“Rebocador” russo deixa a ISS

Espaçonave serviu para levar o módulo Prichal até seu “porto” no módulo Nauka

Progress M-UM “PAO” deixa a estação espacial, separando-se do módulo russo Prichal

Hoje, 23 de dezembro de 2021, às 02:03 horário de Moscou, (20:03 Brasília no dia 22) o compartimento de instrumentos da nave espacial de carga Progress M-UM desacoplou-se do módulo Prichal da Estação Espacial Internacional. Assim, ele liberou o sistema de acoplagem ‘nadir’ do Prichal para subsequente acoplagem de espaçonaves russas tripuladas e de carga. Assim, naves de se acoplarem ao Prichal poderão transferir suas cargas para o segmento russo através do módulo Nauka, também acoplado este ano.

A espaçonave Progress M-UM era composta pela montagem do módulo Prichal com um compartimento de montagem de instrumentos (PAO) de uma nave Progress M padrão equipada com um compartimento de transição especialmente desenvolvido. O compartimento de montagem de instrumentos, portanto, corresponde ao compartimento de uma Progress M com modificações para aumentar sua rigidez e resistência em relação à massa da espaçonave aumentada para 8.180 kg.

A progress M-UM na configuração original, quando foi lançada em 24 de novembro passado

Às 02h03, horário de Moscou, os especialistas do Centro de Controle da Missão TsNIIMash emitiram a ordem para desencaixar o compartimento de montagem de instrumentos, após o que ele foi enviado para “voo livre “. Depois de afastado a distancia segura, os especialistas russos começaram a descida controlada do compartimento para fora da órbita terrestre.

O padrão de voo do compartimento após a separação do Prichal é semelhante ao padrão de voo das espaçonaves-módulos Progress M-SO1 (que levou o compartimento Pirs) e Progress M-MIM2 (que rebocou o módulo Poisk até seu porto de acoplagem). A previsão era de que o sistema de propulsão comeceçasse a frear às 06:45 (horário de Moscou) e operasse por cerca de 13 minutos. Depois disso, o compartimento começaria a sair da órbita e em cerca de 24 minutos entraria nas camadas densas da atmosfera terrestre. A parte principal da espaçonave desintegrará na atmosfera e os destroços cairião em região não navegável do Oceano Pacífico, a 2.460 km da cidade de Wellington (Austrália) e 7.030 km de Santiago do Chile.

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