SpaceX lança satélite CSG-2 para a Itália

O COSMO-SkyMed fará observações por radar

O Falcon 9 FT Block 5 B1052.3 decola de Cabo Canaveral

O foguete Falcon 9 BL5 B1052.3 decolou do complexo de lançamento SLC-40 de Cabo Canaveral hoje, 31 de janeiro, às 23:11 UTC (20:11 de Brasília) transportando o satélite italiano CSG-2. O ‘booster’ de primeiro estágio aterrissou em terra, na landing zone LZ1. As carenagens de carga caíram de paraquedas ao norte de Cuba a 596 km de distancia do local de disparo, sendo recuperadas pelo navio de apoio Bob.

O primeiro estágio “core” B1052 deste Falcon 9 foi usado anteriormente duas vezes como foguete auxiliar (‘booster’) de foguetes Falcon Heavy , e foi convertido para ser um primeiro estágio em uso ‘solo’ . Foi usado nas missões que lançaram os satélites Arabsat-6A e STP-2 em 2019. Após a separação dos estágios foi feita uma manobra “dogleg” para que o foguete atingisse o azimute sul-sudoeste. Depois de ejetar o satélite, o segundo estágio orientou-se para fazer a reentrada na armosfera sobre o Pacífico Sul.

Os COSMO-SkyMed segunda geração (Constelação de Pequenos Satélites para observação da bacia do Mediterrâneo), ou CSG – ‘Seconda Generazione’, é um programa de observação da Terra da Agenzia Spatiele Italiana (ASI) para substituir o sistema COSMO-SkyMed de primeira geração, sendo que a constelação atual foi reduzida de quatro para duas espaçonaves. Os satélites, construídos pela Thales Alenia, são versões melhoradas do projeto original. Eles usam uma versão melhorada do chassi ‘Prima Bus’. O radar CSG-SAR (COSMO-SkyMed Second Generation Synthetic Aperture Radar) também é uma versão melhorada do sistema de banda X da primeira geração. Os satélites vão operar na mesma órbita circular síncrona com o sol permitindo amanhecer-anoitecer do mesmo modo que os veículos de primeira geração, com altitude nominal de 619 km e inclinação de 97,86º. Os satélites operam no mesmo plano orbital.

O satélite CSG-2 possui um sistema de estabilização de três eixos com giroscópio, sensores solares e e de estrelas, um conjunto de quatro rodas de reação, um conjunto CMG (Control Moment Gyro) e 3 hastes de torque como atuadores, com recursos de direção em cada eixo , alta precisão de apontamento e reconhecimento e determinação de órbita em tempo real.

A constelação prevê quatro satélites faseados a 90°, a uma altitude de 619 km, com hora de travessia do equador por volta das 06h00. O satélite tem memória integrada de 300 Gbit; compressão e criptografia de dados a bordo, capacidade de downlink de banda X de 300 Mbps. Seus sistemas permitem 24 horas de autonomia operacional a bordo e sua estabilização em três eixos oferece alta precisão de apontamento , com visada à direita e esquerda. O sistema de radiolocalização é baseado em receptor GPS de precisão e rastreadores de estrelas.

O transmissor e o receptor de radar operam através de uma antena multi-feixe orientável eletricamente que concentra a energia transmitida em feixe estreito, ao longo de uma direção normal à pista do satélite, enquanto as características dos pulsos transmitidos e do tempo de recepção determina a resolução espacial e a cobertura. Cada espaçonave tem cinco anos de vida operacional.

‘Core’ de primeiro estágio pousa em terra

O satélite, de 2.230 kg, representa o estado da arte da tecnologia de médio porte de espaçonaves de órbita baixa e é composto por dois componentes principais: A plataforma PRIMA, baseada no conceito de mesmo nome, que prevê três módulos principais, estrutural e funcionalmente reagrupados para permitir a integração de módulos paralelos e atividades de teste até a integração final do satélite. Os módulos são: um módulo de serviço transportando unidades de chassis além das de propulsão; o módulo de propulsão (incluído no módulo de serviço) transportando todos os itens de motorização e tanques conectados pelas tubulações e um módulo de carga útil transportando todos os equipamentos de trabalho, incluindo os apêndices pertinentes como antenas e atuadores. E o EPS (Electrical Power Subsystem) permite lidar com a alta potência de pico exigida pela carga útil (18,6 kW) durante toda a vida operacional de sete anos. O subsistema fornece energia através de painéis solares e através de baterias na fase de eclipse. A tensão do sistema opera a 65 V para a tensão não regulada e 28 V para a regulada. Durante cada sessão de imagem feita pela carga útil SAR, a bateria fornece à antena, através de uma fonte dedicada SPDU (Switched Power Distribution Unit), a energia em excesso da saída dos painéis solares. O subsistema de energia elétrica também prevê proteções oportunas contra curtos-circuitos ou absorção anômala de energia.

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