Atualização ‘Transporter-4’: 60 % de chance de lançamento hoje

Clima melhora e B1061.7 deve decolar com quarenta satélites

Falcon 9 na plataforma em Cabo Canaveral

A SpaceX tem 60% de possibilidade de lançar hoje, 1º de abril às 16:24:16.974 UTC – 13:24:16.974 de Brasilia, sua quarta missão do SmallSat Rideshare Program – a Transporter-4 em orbita síncrona SSO. O lançamento será feito a partir do complexo Space Launch Complex SLC-40, da Cape Canaveral Space Force Station na Flórida. A meteorologia, previa anteriormente 30% de chance de clima favorável, atualizada para 60% a 50 minutos antes de T-zero. O foguete Falcon 9 v1.2 FT Block 5 que lançará a missão é o booster B1061-7.

O programa SmallSat Rideshare da SpaceX oferece a pequenos operadores missões de carona compartilhada programadas e dedicadas do Falcon 9 em órbita para cargas úteis da classe ESPA por US$ 1 milhão por missão, o que inclui até 200 kg de carga útil.

A Transporter-4 carrega satélites de EUA,  França, Lituânia, Índia, Eslováquia, Brasil, Noruega, Argentina e, possivelmente, Dinamarca

Anteriormente, o “core” de primeiro estágio lançou seis missões, uma Starlink, as primeira e segunda missões operacionais de astronautas americanos para a Estação Espacial Internacional pela SpaceX ; também lançou o satélite Sirius Radio SXM-8, a missão de reabastecimento Cargo Dragon 2 CRS-23 para a ISS e a missão Imaging X-ray Polarimetry Explorer da NASA. Logo após a colocação do segundo estágio do Falcon 9 em órbita, a empresa planeja pousar o primeiro estágio na balsa drone ‘Just Read the Instructions‘, que está estacionada a 532 km do Cabo Canaveral no Oceano Atlântico, rebocada pelo Finn Falgout; A recuperação das conchas da carenagem da cabeça deve ser a 604 km, pelo navio de apoio ‘Bob’. O peso total do foguete na decolagem deve ser de 55o.300 kg. ; Já o segundo estágio deve fazer reentrada no Oceano Índico.

Satélites montados no adaptador-ejetor, montados na carenagem de cabeça do foguete

As quarenta cargas úteis estão montadas no topo do segundo estágio foguete, e a empresa compartilhou uma fotografia do interior da carenagem que mostra as cargas organizadas em uma configuração especial no adaptador com tecnologia de anel ESPA (Expendable Secondary Port Adapter). O ESPA permite que se conectem dezenas de pequenos satélites ao adaptador para obter o máximo de um lançamento em uma única missão, conforme ilustrado abaixo. As empresas também têm a opção de usar adaptadores ESPA personalizados para satélites.

Arranjo dos satélites no suporte, com seus dispensadores
Etapas do lançamento a partir da decolagem (T zero) até o pouso na balsa-drone pelo primeiro estágio

A missão Transporter-4 ejetará os 40 satélites em órbita síncrona com o sol, incluindo “cubeSats, microsats, picosats, cargas úteis hospedadas sem liberação da carga útil e um veículo de transferência orbital transportando espaçonaves para serem liberados posteriormente”, disse a empresa. O programa reduz o custo do voo espacial, permitindo que as organizações compartilhem o Falcon 9 por um preço combinado. Reservar um foguete inteiro pode custar até US$ 67 milhões. Sob o programa, a empresa tem um preço base de US$ 1,1 milhão para ejetar uma carga útil de 200 quilos.

As cargas úteis incluem cubesats, microsats, picosats [*], cargas hospedadas e um satélite de transferência orbital: entre eles o LEO-1 / Omnispace 1; Shankuntala/Pixxel 2; doze satélites Swarm, os Hawk 4A, 4B, 4C e EnMAP.

O AlfaCrux, desenvolvido nos laboratórios da Universidade de Brasília

Também está no manifesto de carga o AlfaCrux, desenvolvido no laboratório da Universidade de Brasília (UnB) – resultado de uma parceria entre a instituição, a Agência Espacial Brasileira e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF). Do tamanho padrão CubeSat, o satélite tem aresta de dez centímetros e pesa 1,5 quilo. O Alfa Crux foi produzido com uma combinação de sistemas trazidos de fora do país com soluções desenvolvidas no Brasil. O subsistema de orientação espacial , por exemplo, foi criado pelo próprio time de pesquisadores do nanossatélite. O satélite ficará em órbita a cerca de 500 quilômetros de altitude estabelecendo conexão de dados e voz com a superfície. A iniciativa é parte de uma onda de projetos que buscam desenvolver satélites de dimensões reduzidas, além de baixo custo de produção, lançamento e manutenção.

Foguete Falcon 9 v1.2 FT Block 5

CONTAGEM REGRESSIVA
Todos os horários são aproximados

hh / min: s: Evento
00:38:00 O diretor de lançamento da SpaceX verifica o abastecimento do propelente
00:35:00 RP-1 (querosene de grau de foguete) abastecido nos tanques
00:35:00 abastecimento dos tanques do primeiro estágio com oxigênio líquido
00:16:00 Carregamento de LOX do segundo estágio
00:07:00 Foguete inicia o resfriamento dos motores (chilldown) antes do lançamento
00:01:00 Computador de voo habilita rotina de comando para decolagem nas verificações finais de pré-lançamento
00:01:00 A pressurização dos tanques de propelente para a pressão de voo é regulada
00:00:45 Diretor de lançamento da SpaceX certifica o lançamento
00:00:03 O controlador comanda a sequência de ignição dos motores para decolagem
00:00:00 Decolagem do Falcon 9

LANÇAMENTO, ATERRISSAGEM E LIBERAÇÃO
Todos os horários são aproximados

hh / min: s: Evento
00:01:12 Max Q (momento de máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:30 Corte do motor principais do 1º estágio (MECO)
00:02:34 primeiro e segundo estágios separados (estagiamento)
00:02:41 Ignição dos motores do 2º estágio
00:03:01 Liberação de carenagem
00:08:40 Começa a queima de entrada do 1º estágio
00:09:09 A queima de entrada do 1º estágio termina
00:09:59 Corte do motor do 2º estágio (SECO)
00:09:59 Começa a queima de pouso do 1º estágio
00:10:26 Pouso do primeiro estágio
00:14:00 Ejeção do EnMAP
00:16:41 LEO-1 é liberado
00:17:30 Ejeção do GNOMES-3
00:28:43 Re-ignição do motor do 2º estágio (SES-2)
00:28:45 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
01:08:28 Re-ignição do motor do 2º estágio (SES-3)
01:08:29 Corte do motor do 2º estágio (SECO-3)
01:14:42 O ARCSAT é liberado
01:14:54 Liberação do AlfaCrux
01:15:07 Liberação de 12 satélites Swarm
01:16:22 Shankuntala liberado
01:16:39 BD-Sat liberado
01:17:08 BRO-7 é liberado
01:17:28 Liberação do NewSat-27
01:17:44 Liberação do NewSat-23
01:18:43 Liberação do NewSat-24
01:20:18 Liberação do NewSat-25
01:22:48 Liberação do NewSat-26
01:23:25 Hawk 4C é liberado
01:23:36 Hawk 4B liberado
01:24:13 Hawk 4A liberado
01:25:46 Ejeção do MP42
01:25:58 Lynk Tower 01 é liberado

[*] – Na classificação de massa e em termos estritos, um nanossatélite (ou nanosat) é qualquer satélite com massa de 1 kg a 10 kg. Nesta base de dados, “nanosatélite” abrange todos os CubeSats , PocketQubes , TubeSats , SunCubes , ThinSats e picossatélites não-padronizados, salvo indicação em contrário. O limite superior é de 10 kg para tipos não padronizados de nanosats e CubeSat tamanho 27U (de 30 a 40 kg). O limite inferior é o “1p”, os “PocketQubes” e demais picossatélites personalizados acima de 100 g, e os “SunCubes” que podem ser inferiores a 100 gramas.

Todos fazem parte da mesma revolução dos pequenos CubeSats e são fruto do desenvolvimento da tecnologia eletrônica moderna em termos de miniaturização de componentes. A classificação pela massa , porém, não é restrita a números exatos: Um CubeSat tamanho 1U pode ter 0,8 kg, mas também de 1,3 kg. Um 6U pode ser inferior ou superior a 10 kg. A maioria das massas desses pequenos aparelhos não são divulgadas.

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