Japão lança Inmarsat 6-F1

Satélite de comunicações é o mais avançado da empresa

H2A-204 nº 45 decola de Tanegashima transportando o Inmarsat 6-F1

O satélite Inmarsat-6 F1 foi lançado hoje, quarta-feira (22 de dezembro) por um foguete japonês Mitsubishi H-2A 204 nº 45 (Raketto 45) do Centro Espacial de Tanegashima às 10:32 am EST (1532 GMT). O Inmarsat-6 F1, de 5.470 kg é o primeiro de dois satélites “I-6” que a empresa sediada em Londres planeja colocar em órbita geoestacionária, de 35.790 quilômetros. A espaçonave tem um sistema russo de propulsão elétrica a xenônio Fakel SPT140D, para fazer as mudanças de órbita e manter estacionamento.

O foguete japonês de classe média H-IIA foi criado por encomenda da Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) pela Mitsubishi Heavy Industries. É um lançador movido a hidrogênio e oxigênio líquidos com quatro foguetes auxilares de propelente sólido (na versão 204, “4” de quatro ‘boosters’) – capaz de lançar seis toneladas de carga útil em órbita. O primeiro vôo desse modelo geral (H-IIA) de foguete ocorreu em 29 de agosto de 2001. O custo de um lançamento é estimado em US $ 90 milhões. O transportador consiste em um primeiro estágio equipado com quatro ‘boosters’ e um motor principal, um segundo estágio que dá partida após o desligamento do primeiro estágio e uma carenagem de cabeça que abriga o satélite. O comprimento total no momento do lançamento é de 53 metros e o peso total previsto é de 443 toneladas.

Alguns segundos após a decolagem, o H-IIA iniciou uma manobra de giro para atingir o azimute leste em direção à sua órbita de transferência geoestacionária (GTO). Após 1 minuto e 40 segundos, os quatro SRBs (foguetes auxiliares) se separaram. Os quatro SRB-A3 foram ejetados em pares, o primeiro após 2 minutos e 5 segundos do lançanento, e o segundo par 2 segundos depois. Quando o foguete atingiu o espaço, a carenagem de cabeça foi largada após cerca de quatro minutos de vôo. Após seis minutos e meio no voo de primeiro estágio, o motor LE-7A foi desligado. Após alguns segundos, o segundo estágio é separado e seu motor LE-5A é ligado. Após aproximadamente cinco minutos e meio de queima, o segundo estágio entrou em órbita de estacionamento baixa e desligou o motor. A partir daí, o segundo estágio entrou em uma fase de costeamento antes de sua segunda ignição. Após a conclusão da queima, o foguete, ao ser ligado pela segunda vez, impulsionou a “pilha” (estágio e satélite) a órbita de transferência planejada. Essa ignição durou aproximadamente três minutos. Após a conclusão, o satélite I-6 F1 se separou do segundo estágio. A partir daí, os painéis solares da espaçonave foram estendidos e o sistema de propulsão foi acionado para lançar o satélite em sua órbita geoestacionária prevista.

Os satélites I-6 são compatíveis com os terminais para as redes ELERA e Global Xpress já operacionais da Inmarsat. Projetado e fabricado pela Airbus Defense and Space sobre seu chassi Eurostar 3000EOR, será o primeiro satélite de carga útil dupla com recursos em banda L (a “ELERA”) e banda Ka (a “Global Xpress”). Os satélites I-6 são citados pela Inmarsat como “os maiores e mais avançados já lançados, e também são os primeiros satélites ‘híbridos’ da Inmarsat, com cargas úteis de comunicações em banda L (ELERA) e banda Ka (Global Xpress). O I-6 F1 proporcionará o dobro da capacidade por feixe e o dobro da potência da geração anterior de satélites de banda L Inmarsat-4 (“I-4″), e muito mais dados podem ser transportados pela mesma quantidade de largura de banda. Adicione-se flexibilidade ilimitada de roteamento de feixe para atender à demanda segundo a segundo, mesmo em ‘hotpots’ congestionados, e os I-6s serão catalisadores para as capacidades do ELERA.” O I-6 F1, uma vez no espaço, estendeu seus dois painéis solares de 47 metros de envergadura, formando uma espaçonave de 7,5 metros de comprimento, 2,90 de altura e 1,99 m de largura, estendendo sua antena parabólica de banda-L de cerca de 8,9 metros de diâmetro. Um painel conjugado de nove pratos de banda Ka completa o arranjo da espaçonave.

A empresa já possui quatorze satélites em órbita geoestacionária que fornecem conectividade global de voz e dados de alta velocidade para os clientes . O satélite de sexta geração é o primeiro de dois dos maiores e mais avançados do Reino Unido com suas cargas úteis duplas, capazes de operar nas bandas L e Ka.

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