárias foram feitas. Em seguida, este foguete foi renomeado como CZ-2C/SD. Doze satélites Iridium foram lançados com sucesso pelos CZ-2C/SD.

  1. Carenagem
  2. Carga útil
  3. Adaptador de carga útil
  4. Compartimento do equipamento do veículo
  5. Tanque do oxidante do segundo estágio
  6. Seção intertanque
  7. Tanque de combustível do
    segundo estágio
  8. Motores Vernier do segundo estágio
  9. Motor principal do segundo estágio
  10. Estrutura interestágios
  11. Tanque oxidante do primeiro estágio
  12. Seção intertanque
  13. Tanque de combustível do primeiro estágio
  14. Seção de transição traseira
  15. Seção da cauda
  16. Estabilizadores
  17. Motores do primeiro estágio

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Alexander Skvortsov explica por que deixou o corpo de cosmonautas

Na primavera de 2022, ele e mais um de seus colegas se despedem da profissão espacial

Skvortsov não gosta da ideia de trabalhar por um ano com os americanos

Dois cosmonautas deixaram a equipe espacial da Rússia – o destacamento de cosmonautas da Roskosmos – nesta primavera. Eles são Aleksander Skvortsov, Aleksander Misurkin, que fizeram três voos para a Estação Espacial Internaciona; anteriormente havia sido anunciado que Andrey Babkin, que nunca voou para o espaço, também havia se aposentado, mas tal informação não se confirmou.

Misurkin

No último dia de março, o cosmonauta Misurkin, de 44 anos, escreveu sua carta de demissão. Ele foi alistado no destacamento em 2006, realizou três voos espaciais, cuja duração total foi de 346 dias 7 horas e 4 minutos. A duração total do seu trabalho em espaço aberto (atividade extraveicular EVA, ou VKD) foi de 28 horas e 13 minutos. O 116º cosmonauta da Rússia, Herói da Federação Russa Misurkin tornou-se famoso pelo recorde de permanência dos cosmonautas fora da ISS. Assim, em 2013, Aleksander, junto com Fedor Yurchikhin, trabalhou no modo EVA por 7 horas e 29 minutos e, em 2018, o mesmo Misurkin com outro parceiro, Anton Shkaplerov, passou 8 horas e 13 minutos no espaço, quebrando sua próprio registro de cinco anos. A tarefa dos astronautas era instalar um novo módulo de um sistema de comunicação de banda larga, que eles completaram com sucesso.

Andrey Babkin permanece no corpo de cosmonautas, apesar de notícias em contrário

Quanto ao cosmonauta-testador Andrei Babkin, ele permanece no Destacamento e continua treinando, apesar de algumas restrições médicas. As informações recebidas anteriormente sobre seu desligamento não foram confirmadas. O jornalista especializado Aleksandr Khokhlov entrevistou pessoalmente Andrey. Em 29 de abril, seguindo Misurkin, o destacamento de cosmonautas também foi deixado pelo Herói da Rússia, piloto-cosmonauta da Federação Russa Alexander Skvortsov. Skvortsov foi o 105º cosmonauta da Federação Russa, que está no destacamento desde o recrutamento de 1997 que incluía também os cosmonautas Sergei Volkov, Maksim Suraev, Yuri Romanenko e Yuri Lonchakov, que há muito deixaram a cosmonáutica tripulada. Skvortsov, assim como Misurkin, voou três vezes em órbita da Terra, permanecendo lá por um total de quase 546 dias e fazendo duas caminhadas espaciais com duração total de 12 horas e 34 minutos.

Skvortsov distinguiu-se por uma série de experimentos científicos conduzidos com sucesso a bordo, manutenção dos sistemas de bordo da estação e fotografia e filmagem de vídeo a bordo. O próximo voo do astronauta, como comandante da tripulação da ISS-70 (a 67ª tripulação está atualmente trabalhando na ISS) estava programado para 2023. Alexander Skvortsov deveria comandar o primeiro vôo de dois novatos: Konstantin Borisov e Oleg Platonov. No entanto, um ano antes , um dos membros mais experientes do destacamento mudou de ideia.

“Tendo me familiarizado com o programa do futuro vôo, reconsiderei minha decisão” – Skvortsov comentou . ” A expedição ISS-70 está prevista para ter duração de um ano. Apesar do fato de que ainda estou apto , será difícil para mim voar por um período tão longo. Não teria sido nada se o programa tivesse um trabalho interessante no segmento russo, mas na maioria das vezes eu teria que trabalhar para os americanos, ou seja, para ajudá-los a realizar seus experimentos. Desculpe, mas não há motivação adequada para isso. Daqui a alguns dias farei 56 anos e não quero comemorar meu 60º aniversário em órbita. Devemos parar no tempo. Note que estou deixando o destacamento sem nenhum ressentimento, sou grato ao destino por me conectar com o TsPK (Centro Gagarin de Treinamento de Cosmonautas), e respeito Rogozin” (Dmitry Rogozin, Diretor Geral da Roskosmos ).

Como ficou conhecido , em vez de Skvortsov como membro da ISS-70, é possível que Alexei Ovchinin, que estava no plano da ISS-71, faça um voo. Outro cosmonauta do destacamento, Andrey Babkin, também se despede de sua profissão, mas nunca tendo voado para a ISS. Veio para o TsPK Gagarin em 2010, em 2018 deveria se tornar substituto para Nikolai Tikhonov. Mas devido ao embaralhamento de membros da tripulação associados aos planos da Roskosmos em constante mudança na época, Tikhonov foi removido da tripulação principal e Babkin da equipe reserva junto com ele. Como resultado, no momento do lançamento, membros da missão ISS-57/58, o cosmonauta russo Ovchinin e o astronauta da NASA Tyler Haigue, estavam a bordo da espaçonave. O lançamento terminou na falha do veículo lançador Soyuz-FG. Felizmente, e os astronautas conseguiram escapar por meio do siatema de resgate de emergência do foguete.

Em 2020, os mesmos Tikhonov e Babkin foram novamente realocados, só que agora os dois na equipe principal. Mas, infelizmente, Tikhonov machucou um olho e foi removido por “razões médicas”. Como resultado, dois novatos foram enviados para a ISS – Anatoly Ivanishin e Ivan Vagner – e Babkin, por coincidência, ficou novamente sem trabalho.

Ele fez outra tentativa de ir ao espaço em outubro de 2021. O cosmonauta estava esperando por este voo, preparando-se ativamente. Mas, aparentemente, não era seu destino estar em órbita. A gestão novamente mudou os membros da tripulação em conexão com o voo para a ISS da equipe de filmagem russa do filme Vyvod “Desafio”. Depois disso, o cosmonauta, já na casa dos sessenta, não tinha nada a esperar. No início de abril de 2022, ele escreveu sua carta de demissão.

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Boeing e NASA planejam segundo teste da Starliner dia 19

Missão OFT-2 não terá tripulantes e (espera-se) confirmará a nave para o primeiro vôo pilotado

A espaçonave Starliner da Boeing foi instalada no topo do foguete Atlas V N22 da ULA para a missão Orbital Flight Test-2

A nave CST-100 Starliner da Boeing foi integrada no topo do foguete Atlas V N22 da United Launch Alliance para a segunda missão de teste. Funcionários da NASA confirmaram que estão planejando para 19 de maio às 18h54 ET para lançamento, com reserva em 20 de maio às 22:54:36 UTC , 19:54:36 Brasilia da Starliner Boeing Orbital Flight Test-2 (Boe OFT-2). O ‘rollout’, ou transporte entre instalações (no caso, entre o complexo de montagem e a plataforma) no complexo de lançamento foi interrompido devido a um vazamento hidráulico na carreta de transporte.
Numa conferência de imprensa, o representante da Boeing, Mark Nappi, disse que a empresa ainda não recebeu o ATP (Authority to Proceed, Autoridade para Prosseguir) para as missões de pós-certificação nºs 4 a 6. No final da conferência , a Boeing confirmou que tem foguetes Atlas V N22 suficientes para todas as missões pós-certificação. A missão não tripulada testará as capacidades de ponta a ponta da espaçonave e do foguete Atlas V desde o lançamento até a acoplamento e retorno à Terra em uma das cinco zonas de pouso designadas no oeste dos Estados Unidos. Após a conclusão bem-sucedida da missão OFT-2, a NASA e a Boeing determinarão uma janela de lançamento para o Boeing Crew Flight Test (CFT) da NASA, o primeiro voo da Starliner com astronautas a bordo. A missão está programada para durar aproximadamente uma semana, com a acoplagem na estação espacial programada no dia seguinte à decolagem. A cápsula Starliner retornará à Terra para um pouso assistido por pára-quedas e almofadado por airbag em um dos locais de recuperação da Boeing no oeste dos Estados Unidos.

Espaçonave forma o nariz do foguete; o ultimo paratamar da torre de serviço dá acesso aos sistemas
‘Core’ de primeiro estágio do Atlas V N22 sendo erguido no prédio de montagem

O voo será uma repetição do primeiro Orbital Flight Test (OFT-1) da espaçonave Starliner. A missão não tripulada faz parte do Programa de Tripulação Comercial da NASA. A missão Starliner OFT-2 está planejada para durar cinco dias, durante os quais a Starliner demonstrará capacidade de encontro e acoplamento com a Estação Espacial Internacional (ISS), seguida de desacoplamento e pouso na Faixa de Mísseis White Sands. A cápsula transportará aproximadamente 245 kg de suprimentos e equipamentos de teste para simular futuras missões com astronautas e suas cargas a bordo.

A Boeing também deu ao OFT-2 Starliner um novo módulo de serviço, o componente à cápsula da tripulação em 12 de março.
Se tudo correr conforme o planejado no OFT-2, a espaçonave se reunirá com a ISS cerca de um dia após o lançamento e passará de cinco a 10 dias acoplada na estação, disseram funcionários da NASA.
Como o próprio nome sugere, o OFT-2 será o segundo teste da Starliner em uma missão não tripulada à ISS. A primeira tentativa, que ocorreu em dezembro de 2019, foi interrompida quando a nave sofreu várias falhas de software e não conseguiu se encontrar com a estação.
A Boeing possui um contrato da NASA para transportar astronautas para a ISS . A cápsula não pode começar a transportar tripulantes até que se faça um voo de teste sem tripulação para o laboratório ; a empresa também espera realizar seu voo de teste tripulado antes do final do ano.
A SpaceX também possui um contrato de tripulação comercial da NASA. A empresa de Elon Musk lançou recentemente sua quarta missão operacional para a agência, a Crew-4. Os quatro astronautas do voo Crew-3 estão atualmente a bordo da estação, mas retornarão à Terra na manhã de sexta-feira (6 de maio), se tudo correr conforme o planejado.

A espaçonave tem seus painéis solares na traseira

Após o ‘grounding’ (período de retenção em terra) do OFT-2 no ano passado, a ULA removeu o estágio Centauro do foguete Atlas V e os ‘boosters’ de propelentes sólidos, mas manteve o estágio principal (core) do lançador em posição em sua plataforma móvel. As equipes terrestres adicionaram uma versão diferente do estágio Centauro para o lançamento do explorador de asteroides Lucy da NASA em outubro passado.

Foguete Atlas V N22

Os ‘boosters’ sólidos e o estágio superior Centauro foram mantidos em armazenamento nos últimos meses até que os engenheiros pudessem preparar a espaçonave Starliner para outra campanha de lançamento.

Um novo primeiro estágio do Atlas foi entregue ao Cabo Canaveral em abril da fábrica da ULA em Decatur, Alabama, na barcaça-foguete Pegasus da NASA, uma embarcação originalmente construída para transportar tanques externos de ônibus espaciais entre seu local de fabricação em Nova Orleans e o Centro Espacial Kennedy.

Desde a aposentadoria do ônibus espacial, a barcaça foi modificada para transportar o estágio central do foguete lunar do Sistema de Lançamento Espacial da NASA. A balsa de foguetes da ULA, chamada R/S RocketShip, esteve em um período rotineiro de doca seca e as eclusas do rio na rota típica de Decatur a Cabo Canaveral estão fechadas para manutenção, disse a ULA.

Foguete Atlas V N22 separado em seus componentes

Em ocasiões anteriores, quando o navio RocketShip não estava disponível, a ULA usava aviões de carga Antonov An-124, construídos na Ucrânia, para transportar estágios do Alabama até o local de lançamento. Essas aeronaves são de propriedade e operadas pela Volga-Dnepr Airlines da Rússia. Aeronaves russas foram banidas do espaço aéreo dos EUA após a invasão militar da Rússia à Ucrânia.

Sem os aviões de carga Antonov, a ULA recorreu à NASA para usar sua barcaça para entregar o primeiro estágio do Atlas ao Cabo Canaveral e manter a missão OFT-2 no cronograna para lançamento em maio.

Visão artística 3D da ISS com a Starliner OFT-2 acoplada à frente do módulo Harmony, através do compartimento PMA-2/IDA-2
Espaçonave na sala limpa de integração e checagem

O voo OFT-1 de dezembro de 2019 não conseguiu se encontrar com a estação devido a problemas de software. Em 6 de abril de 2020, a Boeing anunciou que repetiria o teste para provar que o Starliner atende a todos os objetivos de teste exigidos contratualmente. A empresa propôs outro teste não tripulado dos sistemas da espaçonave e a NASA aceitou a proposta como parte do contrato original de preço fixo, com um custo estimado para a Boeing de US$ 410 milhões. A missão foi planejada para usar o equipamento, a espaçonave e o Atlas V originalmente planejado para uso no teste de voo tripulado Boe-CFT. O OFT-2 estava programado para ser lançado em 30 de julho de 2021, mas um problema não relacionado na ISS atrasou o cronograma para 3 de agosto.

Astronauta Cris Ferguson testa os sistemas de cabine

Os problemas nas válvulas do Starliner ocorreram antes da tentativa de 3 de agosto e mais tarde foram considerados tão sérios que o lançamento foi adiado indefinidamente. Numa entrevista coletiva, Steve Stich, gerente do programa de tripulação comercial da NASA, disse “…orgulhoso da equipe Starliner e da equipe da NASA nos últimos oito meses”. “Foram oito meses difíceis, eu diria, mas muito gratificante que resolvemos o problema com as válvulas de isolamento do oxidante e estamos indo para o lançamento”.

Os técnicos removeram o módulo de serviço antigo do módulo da tripulação em janeiro para envio a uma instalação de teste no Novo México, onde as equipes realizaram testes para entender melhor o problema da válvula. A missão OFT-2 voará com um novo módulo de serviço, originalmente atribuído à primeira missão com astronautas.

Espaçonave na sala de neutralização

As equipes dentro do hangar Starliner da Boeing acoplaram o módulo da tripulação com o novo módulo de serviço em 12 de março. O abastecimento do módulo de serviço com propelente ocorreu em abril, antes que a espaçonave passasse para o prédio de integração de foguetes da ULA para empilhar-se no topo do Atlas V.

A Boeing disse que a equipe da Starliner projetou um novo sistema de purga para ajudar a evitar que a umidade entre nas válvulas durante a próxima campanha de lançamento enquanto a espaçonave estiver na fábrica e na plataforma de lançamento da ULA.

O circuito da válvula é multicamada. Por exemplo, os técnicos fecharam “um caminho potencial de umidade” nos conectores elétricos das válvulas, explicou Michelle Parker, vice-presidente e vice-gerente geral da Boeing Space and Launch, durante a teleconferência de hoje. A equipe também agora purga a umidade das válvulas usando gás nitrogênio, disse ela.
“E então, além disso, carregamos o tetróxido de nitrogênio mais tarde”, disse Parker. “E operacionalmente, adicionamos o ciclo das válvulas a cada dois a cinco dias após o abastecimento até o momento do lançamento, para garantir que permaneçam operacionais”.

Cápsula desce de paraquedas e tem seu impacto com o solo amortecido por airbags

O OFT-2 e o CFT oferecerão dados valiosos para a NASA, certificando o sistema de transporte de tripulação da Boeing para voos regulares com astronautas de e para a estação espacial.

O segundo foguete Atlas V N22, designado AV-082, destinava-se a lançar a espaçonave Starliner em seu segundo voo de teste sem tripulação para a Estação Espacial Internacional. A cápsula destina-se a acoplar na estação espacial e, em seguida, retornar à Terra para pousar no oeste dos Estados Unidos após um cruzeiro de shakedown orbital antes do teste de voo tripulado da Boeing.
OFT-2 é o segundo voo de um Atlas V sem carenagem de carga útil e com um estágio superior Centauro de dois motores RL-10. O Centaur de dois motores usa dois RL10s e é necessário para oferecer uma trajetória de lançamento que permita um aborto seguro em qualquer ponto da missão.
A Boeing modificou o design do sistema de acoplagem após o voo OFT-1, adicionando uma tampa de rentrada articulada para proteção adicional durante a descida da cápsula pela atmosfera semelhante à usada no projeto SpaceX Dragon 2. Isso será testado na missão OFT-2.

Módulo de serviço

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Rocketlab lança satélites e testa recuperação de estágio no ar

Foguete foi capturado por um helicóptero e depois largado no mar; teste visa reutilização em futuros voos

Foguete decola de Mahia

O foguete Electron F26, na missão “There and Back Again”, da Rocketlab, foi lançado às 22:49 UTC (19:49 Brasilia) de ontem, 2 de maio, colocando trinta e quatro satélites em uma órbita síncrona com o sol de 520 km. Foi ensaiado recuperar e reutilizar o primeiro estágio do foguete Electron da empresa com sede na Califórnia tentou uma recuperação no ar pela primeira vez. Após uma captura bem-sucedida, o piloto do helicóptero de recuperação notou “características de carga diferentes do esperado e soltou o foguete para que pudesse descer suavemente para uma recuperação no oceano.” A missão estava originalmente programada para ser lançada em 19 de abril, mas foi repetidamente adiada para aguardar o clima favorável para a tentativa de recuperação. Este foi o 26º lançamento do Electron e o terceiro de 2022. O número total de satélites lançados pela Rocket Lab para 146. A missão “There and Back Again” foi lançada do Complexo de Lançamento 1A do Rocket Lab, localizado na Península de Māhia, na Nova Zelândia. O Electron é um foguete de propelente líquido de dois estágios que foi projetado e fabricado internamente pela Rocket Lab com o objetivo de atender ao mercado de lançamento de pequenos satélites. O veículo tem 18 metros de altura, 1,2 metros de largura e é feito principalmente de material compósito de fibra de carbono. Para esta missão, o terceiro estágio (kick stage) fez uma ignição para circularizar sua órbita, com início em T+57 minutos 43 segundos, e corte em T+ 59 min 11 s. Todas as ejeções de carga útil ocorreram logo após o desligamento do motor.

O complexo de lançamento privado tem duas plataformas de lançamento, LC-1A e LC-1B, e permite aumentar sua cadência de lançamento. Uma terceira plataforma de lançamento, o Launch Complex 2 (LC-2), está localizada nos Estados Unidos no Mid-Atlantic Regional Spaceport (MARS) em Wallops Island, Virgínia. O LC-2 ainda não fez um lançamento do Electron, com sua missão de estreia prevista, carregando um satélite para o HawkEye 360 ​​,programada para dezembro de 2022.

Quatro satélites vêm da Alba Orbital e consistem em quatro pico-satélites. Pico-satélites são geralmente satélites que pesam menos de 1kg. Três dos satélites foram construídos pela empresa My Radar, sendo dois nomeados TRSI-2 e 3, juntando-se ao satélite TRSI-1 que foi lançado em órbita a bordo da missão “Running out of Fingers” em 2019. O terceiro foi o MyRadar-1. Outro satélite, também da Alba Orbital, o Unicorn-2, carrega uma sistema de imagem noturna óptica projetada para monitorar a poluição luminosa. Outro satélite pertence à Astrix Astronautics e lançou o sistema “Copia” da empresa, que visa melhorar as restrições de potência de pequenos satélites.

O satélite seguinte é o AuroraSat-1, da Aurora Propulsion Technologies. O satélite é um CubeSat de tamanho 1,5U e demonstrará tecnologias de remoção de lixo espacial. O AuroraSat-1 também testará seus freios de plasma extensíveis, que combinam um micro-cabo de interação com partículas carregadas no espaço, ou plasma ionosférico, para gerar quantidades significativas de arrasto para desorbitar o aparelho com segurança no final de sua vida útil.

Três satélites vêm da empresa E-Space e consistem em três aparelhos de demonstração para o “sistema de satélite sustentável” da empresa. No final de suas vidas operacionais, os satélites tentarão capturar pequenos detritos antes de se desorbitar na tentativa de reduzir a quantidade de detritos em órbita. Outra carga útil lançada nesta missão é o satélite BRO-6. Este será o sexto da constelação gerida pela UNSEENLABS e “melhorará a capacidade das constelações de detectar sinais de radiofrequência”. Isso dará à empresa a capacidade de detectar embarcações no mar, mesmo quando o farol cooperativo da embarcação estiver desligado.

Barco de apoio ‘pescou’ o foguete no mar

As cargas finais lançadas na missão são duas pilhas de CubeSats SpaceBEE. Os SpaceBEEs são cubesats tamanho 0,25-1U construídos e operados pela Swarm Technologies. Com esses satélites, a empresa atualmente opera uma constelação de internet via satélite de baixa largura de banda para uso com dispositivos de internet das coisas.

Em 2019, o fundador e CEO da Rocket Lab, Peter Beck, anunciou planos para tornar o Electron parcialmente reutilizável. Ao contrário dos foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy da SpaceX – que pousam de volta à terra ou no mar – a Rocket Lab pretende capturar o primeiro estágio de helicóptero enquanto desce de paraquedas. Esta não foi a primeira tentativa de recuperação de estágios feita pela empresa; no entanto, foi a primeira vez que se tentou pegar o booster enquanto ele descia de paraquedas. Durante a 16ª missão, chamada “Return to Sender”, o estágio lançou seu pára-quedas, caiu com sucesso no oceano e foi recuperado. A missão demonstrou que o ‘booster’ poderia sobreviver à reentrada e controlar com sucesso sua descida enquanto estava de paraquedas e nenhuma tentativa de captura foi planejada. Duas recuperações adicionais também foram conduzidas usando o mesmo método e permitiram à RocketLab obter mais dados sobre como o Electron sobrevive à reentrada e quais melhorias podem ser feitas em veículos futuros. Uma dessas melhorias é a adição de um novo sistema de proteção térmica extra-fino, projetado para ajudar a proteger o estágio do calor da reentrada. O revestimento dá ao estágio uma aparência metálica mais brilhante, em oposição ao visual preto usual do foguete. Essa primeira tentativa de captura também ocorre depois que muitos testes de recuperação no ar foram feitos usando um artigo de teste que simulava o primeiro estágio.

Baia de motores do Electron

Para esta tentativa de captura, a empresa utilizou um novo integrante de sua frota, um helicóptero Sikorsky S-92 customizado. Cerca de uma hora antes da decolagem, o helicóptero se posicionou na zona de recuperação a cerca de 150 milhas náuticas da costa da Nova Zelândia. Depois de reentrar na atmosfera, e cerca de sete minutos após a decolagem, o foguete lançou um pára-quedas a cerca de 13 km, seguido pelo pára-quedas principal a 6 km. Pouco mais de oito minutos após a decolagem, diminuiu a velocidade do veículo para quase 10 metros por segundo ; cerca de 18 minutos após a decolagem, o helicóptero voou logo acima do foguete e prendeu seu pára-quedas com um gancho. O gancho foi projetado para recolher o pára-quedas e prender o veículo para transporte de volta à terra firme. Foi logo após uma captura bem-sucedida que o estágio foi descartado para garantir a segurança do helicóptero e de seus pilotos. Depois que o estágio for recuperado no mar, os engenheiros poderão inspeciona-lo e analisar sua adequação para outro voo. Ser capaz de inspecionar o equipamento já usado oferece aos engenheiros uma oportunidade melhor de ajudar a aperfeiçoar futuros foguetes.

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Rocketlab lança amanhã 34 satélites na ‘There and back Again’

Foguete leve decolará da Península de Mahia

A partir da plataforma Pad 1A do Launch Complex 1 na Península Mahia, na Nova Zelândia, a missão “There And Back Again” será feito o 26º lançamento do Electron da Rocket Lab. A missão “There And Back Again” envolverá o foguete colocando 34 satélites em órbita síncrona do sol para vários clientes, incluindo a Alba Orbital, Astrix Astronautics, Aurora Propulsion Technologies, E-Space e Spaceflight Inc. O F26 elevará o número de satélites lançados pelo Electron para 146.

As cargas úteis serão:

  • BRO-6, um cubesat 6U da França, pela UnseenLabs
  • AuroraSat-1, cubesat 1,5U da Finlândia pela AuroraPT
  • TRSI-2 e 3 , ois satélites pocketcube 1p da Alemanha desenvolvidos pela My Radar
  • MyRadar-1, pocketcube 1p da Alemanha desenvolvido por My Radar
  • Unicorn-2, pocketcube 3p do Reino Unido
  • Copia 1U da Nova Zelândia, pela Astrix Astronautics
  • Três satélites da E-Space
  • 24 satélites tamanho 0.25U da SpaceBEE dos EUA

“Geralmente não damos à Mãe Natureza o poder sobre a data de lançamento, mas para nossa primeira tentativa de captura por helicóptero, queremos ter as melhores condições possíveis para nos dar a maior chance de uma captura bem-sucedida”, disse o Rocket Lab. “Com o tempo, estreitaremos esses limites.”
A oportunidade original de lançamento era domingo, 1º de maio, quando a janela abriria às 18:35 EST (22:35 GMT) e fecharia às 20:40 EST (00:40 GMT). Porém, hoje a RocketLab anunciou no twitter que “….após uma semana movimentada de testes de captura, e enquanto esperamos que o tempo melhorasse, estamos reservando mais um dia para a otimização final do helicóptero e do sistema de recuperação antes de nossa primeira tentativa de captura no ar. Agora estamos visando o lançamento não antes de 2 de maio UTC / 3 de maio NZST.”

… “Assim como nossas tolerâncias ao clima de lançamento aumentaram ao longo do tempo, também aumentou nossa tolerância ao clima da zona de recuperação”, disse o Rocket Lab. “No entanto, para este primeiro, queremos tirar o clima da equação para que possamos nos concentrar apenas nas operações de captura e suporte.

“There And Back Again” também é uma missão de recuperação onde, pela primeira vez, a empresa tentará uma captura no ar do primeiro estágio do Electron quando ele retornar do espaço usando pára-quedas, sendo capturado por um helicóptero.

Como as missões de recuperação anteriores, o primeiro estágio realizará uma série de manobras para permitir que sobreviva ao calor e às forças de reentrada atmosférica. O Electron será equipado com um escudo térmico para ajudar a proteger os nove motores Rutherford e um pára-quedas para desacelerar de modo que o helicóptero Sikorsky S-92 adaptado da Rocket Lab alcance-o quando retornar. É um grande helicóptero bimotor que é comumente usado para transporte offshore de petróleo e gás e operações de busca e salvamento no mar.

Ao contrário das missões de recuperação anteriores, “There And Back Again” estará tentando evitar um mergulho no oceano, pois o helicóptero retornará o foguete de volta à terra após a captura. Após o sucesso dessa recuperação, o foguele leve da empresa neozelandesa-americana estará um passo mais perto de ser o primeiro lançador de satélite orbital (parcialmente) reutilizável de pequeno porte. A missão será um grande passo para o programa de reutilização de veículos de lançamento da Rocket Lab, depois que três foguetes foram recuperados no Pacífico. Essas amerrissagens de paraquedas foram experimentos projetados para coletar dados sobre as cargas estruturais, aquecimento e desaceleração experimentados pelo veículo de lançamento durante a reentrada e descida.

Aproximadamente uma hora antes do lançamento, o helicóptero se posicionará na zona de captura, a 150 milhas náuticas da costa neozelandesa, aguardando o lançamento. Após 2 minutos e 30 segundos após o lançamento, o primeiro e o segundo estágios do Electron serão separados. O segundo estágio continuará sua órbita para lançar a carga útil. Enquanto isso, o primeiro estágio começará sua descida de volta à Terra, atingindo uma velocidade de quase 8.300 km/h (enquanto a temperatura subirá para 2.400°C). Após a abertura do paraquesas de arrasto a uma altitude de 13 km, o velame principal será recuperado a uma altitude de cerca de 6 km para desacelerar o estágio para uma velocidade de descida de 36 km/h (10 m/s). Assim que o estágio entrar na zona de captura, o helicóptero tentará encontra-lo e prenderá seus paraquedas com um gancho especial.

A Rocket Lab já realizou três missões bem-sucedidas para recuperar o foguete e pousá-lo no oceano, durante as quais os estágios foram removidos da água e devolvidos ao hangar da empresa. Capturar o ‘booster’ no ar impedirá que ele caia no oceano, eliminará o risco de corrosão do equipamento ou danos causados ​​por respingos de água salgada e simplificará os reparos necessários para reciclar o foguete.
A recuperação ar-ar também elimina a necessidade de o ‘core’ transportar propelente para realizar um pouso por impulso, como o foguete Falcon 9 da SpaceX, que sacrifica a capacidade de carga útil para poder retornar à Terra.

“Fizemos muitas capturas por helicóptero bem-sucedidas de estágios simulados, testes de paraquedas e resgatamos estágios da água 3 vezes. Agora é hora de juntar tudo e pegar o Elétron do céu! Pegar o foguete enquanto ele cai de volta para a Terra não é tarefa fácil, aqui definitivamente temos que ‘enfiar uma agulha’, mas empurrar os limites da tecnologia com operações tão complexas está em nosso DNA. e fornecer aos nossos clientes ainda mais opções de lançamento”, disse o CEO da Rocket Lab, Peter Beck.

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China lança Longa Marcha 11 HS de plataforma marítima

Cinco satélites de sensoriamento remoto foram colocados em órbita

CZ-11HS número Y3

por Igor Lissov e Xinhua

Em 30 de abril de 2022, às 11h30, horário de Pequim (03h30 UTC), um foguete Longa Marcha-11HS (CZ-11HS número Y3) lançou cinco microssatélites de sensoriamento remoto. O foguete decolou da plataforma offshore Haizhui no mar Amarelo. Foram cinco Jilin-1, colocados com sucesso em órbitas sincronizadas com o sol a uma altitude de cerca de 500 km. Este foi o terceiro lançamento marítimo do CZ-11, o 13º para foguetes desse tipo, o 418º para os da família Longa Marcha e o 456º da lista de missões chinesas em geral.

Foram quatro satélites modelo ‘Gaofen 3D’ e um ‘Gaofen 4A’:

  • Jilin-1 Gaofen-3D4 Tianjixing
  • Jilin-1 Gaofen-3D5 Tianwenxing
  • Jilin-1 Gaofen-3D6 Tianyao
  • Jilin-1 Gaofen-3D7 Tiancho
  • Jilin-1 Gaofen-4A Anxi Tieguanyin nº 2
Quatro satélites modelo ‘Gaofen 3D’

Os satélites foram colocados em órbitas com os seguintes parâmetros:

  • Jilin-1 Gaofen 03D nº04, com inclinação 97,54°, perigeu de 530,6 km, apogeu 546,2 km e período em minutos de 95,41
  • Jilin-1 Gaofen 03D nº05, inclinação 97,53° , perigeu de 531,8 km apogeu 543,8 km e período de 95,40
  • Jilin-1 Gaofen 03D nº06, inclinação 97,53°, perigeu de 526,6 km apogeu 548,7 km e período de 95,39
  • Jilin-1 Gaofen 03D nº07, inclinação 97,54°, perigeu de 523,4 km apogeu 550,8 km e período de 95,38
  • Jilin-1 Gaofen 04A, inclinação 97,52°, perigeu de 525,4 km apogeu 548,0 km e período de 95,37

Os Jilin-1  fornecem principalmente serviços comerciais de sensoriamento remoto para indústrias como censo de terras e recursos, planejamento urbano e monitoramento de desastres, e são produzidos na Changguang Satellite Technology Company, com sede em Changchun.

O Jilin-1 Gaofen 04A (吉林一号高分04A星) é um satélite de alta resolução com um peso de lançamento de 95 kg e uma resolução espacial melhor que 0,5 m em uma banda de 15 km de largura. O complexo optoeletrônico registra na faixa pancromática (450–700 nm) e em quatro bandas multiespectrais (450–510, 510–580, 630–690 e 770–895 nm). O satélite tem vida útil de menos cinco anos e tem funções de controle autônomo com inteligência artificial, posicionamento rápido e orientação com capacidade de fotografar várias áreas em uma passagem e transmissão de dados em tempo real. O aparelho é capaz de fazer o levantamento diário de uma área de até 196.000 km 2.

Os parceiros de Changguang neste desenvolvimento foram o governo do condado de Anxi, cidade de Quanzhou, província de Fujian, e a Quanzhou Zhongke Xingqiao Space Technology Company (泉州中科星桥空天技术) .有限公司, Quanzhou Zhongke Xingqiao Kuntian Jishu Youxian Gongxi, Quanzhou Zhongke Xingqiao Space Technology Co. Ltd.). Como resultado, satélite 04A recebeu o nome pessoal Anxi Tieguanyin-2 (安溪铁观音二号).

Com o comissionamento de cinco novos satélites, o número da constelação orbital Jilin-1 chegará a 46 unidades e oferecerá de 15 a 17 oportunidades para fotografar qualquer ponto da Terra todos os dias. Em 2015, a empresa Changuang anunciou planos para criar uma constelação de 138 satélites; sete anos depois, esse plano já foi concluído por um terço.

Em conexão com a Anxi, foram anunciados planos para lançar 60 satélites, incluindo 22 na primeira etapa, com lucro de 3 bilhões de yuans por ano com sua operação. Ainda não está claro se esses 60 estão incluídos no número 138 mencionado acima.

Longa Marcha 11

O foguete utilizado é oficialmente designado CZ-11HS, Chángzhēng Shíyī Hào Hǎi Shè 长征十一号海射; “hai she” e significa “Lançamento do Mar” e usa propelente sólido, com três estágios principais e um 4º estágio de impulsão final, desenvolvido pela Academia de Pesquisa de Tecnologia de Foguetes da China – CALT. O CZ-11HS tem diâmetro de 2,0 m com comprimento de 20,8 m; o empuxo no lançamento do motor do primeiro estágio é de 120 tf com um peso de lançamento de 57,6 t. A capacidade de carga declarada é de 350 kg para uma órbita síncrona com uma altitude de 700 km ou 700 kg para uma órbita de 200 km de altitude.

Comparado com os usados ​​em 2019 e 2020,o foguete foi melhorado; em particular, um novo servomotor com melhor desempenho em termos de manutenção e testes foi instalado em seu primeiro estágio.

Pela primeira vez, em uma base no Porto Aeroespacial de Dongfang (东方航天港) na cidade de Haiyan, Condado de Yantai, Província de Shandong, o ciclo completo de preparação de pré-lançamento foi implementado . Para a função de espaçoporto flutuante, como no primeiro lançamento em 5 de junho de 2019, foi usada a barcaça rebocada Haizhui. Ela tem autonomia para se afastar até 300 milhas náuticas (550 km) do porto-base. Neste caso, o navio Beihaiju-119 atuou como rebocador. No dia do lançamento, a barcaça estava no Mar Amarelo a 32°11’N, 123°48’E.

A julgar pelas várias notificações sobre o fechamento das áreas de impacto para voos e navegação, o lançamento estava previsto para 26 de abril, depois foi adiado para os dias 27, 29 e finalmente adiado para mais um dia devido às condições climáticas. Até o final deste ano, até lançamentos marítimos do CZ-11HS estão planejados, inclusive em órbitas de baixa inclinação.

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