Rússia vai rever trabalho a bordo da ISS

Bombardeado pela mídia ocidental, Dmitry Rogozin planeja concentrar-se nos projetos nacionais

Os custos do projeto da ISS serão otimizados, afirma a Roskosmos, em anúncio desta sexta-feira dia 11. “A Roskosmos planeja otimizar os custos de implementação do projeto da Estação Espacial Internacional”, disse a estatal em comunicado após uma reunião da sede operacional liderada pelo CEO da Roskosmos, Dmitry Rogozin.

Dmitry Rogozin foi entrevistado por Vladimir Solovyev na TV e fez uma série de declarações:

  • As sanções são inconvenientes principalmente por causa de alguns microeletrônicos usados ​​em foguetes da Rússia.
  • A Rússia retirou seu pessoal do espaçoporto na Guiana Francesa. Isso atrasará alguns projetos de satélites europeus por enquanto, como seu sistema GPS Galileo.
  • Mísseis da OTAN movidos para perto da Rússia reduzem a capacidade russa de alerta antecipado para apenas alguns minutos. O julgamento humano deve ser substituído por uma resposta nuclear totalmente automatizada a um ataque.
  • A missão conjunta UE/Rússia Exomars está em questão, mas a Rússia espera que ela continue.
  • Sobre a ISS, pareceu que ele, pessoalmente, acha que a Rússia deveria trazer para casa os dois cosmonautas russos. Mas Rogozin quer continuar a cooperação, e comentou sobre a participação de astronautas de outros países à estação. A mídia americana afirma que ele ameaçou abandonar o astronauta americano na estação. Isso não foi mencionado na entrevista.
  • A destruição mutua assegurada (MAD) deveria ser uma força estabilizadora. Mas a América procurou degradar a capacidade militar russa ou desenvolver a capacidade de primeiro ataque para destruir a Rússia antes que ela pudesse responder.

A Roskosmos também identificou as principais prioridades na implementação de projetos espaciais no contexto das sanções. “Uma das prioridades é aumentar o número de naves no grupo orbital russo no interesse de sensoriamento remoto da Terra, comunicações e retransmissão para garantir a independência de nosso país de fatores externos”, disse a corporação estatal em comunicado após uma reunião da sede operacional. Atenção especial também será dada ao desenvolvimento de um sistema de alerta automatizado para situações perigosas no espaço próximo à Terra, à criação de uma estação orbital de serviço orbital russa (ROSS), à continuação da construção do cosmódromo de Vostochny e à substituição de importações. Conforme a Roskosmos, a fim de minimizar o impacto das sanções anti-russas, a estatal apoiará a produção e o potencial de empresas da indústria espacial.

Na véspera, Rogozin, em reunião com deputados da Duma do Partido Liberal Democrata, disse que o trabalho na ISS na atual situação geopolítica não é eficaz. Ele também acrescentou que fundos colossais seriam necessários para estender a operação da estação até 2030, caso contrário a estação “desmoronaria”. Em 24 de fevereiro, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que as sanções dos Estados Unidos e seus aliados devido à situação na Ucrânia atingiriam o setor de alta tecnologia da Federação Russa, bem como seu programa espacial. Segundo ele, os EUA bloquearão mais da metade das importações de alta tecnologia para a Rússia, o que prejudicará, entre outras coisas, o programa espacial russo.

A mídia ocidental, que repete praticamente o mesmo conteúdo ipsisi literis contra a Rússia, ataca o governo da Rússia diariamente enquanto transcorre a invasão na Ucrânia.

A União Européia impôs sanções contra a fábrica Progress, que produz os foguetes Soyuz. Mais tarde, a Agência Espacial Europeia afirmou que considerava improvável o lançamento da missão russo-europeia para explorar Marte, a ExoMars, devido às sanções impostas em conexão com a situação na Ucrânia. A ESA também disse que está estudando a possibilidade de usar foguetes europeus para lançar satélites que foram planejados para serem lançados em foguetes russos Soyuz. O lado alemão desligou seu telescópio no observatório espacial Spektr-RG, que é um projeto conjunto com a Federação Russa. O chefe da Roskosmos disse que o segmento russo da ISS deixará de trabalhar em experimentos conjuntos com colegas alemães, e os conduzirá por conta própria.

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