Nave Dragon 2 ‘CRS-22’ será lançada do KSC LC-39A hoje

A CRS-22 decola hoje, 3 de junho às 14:29 hora de Brasília; Veja a entrevista da NASA sobre a missão

Especialistas em meteorologia do 45º Esquadrão Meteorológico da Estação da Força Espacial do Cabo Canaveral prevêm 60% de chance de condições climáticas favoráveis para o lançamento de hoje, com a regra de nuvem cumulus e o voo através da precipitação servindo como as principais preocupações meteorológicas.

Falcon 9 FT v1.2 B1067-1, de manhã, na plataforma LC-39A na Flórica
Falcon 9 FT v1.2 número B1067-1 na plataforma LC-39A

O lançamento da nave Dragon 2 C209 para a missão CRS-22 da SpaceX será feito a partir do Complexo de Lançamento -39A hoje 03 de junho às 17:29 UTC – 14:29 Brasilia, com data de lançamento reserva no dia 04. O ‘core’ do primeiro estágio B1067.1 pousará a 303 km da Flórida, na balsa-drone Of Couse I Still Love You, rebocada pelo rebocador Mr. Jonah. A reentrada do segundo estágio ocorrerá sobre o sul da Austrália na primeira órbita.

Entrevista da equipe de lançamento sobre o voo

Pergunta: por Stephen Clark do Spaceflight Now: Qual é a hora exata em segundos para o lançamento do foguete na quinta-feira? Quais são as oportunidades de lançamento além de quinta e sexta-feira?
Resposta: (Sarah Walker – Diretora, Dragon Mission Management – SpaceX): Exatos, 01:29:15 EDT (17:29:15 UTC), e a data de reserva é 01:03:33 EDT (17:03:33 UTC). Teremos a 3 e 4 de junho. Se não lançarmos em nenhuma dessas oportunidades, esperaremos um dia e atualizaremos uma grande quantidade de cargas da NASA – materiais científicos – e então teremos outras duas oportunidades, o par de dias seguinte, 6 e 7, que seria a próxima oportunidade .

Pergunta de Stephen Clark: Com o lançamento do satélite Sirius XM neste fim de semana (atualmente previsto para 12h25 às 02h26 EDT -04h25-06h26 UTC, no domingo, 6 de junho), vocês poderiam fazer dois lançamentos de foguetes em um mesmo dia se necessário?
Resposta: (Sarah Walker): Sim. Portanto, definitivamente examinamos todas as várias restrições que afetam o quão próximos , mesmo em horas, poderíamos lançar duas missões, e acho que chegamos bem perto disso em missões anteriores. No momento, se lançarmos no dia 3 ou no dia 4 de junho, eles não estarão muito próximos um do outro, mas certamente se formos para o dia 6 de junho, eles [os lançamentos] estarão dentro de 24 horas.

Pergunta: Qual será a próxima missão para este novo booster de primeiro estágio? [O B1067]
Resposta de Sarah Walker: Na verdade, vai ficar com a família [ou seja, nos hangares] por um tempo, então será alocado para a Crew-3, a próxima missão da tripulação no outono.

Pergunta: Por quanto tempo a porta de conexão frontal do módulo Harmony estará disponível para a missão [Boeing] OFT-2, e se a programação do OFT-2 depende do lançamento e acoplamento do módulo russo MLM “Nauka”?
Resposta: Joel Montalbano – Gerente do Programa ISS na NASA: Não há realmente nenhuma dependência entre a porta do “Node 2” Harmony e o MLM russo. Gostamos de ter certeza de não ter atividades dinâmicas nos dias consecutivos e gostamos de [ter] alguns dias entre esses eventos. Quanto à duração [da OFT-2], será uma missão curta, da ordem de quatro a oito dias. Pode durar um pouco mais se precisarmos configurar as manobras certas para o pouso, mas será uma missão curta.

Joel Montalbano: Temos um horário de lançamento às 13h29, horário do leste dos EUA, na quinta-feira. Isso nos prepara para uma acoplagem na manhã de sábado por volta das 5 da manhã, horário do Leste, e isso nos colocará na escotilha “zenite” do Harmony, ou seja, a escotilha de acoplamento que está no “topo” da Estação Espacial. Esta missão retornará no início de julho com aproximadamente 2.100 kg de carga pressurizada.

Outro mês agitado será julho. Os russos estarão lançando o Módulo de Laboratório Multifuncional Nauka para a Estação , com lançamento programado para 15 de julho com acoplagem no dia 23. Também teremos uma realocação de escoltinhas, onde colocaremos os membros da tripulação a bordo do Crew Dragon e moveremos o veículo da porta dianteira do Harmony para a porta “zênite”. Isso abre a porta frontal para a missão de teste não tripulado da Boeing Starliner programada para 30 de julho.

Planejando para agosto, temos uma missão Northrop Grumman-16 [NG-16], outra missão SpaceX (CRS-23, atualmente prevista para 18 de agosto), então, novamente, continuaremos extremamente ocupados na estação. (uma segunda realocação de portas ocorrerá entre a OTF-2 e a SpX / CRS-23.)

Sarah Walker: Teremos uma acoplagem de manhã cedo, por volta das 05:13 da manhã de sábado, horário do leste. E, por último, eu queria mostrar a vocês um vídeo incrível. Na verdade, trata-se de uma filmagem da CRS-21, a última missão de carga que foi para a ISS. É assim que a ISS se parece nas câmeras do Dragon [do sistema DragonEye de aproximação para acoplagem], uma vez que realiza uma série de manobras para se aproximar gradualmente, se encontrar e, eventualmente, se conectar com a estação. O vídeo de um minuto começou às 16:17 na entrevista.

Megan Cruz – Oficial de Relações Públicas da NASA: Mais uma vez, a decolagem está marcada para amanhã, 3 de junho, às 13h29, horário do leste dos EUA. A cobertura do lançamento começará 30 minutos antes, por volta das 13h, também no horário do leste dos EUA, e terminará cerca de 20 minutos depois disso, mas faremos novamente a cobertura no sábado, 5 de junho, às 03h30, para a acoplagem na Estação Espacial por volta das 05 : 00 da manhã.

Perfil do lançamento – imagem SpaceX
Reentrada e pouso do ‘core’ do primeiro estágio B1067.1 na balsa-drone
Área de reentrada do segundo estágio do foguete
Fases entre o lançamento e o pouso do core B1067.1 na balsa – ElonX

Esta será a 22ª missão de Serviços de Reabastecimento Comercial (CRS) da SpaceX e a segunda missão de carga dessa versão Cargo Dragon. Esta é a segunda missão da SpaceX a levar materiais para a NASA sob o segundo contrato comercial da agência.

Cargas transportadas pela nave Cargo Dragon 2 SpX-22
Emblema da missão, pela NASA

A espaçonave transporta:
Experimentos científicos: 920 kg
Equipamentos logísticos: 345 kg
Suprimentos para a tripulação: 341 kg
Equipamento de atividade extraveicular: 52 kg
Equipamentos e suprimentos de informática: 58 kg
Cargas úteis externas: 1.380 kg

Entre os experimentos que dentro da cápsula pressurizada estarão uma variedade de experimentos e estudos de pesquisa, incluindo:

Material para desenvolver medicamentos e terapias para o tratamento de doenças renais
Experimento com sistemas de raízes de algodão para identificar variedades de plantas que requerem menos água e pesticidas
Teste de nova tecnologia de ultrassom portátil em microgravidade (Butterfly IQ Ultrasound)

Duas experimentos biológicos:
Um analisará a lula sepietta oweniana como um modelo para examinar os efeitos do voo espacial nas interações entre micróbios benéficos e seus hospedeiros animais
O segundo experimento examinará a adaptação dos tardígrados ao ambiente hostil do espaço, o que pode contribuir para a solução de problemas de longo prazo para a produção, distribuição e armazenamento de vacinas na Terra

Experimentos do NASA Glenn Research Center :
Reconfiguração do Rack de Integração de Combustão (CIR)

O Programa de Experimentos de Voo Espacial de Alunos (SSEP) tem cinco ítens transportados:
Missão 14B – três experimentos
Missão 15A – dois experimentos

O Laboratório Nacional da ISS (ISS United States National Laboratory) está patrocinando mais de uma dúzia de cargas úteis com parceiros educacionais e comerciais:
Colgate-Palmolive – investigação de biofilmes orais
Eli Lilly – para examinar os efeitos da gravidade no estado físico e nas propriedades de produtos farmacêuticos liofilizados

Nave Cargo Dragon 2 C209.1 para a missão SpX-22

Cargas transportadas:
ISS Roll-Out Solar Arrays (IROSA)
– Painéis solares para instalação durante as caminhadas espaciais previstas para atualizar as capacidades de eletricidade em órbita.
Catalytic Reactor , Reator catalítico – unidade para fornecer suporte de economia para a capacidade de produção de água para o controle ambiental e sistema de suporte de vida (environmental control and life support system ECLSS)
Commercial Crew Vehicle Emergency Breathing Air Assembly (CEBAA) Regulator Manifold Assembly (RMA) – Montagem de emergência de ar respirável de espaçonave comercial; Conjunto de tubulação reguladora – Concluindo a primeira configuração para capacidade de suprimento de ar de emergência, este sistema integrado suporta até cinco membros da tripulação por até uma hora durante um vazamento de amônia de emergência da ISS
Unidade eletrônica Kurs para o módulo Zarya – Equipamento essencial para acoplamento por controle remoto pilotado por cosmonauta (sistema TORU) está sendo lançado para apoiar a atividade de manutenção planejada durante 2021
Portable Water Dispenser (PWD) Filter, Filtro de distribuição portátil de água – Conjunto de filtro principal usado para remover o iodo da água consumida pela tripulação durante as operações normais
Commercial off-the-shelf (COTS) Air Tanks, Tanques de ar comerciais ‘da prateleira’, genéricos
– tanques de ar descartáveis ​​para fazer reabastecimento de gás para atividades de repressurização de cabine de rotina em órbita
Iceberg – capacidade crítica de armazenamento a frio para auxiliar em operações de carga útil expandida

A nave de carga levará esse primeiro conjunto desses seis painéis solares ISS Roll Out Solar Array, ou iROSA, que aumentarão a energia dos painéis existentes na ISS. Roll-on significa ‘desenroláveis’. A massa estendida deste painel iROSA (700 kg) será o dobro do modelo original ROSA (testado em 2017 numa configuração reduzida), que era de aproximadamente 340 kg.

ISS Roll Out Solar Array

Cargas a serem retornadas pela cápsula
Catalytic Reactor Developmental Test Objective (DTO)
– Objetivo de teste de desenvolvimento do reator catalítico – unidade de sistema de suporte de vida e controle ambiental de desenvolvimento (environmental control and life support system ECLSS) retornando para teste, desmontagem e avaliação (testing, teardown, and evaluation TT&E) para determinar a causa da falha e subsequente novo voo
Urine Processing Assembly (UPA) Distillation Assembly , Conjunto de processamento de urina / Conjunto de destilação – unidade de substituição orbital ECLSS crítica usada para destilação de urina, processamento e retorno de uso futuro para TT&E e renovação para atender a demanda futura de peças sobressalentes
Sabatier Main Controller, Controlador principal Sabatier – Mecanismos do sistema Sabatier principal / Sistema de Geração de Oxigênio (Oxygen Generation System OGS) para produção de água em órbita
Rodent Research Habitats , Habitats de pesquisa de roedores (AEM-X) – Gaiolas plásticas usadas ​​durante missões de pesquisa de roedores retornando para reforma para apoiar futuras missões no início de 2022
Nitrogen/Oxygen Recharge System (NORS) Recharge Tank Assembly (RTA) , Sistema de Recarga de Nitrogênio / Oxigênio /Conjunto de Tanque de Recarga – Tanques de gás vazios retornando para reutilização, para atuar operações de uso de gás de alta pressão e atividades em órbita

A SpaceX completou 21 das 22 missões de reabastecimento de carga para a estação espacial (uma nave – CRS-7 – foi perdida num lançamento mal-sucedido), transportando mais de 50 toneladas de suprimentos e trazendo aproximadamente 40 t de massa de retorno.
De acordo com fontes, o ‘booster’ 1067.1 será usado para este vôo.

Também uma série de Cubesats serão enviados à ISS na missão CRS-22:

BeaverCube 3U – para tecnologia, educação, do MIT, com um propulsor de íons ‘eletropray’ (4 kg)
CaNOP 3U – Observação da Terra Carthage College, Kenosha, Wisconsin (4 kg)
CAPSat 3U – Tecnologia Universidade de Illinois, Urbana- 3U
EagleSat 2 da Embry-Riddle Aeronautical University
PR_CuNaR 2 3U – Universidade Interamericana de Porto Rico, Bayamon
SPACE-HAUC 3U – Universidade de Tecnologia de Massachusetts, Lowell (4 kg)
Stratus 3U – Michigan Technological University
RamSat 2U – de Escolas Públicas de Oak Ridge, Oak Ridge, Tennessee (2 kg)
Alpha 1U – da Cornell University vela leve (1 kg)
ARKSAT 1 1U – da University of Arkansas (1 kg)
SOAR – Satellite for Orbital Aerodynamics Research – da Universidade de Manchester

BeaverCube é uma missão educacional liderada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para apresentar aos alunos do ensino médio a ciência e a tecnologia aeroespacial por meio do projeto de um CubeSat 3U.
Sua carga científica irá medir as propriedades das nuvens, as temperaturas da superfície e a cor do oceano para estudar o clima da Terra e os sistemas meteorológicos. O BeaverCube também demonstrará um aplicativo para o uso de tecnologia de liga com memória de forma via calibração em órbita.

BeaverCube

CaNOP ( Canopy Near-IR Observing Project ) é uma missão de investigação científica do Carthage College, Kenosha, Wisconsin para desenvolver uma plataforma de sensoriamento remoto tipo 3U para realizar imagens multiespectrais de florestas para ajudar a entender a produção de biomassa em grande escala e a absorção de carbono em florestas maduras e colheitas. A missão do CaNOP é obter imagens de resolução média de florestas com resolução espectral de 10 nm no espectro visível e no próximo ao infravermelho. Esses dados serão usados ​​para calcular as taxas espectrais, como NDVI, para inferir o conteúdo de carbono em florestas antigas e colhidas.

CaNOP

O CAPSat ( Cooling, Annealing , Pointing Satellite ) é um CubeSat 3U numa missão de demonstração de tecnologia para navegação e controle . O CAPSat investigará três experimentos científicos exclusivos utilizando as cargas úteis a bordo: painéis extensiveis ​​acionados por tensão; um sistema térmico ativo para pequenas espaçonaves; e detectores de fluxo único de fóton (SPAD)

CAPSat

O EagleSat 2 é uma missão 3U que a Embry-Riddle Aeronautical University projetou como uma investigação científica de detecção de partículas de raios cósmicos e estudo dos efeitos da radiação solar em vários tipos de memória de acesso aleatório (RAM) em um experimento de degradação dessas memórias.

EagleSat 2

O PR-CuNaR 2 ( Puerto Rico CubeSat NanoRocks-2 ) é um CubeSat 3U da Universidad Interamericana de Puerto Rico, Bayamon, para aumentar a compreensão dos resultados de colisões relevantes entre partículas milimétricas em um disco protoplanetário. O experimento aproveitará a longa duração e a alta qualidade da microgravidade fornecida por um CubeSat em órbita baixa para obter uma amostra de resultados colisionais em velocidades muito baixas (<10 cm / s). O experimento consiste em nove câmaras contendo diferentes quantidades de partículas que são mecanicamente agitadas para induzir colisões entre elas. O vídeo das colisões indicará os parâmetros de colisão (massa, densidade e composição das partículas e suas velocidades de colisão) que levam à aderência, ricochete e fragmentação dos agregados. No caso de ricochetes, o coeficiente de restituição (uma medida da dissipação de energia) será medido.
Após a ejeção a partir de seu dispensador, PR-CuNaR2 começará a contagem regressiva de um cronômetro de 30 minutos e, em seguida, ligará a placa-mãe. Em seguida, o sistema de controle passivo começa a atuar. Após estabilizar o CubeSat, o motor vibratório será ligado por 15 segundos e depois parará. Após 45 segundos de pausa no motor, as partículas continuarão a se mover e, em seguida, a placa da câmera e as luzes de fundo serão ativadas para registrar as colisões. O programa da câmera será executado por 5 minutos e a seguir passará a armazenar o vídeo e o processará para ser enviado por rádio. O CubeSat entrará em modo de carregamento. Após o lançamento, o rádio será ligado apenas no modo de recepção. À medida que o satélite passar sobre uma estação terrestre, a estação balizará continuamente em direção ao satélite. Quando o rádio do satélite ouvir o sinalizador, junto com o código do número de série adequado, ele responderá e um link será estabelecido. Nesse ponto, a estação terrestre pedirá informações ao satélite, normalmente dados de carga útil ou telemetria. O satélite responderá fazendo um downlink das informações. Quando o link for perdido devido ao satélite ter ficado fora de vista, se o satélite estiver transmitindo, tentará por até 3 segundos completar o último pacote transmitido. O satélite irá então reverter para um modo de recepção passiva e aguardar o próximo sinalizador de uma estação terrestre.

PR-CuNaR2

O SPACE-HAUC ( Programa de Ciência em torno da Engenharia de Comunicação com Projeto de Quadros de Graduação de Alto Desempenho ) é uma missão educacional com um Cubesat 3U destinada a prática de treinamento de alunos que também demonstrará a direção de um feixe de banda X a partir de um CubeSat.
A carga útil consiste em um rádio controlado por software. O objetivo é demonstrar a praticidade da comunicação em altas taxas de dados na banda X usando um painel tipo fase de antenas planas . As antenas vão operar em frequências de 8,0 a 8,4 GHz a partir de uma órbita de cerca de 450 km. A telemetria será feita usando um rádio controlado por software para criar um sinal modulado de frequência intermediária (IF). O IF será misturado com um oscilador e amplificado para produzir o sinal de transmissão. Filtros serão usados ​​para garantir que o sinal fora de banda permaneça abaixo dos níveis exigidos pela licença de transmissão.

Space-HAUC

Stratus – A missão do Stratus foa desenvolvida pela Michigan Technological University, Houghton, para estender e demonstrar uma plataforma CubeSat 3U de baixo custo capaz de medir a fração da cobertura de nuvem, a altura e o vento dos topos das nuvens com desempenho comparável aos melhores dados obtidos por satélites da NASA. O Stratus tem um telescópio infravermelho térmico estabilizado em três eixos que será usado para gerar as imagens das nuvens atmosféricas. Usando processamento de imagem estéreo assíncrono, os dados do Stratus fornecerão informações sobre fração de nuvem, vento superior e altura da parte superior delas, que podem ser usadas para aprimorar modelos climáticos. Os dados brutos retornados pelo cubesat serão imagens de infravermelho térmico ​​de paisagens nubladas na atmosfera terrestre. Durante a fase I da missão, o Stratus operará em uma configuração estabilizada de três eixos com colimador infravermelho na direção do nadir. Nesta configuração, o Stratus operará como um topógrafo das nuvens, gerando imagens para mostrar a fração da nuvem. Durante a fase II, o Stratus coletará dados que revelarão a altura do topo das nuven e os ventos. Isso será realizado por meio de imagem estéreo assíncrona, uma técnica em que duas ou mais fotos da mesma cena são gravadas de diferentes pontos de vista. O angulo de visao é deslocado lateralmente de imagem para imagem com base na paralaxe do ponto de vista. O veículo Stratus foi construído com componentes disponíveis comercialmente com muito pouco desenvolvimento personalizado.

Stratus

O RamSat é um satélite educacional CubeSat tamanho 2U da Robertsville Middle School em Oak Ridge (Oak Ridge Public Schools), Tennessee, para desenvolver um currículo STEM do ensino médio para a construção de CubeSats. É equipado com células solares e baterias e tem massa de 2 kg; O satélite usará uma câmera de pequeno porte para tirar fotos da regeneração da floresta nas Montanhas Great Smoky perto de Gatlinburg. Essa área foi queimada em incêndios florestais após o Dia de Ação de Graças de 2016

RamSat

O Alpha é um satélite de demonstração da tecnologia CubeSat 1U da Cornell University para estender uma vela leve de 1 × 1 m, propelida a laser, com quatro minúsculos “chipsats” chamados Sprites nas pontas da vela, e acoplados ao cubesat principal. Uma vez ejetados, os chipsats vão tensionar a vela, que assumirá trajetória própria. Cada Sprite ChipSat é uma espaçonave em miniatura que pesa 4,2 gramas, mede 3,5 × 3,5 cm e tem sua própria geração de energia, sensores, controle de atitude e subsistemas de comunicação. Originalmente concebidas como sensores microeletromecânicos (MEMS), essas espaçonaves podem fazer downlink de dados em órbita terrestre baixa.
O modelo Sprite foi desenvolvido na Cornell University no laboratório Space Systems Design Studio e testado para um Technology Readiness Level (TRL) com o apoio do NASA Innovative Advanced Concepts – NIAC.
O Alpha CubeSat foi projetado para ejatar os Sprites e a vela leve a eles anexada. O chassi 1U tem seus próprios sistemas de comunicação, comando e manipulação de dados, controle de atitude, energia e ejeção. A vela solar tem apenas 0,04 mm de espessura – com seus quatro Sprites, pesa menos de 100 gramas. Um bloco tipo CubeSat 0,5U é dedicado à carga útil (a vela solar e quatro Sprites), e um módulo 0,5U contém os computadores de vôo, comunicações e armazenamento de energia. Cada uma das seis faces do CubeSat possui um painel solar que gera energia. O painel solar superior está preso a uma dobradiça e serve como porta de liberação para o ejetor.

Alpha 1U

O ARKSAT 1 ( Arkansas Satellite ) é uma missão de demonstração da tecnologia tamanho 1U da Universidade de Arkansas. O ARKSAT-1, feito em placas de alumínio 6061, deve fazer medições de composição atmosférica a partir da órbita baixa usando uma lâmpada de flash de xenônio como fonte calibrada para rastreamento de solo, um telescópio montado com espectrômetro UV-Vis-NIR. Seu foco secundário é demonstrar a frenagem do cubesat usando um balão SSIB (Solid State Inflation Balloon) desenvolvido para o Small Satellite Technology Program (SSTP). O emissor de luz é baseado no módulo de lâmpada flash de xenônio Hamamatsu L12336 Série Compact 2W.
O satélite tem células solares de arsenieto de gálio – GaAs – em todas as seis faces, tem baterias integradas de 20 Whr ; um banco adicional de dez baterias de lítio de 100 mAh; Electronic Power System -EPS – secundário para conduzir e controlar os LEDs (36 V nominais); LED de alta potência (carga útil primária); Luminus CXM-27 Gen 1 COB matrizes LED branco, 11-12.000 lm, 119-130 lm / W; Lente condensadora de 50 mm na face –Z; Tubos de calor usados ​​para dissipar o calor gerado para as estruturas laterais; Sensores: Entrada para determinação de atitude e sistema de controle (ADCS); IR e coleta de imagens ópticas / downlink ; Sensores de infravermelho AMG88 8×8 para detecção grosseira da Terra e apontamento do nadir (todas as faces); Sensores MelexisMLX90640 32×24 IR para um apontamento mais preciso ; PutalPTC06, saída JPEG para rastreamento de solo diurno TTL óptico ; giroscópio TDK ICM-20948 MEMS de 9 eixos, acelerômetro e bússola (em todas as seis faces); Bobinas magnéticas de cobre impressas em PCBs em todas as faces.

ARKSAT 1

O SOAR, enquanto estiver em órbita, o satélite será controlado a partir de uma estação terrestre baseada no campus da Universidade, onde os experimentos serão conduzidos e analisados. Os dados recebidos do satélite serão enviados aos cientistas que estudarão as interações entre a atmosfera residual nas órbitas baixas e novos materiais desenvolvidos na Universidade que podem reduzir o arrasto e aumentar o desempenho aerodinâmico.

SOAR
Os cubesats serão ejetados a partir de dispensadores como este, da NanoRacks, que lançará o RamSat e o SOAR – foto NanoRacks

O primeiro satélite das Ilhas Maurício, MIR-SAT1, foi lançado na missão SpX-CRS22. MIR-SAT1 (Mauritius Imagery and Radio – Satellite 1, Imagens e Rádio das Maurício – Satélite 1) foi projetado por uma equipe de Engenheiros mauricianos e um radioamador experiente da Sociedade de Rádio Amador das Ilhas Maurício em colaboração com especialistas da AAC-Clyde Space UK. Maurício foi o vencedor da 3ª rodada do Programa UNOOSA / JAXA KiboCube em 2018. A JAXA concedeu à nação a oportunidade de construir e ejetar seu Cubesat tipo 1U através da Estação Espacial . Em fevereiro, MIR-SAT1 foi entregue para JAXA a ser lançado a partir do Módulo Experimental Japonês (Kibo), no aparelho de ejeção “KiboCUBE” na ISS.

O objetivo principal do MIR-SAT1 é desenvolever tecnologia de satélite por meio desenho, revisão de design, montagem, integração e teste. Paralelamente, o MRIC montou uma estação terrestre localizada nas suas instalações em Ebene, que servirá para controlar e operar o MIR-SAT1. Esta estação terrestre também permitirá o recebimento de dados e telemetria de outros satélites. A estação terrestre está sendo equipada com um módulo ‘FlatSat’, uma réplica do 1U, permitindo aos engenheiros simular todas as manobras necessárias antes de enviar os comandos ao CubeSat. O Módulo FlatSat é uma ferramenta chave para os engenheiros mauricianos projetarem futuros CubeSats após o MIR-SAT1.

Author: homemdoespacobrasil

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