EVA-74

Astronautas iniciam a ampliação do fornecimento de energia para a estação espacial

O astronauta da NASA Shane Kimbrough e o da Agência Espacial Européia, Thomas Pesquet, fizeram uma atividade extraveicular (EVA) de pouco mais de sete horas, a partir do módulo Quest da Estação Espacial Internacional hoje, quarta-feira 16 de junho. Sua tarefa foi instalar e estender o primeiro de seis novos grupos de painéis solares “ISS Roll-Out Solar Array – iROSA” para ajudar a fornecer energia a estação. A instalação foi concluída, mas a extensão dos painéis não foi feita, devido a problemas técnicos que atrasaram os trabalhos. A cobertura ao vivo da caminhada espacial começou na TV da NASA, no site da agência e no seu aplicativo a partir das 6h30 EDT, com os membros da tripulação programados para colocar seus trajes em energia de baterias próprias por volta das 8h, determinando o início da atividade. Durante a caminhada espacial de mais de sete horas (a 7 horas e 15 minutos de atividade eles já estavam de volta á cãmara de descompressão do Quest), Kimbrough e Pesquet trabalharam na extremidade esquerda da estrutura de treliça (truss) da estação (treliça ‘P6’) para adaptar o canal de energia 2B com a instalação e extensão do pacote iROSA.

Esta foi a 239ª caminhada no espaço em apoio à montagem da estação espacial. O tempo total das EVAs na estação agora é de 1.506 horas e 28 minutos.

Pesquet foi o tripulante extraveicular 1 (EV 1), com listras vermelhas em seu traje espacial EMU (Extravehicular Mobility Unit) e a câmera de capacete ‘helmetcam‘ 20 , enquanto Kimbrough foi o extraveicular 2 (EV 2), com um traje EMU sem fita de identificação e helmetcam 22. O Canadarm2 foi usado para manobrar o pacote iROSA no lugar, comandados de dentro da estação pela astronauta americana Megan McArthur com o astronauta Mark Vande Hei servindo como reserva. As caminhadas espaciais de hoje e do proximo dia 20 serão a sétima e oitava para Kimbrough, e a terceira e quarta para Pesquet.

Kimbrough e Pesquet acionaram suas baterias às 08:11 AM ET para começar oficialmente a EVA.

Visão externa da estação espacial durante a atividade extraveicular

Pesquet prendeu um suporte de apoio portátil para os pés ao braço do robô da estação; ele subiu no suporte , puxando a iROSA e segurando-a enquanto a operadora do braço McArthur o levou para junto a Kimbrough. Pesquet, ancorado na extremidade do braço do robô ; Kimbrough relatou que os monitores e módulo de controle, ou Display and Control Module – DCM, em seu traje pareciam estar desligados; A oficial de cominucação em Houston, CAPCOM Jenni Sidey disse aos astronautas que a remoção da iROSA fosse interrompida enquanto se aguardasse a resolução do problema com o DCM de Kimbrough; (o DCM fornece dados sobre o status dos sistemas da EMU) ; depois, Sidey disse a Kimbrough para retornar à câmara de ar do Quest para que pudesse reconectar seu traje à fonte de energia da estação e ‘resetar‘ seu DCM; Assim, religado, forneceria, dados de diagnóstico, ou até corrigiria o problema imediatamente; O comentarista da NASA, Rob Navias, enfatizou que Kimbrough não corria perigo; os sistemas de suporte de vida de seu traje operavam normalmente; mas os engenheiros queriam ter certeza de que entenderam e resolveram o problema com o DCM (uma leitura errada do sublimador do escafandro pressurizado) antes de prosseguir. Uma vez resolvido o problema, Kimbrough seria instruído a voltar para o local de trabalho da iROSA enquanto os engenheiros continuam avaliando o desempenho do sublimador de seu traje; o trabalho para mover a iROSA em direção ao local de instalação do P6, no entanto, permaneceria em espera para a resolução do problema do sublimador.

A redefinição corrigiu os problemas com o módulo de controle e exibição de seu traje que fornece informações sobre o status. Depois de checar o pico na leitura da pressão no sublimador, que faz o resfriamento do traje , os controladores de vôo fizeram Kimbrough “dar um ciclo” (desligar e ligar) no sistema. Os dados se estabilizaram. Kimbrough voltou para o local de trabalho, onde os painéis solares permaneciam no equipamento de apoio ao vôo. Enquanto isso, Thomas Pesquet permaneceu no apoio para os pés preso ao Canadarm2 em preparação para continuar o trabalho.

O sublimador funciona com água de alimentação passando por um regulador que reduz a pressão para 2,55 a 4,15 psid acima da pressão ambiente para sua operação. O tripulante usa um interruptor no DCM para controlar uma válvula de interrupção. A chave permanece na última posição selecionada se a eletricidade for desligada da EMU. A água de alimentação passa para o sublimador, congela numa placa porosa de aço inoxidável e o gelo sublima no espaço. Esta sublimação resfria a água de resfriamento, que flui através do sublimador adjacente à placa resfriada. Um transdutor de pressão faz o monitoramento da pressão da água de alimentação pelo sistema de controle ambiental. Quando o sublimador não está em operação, o transdutor é usado para monitorar a pressão ambiente. É aberto ao ambiente através da placa porosa.

Display and Control Module – DCM, do traje EMU

O problema foi resolvido e às 03h46m ET (1557 UTC) a CAPCOM Jenni Sidey disse que Pesquet e Kimbrough estavam prontos para prosseguir com a remoção e instalação da iROSA no segmento P6.

Pesquet e Kimbrough tentaram girar as duas metades do painel para sua posição aberta, mas um problema de “interferência” evitou o trabalho; eles fotografaram o mecanismo e dobraram-no de volta por enquanto.

Transferência do equipamento para a posição de instalação
Instalação do iROSA no circuito de cablagem 2B da treliça P6

O conjunto dos novos paines solares chegaram à estação na espaçonave de carga SpaceX Dragon CRS22 como parte da 22ª missão comercial de serviços de reabastecimento para a estação. Em 10 de junho, os operadores do Centro de Controle da Missão no Centro Espacial Johnson da NASA usaram o braço-robô Canadarm2 da estação para extrair os painéis solares do compartimento vazado do Dragon em preparação para a instalação. No domingo, 20 de junho, Kimbrough e Pesquet instalarão o segundo painel para modificar o canal de alimentação 4B na treliça P6. Os novos painéis solares irão aumentar a área dos existentes, que estão funcionando bem, mas começam a mostrar sinais de esperada degradação , pois operaram além de sua vida útil projetada de 15 anos. O primeiro par de painéis solares foi estendido em dezembro de 2000 e alimenta a estação há mais de 20 anos.

iROSA instalado ( e ainda retraído) na base do eixo de rotação Beta Gimbal do painel solar original na P6
O iROSA é um sistema composto por barras de fibra de carbono de 19, 56 cm de diâmetro, estrutura de raiz de alumínio, com dobradiça no meio para acomodar a configuração de lançamento
Anexar o iROSA ao Beta Gimbal Assembly original permite o uso de rastreamento solar existente, distribuição de energia e cablagem
ISS Roll Out Solar Array estendido sobre um painel solar antigo
Astronautas trabalham no iROSA
iROSA instalado na frente do painel solar original. Sombreando aproximadamente dois terços dos paineis originais e conectadas ao mesmo sistema de energia para aumentar o fornecimento existente ; a parte não sombreada do original permanece ativa

A dupla chegou para uma missão de seis meses na estação em 24 de abril com a missão SpaceX Crew-2 da NASA a bordo da nave Crew Dragon C206 Endeavour.

Author: homemdoespacobrasil

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