Operação Santa Maria

Exercícios preparam o lançamento do VS-50, previsto para março de 2023

Foi realizada com sucesso, no Centro de Lançamento de Alcântara, a segunda fase da Operação Santa Maria, que trata da logística de lançamento do VS-50, veículo de sondagem financiado pela Agência Espacial Brasileira e desenvolvido em conjunto pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e pela Agência Espacial Alemã (DLR). A segunda fase da operação, realizada na quarta-feira (9 de junho), teve por objetivo realizar as adaptações na mesa de lançamento da Torre Móvel de Integração (TMI), a montagem e testes do sistema pneumático de fixação do veículo e a realização de testes de integração do motor S50 (que corresponde ao primeiro estágio do VS-50 e do VLM-1). No que se refere à preparação para as atividades operacionais, a Operação Santa Maria foi idealizada em fases e etapas com o objetivo de mitigar riscos e evitar problemas que adiem, estendam ou até interrompam as futuras operações de lançamento do VS-50, previsto para março de 2023. O VS-50 tem como objetivo o teste em voo do motor S50 e de outros subsistemas, que serão empregados no VLM-1, mitigando os riscos técnicos do projeto de maneira semelhante à estratégia da família SONDA.

A configuração básica do veículo suborbital VS-50 é composta por um propulsor de propenete sólido S50 no primeiro estágio e um motor S44 no segundo. O veículo foi concebido em conjunto com a base móvel de foguetes (MORABA) do Centro Espacial Alemão (DLR) para ensaiar experimentos do projeto SHEFEX, componentes que poderão ser utilizados no projeto VLM e principalmente para desenvolver, fabricar e qualificar em voo o motor S50. Seu comprimento é de 12 metros, com diâmetro de 1,46 m e massa de aproximadamente 15.000 kg.

O desenvolvimento deste projeto foi iniciado em 2014 e segue em parceria com o DLR. Entretanto, apesar de ser um importante meio para desenvolver tecnologias necessárias para o VLM-1 e para as gerações futuras de veículos lançadores, não faz parte do escopo do projeto a redução dos riscos associados aos eventos necessários para a satelitização. Fato que reforça a necessidade do desenvolvimento de outro foguete, o VS-43.

Author: homemdoespacobrasil

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