China lança três satélites Yaogan-30

Aparelhos do sistema de inteligência eletrônica foram acompanhados de um minisatelite para Internet das Coisas

A China lançou hoje em órbita um trio de satélites militares Yaogan-30 (08) às 18:11 UTC . O lançamento do foguete Changzheng-2C com satélites da série Yaogan-30 ocorreu do espaçoporto de Xichang na província de Sichuan. Sudoeste da China. às 02h11 de 7 de maio, horário de Pequim. O lançamento foi bem sucedido, e todos os satélites foram colocados nas órbitas circulares previstas com inclinação de 35° e uma altitude de cerca de 600 km. Os satélites serão usados para “monitoramento eletromagnético e testes técnicos”. Além disso, um satélite da série Tianqi também estava a bordo do veículo de lançamento. O satélite Tianqi-12 (Tiānqǐ xīngzuò) foi projetado para retransmitir informações a usuários de vários dispositivos de coleta de dados baseados em terra no sistema IoT – Internet das Coisas. O satélite foi construído por encomenda da Companhia de Ciência e Tecnologia de Alta Tecnologia de Pequim Godian (Běijīng guódiàn gāokē kējì yǒuxiàn gōngsī – 北京 国 电 高科 科技 有限公司).


O desenvolvedor dos satélites Yaogan-30 é o Centro de Pesquisa de Microssatélites (IIAM) da Academia Chinesa de Ciências de Shangai. O nome oficial do desenvolvedor é Chuangsin-5 (创新 五号 卫星, Chuàngxīn wǔ hào wèixīng – CX-5), enquanto o nome do sistema é possivelmente ‘Qianshao-4’ (Qiánshào sì hào – 前哨 四号). De acordo com o despacho da agência de notícias Xinhua, o trio Yaogan-30 grupo 08 (遥感 三十 号 08 组 卫星, Yáogǎn sānshí hào 08 zǔ wèixīng YG-30 08) usam o ‘modo de rede multi-satélite‘ “principalmente para estudo do ambiente eletromagnético e a realização de testes técnicos.” Em menos de quatro anos, oito grupos de satélites CX-5 foram colocados em órbita, com três aparelhos cada, sendo que hoje são 66 unidades.
A declaração oficial da Xinhua segue o mesmo padrão desde o primeiro lançamento de Yaogans em 29 de setembro de 2017, e os observadores ocidentais acreditam que o objetivo real do sistema é a inteligência eletrônica (SIGINT). A inclinação orbital, anormalmente baixa para lançamentos chineses, limita a área de operação do sistema a uma faixa de latitudes equatoriais e tropicais, mas devido ao grande número de satélites lançados, uma ‘densidade’ – e por conseguinte a cobertura de área vigiada – muito grande, é obtida.
Segundo o vice-projetista do CZ-2C e comandante do grupo de testes Xing Jianwei disse ao jornal Zhongguo Hantian Bao, a carenagem de cabeça do CZ-2C estava equipada com um altímetro para fazer medições sobre a altitude de vôo da carenagem e, em parte, sobre sua orientação no processo de queda e entrada na atmosfera. Essa é uma tecnologia que levará à criação de um sistema de páraquedas para o pouso controlado das coifas em zonas predeterminadas.
Foi o 13º lançamento da China em 2021, com a CASC planejando mais de 40 missões orbitais para o ano.

Fontes
Xinhua
Igor Lissov – Novosti Kosmonavtiki

Author: homemdoespacobrasil

Sua referência em Astronáutica na internet