SpaceX: Falcon 9 lança a ‘Transporter-3’

Foguete decolou com mais de 90 satélites; mini-satélite brasileiro está entre eles

Falcon 9 FT BL 5 decola Cabo Canaveral

O foguete Falcon 9 número B1058.10 foi lançado às 15: 25 UTC, 12:25 de Brasília hoje, quinta-feira, 13 de janeiro, a partir da plataforma SLC-40 em Cabo Canaveral, Flórida. A missão deve colocar cerca de noventa pequenos satélites em órbita, é chamada Transporter-3 e será o terceiro lançamento de um Falcon 9 dedicado ao programa Smallsat Rideshare da SpaceX. O segundo estágio do foguete entrou em uma órbita inicial de 207 km de altitude média cerca de nove minutos após a decolagem. Depois iniciou uma fase de costeamento para depois chegar à posição determinada para ejetar suas cargas em uma órbita síncrona a 550 km de altitude média e inclinada em 97 graus em relação ao equador terrestre.

A bordo está, entre muitos nanossatélites [*] (‘cubesats’, ‘pocketcubes’, satélites-dispensadores e outros), um pequeno satélite construído por uma startup brasileira, a PionLabs de São José dos Campos – o Pion-BR1, cubesat de cerca de 300 gramas, dedicado a serviços de radiomamador e experimentos científicos e técnicos. “Rideshare” é a ‘carona compartilhada’, onde vários satélites podem ser lançados por um mesmo foguete. O Transporter-3 marcará o primeiro ‘pouso terrestre’ da SpaceX de um ‘core’ de primeiro estágio de seu foguete em mais de seis meses e seu primeiro lançamento polar em 2022.

https://www.youtube.com/watch?v=KQ2rXMNJ6AQ

O peso total do lançador na decolagem foi de cerca de 552.300 kg. O ‘core’ de primeiro estágio B1058 foi utilizado anteriormente nos lançamentos dos Crew Dragon Demo-2, ANASIS-II, CRS-21, Transporter-1 e cinco missões de satélites Starlink. As conchas da carenagem de cabeça do foguete serão recuperadas no Oceano Atlântico pelo navio de apoio ‘Bob’. O primeiro estágio B1058 pousou na zona de aterrissagem 1 (Landing Zone 1) em Cabo Canaveral, cerca de oito minutos após a decolagem.

“Core” de primeiro estágio B1058.10 pousa na LZ-1 em Cabo Canaveral
Concepção artística do segundo estágio de um Falcon 9 com o adaptador multicargas
Rebocador (OTV – orbital transfer vehicle, veículo de transferência orbital) Sherpa-LTC

Os satélites estavam agrupados no adaptador cilíndrico de carga útil, e alguns seriam montados sobre um veículo de transferência orbital (OTV – orbital transfer vehicle) do tipo SHERPA-LTC (Sherpa LTC-1), um rebocador comercial desenhado para ejetar várias satélites em sequência.

Porém, o Sherpa-LTC1 não voou devido a um vazamento de propelente descoberto pouco antes do lançamento. Assim, dez naves integradas no Sherpa-LTC não voarão hoje. No entanto, os microssatélites Capella e Umbra voarão pela Spaceflight, pois estão conectados a outras portas no adaptador de carga útil do Falcon 9. E o satélite tcheco VZLUSAT-2 , um cubesat, foi colocado em outro mecanismo de ejeção em tempo recorde.

Foguete Falcon 9 v1.2 FT Block 5

Cronologia de voo

Etapas do lançamento a partir da decolagem (T zero) até o pouso em terra do primeiro estágio

Eventos conforme divulgados pela SpaceX
Todos os tempos são aproximados

00:01:12 Max Q (momento máximo de estresse mecânico no foguete)
00:02:15 Corte do motor principal do 1º estágio (MECO)
00:02:19 Separação de 1º e 2º estágios
00:02:26 Ignição do motor do 2º estágio
00:02:32 A queima de desaceleração – boostback – é iniciada
00:03:47 Descarte de carenagem
00:06:36 Começa a queima de reentrada do 1º estágio
00:08:26 Corte do motor do 2º estágio (SECO)
00:08:27 Pouso do ‘core’ de primeiro estágio
00:55:22 Reignição do motor do 2º estágio
00:55:24 Corte do motor do 2º estágio (SECO-2)
00:59:38 O UNICORN-2E é ejetado a partir do EXOport 6
00:59:51 DELFI-PQ, EASAT-2 e HADES são ejetados a partir do EXOport 6
01:00:25 UNICORN-2D, STALLA-2A e GRIZU-263A são ejetados a partir do EXOport 6
01:02:10 UNICORN-1 e UNICORN-2A são ejetados a partir do EXOport 6
01:02:49 PION-BR1, MDQUBESAT-1, SATLLA-2B e UNICORN-2TA1 são ejetados a partir do EXOport 6
01:02:55 ETV-A1 é liberado a partir do EXOport 6
01:03:04 HYPSO-1 é liberado a partir do EXOport 6
01:03:16 Gossamer Piccolomini é ejetado a partir do EXOport 6
01:03:28 DEWA-SAT 1 é ejetado a partir do EXOport 6
01:03:47 NuX-1 é liberado a partir do EXOport 6
01:04:15 BRO-5 é liberado a partir do EXOport 6
01:05:36 Challenger e SANOSAT-1 são ejetados do EXOport 6
01:05:48 FOSSASAT-2E5 e FOSSASAT-2E6 são liberados a partir do EXOport 6
01:06:01 FOSSASAT-2E2, WISESAT-2, FOSSASAT-2E3 e PILOT-1 são ejetados a partir do EXOport 6
01:06:27 FOSSASAT-2E1, WISESAT-1, FOSSASAT-2E4 e LAIKA são ejetados a partir do EXOport 6
01:06:32 Primeiro SuperDove é liberado
01:06:51 Primeiros lançamentos de LEMUR-2´s
01:07:13 KEPLER-17 é ejetado
01:07:19 Segunda liberação de LEMUR-2´s
01:07:31 Ororatech é ejetado
01:08:09 Tevel-4 e Tevel-5 são ejetados
01:08:35 Tevel-1, Tevel-2 e Tevel-3 são liberados
01:10:27 KEPLER-19 é liberado
01:11:01 Liberação do MDASat-1a
01:11:13 IRIS-A é ejetado
01:11:25 KEPLER-18 é ejetado
01:11:39 KEPLER-16 é ejetado
01:12:03 LEMUR-2-DJIRANG é ejetado
01:12:28 LEMUR-2-MIRIWARI é liberado
01:12:44 Ejeção do MDASat-1b
01:12:58 Ejeção do MDASat-1c
01:13:27 Tevel-6, Tevel-7 e Tevel-8 são liberados
01:21:07 Liberação do último SuperDove
01:21:30 Primeiro satélite ICEYE é ejetado a partir do EXOport 6
01:22:08 Segundo ICEYE é ejetado do EXOport 7
01:22:20 Umbra-02 é liberado
01:23:02 Satélite ucraniano Sich é ejetado
01:23:31 Satélite não identificado de cliente da Spaceflight é ejetado
01:24:30 Satélite-dispensador ION SCV-004 “Elysian Eleonora” é ejetado
01:27:04 Satélite não identificado de cliente da Spaceflight é liberado

O picossatélite brasileiro Pion-BR1

O Pion-BR1, um pequeno picossatélite [*] de 125 cm³, foi desenvolvido em sete meses pelos fundadores da Pion Labs, Calvin Trubiene, Bruno Pinto Costa, Gabriel Yamato e João Pedro Vilas Boas. As transmissões via rádio em 30 kHz e 4 GHz estarão disponíveis aos associados da entidade de radioamadores AMSAT-BR. Em órbita, o aparelho vai atuar para o monitoramento de sustentabilidade e segurança, como muitos players do agronegócio e da preservação da Amazônia. A montagem do satélite foi feita em um laboratório em São Caetano do Sul (SP). O nome PION é uma homenagem ao físico brasileiro César Lattes, que trabalhou na descoberta da partícula subatômica denominada pion.

Segundo a PION, o pequeno satélite é “… uma missão radioamadora aliada à educação com o objetivo de promover o acesso às tecnologias espaciais e a interação entre estudantes e a comunidade de radioamadores. A missão principal do satélite será um experimento digital de armazenamento e envio de mensagens usando o protocolo NGHam. Para apoiar as atividades em sala de aula e STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), a missão PION-BR1 também:

(1) Avaliará a atitude de um pocketqube em um ambiente espacial;
(2) Avaliará a temperatura interna e externa do satélite;
(3) Realizará a coleta de dados de um experimento de magnetorquer (*) desenvolvido no Brasil.”

Pion-BR1 em configuração orbital

(*) Magnetorquers (também conhecidos como torques magnéticos ou barras de torque) são usados ​​em pequenos satélites para prover controle de atitude – mantendo a orientação em relação a um quadro inercial. Magnetorqueres produzem um campo magnético ao redor do satélite que interage com o campo magnético da Terra, produzindo assim um torque no satélite. Desta forma, o seu momento angular pode ser alterado e controlado. O mecanismo de torque magnético é atraente como modo de controle em pequenos satélites. O princípio de atuação é utilizar a interação entre o campo magnético terrestre e o campo magnético gerado por uma bobina fixada no satélite. Este princípio de controle é inerentemente não-linear e difícil de usar porque os torques de controle só podem ser gerados perpendicularmente ao vetor do campo geomagnético.

“Os estudantes de todo o Brasil participantes das atividades derivadas da missão serão incentivados a adquirir seus certificados de radioamador ao longo da vida da missão. A PION acredita que o satélite PION-BR1 irá despertar o interesse de jovens estudantes do Brasil pelas áreas STEM.”

“O serviço radioamador será utilizado como ferramenta de ensino para os estudantes participantes do programa OBSAT, programa coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (MCTI), com o objetivo de promover experiências para alunos em projetos de pequenos satélites e, assim, divulgando o cultura aeroespacial para alunos e professores de instituições de ensino médio e universidades.”

O satélite teve seu projeto realizado em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT/MCTI), a Latin American Space Challenge (LASC), a AMSAT-BR e a Liga Brasileira de Radioamadores (LABRE).

Cargas úteis da missão

Manifesto de cargas da missão. Imagem nasaspaceflight.com

Lista de satélites de acordo com informações divulgadas (O número original deveria ser de 105 cargas úteis. O ION SCV-004 deve ejetar seis satélites.)

O Exolaunch EXOport 6 ejetará 29 satélites:

  • Unicorn- 1, 2A, 2TA1, 2D, 2E – Cubosats 3P da Alba Orbital. Estes são satélites de “bolso” projetados para demonstrar comunicações de rádio inovadoras e tecnologias de observação da Terra. Eles farão imagens noturnas da superfície do planeta para monitorar a poluição luminosa. Isso é necessário para acompanhar a dinâmica socioeconômica do desenvolvimento dos territórios, avaliar as consequências de conflitos militares e desastres naturais, bem como as emissões de gases de efeito estufa.
  • Delfi-PQ – pocketcube 3P da Delft University of Technology da Holanda. Um satélite de demonstração estudantil que deveria voar em um foguete Vector-R, mas foi cancelado e voou no Falcon 9.
  • EASAT-2 e HADES – Dois pocketcubes de tamanho 1,5P dos alunos da Universidade Europeia na Espanha. O EASAT-2 contém material de basalto para um experimento para estudar mudanças em suas propriedades no espaço. Este é o primeiro experimento na história com um tipo de satélite tão pequeno. O HADES carrega uma câmera em miniatura, transponder FM e repetidor digital a bordo e tem a capacidade de transmitir comunicações de voz.
  • SATTLA – 2, 2B – pocketcubes tamanho 2P de estudantes israelenses da Universidade Ariel. Esses satélites de rádio amador podem transmitir localização e sua telemetria usando um protocolo de transferência de dados automatizado, permitindo que os viajantes acessem os satélites para dados de localização e mensagens mesmo usando rádios portáteis ou móveis com antenas omnidirecionais.
  • GRIZU – 263A – pocketcube turco tipo 1P. O satélite foi desenvolvido como parte do projeto First Pocket Satellite da Turquia e será o primeiro femtosatélite do país. Foi nomeado em memória dos mineiros mortos em uma explosão em uma mina na Turquia, em Zonguldak,em 1992. O dispositivo vai operar em órbita por quase 5 anos.
  • PION – BR1 – o pocketcube 1P da PION Labs. O primeiro desenvolvido por uma startup brasileira. O satélite servirá como demonstração de tecnologia de comunicação para a Internet das Coisas, e também será usado como farol para radioamadores. Curiosamente, Alba Orbital (o operador da missão desta carga) estava vendendo um slot para PocketCube 1P por US $ 28.000.
  • MDQUBESAT – 1 – PocketCube 2P argentino, da Innova Space. Um dos primeiros satélites deste fator de forma na América Latina. Ele servirá como uma demonstração técnica da nova plataforma de satélites Innova Space para comunicações da Internet das Coisas (IoT).
  • ETV – A1 – cubesat 16U da empresa britânica Sen para observação da Terra. Este será o primeiro satélite do futuro agrupamento da empresa. Cada cubesat será equipado com várias câmeras UHD, projetadas para transmitir vídeo em tempo real do espaço, além de monitorar a ecologia e os desastres naturais na superfície da Terra.
  • HYPSO – 1 – Cubesat 6U “Observando o Oceano” de Estudantes Noruegueses do Small Satellite Laboratory (NTNU). Tem uma câmera hiperespectral que pode “ver” em muitos comprimentos de onda simultaneamente. O HYPSO-1 coletará dados de cor do mar para ver o florescimento de diferentes tipos de algas.
  • Gossamer-Piccolomini – cubesat tipo 1U da LunaSonde. Ele detectará águas subterrâneas, depósitos minerais e outros recursos geológicos em profundidades de até 2 quilômetros abaixo da superfície da Terra, criando um mapa tridimensional do subsolo. Usa radar de frequência ultra baixa para isso. Essa ideia vem de Jeremy Peyton, CEO da Lunasonde, que a propôs em 2016, quando estava no ensino médio. A empresa planeja lançar satélites semelhantes nas próximas missões da SpaceX.
  • DEWA-SAT 1, tamanho 3U, é dedicado a sensoriamento remoto da Terra, pelos Emirados Árabes Unidos. Ele adquirirá imagens multiespectrais visíveis de alta resolução para planejamento urbano e de infraestrutura e monitoramento de desastres.
  • NuX – 1 de Singapura, um cubesat 3U para demonstração de manobras autônomas em órbita usando um propulsor Hall em miniatura e sistema de controle de atitude da NuSpace. Além disso, uma carga útil para Internet das Coisas foi colocada no cubesat.
  • BRO 5 – Cubesat francês tipo 6U pesando 6 kg para monitoramento por rádio de tráfego marítimo e aéreo. Este será o 5º cubesat do agrupamento da UnseenLabs.
  • Challenger (Quub) – pocketcube tipo 3P pesando 750 gramas em homenagem à tripulação do ônibus espacial. Ele foi projetado para ajudar a evitar o risco de espionagem eletrônica e espionagem para dispositivos IoT. Ao contrário dos retransmissores de dados terrestres, nos quais os hackers podem se infiltrar entre os ‘hubs ‘ da rede, as transmissões de dados no espaço não podem ser interceptadas dessa maneira. O Cubesat também foi projetado para queimar completamente após a reentrada no final de sua vida útil de cinco anos.
  • SANOSAT – 1 – pocketcube 1P com sensor de radiação para transmissão de dados sobre a intensidade de radiação em órbita. O sensor mede a radiação alfa, beta e gama ao seu redor e transmite os dados para uma estação terrestre. A intensidade de radiação pode ser usada para construir um mapa de radiação, calcular a espessura de materiais de proteção contra radiação, identificar erupções solares, etc. O satélite também atuará como um retransmissor de rádio amador digital. Além disso, o satélite transmitirá seus dados de identificação e telemetria em código Morse. SANOSAT-1 será o primeiro femtosatélite nepalês.
  • FOSSASAT – 2E 1 a 6 – A empresa espanhola Fossa Systems está lançando seis pocketcubes tipo 2P para testar uma nova tecnologia experimental de transmissão de rádio chamada LoRa. O projeto foi criado para desenvolver sistemas de satélite em miniatura usando “componentes de prateleira” para criar pequenas naves de baixo custo.
  • WISESAT – 1, 2 – Satélites para a Internet das Coisas baseado no FOSSASAT-2. A empresa suíça de segurança cibernética, inteligência artificial e Internet das Coisas WISeKey, em colaboração com a FOSSA Systems, está lançando dois satélites para sua futura constelação WISeSat. Eles coletarão e enviarão dados de sensores terrestres para prever a manutenção de equipamentos, apoiar casas inteligentes com dispositivos conectados e veículos autônomos.
  • PILOT – 1 – um pocketcube tipo 2P para IoT da Itália baseado no FOSSASAT-2. Ele coletará dados de casas inteligentes, empresas agrícolas, fábricas e projetos de construção. Espera-se que o dispositivo se torne o primeiro satélite da futura constelação CShark em órbita. O período de sua existência ativa é de 3 anos.
  • LAIKA – pocketcube tipo 2P baseado no FOSSASAT-2. Será o primeiro pocketcube movido a motor embutido na própria estrutura do satélite e não ocupa espaço para a carga útil. O LAIKA é projetado para demonstrar várias manobras espaciais em órbita. O satélite recebeu o nome do primeiro animal lançado na órbita da Terra – a cadela Laika.
Cargas contradas pela ISILAUNCH no Transporter 3

Planet SuperDove- A Planet, nesta missão, lança 44 de suas “pombas” – Cubesats tamanho 3U do grupo SuperDove Flock 4S com uma massa de 5 kg cada, para fazer imagens de alta qualidade da superfície da Terra. Cada satélite carrega um telescópio e uma câmera CCD e fornecem imagens com resolução de até 50 cm. As imagens obtidas podem ser usadas para monitorar o clima da Terra, rastrear desastres naturais e desastres causados ​​pelo homem. A vida útil de cada satélite é de 2 a 3 anos.

  • LEMUR – 2 – quatro cubesats da Spire tipo 3U. Eles realizarão observação da Terra e monitoramento de transporte e usarão tecnologia de ocultação de rádio assistida por GPS para medir a pressão atmosférica, umidade e temperatura. Além disso, auxiliarão nas operações de busca e salvamento, bem como na prevenção da pirataria e da pesca ilegal.
  • KEPLER – 16, 17, 18, 19 – A Kepler lança quatro cubesats tamanho 6U para sua própria Internet das Coisas – o “Everywhere IoT”. Eles têm um sistema de comunicação de banda Ku de alta largura de banda e transmissão de dados de banda estreita para dados de sensores IoT.
  • OroraTech – um modelo 6U baseado na plataforma Spire. O satélite possui uma câmera infravermelha OroraTech e uma unidade de processamento de dados a bordo para detecção de incêndio e transmissão de dados usando o chassi Spire e a rede terrestre. Esta tecnologia ajudará a identificar e controlar áreas com risco particular de incêndios florestais e permitirá a detecção precoce de focos de calor. A OroraTech desenvolveu um serviço global de monitoramento de incêndios florestais que processa dados de satélite. O serviço destina-se a trabalhadores florestais, socorristas e seguradoras. Até 2026, a empresa planeja lançar uma constelação de 100 desses nanossatélites em órbita.
  • Tevel – 1 – 8 – oito cubesats tipo 1U estudantis do Israel Science Center Herzliya. Cada um deles carrega transponders FM de rádio amador a bordo para fins educacionais. Curiosamente, todos os oito satélites usarão as mesmas frequências desde que suas áreas de cobertura se sobreponham, e apenas um transponder FM será ativado por vez.
  • MDASat – 1a, 1b, 1c – três cubesats tamanho 2U da África do Sul. Os satélites monitorarão, identificarão e rastrearão navios quase em tempo real usando sinais AIS. Este será o primeiro lançamento de uma constelação de satélites totalmente desenvolvida no continente africano.
  • IRIS-A – Cubesat 2U, que visa apresentar novas tecnologias de comunicação para a Internet das Coisas no espaço. Um deles é LoRa. O segundo é o experimento compensado por Doppler. O satelite avaliará e compensará a mudança de frequência Doppler observada na estação terrestre. Também testará uma câmera embutida para demonstrar a capacidade de processar e enviar seus dados.

Nos EXOport 6 e 7:

  • ICEYE – Dois microssatélites finlandeses pesando 70 kg cada, equipados com radar SAR. A peculiaridade dos dispositivos é a resolução de foto aprimorada de até 3 m (por pixel).
  • UMBRA-02 é o segundo satélite comercial com radar de abertura sintética (SAR), o primeiro foi lançado na missão Transporter-2. Dentro do satélite, pesando 70 kg, há uma enorme antena de radar de abertura sintética ejetável. O Umbra tornará o acesso a informações de imagens de SAR mais fácil do que nunca. Os clientes agora pagarão o mesmo, independentemente de serem uma grande corporação ou uma startup.
  • Capella 7 e 8 – Dois microssatélites de 112 kg cada um com radar de abertura sintética para observação da Terra. O radar é capaz de distinguir objetos na Terra com 0,5 metros de tamanho. Os satélites estão equipados com uma antena refletora de malha desdobrável com uma abertura de 3,5 metros.
  • Sich – 2 – 30 (2 – 1) – Microssatélite ucraniano do Yuzhnoye Design Bureau. É uma modificação do satélite Sich-2, que operou em órbita síncrona do sol de 2011 a 2012. O satélite foi projetado para obter imagens da superfície da Terra na faixa do visível e do infravermelho próximo, além de observar o campo magnético do planeta. A câmera tem uma resolução de 7 m (por pixel). Esta será a carga útil mais pesada da missão, com uma massa de 170 kg.

O ION (ION SCV – 004 Elysian Eleonora) Cubesat Deployment Platform (um satélite ejetor de satélites da empresa D-Orbit) vai ejetar:

  • Guardian – cubesat 6U da Aistech Space. Está equipado com um telescópio multiespectral com sensores infravermelhos visíveis, infravermelhos próximos e infravermelhos térmicos. O Guardian será lançado na plataforma ION para a colocação precisa em órbitas operacionais. No futuro, a Aistech Space planeja ejetar uma constelação de 20 satélites Guardian. Será uma das primeiras constelações comerciais capazes de coletar dados térmicos sob demanda. As informações coletadas pelo Telescópio Guardian apoiarão a gestão da água, silvicultura, monitoramento ambiental e segurança marítima.

A SatRevolution também lança cinco cubesats a partir da plataforma:

  • Stork – 1 e 2 – dois cubesats de observação da Terra tipo 3U, bem como os cubesats de demonstração LabSat e SW1FT.
  • VZLUSAT – 2 – cubesat 3U pesando 3,9 kg do Centro Tcheco de Pesquisa Aeroespacial. O principal objetivo é testar tecnologias de observação da Terra e obter imagens da República Tcheca do espaço. Está equipado com duas câmaras experimentais, um detector de explosão gama e um sensor de desgaseificação de vapor de água. Os dados resultantes serão usados ​​para o desenvolvimento da agricultura e dos transportes. A validação da tecnologia a bordo do VZLUSAT-2 permitirá que futuras missões apoiem o desenvolvimento de uma constelação de satélites semelhantes em órbita.
  • O Mars Outpost Tech Demo é um experimento da NanoRacks como parte do programa Nanoracks Space Outpost, cujo objetivo principal é demonstrar o corte de metal no espaço e explorar a possibilidade de reutilizar materiais de naves espaciais que falharam e permaneceram em órbita. Uma câmera de vídeo registrará o corte de uma amostra de aço inoxidável CRES 316 com disco de corte de alta velocidade. O experimento terá início aproximadamente 45 minutos após o desligamento do motor do segundo estágio, quando o estágio será colocado em um órbita circular com uma altitude de cerca de 545 km. A carga útil de 111 kg não se separará do estágio e junto com ela sairá de órbita cerca de uma hora após o término do experimento.

Lista revisada de cargas úteis

ISILaunch 36 Porta 1
Sich-2-1 (170kg microsat, Ucrânia)

Planet (Porta ISIL 2)
Planeta SuperDoves Flock 4-X-1…-36 (36x 3U)

Planet (Porta ISIL 3)
Kepler 16-19 (4x 6U)
Planeta SuperDoves Flock 4-X-37/-44 (8x 3U)
Tevel-1…-8 (8x 1U, Israel)
LEMUR2 (2x 3U, Pinacle)
LEMUR2-Djirang (6U, Pinacle)
LEMUR2-Miriwari (6U, Pinacle)
OroraSat (6U, Ororatech, construído pela Spire)
IRIS-A (2U, Universidade Nacional Cheng Kung)
MDASat-1A/-1C (3x 2U, África do Sul)

D-Orbit ION SCV-004 “Elysian Eleonora”
DODONA (3U, USC/Lockheed Martin)
Stork-1, -2 (2x 3U, SatRev)
LabSat (3U, SatRev)
SW1FT (3U, SatRev)
VZLUSAT-2 (3U 3,9kg, SpaceManic, República Tcheca) (vindo do Spaceflight SXRS-6)
(hospedado) carga útil hiperespectral, computação em órbita

Exolaunch Porta 1 (28 sats)
Ejetores Fossa PocketPOD x2 (8 satélites)
Desafiante (3P, quub e Intuidex)
SanoSat-1 (1p, ORION Space, Nepal)
FossaSat-2E5,-2E6 (2x 2p, Fossa)
FossaSat-2E1/WISeSAT-1 (2p, Fossa)
FossaSat-2E2/WISeSAT-2 (2p, Fossa)
FossaSat-2E3/Pilot-1 (2p, CShark, Systems)
FossaSat-2E4/LAIKA (2p, Fossa)
Alba Orbital Clusters 3 e 4 (5 ejetores, 13 satélites)
Unicórnio-2E (3P, Orbital Alba)
DelfiPQ (3P, TU Delft, Holanda)
Hades e EASat-2 (2x 1.5P)
Unicorn-2D (3P, Alba Orbital)
SATTLA-2A (2P, Universidade Ariel, Israel)
Grizu-263a (1p)
Unicórnio 1 (2P)
Unicórnio 2A (3P, Orbital Alba)
MDQube-SAT1 (2P, Innova Space, Argentina)
PION-BR1 (1P, PION Labs, Brasil)
Unicórnio 2TA1 (?P, Orbital Alba)
SATTLA-2B (2P, Universidade Ariel, Israel)
ETV-A1 (16U, sen, construído pela NanoAvionics)
ICEYE X-14? (microsat)
HYPSO-1 (6U, NTNU, construído pela NanoAvionics)
NuX-1 (3U, NuSpace, Singapura)
DEWA-Sat1 (3U, Emirados Árabes Unidos, construído pela NanoAvionics)
BRO-5 (6U, UnseenLabs)
Gossamer-Piccolomini (1U?, Lunasonde)
Exolanch Porta 2
ICEYE X-16 (microssat)

Spaceflight SXRS-6 Porta 1
Microssat UMBRA-02 SAR
Spaceflight SXRS-6 Porta 2
Capela 7 e 8 (2x 112kg)

Classificação de satélites por tamanho

Na classificação de massa e em termos estritos, um nanossatélite (ou nanosat) é qualquer satélite com massa de 1 kg a 10 kg. Nesta base de dados, “nanosatélite” abrange todos os CubeSats , PocketQubes , TubeSats , SunCubes , ThinSats e picossatélites não-padronizados, salvo indicação em contrário.

Todos fazem parte da mesma revolução dos pequenos CubeSats e são fruto do desenvolvimento da tecnologia eletrônica moderna em termos de miniaturização de componentes. A classificação pela massa , porém, não é restrita a números exatos: Um CubeSat tamanho 1U pode ter 0,8 kg, mas também de 1,3 kg. Um 6U pode ser inferior ou superior a 10 kg. A maioria das massas desses pequenos aparelhos não são divulgadas.

O limite superior é de 10 kg para tipos não padronizados de nanosats e CubeSat tamanho 27U (de 30 a 40 kg). O limite inferior é o “1p”, os “PocketQubes” e demais picossatélites personalizados acima de 100 g, e os “SunCubes” que podem ser inferiores a 100 gramas.

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